Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido - PPGDSTU/NAEA
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2294
O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) pertence ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará. O NAEA existe desde 1972, quando foi concebido como uma unidade de Pós-Graduação e de Pesquisa Interdisciplinar voltada à análise da dinâmica social, econômica e ambiental da Amazônia. No plano institucional, tinha a finalidade, enquanto instituto interdisciplinar, de propiciar a integração da Universidade Federal do Pará (UFPA) em suas diversas áreas de conhecimento, além de iniciar propostas de integração de pesquisas e ensino de pós-graduação no plano internacional, principalmente no que diz respeito à Pan-Amazônia.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido - PPGDSTU/NAEA por Orientadores "ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O comércio interno no Pará oitocentista: atos, sujeitos sociais e controle entre 1840-1855(Universidade Federal do Pará, 2002-12-02) LOPES, Siméia de Nazaré; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Na segunda metade do século XIX, os discursos dos presidentes da Província do Pará enfatizavam os ideais de progresso econômico local, que seria alcançado através do restabelecimento dos negócios e do comércio entre as diversas vilas e cidades da região. Para isso, lançavam a proposta de se organizar o mercado interno e se instalar companhias de comércio e navegação a vapor para dinamizar essas atividades comerciais. Porém, essas idéias políticas também atentavam para a necessidade de se implementar o controle fiscal, diante da ação do comércio clandestino. A partir das fontes impressas e da historiografia sobre o tema, analisam-se essas idéias e políticas entendendo nelas os argumentos e as finalidades da implementação da navegação a vapor voltada para o abastecimento interno da província e para o incremento do comércio de exportação. O objetivo deste trabalho é estudar essas políticas sobre a navegação fluvial e a fiscalização das atividades comerciais que burlavam as ações do fisco, fato sobre o qual reincidem as falas das autoridades da província.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunidad negra de Itacoã: territorio, biodiversidad y organización social, pilares para el etnodesarrollo?(Universidade Federal do Pará, 2005-03-22) SCOLES CANO, Ricardo; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Analisa e discute as possibilidades e limitações de etnodesenvolvimento da comunidade negra de Itacoã a partir do estudo de seus pilares de sustento: território, biodiversidade e organização social e sabendo que ela se encontra num processo de transformação das suas atividades produtivas pela maior necessidade de ingressos monetários das famílias moradoras. Neste estudo, o uso e manejo dos recursos naturais, a proximidade geográfica com a cidade de Belém do Pará e a capacidade organizativa interna têm sido considerados os principais fatores favoráveis para a melhora das condições de vida de população local. Por contra, a densidade populacional em relação à área demarcada, a minimização de alguns serviços sociais e as dificuldades sazonais de obtenção de renda mínimos têm sido analisados como obstáculos para a implementação de práticas de desenvolvimento rural. De igual modo se significa a manutenção da diversidade de plantas medicinais e frutíferas na área investigada, resultado da tradicional prática do manejo agroflorestal e as contradições das relações estabelecidas entre as diversas famílias do povoado e entre elas e as instituições envolvidas, públicas e de direito privado.Tese Acesso aberto (Open Access) Conservação, biodiversidade e bioeconomia: discursos neoliberais e a “Ecologia da Plantation” da soja na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2022-02-15) NUNES, Adriana; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884Esta tese doutoral estuda e analisa as relações e dispositivos de poder-saber que erigiram na Amazônia uma ideia de conservação dominante, de feição estatal, lastreada na descarbonização dos processos produtivos, de mudança de uso da terra, e na comoditização da floresta, sua biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Em tempos de enfrentamento à crise bioclimática, e da própria Amazônia ameaçada de colapso, o mais recente discurso político-científico global preconiza mudanças transformadoras na relação sociedade e natureza, notadamente no modelo econômico global, capazes de solucionar a crise do clima, paralisar a perda da biodiversidade planetária e prover o desenvolvimento sustentável, um Great Reset. O objeto de pesquisa está, por sua vez, centrado nas políticas públicas postas como transformadoras e ao mesmo tempo, conciliadoras do desenvolvimento e da conservação da floresta em uma fronteira da soja na Amazônia e ao mesmo tempo considerada um laboratório de políticas públicas de conservação, de onde emergem novas noções e apropriações do discurso global, a exemplo de “ecologia de aptidões”, “ecoeficiência”, “paisagem eficiente”, e de forma mais abrangente, “restauração da floresta”, “carbono