Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento - PPGTPC/NTPC
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2332
O Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento(NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA), iniciou suas atividades em 1987 com o curso de Mestrado Acadêmico em Psicologia: Teoria e Pesquisa do Comportamento. O curso de Doutorado passou a ser oferecido a partir do ano 2000.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento - PPGTPC/NTPC por Autor "ALVÃO, Maureanna Cardoso"
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Tese Acesso aberto (Open Access) O primeiro ano escolar como transição ecológica no desenvolvimento neuropsicomotor de crianças: qualidade do ambiente, envolvimento parental e de professores(Universidade Federal do Pará, 2020-06-30) ALVÃO, Maureanna Cardoso; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651O primeiro ano escolar é considerado uma importante transição ecológica na infância, porque nele são esperadas mudanças de ambiente, papel ou ambos, o que estimula alterações no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Por isso, investigações sobre esta transição tornam-se cada vez mais necessárias e atuais, particularmente quando se considera a possível influência neste processo de variáveis como a qualidade do ambiente da escola, o nível socioeconômico da família, o envolvimento parental e de professores. Esta pesquisa possui caráter descritivo-correlacional, com abordagem quantitativa dos dados e desenho transversal e longitudinal. Objetivou demonstrar se e como o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças no primeiro ano da vida escolar ocorre e como é influenciado pela qualidade do ambiente da escola, pelo nível socioeconômico de suas famílias, pelo envolvimento de pais e de professores no contexto pesquisado, entendendo este processo como uma transição ecológica. De modo específico, relacionou-se longitudinalmente o desenvolvimento neuropsicomotor das crianças pesquisadas com seu nível socioeconômico familiar, a qualidade do ambiente escolar, o envolvimento de pais e de professores, nos primeiros e nos últimos meses de aula; relacionou-se o desenvolvimento neuropsicomotor das crianças pesquisadas com o nível socioeconômico, a qualidade do ambiente escolar, o envolvimento de pais e de professores, em diferentes escolas, nos últimos meses de aula; e, ao final, correlacionaram-se as variáveis pesquisadas, longitudinalmente e transversalmente. Participaram 168 pessoas, sendo 80 crianças, de dois a cinco anos de idade, matriculadas em diferentes escolas, pública (1) e particular (2), e seus respectivos pais e/ou responsável familiar (80) e professores (8) vinculados às turmas do Maternal, Jardim I, e Jardim II, em Belém/PA. A pesquisa ocorreu nas dependências internas das escolas selecionadas para a coleta de dados, segundo a conveniência das crianças, pais e/ou responsável familiar e professores. Com as crianças, foi aplicado o Questionário de Caracterização Biopsicossocial da Criança – QCBC, o Teste de Triagem do Desenvolvimento de Denver II – TTDDII. Enquanto que com os pais e/ou responsável familiar foi aplicado o Questionário de Envolvimento Parental na Escola Secundária Versão para Pais, além do Critério de Classificação Econômica Brasil e do Índice de Desenvolvimento da Família – IDF. Já entre os professores foi utilizado o Questionário de Envolvimento de Professores – Versão para professores. Também foi utilizado um instrumento para avaliar a qualidade do ambiente escolar – a Escala de Avaliação de Ambientes de Educação infantil (ECERS- Revised). A coleta de dados ocorreu nos primeiros e últimos meses do ano 2016. Foi realizada análise estatística dos dados. Os principais resultados do estudo longitudinal mostraram que houve avanço no DNPM ao longo do tempo, considerando-se os primeiros e os últimos meses de aula. Verificou-se associação estatística significativa entre os domínios do DNPM nos primeiros e nos últimos meses aula e variáveis pesquisadas, tais como, brincadeiras preferidas das crianças, envolvimento parental, envolvimento de professores e qualidade do ambiente escolar, com exceção do nível socioeconômico familiar, avaliado pelo Critério de Classificação Econômica Brasil. Já no que concerne ao estudo transversal, a maioria das crianças que foi considerada com desenvolvimento normal estudava em escola pública. No que se refere à escola pública e às privadas, três domínios do DNPM apresentaram associação estatística significativa com asseguintes variáveis: idade, nível socioeconômico familiar, envolvimento parental, envolvimento de professores e qualidade do ambiente escolar. No tocante ao estudo correlacional, dentre os principais resultados, nos primeiros e últimos meses de aula, as mais fortes correlações a 1 (positivas) envolveram as variáveis envolvimento de professores - ir às reuniões da direção, teve correlação com a afirmação fazer atividades que ajudam na aprendizagem dos alunos (as); qualidade do ambiente escolar - o item 2 móveis destinados aos cuidados de rotina, brincadeiras e aprendizagem, contou com maior quantidade de correlações fortes; e nível socioeconômico da família, avaliado pelo Índice de Desenvolvimento da Família (IDF) - renda familiar per capita superior à linha de extrema pobreza, teve correlação com renda familiar per capita superior à linha