Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2343
O Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) foi consolidado como um convênio entre Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB por Orientadores "ESPOSITO, Maria Cristina"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Califorídeos (Diptera, Oestroidea) associados a cadáveres suínos em uma área de cerrado na Reserva Ecológica do Inhamum, Caxias, Maranhão, Brasil: subsídios para aplicação em processos forenses(Universidade Federal do Pará, 2012-05-22) SILVA, José Orlando de Almeida; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273O presente estudo teve como objetivo conhecer a fauna e o padrão de distribuição temporal de califorídeos que colonizam cadáveres suínos em uma área de cerrado na Reserva Ecológica do Inhamum (REI), Caxias, MA. Foram realizados dois experimentos, um no período seco (julho a agosto/2010) e o outro no período chuvoso (março a abril/2011). Em cada experimento foram utilizados três suínos de 12 kg cada, colocados em gaiola de metal. Sobre cada gaiola foi colocada uma “armadilha do tipo suspensa” para capturar os califorídeos adultos que visitassem os cadáveres suínos. Bandejas com serragem foram acopladas debaixo das gaiolas, para coleta de imaturos. Foram obtidos 51.234 espécimes de califorídeos, sendo 25.093 de adultos coletados e 26.141 de adultos criados. Foram identificadas as seguintes espécies: Chloroprocta idioidea (Robineau-Desvoidy, 1830) Chrysomya albiceps (Wiedemann, 1819), Chrysomya megacephala (Fabricius, 1794), Chrysomya rufifacies (Macquart, 1843), Cochliomyia macellaria (Fabricius, 1775), Hemilucilia benoisti Séguy, 1925, Hemilucilia segmentaria (Fabricius, 1805), Hemilucilia townsendi Shannon, 1926, Lucilia eximia (Wiedemann, 1818) e Lucilia sp1. Chrysomya rufifacies e H. townsendi são novos registros para o Brasil. Cochliomyia macellaria e C. idioidea foram as mais abundantes, em relação aos adultos coletados, enquanto que C. albiceps e C. rufifacies foram as mais abundantes entre os adultos criados. Apenas as espécies do gênero Hemilucilia não se criaram nos cadáveres suínos. A duração da decomposição dos cadáveres suínos foi, em média, de 10 dias e não variou entre os perídos seco e chuvoso, assim como a duração de cada estágio também foi semelhante entre os períodos. As durações dos estágios de decomposição foram diferentes entre si, sendo que o estágio de fermentação foi o mais duradouro. As espécies adultas coletadas de L. eximia, C. idioidea e C. macellaria foram pioneiras na colonização dos cadáveres suínos e estiveram presentes em todos os estágios de decomposição, mas somente L. eximia apresentou associação com o estágio Inicial, segundo o índice de IndVal. Os imaturos de L. eximia foram os primeiros a abandonarem os cadáveres para empuparem no solo, seguidos pelos imaturos de C. macellaria, C. albiceps e C. rufifacies. Segundo o índice de IndVal, os adultos coletados das espécies H. townsendi e H. benoisti foram as únicas que apresentaram associação a apenas um estágio, o de Inchamento; C. rufifacies e C. megacephala apresentaram associação aos estágios de Putrefação Escura e Fermentação; e as demais espécies apresentaram associação a quatro estágios. Em relação aos adultos criados, L. eximia e C. macellaria foram as únicas que apresentaram associação ao estágio de Inchamento, enquanto que C. albiceps e C. rufifacies, as únicas que apresentaram associação ao estágio seco. Os valores de abundância das espécies adultas coletadas de L. eximia, C. idioidea, C. macellaria, C. albiceps e C. rufifacies diferiram entre os estágios de decomposição, sendo que, o de Putrefação Escura foi o mais atrativo. Os valores de abundância dos adultos criados de C. albiceps, C. rufifacies e L. eximia também diferiram entre os estágios, sendo que, o estágio seco foi onde ocorreu maior abundância das espécies de Chrysomya e o de Putrefação Escura, o de L. eximia. Os adultos coletados de L. eximia e C. idioidea, e os adultos criados de C. rufifacies foram mais