Navegando por Autor "SOUZA, Ana Paula Vieira e"
Agora exibindo 1 - 7 de 7
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) As culturas infantis no espaço e tempo do recreio: constituindo singularidade sobre a criança(Universidade Federal do Pará, 2009-03-30) SOUZA, Ana Paula Vieira e; ALVES, Laura Maria Silva Araújo; http://lattes.cnpq.br/7901626430586502Esta pesquisa teve como objetivo investigar as culturas infantis no recreio e seguiu a linha sócio-histórica que entende a criança como sujeito histórico e social produtor de cultura. Objetivei como foco principal apreender as culturas infantis das crianças da escola pública do município de Belém por meio da emissão de enunciados discursivos no seu horário de recreio, as culturas produzidas no universo atual da infância. A abordagem discursiva foi a perspectiva adotada no processo de investigação, pois permitiu depreender o significado e sentido que as crianças atribuem ao tempo escolar destinado ao recreio; historiar como o tempo do recreio foi sendo estabelecido pela legislação brasileira, de um modo geral, e pelos documentos do Estado do Pará e da cidade de Belém, em particular. 93 crianças participaram do estudo na faixa etária de 09 a 11 anos das séries 3 e 4 do Ensino Fundamental. Utilizei como instrumentos de recolha de dados a observação exploratória e o questionário. As análises foram organizadas em 07 eixos temáticos que emergiram dos enunciados das crianças. O aporte teórico para as análises dos dados coletados fundamentou-se na perspectiva histórica e nas teorizações de Mikhail Bakhtin sobre discurso, as interações dialógicas e a constituição do sujeito. Os fundamentos teóricos sobre a infância e as culturas infantis vieram de Sarmento e Pinto, Steinberg e Kincheloe, Quinteiro, Kramer. Os enunciados das crianças revelam o sentido e significado do recreio como momento para o brincar, os jogos, as conversas, tempo de diversão, prazer e satisfação. As culturas infantis presentes e produzidas pelas crianças no recreio são as brincadeiras, os jogos, a televisão, a internet, a leitura, entre outros. Além disso, os dados apontam práticas de interações vinculadas ao trabalho infantil e atividades de aprendizagem no contexto escolar. Para algumas crianças é tempo de ficar sem fazer nada, é tudo igual, tempo de ficar triste. As crianças revelam as interações com os adultos como conversar com o guarda e com a professora Belinha. Portanto, o recreio é um espaço mágico e deve ter seu tempo independente do horário da merenda escolar.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O brincar e as relações de genêro entre meninas e meninos na educação infantil desvelados pelo linguagem fotográfica(Universidade Federal do Pará, 2018) SOUSA, Naire Gomes de; SOUZA, Ana Paula Vieira e; VIEIRA, Norma CristinaEste espaço de discussão objetiva, com o uso da linguagem fotográfica, desvelar as relações de gênero construídas por crianças no tempo das brincadeiras livres no espaço escolar. Com esse enfoque, observamos as crianças no momento “Brincadeira Livre” na Creche Ana Sousa e percebemos como elas estabelecem possíveis relações de gênero durante o brincar e o manuseio de artefatos culturalmente impregnados de sentidos do que é de menina e do que é de menino. A pesquisa foi desenvolvida com uma Turma de Pré-Escola II, crianças na faixa etária de 04 e 05 anos. O estudo evidencia que a brincadeira é um espaço rico para refletir sobre a equidade de gênero na pré-escola. Por outro lado, revela que para falarmos de igualdade de gênero há de se construir novas perspectivas educacionais no que concerne à educação infantil, uma vez que meninos e meninas, no ensaio etnofotográfico, mostraram-se presas/os a convenções instituídas historicamente na sociedade sobre o que seja o brincar. Por fim, mostrou-nos um possível caminho à equidade de gênero, assentado na emergência de propostas pedagógicas que busquem mediações possíveis entre as novas perspectivas acerca do tema gênero na educação infantil. Sinalizando, assim, uma educação que possa realmente contribuir para a construção de uma sociedade mais ética e tolerante às diferenças.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) As diretrizes curriculares nacionais para educação: das relações étnico-raciais e formação docente curso de história da Universidade Federal do Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-04) SILVA JÚNIOR, Elton Luis da; SANTOS, Raquel Amorim dos; SOUZA, Ana Paula Vieira eEsse estudo analisa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais - DCNERE e o processo de formação de professores de História4 , da Universidade Federal do Pará, Campus Bragança. O estudo apresenta uma abordagem qualitativa com aplicação da pesquisa documental (Projeto Pedagógico do Curso de História). Por meio do PPC do Curso de História o presente trabalho investiga como os Núcleos de Disciplinas do Curso de História contemplam as relações étnico-raciais no Ensino de História. Os resultados revelam que os conteúdos referentes às relações étnico-raciais estão inseridas minimamente no currículo em que forma o professor de História e, de certa maneira, cumpre a exigência formal na legislação. Concluímos que o espaço reservado à Europa ainda é privilegiado por meio do saber historiográfico como o fio condutor que tece os caminhos da historiografia ocidental, o que dificulta discussões sobre o racismo e suas ramificações no contexto escolar.