Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS
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O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) vinculado ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta um auto-impacto de inserção regional uma vez que se trata do único PPGCF na Região Norte pelo grande potencial de utilização da biodiversidade na região amazônica. Além de favorecer a fixação e atração de profissionais qualificados na área de Ciências Farmacêuticas na Região Amazônica.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS por Orientadores "OLIVEIRA, Alaide Braga de"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo fitoquímico e atividade antiplasmódica em Plasmodium falciparum (W2) de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson (Apocynaceae)(Universidade Federal do Pará, 2014-10-15) VALE, Valdicley Vieira; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649; OLIVEIRA, Alaide Braga de; http://lattes.cnpq.br/3719659803766075O presente trabalho descreve a análise fitoquímica e avaliação da atividade antiplasmódica em Plasmodium falciparum (W2) de Himatanthus articulatus (Vahl) Woodson. O extrato etanólico (EEHS) obtido por percolação do pó das cascas, após concentração, forneceu um precipitado (EEHSP) e um resíduo pastoso que foi submetido a liofilização (EEHS). Fracionou-se este por: re-extração sob refluxo, partição ácido-base e coluna cromatográfica de sílica gel. Além disso, submeteu-se o pó das cascas a extração com ácido clorídrico 1 N para separação de alcalóides. A prospecção fitoquímica, em CCD, foi realizada com EEHS e EEHSP, enquanto que EEHS, frações (FrDCM EEHS, FrAcOET EEHS e FrMeOH EEHS) e FAHS2 DCM foram analisadas por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a DAD (arranjo de diiodo-CLAE-DAD). FrAcOET EEHS foi fracioanda por coluna cromatográfica fornecendo uma substância isolada (S1). Analisou-se o EEHS, a fração majoritária obtida na coluna cromatográfica (F71), FAHS2 DCM e S1 por cromatografia liquida acoplada a espectrometria de massas (CL-EM). O espectro no infravermelho foi obtido para F71 e S1. A estrutura química de S1 foi definida como sendo o plumierídeo por ressonância magnética nuclear. A avaliação de atividade antiplasmódica foi realizada com EEHS, EEHSP, FrDCM EEHS, FrAcOET EEHS, FrMeOH EEHS, FAHS1 DCM, FAHS2 DCM, FAEEHS, FNEEHS, FNHS DCM e S1 pelo método da lactato desidrogenase parasitária (pLDH). Na prospecção fitoquímica, EEHS e EEHSP apresentaram resultados positivos para polifenóis e taninos, saponinas, triterpenos e esteroides, alcaloides e geninas flavônicas. EEHS e frações analisadas por CLAE-DAD mostraram os picos mais intensos sugestivos de iridoides, comprovados por CL-EM de EEHS que mostrou como substância majoritária o iridóide plumierídeo, coerente com o espectro no IV de F71 e S1 que revelou absorções de grupos funcionais presentes em iridóides. Nas análises destas por CL-EM, observou-se um pico a m/z 471 (M+H), atribuído ao íon pseudomolecular do plumierídeo e/ou isoplumierídeo. S1 foi identificada como plumierídeo. Até o presente momento não foi relatada a presença de alcaloides para a espécie, porém nas frações alcaloídicas (FAHS1 DCM, FAHS2 DCM, FAEEHS) e de neutros (FNEEHS e FNHS DCM) em análise por CCD revelada com reagente Dragendorff observaram-se manchas sugestivas de alcalóides, coerente com análise por CLAE-DAD de FAHS2 DCM, a qual mostrou pico majoritário com cromóforo sugestivo de alcaloide β-carbolínico. Em análises por CL-EM de FAHS2 DCM observou-se pico majoritário sugestivo do alcalóide 10-hidroxi-antirina-N-óxido com massa molecular 328 u. Os ensaios de atividade antiplasmódica foram negativos para EEHS, EEHSP, FrDCM EEHS, FrAcOET EEHS, FrMeOH EEHS, S1, FAEEHS, FAHS1 DCM, FNEEHS, FNHS DCM e moderadamente ativo (CI50 22,89 μg/mL) para FAHS2 DCM. Estes resultados indicam que a atividade antiplasmódica da planta pode se atribuída aos alcaloides, cuja presença em H. articulatus é descrita pela primeira vez.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fitoquímica e atividade antiplasmódica de Siparuna poeppigii (Tul.) A. DC. (Siparunaceae)(Universidade Federal do Pará, 2016-11-10) PINA, Nayla Di Paula Vieira; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649; OLIVEIRA, Alaide Braga de; http://lattes.cnpq.br/3719659803766075Na América Latina, o uso de plantas do gênero Siparuna é indicado no tratamento de febres e malária, a atividade antiplasmódica de algumas espécies já foi comprovada, o que motivou o estudo S. poeppigii, nativa da Amazônia. Este trabalho visa analisar a fitoquímica, a atividade antiplasmódica e a citotoxicidade de extratos e frações de S. poeppigii. De folhas e cascas do caule de um exemplar