abundantes no período chuvoso. Em relação aos adultos coletados, a análise de ordenação demonstrou que as comunidades de califorídeos apresentaram maior semelhança entre os estágios de Putrefação Escura, Fermentação e Seco, devido aos maiores valores de riqueza e abundância; no entanto, em relação aos adultos criados, as comunidades dos estágios de Fermentação e Seco foram as mais semelhantes. Estes resultados contribuem para o entendimento do processo de sucessão das espécies de califorídeos adultos visitantes e criados durante a decomposição de cadáveres suínos em uma área de cerrado do estado do Maranhão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Descrição e comparação morfológica da terminália feminina das espécies de Agromyzidae (Diptera: Opomyzoidea)(Universidade Federal do Pará, 2017-05-10) MONTEIRO, Nilton Juvencio Santiago; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273A família Agromyzidae é composta por mosca fitófagas de grande semelhança morfológica. A terminália masculina é a principal estrutura que auxilia na identificação das espécies. No entanto, a terminália feminina tem sido negligenciada por muitos trabalhos até agora. Neste estudo, foram descritas as terminálias femininas de 27 espécies em 9 gêneros de Agromyzidae (Japanagromyza Sasakawa, Melanagromyza Hendel, Calycomyza Hendel, Galiomyza Spencer, Liriomyza Mik, Nemorimyza Frey, Phytoliriomyza Hendel, Phytomyza Fallén, Pseudonapomyza Hendel) depositados no Museu de Zoologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e na Coleção Entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Os abdomens das fêmeas foram clareados em KOH 10%, dissecados e a terminália feminina foi desenhada utilizando um microscópio acoplado a uma câmara lucida. O formato do nono esternito abdominal, a forma das espermatecas e o número de cerdas marginais foram importantes características para a identificação das espécies. O formato e comprimento da guia de ovos foi importante na identificação das subfamílias de Agromyzidae (Agromyzinae e Phytomyzinae). Algumas considerações sobre os caracteres similares foram baseadas nas hipóteses de relacionamento filogenético entre os gêneros da família Agromyzidae. Espera-se que os resultados obtidos neste estudo possam auxiliar na identificação de espécimes fêmeas de agora em diante.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Descrição e notas taxonômicas comparativas das terminálias femininas de espécies de Peckia robineaudesvoidy, 1830 (Diptera, Sarcophagidae) da Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2014-04-03) CAMARGO, Sofia Lins Leal Xavier de; CARVALHO FILHO, Fernando da Silva; http://lattes.cnpq.br/7987049452090800; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273Descrições e notas taxonômicas comparativas das terminalias femininas de 15 espécies de Peckia Robienau-Desvoidy, 1830 (Diptera, Sarcophagidae) da Amazônia Brasileira. Para contribuir com a caracterização e também possibilitar a identificação específica das fêmeas do gênero Peckia, as terminálias de 15 espécies com ocorrência na Amazônia Brasileira são descritas, ilustradas e uma chave de identificação para fêmeas é fornecida. Além da cor da gena e presença de sétulas da gena e caliptra, o formato das espermatecas e do tergito 6 também podem ser utilizados caracterização dos cinco subgêneros de Peckia. O formato dos esternitos 6, 7 e 8, a posição do espiráculo 6 e a polinosidade do tergito 6 revelaram-se importantes para identificação das espécies. O tergito 8 está presente apenas na espécie Peckia (Pattonella) intermutans (Walker, 1861). O formato da placa vaginal, estrutura presente em apenas quatro espécies do subgênero Peckia, difere entre elas e pode ser utilizado para identificação específica. Portanto, uma análise conjunta destas características da terminália feminina é necessária para identificação específica de fêmeas de Peckia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ecologia da polinização de taperebá (Spondias mombin L., Anacardiaceae) em área de