Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas - PPGECM/IEMCI
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2290
O Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) faz parte das atividades do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI), antigo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica (NPADC) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O PPGECM visa oferecer aos graduados e formadores de professores das áreas de Ciências (Física, Química e Biologia), Matemática, Educação Ambiental e áreas afins, oportunidade de estudos e pesquisas sobre os fundamentos atuais do ensino e pesquisa na área de Ensino de Ciências e Matemáticas (Área 46 da CAPES).
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas - PPGECM/IEMCI por Orientadores "BRITO, Maria dos Remédios de"
Agora exibindo 1 - 11 de 11
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) Aprender embriológico e ensino de ciencias: composições de um bestiário dos seres impossíveis.(Universidade Federal do Pará, 2024-01-19) COSTA, Dhemersson Warly Santos; BRITO, Maria dos Remédios deNada é perene. Tudo é embriológico, a vida é um estado de nascimento. Se o aprender ciências trata das questões que permeiam a vida, como não falar dos fluxos embriológicos em que o próprio aprender está inserido? É nesse sentido que a tese argumenta que o aprender ciências passa por um estado de embriologia, em condições germinativas, em ato de criação, propondo uma radicalidade nos processos de ensinar e aprender ciências, fazendo fluir uma outra coisa, mais profunda que a derme, o aprender ciências embriológico. Inspirados nas vicissitudes que atravessam o embrião e o pensamento da filosofia da diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari propomos que o aprender ciências embriológico possui três características: i) a ciência como maquinação; ii) o devir dos processos e iii) o encontro com os signos. Para compor essa paisagem conceitual agenciamos, além da literatura, o processo poético “O bestiário dos seres impossíveis” e seus desdobramentos nas aulas de ciências de uma escola da rede municipal de Altamira/PA. Nestas linhas de escrita, o aprender se conecta com a embriologia, em um gesto de elogio ao embrião, uma forma de abraçar as vitalidades dos seus modos de existir que podem trazer um sopro de vida para o Ensino de Ciências.Tese Acesso aberto (Open Access) A aprendizagem inventiva no ensino de ciências: composições, traçados nômades e outros encontros(Universidade Federal do Pará, 2017-08-24) RAMOS, Maria Neide Carneiro; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285O ensino de ciências, quando influenciado pelo cientificismo Moderno leva para suas práticas educativas e escolares uma modelagem dogmática, tomada por uma ciência régia/ciência de Estado. A ideia é problematizar uma aprendizagem que acontece em um campo heterogêneo, marcado pelas multiplicidades, que colocam aluno e o professor em uma aula de ciências em encontros experimentativos com aquilo que é problemático no ensino de ciências. Diante disso, indaga-se: que encontros se pode estar propenso em uma aula de ciências? Como aluno e professor movimentam uma aula de ciências pela contingência dos acontecimentos e dos signos no ensino de ciências? O que leva o ensino e a aprendizagem para um campo problemático que dispare modos inventivos nas aulas de ciências? Como esses acontecimentos, encontros, signos marcam fissuras nas padronizações, nos métodos, nas normas, teorias que tendem a dizer o como ensinar e o como aprender no ensino de ciências? A pesquisa tem como objetivos: Mapear as linhas sobre as quais o ensino de ciências se movimenta em aula de ciências por meios de variações e composições heterogêneas; Cartografar os afectos, os jogos de forças, as fissuras, os cortes, as aberturas, que percorrem aulas de ciências e colocam a aprendizagem como um processo inventivo; Problematizar em que circunstancias uma experimentação com um campo problemático pode produzir elementos para uma aprendizagem inventiva em ciências. O estudo é mobilizado pelo referencial bibliográfico da Filosofia da Diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari, assim como conexão e agenciamento com comentadores, autores da área do ensino de ciências e da educação. Nas vias do conceito de Acontecimento se arrisca em um jogo inventivo-experimentativo de uma pesquisa-tese, tomando algumas reflexões filosóficas como ferramentas interpretativas para compor uma espécie de cenário, descolando conceitos filosóficos dos autores citados acima, para pensar a educação em ciências. A pesquisa apresenta ainda um trabalho empírico, realizado no Clube de Ciências, no Instituto de Educação Científica e Matemática da Universidade