Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2604
O Mestrado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica (PPGG) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG por Orientadores "DALL'AGNOL, Roberto"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização geológica, petrográfica e geoquímica de Granitos Arqueanos da Folha Marajoara, Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria Sudeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2009-07-08) DIAS, Samantha Barriga; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Na Folha Marajoara foram distinguidos três grupos de granitos arqueanos: Suíte Guarantã, Granito Rancho de Deus e corpos leucogranítico. O primeiro grupo é formado por três corpos graníticos, intrusivos no Tonalito Arco Verde (TAV), que receberam a denominação de Granito Guarantã (Gg), Granodiorito Azulona (GDaz) e Granodiorito Trairão (GDt), sendo formados por rochas muito similares em termos geológicos, petrográficos e geoquímicos, agrupadas no presente trabalho sob a denominação de Suíte Guarantã. O Granito Rancho de Deus possui forma amendoada, apresenta contato a sul com o Granodiorito Rio Maria, e a norte com o Granito Guarantã, porém controlado por extensa zona de cisalhamento. O terceiro grupo corresponde a pequenos corpos leucograníticos intrusivos no TAV e no Granodiorito Rio Maria. Os granitóides da Suíte Guarantã são formados por epidoto-biotita monzogranitos a granodioritos, com foliação mineral discreta, textura porfirítica e fenocristais grossos (5 a 20 mm) de feldspato potássico imersos em matriz equigranular média. O Granito Rancho de Deus é constituído por monzogranitos com incipiente foliação mineral e textura porfirítica, com fenocristais grossos (5 a 30 mm) de feldspato potássico em matriz equigranular média. O anfibólio ocorre como fase varietal juntamente com a biotita. Os leucogranitos são rochas hololeucocráticas, equigranulares de granulação média.Os dados geoquímicos mostram que a suíte Guarantã e os corpos leucograníticos possuem características dominantemente peraluminosas, enquanto que o Granito Rancho de Deus varia de metaluminoso a peraluminoso. Os três grupos de granitos exibem diferenças composicionais marcantes. As amostras da Suíte Guarantã são enriquecidas em Al2O3, CaO, Na2O, Ba, Sr e Ga e empobrecidas em Fe2O3, K2O, MgO, Rb e Th comparativamente ao Granito Rancho de Deus. Já os corpos leucograníticos, comparados aos dois grupos anteriores, são enriquecidos em SiO2 e K2O e empobrecidos em Fe2O3, MgO, Na2O, CaO, P2O5, Ba, Sr, Zr. Os padrões de ETR dos três grupos apresentam fracionamento expressivo de ETRP, sendo que os da Suíte Guarantã são desprovidos de anomalias de Eu ou apresentam anomalias discretas, ora positivas, ora negativas, enquanto que as amostras do Granito Rancho de Deus tendem a apresentar discretas anomalias negativas de Eu e os leucogranitos anomalias negativas marcantes. As rochas do Granito Rancho de Deus e da Suíte Guarantã são análogas geoquimicamente aos granitos arqueanos cálcico-alcalinos do tipo CA2. Porém, os contrastes geoquímicos entre os dois grupos não podem ser explicados por processos de diferenciação magmática, tendo em vista apresentarem teores de SiO2 superpostos e não seguirem o mesmo trend de diferenciação, sendo improvável, portanto, que esses dois grupos tenham se formado a partir de um mesmo magma parental, apesar de sua associação espacial. A hipótese assumida é que estas rochas se originaram de fontes ou por processos distintos e que seus magmas evoluíram independentemente.Comparações entre os três grupos de granitos estudados e corpos afins do TGGRM revelaram que as rochas da Suíte Guarantã apresentam maior similaridade com os granodioritos e monzogranitos dos corpos satélites do pluton Xinguara, podendo também representar termos menos evoluídos do Granito Guarantã, tal como originalmente definido. O Granito Rancho de Deus apresenta maiores afinidades petrográficas e geoquímicas com o Granodiorito Rio Maria e rochas sanukitóides afins, podendo corresponder a um termo mais evoluído da associação sanukitóide. Os corpos leucograníticos, por sua vez, possuem afinidade petrográfica e geoquímica com o Granito Mata Surrão.O estudo realizado demonstra que, além dos leucogranitos cálcico-alcalinos ricos em potássio, representados pelos granitos Xinguara e Mata Surrão, leucogranodioritos e monzogranitos menos evoluídos, aqui definidos como Suíte Guarantã, tiveram um papel importante na evolução do TGGRM. Esta suíte encontra-se melhor exposta na Folha Marajoara, mas corpos com características similares, tais como os corpos satélites do pluton Xinguara, já foram identificados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo das relações de contato do granodiorito rio Maria com os granitos musa e jamon e com diques do proterozóico(Universidade Federal do Pará, 1996-08-10) SOARES, Claudomiro de Melo; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Dissertação Acesso aberto (Open Access) Evolução petrológica e estrutural do gnaisse estrela, Curionópolis, PA(Universidade Federal do Pará, 1991-12-18) BARROS, Carlos Eduardo de Mesquita; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675A leste da Serra dos Carajás, na Região de Curianópolis, aflora um conjunto de rochas granitóides fortemente deformadas, o que tudo indica de idade arqueana, que são enquadrados sob a designação de Gnaisse Estrela. Esta unidade litológica é constituída petrograficamente por piroxênio-hornblenda gnaisse monzogranítico, hornblenda gnaisse monzogranítico, biotita gnaisse monzogranito e por termos transicionais entre os dois últimos. De modo subordinado, encontram-se variações petrográficas de composição tonalítica, granodiorítica e sienogranítica. estas rochas são cortadas por frações pegmatóides com anfibólio ou por veios aplíticos hololeucocráticos. Essas variações petrográficas foram interpretadas como sendo associadas às feições originais do corpo granitóide do qual derivaram-se os ortognaisses. Na região em que aflora o Gnaisse Estrela instalaram-se zonas de cisalhamento dúctil de natureza transcorrente e oblíqua compressional. as primeiras predominam na parte sul da área e possuem dioreção E-W, ao passo que as últimas ocorrem na parte norte e possuem direção aproximadamente N-S. Como resultado da deformação, as rochas estudadas mostram uma estruturação gnáissica à milonítica, lineações minerais e, localmente, bandamnto tectônico. Outras feições estruturais são representadas por dobras assimétricas, dobras ptigmáticas e estruturais tipo "pinch-and-swell". As análises químicas do Gnaisse Estrela revelaram que as suas diversas fácies possuem composição granítica e características subalcalinas, sendo possível a individualização de dois grupos geoquimicamnte distintos: um metaluminoso e o outro peraluminoso. O primeiro envolve as rochas cujo mineral máfico predominante é a hornblenda. O segundo grupo compreende as rochas ricas em biotita. As altas razões K2O/Na2, Rb/Sr e Fe/Mg, bem como os altos valores de Y, Zr e Nb, fazem com que o Gnaisse Estrela tenha afinidade geoquímica com granitos intraplacas ou do tipo A, cuja assinatura é totalmente diferente daquela verificada nas rochas granitóides da região de Rio maria, onde predominam termos da associação tonalítica-trondhjemítica-granodiorítica do Arqueano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia e geoquímica do maciço granítico arqueano Xinguara e de sua encaixantes, sudeste do estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 1995-12-12) LEITE, Albano Antônio da Silva; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia e petrologia da região central da Serra da Cordilheira-Goiás(Universidade Federal do Pará, 1984-09-21) TEIXEIRA, Nilson Pinto; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675A área em foco foi mapeada na escala 1:100.000 e situa-se a oeste da cidade de Araguaína (Goiás) em região localizada nos distritos de Aragominas (antigo Pé do Morro) e Muricilândia e nas suas adjacências. Está limitada pelos paralelos de 7°00'00" e 7°25'23" de latitude sul e pelos meridianos de 48°23'36" e 48°40'00" de longitude oeste, perfazendo um total de aproximadamente 1395km². Geologicamente, situa-se, em sua maior parte, no interior da Faixa de Dobramentos Araguaia. Nessa área ocorrem as estruturas dômicas de Grota Rica e Cocalândia em cujos núcleos afloram rochas gnáissicas, anfibolitos e rochas álcali-alumino-magnesianas, que constituem o Complexo Colméia. Essas estruturas são