floresta secundária no município de Santo Antônio do Tauá, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2009) RAMOS, Marina da Costa; VENTURIERI, Giorgio Cristino; http://lattes.cnpq.br/7180149611727426; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273Este trabalho teve como objetivo caracterizar o sistema de polinização de Spondias mombin L., obtendo dados sobre a, sistema reprodutivo e os visitantes florais. Spondias mombin floresceu durante a estação seca e produziu frutos maduros na estação chuvosa. É uma espécie andromonóica, produzindo flores hermafroditas e masculinas, com números e viabilidades polínicas semelhantes. A análise da razão pólen/óvulo revelou que é uma espécie que se enquadra no tipo de sistema reprodutivo xenogâmico, necessitando da polinização cruzada realizada, neste caso, pelos insetos. Spondias mombin foi visitada por uma variedade de insetos de pequeno porte e generalistas como abelhas, moscas, vespas e besouros. As abelhas Apis mellifera Linneu, 1758, Tetragona goettei (Friese, 1900) e Trigona hyalinata (Lepeletier, 1836) apresentaram maior freqüência e, seu comportamento, tocando as partes reprodutivas das flores, sugere que são os principais polinizadores desta espécie vegetal. Além disso, a análise do pólen coletado pelos principais polinizadores demonstrou a fidelidade destes ao taperebá e o grande poder de recrutamento desta espécie.Tese Acesso aberto (Open Access) Ecologia da polinização do buriti (Mauritia flexuosa L. – Arecaceae) na restinga de Barreirinhas, Maranhão, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2013) MENDES, Fernanda Nogueira; VALENTE, Roberta de Melo; http://lattes.cnpq.br/9638288458835324; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273O estudo das palmeiras nativas é importante por seu grande valor econômico e na manutenção das comunidades de várias espécies de vertebrados e invertebrados que se alimentam de seus frutos, sementes e folhas. A eficiência na produção dos frutos das palmeiras está diretamente relacionada com a presença de insetos polinizadores, principalmente besouros, abelhas e moscas. A palmeira Mauritia flexuosa, comumente conhecida como buriti, é a espécie mais abundante do Brasil e é também chamada de “árvore da vida”, por ser 100% utilizável. Este trabalho teve como objetivo contribuir para o conhecimento da ecologia da polinização do buriti em ambiente de restinga, no município de Barreirinhas, Maranhão, Brasil. Para tanto, obteve-se dados sobre fenologia reprodutiva, biologia floral, sistema reprodutivo e visitantes florais. Para o acompanhamento fenológico foram selecionados 25 indivíduos de cada sexo, os quais foram observados de agosto/2009 a outubro/2012. As fenofases de floração e frutificação foram relacionadas com as variáveis climáticas através de correlação de Spearman. O processo de abertura e longevidade floral foi acompanhado durante o pico de floração da espécie, verificando-se a viabilidade polínica, a receptividade estigmática, as regiões emissoras de odor e a ocorrência de termogênese. Para determinar o sistema reprodutivo foram feitos testes de polinização cruzada e apomixia. O transporte de grãos de pólen pelo vento foi observado, por meio de lâminas de vidros untadas com vaselina que permaneceram penduradas próximas às inflorescências pistiladas durante 24 horas. Os visitantes florais foram coletados através do ensacamento de 20 inflorescências de cada sexo, sendo classificados de acordo com a frequência e o comportamento. O buriti apresentou padrão fenológico anual, sincrônico e sazonal, com floração de agosto a novembro e pico de queda dos frutos em setembro, o que corresponde à estação seca, diferindo do observado na Amazônia, onde estes eventos fenológicos ocorreram na estação chuvosa. Esta diferença pode ser justificada pela grande disponibilidade de água na região, o que faz com que o buriti não necessariamente dependa das chuvas para florescer. Este fato foi evidenciado pela correlação significativa negativa das fenofases com a precipitação