Teses em Geografia (Doutorado) - PPGEO/IFCH
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Navegando Teses em Geografia (Doutorado) - PPGEO/IFCH por Orientadores "NAHUM, João Santos"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmicas territoriais na Amazônia paraense: da relação entre planejamento regional e espaço agrário à pecuária bovina em Novo Repartimento-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-08-26) RIBEIRO, Mílvio da Silva; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273A presente pesquisa defende a tese de que a dinâmica agrária da Amazônia Paraense resulta da relação entre espaço agrário e planejamento estatal. Verificou-se esta relação na dinâmica da pecuária bovina em Novo Repartimento-PA. O objetivo da pesquisa foi analisar a relação entre o planejamento regional e o espaço agrário no município de Novo Repartimento, considerando a dinâmica da criação de gado bovino a pasto. Metodologicamente, a pesquisa se estrutura em dois momentos: no primeiro momento elaborou-se uma retrospectiva contextual que evidencia políticas, planos e programas forjados para a Amazônia paraense, especificamente a partir da década de1960 até 1980. No segundo momento, a pesquisa configurou-se em uma perspectiva, na qual se considera a pecuária bovina determinada a partir da relação entre espaço agrário e planejamento regional, examinada no período de 1990 a 2020. As variáveis centrais da pesquisa relacionadas à dinâmica da pecuária bovina foram: áreas (desmatamento nas propriedades rurais) e unidade de paisagem (pastagens). A pesquisa aponta que a relação entre planejamento regional e o espaço agrário na Amazônia Oriental, objetivamente no município, promove processos espaciais, tendo como lógica a pecuária bovina como mercadoria e relação social. As formas de apropriação da terra não apenas são elementos de produção da pecuária, mas geram outras formas de usos. A expansão da atividade no município desqualifica as características e ações culturais dos atores que residiam antes da chegada da pecuária na área. O balizamento estatal, os programas, os projetos e as leis se configuram no espaço agrário em forma de créditos e de incentivos fiscais, a partir dos quais é favorecida a expansão da pecuária. Desta forma, a dinâmica espacial da pecuária se dá como um continuum floresta-política-pasto-gado-mercado-consumo. As fazendas e os bois são as expressões físicas da relação entre espaço e política, mas é apenas a ponta de um iceberg, pois, existem outros problemas oriundos do contexto de produção de commodities na Amazônia. A pesquisa está organizada da seguinte forma: Introdução e quatro capítulos (o primeiro, trata de Planejamento e Espaço Agrário, como termos conceituais e as situações contextuais da pesquisa; o segundo apresenta o Planejamento Regional e a pecuária no médio Rio Tocantins entre 1960 e 1980; o terceiro aborda a Conversão de florestas em pastagens em Novo Repartimento-PA; e no quarto discutiu-se o Planejamento Estatal e a pecuária em Novo Repartimento-PA); por fim, apresenta-se as considerações finais da pesquisa.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmicas territoriais, dendeicultura e produção de culturas alimentares: o caso do município de Moju, PA(Universidade Federal do Pará, 2020-09-25) SANTOS, Cleison Bastos dos; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273Expusemos neste trabalho a tese de doutorado intitulada: USO DO TERRITÓRIO, DENDEICULTURA E PRODUÇÃO DE CULTURAS ALIMENTARES: uma análise dos agricultores familiares integrados a empresa Agropalma, no município de Moju, Pa. Sustentamos a tese de que a dendeicultura ameaça a produção de alimentos nas localidades aonde aporta. Nossa hipótese é de que essa ameaça ocorre porque a implantação dos projetos de agricultura familiar com cultivo do dendezeiro necessita de dois recursos essenciais para sua implantação: força de trabalho e área. No caso específico dos projetos-pilotos I (2002) e III (2005), integrados a empresa Agropalma, a ocupação da área foi diferente se comparado a ocupação da área do projeto IV (2006). Objetivamos analisar os impactos da expansão da dendeicultura na produção de alimentos pelos grupos familiares integrados à cadeia produtiva do dendezeiro no município de Moju. Desejamos, neste trabalho, tal como Nahum e Santos (2015), interpretar geograficamente a dinâmica da dendeicultura no município de Moju, tendo na categoria território, usado seu ponto de partida (Santos; Silveira, 2001). Utilizamos, neste trabalho, dois procedimentos metodologicamente complementares: a metodologia analítica baseada nos conceitos de periodização e evento de Santos (2006), Santos e Silveira (2001) que nos permitiram pensar um tempo anterior (T1), a chegada do evento (projetos) e um tempo a partir da implantação dos projetos (T2) e pela metodologia operacional composta pela revisão bibliográfica dos levantamentos cartográficos, entrevistas