Federal do Pará, apresentado em forma de recortes temáticos. Diante do trabalho teórico e empírico, pode-se dizer que a aprendizagem no ensino de ciências é percorrida por formas aberrantes, que fomentam uma estranha variação no ensinar e no aprender, que não sendo modelar percorre um campo problemático produzido pelos signos em que o aluno está propenso, sinais de uma aprendizagem disparadora de sensações, produtora de afectos no ensino de ciências – Aqui chamada de aprendizagem inventiva, sobre a qual o corpo, o pensamento encontra suas próprias linhas quando mobilizado pelos encontros, arranja suas próprias (de) composições de aprender, embora nem sempre sejam harmônicas ou pelo menos em concordância com o modo como o conhecimento é instituído.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Art(e)biologia na/com a natureza(Universidade Federal do Pará, 2018-03-03) SILVA, Carlos Augusto Silva e; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285A dissertação provoca um entre arte(e)biologia na tentativa de atritar a ciência como um modo de conhecimento fincado em suas normas específicas. Para a produção da pesquisa se ousou de ligações por entre imagens, escritas e experimentações do corpo. Percurso que instiga um biólogo, que atravessa sua(s) vida(s) e se envereda por entre cachoeiras, igarapés, cavernas e moradores atingidos por uma hidrelétrica que des-fez vidas e ambientes. O atrito do texto rizoma é a natureza. O plano de composição vem em linhas de experimentações abertas às infinitas entradas, saídas e meios, as quais foram realizadas na região do Xingu, na e próximas à cidade de Altamira-PA. O esforço teórico perpassou por inspirações da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari, bem como alguns outros que agenciaram esse encontro, como artistas e biólogos da educação e do ensino de ciências que vagueiam/pensam por entre essas conexões. Uma dissertação em que seu corpo construtivo advém por experimentações, num processo em que o exercício do não linear é um convite à abertura do pensamento e das sensações. O possível atrito/dissertação busca permear velocidades, lentidões e repousos. Seus resultados podem ser compostos para quem deseja as in-utilidades, pois o texto não quer ser interpretado, mas maquinado. Maquinem de n maneiras, se desejarem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência e verdade em Nietzsche(Universidade Federal do Pará, 2017-05-26) COSTA, José de Ribamar Oliveira; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Esta pesquisa bibliográfica investigou ciência e verdade em Nietzsche e teve por objetivou trazer algumas questões reflexivas sobre a educação em ciência. Nietzsche é o pensador que pontua revirada representacional a partir do conceito de vontade de verdade. Sendo a verdade da ordem do mundo, das valorações e dos interesses morais sem essência ou forma fixa. Tal conceito é atravessado por questões culturais, políticas e sociais. Cruzam a obra de Nietzsche interesses pelo conhecimento, pela verdade e pela ciência. Em sua obra, a perspectiva que lança sobre o saber científico sempre foi a de que este abre caminhos para a crítica, embora em muitos momentos, em sua forma experimental e perspectivista, retome essas reflexões para mostrar o referencial contingencial da ciência. O que desagrada Nietzsche é pensar que a ciência pode ser colocada como um saber superior, com acentuada racionalidade, impedindo o homem de exercitar seu potencial criador e inventivo, pois ele sabe que o intelecto assume o maior ato inventivo. Por isso, solicita a arte como forma de lembrar que há no conhecimento muito mais que criação do que certezas e verdades. A pesquisa apresenta que a literatura de Nietzsche pode ser inspiradora para a educação em ciências, não por negar a ciência, mas para afirmar o conhecimento enquanto alegria, vida, humanidade e criatividade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contos de tradição oral e educação ambiental: uma prática interdisciplinar em aulas de ciências(Universidade Federal do Pará, 2017-02-15) SANTOS, Diana Gonçalves dos; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Este trabalho foi desenvolvido com estudantes do 4° ano da educação básica da escola Regime de convênio Monsenhor Azevedo, oriundos da ilha do Combu. Trata-se especificamente de práticas didáticas de caráter interdisciplinar e transdisciplinar, cuja pretensão foi resgatar a cultura local por meio dos contos de tradição oral, bem como mobilizar atitudes reflexivas sobre o contexto ambiental relacionando um dos problemas mais destacados no meio de comunicação: a falta de água em determinada localidades. A proposta nos motivou na busca de vários estudos teóricos no que se relaciona aos povos