neutro”, “economia de baixo carbono”, “transição sustentável” e “Bioeconomia”. A empiria principal da pesquisa é o “Modelo Municipal de Desenvolvimento e Inteligência Territorial de Paragominas”, no estado do Pará, mais especificamente a conservação das áreas de Reserva Legal (RL) de imóveis rurais particulares. O instrumental teórico da tese é interdisciplinar, combinando conhecimentos das ciências biológicas e os estudos analíticos do poder e discurso, nas ciências humanas. As opções metodológicas reúnem a sobreposição de escalas espaciais, análise bibliográfica e documental, entrevistas semiestruturadas, e, mapeamento das relações e dispositivos de poder-saber postos em nome da conservação, dinamizados entre Estado, empresas, instituições, organizações ONGs, e outros atores. Defende-se na presente tese, que uma nova ordem social global, que não apenas inclui a conservação, mas detém nela a condição de possibilidade para manutenção das práticas neoliberais de dominação do espaço e seus recursos, se encontra em curso. Este novo sentido da conservação, socialmente produzido, oferta soluções técnicas às crises que decorrem de graves problemas políticos como a desigualdade de acesso e uso dos recursos naturais, impondo saberes que promovem o ambientalismo de mercado, e não atuam sobre impulsionadores reais. Ao mesmo tempo, invisibilizam as práticas dos agentes sociais, que por meio de seus modos de vida asseguram a diversidade biológica, social, cultural e econômica, tornando-se dominante sobre as práticas fundamentadas no princípio comum. Concluímos que a Amazônia vem sendo palco de uma conservação impostora, embasada por “tecnociências”, que utiliza da prática de abandono de outras áreas à regeneração para destruir a RL, convertendo a floresta e sua biodiversidade em soja e em outras commodities agropecuárias; expropria e pulveriza comunidades locais da agricultura familiar e prioriza atores e setores associados às commodities de exportação, nas políticas públicas de desenvolvimento e enfrentamento da crise bioclimática. A “ecologia” presente nas “cartografias de aptidão”, “conservação ecoeficiente” e transição/transformação da agricultura sustentável constitui, na realidade, uma “Ecologia da Plantation” da soja, que ultrapassa a região, pois se organiza e beneficia grupos de poder de instâncias, organizações e instituições para além das paisagens certificadas e rastreáveis de Paragominas. Os resultados dos cinco (5) capítulos produzidos constituem um esforço para mostrar por quais processos são organizadas as práticas que transmutam desmatamento, destruição da sociobiodiversidade e concentração de benefícios monetários e não monetários, em grupos de poder, em discursos de conservação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contabilizando os custos do trabalho escravo em empresas e fazendas(Universidade Federal do Pará, 2006-03-31) FERNANDES, Luciana Sá; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Os estudiosos da escravidão contemporânea identificam nessas formas de imobilização da força de trabalho mecanismos próprios de recrutamento e seleção de trabalhadores e estratégias particulares de revigoramento frente às disposições de ordem pública. Diferentemente do que é dito correntemente, a escravidão observada no mundo contemporâneo nem sempre está relacionada com o fazendeiro de mentalidade arcaica, mas geralmente é um processo conduzido pelas grandes empresas capitalistas, empreendimento privado que teve apoio direto ou indireto do Estado. No Brasil, segundo Martins (1995), o revigoramento da escravidão por dívida se deu com a expansão capitalista na região amazônica durante o regime militar, pautada na dívida como elemento que produz e reproduz o cativeiro do trabalhador (peão) envolvido nessas relações. Existiria, portanto, uma racionalidade na prática de trabalho escravo, decorrente da busca incessante de meios para reduzir custos e ganhar competitividade no mercado, cada vez mais moderno e globalizado. Por outro lado, existe também uma irracionalidade que cria empecilhos para sua expansão pela não mercantilização de todos os fatores envolvidos, inclusive a força de trabalho. O presente estudo analisou casos de escravidão por dívida no Estado do Pará, onde a conjugação de diversos fatores possibilita a reprodução dessa forma de relação de trabalho, inclusive diferenciando-a de outras regiões do Brasil. Considerando que os contextos são específicos, buscamos fazer uma análise do processo histórico, para entender se a raiz dessa dinâmica está na formação econômica e social do Brasil e da Amazônia, assim como buscamos entender qual a racionalidade econômica está por trás da prática do trabalho escravo e qual sua relação com o processo global de reprodução do capital.Tese Acesso aberto (Open Access) Descolonizando a cartografia histórica amazônica: representações, fronteiras étnicas e processos de territorialização na Capitania do Pará, Século XVIII(Universidade Federal do Pará, 2018) CARDOSO, Alanna Souto; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Muito se investiga, especialmente na antropologia, sociologia e geografia, os espaços, o território e as