estruturadas e semiestruturadas e dos trabalhos de campo. A tese está dividida em 3 capítulos. A mesma está estruturada em 3 partes: No primeiro capítulo analisamos o uso do território pelas famílias sitiantes antes da chegada dos projetos familiares com a cultura do dendezeiro. Utilizamos a categoria sítio camponês de Woortmann (1983) para demostrar empiricamente essas dinâmicas. Nesses sítios, os usos do território estavam submetidos a diferentes formas de trabalho, laços de solidariedade e sistemas produtivos. As produções dos sítios destinavam-se tanto para o consumo (uso) quanto para a venda (troca). No segundo capítulo, mostramos os eventos que moldaram os projetos de agricultura familiar com cultura do dendezeiro na região do Alto Moju e da PA 150, no município de Moju. Analisamos, sobretudo, os eventos que permitiram a emergência dos projetos I (Arauaí I) e projeto III (Arauaí II), que fazem parte da Associação do Desenvolvimento Comunitário do Ramal do Arauaí (ASDECRA). Já no terceiro capítulo, analisamos as transformações que o processo de integração aos projetos familiares com cultura do dendezeiro trouxe nos usos do território, nos sujeitos e na produção das culturas alimentares que alimentavam a unidade doméstica e uma infinidade de lares longícuos.Tese Acesso aberto (Open Access) O meio natural na Amazônia paraense: paisagem, configuração espacial e dinâmica social(Universidade Federal do Pará, 2021-08-26) CARVALHO, Ana Cláudia Alves de; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273Esta pesquisa integra-se ao projeto construído pelo Grupo de pesquisa Dinâmicas Territoriais do Espaço Rural na Amazônia – GDEA, onde Nahum (2018) propõe a utilização de conceitos geográficos que possibilitem analisar geograficamente a Amazônia paraense e em especifico seu processo de formação. De acordo com Nahum (2019) a Amazônia passou por uma sucessão e coexistência de meios geográficos, o meio natural sendo caracterizado pelas relações camponesas ligadas ao extrativismo; seguido de um meio técnico marcado por um período agrário ligado a atividades agropecuárias; e um meio técnico - científico - informacional sendo este rural, com atividades agroindustriais, compondo o quadro atual. Defende-se a ideia de que o meio natural ao qual a Amazônia passou compreende o período de 1616 a 1966. O ano de 1616 marca a fundação da cidade de Belém, e assim o início da formação da futura Companhia Geral do Pará e do Maranhão, definido como ponto de partida, e 1966 data o princípio da “Operação Amazônia”, conjunto de investimentos voltados para o desenvolvimento da região, como ponto de chegada. Tendo isso em conta, sustentamos a tese da existência de um meio natural na Amazônia paraense, busca-se construir uma periodização da Amazônia paraense, a fim de mostrar o movimento espacial que estruturou sua formação. Para isso, será caracteriza a paisagem, configuração espacial e dinâmica social nestes três séculos e meio, e assim singularizar o meio natural na Amazônia paraense. Pensar tal concepção exige-nos compreender que a existência dos meios geográficos caracterizados por Santos e Silveira (2001) são leituras espaciais que tem como referência a técnica. Busca-se nesta pesquisa ir além das contribuições, históricas, economicistas e sociológicas, no sentido de evidenciar a partir de uma periodização como a paisagem, configuração espacial e a dinâmica social de cada período possibilitou a Amazônia alcançar seu estágio atual. Pensando a metodologia analítica da pesquisa compreende-se que o espaço é a categoria fundamental para se compreender a ideia de período, evento e periodização em Santos (2008). Enquanto metodologia operacional, realizou-se revisão bibliográfica acerca da Amazônia paraense no período de 1616 a 1966, para assim construirmos a base de dados necessária ao entendimento da paisagem, configuração espacial e dinâmica social, da área de estudo. Incorporar a geografia no processo metodológico torna-se um desafio que se busca alcançar, no entanto, tem-se aqui uma tentativa.Tese Acesso aberto (Open Access) Produção do espaço ribeirinho na Amazônia: uma análise a partir do contexto espacial em comunidades das ilhas de Abaetetuba-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-08-31) FERREIRA, Denison da Silva; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273A análise aqui empreendida visa dar ênfase à dimensão ribeirinha do espaço na Amazônia tocantina paraense tendo como ponto de partida a porção insular do município de Abaetetuba, Nordeste do Estado do Pará, localmente conhecida como ―ilhas de Abaetetuba‖. Defendemos como tese norteadora a existência de um processo de produção espaço ribeirinho na Amazônia, a proposito da área de estudo, que não se constitui como um processo ―isolado‖, mas integra o movimento mais amplo de produção do espaço regional. A pesquisa encontra-se estruturada em quatro momentos ou eixos de análise, precedidos das