Teses em Geografia (Doutorado) - PPGEO/IFCH
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Navegando Teses em Geografia (Doutorado) - PPGEO/IFCH por Afiliação "UFPA - Universidade Federal do Pará"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Deliveryzação do território? difusão e práticas espaciais dos trabalhadores de delivery no espaço metropolitano de Belém(Universidade Federal do Pará, 2024-02-20) CARVALHO, Raimundo Sócrates de Castro; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168; ROCHA, Gilberto de Miranda; COELHO NETO, Agripino Souza; CHAGAS, Clay Anderson Nunes; LIMA, Ricardo Angelo Pereira de; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749; http://lattes.cnpq.br/1597179534966668; http://lattes.cnpq.br/3537327292901649; http://lattes.cnpq.br/1993748824383678; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0003-3714-510X; https://orcid.org/0000-0002-4223-0192; https://orcid.org/0000-0002-3532-422XA tese tem como objetivo analisar o processo do trabalho uberizado no espaço metropolitano de Belém a partir dos anos de 2000, buscando refletir sobre as transformações no contexto do mundo do trabalho na dimensão espaço-tempo, em que tanto a cidade e suas dinâmicas sociais, processos espaciais e realizações do território pelo seu uso, conjuntamente e por meio de afeições indissociáveis, estabeleceram interposições ao advento do modo capitalista de produção, que possibilitaram tessituras que exteriorizaram o espaço metropolitano. Espaço que passa a constituir complexas relações à sua fase mais hegemônica e subordinadora na condição de exploração (neoliberalismo e globalização), assim como sua consolidação e expansão vilipendiadora dos direitos e garantias sociais, que se exteriorizam nos processos espaciais, mediante vetores em que as feições de centro e centralidade realizam-se pelas formas mais precárias do trabalho, que passam a ser processadas no e pelos processos espaciais, materializados na desrealização do trabalho. Defendemos a tese de que a nova condição do trabalho uberizado dos motoentregadores de delivery no espaço metropolitano de Belém, como expressão dos novos nexos da globalização neoliberal, marcados por intensa precarização da mão de obra, vem contribuindo para o aprofundamento de diferenciações, desigualdades socioespaciais e para o processo de subsunção e privação dos direitos sociais básicos do trabalhador, constituindo-se como negação do direito ao trabalho digno e ao exercício de sua cidadania. A pesquisa aqui desenvolvida promoveu levantamento e análise bibliográfica, levantamento e análise documental, aplicação de formulários, observações sistemáticas qualitativas, produção cartográfica, registros fotográficos e entrevistas semiestruturadas com trabalhadores motoentregadores de delivery. A relevância da tese está relacionada à necessidade de se evidenciar as novas condições de trabalho uberizado no espaço metropolitano de Belém, na segunda década do século XXI, face ao processo de metropolização, reestruturação urbana e da cidade e suas expressões nas paisagens urbanas, nas condições de exclusão social, desemprego, precarização e informalidade, assim como seus desdobramentos inerentes à exploração do trabalho em um mundo marcado pelo fortalecimento do neoliberalismo e por intensa globalização fragmentária.Tese Acesso aberto (Open Access) O passo a passo do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica e Xingu pela produção do contraespaço(Universidade Federal do Pará, 2024-01-03) SOUZA, Ana Paula dos Santos; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024; OLIVEIRA NETO, Adolfo da Costa; MAGALHÃES, Benedita Alcidema Coelho dos Santos; MIRANDA, Rogério Rego; FERNANDES, Bernardo Mançano; http://lattes.cnpq.br/3108272104911953; http://lattes.cnpq.br/7484794171047694; http://lattes.cnpq.br/4960836976718202; http://lattes.cnpq.br/2836764800084585; https://orcid.org/0000-0003-0420-6295; https://orcid.org/0000-0001-7536-5184; https://orcid.org/0000-0001-6309-7653; https://orcid.orgA Amazônia é um lugar onde existem lutas intensas pelos direitos das populações das cidades, do campo, das águas e das florestas. Na raiz dessas lutas está o modo como os governos e o capital hegemônico enxergam a Amazônia: provedora de riquezas para o Brasil e o mundo, a partir de sua paisagem convertida em recursos. Diante dessas práticas as populações que vivem nesse bioma se tornaram sujeitos fora da ordem de prioridade dos governos, restando aos agricultores familiares, povos indígenas, pescadores, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, moradores das periferias das cidades e vilas manifestarem sua contrariedade a essa racionalidade que os exclui. Esse estudo foi realizado na região sudoeste do Pará, entre os municípios de Pacajá e Rurópolis ao longo da Transamazônica, e pelo Xingu, de Vitória do Xingu até porto de Moz. O objetivo é analisar as ações do Movimento Pela Sobrevivência na Transamazônica (MPST), atualmente Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), identificando qual a relevância do papel desempenhado por ele na melhoria da vida das populações e nas mudanças no território da Transamazônica e Xingu. O estudo começa com o registro da voz dos migrantes que vieram para essa região antes, durante e depois do Projeto Integrado de Colonização (PIC). A meta é identificar os motivos para migrar, as condições de chegada na nova terra, a participação e formação dos movimentos sociais e os desafios da relação com o governo federal. Analisa-se também a trajetória do MPST, surgido em 1990, formado inicialmente por esses migrantes e o apoio da igreja católica, a partir das Comunidades Eclesiais de Base. A categoria de base desse estudo é o espaço geográfico conforme definido por Milton Santos: um híbrido qualificado pelo sujeito. No espaço dominante, constrangidos pelo capital, os migrantes e seus apoiadores, a partir de suas lutas, produziram seus contraespaços, conforme Ruy Moreira. Denunciaram, construíram proposições coletivas e provocaram mudanças na configuração do território da Transamazônica e Xingu. Para melhor compreensão da formação e dos desdobramentos desses contraespaço, fez-se um recorte em três bandeiras de luta importantes para os movimentos: Questão fundiária e ambiental, crédito agrícola e educação. A última parte do trabalho traça um panorama dos movimentos sociais da atualidade nessa região: quem são e quais desafios enfrentam. Os resultados desse estudo demonstram que o MPST com suas mobilizações coletivas e regionalizadas produziu um contraespaço dentro da ordem hegemônica do PIC, garantindo voz e direitos para as populações. Suas práticas perduraram e influenciaram o surgimento de outros movimentos.
