Navegando por Autor "ASP, Danilo Gustavo Silveira"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O caminho fundo: história e sentindo pertença na comunidade do cigano, (Tracuateua-PA, entre colônia, império, e repùblica)(Universidade Federal do Pará, 2018-04) ASP, Danilo Gustavo Silveira; SANTOS, Fabrício Rodrigues dosO texto aborda o processo histórico, permeando questões identitárias e de territorialidades, em meandros do movimento social e em torno da construção do sentido de pertencimento afrodescendente – remanescente de quilombolas – em comunidade rural, no interior do município de Tracuateua-PA., cidade limítrofe à Bragança, da qual emancipou-se em 1994. Geograficamente, está na Microrregião Bragantina, Nordeste Paraense – Amazônia oriental. Cronologicamente, entre Colônia, Império e República, estuda-se a trajetória de ocupação das terras, hoje reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), a partir de um dado espaço do sertão amazônico. Ainda é possível localizar um trecho do antigo “caminho fundo”: uma trilha por entre as matas, que de tanto os negros trafegarem por ali, o chão afundou-se. Na Comunidade do Cigano, distante cerca de 5 km da “sede” tracuateuense, assenta-se a Associação Remanescente Quilombola do Cigano (ARQUIC), presidida por Oscimar Hermínio Ribeiro, filho de Atanásia Hermínia Ribeiro, descendentes de negros cativos que fugiram da escravidão e se alojaram no território conhecido atualmente como Jurussaca e espraiaram-se pelos arredores circunvizinhos. Neste ínterim, múltiplos atores sociais engendraram suas vivências em contato com esse caminho: linhagens ameríndias, escravos, forros, libertos, livres, cafuzos, mamelucos, ciganos, ribeirinhos, caboclos, agricultores familiares, pescadores, caçadores. Enfim, à memória dos sujeitos, o contexto de ocupação do espaço abarca grande diversidade de cenários naturais, mas igualmente paisagens antrópicas, palcos de diversificadas relações étnicorraciais e culturais: sertão amazônico, campos inundáveis, manguezais, praias, ilhas, matas, capoeiras; mas também sesmarias da coroa portuguesa, aldeias indígenas, mocambos, acampamentos ciganos, comunidades extrativistas e, finalmente, áreas de remanescentes “calhambolas”.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Pesquisar para o conhecer: história da comunidade (Cocal-Tracuateua/ PA, 2016)(Universidade Federal do Pará, 2018) ASP, Danilo Gustavo Silveira; ROSÁRIO, Jocenilda Pires de Sousa doO vídeo apresenta registro imagético de um projeto pedagógico realizado em 2016, com os alunos das turmas multisseriadas da Escola M.ª Lucimar de Castro Castelo Branco, Comunidade do Cocal, município de Tracuateua-PA. No intuito de contextualizar o currículo e pesquisar o patrimônio material e imaterial da comunidade, as professoras trouxeram os moradores mais antigos para conversar com as crianças e contar a história das famílias pioneiras da localidade. Assim, através de saberes partilhados via oralidade e memória, o alunado pôde cultivar o sentido de pertença, a partir do reconhecimento das diferenças e com isso valorizar a diversidade étnica e cultural de sua própria Comunidade, ao mesmo tempo em que estudava os conteúdos programáticos desenvolvidos na Escola.