e com a umidade relativa. A forte incidência solar e a disponibilidade de água no ambiente contribuíram para o sucesso na floração e frutificação do buriti. Além disto, fatores bióticos podem ter exercido influência no comportamento fenológico, cuja estratégia reprodutiva adotada parece ser a sincronização da floração e da frutificação com a atividade dos polinizadores e dispersores. Dessa maneira a espécie garante a sua reprodução em um período ótimo para a germinação de sementes e estabelecimento de plântulas. O sistema reprodutivo do buriti é xenogâmico. O conjunto de características florais, aliado à abundância de pólen e ao forte odor leva a crer que essa palmeira tenha como principal estratégia de polinização a cantarofilia, porém o vento também possui grande importância na polinização. Além de apresentar polinização do tipo misto (ambofilia), as flores do buriti atraíram uma grande variedade de visitantes, cuja riqueza foi maior que a observada na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entomofauna decompositora de carcaças de porcos na região de Belém, Pará, Brasil, com ênfase na família Calliphoridae (Diptera)(Universidade Federal do Pará, 2001-12-22) ANJOS, Claudinéia Ramos dos; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273O presente trabalho a visou estudar o desenvolvimento da sucessão da entomofauna em carcaças de porcos e a influência do tamanho da carcaça sobre esta sucessão, verificando quais espécies são de potencial interesse forense para a região amazônica, com ênfase nas espécies de dípteros da família Calliphoridae. Quatro porcos mortos foram expostos em uma área urbana de Belém, tendo-se realizado coletas diárias de insetos adultos e larvas. As larvas foram criadas até a emergência dos adultos com a finalidade de verificar quais espécies utilizaram as carcaças como substrato de oviposição. Dados de desenvolvimento ovariano em fêmeas de califorídeos indicava o tipo de utilização da carcaça (alimentação e/ ou oviposição). Um total de 195.940 artrópodes foram coletados sobre as carcaças, sendo os mais abundantes os das ordens Diptera 98,20% e Coleoptera (1,23%). Dos 192.416 dípteros coletados, as famílias mais abundantes foram Calliphoridae (10,96%), Muscidae (17,91%) e Sarcophagidae (10,79%). Foi verificado o padrão de sucessão entomológica que ocorre em carcaças da região metropolitana de Belém do Pará, na qual a família Calliphoridae é a primeira a chegar, sendo seguida por Sarcophagidae, Muscidae e Stratiomiidae; após estes, a família Phoridae é a mais freqüentemente vista. Por fim, os coleópteros são detectados nos últimos dias da decomposição. O tamanho da carcaça foi um fator que influenciou na abundância dos insetos decompositores coletados e criados, mas não na sucessão entomológica, nem na diversidade, na composição ou na riqueza de táxons dos insetos decompositores. Os estágios de decomposição observados foram ajustados à classificação de Bornemissza (1957), obteve-se assim uma caracterização dos estágios de decomposição para a região de Belém do Pará. O processo de decomposição neste caso ocorreu mais rapidamente que os relatados em trabalhos feitos em outras regiões. As espécies exóticas do gênero Chrysomya estão predominando na fauna de dípteros e causando uma exclusão das espécies nativas colonizadoras de carcaças. Os estágios classificados como Putrefação e putrefação escura parecem ser os mais atrativos às espécies da família Calliphoridae. A análise de desenvolvimento ovariano indicou que grande parte das fêmeas de califorídeos parecem estar procurando preferencialmente pequenas carcaças para realizar oviposição. Através dos resultados da análise de desenvolvimento e de criação larva' concluímos que as espécies que podem contribuir para estudos de entomologia forense são: Chrysomya albiceps, Chrysomya megacephala, Chrysomya pularia, Lucilia eximia e Hemilucilia segmentaria.