Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido - PPGDSTU/NAEA
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2294
O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) pertence ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará. O NAEA existe desde 1972, quando foi concebido como uma unidade de Pós-Graduação e de Pesquisa Interdisciplinar voltada à análise da dinâmica social, econômica e ambiental da Amazônia. No plano institucional, tinha a finalidade, enquanto instituto interdisciplinar, de propiciar a integração da Universidade Federal do Pará (UFPA) em suas diversas áreas de conhecimento, além de iniciar propostas de integração de pesquisas e ensino de pós-graduação no plano internacional, principalmente no que diz respeito à Pan-Amazônia.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido - PPGDSTU/NAEA por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica temporal da paisagem: mudanças, percepções e dificuldades de recuperação na RDS Alcobaça, área de influência da UHE Tucuruí/PA(Universidade Federal do Pará, 2014-03-08) PIRATOBA, Diana Nathaly Monroy; RAVENA, Nírvia; http://lattes.cnpq.br/0486445417640290A construção e operação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí ocasionaram mudanças paisagísticas negativas acentuadas com a posterior reocupação das ilhas e do entorno do lago. A crescente redução da vegetação florestal, a perda da biodiversidade, o aumento de conflitos socioculturais, a fragmentação paisagística e outros impactos refletidos na área do empreendimento são sinais de que os ecossistemas e a população humana ainda não estão em equilíbrio. Com a criação das unidades de conservação no ano 2002, esperava-se que os problemas ambientais fossem mitigados em intensidade e magnitude. Não obstante, o padrão da crise socioambiental permaneceu. Diante deste cenário, o estudo procurou compreender se: a) Tem-se apresentado mudanças no uso e manejo dos recursos naturais desde a reocupação das ilhas e o entorno do Lago, no setor da RDA Alcobaça? b) O uso e manejo dos recursos naturais por parte dos moradores locais influem nas transformações paisagísticas da área? E por fim, se c) A etnobotânica nas comunidades locais apresenta potencial para o manejo e controle da degradação nos ecossistemas? A seleção da Reserva de Desenvolvimento Sustentável- RDS Alcobaça como área de estudo respondeu a duas condições: apresentar a paisagem mais fragmentada e possuir a maior concentração populacional em relação às outras unidades de conservação. O pressuposto metodológico abarcou técnicas próprias do Diagnóstico Rural Participativo – DRP complementadas com técnicas não participativas de interpretação de coberturas vegetais. A memória oral dos pescadores comprova que as mudanças paisagísticas estão associadas às mudanças de uso e manejo dos recursos naturais, impulsionando o desenvolvimento de práticas predatórias como resposta à escassez atual. Embora as comunidades manifestem conhecimento dos prejuízos causados sobre os ecossistemas, as incertezas fundiárias e os conflitos com as instituições gestoras da área são frequentemente a justificativa ou motivação do manejo paisagístico inapropriado. Não obstante, o conhecimento local sobre os recursos vegetais, embora não soluciona a crise socioambiental evidenciada na área, é uma ferramenta potencial para o manejo de áreas degradadas. A biodiversidade conhecida localmente, não como longas listas de espécies, se não como aquela construída e apropriada material e simbolicamente pelas comunidades, materializa-se nos quintais domésticos, sistemas agroflorestais incipientes, mas não inapropriados para o controle da degradação ambiental.Tese Acesso aberto (Open Access) Diversidade, uso e manejo de quintais agroflorestais no distrito do carvão, Mazagão-AP, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2010-01-18) SILVA, Raullyan Borja Lima e; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4786846P1; BASTOS, Ana Paula Vidal; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4755354Y1Os quintais agroflorestais são sistemas de produção localizados próximos às casas e muito presentes nos trópicos, formados por espécies agrícolas e florestais, podendo envolver também a criação de pequenos animais com o intuito de produção de alimentos para subsistência e geração de renda com importante função na conservação da biodiversidade. Com o objetivo de caracterizar do ponto de vista florístico e etnobotânico os quintais agroflorestais do Distrito do Carvão e sua organização interna, ressaltando sua composição, estrutura e função socioeconômica, destacando aspectos de manejo e usos, de maneira a levantar informações que contribuam para a conservação dos recursos naturais e seu uso racional para valorizar esta importante prática cultural, foram estudados 94 quintais agroflorestais no Distrito do Carvão, Mazagão-AP. No trabalho de campo usou-se o método etnográfico com as técnicas de observação participante, entrevistas formais e informais. A coleta do material botânico foi feita usando as técnicas usuais em botânica. A renda bruta mensal dos moradores é de 261,08 salários mínimos (SM) com média por domicílio de 2,53 SM e