Teses em Geografia (Doutorado) - PPGEO/IFCH
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Navegando Teses em Geografia (Doutorado) - PPGEO/IFCH por Orientadores "HERRERA, José Antonio"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Geograficidade e espacialidades urbanas na Amazônia: o caso das juventudes reassentadas em Altamira-PA com a construção da UHE Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) CONCEIÇÃO, Ronicleici Santos da; OLIVEIRA, Assis da Costa; http://lattes.cnpq.br/1543002680290808; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3207-7400; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Analisa-se com esta tese as espacialidades urbanas das juventudes reassentadas, afetadas pelo deslocamento compulsório causado pela Usina Hidrelétrica Belo Monte, na Região de Integração do Xingu, Pará, Amazônia a partir de 2011. Revela-se neste estudo a complexidade das mudanças e dos desafios enfrentados pelos jovens e oferece insights, caso outros projetos parecidos sejam projetados para e na região. O deslocamento compulsório resultou na ruptura de laços materiais e imateriais com seus antigos territórios, levando à reconfiguração das dinâmicas espaciais. No entanto, esses grupos têm demonstrado resiliência, construindo múltiplas identidades e subjetividades contornando as desigualdades socioespaciais. Embora os reassentamentos ofereçam instalações físicas melhores que as palafitas, a segregação socioespacial persiste, e os jovens continuam enfrentando uma nuance dessas desigualdades seu cotidiano. Logo, destaca-se a importância de se considerar não apenas a infraestrutura física do contexto habitacional, mas também as dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais – na concepção de projetos dessa natureza. Um aspecto crítico é a necessidade de considerar as múltiplas temporalidades envolvidas nesses processos, reconhecendo que cada reassentado possui trajetória e experiências únicas para e com o espaço geografico. Aponta-se, então, para a importância de uma abordagem holística e interdisciplinar na análise dos impactos dos grandes projetos na região, com foco no bemestar das comunidades locais, especialmente das juventudes que enfrentam desafios reais e significativos na (re)construção de suas espacialidades urbanas. O estudo revela diversos aspectos das juventudes nos Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) Jatobá e Laranjeiras, destacando que criar novas espacialidades requer tempo, por meio do espaço que condiciona as relações das juventudes, assim como as relações socioespaciais modam o espaço, tais como a ruptura da fronteira entre RUC e os espaços publicos da cidade, das quais nova e velhas relaçoes estão sendo (re)construídas, tais como, interações com o mercado de trabalho, uso dos espaços publicos, praticas de recreações com o rio Xingu, inseção em movimentos sociais, inserção na criminalização, bem como, a perpetuação deviolações aos direitos humanos.Tese Acesso aberto (Open Access) O contraespaço ribeirinho amazônico: as contradições da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no espaço da Comunidade Boa Esperança(Universidade Federal do Pará, 2024-04-04) TEIXEIRA, Barbara Eleonora Santos; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024; ALVAREZ, Wellington de Pinho; MAGALHÃES, Benedita Alcidema Coelho dos Santos; TERRA, Ademir; SILVA, Ricardo Gilson da Costa; http://lattes.cnpq.br/9113165346538917; http://lattes.cnpq.br/7484794171047694; http://lattes.cnpq.br/9327812285370061; http://lattes.cnpq.br/0211130944560194; https://orcid.org/0000-0001-7799-9762; https://orcid.org/0000-0001-7536-5184; https://orcid.org/0000-0002-5304-3341; https://orcid.org/0000-0002-3348-9629O presente estudo contribui com as discussões acerca dos impactos gerad os pelo barramento do rio Xingu para construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte UHEBM )), na Amazônia brasileira, que gerou impactos nas condições de uso das ilhas, canais, furos e lagos da c omunidade ribeirinha Boa Esperança, localizada na área de rema nso do reservatório da UHEBM no município de Altamira PA. Neste âmbito, a pesquisa tem por objetivo analisar as condições de reprodução material do trabalho ribeirinho diante das alterações nos ambientes fluviais das ilhas, após o barramento do rio Xingu para fins de produção de energia hidrelétrica. O estudo fundamenta se n o s conceito s de espaço, produção do espaço e contraespaço na Amazônia, realizando se pela análise de três