Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2312
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) vinculado ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta um auto-impacto de inserção regional uma vez que se trata do único PPGCF na Região Norte pelo grande potencial de utilização da biodiversidade na região amazônica. Além de favorecer a fixação e atração de profissionais qualificados na área de Ciências Farmacêuticas na Região Amazônica.
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS por Orientadores "BARBOSA, Wagner Luiz Ramos"
Agora exibindo 1 - 12 de 12
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do remédio artesanal “tintura de pata-de-vaca” tendo a tintura de Bauhinia monandra Kurz como referência(Universidade Federal do Pará, 2016-03-17) SILVA, Ana Paula Paiva da; SILVA, Marcos Valério Santos da; http://lattes.cnpq.br/0379783635000306; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070O diabete melito é uma entre as diversas patologias que podem ser controladas com o uso de plantas medicinais, que apresentam atividade hipoglicemiante através de diferentes mecanismos. Em Marudá, Marapanim-PA, o Grupo de Mulheres “Erva Vida”, produz e comercializa a “Tintura de pata-de-vaca”, consumida por turistas e moradores locais para tratar o diabete. Esse remédio é preparado a partir de folhas de Bauhinia monandra Kurz (pata-de-vaca). Diferentes classes metabólicas de vegetais já tiveram a ação hipoglicemiante comprovada, como exemplo os flavonoides. Com isso, pretende-se neste trabalho caracterizar o remédio artesanal através de parâmetros farmacobotânicos, farmacognósticos, fitoquímicos e cromatográficos, em compararação com uma tintura de Bauhinia monandra, quanto à presença de flavonoides. Tanto a análise fitoquímica preliminar, quanto a análise por Cromatografia em Camada Delgada, detectaram metabólitos fenólicos, possivelmente flavonoides, no remédio artesanal e no extrato hidroetanólico da espécie vegetal. Na análise por CLAE, foi evidenciada a presença de rutina no remédio artesanal bem como no extrato hidroetanólico de Bauhinia monandra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análises cromatográficas por CLAE-DAD, termogravimétricas e morfo-anatômicas de amostras comerciais de Echinodorus macrophyllus (Kunth) Micheli (Chapéu-de-couro)(Universidade Federal do Pará, 2010) FREITAS, Cristian Barbosa de; BORGES, Fernanda Iikiu; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070Para o controle de qualidade da amostra comercial de Echinodorus macrophyllus, foram realizadas análises botânicas, farmacognósticas e físico-químicas. Para realização dos cortes anatômicos foi reidratado, seccionado com lâmina de aço e fixado em lâminas semi-permanentes. Os cortes foram clarificados em NaClO a 20% e corados com azul-de-astra seguido de fucsina básica. Em secção transversal as epidermes são unisseriadas, com células de formatos retangulares, heterodimensionais, paredes lisas e fina cutícula. Para realização da termogravimetria foi utilizada tanto a droga quanto o extrato seco em razão de aquecimento de 5, 10 e 15 graus Celsius. A cromatografia foi feita em HPLC e a amostra utilizada foi proveniente de cromatografia em coluna e eluída por gradiente com metanol e água ácida. O tecido paliçádico é constituído por duas camadas de células. As células do parênquima esponjonso têm paredes delgadas, heterodimensionais, formatos variados e espaços intercelulares bem desenvolvidos. A folha é anfiestomática com estômatos paracíticos. O pecíolo, em secção transversal, tem forma triangular a hexagonal. A epiderme é uniestratificada com células de formato poligonal, paredes lisas, grande quantidade de aerênquimas onde, algumas vezes, ocorrem diafragmas. As amostras da lâmina foliar têm características da espécie E. macrophyllus, porém a anatomia do pecíolo mostrou-se diferente dos descritos para a espécie, o que indica pertencer ao gênero Echinodorus, no entanto sugere possível contaminação do material fornecido com outras espécies vegetais. As análises termogravimétricas contribuíram bastante para estabelecer parâmetros e caracterizar a amostra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição para o estudo microquímico e anatômico da casca e validação de um método espectrofotométrico para quantificação de alcalóides totais de Himatanthus lancifolius (Muell. Arg.) Woodson(Universidade Federal do Pará, 2010-01-22) BARROS, Patricia Miriam Sayuri Sato; BORGES, Fernanda