territorialidades dos povos indígenas do Brasil e da Amazônia do presente, mas pouco se tem investido em uma cartografia (etno) histórica que mapeie o espaço do passado desses povos a partir de uma perspectiva plural e dialética dialogada com o tempo. Sendo assim, a formação tridimensional espacial – o espaço concebido (das representações do espaço), o espaço percebido (das práticas espaciais) e o espaço vivido (o espaço das representações) – referem-se aos territórios e territorialidades que foram vivenciados por esses povos em determinadas fases dos processos de territorialização colonial pelos quais passaram e que, atualmente, se fragmentaram não somente pelas terras usurpadas, mas também pela dispersão da memória dos povos indígenas contemporâneos, em especial, as “emergentes” e resistentes comunidades ribeirinhas de caboclos do Baixo Tapajós, que desde os fins dos anos de 1990, têm reivindicado suas identidades indígenas, urgindo a necessidade da “viagem da volta” na direção de uma cartografia etno-histórica dos povos indígenas da Amazônia Colonial por meio de uma metodologia interdisciplinar e descolonizadora dos referenciais, da documentação, mapas, censos coloniais e diários de viagem os quais ancoraram a análise para, no primeiro momento, problematizar as representações indígenas retratadas na cartografia da época da conquista e nos mapas de habitantes; debat-se, ainda, a questão étnico-racial no mundo do trabalho por meio das práticas espaciais da gestão pombalina vislumbradas nos censos coloniais. Na segunda parte da tese, explora-se o território vivido nas fronteiras étnicas e nas duas primeiras fases dos processos de territorialização do vale Tapajós colonial durante o século XVIII, vislumbrando certamente as situações históricas que antecedem esse século, bem como as conexões com o tempo presente feitas no final da “viagem”.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica das relações socioeconômicas e ecológicas no extrativismo do açaí: o caso do médio Rio Pracuuba, São Sebastião da Boa Vista, Marajó (PA)(Universidade Federal do Pará, 2005-07-11) MARINHO, José Antônio Magalhães; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Analisa as transformações no extrativismo do açaí na várzea do médio rio Pracuúba (Marajó, PA), estimuladas pela intensificação da demanda deste fruto pelos mercados locais e extra-locais. Examina, de um lado, as relações socioeconômicas estabelecidas na extração e na comercialização deste fruto, mostrando a coexistência de princípios de mercado ao lado de relações peculiares ao antigo sistema de aviamento, e de outro, as interações da população com os açaizais, através dos diversos sistemas de manejo, adotados por contas da valorização de tais recursos. Assim, mostra-se que a economia do açaí, no plano socioeconômico, é caracterizada por "mudanças" e "continuidades" e na esfera das interações homem/natureza, apresenta-se cada vez mais fortalecida pela intensificação das atividades de manejo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmicas e interrelações a partir da implementação do projeto mina de bauxita em Paragominas – PA: Colônia Oriente e Potiritá(Universidade Federal do Pará, 2010-08-30) AMORIM, Joana Cláudia Aleixo de; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684O objetivo desta dissertação consiste no estudo das dinâmicas e inter-relações entre colônias do Oriente e Potiritá no contexto do Projeto Bauxita de Paragominas. Partindo deste prisma o estudo se concentra nas comunidades no entorno do Platô Miltonia Três, onde se concentra a exploração de Bauxita levando em consideração a área do mineroduto que abrange o município de Paragominas. Neste estudo é abordado a inter-relação da empresa privada, no âmbito da exploração mineral, representada pela VALE - através do Projeto bauxita de Paragominas, com o poder local consubstanciado pela gestão municipal (prefeitura), e destes com as comunidades. Para efeito de analise utilizou-se a pesquisa qualitativa e o método etnográfico valendo-se de técnicas como o roteiro de entrevista dentre outras, visando apreender os meandros da participação e o significado das inter-relações. Consideraram-se as categorias conflito, poder e participação das comunidades rurais no sentido de apreender o seu significado no contexto estudado. Essas análises permitiram compreender como ocorre a capacidade de intervenção das mesmas, face aos problemas sociais que os atingem, suas reivindicações, e seus anseios. Conclui-se que a participação como cidadãos e o acesso a informação geram responsabilidades e os torna responsáveis e capazes de transformar a realidade. Em especial uma transformação coerente com projetos sociais que os favoreçam.Tese Acesso aberto (Open Access) Discursos da mídia impressa sobre a implantação da Alcoa Mineração S.A. em São Luís, Maranhão(Universidade Federal do Pará, 2010-11-22) SANTOS, Protásio Cézar dos; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Nesta tese é realizada a análise dos discursos da mídia face às políticas e ações orientadas pela ideologia desenvolvimentista, além da análise de documentos particulares relativos ao processo de implantação