primitivos que viviam antes da colonização portuguesa, em meio suas crenças, mitos e histórias contadas, bem como, nos estudos relacionados ao meio ambiente e a recursos hídricos. Cabe destacar a imersão em campo com rodas de conversas com os genitores dos estudantes, para compreensão das narrativas orais que as crianças trazem sobre sua cultura local nas atividades. Assim a proposta nos possibilitou a compreensão de que os saberes tradicionais potencializam o processo de alfabetização científica nas diversas áreas de conhecimentos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O corpo e a experiência de si: experimentações com o ensino de ciências(Universidade Federal do Pará, 2021-04-13) SILVA, Nadson Fernando Nunes da; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/ 0000-0002-0478-5285Este processo de escrita traz o corpo como mecanismo de forças que atravessam a pesquisa e o pesquisador por uma escrita de si, delineando os percursos que os tomam a partir da diferença e multiplicidade que compõem saídas para discorrer sobre outras formas de compreender o que pode vir a ser um corpo. Por essas linhas compartilhamos dos escritos de Deleuze e Guattari indo ao encontro a Filosofia da Diferença fazendo com que o pensamento corra na possibilidade de alcançar outros lugares onde a memória, o corpo, a ciência e a educação se cruzam criando devires por onde a pesquisa toma potência. A escrita nesse contexto emerge como ponto de ruptura fragmentada entre linhas poéticas, colagem, fotografias, desenhos e rabiscos que colidem com o texto causando aberturas para experimentar a diversidade de um corpo-bicha que transita a educação como professor de ciências e que ocupa o território amazônico como lugar da experiência. Dessas vivências trazemos a educação como espaço que consomem a existência por marcadores sociais que pontuam a diferença assinado corpos por uma linha muito tênue que cabe nas páginas biológicas e consequentemente nas aulas de ciências. Ao traçar esses questionamentos buscamos as experimentações como processos que se deslocam em direção a outras formas de manifestação, onde são possíveis criar possibilidades de ensino para aulas de ciências, deslocando as imagens corporificadas do seu status biológico ao sentir suas vibrações, sexualidade, identidade, subjetividade e desejos que rasgam a formas descolando-o de suas funções organizadas. Por essas travessias deseja-se romper com a ideia do que se tem arquitetado sobre o corpo, nos debruçando sobre as imagens que os livros didáticos nos trazem como fonte de conhecimento e aprendizagem para o ensino de ciências, emergindo como um convite que descola o corpo e o pensamento de sua base sólida, colidindo a uma educação mais solúvel e esteticamente sensível ao experimentar imagens em movimentos. Temos assim por esses deslocamentos um corpo e uma educação movente que desalinha as costuras rígidas e encarna uma nova abordagem de imagem-corpo no sentido que a experimentação acontece dentro e fora do percurso educacional, apontando que as aulas de ciências também se compõem de sua desconstrução no desejo de alcançar um ensino onde o corpo torna-se fonte de invenção e a educação um lugar a ser experimentado na sua pluralidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Currículo e ensino de ciências na educação de jovens e adultos: entre linhas, saberes e diferença(Universidade Federal do Pará, 2013-03-30) CORRÊA, Edilena Maria; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285A pesquisa é resultado de um estudo que buscou tatear as margens de um currículo de ciências por vias de suas potências e possibilidades criativas, problematizando, por outro lado, o currículo de ciências que se põe encastelado por conhecimentos objetivos. Com isso, o estudo visa pensar a ideia de um currículo que permeia a diferença. O estudo levanta as seguintes questões de investigação: o que podem os saberes populares que emergem no entre currículo escolar? Que modos, que experiências poderiam ser pensadas no espaço escolar da EJA/Cametá no ensino fundamental que pudessem possibilitar um currículo da diferença? É possível pensar uma imagem de currículo de Ciências da EJA, que esteja para além do mero posto, dado, e seja a favor da diferença? O objetivo principal foi investigar se o saber popular, que emerge no entre o currículo escolar de ciências, pode potencializar novos modos de existências e experiências criativas no que diz respeito ao currículo de ciências da Educação de jovens e Adultos do município de Cametá-Pa, assim como as possibilidades e os efeitos que esses saberes trazem para esse currículo. Para tanto, elegeu como fonte de estudo, material bibliográfico e empírico. O referencial teórico toma o pensamento da