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A fauna de califorídeos e sarcofagídeos (Insecta, Diptera) das matas e clareiras com diferentes coberturas vegetais da base de extração petrolífera, Bacia do Rio Urucu, Coari, Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2008-07-21) SOUSA, José Roberto Pereira de; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273Este trabalho foi realizado na base de extração petrolífera, bacia do rio Urucu, Coari, Amazonas, nos meses de abril, junho e outubro de 2007, em 16 áreas, sendo 12 de clareiras e quatro de matas, categorizadas em quatro ambientes (C1,C2,C3 e MT) conforme o tipo de cobertura vegetal. O objetivo do mesmo foi estudar a composição, abundância, riqueza e diversidade de Calliphoridae e Sarcophagidae (Insecta, Diptera) como também avaliar a possibilidade destes táxons serem utilizados como parâmetros para avaliação do estado de recuperação vegetal das áreas de clareiras. Foram coletados 7.215 califorídeos (três subfamílias, oito gêneros e 16 espécies), sendo que as espécies Chloroprocta idioidea (Robineau-Desvoidy,1830) (88,06%) e Paralucilia adespota Dear,1985 (4,35%) foram as mais abundantes. Os padrões de abundância de califorídeos não diferiram entre os ambientes, porém os ambientes foram distintos em relação a riqueza estimada e diversidade, formando dois grupos (C1-C2) e (C3-MT). A análise de ordenação (escalonamento multidimensional não-métrico) demonstrou que os ambientes diferiram entre si, como também uma maior semelhança entre C1-C2 e entre C3-MT, em relação à estrutura de comunidades de califorídeos. Na família Sarcophagidae foram coletados 3.547 espécimes, distribuídos em 10 gêneros, 6 subgêneros e 23 espécies, sendo que as espécies Sarcodexia lambens (Wiedemann,1830) (47,05%) e Peckia (Peckia) chrysostoma (Wiedemann,1830) (19,11%) foram as mais abundantes. Nesta família os padrões de abundância, riqueza estimada e diversidade diferiram entre os ambientes e separaram os mesmos em dois grupos, um de clareiras (C1,C2 e C3) e o outro de mata (MT). A análise de ordenação (escalonamento multidimensional não-métrico) demonstrou uma separação entre a fauna de sarcofagideos das clareiras e das matas. A cobertura de dossel influenciou nos padrões de abundância da espécie Eumesembrinella randa (Walker, 1849) e de riqueza estimada de califorídeos. Na família Sarcophagidae apenas a abundância da espécie Peckia (Pattonella) intermutans (Walker,1861) foi maior nos ambientes com maiores porcentagens de coberturas de dossel. A abundância das espécies Oxysarcodexia amorosa (Schiner,1868), O. fringidea (Curran & Walley,1934), O. thornax (Walker,1849), P. (P.) chrysostoma e S. lambens apresentaram uma relação linear negativa com a cobertura de dossel. Estes resultados indicam a possibilidade do uso destes padrões como parâmetros na avaliação de mudança na estrutura da vegetação.Tese Acesso aberto (Open Access) Heterogeneidade ambiental e diversidade de peixes de riachos na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2017-09-07) BENONE, Naraiana Loureiro; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273Os riachos amazônicos são sistemas altamente heterogêneos e que abrigam uma enorme biodiversidade. Devido às crescentes ameaças a esses sistemas, aumenta-se a necessidade de entender como processos ecológicos em áreas naturais afetam os riachos e suas assembleias de peixes. Esta tese foi dividida em três capítulos e busca responder as seguintes questões: 1) O quanto das variáveis em escala de bacia regulam o hábitat físico de riachos amazônicos? 2) Qual a contribuição relativa do ambiente e do espaço sobre a diversidade alfa e beta, tanto taxonômica quanto funcional, de peixes de riachos? 