Iikiu; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070Para o registro de fitoterápicos e disponibilização deles para os usuários, a ANVISA estabelece parâmetros de eficácia, qualidade e segurança e, estipula requisitos de controle semelhantes àqueles aplicados aos medicamentos sintéticos. Este trabalho relata a investigação da casca de Himatanthus lancifolius e seus extratos, a fim de contribuir para a padronização dos derivados desta espécie vegetal; os ensaios foram desenvolvidos utilizando amostras comerciais Q e S e uma autêntica, E, fornecida pela EMBRAPA. A comparação microquímica, anatômica e cromatográfica de Q, S e E não permite que se caracterizem as amostras comerciais como H. lancifolius. A presença de uleína não pôde ser caracterizada em qualquer amostra, mesmo em E. Os dados de CCD e CLAE mostram que as três amostras têm perfil cromatográfico diferente. As características morfológicas e a caracterização microquímica das cascas de H. lancifolius mostram córtex com grupos de fibras do floema primário inclusos, com cristais e lactíferos na região do floema secundário, e positividade para alcalóides, flavonóides, açúcares redutores e amido. O método de quantificação desenvolvido mostra alta seletividade a 281nm, o que confere confiança para a detecção dos alcalóides. O método é robusto, de acordo com o regulamento em vigor e mostra linearidade, precisão e robustez, ao lado da acessibilidade, sendo ainda de fácil execução. A fração de alcalóides totais do extrato aquoso da amostra coletada (E) representa 0,219% do extrato seco. Espera-se com este trabalho ter contribuído para reduzir a insuficiência de métodos de controle da qualidade para fitoterápicos preparados a partir de Himatanthus lancifolius.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento de um método para caracterização do extrato hidroetanólico das folhas de Mikania lindleyana DC por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE)(Universidade Federal do Pará, 2011) OWITI, Alex Oselu; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070Mikania lindleyana DC (Asteraceae) é uma trepadeira arbustiva, perene, lenhosa e sem gavinhas, com caule volúvel, cilíndrico estriado, verde e ramoso. É utilizada na Amazônia como diurético, antiinflamatório, analgésico, anti-hipertensivo, antiulceroso. Este trabalho teve por objetivo desenvolver um método para caracterização do extrato hidroetanólico das folhas de M. lindleyana DC por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). O extrato hidroetanólico (tintura) preparado conforme a FARMACOPÉIA BRASILEIRA V, 2010 foi submetido, após secagem, a análise fitoquímica, por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e por CLAE. Na prospecção química, observou-se a presença de cumarinas, alcalóides, aminoácidos, açúcares redutores, fenóis, taninos, esteróides, terpenos, saponinas e ácidos orgânicos. Na análise das frações (hexânica, clorofórmica e acetato de etila), do extrato hidroetanólico bruto e da cumarina (1mg/mL) por CCD, utilizando como eluente tolueno/diclorometano/acetona (45:25:30) observou-se no UV (365nm) bandas fluorescentes de cor verde clara (Rf 0.61) características de cumarina. Na análise do extrato bruto e da fração clorofórmica por CLAE e uma solução metanólica de cumarina pura a 0,1 mg/mL, utilizando como eluente metanol/água (47:53), picos no Rt de cerca de 6.00 minutos foram observados correspondentes a espectro característico com máximos de absorção entre 270 nm e 300 nm. Os resultados demonstram a presença de cumarina em EHEB e FC. nas respectivas quantidades de 0,014 no EHEB e 0,209 na FC.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica biomonitorada da tintura 70% de Arrabidaea chica (Humb. & Bompl.) Verlot(Universidade Federal do Pará, 2011) RIBEIRO, Jeane Francisca Alves; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070A Arrabidaea chica (H&B) Verlot, popularmente conhecida como pariri ou crajirú. É um arbusto escandente de pequeno porte, aproximadamente 2,5 m de altura, que ocorre do sul do México até o Brasil central, sendo comum na Amazônia, onde é utilizada pelos índios para a pintura corporal. Popularmente o chá das folhas é indicado para inflamação, anemia, cólicas intestinais, regulação de menstruação, diarréia entre outros. Estudos recentes comprovam sua atividade antioxidante e cicatrizante in vivo e in vitro, além de atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes e do efeito tripanocida. O presente trabalho tem