diferença de Gilles Deleuze e Felix Guattari, os conceitos utilizados foram: menor, rizoma, transversalidade e diferença. A escolha dos autores se deu por entender que eles possib ilitam ir além de um pensamento sedentário e neutralizante de currículo, do mesmo modo por entender que ambos os autores radicalizam qualquer pensamento dogmático a favor da diferença. Dessa forma, por mais que esses autores não tenham pensado a educação, buscam um pensamento da resistência, da transversalidade, o que permite pensar o currículo de ciências por vias abertas e flexíveis e contribui para promover a integração entre saberes populares e científicos no currículo de ciências. A parte empírica da pesquisa consiste na vivencia de experiências em aulas de ciências concepção menor com estudantes e um professor de ciências da Educação de Jovens e Adultos (ensino fundamental) de uma escola pública do município de Cametá, com os quais experimentei um esboço de currículo de ciências por seus movimentos, por suas potências e possibilidades. Para registro de tais experiências foi usado o diário de campo, no qual foram feitas anotações das conversas formais e informais com estudantes e o professor, dos encontros e das aulas-experiências realizadas em sala de aula junto com professor, aluno e pesquisadora. Trago a ideia de currículo a partir de uma visão que permita trânsito entre saberes, mas um meio de onde nasce e transborda o movimento. E é sob essa perspectiva de currículo que discorre a pesquisa, pela força da diferença em detrimento da identidade, o devir em vez do ser. É possível pensar um currículo pelas vias da diferença, quando estudantes, escola e professores permitem atravessamentos no currículo.Tese Acesso aberto (Open Access) Currículo menor de ciências: atravessamentos por uma escola ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense(Universidade Federal do Pará, 2019-04-30) CORRÊA, Edilena Maria; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Um currículo é um modo de vida, de existência, um espaço de experimentar, de fazer e de produzir. Um currículo é uma discursividade, é um processo de produção. Um currículo é vida. Nas práticas educativas habitam vidas, fazeres em movimentos, um currículo de ciências assim como um currículo em outras áreas de saberes sempre é um processo de inventividade. Para esse processo de pesquisa-criação a ideia advém pelo argumento de que o currículo de ciências é vida, embora esteja oficialmente nas malhas duras e sedentárias. A ciência é um saber também produzido na inventividade como qualquer outro. Dessa forma, o currículo de ciências que se pontua nessa pesquisa vem pelas linhas menores, agenciado por potências vivas das vidas comunitárias, dos modos de produção alimentares e processos singulares dessas vidas que cruzam o ambiente escolar ribeirinho. Entendendo o currículo de ciências atravessado pelo saber escolar e os saberes habituais de uma comunidade ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense. A pesquisa invenção se deu entre moradores da Ilha de Pacuí de Cima, município de Cametá-Pa, na Escola Professor Fulgêncio Wanzeler e teve como questões disparadoras: que potências um currículo menor de ciências oferece para o alargamento das práticas educativas? O que podem as práticas menores de um currículo de ciências? Como o currículo de ciências menor se produz pelas singularidades? A pesquisa invenção tem como objetivo criar, singularmente, um currículo de ciências menor atravessado por n’composições de saberes que arrastam a ciência para outras visibilidades no espaço da escola da Ilha de Pacuí. A ideia é pensar um programa de experimentação que ofereça vozes às heterotopias. Dessa forma, a pesquisa vem cruzada pelo pensamento teórico da Filosofia da diferença deleuziana por modos de variações e deslocamentos conceituais, também promove um esforço de criação poética de um caderno de professora/estudantes atravessado pelas potências curriculares de ciências em variação de uma escola ribeirinha da Amazônia Tocantina Paraense. O processo poético do caderno é atravessado pela criação de um currículo menor de ciências no envolvimento de práticas escolares no ambiente amazônico. Além disso, a Tese agencia, poeticamente, imagens diversas, desenhos, colagens, digressões entre atravessamentos das águas e fotografias. A Tese também produz, amadoramente, um caderno de imagens fotográficas, registros diários dos meus atravessamentos entre a escola e a comunidade que dar a pensar o currículo de ciências. Como aposta de passagem-conclusão, a tese criação entende que um currículo menor não é um modelo a ser seguido, nem um pacote engradado se saberes acabados. O currículo menor de ciências que atravessa a tese criação atenta para