Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2343
O Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) foi consolidado como um convênio entre Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
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Tese Acesso aberto (Open Access) Abelhas das orquídeas (Apidae: Euglossini) e as plantações de palma de óleo (Elaeis guineensis Jacq.) na Amazônia Oriental: mudanças na composição de espécies, tamanho corporal e diversidade funcional(Universidade Federal do Pará, 2018-08-02) BRITO, Thaline de Freitas; MAUÉS, Márcia Motta; http://lattes.cnpq.br/0976385386657517; CONTRERA, Felipe Andrés León; http://lattes.cnpq.br/0888006271965925Neste trabalho, foi avaliado o papel das reservas legais (RL) e das áreas de preservação permanente (APP) na manutenção das espécies de abelhas das orquídeas, e testada a influência de parâmetros abióticos e estruturais do hábitat sobre a diversidade taxonômica e funcional desse grupo. Além disso, foi investigada a ocorrência de variações fenotípicas (tamanho corporal e de asas e assimetria flutuante) como resposta ao estresse ambiental provocado por plantações de palma de óleo. Os machos de abelhas das orquídeas foram coletados em nove áreas (3 RL, 3 APP e 3 plantios de palma de óleo) no município de Tailândia, sudeste do estado do Pará. Em cada área foram instaladas seis estações de coleta separadas 500 m entre si, contendo seis armadilhas odoríferas; totalizando 36 armadilhas por área e 108 por tipo de hábitat. Foram comparadas as diferenças na abundância e riqueza observadas usando uma ANOVA One-Way, os padrões de composição de espécies foram avaliados através de uma PCoA, e também por uma análise de indicador de espécies. Uma RDA parcial foi aplicada para avaliar a influência de atributos do hábitat, do espaço e do tipo de hábitat sobre parâmetros taxonômicos e funcionais das abelhas. Adicionalmente, foram comparadas as variações de tamanho corporal e de asas dos indivíduos em função do tipo de hábitat. Os resultados deste trabalho indicam que os plantios de palma de óleo são caracterizados pela presença de poucos indivíduos e espécies, baixa diversidade funcional e por abelhas de maior tamanho corporal. Apesar disso, foram registradas quatro espécies associadas às RL, que podem ser indicadores úteis de comunidades de abelhas de orquídeas da floresta Amazônica. A estrutura do hábitat não foi um bom preditor da composição funcional e taxonômica, e não foram detectados níveis de assimetria flutuante, mas as abelhas dos plantios apresentaram asas maiores comparadas com as das áreas de floresta. Esta pesquisa destaca que as APPs desempenham um papel importante na manutenção da composição taxonômica e funcional das abelhas das orquídeas, o que poderia reforçar o fato de que as abelhas utilizam essas áreas como corredores de deslocamento em uma matriz formada por plantação de palma de óleo. Assim, tanto as RLs quanto as PPAs cumprem seu propósito de proteger a biodiversidade das abelhas das orquídeas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uma abordagem funcional das savanas amazônicas: atributos de anuros em um mosaico de paisagens naturais(Universidade Federal do Pará, 2018-02-28) PASCHOALINO, Rosana Campos; PINHEIRO, Leandra de Paula Cardoso; http://lattes.cnpq.br/1114107627897774; SANTOS-COSTA, Maria Cristina dos; http://lattes.cnpq.br/1580962389416378As comunidades naturais podem ser resultantes da organização de espécies e atributos funcionais selecionados a partir da tolerância a determinadas características ambientais. Estas relacionadas por exemplo, aos diferentes tipos de vegetação e disponibilidade de água, podendo influenciar a diversidade funcional nos ecossistemas. Nós pesquisamos a influência de diferentes fitofisionomias de savanas amazônicas sobre a diversidade funcional de anuros, na Floresta