Dissertações em Geografia (Mestrado) - PPGEO/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2346
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Geografia (Mestrado) - PPGEO/IFCH por Afiliação "UFPA - Universidade Federal do Pará"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição da agricultura urbana e periurbana ao desenvolvimento local do município de Marituba - Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-03-06) FRAGELUS, Kente; LIMA, Ricardo Ângelo Pereira de; http://lattes.cnpq.br/1993748824383678; https://orcid.org/0000-0002-3532-422XO objetivo desta pesquisa consiste analisar a contribuição da agricultura urbana e periurbana no desenvolvimento local do município de Marituba-PA. Assim, a metodologia apresentou um caráter quali-quantitativo baseada em visitas das parcelas agrícolas (observação direta), reuniões com agricultores e entrevistas semiestruturadas. Em seguida, usamos GPS map 62s e drone phantom 4 para localização das áreas agrícolas e fotografia aéria. Em síntese, os resultados de nossa discussão teórica sobre os conceitos Território, Territorialidade e Poder permite nos concluir que eles são relacionandos todos à geografia e respeitem a espacialidade humana e presentes também nas outras áreas de conhecimentos, cada uma com enfoque centrado em uma determinada perspectiva. Igualmente, afirmou que os dois circuitos da economia urbana: o cicuito inferior como o circuito superior não se articulam da mesma forma porque eles estão em oposição e suas características são diferentes. Os dois circuitos se completam enquanto permanecem diferentes um do outro. Certamente, os resultados obtidos demonstram que a agricultura urbana e periurbana contribui significativamente na segurança alimentar e a geração de renda bem como no desenvolvimento local do bairro Uriboca. Além disso, os agricultores são, na sua maioria, pessoas com baixa nível de escolaridade e agricultura é sua principal atividade. Assim sendo, os tomares de decisões deveriam desenvolver políticas públicas que incentivarão essa atividade a gerar mais lucros para o bem-estar dos moradores de Marituba.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Modelagem ambiental na floresta nacional do Jamanxim-PA: proposta de cenário futuro(Universidade Federal do Pará, 2022-02-21) GAMA, Luana Helena Oliveira Monteiro; ALMEIDA, Arlete Silva de; http://lattes.cnpq.br/1511094180664778As áreas protegidas foram criadas essencialmente para a conservação da fauna e flora. Analisar suas dinâmicas socioambientais torna-se um desafio, e ao mesmo colabora para a compreensão da paisagem. O presente estudo tem como objetivo modelar cenários futuros a partir de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento na Floresta Nacional (FLONA) do Jamanxim-PA, com base na classificação de uso da terra dos anos de 2013 e 2020. Analisar as variáveis independentes por meio da Inteligência Artificial. Aplicar o modelo do DINAMICA EGO usando o método de transição para simular trajetórias de desmatamento até 2030, baseado nas variáveis dependentes (cobertura e uso da terra 2013 e 2020) e variáveis independentes (altimetria, declividade, distância às estradas, distância à assentamentos e distância à hidrografia. Os altos índices de desmatamento nos limites das unidades de conservação, acarretam grandes perdas ambientais ao longo do tempo. Segundo o INPE, o estado do Pará apresentou a maior perda florestal dos estados da Amazônia brasileira em 2019, um total de 3.862 km2, com uma taxa de aumento de 41% quando comparado a 2018. Através do modelo matemático é possível analisar “Onde” será desmatado; “Quando” será desmatado e quais as taxas de desmatamento; e “Como”, qual será a representação espacial das novas áreas de modificações, ou seja, como será o processo de desmatamento. Com base na dinâmica cobertura e uso da terra e dos elementos que compõem a paisagem, como por exemplo, as variáveis independentes, é possível realizar projeções futuras de desmatamento na FLONA do Jamanxim. Aborda-se teorias de autores representativos de diferentes correntes da Geografia, para conceituar espaço, paisagem e modelagem dinâmica. Na Geografia Física, parte-se dos conceitos de Bertrand. Para a Geografia Quantitativa tomou-se como base Waldo Tobler. A discussão da Geografia Crítica está baseada nos trabalhos de Milton Santos. E Soares-Filho para a modelagem dinâmica espacial. A metodologia foi dividida em três fases principais: 1- Processamento das imagens de