as linhas da singularidade, como um programa de experimentação que atravessa a vitalidade de cada escola, professor, estudante. Uma aposta nas aberturas das práticas curriculares de ciências.Tese Acesso aberto (Open Access) A escrita de si na docência de matemática: inquietações éticas da figura do professor em formação(Universidade Federal do Pará, 2021-04-22) CASTILLO, Ana Del Valle Duarte; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285A ética, assumida como uma forma de relação com nós mesmos e com o outro, não tem sido o foco de atenção dos Educadores Matemáticos, isto se mostra nas poucas pesquisas sobre esta temática. A grande maioria das pesquisas neste campo de estudo, apresenta o conhecimento matemático como algo do qual o estudante se apropria de forma individual, sendo o saber concebido como uma mercadoria que os professores vendem aos estudantes. Ademais, as reflexões sobre o ensino-aprendizagem da matemática tem sido, em geral, direcionadas à busca de mecanismos que facilitem a aprendizagem desta disciplina. As primeiras reflexões em torno do final do século XIX e início do século XX, em que emerge o nosso campo de estudo, situam-se ao redor do currículo que a escola necessita para responder às necessidades cada vez mais urgentes das sociedades que embarcam no caminho da industrialização. Por meio do qual, correntes educativas se caracterizam pelo interesse no desenvolvimento de processos de aprendizagem de conceitos matemáticos e não é levado em conta a formação de valores éticos. Por um lado, os saberes da escola e as estruturas das instituições educativas são utilitarista e individualista. Por outro, temos verdades reducionistas que apresentam algumas matemáticas escolares através de currículos dirigidos ao desenvolvimento de técnicas, uma aprendizagem impessoal, um ensino baseado em livros e por vezes em suposições falsas. Uma dimensão ética no ensino da matemática torna-se fundamental para efetivar uma melhor relação entre estudante e professor e para explicitar algumas escolhas que faz o professor no momento do ensino da matemática, como, por exemplo, estudar contextos relacionados ao preço do quilowatt na periferia das principais cidades. A tese parte do seguinte argumento: a ética na docência do professor de matemática em formação possibilita uma abertura para o cuidado de si, cuidado das práticas educativas (aluno, professor, espaço educativo). O ensino da matemática se torna sensível ao outro, ao mundo. O objetivo desta pesquisa é apresentar a ética na docência do professor em formação que irá ensinar matemática por meio da prática da “escrita de si”, no que se refere ao “cuidado de si” e ao cuidado do outro. O estudo dialoga teoricamente com Michel Foucault (2005, 2006, 2007, 2010), sem necessariamente permanecer nele, mas fazê-lo indica abertura para o pensamento. Com isso, a tese dialogará, de modo geral, com autores do campo da matemática e da educação. A parte prática, por sua vez, consistiu em realizara exercícios filosóficos de escrita de si na sala de aula, feitos com professores em formação continuada pertencentes ao curso da Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens da Universidade Federal do Pará, ano de 2018-2019, em particular, exercícios de escrita com preocupação relacionada à docência de matemática. Estes exercícios ocorrerem em forma de narrativas orais e escritas, destacando-se o último deles para esta tese. Como resultados, foi possível expor como, na educação matemática, são praticáveis e possíveis (as) aberturas aos espaços de escuta, de narrativas, de escritas de si, que permitem olhar a si mesmo, suas práticas e condutas, construindo uma prática educativa que percorre uma estética da existência, na medida em que as verdades dogmáticas do campo formativo podem ser colocadas em reflexão e por tanto, em estágios de conhecimentos para que os professores em formação passem, a seguir, para um fazer ético além dos fazeres mecânicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Literatura e sexualidade e educação: apontamentos intercessores para o ensino de ciências(Universidade Federal do Pará, 2019-03-23) COSTA, Dhemersson Warly Santos; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Os encontros com a literatura, a filosofia da diferença e o ensino de ciências mobilizaram esta escrita, instigada pela problemática da sexualidade, tema recorrente na disciplina de biologia, porém, vinculada as concepções morfo/fisio/lógicas e a reprodução da prole, reproduzindo o discurso científico que sistematiza a vida em uma estrutura, uma unidade que rejeita as variações. A sexualidade, envergada nesse pensamento, percorre o caminho da sistematização, da fragmentação e da generalidade. A vida, porém, não é