moda de 1SM. As práticas agrícolas colaboram com 30,82 SM que corresponde a 11,801% do total bruto. As doenças mais comuns nas famílias são gripe, malária e dores nas pernas e braços, e as plantas medicinais são usadas por parte da população na prevenção e cura de problemas de saúde. Os quintais investigados apresentaram tamanhos variados, bem como o número de espécies e espécimes, sendo o tamanho médio de 0,08 ha. Animais domésticos são criados para complementar alimentação e renda. Foram registradas 218 espécies incluídas em 69 famílias e 164 gêneros, tendo uma média de 20,90 espécies por quintal. As famílias com maior número de espécies foram: Lamiaceae, Solanaceae, Arecaceae, Asteraceae e Rutaceae. Os gêneros mais frequentes são representados por Citrus, Capsicum, Alternanthera, Justicia e Allium. As espécies mais frequentes foram: Mangifera indica L., Anacardium occidentale L., Citrus sinensis (L.) Osbeck, Euterpe oleracea Mart., Musa sp. e Cocos nucifera L. Com relação às categorias de uso a maioria das espécies é de uso múltiplo, com destaque para as de uso medicinal (169 espécies), alimentar (102 espécies), ornamental (71 espécies), místico (56 espécies) e para arborização (36 espécies). Os quintais estão arranjados basicamente em quatro estratos distintos e a mulher desempenha importante função na introdução e manutenção das espécies presentes neste ambiente, sendo que o manejo nessas práticas é simples e de baixo custo, uma vez que envolve práticas tradicionais de cultivo de plantas e a principal finalidade dos quintais no Distrito de Carvão é de promover a complementação alimentar das unidades familiares, com exceção de alguns poucos que vendem os excedentes. A composição florística e a distribuição das espécies nos quintais são determinadas por fatores externos e internos, como função e tamanho do quintal, bem como fatores socioeconômicos e culturais, além da influência direta da família que seleciona as espécies de acordo com suas necessidades. Estes locais poderiam ser mais bem aproveitados, a fim de aumentar à produtividade e aproveitamento da produção.Tese Acesso aberto (Open Access) Estoque de biomassa e carbono florestal em unidades de paisagem na Amazônia: uma análise a partir da abordagem metodológica ecologia da paisagem(Universidade Federal do Pará, 2013-03-22) PEREIRA, Izaura Cristina Nunes; GAMA, João Ricardo Vasconcellos; http://lattes.cnpq.br/9058536716453750; PEZZUTI, Juarez Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/3852277891994862O presente trabalho tem por objetivo central demonstrar a variabilidade existente na floresta no que tange aos estoques de biomassa e carbono florestal acima do solo, a partir da identificação e caracterização, com base em técnicas de sensoriamento remoto, de unidades de paisagem em uma área situada no município de Belterra, região oeste do Estado do Pará, a partir da matriz teórico-conceitual da abordagem Ecologia da Paisagem. Para o alcance de tal proposição, a metodologia empregada partiu da revisão da literatura sobre o tema, aquisição de dados cartográficos e orbitais, uso de técnicas de sensoriamento remoto, coleta de dados em campo, tratamento e análise estatística. O trabalho está dividido em quatro capítulos, seguidos pelas considerações gerais da obra. Partindo da matriz teórico-metodológica da Ecologia da Paisagem, analisa-se a dinâmica socioambiental do município de Belterra, que atualmente experimenta a expansão das atividades agrícolas, com destaque para a agricultura mecanizada da soja. A partir da análise multitemporal de imagens Landsat do município pôde-se avaliar a distribuição da cobertura florestal existente no mesmo, bem como o padrão espacial de distribuição das principais unidades de paisagem identificadas. Considerando esse recorte, realizou-se a coleta de dados em campo via inventário florestal em quatro tipologias florestais (floresta de alto platô, floresta de baixo platô, vegetação secundária e tensão ecológica) para obtenção de parâmetros morfométricos da vegetação e posterior quantificação dos estoques de biomassa e carbono contidos em cada unidade, bem como observar o comportamento estrutural da floresta nas mesmas. A adoção da paisagem como escala espacial de análise mostrou-se bastante satisfatória na quantificação dos estoques de biomassa e carbono florestal ao permitir considerar a influência da dinâmica socioeconômica na redução desses estoques. Além disso, possibilitou constatar que o reconhecimento da heterogeneidade da cobertura florestal é um elemento fundamental para a obtenção de estimativas de carbono de acordo com as características estruturais da vegetação, que varia de acordo com a topografia do terreno, com as espécies existentes e com as características geográficas, o que envolve a tipologia climática, as características geomorfológicas, pedológicas e geológicas da área.