coletado em Belém, Pará, foram preparados extratos em etanol (EESPC e EESPF) e a separação de alcaloides foi realizada por extrações ácido-base (SPC-B e SPF-B; SPC-C e SPF-C). Os extratos etanólicos foram submetidos a re-extrações por refluxo com solventes de polaridades crescentes resultando nas frações hexano-diclorometano (HEX-DCM), diclorometano (DCM), acetato de etila (AcOEt) e metanol (MeOH). Análises fitoquímicas por UPLC-DAD e cromatografia em camada delgada (CCD) foram efetuadas com os extratos e frações. As frações Hex-DCM, AcOEt e MeOH foram submetidas a fracionamentos cromatográficos em colunas de sílica gel (CCS). A atividade antiplasmódica dos extratos e frações foi avaliada frente à cepa W2 de P. falciparum cloroquina-resistente pelo método de quantificação da lactato desidrogenase (ρLDH), nas concentrações de 50 μg/mL e 25 μg/mL. Para as frações mais ativas determinou-se a concentração Inibitória de 50% (CI50) e a concentração citotóxica de 50% (CC50) em células HepG2 pelo método do MTT, nas concentrações de 50; 25; 12,5; 6,25; 3,12 e 1,6 μg/mL para CI50 e 1, 10, 100 e 1000μg/mL para CC50. Os dados permitiram calcular o índice de seletividade (IS) de cada fração. A prospecção por CCD foi positiva para geninas e heterosídeos flavônicos, saponinas, alcaloides, triterpenos e esteroides. A CCS de SPC-B permitiu a obtenção das frações 5-8, 43-44, 61, 67-68, 95-97 e 84-88, consideradas ativas com CI50 de 5,95; 12,44; 14,32; 22,58; 22,67 μg/mL, respectivamente. Todas as frações ativas foram não citotóxicas, sendo os melhores IS das frações 5-8 (43,32) e 95-97 (>44,11). Estas frações ativas e a Fr 16 AcOEt (obtida da CCS da Fr AcOEt), foram caracterizadas por UPLC-ESI-MS sendo identificados os alcaloides reticulina e anonaina na Fr 16 AcOEt. As frações 84-88 e 111 foram re-cromatografadas em colunas de alumina e sephadex LH20, respectivamente obtendo-se substâncias SP-1 e SP-2. A análise por UPLC-DAD das amostras EESPC, EESPF, SPC-B e SPF-B revelou predomínio de um pico no tempo de retenção (TR) 6,5 min, com max 267 e 346 nm, sugestivo de cromóforos de flavonoides. A substância SP-1 exibiu pico (74% de área) no TR 3,6 min e UV com max 255 e 276 nm, compatível com UV online da liriodenina autêntica. SP-2 exibiu pico majoritário (90%) no TR 2,6 min e max 282 nm. As frações de alcaloides SPF-B e SPC-C foram ativas, com CI50 12,41 e 6,99μg/mL. Este trabalho relata dados inéditos de fitoquímica e atividade antiplasmódica da espécie S. poeppigii bem como a identificação da liriodenina, responsável, em parte, pela atividade antiplasmódica da espécie.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nanocápsulas de PLGA e gordura de murumuru contendo β-lapachona: preparação, caracterização e atividade citotóxica(Universidade Federal do Pará, 2016-09-30) PONTES, Anna Carolina Avelar de Araujo; SILVA, Jaqueline Rodrigues da; http://lattes.cnpq.br/8336745480297714; OLIVEIRA, Alaide Braga de; http://lattes.cnpq.br/3719659803766075A β-lapachona (β-lap) é uma naftoquinona natural, encontrada como constituinte minoritário em algumas espécies de ipês (gênero Handroanthus sp., família Bignoniaceae) com propriedades farmacológicas como atividade antimicrobiana, tripanocida e anticancerígena. Entretanto sua aplicação terapêutica é um desafio devido à sua baixa solubilidade em meio aquoso e alta toxicidade. Com o objetivo de melhorar a biodisponibilidade deste composto e aumentar sua segurança, diferentes sistemas carreadores com tamanhos nanométricos vêm sendo desenvolvidos. As nanocápsulas (NC’s) de PLGA com núcleo oleoso de gordura de murumuru (NCMM) foram a escolha deste estudo para encapsular e carregar a β-lap. A extração e síntese da β-lap do lapachol da serragem de ipê promoveu um rendimento de 92,3%. Utilizando o método de nanoprecipitação, as nanocápsulas produzidas contendo β-lap (NCMMβ-lap) apresentaram forma esférica, superfície rugosa, tamanho médio entre 132,5±2,0 e 149 ±1,3, índice de polidispersão < 0,2, potencial zeta entre -0,009±0,2 e 0,15±0,2 e uma eficiência de encapsulação de 94,3%. As NCMMβ-lap apresentaram citotoxicidade dose e tempo-dependente, para as linhagens celulares NIH/3T3 e MCF7, sendo mais tóxica que β-lap livre nas mesmas concentrações, e seletiva para linhagem tumoral MCF7. Os mecanismos de morte celular da β-lap livre e de NCMMβ-lap foram muitos semelhantes, observando-se produção de ERO, fragmentação do DNA, bloqueio das células em fases de checagem, e indicação de apoptose tardia e necrose. Em suma, o encapsulamento da β-lap potencializou a atividade anticancerígena e sugeriu maior segurança na aplicação desta droga, apontando NCMMβ-lap como uma alternativa promissora para viabilizar a utilização da β-lap na clínica.