semelhantes às descritas anteriormente nas regiões de Xambioá, Lontra, Colméia, Cantão, Rio Jardim e Rio Cunhãs, sendo realçadas pelos quartzitos e mica-xistos da Formação Morro do Campo. Esta passa gradativamente a mica-xistos da Formação Xambioá, que são os tipos litológicos dominante regionalmente. A Formação Xambioá contém ainda, localmente, lentes de anfibolitos. O conjunto das rochas constitutivas da Formação Morro do Campo (inferior) e Xambioá (superior) compõe o Grupo Estrondo. Corpos ultrabásicos metamorfisados, ocorrem localmente, formando morros alinhados de disposição submeridiana. Esses corpos ultrabásicos, juntamente com as unidades do Grupo Estrondo, constituem o Super Grupo Baixo Araguaia. O Grupo Estrondo acha-se encoberto a leste pelos sedimentos da Formação Pimenteiras da Sinéclise do Parnaíba e a oeste por Coberturas terciário-quaternárias. Entre as rochas gnáissicas do complexo Colméia, foram identificados gnaisses trondhjemíticos e graníticos, sendo os primeiros amplamente dominantes. Nos gnaisses trondhjemíticos, foram descritos dois bandamentos (1 e 2). O bandamento 1 tem ocorrências restritas e mostra-se dobrado pelo menos duas fases deformativas, sendo que o primeiro dobramento, ausente nas demais unidades, apresenta orientação e se relaciona a um ciclo termotectônico mais antigo (presumivelmente de arqueano), enquanto que o segundo com orientação N-S, está relacionado ao ciclo termo-tectônico gerador das rochas constitutivas do Super Grupo Baixo Araguaia (do Précambriano Superior). O bandamento 2 associa-se a esse ciclo, é fortemente penetrativo, trunca localmente e bandamento 1, apresentando uma disposição pararela ao traço axial (em planto) do segundo dobramento. O bandamento 2 mostra-se no geral amoldado às estruturas dômicas. Associados ao primeiro ciclo (arqueano) e concordantes com o bandamento 1, ocorrem veios quartzo-feldspáticos, ao que tudo indica relacionados com a fase mais antiga. Existem ainda outros veios quartzo-feldspáticos, ora concordantes, ora discordantes, com o bandamento 2. Quimicamente os gnaisses trondhjemíticos apresentam, quase sempre, composição pouco variável, ocorrendo o mesmo com os gnaisses graníticos. Os veios quartzo-feldspáticos concordantes e discordantes com o bandamento 2 têm sua origem atribuída a processos anatéxico, que ocorreram em profundidade, durante o segundo ciclo (do Précambriano Superior). Esses processos foram parciais e restritos, e aliados a outros fatores, permitiram a ascensão diapírica dos gnaisses do Complexo Colméia cujo alojamento gerou as estruturas dômicas, sob condições metamórficas equivalentes ao grau médio. Na Formação Xambioá, as rochas dominantes - mica-xistos- revelaram, através de suas características petrográficas e químicas, uma predominância, entre os sedimentos originais, de pelitos e grauvacas, com contribuições menores de carbonatos. No estudo petrográfico observou-se uma íntima relação entre a ausência de granada e a presença de epídoto e vice-versa embora haja incompatibilidade entre ambos. As análises químicas mostraram que essas relações são controladas pelo teor de CaO de cada amostra. Quando ele ultrapassa um certo valor, é favorecida a cristalização de epídoto e inibe a cristalização de granada, ocorrendo o contrário em caso inverso. Essa variação composicional é observada mesmo em escala milimétrica e reflete-se na área através da distribuição errática da granada, que impossibilita o traçado de qualquer isógrada baseada no aparecimento desse mineral. Fenômeno análogo se verifica em relação à estaurolita, cuja cristalização só é possível em rochas de composição adequada, condição essa que não é satisfeita pela quase totalidade de amostras dos xistos analisados. Nesse caso, o fator crítico é o conteúdo de FeO da rocha que deve ser elevado para permitir a formação da estaurolita. As paragêneses presentes nos diversos tipos litológicos do Super Grupo Baixo Araguaia indicam que o metamorfismo atingiu condições mínimas equivalentes ao grau fraco superior e máxima condizente com o início do grau médio, com regime de pressão razoavelmente elevado (5 a 6kb). A cristalização de granada, epídoto e estaurolita foi controlada pela composição dos sedimentos originais. Este fato foi também observado a poucos quilômetros ao norte na região de Xambioá e a quilômetros ao sul nas regiões de Cantão, Rio Jardim e Rio Cunhãs. O estudo estrutural do Super Grupo Baixo Araguaia permitiu a caracterização de pelo menos cinco fases de deforcionais dentro de um processo progressivo de deformação, sendo que as quatro primeiras se desenvolveram em regime de compressão, gerando dobramentos diversos e falhamentos inversos (?), enquanto que a última se desenvolveu num estágio de relaxamento dos esforços. Um acidente de grande expressão é o Falhamento Inverso (?) de Aragominas de Orientação N-S coincidente com a Serra das Cordilheiras, que secciona os mica-xistos da Formação Xambioá, afetando-os intensamente. Esta unidade aflora tanto a leste quanto a oeste da escarpa, podendo-se supor que as demais unidades também tenham sido afetadas pelo falhamento embora não se achem expostos ao longo do mesmo nível atual de erosão. Outros expressivos lineamentos com orientações NNW-SSE e NNE-SSW, melhor marcado nos domínios da Formação Xambioá, também ocorrem, sendo que alguns podem corresponder a falhamentos direcionais ao longo de S2. A partir da interpretação dos dados obtidos a de sua integração com os já existentes, conclui-se que a evolução geológica da região estudada foi policíclica, distinguindo-se ainda diversas fases em cada ciclo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia e petrologia do extremo norte da Serra do Estrondo (GO)(Universidade Federal do Pará, 1984-05-02) SOUZA, Antonio Celso Costa de; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, geoquímica e petrologia magnética do granito paleoproterozóico redenção, se do Cráton Amazônico(Universidade Federal do Pará, 2001-06-29) OLIVEIRA, Davis Carvalho de; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica da associação tonalitotrondhjemito-granodiorito (TTG) do extremo leste do subdomínio de transição, Província Carajás(Universidade Federal do Pará, 2013-07-31) SANTOS, Patrick Araujo dos; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Os estudos geológicos realizados no extremo leste do Subdomínio de Transição da Província Carajás demonstraram que a área estudada é composta dominantemente por associações tonalito-trondhjemito-granodiorito (TTG). De modo subordinado, ocorrem rochas monzograníticas deformadas, associadas aos granitos tipo Planalto, e gabros inseridos na associação máfico-enderbítica. Granitos isotrópicos e diversos diques máficos desprovidos de deformação expressiva seccionam os litotipos arqueanos mapeados. A associação TTG aflora na forma de blocos ou lajedos, geralmente em áreas de relevo arrasado. São rochas de cor cinza e granulação média, mostrando bandamento composicional ou, por vezes, aspecto homogêneo, frequentemente englobando enclaves quartzo-dioríticos. Apresentam-se intensamente deformadas, com foliação dominante segundo E-W e mergulhos fortemente inclinados a subverticais. Localmente apresentam estruturas NE-SW, transpostas por cisalhamentos E-W. Em algumas ocorrências, exibem feições miloníticas a protomiloníticas, registradas nas formas ovaladas dos porfiroblastos de plagioclásio ou de veios leucograníticos boudinados. São reconhecidas duas variedades petrográficas para esta associação: Biotitatrondjhemito e, subordinados, biotita-granodioritos, ambos com conteúdos modais variáveis de muscovita e epidoto. Essas variedades possuem aspectos texturais similares e mostram trama ígnea pouco preservada, mascarada por intensa recristalização, acompanhada do desenvolvimento de foliação milonítica incipiente a marcante. Análises por EDS efetuadas em microscópio eletrônico de varredura revelaram que o plagioclásio possui composição de oligoclásio cálcico (An27-19), com teores de Or variando de 0,6 a 2,3%. As biotitas são ferromagnesianas, com ligeira dominância de Fe sobre Mg (Fe/[Fe+Mg] variando de 0,54 a 0,59) e os epidotos analisados apresentam teores de pistacita que variam de 23 a 27,6%, situados em sua maioria no intervalo de epidotos magmáticos. Estudos litogeoquimicos identificaram duas composições distintas: uma de afinidade trondhjemitica (dominante) e outra granodiorítica e cálcico-alcalina. A primeira apresenta características típicas das suítes TTG arqueanas. A última apresenta