por objetivo contribuir para a validação da alegação de uso e para a padronização de forma de emprego da A. chica enquanto recurso fitoterápico, uma vez que a mesma encontrase na RENISUS. Os extratos etanólico e aquoso da planta foram investigados quanto a seus metabolitos secundários. Foram determinados parâmetros para o controle de qualidade da droga vegetal, através de granulometria, perda pó dessecação e cinzas totais. Além da obtenção de perfis cromatográficos por CCD, CLV, LC-MS e LC - DAD. A planta encontra-se com seus parâmetros de controle de qualidade em conformidade com a literatura. Um perfil de CCD obtido com o eluente Hexano/Acetona/MeOH (67,5:27,5:5) e revelado com NP/PEG, revelou uma banda com Rf=0,17 com fluorescência amarela característico de flavonóides. No perfil de CLAE - DAD obteve-se cromatogramas com características de quinonas e flavonóides também. A partir destes resultados o trabalho foi direcionado para o isolamento, inicialmente com o fracionamento da FAE por CLV e a analise das frações resultantes por CLAE-DAD, e como resultado foi sugerido a presença de um flavonóide derivado do flavonol apigenina. Os resultados microbiológicos corroboram com alguns de seus usos populares contribuindo assim para a validação da forma de uso alegada da planta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica e atividade biológica das cascas de Luehea speciosa willd(Universidade Federal do Pará, 2017-12-21) NASCIMENTO, Maisa Carmen Batista do; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070As cascas de Luehea speciosa, família Malvaceae, são utilizadas na medicina tradicional para o tratamento de disenteria, reumatismo, tumores, bronquites, feridas de pele, emagrecimento entre outros. Porém, existem poucas informações sobre a espécie na literatura. Dessa forma, faz-se de grande interesse investigar a sua constituição química e suas possíveis atividades biológicas, visto que a comprovação cientifica promove uma alternativa de tratamento de forma segura aos usuários. Neste sentido, o presente estudo buscou a constituição química do extrato bruto seco (EBS) e das frações hexânica (FHX), diclorometano (FDM), acetato de etila (FAE) e metanólica (FME), da espécie, através de analises por cromatografia liquida de alta eficiência acoplada a espectrometria de massas - LC/MS, bem como suas atividades antioxidante, por bioautografia, e citotóxica, in vitro, frente as linhagens de células tumorais, HELA e HEP-2 e VERO. As amostras apresentaram atividade antioxidante, sendo as frações FDM e FAE com perfil mais relevante. O EBS e as frações demonstraram citotoxidade sobre todas as linhas em estudo, porém a fração FDM apresentou maior atividade citotóxica contra células tumorais. Nas análises por LC/MS, foram detectados compostos fenólicos, com características sugestivas da presença do ácido chicórico, através do m/z = 148, além do espectro de UV semelhante. Esses resultados demonstram que a espécie em estudo possui atividade antioxidante e sugerem que a amostra exerce citotoxidade contra células tumorais, apresentando-se promissora para futuros estudos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica e avaliação da atividade anti inflamatória do extrato hidroetílico de folhas de salix humboldtiana em modelo zebrafish (Danio rerio)(Universidade Federal do Pará, 2021-09-25) RAMOS, Uêbem Fernandes; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; https://orcid.org/ 0000-0002-2421-8245As folhas do Salix humboldtiana, família Salicaceae, são utilizadas na medicina tradicional para o tratamento de diversas doenças inflamatórias, estados febris, entre outras. Porém, existem poucas informações sobre a espécie na literatura. Todavia, o gênero Salix apresenta uma diversidade bastante significativa de usos na medicina popular, tendo na espécie Salix alba L. o seu mais consagrado representante, que está incluído no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Este trabalho se propõe a investigar os constituintes químicos com ênfase nos compostos fenólicos, através de estudos farmacognósticos (análise de qualidade físico-químico); abordagem fitoquímica, os testes, serviram para demonstrar a presença de classes de metabólitos secundários: açúcares redutores, fenóis e taninos, flavonoides, catequinas, esteróides e derivados de cumarina; fracionamento, CCD e CLAE-DAD. Além de teste biológico em modelo animal (D. rerio) para investigação das atividades anti-inflamatórias. Neste sentido, os objetivos