da ALCOA MINERAÇÃO S.A. A pesquisa teve como objetivos: descrever os percursos e discursos sobre o processo de industrialização e desenvolvimento do Brasil a partir dos anos 1950, examinando os impactos à luz do contexto da Região Amazônica; relacionar o quadro da economia maranhense em 1980 com o projeto de implantação da ALCOA MINERAÇÃO S.A.; examinar os discursos veiculados pela mídia impressa maranhense no sentido de informar a população de São Luís sobre os impactos ambientais quando da implantação da ALCOA MINERAÇÃO S.A; identificar as ações e reações da ALCOA MINERAÇÃO S.A. em resposta ao discurso da mídia impressa durante a implantação da fábrica de alumina/alumínio. Resumo: Para atingir tal fim, apresenta-se um conjunto histórico-teórico sobre a ideologia desenvolvimentista via processo de industrialização dos Governos Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, e a estratégia de ocupação da Amazônia durante o regime militar. O Governo Getúlio Vargas defendia um projeto de desenvolvimento nacional autônomo. A retórica governista era a de construção de uma nação desenvolvida. O Governo Juscelino Kubitschek buscava o desenvolvimento pela atração e estímulo aos investimentos estrangeiros em setores produtivos. Já o Governo Militar intensificou a ocupação da Amazônia com a implantação de planos de desenvolvimento regional. Mostra-se que a implantação do projeto ALCOA MINERAÇÃO S.A. desencadeou impactos na economia, no âmbito social e ambiental maranhense O modelo de pesquisa usado é o qualitativo/interpretativo, passando também pela pesquisa exploratória, descritiva, bibliográfica e documental. O suporte documental está respaldado na mídia impressa local, no período da implantação da ALCOA MINERAÇÃO S.A. nos anos 1980 a 1984. A técnica adotada para análise e interpretação dos resultados é a análise do discurso, tendo como suporte a escola francesa. Na análise do discurso da mídia impressa foi possível verificar que ela age em nível da ideologia e que seus discursos têm origem em vários lugares de enunciação: governo, políticos e atores sociais diversos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Economia madeireira: dificuldades de regulação e efeitos sobre quilombolas no arquipélago do Marajó(Universidade Federal do Pará, 2015-04-27) SANTOS, Daiana Brito dos; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684A partir do debate a respeito da regulação e institucionalização do mercado madeireiro na Amazônia paraense com vistas aos dados dos autos de infrações de flora do IBAMA, Relatórios do IDEFLOR, SUDAM e mapa da cartografia social elaborada pelos quilombolas de São Sebastião do Cipoal, o presente estudo propõe compreender as dificuldades por parte do Estado para estabelecer o controle e regulação da exploração madeireira e indicar os atos dos agentes econômicos visados pelos instrumentos de controle, sobretudo no arquipélago do Marajó. Constata-se que, o posicionamento do Estado face à atividade madeireira clandestina não se direciona para a regulação eficiente desse mercado, bem como carece de políticas públicas eficientes para solucionar os conflitos territoriais e combater o desmatamento. A exigência legal do projeto de manejo para exploração florestal não significa que essa exploração ocorre de maneira equilibrada do ponto de vista da extração racional do recurso florestal e do próprio uso da terra que se revela mascarada por ―ações de sustentabilidade‖: Grandes agentes madeireiros com selos ―verdes‖ devastam a floresta e os números de autos de infrações são cada vez mais elevados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Empresas madeireiras com certificação florestal e marketing verde: estratégias comunicacionais do grupo Cikel(Universidade Federal do Pará, 2008-06-20) PIMENTA, Ana Carolina; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684A partir dos anos 90, a política de gestão de florestas no Brasil passa a se pautar pelo discurso hegemônico do desenvolvimento sustentável. Pressionadas por ambientalistas e outros agentes sociais, as empresas são orientadas, via mecanismos de mercado, a praticarem ações menos predatórias ao meio ambiente. Com isso, as ONGs associam-se ao setor madeireiro para o desenvolvimento de um esquema de certificação florestal conhecido como Forest Stewardship Council FSC, ou Conselho de Manejo Florestal, destinado a melhorar as práticas florestais em todo o mundo. Nesse contexto, empresas com áreas certificadas passam a preconizar o aspecto diferenciado de suas atividades, adotando o marketing verde como estratégia comunicacional na busca pela construção de uma imagem sustentável e, paralelamente, pela cooptação de um novo mercado consumidor. Este trabalho tem o objetivo de analisar como se processa a comunicação em empresas que declaram adotar práticas de Manejo Florestal Sustentável (MFS) na Amazônia. Sob o recorte do estudo de caso único, é analisada a atuação da Cikel Brasil Verde Madeira LTDA., empresa que vem sendo apontada em diversos enunciados como verdadeiro exemplo a ser seguido. Pareceu-nos, pois, pertinente analisar algumas das operações vigentes, investigando as elaborações ideológicas