Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB
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O Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) foi consolidado como um convênio entre Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB por Orientadores "FERNANDES, Marcus Emanuel Barroncas"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Interação de Ucides cordatus Linnaeus, 1763 em manguezais da Ilha de Marajó: uma abordagem ecológica(Universidade Federal do Pará, 2012) GOMES, Cleidson Paiva; FERNANDES, Marcus Emanuel Barroncas; http://lattes.cnpq.br/8943067124521530O presente trabalho foi realizado nos manguezais de Soure, Ilha de Marajó, Pará, Brasil, onde o grande aporte fluvial permite o desenvolvimento de zonas de transição estuário/rio que definem o limite geobotânico para os manguezais paraenses e, consequentemente, para o caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Ucididae) frequentemente encontrado na região. Para uma abordagem ecológica sobre a interação entre U. cordatus e as florestas de mangue foram investigados os seguintes temas: i) a relação entre as características populacionais de U. cordatus e os diferentes níveis de transição ao longo do gradiente de vegetação entre as florestas de mangue e as florestas de várzea estuarina; ii) a influência dos fatores ambientais dessas zonas de transição sobre os padrões de tamanho e densidade populacional de U. cordatus; iii) os impactos da herbivoria de U. cordatus sobre a produção de propágulos e os possíveis efeitos no processo de recrutamento desses propágulos para as florestas de mangue. Sítios de trabalho foram classificados quanto ao nível de transição com floresta de várzea estuarina, sendo estes valores correlacionados com dados de densidade e tamanho dos indivíduos das populações de U. cordatus. Em cada sítio de trabalho determinou-se a disponibilidade de alimento através da serapilheira, as taxas de salinidade, e os indicadores das atividades de pescadores sobre essas áreas. O impacto de U. cordatus sobre o recrutamento dos bosques foi avaliado através da estimativa da taxa de herbivoria e predação de propágulos. Os resultados revelam que em zonas de “alta transição” as condições locais parecem limitar os estoques de U. cordatus, haja vista essa espécie ter apresentado valor de densidade populacional muito abaixo daqueles registrados na zona de “baixa transição”. No entanto, zonas de alta transição oferecem condições mais favoráveis ao desenvolvimento das populações do caranguejo-ucá, principalmente no que se refere à variabilidade e disponibilidade de alimento e à proteção contra a ação antrópica na região. Os indicadores da atividade da pesca de U. cordatus revelaram que os bosques de mangue da zona de baixa transição estão mais sujeitos à sobreexploração, principalmente pela facilidade de acesso. A principal via de impacto sobre os propágulos foi a taxa de consumo de 60%, sendo que a taxa de exportação dos propágulos pelas marés foi de apenas 1%, sendo considerada pouco relevante. U. cordatus pode ser considerado o principal agente de impacto sobre a produção de propágulos desses bosques de mangue sem apresentar seletividade por tamanho ou maturidade dos propágulos, sendo importantes na regulação das taxas de recrutamento e, consequentemente, na dinâmica populacional das árvores de Rhizophora nas florestas de mangue da zona costeira da Ilha de Marajó, na Amazônia brasileira.Tese Acesso aberto (Open Access) Riqueza e abundância de galhas em espécies arbóreas de mangue, com ênfase em Avicennia germinans (L.) Stearn (Acanthaceae), na península de Ajuruteua, Bragança, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2011) SANTOS, Rita de Cassia Oliveira dos; FERNANDES, Marcus Emanuel Barroncas; http://lattes.cnpq.br/8943067124521530A maioria dos estudos sobre herbivoria em ecossistemas de manguezal tem focalizado primariamente nos herbívoros mastigadores, a despeito da relativa riqueza de herbívoros endofíticos, principalmente indutores de galhas e minadores. Das 29 espécies de artrópodos indutores de galhas, associados a manguezais, sete espécies já foram formalmente descritas a partir de espécies de Avicennia L. (Acanthaceae). Este gênero é formado por dez espécies e possui distribuição pantropical. A. germinans (L.) Stearn é a principal espécie hospedeira de artrópodos indutores de galhas no manguezal da península de Ajuruteua em Bragança, Pará. Em um primeiro levantamento de galhadores nesta região, foram identificados 14 morfotipos de galhas (sete destes pertencentes à família Cecidomyiidae: Insecta: Diptera). Em função do elevado número de morfotipos de galhas identificados colonizando A. germinans, esta espécie foi apontada como uma superhospedeira de organismos indutores de galhas. A incidência de galhas sobre as espécies arbóreas (A. germinans, L. racemosa e R.mangle) típicas dos manguezais da península de Ajuruteua, foi investigada. Os espécimes de A. germinans foram avaliados quanto à infestação por galhas tanto sob condições normais de salinidade quanto sob estresse salino. O trabalho de campo foi realizado em quatro sítios de trabalho: Furo do Taici, Km17, Bosque