de pobreza. Já a variável envolvimento parental também teve correlações fortes, nos primeiros e últimos meses, no que se refere à Conversar com o filho acerca do que se passa na escola. Verificouse que a maior correlação para a variável Envolvimento Parental foi a 0,83 (positivas), nos últimos meses - Tenho por hábito verificar se o meu filho fez os trabalhos para casa, que teve correlação com a afirmação Converso com o meu filho acerca do que se passa na escola. Destaca-se correlações a -1 (negativas), nos últimos meses de aula, à variável envolvimento de professores - Tenho por hábito procurar informações junto do diretor de turma, apresentou correlação com Procuro participar na resolução de problemas da escola (ex. dando ideias para resolver problemas de indisciplina e/ou violência). Foi possível demonstrar que o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças no primeiro ano da vida escolar pode ser influenciado pela qualidade do ambiente da escola, pelo nível socioeconômico de sua família, pelo envolvimento parental e de professores, em alguns aspectos, dependendo de variáveis pessoais, contextuais, tempo, entendendo este processo como uma transição ecológica, na medida em que pressupõe a inserção em um ambiente ecológico com novas atividades, relações e papéis. Como a pesquisa discutiu os resultados obtidos na perspectiva deste conceito, oferece contribuições teóricas e metodológicas para a compreensão dessa importante transição inscrita na infância, mas que tem implicações para a vida futura da criança, sendo necessário pensar formas de apoio aos sujeitos envolvidos nesse processo desenvolvimental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transição ecológica: crianças no início da vida escolar e as mudanças de ambiente, atividades, relações e papeis(Universidade Federal do Pará, 2013-08-26) ALVÃO, Maureanna Cardoso; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735Ao longo da vida o indivíduo passa por mudanças na sua forma de pensar, fazer e sentir, em geral decorrentes das transições vividas na infância e as alterações que são subjacentes à troca de papeis e mudança de ambiente ecológico. Nesse sentido, entende-se que o conceito de transição ecológica por ter sido formulado no escopo de uma teoria do desenvolvimento humano se aplica a estudos que como este pretende investigar a percepção que a criança tem de sua inserção e adaptação à escola como um contexto ecológico que se diferencia do ambiente familiar. Esta pesquisa objetivou estudar o processo de transição ecológica que envolve a ligação entre os microssistemas família e escola do ponto de vista da criança e seus cuidadores, a partir da investigação das mudanças de ambiente, atividades, relações e papeis que marcam o início da vida escolar. Os objetivos específicos foram verificar como a criança vivencia e percebe os processos de transição ecológica caracterizados por sua inserção e participação no cotidiano em dois microssistemas distintos, mas interligados - a família e a escola; identificar fatores que facilitam e dificultam o processo de adaptação à escola e que marcam a vivência dessa forma de transição ecológica do ponto de vista das crianças e seus familiares e professores; descrever processos de transição ecológica vivenciados por crianças no primeiro ano de sua vida escolar, identificando possíveis semelhanças e diferenças na sua percepção em razão da idade. Participaram da pesquisa 53 pessoas, sendo quarenta e seis crianças matriculadas na Escola Casa da Criança Santa Inês (ECCSI), quatro pais e/ou responsável e três professores. Além do ambiente familiar (aqui considerado como o local de moradia) e escolar (dependências internas da escola, sobretudo os dormitórios infantis, a sala dos professores, e as salas de aula), as crianças (especialmente as que participaram do estudo de casos múltiplos) foram observadas no seu trajeto de ida à escola e na sua volta para casa. Os pais foram entrevistados na sala dos professores, assim como no dormitório infantil masculino. Já os professores foram entrevistados nas salas de aula do Jardim I, e na sala dos professores. Dentre os principais resultados, verificou-se que, cotidianamente, durante os percursos de ida à escola e volta para a casa as crianças demonstraram tanto sentimentos de bem-estar/alegria (envolvimento da mãe e outros familiares nas rotinas diárias, relacionamentos iniciados no ambiente escolar) como malestar/tristeza (queixas de dor e outros sintomas de doenças, violência). No que se refere aos fatores que facilitam e que dificultam o processo de adaptação à escola que foram organizados em torno dos quatro núcleos do modelo bioecológico, observou-se serem as categorias mais frequentes: pessoa (vivência de emoções confortáveis e positivas; manifestações corporais e alterações fisiológicas), e processo (atitude positiva em relação à escola e à aprendizagem). Ao se comparar os três casos selecionados, percebeu-se que cada uma das crianças viveu de forma particular o processo de adaptação no início da vida escolar, sendo importante observação o quanto resistiram às mudanças decorrentes da sua permanência em um novo ambiente e suas atividades, relações e papeis. Este estudo pode ser útil para ampliar o conhecimento sobre esta e outras transições ecológicas vividas na infância, com destaque para o processo de adaptação da criança no início da vida escolar.