Nacional de Carajás, Brasil. Aplicamos um modelo nulo para pesquisar uma possível divergência dos atributos entre as fitofisionomias, devido às suas diferenças ambientais. Foram realizadas três expedições, nos anos de 2008 e 2010, correspondendo aos períodos chuvoso, seco e transição chuva-seca na Amazônia. Foram amostrados três sítios: as Serras Norte, Sul e Tarzan, com 32 unidades amostrais totais. Cada unidade amostral apresentava o mínimo de 200 metros de distância das demais. O método utilizado para coleta dos espécimes foi por busca ativa com esgotamento de área. A diversidade funcional foi mensurada pelo índice MPD, considerando a ocorrência das espécies nas comunidades. As fitofisionomias não apresentaram diferenças nos valores de diversidade funcional dos anuros. Pelo modelo nulo, observamos convergência funcional, ou seja, as espécies e seus atributos são semelhantes entre as áreas. Assim, entendemos que as paisagens, apesar de estarem distribuídas em um mosaico e serem ambientalmente diferentes, estão todas inseridas em uma mesma matriz de savana amazônica, que por fatores (históricos, escala espacial, ambiente) não permitiu diferenciação das funções desempenhadas pelos anuros em cada fitofisionomia. De qualquer maneira, constatamos que os anuros desempenham importantes funções para os ecossistemas locais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alimentação, distribuição espacial e sazonal das espécies de Arius (Siluriformes : Ariidae) do Estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 1999-08-30) MENDES, Fabrício Lemos de Siqueira; BARTHEM, Ronaldo Borges; http://lattes.cnpq.br/4192105831997326Pertencente a ordem dos Siluriformes, a família Ariidae compreende os bagres marinhos e estuarinos os quais distribuem-se pelas costas de todos os continentes, habitando áreas costeiras de região tropical e subtropical, onde vivem em águas de pouca profundidade, com fundo arenoso ou lodoso. No estuário Amazônico, no estado do Pará, encontram-se 7 espécies pertencentes ao gênero Anus (A. couma, A. parkeri, A. rugispinis, A. quadriscutis, A. grandicassis, A. phrygiatus e A. proops). O objetivo deste estudo é identificar os hábitos alimentares, sobreposição alimentar e espacial, distribuição espacial e sazonal das espécies de Anus (Siluriformes, Ariidae) do Estuário Amazônico. As coletas foram realizadas durante o período de agosto a outubro de 1996, de fevereiro a abril e agosto a outubro de 1997. Os indivíduos foram capturados com rede de fundo sem porta da frota piramutabeira do estuário Amazônico. Existem dois grupos de espécies do gênero Anus: as espécies que se alimentam de crustáceos (A. rugispinis, A. quadriscutis, A. grandicassis, A. phrygiatus e A. proops) e as espécies que se alimentam de peixes (A. couma, A. parken). Com relação a sobreposição alimentar todas as espécies apresentam um certo grau sobreposição alimentar assim como a sobreposição espacial. A. couma e A. phrygiatus estão mais abundantes nos estratos de profundidade entre 5-10 m e A. rugispinis, A quadriscutis, A. grandicassis, A. parkeri e A. proops nos estrato de 10-20 m. A. phrygiatus é a única espécie que apresenta maior abundância durante o inverno e as demais espécies aparecem tanto no verão como no invernoDissertação Acesso aberto (Open Access) Análise biogeográfica da avifauna de uma área de transição cerrado-caatinga no Centro-Sul do Piauí, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2001-01-16) SANTOS, Marcos Pérsio Dantas; SILVA, José Maria Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6929517840401044Esta dissertação foi dividida em dois capítulos: o primeiro capítulo deste trabalho avalia as predições da hipótese de homogeneização da seguinte forma: (a) a área de transição seria ocupada por espécies amplamente distribuídas que não reconhecem as bordas destes biomas; (b) a fauna da Caatinga