Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica - PPGG/IG
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2603
O Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica (PPGG) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) surgiu em 1976 como uma necessidade de desmembramento do então já em pleno desenvolvimento Curso de Pós-Graduação em Ciências Geofísicas e Geológicas (CPGG), instalado ainda em 1973 nesta mesma Universidade. Foi o primeiro programa stricto sensu de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Geociências em toda Amazônia Legal. Ao longo de sua existência, o PPGG tem pautado sua atuação na formação na qualificação de profissionais nos níveis de Mestrado e Doutorado, a base para formação de pesquisadores e profissionais de alto nível. Neste seu curto período de existência promoveu a formação de 499 mestres e 124 doutores, no total de 623 dissertações e teses.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica - PPGG/IG por CNPq "CNPQ"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia e eventos mineralizantes do depósito Cupro-Aurífero Santa Lúcia, Província Mineral de Carajás (PA), Cráton Amazônico(Universidade Federal do Pará, 2025-08-08) BRASIL, Fábio Luiz Moreira; FERNANDES, Carlos Marcello Dias; http://lattes.cnpq.br/0614680098407362; https://orcid.org/0000-0001-5799-2694; MONTEIRO, Lena Virgínia Soares; MOURA, Márcia Abraão; http://lattes.cnpq.br/6455990478032543; http://lattes.cnpq.br/7932630248326441; https://orcid.org/0000-0003-3999-026X; https://orcid.org/0000-0003-2588-1716A Província Mineral de Carajás, no sudeste do Cráton Amazônico, abriga depósitos metálicos de relevância global, destacando-se os sistemas mineralizantes de cobre e ouro. Este trabalho combinou dados estratigráficos, análises petrográficas, microscopia de minérios e espectroscopia de infravermelho (VNIR–SWIR) para investigar os produtos das alterações hidrotermais e sua relação com as zonas mineralizadas do depósito cupro-aurífero Santa Lúcia (Oz Minerals Brasil), situado na região do município de Canaã dos Carajás, sul do estado do Pará. Foram realizadas descrições em lâmina delgada e seção polida para caracterizar as litologias e paragêneses minerais. Em seguida, foram analisadas 84 amostras por espectroscopia de infravermelho, resultando em 422 espectros processados no software proprietário Spectragryph 1.2, utilizando a biblioteca espectral de minerais e misturas da USGS (versão 7). Este depósito, localizado no extremo sudeste da província, ocorre em um contexto estrutural controlado por zonas de cisalhamento, sendo hospedado por riolito afírico e matriz sílicofeldspática; granodiorito milonítico com foliação bem desenvolvida e quartzo estirado; pegmatitos zonados com cristais de feldspato potássico; e anfibolitos com hornblenda e plagioclásio bem preservados e, subordinadamente, turmalinas finamente granuladas associadas a bandas quartzo-feldspáticas. Essas rochas revelam múltiplos pulsos mineralizantes, acompanhados por superposição de tipos e estilos distintos de alteração hidrotermal. A mineralização, dominada por calcopirita, com subordinadas pirita, bornita e galena, ocorre em diferentes estilos. Inclui veios e vênulas paralelos ou discordantes à estrutura da rocha; como preenchimento de fraturas; como brechas hidrotermais cimentadas por sulfetos; ou como disseminações finas na matriz das rochas hospedeiras e mineralização maciça de calcopirita em profundidade de até 80 metros. Os minerais de alteração mais frequentes são muscovita, clorita, epídoto, calcita, microclina, além de argilominerais como caulinita e montmorillonita. A distribuição desses minerais está em consonância com os domínios de alteração potássica, propilítita, carbonática e sericítica identificados em lâmina delgada. As variações na largura e posição das bandas espectrais permitiram identificar zonas com diferentes graus de cristalinidade, refletindo a atuação sucessiva de fluidos hidrotermais sob distintas condições físico-químicas, incluindo os corpos pegmatíticos. A integração dos dados litológicos, estruturais, espectrais e mineralógicos permitiu a construção de um modelo evolutivo paragenético, que evidencia a atuação de um sistema hidrotermal multifásico. As características do depósito, tais como ambiente redutor, predominância de sulfetos, baixa concentração de óxidos de ferro e associação com elementos como Ni, Co e ETR