variáveis: c apital, t écnica e t rabalho baseado no método dialético na teoria do materialismo histórico e no processo contraditório do espaço agrário na Amazônia, partindo da compreensão do espaço como um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ação que gera contradições no espaço a partir da materialização do c ontraespaço . O contraespaço é a manifestação no espaço das consequen tes formas de resistências das populações excluídas e marginalizadas no processo de tecnificação do espaço agrário, produto das relações d a sociedade no espaço geográfico. A pesquisa apres enta como principais resultados a condição d o trabalho material do ribeirinho, conceito utilizado nesta pesquisa para identificar os sujeitos sociais que ocupam as ilhas da comunidade e tem sua identidade dissociada das suas relações de trabalho a pesca. Dessa forma , a pesquisa contribui não só para as discussões paradigmáticas no campo da ciência geográfica, como também para o processo de reconhecimento de área s impactadas pelo barramento do rio Xingu, por meio das observações e dados obtidos em campo na comunidade pesquisada. Essas mudanças interferem n o nível de vazão do rio, eleva m a temperatura da água e da carga sedimentar, afetam o nível d água na s cheia s e seca s , impactando diretamente as condições de uso dos pescadores ribeirinhos a partir das tra nsformações mat e ria i s nas condições de trabalho, ocasionad as pelas mudanças no comportamento natural n o ambiente do regime hidrológico. As alterações provocadas no rio Xingu contribuíram para a instabilidade do regime hidrológico dos canais e furos que im pactaram diretamente as condições de subsistências das famílias que vivem n essas ilhas , c om efeito direto no comportamento natural do ambiente fluvial que interfere na expressão material do ribeirinho, ou seja, no seu trabalho, que se realiza pela prática cotidiana do vivido. O trabalho, portanto, realiza se pelas técnicas do fazer e da essência do ser ribeirinho, coexist indo em forma e conteúdo n a intermediação d o homem com a natureza definindo as práticas espaciais e mat e ria i s do percebido, concebido e vivido na produção da mais valia , como parte material da divisão internacional do trabalho . Des s a forma, é na condição do valor de troca que o monopólio do espaço passa a ser disputado, originando as relações de contraespa ço que questiona m o poder hegemôn ico que racionaliza os espaços da natureza prim á r i a, na insurgência do ribeirinho como s ujeito protagonista das relações de produção abstrata e material do espaço agrário de Altamira PA.Tese Acesso aberto (Open Access) O passo a passo do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica e Xingu pela produção do contraespaço(Universidade Federal do Pará, 2024-01-03) SOUZA, Ana Paula dos Santos; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024; OLIVEIRA NETO, Adolfo da Costa; MAGALHÃES, Benedita Alcidema Coelho dos Santos; MIRANDA, Rogério Rego; FERNANDES, Bernardo Mançano; http://lattes.cnpq.br/3108272104911953; http://lattes.cnpq.br/7484794171047694; http://lattes.cnpq.br/4960836976718202; http://lattes.cnpq.br/2836764800084585; https://orcid.org/0000-0003-0420-6295; https://orcid.org/0000-0001-7536-5184; https://orcid.org/0000-0001-6309-7653; https://orcid.orgA Amazônia é um lugar onde existem lutas intensas pelos direitos das populações das cidades, do campo, das águas e das florestas. Na raiz dessas lutas está o modo como os governos e o capital hegemônico enxergam a Amazônia: provedora de riquezas para o Brasil e o mundo, a partir de sua paisagem convertida em recursos. Diante dessas práticas as populações que vivem nesse bioma se tornaram sujeitos fora da ordem de prioridade dos governos, restando aos agricultores familiares, povos indígenas, pescadores, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, moradores das periferias das cidades e vilas manifestarem sua contrariedade a essa racionalidade que os exclui. Esse estudo foi realizado na região sudoeste do Pará, entre os municípios de Pacajá e Rurópolis ao longo da Transamazônica, e pelo Xingu, de Vitória do Xingu até porto de Moz. O objetivo é analisar as ações do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica (MPST), atualmente Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), identificando qual a relevância do papel desempenhado por ele na melhoria da vida das populações e nas mudanças no território da Transamazônica e Xingu. O estudo começa com o registro da voz dos