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Extractivismo de Palmas por la etnia shuar y su influencia en la transformacion sócio-ambiental, en el alto Nangaritza, Amazonia ecuatoriana(Universidade Federal do Pará, 2007-08-31) PARDO ENRÍQUEZ, Dalton Marcelo; MCGRATH, David Gibbs; http://lattes.cnpq.br/4373475491613670O estudo atual foi feito no setor sul oriental da Amazônia equatoriana, na floresta protetora da bacia elevada do rio Nangaritza, em três centros indígenas Shuar: Shaime, Yayu e Napints, pertencentes à jurisdição Politico-Administrativa de Zurmi, do canto de Nangaritza, província de Zamora Chinchipe. São organizados e representados na associação Shuar Tayunts, além dos seus “Diretivas” e “Clubes centrais”. Trata-se de um esforço para apresentar a dinâmica sócio-ambiental do povo Shuar no extrativismo das palmas, para o qual se faz uma análise sócio-histórica destes três Centros Shuar; se estuda sua composição florística e a estrutura das palmeiras. Em cada um dos Centros se fez a amostragem em 0,3 ha e foram recenseados todos os indivíduos com CAP ≥ 10 cm, Shaime apresentou 4 espécies, Yayu 5 e Napints 3 espécies. No total foram 7 espécies registradas em 5 gêneros com 164 indivíduos. As palmeiras com maior área basal são Wettinia maynensis, Oenocarpus bataua e Prestoea schultzeana; e as de maior importância ecológica são Wettinia maynensis e Oenocarpus bataua. A regeneração natural é considerada aceitável, especialmente de Oenocarpus bataua, Wettinia maynensis, e Socratea exorrhiza. O índice de diversidade Shannon-Wiener de todas as espécies tem um valor de 1,34; a similaridade de Sorensen apresenta Napints e Shaime como os de maior similaridade com 85,71%, a apresenta também a Prestoea acuminata e a Wettinia maynensis como espécies compartilhadas entre os três Centros Shuar. São 9 as Etnocategorias de uso, as famílias Shuar dão maior valor total às etnocategorias de alimentação humana, construção, alimentação para animais de caça e pesca e de artesanato.Tese Acesso aberto (Open Access) Uso e composição de valor dos aterrados na baixada maranhense(Universidade Federal do Pará, 2013-09-03) ARAÚJO, Naíla Arraes de; PINHEIRO, Claudio Urbano Bittencourt; http://lattes.cnpq.br/7511708130949687; CIVIDANES HERNANDEZ, Jose Luis; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4642880T9; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279Na região da Baixada Maranhense, na Amazônia Legal Brasileira, mais particularmente no município de Penalva, os Aterrados são parte importante da paisagem, constituindo ambientes peculiares desta região. São ambientes inusitados em sua ocorrência e estrutura, diversos em sua composição florística, importantes em sua relação com as populações ribeirinhas regionais, por proporcionarem alimento e renda, e cruciais do ponto vista ambiental, como base de sustentação das bacias hidrográficas onde ocorrem. Esta pesquisa teve como objetivo principal o entendimento da composição de valor dos ambientes de Aterrados. Especificamente, se pretendeu utilizar o etnoconhecimento para entendimento das relações das populações com o uso e manejo da vegetação em ambientes de Aterrados e percepção de mudanças ambientais ocorridas na área de estudo; realizar levantamento florístico por meio de amostragem fitossociológica para caracterização da vegetação dos Aterrados na região do lago Formoso; levantar e analisar a cultura local relacionada às crenças em entidades encantadas que protegem os Aterrados e as consequências da perda ou manutenção dessa cultura em relação à conservação desses ambientes; valorar os principais recursos naturais com base nos valores de produção e consumo obtidos pela população com as atividades de pesca, agricultura, extrativismo da juçara e de coco babaçu, comparando os valores gerados ao longo de um ano; e conhecer a percepção dos moradores da região de entorno do lago Formoso em relação à importância de preservação ambiental e os seus conhecimentos sobre a legislação ambiental brasileira. Para atingir estes objetivos, foi utilizada uma combinação teórico-metodológica de instrumentos da ecologia e da botânica (como a fitossociologia e a etnobotânica), da economia ambiental, da antropologia e do direito ambiental, o que lhe confere caráter interdisciplinar, buscando, adicionalmente, identificar, descrever e analisar os ambientes de Aterrados na Baixada Maranhense, em sua importância ecológica, composição florística, padrões de uso, de manejo e de valor. Para valorar monetariamente os Aterrados foi utilizado o Método de Registro Econômico para Valoração Ambiental (REVA) criado para esta pesquisa. Os resultados mostram que o valor de produção médio anual das famílias com o extrativismo da juçara é de R$4.757,45, com a pesca é de R$2.916,08 e com a quebra de coco Babaçu é de R$515,41. Para tais atividades, o valor monetário dos Aterrados, ao final de um ano, para as 121 famílias da região é de, respectivamente, R$575.651,45, R$352.845,68 e R$62.364,61. A conclusão é de que a conservação dos Aterrados é fundamental para o sustento continuado das populações locais que mantêm suas atividades produtivas e de subsistência com produtos extraídos desses ambientes. A integração das comunidades às dinâmicas econômicas atuais é um dos fatores que contribuem para a degradação do meio ambiente e perda cultural. Aliado a isso, o desconhecimento sobre a legislação ambiental e inexistência de uma educação ambiental concorrem para uso dos recursos de maneira insustentável.