leves, indicam afinidade com sistemas do tipo ISCG (iron sulfide copper-gold). Dados oficiais da empresa indicam que o depósito Santa Lúcia apresenta recursos medidos de 5,8 Mt@2,1 % Cu, 0,35 g/t Au e 4,8 g/t Ag, com vida útil estimada em 8 anos, reforçando seu potencial econômico. Assim, os resultados desta pesquisa fornecem subsídios relevantes para a compreensão dos processos mineralizantes no depósito Santa Lúcia, bem como ressaltam o potencial da espectroscopia de infravermelho como ferramenta analítica na delimitação de zonas de alteração e no entendimento de sistemas hidrotermais complexos. O trabalho também evidencia a atuação de múltiplos pulsos mineralizantes, associados a distintos estágios de alteração hidrotermal e eventos estruturais sucessivos, que contribuíram para a complexidade e zonalidade do sistema. A identificação de afinidades com sistemas do tipo ISCG é particularmente relevante para a Província Mineral de Carajás, onde esse tipo de mineralização ainda é pouco caracterizada em relação aos depósitos IOCG, ampliando o espectro de modelos exploratórios aplicáveis à região.Tese Acesso aberto (Open Access) Mapeamento geoquímico multielementar e valores de referência ambiental em um estuário tropical de macromaré: complexo estuarino São Marcos, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-09-29) LEITE, Alessandro Sabá; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252; https://orcid.org/0000-0003-0252-808X; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432; CORRÊA, José Augusto Martins; LICHT, Otávio Augusto Boni; CORDEIRO, Renato Campello; KUTTER, Vinicius Tavares; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568; http://lattes.cnpq.br/0615642445874455; http://lattes.cnpq.br/8964777078079065; http://lattes.cnpq.br/6652786694334612A análise geoquímica em escala temporal, aplicada a ambientes estuarinos situados em zonas tropicais, torna-se particularmente eficaz quando associada a técnicas avançadas de processamento de dados e a modelos estatísticos robustos. Sua aplicação em sistemas de macromaré tem-se mostrado uma ferramenta relevante para estudos ambientais em estuários com infraestrutura portuária, principalmente para a diferenciação entre concentrações naturais e antropogênicas de elementos potencialmente tóxicos (EPT). A definição de valores de background, baseados em testemunhos sedimentares datados, é amplamente utilizada para compor um histórico geoquímico robusto e oferecer uma fonte de valores de referência de qualidade ambiental local para a atualização de normas que estabelecem valores limiares sem considerar a heterogeneidade regional. No Brasil, estudos geoquímicos em ambientes estuarinos tropicais são pontuais e recentes, especialmente na região costeira do Norte-Nordeste. O Complexo Estuarino São Marcos (CESM) tem relevância mundial por constituir um dos maiores sistemas estuarinos da costa atlântica sul-americana, caracterizado por regime de macromaré com amplitudes superiores a 7 metros e por abrigar o maior complexo portuário de embarque de carga, especialmente exportação de minérios, do Brasil. A presente pesquisa caracterizou geoquimicamente o CESM em duas estações climáticas distintas. O objetivo principal foi investigar a assinatura geoquímica sob condições hidrológicas distintas, estabelecer valores de background natural por meio da análise temporal integrada, a partir de testemunhos sedimentares coletados com amostrador russo e datados por Carbono-14, com idades anteriores à colonização do Brasil. Os métodos de aquisição de amostras de sedimentos envolveram a coleta de seis testemunhos sedimentares, ao longo dos quais foram coletadas 15 amostras, em intervalos de 10 cm, abrangendo um registro temporal de aproximadamente 1.700 anos calibrados para o estabelecimento de background geoquímico natural histórico. Além dos testemunhos, foram coletadas 549 amostras com uma draga do tipo “Gibbs”, em duas campanhas consecutivas, em 2020 (período de menor precipitação e baixa descarga fluvial) e em 2021 (maior precipitação e elevação da descarga), obtidas a partir de uma malha amostral previamente estabelecida, distribuídas espacialmente ao longo do canal estuarino e da plataforma continental interna adjacente. As amostras sedimentares passaram pelo processo de secagem, desagregação, quarteamento e peneiramento. Alíquotas com aproximadamente 20 g da fração < 0,177 mm foram digeridas em