Dissertações em Antropologia (Mestrado) - PPGA/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4032
O Mestrado em Antropologia está inserido no Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA), da Universidade Federal do Pará. É um curso ministrado sobre a responsabilidade do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFPA.
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Navegando Dissertações em Antropologia (Mestrado) - PPGA/IFCH por Orientadores "SILVA, Hilton Pereira da"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Doença como experiência: as relações entre vulnerabilidade social e corpo doente enquanto fenômeno biocultural no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-06-11) SILVA, Ariana Kelly Leandra Silva da; SILVA, Hilton Pereira da; http://lattes.cnpq.br/3917171307194821O estudo ora apresentado analisa a representação biossocial de pessoas com Anemia Falciforme (AF) no Estado do Pará, agravo entendido como um fenômeno biocultural por envolver aspectos evolutivos, genéticos, ambientais, socioeconômicos e culturais da vivência cotidiana dos indivíduos acometidos pela síndrome. A investigação aborda as sociabilidades de quarenta (40) interlocutores com AF, representando cerca de 10% dos pacientes em tratamento na Fundação Hemopa (Belém), centro de referência em doenças hematológicas do Estado, englobando a sua situação de vulnerabilidade social, suas percepções de Saúde e Doença, os tratamentos complementares (folk medicine), diagnóstico, estigmas, preconceitos, tabus e dificuldades de acesso e acessibilidade aos serviços do SUS com os quais eles convivem rotineiramente. A metodologia compreensiva e a análise de conteúdo revelam as experiências próximas dos sujeitos que diariamente convivem com as instabilidades da enfermidade. A vivência da doença, elaborada através das relações sociais, conversas, percepções e enredamentos familiares e extrafamiliares do grupo em questão, que em seu conjunto organiza sua vida social de modo sui gêneris, foram os principais dados revelados, considerando a dor física e psicológica representada pelo corpo adoecido. O habitus em relação ao estilo de vida dos sujeitos é um recorte que engloba a natureza étnico-racial da AF, ainda entendida como “doença que vem do negro” e que necessita ser desmistificada pelos profissionais de saúde que os assistem no dia-a-dia em ambulatórios de todo o Estado. Concluo sugerindo que a AF é uma doença que está atrelada aos Determinantes Sociais em Saúde, incorporando as diversas suscetibilidades dos interlocutores, que necessitam de maior sensibilidade política e dos setores de atenção básica à saúde para que as pessoas que compartilham as vicissitudes da AF possam ser incluídas socialmente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A donde quiera que voy me acuerdo de la mata de moriche Prácticas de salud en la transitividad migratoria de indígenas warao en Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-11-10) MARTÍNEZ, Karla Pamela Reveles; SILVA, Hilton Pereira da; http://lattes.cnpq.br/3917171307194821; https://orcid.org/0000-0002-3287-3522A presença de indígenas Warao no fluxo migratório venezuelano no Brasil tem gerado controvérsias quanto ao atendimento à saúde desse grupo. As trajetórias terapêuticas das pessoas em trânsito migratório mostram diferentes nuances na atenção à saúde durante as fases da migração. Esta pesquisa identifica a busca e os fatores de acesso às práticas de saúde de famílias Warao na cidade de Belém, Pará, região norte do Brasil. A forma de abordagem é por meio da observação participante nas atividades de assistência social e nas atividades do Consultório na Rua, e pelas experiências narradas de pessoas que preferem morar fora dos abrigos. Este trabalho mostra que os cuidados de saúde prestados pelo Consultório na rua, a terapia com os xamãs Warao (Wisiratu e Joarotu), a terapia com benzedeiros, a automedicação (uso de fármacos e remédios caseiros), a preferência pelo parto domiciliar, a rejeição de procedimentos médicos e a procura por uma alimentação adequada são práticas que fazem parte da atenção à saúde dos Warao em sua transitividade migratória. Porém, este trabalho identifica que a exclusão laboral, a falta de acesso às informações e orientações dos serviços de saúde, a pouca interação dos migrantes Warao com os centros de saúde (Unidades Básicas de Saúde), entre outros, são fatores que também interferem na subutilização dos serviços de saúde. Algumas recomendações são fornecidas para redirecionar o acesso dos Warao aos serviços de saúde do município. Contudo, destaca-se que a permanência em Belém e o possível retorno às terras com processos de extrativismo são fases da trajetória migratória que devem continuar a ser discutidas no que diz respeito à irrupção do direito à saúde como bem comum para a vida deste povo indígena, forçado ao deslocamento e à marginalização.