um absoluto, as sexualidades entram a todo tempo em variações, compondo outros possíveis. Questiona-se nessa escrita: a sexualidade somente pode ser problematizada pelas lentes teóricas da ciência/biologia? Será possível pensar a sexualidade emaranhada em outras perspectivas? É possível experimentar a sexualidade desvinculada da genitália? Que problemas a literatura é capaz de suscitar para pensar outras sexualidades para além do discurso biológico? O que ressoa do encontro entre educação em ciências e literatura no debate sobre a sexualidade? Que interseções são possíveis? Que aprendizados são mobilizados por esses encontros? Sem pretensões formativas ou metodológicas, o que se pretende é experimentar com a literatura de Caio Fernando Abreu (Morangos Mofados, 2015), blocos de sensações que mobilizem outras formas de devir-pensamento na escrita, no corpo, na sexualidade, na vida, entrecruzando com a filosofia da diferença para então fazer provocações ao ensino de ciências.Tese Acesso aberto (Open Access) O que pode um geocorpo? saúde, doença e morte atravessados nas linhas vitais de pacientes terminais(Universidade Federal do Pará, 2016-02-25) NASCIMENTO, Lucineide Soares do; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211A pesquisa surgiu do interesse em compreender como os pacientes terminais criam forças para viver mesmo com as inúmeras dificuldades e com as limitações ocasionadas pela doença e pelos efeitos colaterais dos tratamentos radicais. Com uma metodologia meio movediça que se constituiu ao longo do trabalho, a pesquisa contou com o acompanhamento de dois pacientes terminais e seus familiares e com o relato de duas pessoas que cuidaram de seus genitores, também diagnosticados como pacientes terminais, até o óbito. Dentre os procedimentos, houve o uso de entrevistas, de diários de familiares, de observações durante as visitas aos pacientes em suas residências e em suas várias idas aos hospitais em busca de tratamento médico. A imersão e produção do pensamento se deram nas confluências e conexões entre as experiências dos pacientes terminais, acumuladas durante os encontros com esses pacientes, com familiares e com a leitura atenta às teoriazações de Deleuze, de Guattari e de Nietzsche, dentre outros. As questões a seguir ajudaram a dar algum norteamento para o trabalho de pesquisa: como os pacientes em estado terminal experienciam o seu corpo no intermezzo vida e morte? Que acontecimentos são suscitados entre desacreditar de tudo e acreditar em momentos possíveis de saúde, ou seja, o que emerge entre a impotência e a potência do corpo? Que subjetivações/individuações nebulosas são criadas ou inventadas nesse entre vida e morte na superfície do corpo? Como esses corpos provocam/problematizam ou impactam as nossas noções tradicionais de corpo saudável e de corpo doente? E, o que mais importa para esses pacientes, quando experimentam o adoecimento de seu corpo? Tais questões foram desdobradas nos objetivos de detectar os modos como os pacientes em estado terminal experienciam possíveis momentos de velocidades lentas e/ou frenéticas de saúde para seus corpos, mesmo no estado de doença no qual se encontram; discutir os processos de subjetivação que se inscrevem nos corpos desses pacientes que são atravessados pelos estados de saúde, de adoecimento, de vida e de proximidade com a morte e problematizar os modos de reinvenção do corpo saudável criados por esses pacientes com os conceitos tradicionais de corpo, de saúde e de doença oriundos principalmente da biomedicina. Como principais resultados a experimentação do pensamento levou a criação do conceito de geocorpo e outros que o compõem como saúde possível, solidão rodeada, solidão miserável e corpo apaziguado corroborando a tese de que os pacientes em estado terminal inventam e reinventam suas subjetividades e percorrem um nebuloso movimento entre vida e morte, entre saúde e doença, que os forçam o repensar de outros modos de entendimento do corpo, da vida e da saúde. O corpo nesse intermezzo fomenta um movimento de dobras e de redobramentos percorrido por experiências de momentos de velocidades lentas e/ou frenéticas de saúde, (mesmo no estado de doença no qual se encontram, através da eliminação ou exclusão mental dos órgãos comprometidos) e tendem a providenciar uma saúde provisória para a sua própria existência. Um geocorpo que experiencia transmutar ou ver e dizer de si outros modos. O que possibilita comunicar com o desmanchamento do idêntico para dobrar o “outramento” (um outro de si, um outro de outro). A tese fomenta outras perspectivas de corpo humano para além do modelo orgânico, o que pode vir a ser uma contribuição para o Ensino de Ciências e para a com-vivência com/dos pacientes terminais.