solução formada pelos ácidos clorídrico e nítrico (água régia) e analisadas para determinação da concentração de 53 elementos químicos (Ag, Al, As, Au, B, Ba, Be, Bi, Ca, Cd, Ce, Co, Cr, Cs, Cu, Fe, Ga, Ge, Hf, Hg, In, K, La, Li, Lu, Mg, Mn, Mo, Na, Nb, Ni, P, Pb, Rb, Re, Sb, Sc, Se, Sn, Sr, Ta, Tb, Te, Th, Ti, Tl, U, V, W, Y, Yb, Zn e Zr) por ICP-OES e ICP-MS. A determinação de carbono orgânico total (COT) e enxofre total (ST) utilizou espectroscopia de infravermelho. Análises estatísticas descritivas, testes para determinação da normalidade da distribuição e, posteriormente, técnicas estatísticas multivariadas foram empregadas para identificar associações multielementares, com o uso de pacotes estatísticos do software RStudio. Para o cálculo e a determinação de valores limiares (baseline) e de background geoquímico natural, foram utilizados métodos referenciados para sedimentos de fundo e testemunhos sedimentares datados. Índices geoquímicos (Igeo, CF, ER, CD, PLI, RI) foram calculados ainda para a avaliação da qualidade sedimentar. As informações geoespaciais foram processadas em ambiente SIG, com o uso de algoritmos no software QGIS, para gerar mapas de distribuição geoquímica. Os resultados de background natural obtidos por meio de testemunhos sedimentares foram determinados conforme o ambiente deposicional e, de forma geral, são relativamente superiores às concentrações observadas nos sedimentos de fundo atuais, obtidas por métodos estatísticos, confirmando o empobrecimento atual do sistema. A análise estratigráfica dos testemunhos aponta uma sucessão de fácies sedimentares características de planícies de maré associadas a manguezais, planícies de maré lamosas, ambientes de maré mista e barras arenosas, evidenciando variações nos ambientes deposicionais ao longo do registro litológico. A evolução temporal revela duas fases distintas: préantropogênica (> 100 anos BP) e moderna (< 100 anos BP), com empobrecimento geoquímico progressivo, possivelmente relacionado a mudanças na dinâmica sedimentar e aos processos de diagênese. Os resultados das amostras de sedimentos de fundo mostraram a existência de cinco agrupamentos geoquímicos distintos. A assinatura primária Co-Ni-Cr-V (correlações > 0,90) reflete herança de minerais resistatos e/ou oxihidróxidos de Fe procedentes do continente, e mostrou-se temporalmente estável (< 5% de variação). A associação dos elementos calcófilos Cu-Zn-Co possivelmente foi mais sensível às condições com menor pH e maior complexação orgânica oriunda da elevação do aporte de água continental, aumentando a mobilização de Zn (+51,9%) e Cu (+18,5%). Os elementos Fe-Mn mostram comportamento estável, com forte correlação (0,92) e variabilidade de concentração semelhante, indicando associação em óxidos, como (Fe,Mn)OOH, que precipitam sob condições ambientais similares. A associação e a distribuição espacial do grupo Pb-Sn-Ba sugerem origem na mistura de fontes sedimentares continentais e marinhas. Os elementos Cd-As-Mo, com menor correlação (< 0,7), apresentaram variações distintas no período chuvoso, em que possivelmente o aumento da oferta de matéria orgânica favorece a remoção de As3+ por redução e formação de sulfetos, enquanto Cd é mobilizado pela elevação do pH. A distribuição espacial das concentrações químicas seguiu a hidrodinâmica estuarina, com acúmulo em zonas de menor energia. Apesar de elevações moderadas nos índices ambientais em 2021 (CD, PLI, RI), os valores permaneceram dentro dos limites de qualidade. A análise do background e da assinatura geoquímica dos sedimentos do CESM demonstra que o grupo de EPT Co, Cr, Cu, Mn, Mo, Ni, Pb, Sn, V, Zn e o Fe apresentam fatores de enriquecimento próximos a 1,0, enquanto As, Ba e Cd mostraram discreta elevação apenas em 2020. O resultado sugere empobrecimento ou estabilidade em relação aos níveis naturais. Essa condição diverge do padrão esperado para contaminação antropogênica, a qual tipicamente eleva as concentrações de EPT de forma acentuada, sobretudo os associados a atividades humanas presentes na bacia hidrográfica e no entorno do estuário. Isso indica que as mudanças no regime hidrológico local, e não a poluição, são os principais fatores que influenciam o equilíbrio geoquímico do CESM na escala de pesquisa realizada. Os resultados demonstraram assim que a área mantém qualidade ambiental próxima às condições naturais, com variações geoquímicas controladas