acerca do discurso em torno do é possível preservar, produzindo. A escolha pelo Grupo Cikel deve-se por ser esta a maior e mais antiga empresa madeireira em atividade da Amazônia e também por ser uma das pioneiras no Brasil a ter suas florestas certificadas pelo FSC. Amparado pelo arcabouço teórico-metodológico da Análise do Discurso, o trabalho busca compreender o discurso formulado e propagado pelo Grupo Cikel, delineando sua identidade institucional. Na interdiscursividade materializada nos enunciados, identifica-se como se posicionam os diferentes sujeitos atuantes e como se relacionam as componentes políticas, econômicas e ideológicas que instituem e mantêm as parcerias institucionais da empresa. Ao final, é feita uma reflexão crítica em torno da visão naturalizada de que a certificação florestal seria a forma mais legítima de se alcançar o uso sustentável da floresta, revelando a debilidade do aspecto social nas políticas do FSC e das empresas como a Cikel.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estratégia Saúde da Família no Município de Belém-PA: o território e a complexidade do processo saúde-doença no bairro da Terra Firme(Universidade Federal do Pará, 2018-09-20) REZEGUE, Danilo Magalhães; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884No campo da Saúde Coletiva, o debate em torno das inter-relações entre território e saúde tem como um de seus vasos comunicantes a Estratégia Saúde Família, uma política pública pautada pelos princípios da Atenção Primária à Saúde, cuja organização do processo de trabalho segue uma lógica territorial e multiprofissional com a perspectiva de aproximar os serviços dos indivíduos, famílias, comunidades e grupos sociais. Seguindo as diretrizes teóricas da produção social do espaço e da epidemiologia crítica, esta pesquisa adota o território como categoria de análise privilegiada para a compreensão dos fatores relacionados à determinação social do processo saúde-doença, adotando como locus o bairro da Terra Firme em Belém – PA, bairro pioneiro durante o processo de implantação da Estratégia Saúde da Família no município. Adotando como perspectiva metodológica as pistas da cartografia de orientação pós-estruturalista, após um período de imersão no território, o processo de pesquisa compreendeu o registro de 12 entrevistas abertas e semiestruturadas com agentes sociais que vivenciam ou vivenciaram o contexto histórico do bairro a partir de diferentes pontos de vista, como moradores, médico, ex-gestor, liderança afro-religiosa e lideranças populares. Observou-se que a compreensão do processo saúde-doença a partir da abordagem do território exige esforços teórico e metodológico que nos permitam compreender as dinâmicas envolvendo território e saúde para além de uma perspectiva estritamente funcionalista, de cunho administrativo-burocrático e superficialmente operacional. Trata-se de compreender o território a partir de seus aspectos relacionais, de suas simbologias e usos, além de compreendê-lo como dimensão de práticas e saberes que podem re-significar as políticas de saúde e a dinâmica de organização dos serviços a partir de uma perspectiva local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Expansão da educação superior no Pará: programas Expandir e Reuni e a composição de quadros docente dos campi da Universidade Federal do Pará (2001-2010)(Universidade Federal do Pará, 2011-12-05) SOUSA, Maria Páscoa Sarmento de; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684A expansão da Educação Superior por intermédio das universidades públicas federais é opção expressa do MEC através de dois programas criados no governo Lula: Programa de Expansão da Educação Superior Pública/Expandir (2003-2006) e Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação de Universidades Federais/REUNI – 2007/2012. Este trabalho analisa a implementação destas políticas no âmbito da Universidade Federal do Pará como subsídios para garantir a política de expansão desta IES, pautada sobre a filosofia universidade multicampi e a noção de vocações regionais. Auxiliam-nos na interpretação autores como: Santos (2010), Trigueiro (2003), Dourado (2002) Fialho (2005), Freitas (2005), Yu e Façanha (2011), Lima (2011) Souza e Shibata (2011), entre outros. O texto apresenta o cenário da política de educação superior entre 1980 e 2010 no Brasil. Refaz o percurso da construção da política multicampi na UFPA e procura estabelecer relação entre a adoção desta filosofia de gestão e expansão e a composição dos quadros docente dos campi. Para tanto, analisa os processos internos de gestão e decisão nesta organização universitária complexa e estruturada como burocracia profissional, evidenciado as escolhas e rumos tomados por seus dirigentes na condução das macropolíticas do MEC no sentido de organizar/estruturar os quadros docente de suas unidades acadêmicas regionais (os campi). Esta análise identifica uma iniquidade na distribuição das vagas para docentes efetivos entre os campi da UFPA, fruto de uma estratégia organizacional, de decisões e escolhas - filosofia de expansão baseada nas vocações econômicas regionais - que optou por investir prioritariamente em alguns campi em detrimento de outros, política iniciada em 1998, nas linhas de ação para III Projeto Norte de Interiorização 1998-2001 (III PNI) e que culminou na distribuição dos recursos dos Programas EXPANDIR e REUNI.