de realizar as análises fitoquímicas e o bioensaio, foi utilizado o Extrato etílico do Salix humboldtiana (EBSh) nas diferentes doses em testes in vivo. Os grupos previamente tratados com EBSh 75 mg/kg apresentaram inibição de 5%; 150 mg/kg apresentaram inibição de 14%; 300 mg/kg apresentaram inibição de 54%; 500 mg/kg apresentaram inibição de 60%, 750 mg/kg apresentaram inibição de 43% de edema abdominal em comparação ao controle negativo. Entre as cinco diferentes concentrações do EBSh testados e avaliados no modelo zebrafish, a concentração de 500 mg, forneceu resposta estatisticamente mais expressiva quanto à atividade anti-inflamatória e grau anti-edematogênico após 5 h de tratamento. Essa resposta foi superior ao padrão indometacina se comparados ao controle negativo, indicando dessa forma a capacidade de redução e/ou inibição do edema na região peritoneal. Os animais submetidos aos ensaios apresentaram alterações no comportamento normal em todas as doses testadas, essas alterações variaram de acordo com a concentração do EBSh administrada. Nas três menores doses (75 mg, 150 mg e 300 mg), os peixes apenas manifestaram alterações leves à moderadas e em menor frequência, enquanto nas duas concentrações maiores (500 mg e 750 mg), eles manifestaram importantes alterações comportamentais, algumas com maior frequência e intensidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica e das atividades antioxidante e antiparasitária do extrato e frações de Aspidosperma excelsum Benth(Universidade Federal do Pará, 2013-09-30) NASCIMENTO, Myrth Soares do; VASCONCELOS, Flávio de; http://lattes.cnpq.br/3695753129639448; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070As doenças negligenciadas afetam um grande número de pessoas em todo o mundo. Dentre elas estão a doença de Chagas, a leishmaniose e a malária, cuja terapêutica empregada, além de reduzida, apresenta problemas que dificultam seu tratamento, revelando a necessidade de busca por novas opções terapêuticas. Aspidosperma excelsum (Apocynaceae), conhecida popularmente como carapanaúba, é utilizada na fitoterapia popular para o tratamento de malária. Sua constituição química e a atividade antiparasitária de outras espécies do gênero sugerem seu potencial antiparasitário. Com o objetivo de investigar sua constituição química e as possíveis atividades biológicas, o extrato liofilizado, obtido de cascas da espécie, e suas frações alcaloídicas foram analisados por técnicas cromatográficas e avaliados quanto às atividades antioxidante e antiparasitária frente a Leishmania ssp., Trypanossoma cruzi e Plasmodium falciparum. A análise por CLAE permitiu a detecção de picos altamente correlacionados à ioimbina na tintura e frações FAlc7, FAlc10 e FAlc14. Todas as frações mostraram-se ativas frente à L. chagasi e valores de IC50 menores que o da anfotericina B foram observados para FAlc1, FAlc4 e FAlc7 na análise sobre L. braziliensis. As frações FAlc1 e FAlc4 revelaram-se também ativas sobre P. falciparum, apresentando alto índice de seletividade ao parasita. A avaliação da atividade antioxidante revelou importante capacidade das amostras em capturar radicais livres, caracterizando-as como agentes antioxidantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Isoeleuterol e isoeleuterina: potenciais marcadores químicos da tintura de Eleutherine plicata Herb (Iridaceae) e atividades microbiológica e antioxidante(Universidade Federal do Pará, 2008-12-30) MALHEIROS, Luiz Claudio da Silva; VIEIRA, José Maria dos Santos; http://lattes.cnpq.br/6807452375674442; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070A espécie Eleutherine plicata Herb. é uma Iridaceae, conhecida popularmente como marupazinho, muito utilizada pela população para o tratamento de diarréias. Com o bulbo da planta prepara-se um chá, que é utilizado no tratamento de infestações causadas por ameba. O material vegetal utilizado neste estudo foi coletado em Belém do Pará e sua identificação botânica foi realizada por comparação de exsicata depositada no Museu Paraense Emílio Goeldi sob nº 10543. O extrato etanólico (EE) foi preparado por percolação a partir do bulbo previamente seco e moído. Após a secagem o extrato etanólico foi suspenso em uma solução hidroalcóolica (1:1) e submetida a partição com solventes de polaridades crescente. Com o extrato etanólico e as frações foram realizados 18 testes para detectar classes de metabólitos secundários. O extrato etanólico e as frações hexânica e