será apenas um subconjunto da fauna do Cerrado, ambas em uma escala continental; e (c) elementos com centro de distribuição no Cerrado ou na Caatinga serão encontrados sintopicamente na área de transição entre os dois biomas. A distribuição das espécies de aves foi avaliada com base em estudos de campo, complementados por registros da literatura e de espécimens em museus. O segundo capítulo apresenta uma avaliação da " teoria geral das distribuições" de James Brown. Especificamente, pretende-se responder as seguintes questões: a) qual a relação entre abundância e área de ocupação das espécies de aves passeriformes e como a escala de estudo influencia esta relação?; (h) Qual o efeito da filogenia e da massa corporal das espécies sobre a relação entre abundância e área de ocupação em diferentes escalas espaciais?; (c) A correlação positiva entre abundância e área de ocupação tende a diminuir com a inclusão de espécies filogeneticarnente mais distantes nas comparações? (d) As espécies generalistas são, em média, mais abundantes e mais distribuídas em qualquer escala espacial do que espécies especialistas? (e) Qual o efeito da filogenia e da massa corporal sobre esta comparação? (f) As espécies próximas aos centros de suas distribuições são, em média, mais abundantes e ocupam mais lugares que espécies que estão próximas às bordas de suas distribuições? (g) Qual o efeito da filogenia e massa corporal sobre esta comparação? A abundância e área de ocupação foram medidas em duas escalas espaciais: regional, compreendendo as 11 unidades de paisagens identificadas na área de estudo; e local compreendendo os 33 locais de amostragens distribuídos nas 11 unidades de paisagens. A abundância das aves foi estimada usando a contagem por pontos com raio fixo. Nós analisamos a influência da filogenia separadamente para os dois maiores dados deste grupo (suboscines e oscines) e a influencia da massa corporal separadas em duas categorias (30g e > 30g).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise cladística de Edessa (Hypoxys) com a descrição de um grupo novo de espécies (Heteroptera, Pentatomidae, Edessinae)(Universidade Federal do Pará, 2018-12-10) MENDONÇA, Maria Thayane da Silva; FERNANDES, José Antônio Marin; http://lattes.cnpq.br/6743352818723245O gênero Edessa possui muitos problemas taxonômicos e de nomenclatura, contudo fazer a revisão do gênero de uma vez só se torna inviável por conta do grande número de espécies (>600 espécies), por isso foi proposto fazer a revisão em pequenos grupos de espécies. O subgênero Hypoxys é um grupo monofilético, segundo a única análise filogenética existente, sendo apoiado por quatro sinapomorfias. Esse subgênero de Edessa possui 17 espécies descritas e mais de 40 espécies novas para a ciência, segundo uma revisão ainda não publicada. Assim, este trabalho tem como objetivo propor um grupo de espécies dentro de Hypoxys, descrever 15 espécies novas, e fazer uma chave de identificação para elas, bem como, refazer a análise cladística de Hypoxys. Com isso, pretende-se reavaliar a monofilia de Hypoxys e suas relações internas com a inclusão de mais espécies e de novos caracteres. Foram analisados 35 exemplares provenientes de instituições nacionais e estrangeiras, e coleções particulares. Estes exemplares foram descritos, medidos e fotografados. Para a análise cladística foi feita uma matriz de dados com 35 táxons e 39 caracteres no programa Mesquite, a matriz foi calculada no programa TNT e o cladograma foi editado no programa WinClada. A máxima parcimônia foi usada para rodar a análise cladística. Foi utilizado à pesagem implícita (k=2 à k=6) para diminuir o número de árvores finais. Para verificar os valores dos índices de suporte dos clados foi utilizado o suporte de bremer relativo, e o método symmetric resampling. A análise sem pesagem implícita resultou em 73 árvores