principalmente por processos de transporte e deposição sedimentar. A metodologia desenvolvida, integrando análise temporal multielementar com o estabelecimento de background por meio de testemunhos datados, constituiu embasamento robusto para a caracterização geoquímica deste grande complexo estuarino tropical, bem como para a distinção entre variações naturais e antropogênicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção de hemateno a partir de minério de ferro especularítico da região de Caitité-Bahia(Universidade Federal do Pará, 2025-10-19) SILVA, Amanda Cristina Medeiros da; PAZ, Simone Patrícia Aranha da; http://lattes.cnpq.br/5376678084716817; https://orcid.org/0000-0002-5880-7638; ALBUQUERQUE, Alan Rodrigo Leal de; PEREIRA, Andreia Cardoso; http://lattes.cnpq.br/6365736603862580; https://orcid.org/0000-0002-1081-5970A ciência e as inovações tecnológicas concernentes a nanomateriais têm impulsionado o estudo de materiais bidimensionais obtidos a partir de fontes minerais naturais, com potencial para aplicações ambientais e energéticas. A hematita de forma especularita (também conhecida como micácea ou laminar), encontrada na região brasileira de Caetité (Bahia), apresenta morfologia que a torna um precursor estratégico para o processo de esfoliação líquida visando à obtenção de hemateno, um nanomaterial 2D. Neste contexto, buscou-se obter hemateno a partir do minério de ferro especularítico de Caetité-BA por meio sonoquímico contendo dimetilsulfóxido e citrato de sódio. A caracterização foi realizada por Difração de Raios-X (DRX-Rietveld), Fluorescência de Raios-X (FRX), Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier na região do médio (FTIR Middle), Microscopia Eletrônica de varredura (MEV-EDS) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET). Os resultados revelaram a redução expressiva do tamanho de cristalito, o aumento da microdeformação e a presença de folhas nanométricas translúcidas e de contorno irregular, confirmando a formação de estruturas lamelares 2D. A comparação entre a hematita especularita (MF-E) de Caetité e a hematita maciça de Carajás (MF-C) demonstrou a importância da anisotropia cristalina no processo de delaminação, reforçando a escolha da matéria-prima utilizada. Concluiu-se que usando a metodologia proposta por Motlagh, (2023), com modificação no tempo de ultrassom, com 48 horas a menos do que métodos anteriores, e quantidade 3ml de Dimetilsufoxido (DMSO) para 0,03g de hematita e 0,06g de citrato de sódio, foi possível obter hemateno com menor custo e menor impacto ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Química mineral de titanitas de granitos paleoproterozóicos da Província Carajás(Universidade Federal do Pará, 2025-09-21) VIEIRA, Jhessica Malvina Araújo; LAMARÃO, Claudio Nery; http://lattes.cnpq.br/6973820663339281; https://orcid.org/0000-0002-0672-3977; COSTI, Hilton Tulio; MARANGOANHA, Bhrenno; http://lattes.cnpq.br/4331565632387516; http://lattes.cnpq.br/3661353631045237; https://orcid.org/0000-0002-4514-7335; https://orcid.org/0000-0003-0741-5148Os Granitos Anorogênicos Paleoproterozoicos das Suítes Jamon, Serra dos Carajás e Velho Guilherme, integrantes da Província Carajás, foram formados em ambientes tectônicos extensionais e apresentam condições de cristalização variáveis, resultando em diferenças quanto ao grau de oxidação e o potencial metalogenético. A titanita (CaTiSiO5), pode ser um importante indicador petrológico e metalogenético, devido à sua capacidade de incorporar elementos traço e terras raras (ETR) durante sua cristalização. Foram analisadas as assinaturas geoquímicas das titanitas primárias e secundárias de granitos oxidados da Suítes Jamon e de granitos reduzidos da Suíte Velho Guilherme, utilizando-se estudos de morfologia, textura e composição química dos cristais e destacando suas relações com os processos magmáticos e hidrotermais. As titanitas primárias em granitos oxidados, como os da Suíte Jamon, são predominantemente euédricas a subédricas e mais enriquecidas em Ca+Ti, enquanto nos granitos reduzidos da Suíte Velho Guilherme, são restritas ao Granito Serra da Queimada. As titanitas secundárias se formam principalmente a partir da alteração de minerais ferromagnesianos e exibem enriquecimento em Al, Fe, Ta Sn e W, associado à interação com fluidos hidrotermais, conforme se observa pela retenção dos elementos terras rara (Sm+La), (Gd+Yb) e Y.