3) O quanto diferentes componentes da biodiversidade (diversidade de espécies, distinção taxonômica e diversidade funcional) são congruentes e o quanto eles podem ser preditos a partir de variáveis em escala de bacia? Para responder estas questões, foram amostrados 57 riachos em seis bacias da região amazônica. Para a caracterização ambiental, foi aplicado um extenso protocolo padronizado, que gerou mais de 140 métricas locais, além da utilização de 11 variáveis em escala de bacia. As assembleias de peixes foram coletadas com redes de mão durante seis horas. Com os resultados, detectou-se que as bacias podem ser divididas em dois grupos a partir da altitude e declividade. Estas duas variáveis influenciaram os hábitats dos riachos, controlando a velocidade do fluxo e o tipo e proporção de substrato. Este controle foi fundamental para os padrões taxonômicos e funcionais das assembleias de peixes, que são afetadas pelo filtro ambiental na escala da bacia. Entretanto, variáveis locais foram particularmente importantes para a diversidade alfa, tanto taxonômica quanto funcional das espécies. Apesar do papel significativo dos filtros ambientais, a dispersão limitada foi o principal fator responsável por mudanças em todos os níveis de diversidade de peixes, o que indica um forte fator biogeográfico. Por fim, os diferentes componentes da diversidade exibiram congruência intermediária, o que demonstra que eles são complementares e que não é possível resumir a diversidade de peixes a um único componente. Além disso, as variáveis na escala de bacia mostraram capacidade intermediária de prever padrões de diversidade, sendo recomendável utilizar outras métricas preditoras, como variáveis locais, em estudos de diversidade de peixes.Tese Acesso aberto (Open Access) Padrões de estruturação de adultos de libélulas em uma área de proteção e seu entorno na Amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2016-09-30) MONTEIRO JÚNIOR, Cláudio da Silva; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273No Brasil encontra-se a maior parte das áreas protegidas (AP) do mundo, correspondendo a 12% do total mundial. Destas, 73% ou 111 milhões de hectares estão localizada na Amazônia, sendo 37% de uso integral e 63% de uso sustentável. Apesar do número parecer bastante expressivo, as demandas por produtos e serviços em virtude do crescimento da população resultam em modificações dos ecossistemas que muitas vezes ocorrem nos arredores ou até mesmo dentro das APs. Assim, o objetivo geral da tese foi estudar os padrões de estruturação de adultos de Odonata em uma área protegida e seu entorno. Para isso, a tese foi dividida em três capítulos: No primeiro capítulo, nossa hipótese foi testar se encontraríamos uma maior diversidade de espécies de libélulas na AP devido a uma maior complexidade de habitats. No segundo, testamos a hipótese de que haveria alta diversidade beta devido à substituição de espécies que é esperado de ser encontrado em ambiente pristinos. No terceiro capítulo, testamos a hipótese de que Odonata seria um moderado a fraco substituto para Ephemeroptera, Trichoptera, Chironomidae e peixe, devido as características inerentes do grupo, como a grande mobilidade, possibilitando maior poder de dispersão do que os demais grupos utilizados. O estudo foi realizado em 30 igarapés, sendo 17 localizados dentro de uma área protegida e 13 no entorno. Ao contrário do que esperávamos, no primeiro capítulo encontramos maior diversidade de Odonata em igarapés do entorno, em comparação com os da AP. Também houve diferenças na composição de espécies dos dois ambientes, além de diferenças das variáveis ambientais entre as áreas. Assim, a combinação da área protegida e do entorno, com baixo nível de perturbação, conserva uma gama maior de espécies especialistas de Odonata do que apenas uma única área, portanto, esse resultado aponta para a importância das áreas de entorno para uma maior efetividade de conservação das APs. No segundo capítulo, houve alta diversidade beta de Odonata tanto na AP quanto no entorno, possivelmente explicada pela amplitude de nicho combinados com a estrutura espacial do meio ambiente. Mesmo havendo certa modificação ambiental, ainda não foi grande nem intensa o suficiente para excluir todas as espécies e, portanto, elas conseguem sobreviver nesse ambiente e até mesmo selecionando as espécies que conseguem sobreviver em ambientes um pouco mais aberto, devido suas exigências ambientais. No terceiro capítulo, testamos a concordância