enriquecimento em LILE, especificamente K2O, Rb e Ba, quando comparada com os trondhjemitos dominantes, mas ainda preserva alguns aspectos afins das associações TTG arqueanas. Diferentes mecanismos são propostos para explicar a origem e evolução desses dois litotipos. Os dados geoquímicos são inconsistentes com as hipóteses de diferenciação desses dois grupos de rochas por meio de processos de cristalização fracionada a partir de magma tonalítico/trondhjemítico ou derivação dos granodioritos por anatexia das rochas TTG dominantes. Os tonalitos e trondhjemitos exibem afinidade com os grupos de TTG de alta razão La/Yb e Sr/Y da Província Carajás, sugerindo que foram derivados de fontes à base de granada anfibolitos em altas pressões (ca. 1,5 GPa), ou no mínimo apresentam uma evolução magmática controlada pelo fracionamento de granada, fato normalmente admitido para os TTG arqueanos. O estudo comparativo apontou maiores similaridades entre os TTG estudados e o Tonalito Mariazinha e o Trondhjemito Mogno, do Domínio Rio Maria, e com o Trondhjemito Colorado e, em menor grau, Trondhjemito Rio Verde, do Domínio Carajás. As características geoquímicas particulares das rochas granodioríticas podem ser devidas à contaminação de magmas ou rochas TTG a partir de metassomatismo litosférico ou à assimilação de sedimentos oriundos da crosta oceânica em subducção durante a gênese do liquido trondhjemítico. Em ambas as hipóteses, haveria a preservação de parte das características de associações TTG. As associações arqueanas identificadas neste trabalho implicam existência expressiva de rochas TTG no Subdomínio de Transição. Esse fato tende a fortalecer a hipótese de que o Subdomínio de Transição representa uma extensão do Domínio Rio Maria, mas afetado por eventos de retrabalhamento crustal durante o Neoarqueano. Na porção leste da área ocorrem pequenos corpos monzograníticos alongados segundo E-W, claramente condicionados por cisalhamentos. Suas rochas apresentam texturas miloníticas, caracterizadas por porfiroclastos de feldspatos com formas amendoadas, contornados principalmente por micas e quartzo recristalizados. Apresentam assinaturas geoquímicas de granitos tipo-A reduzidos e são similares aos granitos da Suíte Planalto, da área de Canaã dos Carajás. Rochas máficas afloram restritamente na porção centro-norte da área na forma de blocos. São rochas com textura dominantemente granoblástica, com arranjos em mosaico, constituídas basicamente por anfibólio e plagioclásio, com quartzo e biotita subordinados. Na porção norte da área mapeada foi identificado um corpo de granito isotrópico, sem deformação expressiva, com texturas rapakivi localizadas. Apresenta relevo de colinas suaves, com padrão morfológico distinto dos granitóides arqueanos. Este corpo granítico foi correlacionado aos granitos tipo-A paleoproterozoicos, representados no Domínio Carajás pela Suíte Serra dos Carajás e pelo Granito Rio Branco. Esses granitos não são objeto desta pesquisa e, portanto, não foram estudados em maior detalhe.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica do granito anorogênico Bannach, terreno granito-Greenstone de Rio Maria, PA(Universidade Federal do Pará, 2005-03-24) ALMEIDA, José de Arimatéia Costa de; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675O Granito Bannach é um batólito alongado na direção SE-NW intrusivo em unidades arqueanas pertencentes ao Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria, porção leste do Cráton Amazônico. Ele é constituído por um conjunto de rochas monzograníticas com mineralogia semelhante, apresentando microclina, quartzo e plagioclásio como minerais essenciais; anfibólio, biotita e, mais raramente, clinopiroxênio como varietais; titanita, allanita, apatita e zircão como acessórios primários; clorita, sericita-muscovita, carbonatos ± fluorita como fases secundárias. As características texturais e mineralógicas permitem identificar oito variedades petrográficas: fácies portadoras de anfibólio, biotita e, por vezes, clinopiroxênio de granulação grossa [Granito cumulático (GC), biotita-anfibólio monzogranito grosso (BAMzG), anfibólio-biotita monzogranito grosso (ABMzG)]; fácies portadora de biotita com textura porfirítica [biotita monzogranito porfirítico (BMzP)] e fácies constituídas por leucogranitos [leucomonzogranito grosso (LMzG), médios precoces e tardios (LMzMp e LMzMt) e fino (LMzF)]. A distribuição faciológica do corpo mostra que o maciço é zonado, com as fácies menos evoluídas (GC e BAMzG) ocupando as porções periféricas e as mais evoluídas as partes centrais (LMzMt e LMzG). O Batólito Bannach é subalcalino, metaluminoso a peraluminoso e possui altas razões FeOt/FeOt+MgO (0,86 a 0,97) e K 2 O/Na 2 O (1 a 2). Os padrões dos elementos terras raras revelam um aumento na anomalia negativa de európio da fácies menos evoluída para as mais evoluídas. Nesse mesmo sentido ocorre um discreto enriquecimento em elementos terras raras leves paralelamente ao ligeiro empobrecimento em terras raras pesados. Ele mostra afinidades geoquímicas com os granitos intraplaca (Pearce et al. 1984), com os granitos tipo -A (Whalen et al. 1987), com o tipo ferroso de Frost et al. (2001) e com os granitos do subtipo A2 (Eby 1992). As diferentes fácies do corpo Bannach possuem alta suscetibilidade magnética (SM), sendo os maiores valores relacionados com as fácies menos evoluídas, portadoras de anfibólio + biotita ± clinopiroxênio (GC e BAMzG), e os menores com as fácies leucograníticas (LMzG, LMzMt, LMzMp e LMzF). As diversas fácies do Granito Bannach provavelmente evoluíram por cristalização fracionada, comandada pelo fracionamento de ferromagnesianos e feldspatos. Este fracionamento indica um trend de diferenciação no sentido BAMzG-ABMzG-BMzP-LMzMp-LMzG-LMzF, sendo que o LMzMt representaria uma intrusão separada formada de um líquido muito evoluído e independente daquele formador das demais fácies. A existência de descontinuidade composicional entre a fácies granito cumulático (GC) e os BAMzG, sugere que o líquido formador destes últimos não poderia ter derivado do GC por simples fracionamento dos feldspatos. O GC possui uma evolução magmática particular, envolvendo possivelmente a participação de processos cumuláticos. A idade e posicionamento estratigráfico, juntamente com as características geológicas, petrográficas, geoquímicas e de petrologia magnética, permitem que o Granito Bannach seja enquadrado na Suíte Jamon, uma vez que apresenta notáveis similaridades com os corpos Jamon, Musa e Redenção, que compõem a mesma.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica do Granodiorito Sanukitoide Arqueano Rio Maria e rochas máficas associadas, leste de Bannach-PA(Universidade Federal do Pará, 2005) OLIVEIRA, Marcelo Augusto de; ALTHOFF, Fernando Jacques; http://lattes.cnpq.br/1004206862799097; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675As ocorrências do Granodiorito Rio Maria (GDrm), a leste da cidade de Bannach, imediatamente a oeste de sua área tipo estão inseridas no Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria, sudeste do Cráton Amazônico. Assim como nas demais ocorrências, o GDrm é caracterizado nessa região por marcante presença de enclaves máficos, porém tem-se, além disso, domínios expressivos de rochas máficas a intermediárias (RMI), associadas e ligadas geneticamente ao GDrm. Na área estudada, o GDrm é intrusivo nas seqüências supracrustais do Supergrupo Andorinhas. Admite-se idades similares em relação aos tonalitos-trondhjemitos arqueanos (TTGs). Ele é intrudido por leucogranitos correlacionados aos granitos Xinguara e Mata Surrão e pelos granitos paleoproterozóicos Musa e Bannach da Suíte Jamon. As rochas do GDrm propriamente dito tem aspecto bastante homogêneo, com textura, equigranular média a grossa e composição essencialmente granodiorítica com variações monzograníticas localizadas. Em geral, o GDrm apresenta coloração cinza clara com tons esverdeados, devidos aos cristais de plagioclásio saussuritizados. Os monzogranitos tendem a apresentar cor cinza rosada com tons esverdeados. De uma forma geral, o GDrm apresenta uma foliação de direção WNW-ESE. As RMI concentram-se em duas ocorrências: um corpo principal, localizado próximo à cidade de Bannach, formado por quartzo-dioritos e quartzo-monzodioritos, e uma ocorrência menor situada na porção central da área, onde foram identificadas rochas acamadadas. As rochas do corpo maior são mesocráticas, verde-escuras, por vezes com tons rosados. Têm textura equigranular, fina