clorofórmica apresentaram resultado positivo para naftoquinonas, antraquinonas e esteróides e triperpenos. As análises por cromatografia em camada delgada do extrato etanólico e frações hexânica e clorofórmica mostraram zonas sensíveis à solução metanólica de KOH 10%, indicando a presença de quinonas nestas amostras. A avaliação da atividade antimicrobiana do referido extrato e frações com cepas de C. albicans, S. aureus, E. coli e P. aeruginosa demonstrou que a fração clorofórmica é a mais ativa, apresentando os maiores halos de inibição de crescimento microbiano, possivelmente, contendo uma maior concentração de constituintes ativos. Da fração clorofórmica foram isolados os constituintes químicos isoeleuterol e isoeleuterina, os quais foram caracterizados quimicamente através de ressonância manética nuclear de hidrogênio (RMN1H) e carbono 13 (RMN 13C), em comparação com os dados da literatura. O extrato etanólico, isoeleuterol e isoeleuterina foram submetidos a avaliação de suas atividades antioxidantes, os quais apresentaram fraca atividade quando comparado com o padrão BHT.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Isolamento e quantificação de flavonóides e abordagem das atividades antioxidante e antimicrobiana de Jatropha gossypiifolia L.(Universidade Federal do Pará, 2008-12-30) VEIGA, Andrex Augusto Silva da; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070Jatropha gossypiifolia L. (Euphorbiaceae), conhecida no Pará como pião-roxo, é utilizada no tratamento de hemorróidas, queimaduras, dores estomacais, entre outras doenças. Diante da importância do vegetal na região torna-se necessária a sua investigação visando contribuir para o seu aproveitamento no desenvolvimento de fitoterápicos. Para tanto, buscou-se determinar o perfil cromatográfico do extrato etanólico bruto (EEB), por cromatografia de camada delgada (CCD) e por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), o teor de flavonóides totais e dos flavonóides isolados no extrato. Foram realizados também ensaios de atividade antimicrobiana com o EEB e as frações obtidas a partir dele (frações hexânica, clorofórmica, acetato de etila e residual). A atividade antioxidante do extrato e suas frações também foi caracterizada. O material vegetal foi coletado no horto de plantas medicinais da EMBRAPA – Amazônia oriental e com ele preparou-se, por percolação, o EEB; utilizando um evaporador rotativo a baixa pressão, obteve-se o extrato seco que, posteriormente, foi fracionado por partição líquido-líquido sucessivamente com hexano, clorofórmio e acetato de etila. As frações obtidas foram também concentradas a baixa pressão. A fração acetato de etila foi novamente fracionada fornecendo uma fração acetona (FAct-II), uma nova acetato de etila (FA-II), metanólica (FM-II) e resíduo sólido (RS-II). FAct-II foi submetida a cromatografia líquida a média pressão obtendo-se as subfrações Fr SAc1-II e Fr SAc3-II denominadas de Jg1 e Jg2, respectivamente. A prospecção química no extrato e nas frações dos metabólitos foi realizada em triplicata, sendo evidenciada a presença dos seguintes polifenóis: taninos catéquicos e flavonóides. A análise por CCD foi realizada utilizando-se o eluente acetato de etila/ácido fórmico/ácido acético glacial/água (100:11:11:26), sobre gel de sílica de fase normal, sendo observadas zonas com fator de retenção 0,65, 0,72 e 0,77, reativas à solução de FeCl3. O cromatograma por CLAE do EEB apresentou três picos significativos (valores médios de tr: 13,24 min, 15,02 min e 16,00 min) cujos espectros são característicos de flavonóides. No calculo do teor de flavonóides, aplicando-se a média das leituras de absorvância (A: 0,874), chegou-se ao teor de 2,04%. A concentração encontrada para cada substância isolada foi de 340 μg para Jg1 e 406 μg para Jg2 por mililitro da solução de extrato. Quanto às atividades biológicas testadas, FA-I e FR-I inibiram o crescimento de S. aureus e C. albicans como também apresentaram maior potencial antioxidante. Os resultados fornecem parâmetros acerca de polifenóis adequados para o controle de qualidade como marcadores químicos, e teor de destes possíveis marcadores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Plantas medicinais utilizadas em comunidades do município de Igarapé-Miri, Pará: etnofarmácia do município de Igarapé-Miri-Pará(Universidade Federal do Pará, 2008-08-08) PINTO, Lucianna do Nascimento; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070No município de IgarapéMiri, como