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exploração madeireira e trabalho análogo ao de escravo no Estado do Pará: o caso do Arquipélago do Marajó(Universidade Federal do Pará, 2013-12-16) RESQUE, Samir Pinto; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684O trabalho escravo inaugurado durante a colonização do Brasil, ainda se faz presente hoje. Mesmo em pleno século XXI, é corriqueiro o conhecimento de notícias e evidências da incidência de exploração do trabalhador em condições análogas às de escravo. O novo panorama do trabalho escravo traz novas causas, diferentes cativeiros e as formas mais cruéis de exploração do ser humano. No caso da Amazônia, pesquisas, dados e estudos apontam que as atividades vinculadas ao desmatamento na região têm relação direta com a incidência de casos de submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo. Em que pese os governos anunciarem medidas de caráter emergencial para combater o desmatamento, tais medidas têm sido pouco eficientes para reverter esta tendência histórica. Nesse contexto, o Estado do Pará não está alheio a essa realidade, apresentando-se como um território de graves conflitos, não só por questões fundiárias e de exploração predatória e ilegal de madeira, como também pelos altos índices de desmatamento e por graves violações de direitos humanos, fatores que têm efeitos ainda mais preocupantes em regiões de difícil acesso como o Arquipélago do Marajó. O presente estudo tem por escopo analisar relação entre o trabalho análogo ao de escravo com a dinâmica do desmatamento na Amazônia, especialmente com estudo de caso que relaciona a exploração madeireira e os casos de trabalho análogo ao de escravo no território do Arquipélago do Marajó.Tese Acesso aberto (Open Access) Grãos na floresta: estratégia expansionista do agronegócio na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2012) COSTA, Solange Maria Gayoso da; ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de; http://lattes.cnpq.br/1596401343987246; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684A presente tese objetiva analisar as estruturas sociais do campo de produção de soja na Amazônia Legal, bem como as diversas estratégias utilizadas pelos principais agentes sociais. A constatação primeira deste trabalho é a de que o crescimento dos plantios de soja na Amazônia não configura mera expansão agrícola, mas fruto de uma planejada estratégia expansionista do agronegócio de grãos assentada em quatro elementos estruturais: a migração especializada, o mercado de terras, a infraestrutura logística de transporte e escoamento da produção e a influência do fator ambiental na organização da atividade produtiva. Para demonstrar tal estratégia, toma-se como referência teórico-metodológica a teoria de campo de Bourdieu e como empiria o campo de produção da soja na mesorregião do Baixo Amazonas, com a identificação da dinâmica social de cada um desses elementos e suas respectivas relações, assim como o posicionamento dos agentes sociais nesse campo econômico. Demonstra-se também que, no campo de produção da soja, os principais agentes envolvidos organizados em redes associativas de posições hierárquicas internas em determinadas conjunturas e momentos detêm interesses comuns. Assim, identifica-se a existência de duas grandes redes integradas pelos agentes sociais do agronegócio (a dos produtores e a da agroindústria)e uma terceira formada pelos agentes sociais que sofrem os efeitos do campo (agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais). Na terceira rede, os agentes têm em comum a “frágil” condição de impor seu modo de vida e manter seu território diante da agressiva estratégia expansionista do agronegócio, capitaneada por seus agentes e pelo próprio Estado. O estudo evidencia, ainda, que o campo de produção da soja é um território de luta entre formas antagônicas de apropriação e uso dos recursos naturais da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) História na Beirada: memórias de quilombolas do Caldeirão(Universidade Federal do Pará, 2024-11-13) CASTRO, Laiane Katrine da Silva; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884A memória é um elemento central nos estudos sobre grupos sociais, conectando o cotidiano ao passado histórico dessas comunidades. Esta dissertação adota uma abordagem decolonial e contra-hegemônica, priorizando as vozes dos membros mais velhos da Comunidade Quilombola do Caldeirão, em Salvaterra, Pará, enquanto articula essas narrativas com a análise das transformações históricas e contemporâneas do território. Discute-se o processo colonial na Ilha do Marajó, marcado pela imposição do latifúndio, pela apropriação fundiária das missões religiosas e pela presença africana e suas resistências. Esse contexto de colonização é essencial para compreender as dinâmicas identitárias do Caldeirão, que preserva práticas culturais insurgentes em oposição às marcas coloniais