a grossa. As rochas acamadadas foram originadas por processo cumulático, são inequigranulares com concentrações notáveis de cristais grossos de anfibólio, em geral quadráticos ou em prismas curtos, envoltos por material intercumulus leucocrático. As rochas do GDrm e RMI apresentam grandes similaridades texturais e mineralógicas, sendo o GDrm formado essencialmente por epidoto-biotita-hornblenda-granodiorito (EpBtHbGd) com variações bastante localizadas para epidoto-hornblenda-biotita-granodiorito (EpHbBtGd) e epidoto-biotita-hornblenda-monzogranito (EpBtHbMzG). Os enclaves máficos presentes no GDrm são epidoto-biotita-hornblenda-dioritos (EpBtHbDr) transicionando para variedades monzodioríticas. No corpo máfico principal domina epidoto-biotita-hornblendaquartzo-diorito (EpBtHbQzD) e epidoto-biotita-hornblenda-quartzo-monzodiorito (EpBtHbQzMzD). As rochas acamadadas são enriquecidas em máficos, sobretudo anfibólio, com feldspato potássico ausente ou inexpressivo. As amostras do GDrm e RMI apresentam caráter metaluminoso e características afins com as séries cálcico-alcalinas em certos diagramas, porém mostram conteúdos mais baixos de Al2O3 e CaO e mais altos de MgO, Cr e Ni do que estas séries, assemelhando-se geoquimicamente às suítes sanukitóides da Província Superior do Canadá. Os conteúdos e padrões de elementos terras raras das diferentes rochas são bastante similares, com enriquecimento acentuado em elementos terras raras leves (ETRL) em relação aos elementos terras raras pesados (ETRP), indicando forte a moderado fracionamento dos ETRP (La/Ybn=11,92 a 44,38). Há, entretanto, diferenças importantes nos valores da razão (La/Yb)n, mais baixos nos EpBtHbQzD e EpBtHbQzMzD (La/Ybn=17,20 a 22,81) do que no GDrm (La/Ybn=15,52 a 44,38), e enriquecimento relativo em ETRP nas rochas acamadadas (La/Ybn=11,92 a 14,37), provavelmente em resposta ao acúmulo de anfibólio nas mesmas. O GDrm e RMI tem algumas afinidades e ao mesmo tempo significativos contrastes geoquímicos e são interpretados como cogenéticos, porém não comagmáticos. Os dados geoquímicos mostram, ainda, que há uma descontinuidade entre ambas e as rochas acamadadas e enclaves máficos, sugerindo diferentes processos de formação para esses grupos de rochas. As características petrográficas, geoquímicas e de campo indicam a cogeneticidade das rochas do GDrm e RMI. Entretanto os dados geoquímicos levam a destacar a hipótese de um trend de evolução ligando as rochas intermediárias e o GDrm por cristalização fracionada. A ampla distribuição de rochas granodioríticas e a escassez de rochas intermediárias nas diferentes ocorrências do GDrm também não favorecem a hipótese de uma origem comum para GDrm e RMI. Admite-se, portanto, que os dois grupos de rochas derivaram de líquidos distintos, evoluindo independentemente. Conclui-se, ainda, que as rochas intermediárias provém de fontes similares às do GDrm, mas resultam possivelmente de um maior grau de fusão. As particularidades das rochas acamadadas indicam que as mesmas, embora geneticamente vinculadas à associação sanukitóide, tem uma evolução magmática particular envolvendo a participação de processos de acúmulo de cristais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica do Trondhjemito Mogno e rochas arqueanas associadas, Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria - SE do Pará(Universidade Federal do Pará, 2009-07-15) GUIMARÃES, Fabriciana Vieira; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Mapeamento geológico e estudos petrográficos e geoquímicos, na principal área de ocorrência do Trondhjemito Mogno no Terreno Granito Greenstone de Rio Maria (TGGRM), levaram à identificação em duas associações TTG distintas. A designação de Trondhjemito Mogno foi mantida para a associação dominante, com padrão estrutural NW-SE a EW, distribuída nos domínios leste e oeste da área mapeada. A associação identificada na porção centro-oeste da área mapeada, com foliação dominante NE-SW e NS, foi definida como uma nova unidade estratigráfica denominada de Tonalito Mariazinha. Na área mapeada, foi possível também a individualização de outra unidade, denominada de Granodiorito Grotão, intrusivo no Tonalito Mariazinha, e foi proposta a redefinição do Tonalito Parazônia que passa a ser denominado de Quartzo-diorito Parazônia. Dados geocronológicos (Almeida em prep.) revelaram que o Trondhjemito Mogno e o Tonalito Mariazinha não fazem parte da segunda geração de TTGs do TGGRM, pois possuem idades mais antigas que 2,87 Ga e que o Quartzo-diorito Parazônia possui idade similar àquelas fornecidas pela associação sanukitóide do TGGRM. O Trondhjemito Mogno e o Tonalito Mariazinha são constituídos principalmente por quartzo e plagioclásio, tendo biotita e epidoto magmático como principais minerais ferromagnesianos. Suas características geoquímicas são compatíveis com as dos granitóides TTG arqueanos do grupo com alto Al2O3, sendo ainda relativamente pobres em elementos ferromagnesianos e possuem padrões de ETR com fracionamento moderado a forte de ETRP e anomalias de Eu discretas. O Granodiorito Grotão é um leucogranodiorito constituído principalmente por plagioclásio, quartzo e feldspato potássico, tendo a biotita e epidoto como principais minerais ferromagnesianos. Apresenta caráter metaluminoso a peraluminoso e mostra comportamento geoquímico distinto dos granitóides TTG do TGGRM e do Granito Xinguara (Leite 2001, Leite et al. 2004). No diagrama K-Na-Ca, o Granodiorito Grotão foge do trend trondhjemítico, pois mostra enriquecimento em K em relação aos granitóides TTG, porém com conteúdos menores de K que o Granito Xinguara e o biotita-granodiorito estudado por Medeiros (1987). O Quartzo-diorito Parazônia apresenta composições que variam de quartzo-dioríticas a granodioríticas. O Quartzo-diorito Parazônia é muito similar às rochas intermediárias sanukitóides do TGGRM (Oliveira et al. 2006, 2009), embora o Quartzo-diorito Parazônia apresenta também algumas diferenças significativas em relação às rochas intermediárias de Bannach, entre elas o menor teor de sílica e menor valor de Mg #.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica dos diques da região de Rio Maria, SE-PA(Universidade Federal do Pará, 1996-09-09) SILVA JÚNIOR, RENATO OLIVEIRA DA; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Na região de Rio Maria, SE do Pará, foram mapeados diversos diques, intrusivos principalmente no Granodiorito Rio Maria (GdRM) e, subordinadamente, no granito anorogênico Musa (GM). Formando pequenas cristas alongadas que sobressaem na morfologia com um relevo positivo, dispondo-se, principalmente, segundo os trends NW-SE e E-W e, subordinadamente, N-NE. A largura máxima desses corpos é de 30 m, e têm extensão aflorante de 1.500 a 2.000 m, podendo alcançar 3.000 m. Foram identificados petrograficamente cinco grupos de diques: diabásios, dioritos, quartzo-dioritos, dacitos e riolitos. Os perfis transversais e longitudinais à direção desses corpos, mostram diminuição na granulação da rocha, no sentido centro-borda do corpo, culminando geralmente com rochas afaníticas, que representam, via de regra, a borda de resfriamento do dique. Próximo a essas bordas observam-se frequentemente, encraves e amigdalas preenchidas por material quartzo-feldspático. Os contatos com suas encaixantes são abruptos, por vezes marcados pela presença de bordas de resfriamento, cuja espessura é variável desde poucos centímetros até, excepcionalmente, 2 m. As idades K-Ar desses diques são: (1) 700 ± 8 Ma em qz-diorito (rocha total); (2) 883 ± 10 Ma em diorito (plagioclásio); (3) 1.099 ± 39 Ma em diabásio (plagioclásio); (4) 1.802 ± 22 Ma em diabásio com olivina (concentrado máfico). As três primeiras idades são interpretadas como idades mínimas para esses corpos. A idade 1.802 ± 22 Ma é compatível com a de 1.707 ± 17 Ma (Rb-Sr em RT) obtida para os dacitos e granitos pórfiros. Os dados geocronológicos disponíveis para os diques da região de Rio Maria permitem situá-los no Proterozóico, e as idades mais confiáveis sugerem que, pelo menos parte desses diques, seja contemporânea ao magmatismo granítico anorogênico. Os diabásios foram divididos em quatro subtipos: (1) diabásio com olivina- exibe textura subofítica. É constituído por labradorita (An55-65), augita + pigeonita, olivina, opacos e hornblenda; (2) microdiabásio porfirítico- corta o diabásio com olivina, é formado por fenocristais de plagioclásio imersos em matriz pilotaxítica formada por ripas de plagioclásio, augita, opacos e