com 78 passos, índice de consistência 57 e índice de retenção 89. Para a análise com pesagem implícita (k=2 à k=6) foram encontradas 37 árvores com 76 passos, índice de consistência 59 e retenção 90. A topologia das árvores com e sem pesagem foi semelhante. Essas árvores mostraram suporte alto para Hypoxys e o grupo-alvo, tanto no bremer relativo, quanto no symmetric resampling. Os resultados corroboram o clado Hypoxys como monofilético, este sendo formado por três grandes grupos, que compartilham três sinapomorfias. O grupo-alvo deste trabalho também é monofilético, sendo suportado por 7 sinapomorfias e 3 homoplasias sinapomórficas, são elas: coloração ventral dos ângulos umerais concolores; escutelo com mancha escura no terço anterior presente; ápice do bordo dorsal fundido a margem dos ângulos póstero laterais; escavação na metapleura arredondada; ausência de rugosidade da superfície texturizada da área evaporatória; presença do bordo dorsal com variação de espessura do centro para os ângulos póstero laterais; formato do parâmero reto; presença de uma aba na região ventral do proctiger; presença de um “tapete de pelos” no bordo ventral; expansão do bordo ventral túmidas. Além disso, o grupo-alvo possui outras características diagnósticas adcionais, são elas: faixa na região posterior do pronoto hialina, marrom, se estendendo até a margem posterior do pronoto; conexivo sem mancha; dois pares de manchas circulares e escuras na parte ventral do tórax envoltas por um anel esverdeado; região ventral uniformente verde com uma coloração amarelada central no abdômen; manchas escuras e circulares junto às pseudosuturas; margem posterior dos gonocoxitos 8 projetada posteriormente. O resultado da análise mostrou o clado Hypoxys como monofilético, assim como o grupo-alvo deste trabalho que é composto por 15 espécies novas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise cladística e descrição de um grupo novo de espécies de Edessa (Heteroptera, Pentatomidae, Edessinae)(Universidade Federal do Pará, 2012) SILVA, Valéria Juliete da; FERNANDES, José Antônio Marin; http://lattes.cnpq.br/6743352818723245A subordem Heteroptera, é o maior táxon dentre os hemimetábolos, composta por sete infraordens, 23 superfamílias e 80 famílias. Dentre estas, Pentatomidae é a quarta família mais numerosa e diversa entre os heterópteros, possuindo 4.100 espécies distribuídas em 760 gêneros e em sete subfamílias. Edessinae possui atualmente cerca de 290 espécies distribuídas em seis gêneros: Edessa, Brachystethus, Peromatus, Olbia, Pantochlora e Doesburgedessa. De todos estes gêneros, Edessa é o que possui o maior número de espécies e o que concentra quase a totalidade dos problemas taxonômicos e nomenclaturas da subfamília. Devido ao seu tamanho, a revisão está sendo feita em partes, a partir do estudo de grupos de espécies unidos por possíveis sinapomorfias. Assim o objetivo geral do trabalho é propor e descrever um novo grupo de espécies com base em uma análise cladística. Para o estudo foram examinados 114 exemplares pertencentes a instituições nacionais e internacionais e a coleções particulares. As descrições seguem um modelo tradicional também usado para Edessinae. São apresentadas medidas e fotografias das espécies, desenhos do processo metasternal e genitália de ambos os sexos, chave dicotômica e mapa de distribuição. Para a analise cladística, foram levantados 22 caracteres morfológicos polarizados através do método do grupo externo, composto pelas espécies: Tibilis sp., Neotibilis fulvicornis, Brachystethus cribrus, Pantochlora vivida, Olbia elegans, Peromatus sp., Doesburgedessa elongatispina, Edessa cervus e Edessa affinis. Através do programa NONA foi obtida uma única árvore mais parcimoniosa, com 30 passos, índice de Consistência de 0,93 e índice de Retenção de 0,97. Com base nessa análise, o monofiletismo do