ainda presentes. A partir das memórias e da oralidade, busca-se compreender as trajetórias e expressões das identidades locais, valorizando experiências vividas como formas legítimas de conhecimento. Como comunidade quilombola em luta pela titulação de suas terras, a memória exerce papel essencial na (re)construção identitária, renovando-se sem romper com suas raízes. A metodologia — observação participante, história oral e entrevistas — possibilitou a imersão no cotidiano e a escuta de vozes deixadas de lado pela história oficial, revelando saberes locais e múltiplas temporalidades que estruturam a vida comunitária. Assim, a memória é valorizada como prática viva de transformação e resistência, compondo um panorama que integra as narrativas ancestrais, o impacto do colonialismo no Marajó e os desafios contemporâneos enfrentados pela comunidade quilombola do Caldeirão.Tese Acesso aberto (Open Access) Ilhas ao Sul da Grande Belém-Pará: dimensões socioambientais de comunidades insulares(Universidade Federal do Pará, 2023-12-19) SILVA, Ruthane Saraiva da; RODRIGUES, Eliana Teles; http://lattes.cnpq.br/8360730445815109; https://orcid.org/0000-0001-6717-3174; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884Os impactos/efeitos antrópicos sobre os estuários amazônicos são diversos e dispersos, e entre os mais agravados contam-se: o desmatamento em seu entorno, a poluição de rios, a contaminação pela ausência de um sistema de esgoto e de coleta regular de resíduos sólidos, a precariedade da vida diária pela falta de água encanada e tratada adequadamente, entre outros. Para muitos, as ilhas são desabitadas, e tampouco têm modos de vida nesses lugares, fato que, no imaginário social, parece uma natureza intocada, conservando a biodiversidade. Pelo contrário, as ilhas são lugares de povos e comunidades tradicionais, que preservam um modo de vida, cujo cotidiano está imbricado nas relações com a paisagem e a cidade. Partindo dessa linha de pensamento, inserimos as problemáticas das ilhas num debate socioambiental. A pesquisa objetivou analisar as dimensões socioambientais que as Ilhas ao Sul da Grande Belém, estado do Pará, apresentam em decorrência das intervenções territoriais e os seus efeitos ecológicos e sociais para as comunidades insulares, cujos conhecimentos e saberes, relações socioculturais, práticas e modos de uso desse ambiente são específicos. O estudo seguiu um caráter documental e de breve pesquisa de campo à maneira de survey; valeu-se de entrevistas semiestruturadas e livres com lideranças comunitárias, pescadores e moradores mais antigos das ilhas que lutam pela preservação delas e pela defesa de seu território. Nesse percurso trilhado, os ribeirinhos das ilhas percebem mudanças/transformações no ambiente insular, alterações no seu modo de vida, perda de território com venda “ilegal” de terrenos e danos irreparáveis à biodiversidade. A dimensão insular apresenta uma expansão urbana crescente, interferindo no ordenamento territorial, na paisagem, nos modos de vida das comunidades ribeirinhas, que são obrigadas a deslocamentos temporários para outras ilhas e área continental. Essa expansão e os efeitos ambientais provocam a diminuição de terras para o plantio, redução do estoque de pescados e mariscos, e notadamente, o empobrecimento dos recursos alimentícios da floresta de várzea devido à poluição.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Jornalismo alternativo na Amazônia: o discurso do desmatamento no Jornal Pessoal (1987-2012)(Universidade Federal do Pará, 2013-11-20) SILVA, Ruthane Saraiva da; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Este estudo apresenta discussões a respeito do desmatamento na Amazônia Legal, em particular no estado do Pará, no período de 1987 a 2012, a partir do corpus de edições do Jornal Pessoal, autoria de Lúcio Flávio Pinto. Busca-se aqui verificar o posicionamento, o discurso do Jornal Pessoal no debate acerca do desmatamento, e a ação do Estado nessa temática. Para exame do corpus, utiliza-se a análise do discurso, constituída numa abordagem teórico-metodológica interdisciplinar. Constata-se que o posicionamento do Jornal Pessoal é crítico-reflexivo, uma vez que o discurso argumentativo se utiliza de estratégias discursivas, como a legitimidade da fala, a interpelação e a interação com o leitor. Observa-se que o Jornal Pessoal, ao debater as ações implementadas pelo Estado para o combate do desmatamento no Pará, mostra que tais ações ainda caminham na criação de instrumentos de controle e mecanismos jurídicos, evidenciando que as ações efetivas estão muito distantes de atrelar o desmatamento a uma política ambiental comprometida e séria, demonstrando a inércia do Estado no combate dessas práticas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Los Medios de comunicación social y su incidencia en el desarrollo local en el canton y Provincia de Zamorra Chinchipe - Ecuador(Universidade Federal do Pará, 2006-05-03) ANDRADE TAPIA, Milton Eduardo; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Analisa a diversidade de formas dos sistemas de comunicação em Zamora - no Equador, os relacionamentos da instituição, participação