migrantes que vieram para essa região antes, durante e depois do Projeto Integrado de Colonização (PIC). A meta é identificar os motivos para migrar, as condições de chegada na nova terra, a participação e formação dos movimentos sociais e os desafios da relação com o governo federal. Analisa-se também a trajetória do MPST, surgido em 1990, formado inicialmente por esses migrantes e o apoio da igreja católica, a partir das Comunidades Eclesiais de Base. A categoria de base desse estudo é o espaço geográfico conforme definido por Milton Santos: um híbrido qualificado pelo sujeito. No espaço dominante, constrangidos pelo capital, os migrantes e seus apoiadores, a partir de suas lutas, produziram seus contraespaços, conforme Ruy Moreira. Denunciaram, construíram proposições coletivas e provocaram mudanças na configuração do território da Transamazônica e Xingu. Para melhor compreensão da formação e dos desdobramentos desses contraespaço, fez-se um recorte em três bandeiras de luta importantes para os movimentos: Questão fundiária e ambiental, crédito agrícola e educação. A última parte do trabalho traça um panorama dos movimentos sociais da atualidade nessa região: quem são e quais desafios enfrentam. Os resultados desse estudo demonstram que o MPST com suas mobilizações coletivas e regionalizadas produziu um contraespaço dentro da ordem hegemônica do PIC, garantindo voz e direitos para as populações. Suas práticas perduraram e influenciaram o surgimento de outros movimentos.Tese Acesso aberto (Open Access) Por uma outra pecuarização: incremento técnico e produção do espaço agrário em Pacajá/Pará/Brasil(Universidade Federal do Pará, 2024-04-05) BRITTO, Guilherme Coelho; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024; VELOSO, Gabriel Alves; ALVAREZ, Wellington de Pinho; SOUZA JÚNIOR, Salim Jacaúna de; CALVI, Miquéias Freitas; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; http://lattes.cnpq.br/9113165346538917; http://lattes.cnpq.br/1074333087972192; http://lattes.cnpq.br/1925851965991165; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166; https://orcid.org/0000-0001-7799-9762; https://orcid.org/0009-0006-3100-4495; https://orcid.orgA agricultura e a pecuária na Amazônia tem sido alvo de muitas críticas nos últimos quarenta anos, pois são apontadas como as principais responsáveis pelos desmatamentos e queimadas. No entanto, existem tecnologias atuais que possibilitam uma agricultura mais sustentável, que concilia a oferta de matéria-prima e a geração de renda com a conservação e a preservação da Amazônia, sem a necessidade de abrir novas áreas. Ainda que as atividades agropecuárias tenham se intensificado com a construção da Rodovia Transamazônica, no começo dos anos 1970, e Pacajá tenha se tornado um município somente no ano de 1988, o modelo de produção de gado não mudou muito, permanecendo de forma extensiva. Assim, a demanda por novas pastagens continuou ano após ano, colocando o município em uma situação de quase insustentabilidade e sob a pressão de políticas de controle do desmatamento, como por exemplo as ações do arco do fogo, iniciadas no começo dos anos 2010. Para compreender a formação do espaço agrário em Pacajá, é necessário esclarecer alguns pontos, pois se nota que há um processo de produção do espaço agrário no município provocado pelo Estado e outros agentes, por meio de políticas públicas que impuseram sistemas produtivos que exigem alta intensidade de trabalho, pouco capital investido e que usam baixo nível técnico e tecnológico. Esses sistemas produtivos que se repetiram ao longo das últimas décadas, é necessário entender se os sistemas de produção tiveram avanços técnicos ao longo do tempo e qual o impacto que esses processos causaram sobre a produção do espaço agrário do município. A partir da análise dos fatores históricos ocorridos desde a abertura da Rodovia Transamazônica, abordando desde o projeto de colonização da região, passando pelas políticas públicas de crédito e de assentamentos rurais, o presente trabalho se propõe a descrever o meio natural compreender como os sistemas de produção se consolidaram, identificando os conjuntos de práticas produtivas utilizadas por produtores rurais. Após a tipificação dos produtores, o detalhamento de suas trajetórias, seus sistemas de produção e suas práticas agropecuárias, chegou-se à conclusão de que houve baixa incremento técnico ao longo dos anos nos sistemas de produção e o impacto na produção de um espaço desordenado é significativo.