em todo o estado do Pará, é comum o uso de plantas medicinais para o tratamento de muitas doenças. Da mesma maneira, em vários estados do país se têm registrado programas oficiais de plantas medicinais e para mapear as espécies vegetais utilizadas na fitoterapia popular aplicamse metodologias etnoorientadas tais como a etnobotânica e a etnofarmacologia, principalmente. A partir das ciências farmacêuticas elaborouse a etnofarmácia, que vem sendo empregada em nível mundial para levantar plantas medicinais e avaliar os remédios preparados a partir delas. O objetivo geral desse trabalho é contribuir para a consolidação da Etnofarmácia e para a implementação da PNPMF no estado do Pará, trazendo informações colhidas sobre indicação de plantas medicinais, preparação e administração de remédios vegetais e problemas relacionados ao uso deles. Mais especificamente, visa determinar a nosogeografia regional, identificar e selecionar os recursos terapêuticos vegetais utilizados para o tratamento das doenças prevalentes, conhecer e caracterizar do ponto de vista farmacêutico os remédios a base de vegetais citados. Elaborar fichas com informações sobre vegetais selecionados nos moldes de uma monografia são outros objetivos aqui propostos. A ferramenta empregada para atingir os objetivos é o levantamento etnofarmacêutico que associa elementos de outros métodos etnoorientados com os preceitos da Assistência Farmacêutica. Aplicado em oitenta e seis comunidades do município, em dois momentos, o primeiro no ano 2000 e o segundo em março/abril de 2008, o método forneceu dados que foram tabulados em planilhas Excel e plotados em gráficos. Assim, foram detectados 91 agravos, 236 espécies vegetais, distribuídas em 72 famílias botânicas, e sete formas de administração diferentes. 38 eventos adversos também puderam ser identificados. As dez espécies com maior freqüência relativa de citação tiveram levantados seus dados bibliográficos que, associados aos dados etnofarmacêuticos, poderão ser utilizados para compor um Memento Fitoterápico do Município.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Utilização de técnicas hifenadas para o desenvolvimento de programações para analise de Acmella oleracea (L.) RK Jansen(Universidade Federal do Pará, 2016-08-31) SILVA, Ianna Dias Ribeiro da; REBELO, Monaliza Maia; http://lattes.cnpq.br/2064401199679916; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070O emprego de técnicas hifenadas que permitam a separação e o isolamento de substâncias de um extrato vegetal mostra-se necessário tanto para o conhecimento da composição química, de um composto, como também para a determinação de uma substância, ou grupo de substâncias, que sirvam como marcadora de determinada espécie. A espécie Acmella oleracea (L.) R.K.Jansen, cresce na Amazônia Legal, uma região sociogeográfica no norte do Brasil, onde é conhecido como Jambu, Agrião Bravo ou Agrião do Pará. É utilizada na medicina popular na forma de chá, xaropes e tinturas e indicada para o uso como anestésico e antisséptico. O objetivo deste trabalho foi utilizar a HPLC-UV-ELSD e a UHPLC-DAD-MS para o desenvolvimento de programações que possam identificar metabólitos de interesse em Acmella oleracea. O material vegetal foi adquirido no município de Tailândia, estado do Pará, sítio Santa Inês na microrregião de Tomé-Açu as margens da rodovia PA150, posicionado a 260 km da capital Belém, nas coordenadas 02º56‘22‘‘ de latitude sul e 48º57‘03‘‘ de longitude oeste, e consistia de 10 maços de Acmella oleracea (jambu) frescos, compostos de folhas, flor, raiz e caule, após a higienização o material in natura foi triturado e em seguida macerado por 7 dias com etanol a 92,8 ºGL numa proporção de 1:10. Os extratos hidroetanólicos, de cada parte da planta, foram filtrados e concentrados a baixa pressão e em seguida liofilizados para posterior análise com técnicas hifenadas. O espilantol foi registrado nas análises por UHPLC-DAD-ESI-MS em modo Scan e Produto de íon, através da detecção do íon m/z 222 em todos os órgãos analisados. Uma substância que apresentou m/z 376.80 para análise com etoh/água e m/z 388.20 para acn/água, que apresenta perfil promissor foi encontrada através das análises por UHPLC-DAD-MS e precisa de experimentos específicos para a confirmação de flavonoides. Durante o desenvolvimento das programações, observou-se que os melhores perfis cromatográficos de EEAOFOC e EEAOR foram obtidos quando a fase móvel era composta por etanol e água.