grupo de espécie é confirmado. Assim, o grupo stolida aqui proposto é formado por quatro espécies já descritas Edessa stolida (Linnaeus, 1758), Edessa heymonsi Breddin, 1904, Edessa verhoeffi Breddin, 1904 e Edessa paravinula Barber, 1935 e por cinco espécies novas. O grupo stolida de Edessa é reconhecido pela presença de uma expansão que se projeta da margem lateral da face posterior do segmento X; região mediana do parâmero com uma projeção de formato triangular; ausência de uma faixa ou de tufo de pelos na face posterior do segmento X e gonapófise 8 esclerotizada. As espécies do grupo stolida são muito parecidas externamente e sua identificação só pode ser feita através da análise da genitália externa de ambos os sexos. A análise cladística apóia a idéia tradicional e o grupo stolida deve ser considerado parte do subgênero Hypoxys de Edessa. A topologia do cladograma resultante é (Tibilis sp. + Neotibilis fulvicornis (Brachystethus cribus (Pantochlora vivida ((Doesbuergedessa elongatispina + Edessa cervus (Peromatus sp. + Olbia elegans)) (Edessa affinis ((Edessa sp. nov 3 + Edessa sp. nov 3a) ((Edessa sp. nov 2 (Edessa verhoeffi + Edessa heymonsi)) (Edessa stolida (Edessa sp. nov 4 (Edessa paravinula + Edessa sp. nov 5))))))))). A fêmea de Edessa stolida e o macho de Edessa verhoeffi são descritos pela primeira vez neste trabalho. Os registros de distribuição das espécies são ampliados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise cladística e descrição de um novo gênero de Edessinae (Hemiptera, Heteroptera e Pentatomidae)(Universidade Federal do Pará, 2016-04-06) NUNES, Benedito Mendes; FERNANDES, José Antônio Marin; http://lattes.cnpq.br/6743352818723245Edessinae é uma das subfamílias de Pentatomidae que mais apresenta problemas taxonômicos e nomenclaturais, sendo formada por oito gêneros Edessa Fabricius, 1803 (cerca de 280 espécies), Brachystethus Laporte, 1832 (10 espécies), Ascra Say 1832 (7 espécies), Peromatus Amyot & Serville, 1843 (7 espécies), Olbia Stål, 1862 (3 espécies), Pantochlora Stål, 1870 (1 espécie), Doesburgedessa Fernandes, 2010 (5 espécies) e Paraedessa Silva & Fernandes, 2013 (9 espécies). Edessa é o maior destes gêneros, e o que concentra a grande maioria dos problemas taxonômicos, devido a identificações incorretas, dificuldade em levantar a literatura e o grande número de espécies descritas. Este trabalho objetiva a proposição de um novo gênero apoiado por uma análise cladística. Foram estudados 29 exemplares de instituições brasileiras e estrangeiras. Seis espécies foram descritas seguindo um roteiro tradicional para o estudo de Pentatomidae, os espécimes foram medidos, fotografados e as estruturas com importância taxonômica como o processo metasternal e genitália de ambos os sexos foram desenhadas a lápis. Para análise cladística foram utilizados os programas TNT e Winclada, para a análise de parcimônia foi utilizada a busca heurística, com estratégia de busca multiple TBR e pesagem implícita dos caracteres, o grupo externo foi composto por 11 espécies. Como resultado foi obtida uma árvore mais parcimoniosa com 83 passos, Índice de Consistência (CI) de 53 e Índice de Retenção (IR) de 67. Como resultados mais expressivos da análise obtivemos que o gênero novo é monofilético e relacionado com o subgênero Hypoxys de Edessa e o gênero Paraedessa; e que Edessa é um grupo polifilético.