entre adultos de Odonata com outros grupos aquáticos, como peixes, Ephemeroptera e Trichoptera combinados (ET) e Chironomidae em igarapés da Amazônia Oriental. Houve correlação entre as riquezas de espécies e congruência de adultos de Odonata com peixes e ET, entretanto a força dessas correlações foi moderada a baixa. Assim, mesmo havendo uma relação entre as exigências ambientais das espécies de Odonata com outros grupos, ainda está havendo perda de informações biológicas importantes. Dessa forma, sugerimos cautela na utilização de um único táxon como substituto de outros e, para o planejamento de conservação, o melhor seria a utilização de vários táxons, refletindo, de uma forma holística a biodiversidade aquática. Finalmente, a proteção de ambas as áreas se torna importante para manter o pool de espécies próprias de cada ambiente, sendo que o nosso grande desafio no futuro, é encontrar uma maneira de identificar os níveis de perturbação que seriam aceitáveis para evitar a sobre-exploração dos recursos nessas áreas e que ao mesmo tempo permitisse a conservação da biodiversidade presente na área.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Revisão taxonômica das espécies brasileiras do gênero Argoravinia (Diptera : Sarcophagidae)(Universidade Federal do Pará, 2009-06-25) CARVALHO FILHO, Fernando da Silva; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273A família Sarcophagidae apresenta distribuição cosmopolita e compreende cerca de 2.600 espécies descritas, com aproximadamente 800 espécies registradas para a região Neotropical. Argoravinia Townsend, 1917 é um gênero de Sarcophagidae (Diptera, Oestroidea) pertencente à subfamília Sarcophaginae com espécies Neotropicais e Neárticas, com exceção de duas que foram introduzidas nas Ilhas Marshal (região Australasiana/Oceânica). O gênero compreende espécies de tamanho pequeno a médio (4 - 9,5 mm), com R1 cerdosa na metade basal e tronco da veia R2+3, na face ventral, com uma ou mais cerdas, apódema do ducto ejaculatório muito desenvolvido, falo com processo mediano longo e sinuoso e base do estilo lateral livre. O gênero Argoravinia era composto por somente duas espécies até que o gênero Raviniopsis Townsend, 1918, com quatro espécies, foi considerado sinônimo de Argoravinia no catálogo da família Sarcophagidae. Sendo assim, o gênero compreende atualmente seis espécies formalmente descritas: A. alvarengai Lopes, 1976; A. aurea (Townsend, 1918); A. brasiliana Lopes, 1976; A. candida (Curran, 1928); A. rufiventris (Wiedemann, 1830) e A. timbarensis (Lopes, 1988); no entanto, somente quatro destas são registradas para o Brasil. No presente estudo, as espécies brasileiras do gênero Argoravinia são revisadas e redescritas: A. alvarengai, A. aurea, A. brasiliana e A. rufiventris. Duas espécies novas são descritas para o estado do Pará: A. catiae sp. nov. e A. paraensis sp. nov. A. alvarengai é registrada pela primeira vez para o estado do Pará e A. rufiventris é um novo registro para os estados da Bahia e Maranhão. São apresentadas chaves de identificações para os espécimes machos e fêmeas, ilustrações da morfologia da terminália de machos e fêmeas, fotos de microscopia eletrônica de varredura , além de mapas de distribuição geográfica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Revisão taxonômica dos gorgulhos do gênero Bondariella Hustache & Bondar, 1942 (Coleoptera, Curculionidae, Baridinae), com notas sobre sua associação com palmeiras(Universidade Federal do Pará, 2012) CORDEIRO JUNIOR, Mariano Brandão; VALENTE, Roberta de Melo; http://lattes.cnpq.br/9638288458835324; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273O gênero Bondariella Hustache & Bondar, 1942 foi revisado no presente trabalho com atualização dos nomes de estruturas taxonômicos e inclusão de caracteres para a diagnose do gênero como rostro, escrobo, escapo antenal, inserção antenal, intervalos elitrais e terminália masculina, ventritos e tergitos. Duas novas espécies são acrescentadas para o gênero. São fornecidos no trabalho