anfibólio; (3)) anfibólio-diabásio- exibe textura granular com tendência subofítica, é constituído de labradorita (An54-64), augita minerais opacos, anfibólio tárdio (tremolita-actinolita) e, raramente, hiperstênio; (4) auginita-diabásio (RJ-18B) com textura ofítica, é formado por labradorita (An56), augita, opacos e, anfibólio secundário. Os dioritos e quartzo-dioritos mostram, em geral, textura granular tendendo a subofítica ou, porfirítica com matriz rica em intercrescimentos granofíricos. Os dioritos são formados por plagioclásio bastante saussuritizado, augita, quartzo, hornblenda e opacos. Os quartzo-dioritos têm mineralogia similar aos dioritos, diferindo apenas quanto ao conteúdo modal de quartzo e intercrescimentos granofíricos. Alguns dioritos e diabásios apresentam fenocristais de plagioclásio com textura em peneira, sugerindo a atuação de processos de mixing e/ou mingling. Os dacitos são formados por dacitos pórfiros e dacitos pórfiros ricos em máficos. Ambos apresentam textura porfirítica, localmente glomeroporfirítica, formada por agregados de fenocristais de plagioclásio, bastante saussuritizados, hornblenda envolvendo localmente augita, além de fenocristais isolados de quartzo. Os dois subtipos apresentam matriz dominantemente granofirítica, por vezes, esferulítica. Notou-se a presença de quartzo microcristalino formando agregados amendoados (ocelos), atribuídos a processos de mixing. Os riolitos exibem textura porfirítica, localmente glomeroporfirítica, formada por fenocristais de plagioclásio e quartzo, imersos em matriz microcristalina com tendência micrográfica. Ocorrem também agregados microcristalinos constituídos por clorita, biotita e opacos. O diagrama TAS exibe boa correlação entre a classificação modal e os dados geoquímicos. Neste diagrama os diabásios e dioritos plotaram dentro do campo de seus correspondentes vulcânicos. Os quartzo-dioritos situam-se em geral no campo dos dacitos de baixa sílica. Os dacitos propriamente ditos são um pouco mais ricos em sílica que o grupo precedente, embora ambos incidam no mesmo campo. No diagrama AFM as amostras situam-se no campo subalcalinos tholeítico. A presença de hiatos composicionais entre os grupos, principalmente entre diabásios e dioritos, e destes para os quartzo-dioritos, reforça a hipótese que esses grupos de rochas estudados não apresentam uma evolução magmática contínua. A amostra RJ-18B, embora apresente características de diabásio, mostra geoquimicamente maiores afinidades com os dioritos. Os dados geoquímicos, reforçam também a hipótese que os diques de Rio Maria, embora apresentem uma filiação tholeítica, provavelmente, foram gerados a partir de líquidos distintos, uma vez que são muito acentuados os hiatos composicionais entre os vários grupos. Os dacitos, embora apresentem, em alguns diagramas, uma superposição com os quartzo-dioritos, deles diferem petrografica e geoquimicamente, também, e, em termos de ocorrência no campo. Há evidências petrográficas de que a cristalização dos diabásios foi comandada principalmente pelo fracionamento da olivina, enquanto nos dioritos, augita e plagioclásio tiveram papel dominante. Os dados petrográficos e geoquímicos mostram que os diabásios, com exceção da amostra RJ-18B, são inteiramente distintos dos demais grupos em termos de evolução magmática. Os dioritos e quartzo-dioritos, por sua vez, embora mostre-se petrograficamente similares, apresentam hiato composicional que enfraquece e hipótese imediata desde último representar um termo mais evoluído, derivado dos primeiros. A amostra RJ-18B é interpretada como um concentrado máfico desses dioritos. Esta hipótese pode ser justificada pela composição modal e química dessa amostra. Os dacitos e riolitos, estão, provavelmente, vinculados geneticamente ao magmatismo granítico anorogênico, com prováveis processos de mixing associados, principalmente, no caso dos dacitos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica dos granitoides arqueanos da área de Vila Jussara, Província Carajás(Universidade Federal do Pará, 2012-12-03) SILVA, Alice Cunha da; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Mapeamento geológico, seguido de estudos petrográficos e geoquímicos, realizado nas proximidades de Vila Jussara, localidade situada a sul de Canaã dos Carajás, no Subdomínio de Transição da Província Carajás, permitiu avanço expressivo na caracterização de granitoides arqueanos anteriormente englobados no Complexo Xingu. A unidade mais antiga identificada na área possui idade mesoarqueana, e formada por hornblenda-biotita tonalitos e foi denominada de Tonalito São Carlos. Segue-se na estratigrafia, uma associação TTG mesoarqueana tonalítica-trondhjemitica-granodioritica (Trondhjemito Colorado) e Leucogranodioritos, distintos daqueles associados aos TTG, ainda sem denominação e idade definida. Além desses, possuem importante distribuição na área estudada corpos granitoides neoarqueanos (ca. 2,74-2,73 Ga.), anteriormente correlacionados a Suite Planalto e designados informalmente neste trabalho como Granitoides Vila Jussara. Diques máficos seccionam todas as unidades anteriores. O Tonalito São Carlos e Trondhjemito Colorado foram o alvo principal desta pesquisa, sendo, portanto, discutidos com maior profundidade. Os Leucogranodioritos e os Granitoides Vila Jussara tiveram uma caracterização petrográfica e geoquímica mais sucinta porque são objeto de estudo de outros pesquisadores. O principal objetivo em relação a essas unidades foi verificar sua afinidade petrográfica e geoquímica, e compara-las com as duas unidades tonaliticas estudadas. Isso era particularmente relevante no caso dos Granitoides Vila Jussara porque apresentam termos granodioriticos a tonaliticos passiveis de confusão com as rochas das duas associações tonalíticas. O Tonalito São Carlos possui características peculiares, como foliação de direção NE-SW a N-S, discordante do trend regional, e é composto por anfibolio-biotita tonalitos, com marcante recristalização dos cristais de plagioclasio e quartzo. Forneceu idade de ~2,93 Ga. (Pb-Pb por evaporação em zircão; Guimaraes em preparação). Geoquimicamente diverge do Trondhjemito Colorado por ser comparativamente empobrecido em silica e enriquecido em TiO2, Fe2O3, MgO, CaO e P2O5. Possui baixo fracionamento de elementos terras raras (ETR) pesados e anomalias de Eu discretas a ausentes. Suas características não permitem associa-lo com as típicas suites TTGs arqueanas, tampouco a suite Sanukitoide Rio Maria. Diverge igualmente do Trondhjemito Bom Jardim e Suite Pedra Branca, mas apresenta afinidade geoquímica com as variedades portadoras de anfibolio do Complexo Tonalitico Campina Verde da área de Canaã dos Carajás do Subdomínio de Transição. O Trondhjemito Colorado possui bandamento composicional e foliação com orientação E-W a NW-SE, localmente N-S, com mergulhos fortes. São rochas bastante homogêneas petrograficamente, formadas por biotita tonalitos/trondhjemitos e, subordinadamente, granodioritos, compostos essencialmente por quartzo e plagioclasio, tendo biotita e epidoto como principais ferromagnesianos. Mostram intensa recristalização, que afeta principalmente os cristais de plagioclasio e quartzo. Suas características geoquímicas são compatíveis com aquelas dos TTGs arqueanos. Possuem conteúdo relativamente baixo de ferromagnesianos e os ETR mostram sempre marcante fracionamento de ETR pesados (altas razoes [La/Yb]n) e, ora anomalias de Eu positivas, ora negativas e muito discretas ou mesmo ausentes. Essa unidade possui idade de 2,87 Ga. (Pb-Pb por evaporação em zircão). Os Leucogranodioritos exibem foliações predominantemente E-W e apresentam biotita, epidoto e muscovita como minerais varietais. Destaca-se o aspecto heterogranular dessa unidade, com fenocristais de plagioclasio e feldspato alcalino em meio a uma fina matriz recristalizada. Essa unidade encontra-se melhor exposta em área imediatamente a leste, onde esta sendo estudada em maior detalhe. Dados químicos de suas rochas, indicam um caráter distinto em relação aos granodioritos da associação TTG (Trondhjemito Colorado). Os Granitoides Vila Jussara são intrusivos no Trondhjemito Colorado e no Tonalito São Carlos e formam corpos alongados preferencialmente segundo E-W na porção central da área estudada. Os granitos stricto sensu dominantes nessa unidade não foram alvo desta pesquisa. Porem, os granodioritos e tonalitos associados foram estudados devido a importância de uma clara separação entre os mesmos e granitoides mesoarqueanos de mesma classificação. Os dados petrográficos e geoquímicos demonstram que os granodioritos e tonalitos associados aos Granitoides Vila Jussara são distintos daqueles presentes no Tonalito São Carlos e Trondhjemito Colorado. Isso foi corroborado por diversas datações realizadas que confirmaram a idade neoarqueana dos primeiros (2,75 a 2,72 Ga.; Pb-Pb por evaporação em zircão; Guimaraes em preparação).