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise cladística e novas espécies de Grammedessa Correia & Ferandes, 2016 (Heteroptera, Pentatomidae, Edessinae)(Universidade Federal do Pará, 2017-04-26) SILVA, Paulo Augusto Lima da; FERNANDES, José Antônio Marin; http://lattes.cnpq.br/1580962389416378O gênero Grammedessa Correia & Fernandes, 2016 possui doze espécies, sendo foi proposto sem uma análise cladística. A principal característica diagnóstica para Grammedessa são as faixas pretas na região dorsal da cabeça, estas faixas também estão presentes em espécimes que não foram consideradas inicialmente parte do gênero devido à ausência das demais características diagnósticas do grupo. O objetivo do presente trabalho foi analisar Grammedessa utilizando a metodologia cladística e testar se as espécies excluídas inicialmente fariam ou não parte deste gênero. Foram analisados 45 exemplares. As descrições seguiram modelos pré-estabelecidos para descrições em Edessinae. A análise cladística foi realizada exclusivamente com caracteres morfológicos polarizados através do método de grupo externo, a matriz era composta por trinta e seis táxons terminais, sendo vinte e quatro no grupo externo, doze no grupo interno, e quarenta e três caracteres, em sua maioria, binários. Para a inferência filogenética foi utilizado o método de máxima parcimônia utilizando algoritmos de busca heurística, para isso foi utilizado o software T.N.T. Ao final da análise sem pesagem, foram obtidas oito árvores igualmente parcimoniosas (L=108, IC= 49 e IR=80); utilizando pesagem implícita (n=6), foram obtidas três árvores mais parcimoniosas (L=109, IC= 48 IR=80), onde a árvore de consenso foi apresentada e discutida. A hipótese de que Grammedessa é monofilético foi testada e corroborada por duas sinapomorfias: a região dorsal da cabeça com faixas longitudinais formadas por manchas e pontuação, a face posterior do proctíger apresentando uma quilha elevada; foram descritas oito espécies novas para o gênero; Edessa botocudo Kirkaldy, 1909 foi transferida para Grammedessa.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise cladística e revisão do subgênero nominal de Edessa (Heteroptera: Pentatomidae: Edessinae)(Universidade Federal do Pará, 2017-01-23) SILVA, Valéria Juliete da; FERNANDES, José Antônio Marin; http://lattes.cnpq.br/6743352818723245Pentatomidae é a quarta família mais numerosa e diversa da subordem Heteroptera. Dentre as nove subfamílias que compõem Pentatomidae, Edessinae é uma das maiores, com mais de 300 espécies descritas. Edessinae, subfamília Neotropical, é composta por nove gêneros: Edessa Fabricius, 1803, Brachystethus Laporte, 1832, Ascra Say, 1832, Peromatus Amyot & Serville, 1843, Olbia Stål, 1862, Pantochlora Stål, 1870, Doesburgedessa Fernandes, 2010, Paraedessa Silva & Fernandes, 2013 e Grammedessa Correia & Fernandes, 2016, gêneros com diagnoses bem definidas com exceção de Edessa, o qual é considerado como um depósito de espécies para a subfamília. Edessa concentra a grande maioria dos problemas taxonômicos e nomenclaturais de Edessinae, pois historicamente existe uma grande confusão entre os limites do gênero e da própria subfamília. Como forma de resolver o problema foi proposta a revisão de Edessa a partir de grupos de espécies e revisão dos subgêneros. Edessa é formado por cinco subgêneros: Aceratodes Amyot & Serville, 1843, Dorypleura Amyot & Serville, 1843, Pygoda Amyot & Serville, 1843, Hypoxys Amyot & Serville, 1843 e o subgênero nominal. Entre os subgêneros apenas o nominal não foi revisado. Como Edessa (Edessa) é um táxon “vazio”, composto apenas pela espécie-tipo do gênero, foi utilizada a caracterização dos grupos de espécies delimitados por Stål (1872) como ponto de partida para a delimitação deste subgênero. Durante a fase de levantamento bibliográfico foi encontrado um erro na tipificação do gênero Edessa, então aqui alteramos a espécie-tipo de E. cervus (Fabricius, 1787) para E. antilope (Fabricius, 1798). Como forma de reconhecer e delimitar o subgênero Edessa e criar hipóteses de relacionamento entre as espécies estudadas foi realizada uma análise cladística. Nesta análise foram incluídas as espécies consideradas por Stål (loc. cit.) como parte do grupo de espécies Edessa, bem como espécies que possuem as características citadas por Stål como diagnósticas para este