Navegando por Autor "BRITO, Aline Brasiliense dos Santos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) As representações inconscientes e o Eu Penso em Kant(Universidade Federal do Pará, 2018-01-10) BRITO, Aline Brasiliense dos Santos; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696Esta pesquisa tem por objetivo analisar o conceito de representações inconscientes em Kant e sua relação com o conceito de apercepção transcendental, ou o Eu penso. A existência de um gênero próprio de representações, as inconscientes, são apontadas em várias obras de Kant, dentre as quais se podem citar a Antropologia de um ponto de vista pragmático e a Crítica da razão pura. São representações das quais se pode destacar na filosofia de Kant dois aspectos principais, sendo o primeiro a amplitude, pois elas abarcam o campo teórico, prático e estético, e o segundo a positividade, no sentido de desempenharem um papel positivo tanto na produção do conhecimento, quanto nos demais processos mentais – no estético e no moral. Entretanto, quando considerado o conceito de inconsciente frente ao princípio da apercepção transcendental, surge uma problemática: como afinal, compreender a existências de tais representações na filosofia de Kant, se o Eu penso implica em uma referência necessária de toda representação à consciência? Kant é mesmo enfático ao afirmar que, se as representações não se referem a este princípio, elas não são nada para um sujeito (Crítica da razão pura, B131). Com efeito, com vistas a tentar fornecer uma solução a tal problemática, partiremos de três hipóteses relevantes sobre a questão. A primeira delas é a tese de Locke, segundo a qual as representações inconscientes não são admitidas pelo fato de indicarem uma contradição à consciência de si mesmo, afinal, frente a um eu que nem sempre possui consciência de seus atos, pode-se dizer que há certa indeterminação quanto à identidade deste eu. A segunda é a tese de Heidemann (2012), de acordo com a qual a representação inconsciente encontra-se dividida em duas espécies, onde somente uma delas, as representações unconscious by degrees, referemse à apercepção transcendental. Por fim, a terceira tese é a de La Rocca (2007), com a qual concordamos em grande parte, pela qual se compreende o princípio da apercepção transcendental sempre como uma possibilidade estrutural, não a título de uma efetividade em termos psicológicos – ser consciente ou inconsciente –, mas de uma estrutura lógica que diz respeito à forma pela qual a representação precisa se referir.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) As representações sem consciência em Kant(Universidade Federal do Piauí, 2015) SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; BRITO, Aline Brasiliense dos SantosKant desenvolve o tema das representações sem consciência, obscuras e inconscientes de forma fragmentária e dispersa ao longo das suas obras. Por essa razão, este trabalho tem por objetivo, primeiramente, identificar e agrupar diversas passagens em que Kant trata desta matéria em vários dos seus textos, e, posteriormente, analisar e relacionar suas ideias a fim de formar uma visão global e articulada acerca desta classe especial de representações. As posições defendidas neste texto são as seguintes: primeira, indicar que Kant compreende as representações sem consciência em sentido próximo ao das representações não conscientes; segunda, mostrar que as representações sem consciência (ou não conscientes) constituem o gênero mais amplo sob o qual estão contidas as representações obscuras e inconscientes; terceira, argumentar que estas duas espécies de representações sem consciência não são definidas de modo absoluto, mas em relação à noção de graus e de déficits de atenção, respectivamente; quarta, propor que as representações sem consciência em Kant podem ser denominadas de percepções obscuras ou indistintas, em oposição às representações com consciências, as quais podem ser designadas como percepções claras ou distintas.