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica dos granitóides arqueanos de Sapucaia - Província Carajás-PA(Universidade Federal do Pará, 2013) TEIXEIRA, Mayara Fraeda Barbosa; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Os estudos geológicos desenvolvidos na porção leste do Subdomínio de Transição, Província Carajás, a sul da cidade de Canaã dos Carajás e a norte de Sapucaia, permitiram a identificação, individualização e caracterização de uma diversidade de unidades arqueanas, anteriormente englobadas no Complexo Xingu. A unidade mais antiga da área compreende anfibólio tonalitos correlacionados ao Tonalito São Carlos (~2,92 Ga), com foliação orientada segundo NW-SE a E-W, ou, por vezes, aspecto homogêneo. Geoquimicamente, diferem das típicas associações tonalito-trondhjemito-granodiorito (TTG) arqueanas por apresentarem enriquecimento em TiO2, MgO e CaO, baixos teores de Sr e similares de Rb para amostras com menores teores de sílica, que se refletem em razões Rb/Sr mais elevadas e Sr/Ba mais baixas. Os padrões dos ETR mostram baixo a moderado fracionamento de ETR pesados em relação aos leves, e anomalias negativas de Eu discretas ou moderadas. Seguindo na estratigrafia, e também como a unidade de maior expressão na área, ocorrem rochas de afinidade TTG correspondentes ao Trodhjemito Colorado (~2,87 Ga), intensamente deformadas, com foliações NW-SE a E-W. Intrusivos nesta unidade, ao sul da área, aflora um corpo de aproximadamente 40 km2, de rochas de composição leucogranodiorítica porfirítica denominados de Leucogranodiorito Pantanal, e seccionado em sua porção oeste por leucogranitos deformados de composição monzogranítica. O Leucogranodiorito Pantanal têm afinidade cálcio-alcalina peraluminosa, enriquecimento em Ba e Sr, e padrões de ETR sem anomalias expressivas de Eu e com acentuado fracionamento de ETRP, que refletem em altas razões La/Yb semelhante com a Suíte Guarantã (~2,87 Ga) do Domínio Rio Maria. Os leucogranitos revelam assinatura geoquímica de granitos tipo-A reduzidos, possivelmente, originados a partir da fusão desidratada de rochas cálcico-alcalinas peraluminosas durante o Neoarqueano. Além dessas unidades, na porção leste do Leucogranodiorito Pantanal, hornblenda-biotita granito neoarquenos tipo-A oxidados da Suíte Vila Jussara. Ainda correlacionáveis ao magmatismo subalcalino neoarqueano, na porção norte, ocorrem dois stocks graniticos. São tonalitos a granodioritos com assinatura geoquímica de granitos tipo-A oxidados similares a Suíte Vila Jussara, e monzogranitos com assinatura de granitos tipo-A reduzidos que se assemelham a Suíte Planalto. Ao norte da área ocorre uma associação máfico-enderbitica composta de hornblendanoritos, piroxênio-hornblenda-gabros, piroxênio-hornblenda-monzonito, hornblenda-gabros, anfibolitos e enderbitos. Essas rochas estão intensamente deformadas e recristalizadas, provavelmente por retrometamorfismo na presença de água de rochas de série noríticavii charnockítica de origem ígnea associada com outras variedades de rochas não necessariamente cogenéticas. Seu comportamento geoquímico sugere que os hornblendanorito, hornblenda-gabros e anfibolitos são toleíticos subalcalinos, enquanto que os enderbitos, piroxênio-hornblenda-gabro e piroxênio-hornblenda-monzonito têm assinatura cálcico-alcalina. As baixas razões La/Yb das rochas máficas indicam baixo grau de fracionamento, enquanto que as altas razões La/Yb dos enderbitos é indicativo de fracionamento expressivo dos ETR pesados durante a formação ou diferenciação dos seus magmas, e a concavidade no padrão de ETR pesados, indica provável influência de fracionamento de anfibólio durante sua evolução. Na porção central e centro-norte da área ocorrem biotita-monzogranitos peraluminosos, de assinatura cálcio-alcalina, que podem ser desdobrados em dois grupos geoquímicos distindo. Um tem altas razões Sr/Y e (La/Yb)n, mostram possível afinidade com o Granito Bom Jesus da área de Canaã dos Carajás. O outro tem mais baixa razão (La/Yb)n se aproxima mais do Granito Serra Dourada e do Granito Cruzadão também da área de Canaã dos Carajás. Essa comparação deverá ser aprofundada com dados geocronológicos e maior número de amostras.Dissertação Desconhecido Geologia, petrografia e geoquímica dos granitóides de Canaã dos Carajás, SE do estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2003-10-11) GOMES, Alan Cardek Brunelli; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Dissertação Desconhecido Geologia, petrologia e geoquímica dos granitóides cálcico-alcalinos da região de Portovelo-Zaruma, El Oro-Equador(Universidade Federal do Pará, 1996-07-30) LOYOLA PAZ, Jorge Eduardo; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Na região de Portovelo-Zaruma, no sudoeste do Equador, na encosta Ocidental da Cordilheira Ocidental dos Andes Equatorianos, ocorrem cinco corpos granitóides (El Prado, Guayabo-Porotillo, Ambocas, Rios Luis-Ambocas e Amarillo-Pindo) os quais foram mapeados na escala 1: 60.000. As demais unidades aflorantes na região ainda carecem de estudos mais aprofundados, tendo sido efetuado apenas um reconhecimento regional nas mesmas. Destacam-se : o Grupo Tahuin, subdividido nas Formações San Roque e Capiro, ambas provavelmente do Paleozóico. A primeira é composta de quartzitos, xistos, gnaisses, migmatitos e anfibolitos, este último pertencente possivelmente ao Grupo Piedras. A segunda é representada por quartzitos, filitos e xistos; Formação Celica, possivelmente de idade Cretácea, composta por basaltos e andesitos; acha-se dobrada e recoberta discordantemente por outra sequência vulcânica terciária formada por rochas piroclásticas e derrames andesíticos. Os vários corpos granitóides afloram em áreas muito próximas e, tendo em vista as suas semelhanças geológicas e petrográficas, é possível que representem partes descontínuas de um único batólito, exposto descontinuamente no atual nível de erosão. As idades desses granitóides não são definidas sendo, entretanto, consideradas triássicas a cretáceas. O granitóide El Prado secciona a Formação Capiro. Apresenta forma alongada na direção NW-SE, com dimensões aproximadas de 10 km de comprimento por 3 km de largura. O granitóide Guayabo-Porotillo está colocado no Grupo Tahuin e apresenta forma alongada na direção NW-SE, e dimensões aproximadas de 7 km de comprimento por 3 km de largura. O granitóide Ambocas apresenta forma grosseiramente circular, com aproximadamente 3 km de diâmetro e secciona a Formação Capiro. Os granitóides Rios Luis-Ambocas e Amarillo-Pindo são muito pequenos e seccionam as Formações San Roque e Capiro, respectivamente. As relações desses granitóides com a Formação Celica não são conclusivas, pois os contatos existentes acham-se encobertos ou em áreas inacessíveis. Considerando o conjunto de granitóides, as fácies presentes caracterizam uma série expandida que inclui: gabros, quartzo-gabros, quartzo-dioritos, tonalitos, granodioritos e monzogranitos. No diagrama Q-A-P, seguem preferencialmente o trend cálcio-alcalino tonalítico, mas há amostras granodioríticas e monzograníticas que se dispõem segundo o trend cálcio-alcalino granodiorítico. Foram distinguidos dois conjuntos de rochas: (a) relativamente enriquecidas em minerais máficos, com rochas máficas a intermediárias, em que são dominantes gabros, quartzo-gabros e quartzo-dioritos. (b) rochas granitóides tonalíticas, granodioríticas e monzograníticas de caráter mais félsico. os minerais máficos são piroxênios, anfibólios e biotita no primeiro grupo e biotita no segundo. As rochas félsicas do corpo Guayabo-Porotillo apresentam frequentemente muscovita primária e enriquecimento em quartzo, bem como intensa alteração hidrotermal. A muscovita também é uma fase importante nos granitóides dos corpos Ambocas, rios Luis-Ambocas e rios Amarillo-Pindo. O anfibólio é expressivo em alguns granitóides do corpo El Prado. As texturas das rochas máficas a intermediárias são porfiríticas, pilotaxíticas, ou seriadas, havendo localmente texturas em peneira nos plagioclásios. As rochas félsicas apresentam textura granular hipidiomórfica