grupo. A matriz de dados é composta por 111 caracteres morfológicos e 85 táxons, sendo 13 pertencentes ao grupo externo e 72 ao grupo interno. Na análise foram realizados dois esquemas de ponderação: com pesagem igual e implícita dos caracteres com o K variando de 3–12, e dois tipos de busca: tradicional e de novas tecnologias. O cladograma obtido com K=8 e busca tradicional apresenta 763 passos, IC: 19 e IR: 60. Com base no cladograma reconhecemos o subgênero Edessa composto por 10 espécies já conhecidas para a ciência: E. antilope, E. cervus, E. taurina Stål, 1862, E. ibex Breddin, 1903, E. arabs (Linnaues, 1758), E. cylindricornis Stål, 1872, E. rondoniensis Fernandes & van Doesburg, 2000, E. burmeisteri Fernandes & van Doesburg, 2000, E. cerastes Breddin, 1905 e E. elaphus Breddin, 1905, e seis espécies novas morfotipadas como: E. sp. nov. “near flavinernis”, E. sp. nov. “close flavinernis”, E. sp. nov. “near 112”, E. sp. nov. “close 112”, E. sp. nov. “40” e E. sp. nov. “131”. O subgênero Edessa é diagnosticado pela coloração predominantemente verde na superfície dorsal; ângulo umeral no mínimo duas vezes mais longo que largo, ápice do ângulo umeral preto curvado posteriormente, podendo ser inteiro ou bífido; embólio de coloração contrastante ao cório, cório com pelo menos uma veia amarela; bordo dorsal do pigóforo estreito e contínuo com a base do ângulo posterolateral. Além da delimitação do subgênero a análise cladística mostrou a monofilia de Edessinae e a polifilia de Edessa em sua atual composição. A mudança do status taxonômico para gênero de Aceratodes, Dorypleura, Pygoda e Hypoxys é corroborada. Peromatus apareceu como um ramo interno na análise, resultado que reforça a necessidade de uma revisão do gênero. Além do reconhecimento do subgênero Edessa, foram reconhecidos e descritos 13 novos grupos de espécies para Edessa. Foram redescritas espécies já conhecidas para a Ciência e descritas espécies novas para o gênero. Problemas nomenclaturais foram identificados e resolvidos, com 11 sinonímias propostas e uma revalidação de taxon anteriormente em sinonímia, lectótipos foram designados e uma chave de identificação para as espécies é apresentada.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da variabilidade genética e estudo populacional de Antilophia bokermanni (Aves: Pipridae) com implicações para sua conservação(Universidade Federal do Pará, 2010) RÊGO, Péricles Sena do; SCHNEIDER, Horacio; http://lattes.cnpq.br/3621033429800270O Soldadinho-do-araripe – Antilophia bokermanni (Passeriformes, Pipridae) é atualmente o membro mais ameaçado de extinção de sua família, sendo classificado como “criticamente em perigo”. Com uma população estimada em somente 800 indivíduos, está espécie é endêmica de uma pequena área (aproximadamente 30 km²) de floresta úmida de encosta da Chapada do Araripe no nordeste do Brasil. A urgente necessidade de implementação de um programa de conservação efetivo para o Soldadinho-do-araripe tem estimulado muitas pesquisas com diversos aspectos de sua biologia. No presente estudo, nós examinamos variações nas seqüências de segmentos do mtDNA e ncDNA em representantes de A. bokermanni e A. galeata. As análises mostraram nenhuma evidência para subestruturamento populacional e também de história de expansão populacional para A. bokermanni. Sua variabilidade genética é ligeiramente menor quando comparada com a sua espécie-irmã, mas suas similaridades indicam um recente processo de separação, indicado pela retenção de polimorfismo ancestral (separação incompleta de linhagens) em todos os marcadores. Nós também não encontramos nenhuma associação entre variação de plumagem e variações nucleotídicas do gene MC1R no gênero Antilophia. Este estudo representa uma contribuição da genética para o Plano de Conservação do Soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni).