social e mídias sociais a partir da produção e emissão radiofônica, televisão, comunicação impressa (escrita) e a presença das novas tecnologias na comunicação, tentando achar espaços dos quais seja possível desenvolver práticas alternativas e democráticas para contribuir com o desenvolvimento social. Examina as práticas de comunicação radiofônica, sendo um dos meios principais e com maior tradição na área. Estuda o rádio, particularmente local, analisando seus modelos e programações, observando em cada um deles suas características, objetivos e estratégias assumidas desde sua visão comercial ou ideológica, seu nível profissional e inovação técnica, prestando atenção e nomeando valor à posição critica dos ouvintes, para interpretar as tendências atuais e futuras que se apresentam para eles.Finalmente, chegou-se à comunicação no contexto, examinando os usos e formas, como também a influencia positiva ou negativa na formação da identidade, harmonia com o ambiente, valores e conhecimento em perspectiva de melhorar a qualidade da vida da população. A investigação apóia-se no conhecimento cientifico, pois aplica a técnica qualitativa: Diversidade de grupos focais, entrevistas, observação e uso de investigação bibliográfica.O trabalho considera a historia, a dinâmica própria e a estima que tem os Zamoranos da percepção de sua identificação no contexto de códigos, idiomas e bens, postura desde a qual eles estabelecem normas que devem ser usadas para o seu uso, enquanto permitem articular pontos de vista, analise e conceitos, examinar a teoria para entender o papel que melhor desempenham as mídias sociais e sua importância na sociedade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Marabá: centralidade urbana de uma cidade média paraense(Universidade Federal do Pará, 2010-06-08) RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684A cidade de Marabá vem passando por um intenso processo de transformações, como resultado do avanço da urbanização, de forte atuação do Estado e de novas dinâmicas econômicas, demográficas e espaciais que contribuíram para a atual condição de Marabá, como “cidade média de fronteira”, na Amazônia Oriental brasileira. Tal condição se revela a partir de uma centralidade urbana desta cidade em relação ao sudeste paraense, como espaço funcional que tende a atender demandas por comércio e serviços, bem como, pela condição de espaço de decisão no que tange a estratégias governamentais, de agentes econômicos e contraestratégias dos movimentos sociais. Assim, o presente trabalho tem por objetivo analisar qual a importância da formação socioespacial para entender a centralidade atual de Marabá. Para tanto, optou-se por uma abordagem teórico-metodológica interescalar, levando em consideração as escalas intra-urbana e interurbana, bem como, as dimensões da realidade social. A opção por esta perspectiva teóricometodológica decorreu da necessidade de se conceber reflexões que levem em consideração o movimento de contradições inerentes ao processo de produção do espaço de Marabá.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maré de resistência: a luta do movimento social ribeirinho diante da implantação portuária do agronegócio no Baixo Tocantins(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) SILVA, João Sérgio Neves da; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884As comunidades tradicionais ribeirinhas na região das ilhas de Abaetetuba experimentam, com intensidade crescente, os efeitos da construção e operação do complexo portuário da Cargill Agrícola S.A. Os modos de vida, a sobrevivência desses grupos, estão comprometidos e ameaçados pela intensa navegação de barcaças na bacia hidrográfica do Capim. Os novos movimentos sociais estão agora não apenas mobilizados e organizados, na defesa de seu território, mas também em confronto com seus adversários e engajados na luta pelos direitos comuns. Neste estudo busca-se refletir de que forma os movimentos sociais ribeirinhos são capazes de produzir estratégias de ação política, em confronto com o poder econômico da empresa. A articulação das forças, somadas com Instituições de apoio – Cáritas, CPT, STTRA, FASE, MORIVA, MP e Defensoria Pública do Estado – oferecem uma potente forma de resistência organizada aos efeitos danosos dos interesses econômicos da empresa Cargill Agrícola S.A. As informações foram coletadas por meio de levantamento documental e dados da pesquisa de campo, através de métodos qualitativos, com entrevistas às lideranças do movimento social local, no total de (08), e de lideranças das Instituições de apoio, no total de seis (06). Por meio do estudo descritivo das estratégias de ação e dos mecanismos de institucionalização do movimento social ribeirinho no Baixo Tocantins revelou-se que a empresa busca invisibilizar seus direitos territoriais enquanto comunidades tradicionais, e inicia o processo de expropriação, realiza a cooptação das lideranças, estabelece conexões políticas e institucionais com os entes municipais, estaduais e federais, para a concretização da construção do complexo portuário TUP Abaetetuba
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