redescrições das espécies conhecidas, descrições das espécies novas, ilustrações dos lectótipos e paralectótipos, das antenas, ventritos, tergitos e terminália masculina. Também são incluídas informações das plantas-hospedeiras, mostrando associação das espécies de Bondariella com espécies de palmeiras dos gêneros Syagrus Mart. e Euterpe Mart.Tese Acesso aberto (Open Access) Revisão taxonômica e filogenia das espécies do gênero Nephochaetopteryx Townsend, 1934 (Diptera: Sarcophagidae)(Universidade Federal do Pará, 2012-08-20) CARVALHO FILHO, Fernando da Silva; MELLO-PATIU, Cátia Antunes de; http://lattes.cnpq.br/6111953763967066; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273Nephochaetopteryx Townsend, 1934 é um gênero de moscas da família Sarcophagidae, da tribo Sarothromyiini, predominantemente Neotropical, com somente uma espécie Neártica. Este gênero compreende espécies pequenas (4 a 7,3 mm), caracterizadas principalmente por possuírem veia R1 completamente coberta por sétulas na superfície dorsal, presença de cerda orbital proclinada nos machos e fêmur mediano com ctenídio. Além disso, algumas espécies apresentam asa com mácula escura entre a parte apical das veias R2+3 e C. A revisão taxonômica do gênero resultou em 34 espécies válidas, sendo que sete destas são novas para a ciência. Nephochaetopteryx calida não pertence ao gênero, N. shannoni foi considerada sinônimo júnior de N. flavipalpis, e N. linharensis sinônimo júnior de N. pallidifacies. Uma chave para os espécimes machos de todas as espécies válidas (com exceção de N. juquiana) foi apresentada, bem como ilustrações detalhadas da terminália e esternito 5 dos machos. Além disso, é proposta também uma hipótese de relacionamento filogenético para o gênero, baseada em 24 caracteres da morfologia externa dos machos adultos, principalmente da terminália. Foram utilizados 32 táxons terminais, sendo 29 de Nephochaetopteryx. A monofilia do gênero foi corroborada, e uma nova sinapomorfia foi proposta dentro do contexto de Sarothromyiini: presença de lóbulo mediano no esternito 5 dos machos. Baseado na análise filogenética, o gênero foi dividido em quatro grupos de espécies: angustifrons, biculcita, cyaneiventris e pallidiventris. O grupo angustifrons é o grupo irmão do clado formado pelas demais espécies.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sarcophaginae (Diptera: Sarcophagidae) da Amazônia Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2019-08) SOUZA, Matheus Tavares de; CARVALHO FILHO, Fernando da Silva; http://lattes.cnpq.br/7987049452090800; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273; https://orcid.org/0000-0001-8735-5338A família Sarcophagidae (Diptera) tem distribuição cosmopolita e compreende cerca de 3.000 espécies e 355 gêneros descritos. Dentre suas subfamílias, Sarcophaginae é a mais diversa e ambundante no novo mundo. Há poucos estudos sobre a família para a região Neotropical, sobretudo para a região Amazônica onde há uma carência de taxonomistas no grupo. Sendo assim, o trabalho levantou as espécies da subfamília Sarcophaginae registradas para a Amazônia Brasileira e ampliou o conhecimento da fauna, através de descrição e redescrição de espécies e confecção de chave dicotômica para as espécies da região. O trabalho foi realizado com base na bibliografia atual e nos exemplares de quatro coleções entomológicas do Brasil. Foram feitas análises morfológicas, medições e ilustrações de espécimes machos. Foram encontrados 132 espécies e 31 gêneros de Sarcophagidae para a Amazônia Brasileira. Foram descritas duas espécies novas do gênero Dexosarcophaga e uma do gênero Rettenmeyerina . Foi feita uma redescrição da espécie Promayoa peculiaris Dodge, 1966, com novas ilustrações. Foi confeccionado uma chave dicotômica para as espécies ocorrentes na região, com exceção das espécies do gênero Lepidodexia , no qual não foram incluídas na chave pelo grande número de espécies neotropicais não descritas e a falta de revisão que este gênero precisa, tornando qualquer esforço prematuro.