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Discurso de crianças em situação de vulnerabilidade social em escola, lixão e trabalho infantil(Universidade Federal do Pará, 2018) SOUZA, Ana Paula Vieira e; OLIVEIRA, Francisco Pereira de; ALVES, Ana Nivia SantanaA pesquisa tem centralidade nos discursos de crianças sobre escola, lixão e trabalho infantil, matriculadas em uma Escola da Rede Estadual da periferia do Município de Bragança, no entorno do Lixão do Rocha. O objetivo principal é caracterizar com base no discurso de crianças, as culturas infantis produzidas no universo infantil entre escola, lixão e trabalho infantil. Participaram da roda de conversa 10 crianças na faixa etária entre 07 e 10 anos. Os discursos das crianças revelam seus desejos, sonhos e perspectiva de vida, sobre seus desejos em possuir objetos, o que pensam em relação sobre família e escola, o tipo de trabalho que realizam no Lixão do Rocha. Conclui-se, o descaso do poder público em melhorar a estrutura física da escola, na formação continuada e na qualificação de professores para atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O estudo mostra que as crianças constroem culturas infantis na escola, nas relações com outras crianças pelo brincar, entretanto o trabalho infantil nega a elas o direito de constituírem culturas. Elas possuem desejos basilares como o de ter uma casa digna, geladeira, etc. O trabalho infantil para elas é algo prejudicial e impeditivo de brincadeiras, além de ficarem expostas às situações degradantes e humilhantes, como risco de saúde e de vida. As culturas infantis produzidas pelas crianças são caracterizadas pelo brincar, pelas brincadeiras como jogar bola, correr e nas conversas entre si. Elas têm desejo de aprender a dominar a leitura e escrita.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Infância Amazônia no contexto da produção de farinha no quilombo da América(Universidade Federal do Pará, 2017-09) SANTIAGO, Ketno Lucas; SMITH JÚNIOR, Francisco Pereira; SOUZA, Ana Paula Vieira eEste vídeo apresenta o contexto cultural de infâncias no Quilombo do América, situado na Região do Campo do Município de Bragança, Estado do Pará. As crianças estão envolvidas entre o brincar e brincadeiras na produção de farinha de mandioca, essa atividade econômica de subsistência da comunidade desenvolvida por adultos. Na captura de imagens utilizamos o recurso tecnológico como celular do tipo Iphone, 6S.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Migração negra interna e identidade no quilombo do América uma contribuição(Universidade Federal do Pará, 2018) SANTIAGO, Ketno Lucas; SMITH JÚNIOR, Francisco Pereira; SOUZA, Ana Paula Vieira eEsta pesquisa é fruto de uma revisão bibliográfica sobre a categoria migração, cujo enfoque do objeto de estudo é a migração negra, bem como os estudos acerca da identidade cultural na constituição da comunidade Quilombola do América, localizado no município de Bragança, Estado do Pará. O objetivo principal, é o de localizar estudos que tratam de questões como migração, migração negra e migração forçada e interna. Articular os movimentos migratórios com os estudos desenvolvidos sobre questões culturais produzida pela população quilombola, bem como apontar indicativos para a constituição de uma visão identitária na formação destes povos tradicionais. Metodologicamente o caminho percorrido é de cunho historiográfico, por meio de uma revisão bibliográfica, identificando teorias que contribuíram para estabelecer um diálogo entre as categorias sugeridas. Inicialmente os resultados apontam que a chegada dos africanos no Brasil e na Região da Amazônia Bragantina, se deu por meio de um processo de migração negra forçada e migração interna. O fator econômico é a hipótese predominante, que motivou o deslocamento desta população. A autoidentificação é uma visão de pertencimento, apresenta alguns indícios do caráter identitário e cultural dos remanescentes quilombolas. Concluímos que foi possível identificar alguns autores que abordam sobre a questão migração e suas variações, autores que dialogam com a temática identidade e cultura. Foi possível identificar, de forma preliminar, que a identidade cultural da população quilombola tem traços decorrentes da sua pertença e resistência contra as formas de opressão e de violação de seus direitos como moradores do Quilombo do América ao longo dos anos.Tese Acesso aberto (Open Access) Trabalho infantil: uma análise do discurso de crianças e de adolescentes da Amazônia paraense em condição de trabalho(Universidade Federal do Pará, 2014-09-19) SOUZA, Ana Paula Vieira e; RODRIGUES, Doriedson do Socorro; ARAÚJO, Ronaldo Marcos de Lima; http://lattes.cnpq.br/7901626430586502Esta pesquisa privilegia os discursos das crianças e dos adolescentes sobre o trabalho infantil na Grande Região Metropolitana de Belém-PA. O Trabalho Infantil constitui o nosso objeto de pesquisa. Assumimos como referência o conceito marxiano de trabalho como princípio educativo que, no contexto do capitalismo, encontra-se marcado pelo fetichismo da mercadoria. O lócus da pesquisa tem como base as escolas públicas estaduais situadas nos bairros da Terra Firme e de Canudos, que têm crianças e adolescentes com famílias assistidas pelo Programa Bolsa Família. 16 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos participaram da pesquisa. Temos como referência o materialismo histórico e a metodologia tem enfoque qualitativo, do tipo da análise do discurso. Utilizamos como instrumentos para a coleta dos dados um conjunto de técnicas; as atividades de painéis divididas em seções (musical, mural do trabalho e cine prosa), a observação e o grupo focal. Os dados foram organizados em categorias empíricas explicativas do trabalho infantil. Os fundamentos teóricos sobre o trabalho como princípio educativo vieram de Gramsci e de outros pensadores do campo marxista. Na revisão bibliográfica realizada verificamos raros estudos sobre o discurso das crianças e dos adolescentes sobre o trabalho infantil. Os discursos das crianças e dos adolescentes da Amazônia paraense revelam que o trabalho infantil manifesta-se como fonte de sofrimento, como prática social que produz o estranhamento e tendo uma pedagogia própria. Conclui-se que o trabalho infantil forma as crianças e os adolescentes da Amazônia paraense para a lógica capitalista, promovendo a aceitação da sociedade capitalista e como suposto obstáculo aos conflitos e livramento da bandidagem, além de reforçar o discurso do empreendedorismo.
