Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2604
O Mestrado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica (PPGG) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG por CNPq "CNPQ"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia e eventos mineralizantes do depósito Cupro-Aurífero Santa Lúcia, Província Mineral de Carajás (PA), Cráton Amazônico(Universidade Federal do Pará, 2025-08-08) BRASIL, Fábio Luiz Moreira; FERNANDES, Carlos Marcello Dias; http://lattes.cnpq.br/0614680098407362; https://orcid.org/0000-0001-5799-2694; MONTEIRO, Lena Virgínia Soares; MOURA, Márcia Abraão; http://lattes.cnpq.br/6455990478032543; http://lattes.cnpq.br/7932630248326441; https://orcid.org/0000-0003-3999-026X; https://orcid.org/0000-0003-2588-1716A Província Mineral de Carajás, no sudeste do Cráton Amazônico, abriga depósitos metálicos de relevância global, destacando-se os sistemas mineralizantes de cobre e ouro. Este trabalho combinou dados estratigráficos, análises petrográficas, microscopia de minérios e espectroscopia de infravermelho (VNIR–SWIR) para investigar os produtos das alterações hidrotermais e sua relação com as zonas mineralizadas do depósito cupro-aurífero Santa Lúcia (Oz Minerals Brasil), situado na região do município de Canaã dos Carajás, sul do estado do Pará. Foram realizadas descrições em lâmina delgada e seção polida para caracterizar as litologias e paragêneses minerais. Em seguida, foram analisadas 84 amostras por espectroscopia de infravermelho, resultando em 422 espectros processados no software proprietário Spectragryph 1.2, utilizando a biblioteca espectral de minerais e misturas da USGS (versão 7). Este depósito, localizado no extremo sudeste da província, ocorre em um contexto estrutural controlado por zonas de cisalhamento, sendo hospedado por riolito afírico e matriz sílicofeldspática; granodiorito milonítico com foliação bem desenvolvida e quartzo estirado; pegmatitos zonados com cristais de feldspato potássico; e anfibolitos com hornblenda e plagioclásio bem preservados e, subordinadamente, turmalinas finamente granuladas associadas a bandas quartzo-feldspáticas. Essas rochas revelam múltiplos pulsos mineralizantes, acompanhados por superposição de tipos e estilos distintos de alteração hidrotermal. A mineralização, dominada por calcopirita, com subordinadas pirita, bornita e galena, ocorre em diferentes estilos. Inclui veios e vênulas paralelos ou discordantes à estrutura da rocha; como preenchimento de fraturas; como brechas hidrotermais cimentadas por sulfetos; ou como disseminações finas na matriz das rochas hospedeiras e mineralização maciça de calcopirita em profundidade de até 80 metros. Os minerais de alteração mais frequentes são muscovita, clorita, epídoto, calcita, microclina, além de argilominerais como caulinita e montmorillonita. A distribuição desses minerais está em consonância com os domínios de alteração potássica, propilítita, carbonática e sericítica identificados em lâmina delgada. As variações na largura e posição das bandas espectrais permitiram identificar zonas com diferentes graus de cristalinidade, refletindo a atuação sucessiva de fluidos hidrotermais sob distintas condições físico-químicas, incluindo os corpos pegmatíticos. A integração dos dados litológicos, estruturais, espectrais e mineralógicos permitiu a construção de um modelo evolutivo paragenético, que evidencia a atuação de um sistema hidrotermal multifásico. As características do depósito, tais como ambiente redutor, predominância de sulfetos, baixa concentração de óxidos de ferro e associação com elementos como Ni, Co e ETR leves, indicam afinidade com sistemas do tipo ISCG (iron sulfide copper-gold). Dados oficiais da empresa indicam que o depósito Santa Lúcia apresenta recursos medidos de 5,8 Mt@2,1 % Cu, 0,35 g/t Au e 4,8 g/t Ag, com vida útil estimada em 8 anos, reforçando seu potencial econômico. Assim, os resultados desta pesquisa fornecem subsídios relevantes para a compreensão dos processos mineralizantes no depósito Santa Lúcia, bem como ressaltam o potencial da espectroscopia de infravermelho como ferramenta analítica na delimitação de zonas de alteração e no entendimento de sistemas hidrotermais complexos. O trabalho também evidencia a atuação de múltiplos pulsos mineralizantes, associados a distintos estágios de alteração hidrotermal e eventos estruturais sucessivos, que