considerações finais. No primeiro momento, dissolvido no primeiro capítulo, descrevemos aspectos gerais sobre o contexto espacial empírico a partir do qual estamos propondo a construção da pesquisa, ou seja, a Amazônia tocantina e particularmente as ilhas de Abaetetuba. Trata-se de uma caracterização preliminar da realidade empírica a ser estudada onde serão considerados aspectos referentes tanto à configuração territorial quanto à própria dinâmica social ribeirinha. No segundo e terceiro momentos (compreendidos no segundo e terceiro capítulos), propomos um exercício de regressão, ou seja, de reconstituição de alguns processos histórico-espaciais que tiveram importantes correlações com a produção do espaço ribeirinho na região, de maneira especial nas ilhas de Abaetetuba, como a criação dos aldeamentos comandados pelos missionários durante a primeira fase de colonização portuguesa da região; a criação de capitanias e sesmarias; o estabelecimento dos diretórios dos índios; a introdução dos escravos negros na região; assim como o desenvolvimento mais sistemático da economia dos engenhos de aguardente já numa conjuntura pós-colonial. No quarto momento propomos um retorno ao contexto espacial ribeirinho no tempo presente buscando compreendê-lo de forma mais esclarecida, ressignificada. Neste momento tomamos como ponto de partida as estratégias de organização política, especialmente aquelas que se atrelam ao uso da terra, tendo em vista suas correlações com a dinâmica de produção do espaço ribeirinho. Alinhado aos propósitos da pesquisa, elegemos como teoria norteadora a produção (social) do espaço situando os debates nos horizontes abertos pela perspectiva dialética suscitada principalmente nos escritos do filósofo Henri Lefebvre cujos fundamentos se mostraram pertinentes e adaptáveis ao desenvolvimento da análise aqui proposta. Partimos do principio de que as práticas sociais projetadas em um determinado espaço traduzem também práticas de produção do espaço. Esta produção, porém, não faz referência estritamente à produção de coisas, objetos, ou mercadorias, mas remete sua compreensão à existência de relações sociais, que inclui a produção dos objetos e a produção do espaço num sentido amplo. É nessa perspectiva que suscitamos a presente análise tendo as ilhas de Abaetetuba como lócus empírico da pesquisa.Tese Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade espacial em quilombos a partir da implantação da linha LT 230 KV no Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-10-24) MASCARENHAS, Carlos Alberto de Souza; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273Este trabalho expõe a tese de doutorado intitulada: “Vulnerabilidade espacial em Quilombos a partir da implantação da Linha LT 230 Kv no Pará”. Sustentamos a tese de que a linha prejudicou a segurança alimentar dos quilombos Santa Luzia do Bom Prazer Poacê e Itabocal Ponte em situação de vulnerabilidade ao longo de seu traçado. Partimos do pressuposto de que a Linha de Transmissão (LT) 230 kV nasce no âmbito do Plano Decenal de Expansão de Energia 2027, sendo que os quilombos de Poacê e Itabocal Ponte estão implicados nesse processo, no que se refere à: modificação do modo de vida, metamorfose do trabalho e estrutura produtiva (roças, quintais, retiros de farinha). O objetivo geral da tese é compreender a vulnerabilidade socioeconômica e a segurança alimentar dos lugares agravadas pela LT 230 kV, Vila do Conde - Tomé-Açu C2, nas comunidades quilombolas Poacê e Itabocal Ponte, no período de 2016 a 2024. Os conceitos que guiam a análise da tese são: vulnerabilidade socioeconômica, segurança alimentar e lugar. Do ponto de vista metodológico, optou-se por duas estratégias complementares: a primeira é a metodologia analítica, na qual a situação geográfica 1 (T-1) é aquela que precede as interferências geradas pela LT; E a segunda é a LT como força produtora da vulnerabilidade dos lugares, que resulta numa nova situação geográfica 2 (T-2), na qual ocorre uma instabilidade, um choque entre a política de ampliação da LT e as condições preexistentes, convertendo-se em mudanças e permanências nos lugares. A estrutura da tese está dividida em quatro partes: a primeira apresenta a introdução que contém os objetivos, a justificativa, a hipótese estruturadora, a metodologia operacional e analítica. A segunda aborda os fundamentos teórico-conceituais. A terceira apresenta o capítulo 1 intitulado de “A organização preexistente dos lugares”, expondo a configuração espacial dos quilombos de Santa Luzia do Bom Prazer Poacê e Itabocal Ponte antes da LT. A quarta apresenta o capítulo 2 denominado “A Linha de Transmissão de Energia” e demonstra a presença da LT como modificadora da configuração espacial e da segurança alimentar dos lugares. A quinta expõe o capítulo 3 “Vulnerabilidade e segurança alimentar afetadas”, cuja intenção é destacar os efeitos da presença da LT sobre os quilombos estudados.