dominante, granulação média e não exibem evidências de deformação. Os dados geoquímicos desses granitóides revelam a existência de um intervalo composicional entre as rochas máfico-intermediárias e as félsicas. Entretanto, o conjunto enquadra-se perfeitamente em uma série cálcio-alcalina, cujas características são análogas às observadas no magmatismo plutônico andino de arco continental. As rochas máficas intermediárias são claramente metaluminosas. As rochas enriquecidas em muscovita são peraluminosas a fortemente peraluminosas, havendo uma descontinuidade entre os dois conjuntos ao invés de uma passagem gradual. No diagrama razão logarítmica de cálcio/álcalis vs. sílica, as rochas situam-se dominantemente no campo dos granitóides cálcio-alcalinos de arcos normais. Porém, diversas amostras dos granitóides enriquecidos em sílica localizam-se fora do trend geral, refletindo contaminação crustal ou forte alteração hidrotermal. Dentre os vários corpos, as amostras de El Prado parecem as menos perturbadas. Elas seguem um trend muito similar ao das séries do cinturão móvel da Nova Guiné e dos granodioritos tardios do Panamá. Os elementos traços confirmam um ambiente tectônico de arco vulcânico (VAG). Dentre os dois conjuntos de granitóides, os metaluminosos assemelham-se em termos petrográficos e geoquímicos aos granitos do tipo I australiano. Entretanto, em relação ao ambiente tectônico, correspondem melhor aos granitos do tipo I cordilheirano. Os granitóides peraluminosos, à primeira vista análogos aos granitos do tipo S australianos, deles divergem uma vez que não exibem cordierita, mineral típico dos granitóides do tipo S australiano. Admite-se que os granitóides peraluminosos derivaram de magmas do tipo I, contaminados localmente com material metassedimentar através de processos de assimilação, assemelhando-se ao descrito no SW da América do Norte. Outras possibilidades, válidas, sobretudo para as rochas extremamente peraluminoas, seriam a sua descrição a partir de uma fonte sedimentar ou o seu empobrecimento acentuado em álcalis ser devido a transformações subsolidus.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maciço granítico Musa: mapeamento, petrologia e petroquímica, Rio Maria, SE do Pará(Universidade Federal do Pará, 1987-07-01) GASTAL, Maria do Carmo Pinto; DALL'AGNOL, RobertoO maciço granítico Musa, situado no extremo-sudeste do estado do Pará (porção sul na Província Mineral'de Carajás), é uma intrusão permissiva, colocada em níveis crustais rasos. Secciona rochas do embasamento regional, anteriormente englobadas no Complexo Xingú, incluindo o granodiorito Rio Maria, a seqüência tipo greenstone belt da Pedra Preta e os gnaisses arqueanos. Falhas e fraturas pré-existentes exerceram papel importante na colocação do maciço. Há importantes mineralizações de wolframita em veios de quartzo, nas adjacências do granito, onde o mesmo secciona a seqüência tipo greenstone, na área da Pedra Preta (a oeste). A origem da mesma se deve ao retrabalhamento termometamórfico do W contido nas rochas da seqüência greenstone, à época de intrusão do maciço Musa. As relações de contato com as encaixantes revelam alto contraste de viscosidade entre o magma granítico e as mesmas e, que foram atingidas condições de metamorfismo de grau médio e pressões inferiores a 4 kbar. A faciologia do maciço inclue biotita granitos leucocráticos a hololeucocráticos, contendo anfibólio e titanita, os quais foram divididos em monzogranitos e sienogranitos e, rochas hipoabissais intermediárias e ácidas (microdioritos, dacitos pórfiros e granitos pórfiros). As relações entre as diversas fácies indicam que os monzogranitos são as de colocação mais precoce, sendo cortadas pelos diques e ambos, por sua vez, truncados pelos sienogranitos. Nos monzogranitos é comum a existência de enclaves de composição monzo a granodiorítica, interpretados como resíduos cristalinos carregados em equilíbrio pelo magma. Variações texturais e mineralógicas constatadas nos dois grupos de fácies graníticas permitiram subdividi-los em sete fácies petrográficas distintas: Biotita-anfibólio monzogranito, anfibólio-biotita monzogranito, biotita-monzogranito, leucomonzogranito, anfibólio-biotita sienogranito, leucosieno-granito e microsienogranito. Algumas rochas graníticas que ocorrem associadas aos veios mineralizados da Pedra Preta assemelham-se às fácies leucosienograníticas heterogranulares, rindo por mostrarem-se mais intensamente transformadas eventos tardi-magmáticos. As diferentes fácies graníticas exibem composição sub-alcalina, são calci-alcalinas, metaluminosas a ligeiramente peraluminosas e apresentam-se relativamente enriquecidas em Si02, K20, FeO(t), Ti02, P205, Ba e Y e empobrecidos em MgO. Em conjunto, mostram maiores analogias com os granitos Cordilheranos (tipo I - Chappell e White, 1974) ou da série a Magnetita (Ishihara, 1981), embora os termos de sienogranitos hololeucocráticos diferem um pouco dos demais. Segundo a classificação de Pearce et alii (1984) , enquadram-se como granitos intraplaca, desenvolvidos em crosta continental atenuada. O comportamento dos elementos traços não caracterizam as diversas fácies como granitos especializados metalogeneticamente, porém algumas amostras de microsienogranitos podem ser vistas como tal. Dados geocronológicos, Rb/Sr em R.T., obtidos para as diferentes fácies presentes no maciço Musa, embora não inteiramente conclusivos, parecem coerentes com a ordem de colocação observada. Por outro lado, a idade fornecida, tomando-se o conjunto de amostras das várias fácies, é de 1692 ± 11 Ma e R.I. 0,78777 : 0,00023. Esta idade evidencia o não relacionamento deste maciço com o evento Uatumã, aproximando-o mais da intrusão do maciço Jamon (1601 ± 21 Ma). O quimismo das rochas hipoabissais não confirma o relacionamento das mesmas com as vulcânicas do grupo Uatumã. O "trend de afinidades toleíticas" em diagrama AFM, apresentado pelo conjunto das amostras do maciço difere daquele "calci-alcalino" das vulcânicas Uatumã. A proximidade espacial e temporal entre os maciços Musa e Jamon e a presença nos mesmos de fácies monzograníticas muito similares, conduz a interpretação dos mesmos terem se originado e evoluiram através de processos análogos. Isto permite a definição do Magmatismo Ácido e Intermediário de Rio Maria do Proterozóico Médio (1700-1600 Ma), incluindo os dois maciços, rochas hipoabissais intermediárias e ácidas e, granito Marajoara. O conjunto de dados confirmam a cogeniticidade das várias fácies ocorrentes no maciço, porém revelam possíveis variações nas rochas fontes.É visualizada a existência de um percursor mantélico, talvez, de afinidade toleítica, que teria promovido a fusão parcial de rochas ígneas da base da crosta, às quais se misturaria. A ampliação dos processos de fusão parcial propiciaram a inclusão nos mesmos das rochas mais superficiais, relacionadas as seqüências vulcanossedimentares. Este modelo, coerente com as idéias de Hildreth (1981), revela a existência de, no mínimo, dois líquidos magmáticos (monzogranítico e sienogranítico) ligeiramente diferentes, formados à diferentes profundidades da crosta e os quais teriam evoluido de modo, independente, mas através de processos de cristalização fracionada prolongada. A respeito do ambiente tectônico à época de geração do maciço Musa, os dados deixam dúvidas, quanto o mesmo ser um granito intraplaca, anorogênico ou estar relacionado a uma margem continental proterozóica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mapeamento e petrologia do granito Mata Surrão: um exemplo de granito “Stricto Sensu” arqueano(Universidade Federal do Pará, 1992-07-25) DUARTE, Kennedy Dantas; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Dissertação Acesso aberto (Open Access) Minerais óxidos de Fe e Ti e suscetibilidade magnética em vulcânicas e granitóides proterozóicos da Vila Riozinho, Província Aurífera do Tapajós(Universidade Federal do Pará, 1999-12-22) FIGUEIREDO, Marco Aurélio Benevides; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675O estudo de suscetibilidade magnética (SM) e da minerografia de minerais óxidos de Fe e Ti em granitóides e rochas vulcânicas da região de Vila Riozinho, Província Aurífera do Tapajós, permitiu discutir as relações ente as variações do comportamento magnético e os processos que ocorreram durante a evolução dessas rochas, bem como estimar as condições de fugacidade de oxigênio (fO2) para a sua formação e estabelecer comparações com rochas similares do Cráton Amazônico. Duas