Anão de A. germinans e Furo do Café. Um total de 1.575 folhas foi examinado, sendo 525 para cada uma das espécies de mangue registradas nessa área. A. germinans apresentou 2.221 galhas, com incidência de 1,4 galhas por folha. O Bosque Anão de A. germinans foi o que apresentou o mais alto valor de salinidade. A alta salinidade verificada nesta área implicou em baixo desenvolvimento das plantas (nanismo), diminuição da área foliar e aumento da esclerofilia, características estas que parecem favorecer a infestação por herbívoros galhadores. A riqueza e abundância de galhadores também foram avaliadas em quatro estádios ontogenéticos de Avicennia germinans. A arquitetura das plantas se constitui em um dos fatores determinantes na associação entre os insetos indutores de galha e suas respectivas plantas hospedeiras. Partindo desse pressuposto, testou-se a “hipótese da arquitetura da planta” que prediz uma correlação positiva entre a riqueza de espécie de galhadores e a complexidade estrutural das plantas, como resultado de um processo de sucessão ontogenética. Para a análise da complexidade estrutural dessa espécie de mangue, as seguintes variáveis foram utilizadas: altura, número total de folhas e número total de folhas galhadas, as quais foram correlacionadas com a riqueza e a abundância de galhas. Os estádios de desenvolvimento para A. germinans foram determinados de acordo com a altura dos indivíduos: 1 o estádio (8 a 30 cm; n=31); 2 o estádio (31 a 60 cm; n=13); 3 o estádio (61 a 150 cm; n=09) e 4 o estádio (151 a 300 cm; n=10). Um total de 63 indivíduos e 7.608 folhas foi analisado. As características estruturais da planta foram positivamente e significativamente correlacionadas com a abundância e riqueza de galhas nos quatro estádios de desenvolvimento. Os resultados para Avicennia germinans mostram que esse tipo de herbivoria começa nos estádios iniciais do desenvolvimento do indivíduo, isto é, ainda na fase de plântula, e refletem o fato de que as plantas de maior porte disponibilizam maior quantidade de recursos para os insetos indutores de galha. Assim, um aumento na altura e no número de total de folhas implicou em um aumento de área per se e em maior visibilidade favorecendo o acesso à utilização de A. germinans pelos herbívoros ocorrentes no manguezal, e isso inclui a assembléia de artrópodos indutores de galhas.Tese Acesso aberto (Open Access) Variabilidade morfométrica e molecular em Desmodus rotundus (Chiroptera, Phyllostomidae) de diferentes áreas de risco para raiva rural no estado do Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2011) ANDRADE, Fernanda Atanaena Gonçalves de; FERNANDES, Marcus Emanuel Barroncas; http://lattes.cnpq.br/8943067124521530O presente estudo objetivou testar a hipótese da heterogeneidade populacional morfológica e molecular em diversos grupos de Desmodus rotundus na Amazônia oriental, bem como descrever a relação desta heterogeneidade com processos e padrões de produção da Raiva em humanos e bovinos. Para tanto, um total de 776 exemplares de vampiro comum, de 72 localidades do Pará foram cedidos pelo Instituto Evandro Chagas (IEC - Ministério da Saúde/Belém), Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro/Belém) e Fundação de Vigilância em Saúde do estado do Amazonas (FVG/Manaus). Quanto a descrição espacial e temporal da Raiva em humanos e bovinos no Pará, ao longo de uma década (1999-2008), tais registros foram obtidos junto a Secretaria Executiva de Saúde Pública do Pará (SESPA). Do total de espécimes de D. rotundus, apenas os indivíduos adultos (329 machos e 315 fêmeas) foram submetidos a 39 medidas fenotípicas (16 externas e 23 cranianas). Na abordagem genética, 236 indivíduos (53% fêmeas e 47% machos) foram caracterizados por meio de 10 marcadores do tipo microssatélites. Já para a descrição de áreas de risco foram utilizadas feições ecológicas, biológicas, socioeconômicas e de cobertura e uso do solo, georreferenciadas geograficamente. Como um dos principais resultados das inferências fenotípicas foi observado que apenas as fêmeas de D. rotundus no Pará, mostraram tendências a formação de grupos que reúnem espécimes da porção mais ao norte do estado (Baixo Amazonas, Marajó e Nordeste), como sendo menos similares as do sudeste e sudoeste. No geral, fenotipicamente D. rotundus não mostrou elevada estruturação entre os grupos no Pará. A maior ocorrência de variabilidade observada para D. rotundus não foi entre os grupos geográficos. Segundo os dados de análise molecular de variância (AMOVA) ocorreram variações em 96% dos acontecimentos dentro de cada grupo. No geral, muitos grupos estudados do Pará ainda encontram-se sobre equilíbrio de Hardy-Weinberg, levando a crer na existência de uma única população caracteristicamente panmítica, contudo, com tendências à formação de três grandes grupos (Baixo Amazonas, Marajó e Nordeste). Para tal população, os padrões reprodutivos e adaptativos da espécie, garantiriam a alta equidade da riqueza alélica e os bons índices de diversidade genética de D. rotundus na Amazônia oriental, mesmo sob os efeitos da fragmentação de áreas, que se processa principalmente no lado leste no estado do Pará.