satélite, utilizando-se o método de classificação supervisionada através do algoritmo de Máxima Verossimilhança; 2- Processamento das variáveis independentes; 3- Etapa considerada principal do estudo, que consiste na modelagem espacial no DINAMICA EGO. Como resultado da análise de cobertura e uso da terra, observou-se que houve redução de área de 112,51 km² (0,87%) de floresta primária, e aumento da classe mosaico de ocupações (desmatamento) com área de 393,53 km², equivalente a 3% de área desmatada. As principais atividades observadas foram: exploração florestal e mineração. Nota-se ainda, um padrão de desmatamento classificado como geométrico e regular, com atividades econômicas, como a agricultura, e principalmente monoculturas de grão e pecuária de média a larga escala, e estágio intermediário de ocupação. As variáveis independentes assumem o modelo GTP de Bertrand, para observar a dinâmica da paisagem. Observou-se que 0,28% da floresta primária foi convertida para desmatamento. Ou seja, de 2013 a 2020 o desmatamento está ocorrendo a uma taxa líquida de 28% ao ano. E há alta probabilidade de transição de floresta primária para mosaico de ocupações, e de exploração florestal para mosaico de ocupações ao norte e ao sul da FLONA do Jamanxim, áreas estas, que podem estar associadas a implantação de estradas (BR-163), e aos projetos de assentamentos PDS Brasília e Projeto Vale do Jamanxim, que consequentemente podem causar impacto à resiliência da paisagem. Com base na modelagem e análise de cenários futuros, verifica-se que pode haver perda de 198,79 km² (1,52%) de floresta primária, e aumento considerável de desmatamento de 155,20 km² até 2030. O mapeamento deste estudo, pode apoiar ações das políticas públicas, por meio da análise de impactos de leis e identificação de áreas prioritárias para ação governamental na FLONA do Jamanxim. Com base na modelagem espacial, em conjunto com os planos de comando, controle e monitoramento, é possível orientar o desenvolvimento socioambiental, econômico e cultural nesta UC, para manutenção e conservação dos bens naturais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança no rio Xingu-Altamira-Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) SOUSA FILHO, Hudson Nascimento de; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024A presente pesquisa aborda questões oriundas da produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança, localizada em um arquipélago de ilhas fluviais à montante da cidade de Altamira-Pará no rio Xingu. Por estar em baixas latitudes, tal comunidade apresenta-se sob regime climático tropical de curta estação seca (clima do tipo am), com formações de residências palafíticas que ocupam as planícies (o “beiradão”), as quais recebem influência do regime de cheias do rio, que também propõem campos férteis para atividades agrícolas de policultura. Destarte, de maneira geral, este trabalho de pesquisa busca compreender o processo de produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança, a princípio, listando os aspectos da paisagem no cotidiano da comunidade, bem como, somado a esses objetivos, acrescenta-se o de construção de certa análise reflexiva acerca das relações de trabalho que atribuem funcionalidade a configuração territorial da comunidade. Buscou-se construir certa análise voltada para dinâmica espacial com observação empírica das condições socioambientais existentes no cotidiano estudado e, para tal feito, a equipe de pesquisa contou com a aplicação de entrevistas em formulário e o levantamento de imagens aéreas obtidas com drone que auxiliou na observação da paisagem. Assim, menciona-se o fato de ter ocorrido atividades de investigação em campo construídas com a intencionalidade de estruturar dados e coletar informações de relevância espacial histórica, socioeconômica e ambiental acerca do contexto no qual se apresentam as condições de vida dos ribeirinhos da comunidade de Boa Esperança. Esta, por sua vez, apresenta traços de sua ancestralidade vinculada aos seringueiros que migraram do Nordeste para trabalhar nos seringais do médio Xingu, em sua maior parcela, na extração do látex das seringueiras nativas da região em meados do século XIX, década de 1870. Desde então, atividades de trabalho como o extrativismo, o roçado e a pesca artesanal têm sido base de sustentação e de comércio das famílias ribeirinhas que se constituíram com a territorialização do sistema de aviamento na região, no período do primeiro ciclo da economia gomífera.