associações vulcânicas e três corpos granitóides de idades paleoproterozóicas, foram selecionados. A associação vulcânica de Morais Almeida (1,88 Ga), é formada por riolitos e ignimbritos, ao passo que a de Vila Riozinho (2,0 Ga) é formada por dacitos e andesitos com riolitos subordinados. Entre os granitóides, foram estudados o granito subalcalino de Morais Almeida (1,88 Ga) e os granitos cálcico-alcalinos São Jorge (1,98 Ga, mineralizado a ouro) e Jardim de Ouro (1,88 Ga). O Granito São Jorge (Gsj) apresenta conteúdos modais expressivos de magnetita (Mt) com ilmenita (Ilm), geralmente intensamente transformada, em proporções subordinadas. As quatro populações magnéticas em que foi dividido, apresentam boa correlação com as fácies petrográficas, observando-se que as variações dos valores de SM nas suas diversas fácies são devidas principalmente aos diferentes graus de martitização da Mt e, de uma fácies para outra, às variações nos conteúdos modais de Mt, refletindo os processos de diferenciação. Condições oxidantes, com ƒO2 próxima ao tampão HITMQ, estiveram presentes durante a cristalização do Gsj. Em furos de sondagem de área mineralizada, observou-se um decréscimo dos valores SM nas zonas mais hidrotermalizadas, evidenciando a desestabilização parcial da Mt pela ação das soluções hidrotermais. O Granito Jardim de Ouro (Gjo) é similar ao Gsj, diferenciando-se, entretanto, deste, por apresentar conteúdos de opacos e valores de SM inferiores, bem como pela melhor preservação e maior diversidade de tipos texturais de ilmenita. Esse último aspecto, associado à presença menos acentuada de martita na Mt hospedeira, é sugestivo de que as condições de ƒO2 durante o estágio pós-magmático foram comparativamente menos oxidantes do que aquelas observadas no Gsj. As amostras do Granito Subalcalino de Morais Almeida (GSma), em que a Mt não se encontra inteiramente martitizada, apresentam valores de SM similares aqueles observados no Gjo e nas fácies mais evoluídas do Gsj. Entretanto, se considerarmos que as amostras do GSma e Gjo são, respectivamente, leucogranitos e hornblenda-biotita-monzogranitos, pode-se até mesmo pensar que, para rochas de mesma composição, o GSma seja comparativamente mais magnético que o Gjo. Os polígonos de freqüência construídos a partir dos dados de SM do GSma mostraram um comportamento bimodal para o GSma, não observado no Gsj. O conjunto de amostras do GSma com menores valores de SM àquelas mais intensamente martitizadas. Logo, esse contraste com o Gsj é provavelmente devido ao maior grau de oxidação da Mt presente em um número expressivo de amostras do GSma. Os minerais óxidos de Fe e Ti são representados tanto pela Mt quanto pela Ilm. Este corpo granítico mostra maior afinidade com os granitos do tipo A, e se formou em condições um pouco menos oxidantes do que as do Gsj. Na associação vulcânica de Morais Almeida, os valores inferiores de SM apresentados pelos ignimbritos, em relação aos riolitos, são claramente resultantes do forte processo de oxidação a que foram submetidas essas rochas. Isso é demonstrado conclusivamente pelas feições texturais da Mt, que foi substituída inteiramente por martita, trocando-se uma fase ferrimagnética por outra antiferromagnética. Na associação vulcânica de Vila Riozinho, dacitos e andesitos apresentaram valores de SM superiores aos ignimbritos e riolitos de Morais Almeida. Tais rochas apresentam-se comparativamente menos afetadas pelos processos de oxidação e, conseqüêntemente, preservaram melhor suas propriedades magnéticas. Essas características são sugestivas de que, na região estudada, as associações extrusivas ácidas, mais jovens e possivelmente mais hidratadas, foram mais fortemente oxidadas do que as associações de composição andesítica-dacítica. Os granitóides paleoproterozóicos da Amazônia Oriental Musa, Jamon e Redenção possuem associações de minerais óxidos de Fe e Ti e comportamento magnético semelhantes ao do Gsj. Os maciços citados distinguem-se, entretanto, do Gsj por serem do tipo A, e subalcalinos. Já o Adamelito Água Branca, cálcico-alcalino e de idades similar a do Gsj, também apresenta valores supersupostos com os obtidos no Gsj, porém não se dispõe de estudos sobre seus minerais óxidos de Fe e Ti. O GSma, por outro lado, apresenta valores máximos de SM que se aproximam mais daqueles das variedades menos evoluídas dos granitóides mineralizados em Sn da Amazônia Oriental (Antônio Vicente, Mocambo, Velho Guilherme) e Ocidental (Água Boa e Madeira). Entretanto, seus valores mínimos de SM são sistematicamente mais elevados do que os das variedades especializadas en Sn. Essa característica do GSma é coerente com a ausência de mineralizações estaníferas associadas ao mesmo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Petrografia e geoquímica do Granito Pojuca, Serra dos Carajás-PA(Universidade Federal do Pará, 1998-06-14) HORBE, Marco Antonio; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675O Granito Pojuca aflora na porção norte da Serra dos Carajás, mostrando contato intrusivo com as rocha arqueanas do Supergrupo Itacaiúnas. Os estudos petrográficos, a partir de testemunhos de sondagens, revelaram que na porção estudada (subaflorante) o corpo é constituído por monzogranitos (MzG), dominantes, com variações para termos transicionais monzo e sienograníticos (MzSG), ocorrendo subordinadamente anfibólio-granitóides, álcali-feldspato-granitos, rochas pegmatóides e leucogranitos hidrotermalizados. As rochas são, no geral, isótropas, equigranulares médias a grossas, rosadas, muito pobres em máficos (clorita±anfibólio±turmalina <7%), constituindo variedades leucocráticas a hololeucocráticas, com deformação rúptil muito localizada. Os monzogranitos e os monzo a sienogranitos são muito similares petrograficamente, porém apresentam diferente comportamento geoquímico, marcado pelo enriquecimento em K2O e empobrecimento em Na2O nas rochas de fácies dos MzSG em relação aos MzG. Os anfibólio-granitóides evidenciam características petrográficas e químicas que indicam uma origem híbrida, enquanto que os álcali-feldspato-granitos se relacionam a porções hidrotermalizadas e ocorrem muito localmente. Os leucogranitos (LG) estão restritos à extremidade sudeste do granito e têm comportamento mineralógico, petrográfico e geoquímico bem diferenciado em relação às demais fácies estudadas. Representam a cúpula do granito, em contato inferior brusco com MzG e MzSG, com evidências de serem precoces em relação às outras fácies, tendo sido fragmentados durante a colocação das mesmas. Os LG são rochas de granulação média e fina, de cor rosa a creme, localmente cinza ou esverdeada, hololeucocráticas (M<2%), sendo hidrotermalizadas em variados graus. Petrograficamente distinguem-se duas subfácies, individualizadas a partir da intensidade das transformações: leucogranitos (LG) e Leucogranitos intensamente hidrotermalizados (LGIH). Apesar das dificuldades na distinção entre albita primária (magmática) e o plagioclásio descalcificado, que também têm composição albítica, concluiu-se, com base nas evidências petrográficas e geoquímicas, que os leucogranitos são efetivamente albita-granitos, assumindo-se a hipótese de sua origem magmática. A partir da notável coincidência de idades entre o Granito Pojuca e diversos granitos anorogênicos da Amazônia Oriental e as demais semelhanças existentes entre eles, comparou-se o Granito Pojuca com os granitos Jamon, Musa, Cigano e Serra dos Carajás. Em termos de composição modal ele não difere dos demais granitos, entretanto os leucogranitos (albita-granitos) presentes no Granito Pojuca representam uma variedade particular, que não foi registrada nos demais corpos. O Granito Pojuca exibe características geoquímicas do tipo A, intraplaca, e semelhanças com diversos granitos anorogênicos da Amazônia Oriental. Dentre os escolhidos para comparação é nítida sua maior afinidade com os granitos Serra dos Carajás e Cigano e a existência de diferenças claras em relação aos granitos Jamon e Musa. Confirma-se, portanto, a existência de contrastes geoquímicos entre os granitos anorogênicos do Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria (TGGRM) e aqueles do Bloco Carajás (Pojuca, Serra dos Carajás e Cigano). O albita-granito identificado no Granito Pojuca difere em termos mineralógicos, petrográficos e geoquímicos dos demais albita-granitos descritos na Amazônia, porém essa comparação deverá ser aprofundada tendo em vista a importância econômica e petrológica que essas rochas possuem.