contribuíram para a complexidade e zonalidade do sistema. A identificação de afinidades com sistemas do tipo ISCG é particularmente relevante para a Província Mineral de Carajás, onde esse tipo de mineralização ainda é pouco caracterizada em relação aos depósitos IOCG, ampliando o espectro de modelos exploratórios aplicáveis à região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção de hemateno a partir de minério de ferro especularítico da região de Caitité-Bahia(Universidade Federal do Pará, 2025-10-19) SILVA, Amanda Cristina Medeiros da; PAZ, Simone Patrícia Aranha da; http://lattes.cnpq.br/5376678084716817; https://orcid.org/0000-0002-5880-7638; ALBUQUERQUE, Alan Rodrigo Leal de; PEREIRA, Andreia Cardoso; http://lattes.cnpq.br/6365736603862580; https://orcid.org/0000-0002-1081-5970A ciência e as inovações tecnológicas concernentes a nanomateriais têm impulsionado o estudo de materiais bidimensionais obtidos a partir de fontes minerais naturais, com potencial para aplicações ambientais e energéticas. A hematita de forma especularita (também conhecida como micácea ou laminar), encontrada na região brasileira de Caetité (Bahia), apresenta morfologia que a torna um precursor estratégico para o processo de esfoliação líquida visando à obtenção de hemateno, um nanomaterial 2D. Neste contexto, buscou-se obter hemateno a partir do minério de ferro especularítico de Caetité-BA por meio sonoquímico contendo dimetilsulfóxido e citrato de sódio. A caracterização foi realizada por Difração de Raios-X (DRX-Rietveld), Fluorescência de Raios-X (FRX), Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier na região do médio (FTIR Middle), Microscopia Eletrônica de varredura (MEV-EDS) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET). Os resultados revelaram a redução expressiva do tamanho de cristalito, o aumento da microdeformação e a presença de folhas nanométricas translúcidas e de contorno irregular, confirmando a formação de estruturas lamelares 2D. A comparação entre a hematita especularita (MF-E) de Caetité e a hematita maciça de Carajás (MF-C) demonstrou a importância da anisotropia cristalina no processo de delaminação, reforçando a escolha da matéria-prima utilizada. Concluiu-se que usando a metodologia proposta por Motlagh, (2023), com modificação no tempo de ultrassom, com 48 horas a menos do que métodos anteriores, e quantidade 3ml de Dimetilsufoxido (DMSO) para 0,03g de hematita e 0,06g de citrato de sódio, foi possível obter hemateno com menor custo e menor impacto ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Química mineral de titanitas de granitos paleoproterozóicos da Província Carajás(Universidade Federal do Pará, 2025-09-21) VIEIRA, Jhessica Malvina Araújo; LAMARÃO, Claudio Nery; http://lattes.cnpq.br/6973820663339281; https://orcid.org/0000-0002-0672-3977; COSTI, Hilton Tulio; MARANGOANHA, Bhrenno; http://lattes.cnpq.br/4331565632387516; http://lattes.cnpq.br/3661353631045237; https://orcid.org/0000-0002-4514-7335; https://orcid.org/0000-0003-0741-5148Os Granitos Anorogênicos Paleoproterozoicos das Suítes Jamon, Serra dos Carajás e Velho Guilherme, integrantes da Província Carajás, foram formados em ambientes tectônicos extensionais e apresentam condições de cristalização variáveis, resultando em diferenças quanto ao grau de oxidação e o potencial metalogenético. A titanita (CaTiSiO5), pode ser um importante indicador petrológico e metalogenético, devido à sua capacidade de incorporar elementos traço e terras raras (ETR) durante sua cristalização. Foram analisadas as assinaturas geoquímicas das titanitas primárias e secundárias de granitos oxidados da Suítes Jamon e de granitos reduzidos da Suíte Velho Guilherme, utilizando-se estudos de morfologia, textura e composição química dos cristais e destacando suas relações com os processos magmáticos e hidrotermais. As titanitas primárias em granitos oxidados, como os da Suíte Jamon, são predominantemente euédricas a subédricas e mais enriquecidas em Ca+Ti, enquanto nos granitos reduzidos da Suíte Velho Guilherme, são restritas ao Granito Serra da Queimada. As titanitas secundárias se formam principalmente a partir da alteração de minerais ferromagnesianos e exibem enriquecimento em Al, Fe, Ta Sn e W, associado à interação com fluidos hidrotermais, conforme se observa pela retenção dos elementos terras rara (Sm+La), (Gd+Yb) e Y.
