Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::PARASITOLOGIA"
Agora exibindo 1 - 20 de 24
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade leishmanicida do extrato da raiz de Physalis angulata e sua ação na célula hospedeira(Universidade Federal do Pará, 2013-05-23) SILVA, Raquel Raick Pereira da; SILVA, Edilene Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/7410116802190343A Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por várias espécies de parasitas do gênero Leishmania. A quimioterapia é o único tratamento efetivo para a doença, mas essas drogas são, em geral, tóxicas e requer um longo período de tratamento. Produtos naturais provenientes de plantas oferecem novas perspectivas e representam uma importante fonte de novos agentes leishmanicidas. Assim, é de grande importância avaliar os efeitos do extrato aquoso da raiz de Physalis angulata, planta amplamente utilizada pela medicina popular, em formas promastigotas e amastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e sua ação sobre a célula hospedeira. As fisalinas D, E, F e G foram demonstradas pela primeira vez na raiz de P. angulata pela análise cromatográfica. Uma atividade antiproliferativa e uma inibição dose dependente de promastigotas 74,1% e 99,8 % (IC50 35,5 μg/mL) e amastigotas 70,6% e 70,9% (IC50 32.0 μg/mL) foram observadas quando os parasitas foram tratados com 50 e 100 μg/mL do extrato, respectivamente. A análise da atividade microbicida da célula hospedeira infectada com L. amazonensis mostrou que extrato foi capaz de reverter o efeito causado pelo parasito de inibir a produção de espécies reativas de oxigênio. O tratamento com o extrato também induziu alterações morfológicas importantes em formas promastigotas avaliadas por microscopia óptica, microscopia eletrônica de transmissão e varredura. Foram observadas alterações na morfologia, na divisão celular, principalmente na fase de citocinese, na membrana flagelar, na bolsa flagelar e alterações em organelas importantes, como o cinetoplasto, onde ocorreu duplicação irregular e alteração do seu tamanho. Já por citometria de fluxo foi possível confirmar que o tratamento induziu uma exposição de fosfatidilserina e diminuição no volume celular de promastigotas tratadas. Com relação à célula hospedeira, o extrato promoveu alterações no citoesqueleto, o aumento número de projeções citoplasmáticas, do volume celular e de vacúolos e da habilidade de espraiamento sem causar efeito citotóxico ou alteração ultraestrutural em macrófagos tratados com o extrato. Assim, estes resultados demonstram que o extrato aquoso da raiz de P. angulata foi eficaz na ativação da célula hospedeira e na inibição do crescimento do protozoário, o que representa uma fonte alternativa e promissora de agente leishmanicida.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Atractis thapari (Nematoda, Atractidae) parasitizing Chelonoidis carbonarius and C. denticulatus (Testudinidae) in the state of Piauí, Brazil(Universidade Federal do Pará, 2018-03) LEAL, Anangela Ravena da Silva; FREIRE, Simone Mousinho; KNOFF, Marcelo; FREIRE, Delir Correa Gomes Maues da Serra; SANTOS, Jeannie Nascimento dos; MENDONÇA, Ivete Lopes deAtractis thapari Petter, 1966, um nematoide atractídeo, foi coletado parasitando o intestino grosso de jabutis, Chelonoidis carbonarius (Spix, 1824) (Cc) e C. denticulatus (Linnaeus, 1766) (Cd) no Parque Zoobotânico, município de Teresina, estado do Piauí, Brasil. A identificação taxonômica foi baseada nos caracteres morfológicos e morfométricos usando microscopias de campo claro e eletrônica de varredura. O presente estudo adiciona novas observações na morfologia, principalmente relacionadas as papilas bucais, poro excretor, deirídeos, e extremidade posterior de machos e fêmeas. Os índices parasitários de prevalência (P), intensidade média (IM), abundância média (AM) e amplitude de variação de infecção (AI) de A. thapari em ambos jabutis foram P = 100%, IM = 154.667, AM = 154.667, AI = 5.500-588.500 (Cc); P = 100%, I M= 93.639, AM = 93.639, AI = 1.000-224.500 (Cd). Este registro confirma a ocorrência de A. thapari na região Neotropical, América do Sul, Brasil, e expande a um novo hospedeiro, o jabuti C. carbonarius. É sugerido um ajuste no manejo dos hospedeiros objetivando melhora das suas condições higiênico sanitárias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da razão sinal ruído em eletrorretinografia multifocal: descrição do método e aplicação em toxoplasmose ocular(Universidade Federal do Pará, 2009) CARVALHO, Aline Correa de; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; SILVEIRA, Luiz Carlos de Lima; http://lattes.cnpq.br/9383834641490219Este trabalho objetivou desenvolver uma análise quantitativa que permita, em sujeitos saudáveis e pacientes com perda visual, separar registros com sinal correlacionado com a estimulação visual, dos registros que contenham ruído. Foi usado o sistema VERIS Science v6.0.5d para extrair o kernel de primeira ordem dos registros, e posterior exportação dos dados para análise no MATLAB. Neste ambiente de programação foi realizada a análise dos componentes principais (PCA), que é usada para reduzir a dimensionalidade dos dados conservando sua variação e minimizando a influência do ruído; e a avaliação da razão sinal ruído (SNR) das respostas multifocais (mfERG) usando a distribuição cumulativa SNR realizadas em dois intervalos de tempo, um compreendendo apenas o sinal e outro apenas o ruído, para classificação das respostas em válidas, diminuídas ou ausentes. No grupo dos sujeitos saudáveis, não houve sobreposição de curvas na distribuição cumulativa da SNR do sinal e do ruído, que ocuparam diferentes valores em todos os sujeitos. Com o critério de 1% para falsos positivos e falsos negativos foi possível definir as bordas da SNR do sinal, das respostas diminuídas e do ruído. Este mesmo protocolo foi aplicado a três (3) pacientes com perda visual decorrente da toxoplasmose ocular. Nestes casos, houve sobreposição das curvas da distribuição cumulativa da SNR do sinal e ruído. O limite de confiança da distancia entre os limites da SNR do sinal e do ruído obtidos do grupo de sujeitos saudáveis, foi usado para separar respostas válidas, respostas diminuídas e ausência de resposta. Os resultados da avaliação da SNR foram usadas para mostrar os registros do mfERG em gráficos topográficos que discriminam as respostas válidas (sinal), respostas diminuídas e ausência de resposta (ruído). O uso desta ferramenta nos permitiu identificar danos na topografia retiniana, com também a localização da cabeça do nervo óptico, e mais facilmente discriminado, artefatos como o pico central errôneo que podem ser rejeitados, além de áreas retinianas com diminuição funcional no caso dos pacientes. Conclui-se então que a combinação da PCA para reconstruir registros mfERG com a avaliação da SNR são ferramentas úteis para analisar a topografia retiniana de sujeitos saudáveis e acometido por doenças, como por exemplo, a toxoplasmose com complicações oculares.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do nível de concordância do teste imunocromatográfico OptiMAL-IT® e a gota espessa no diagnóstico da malária, no município de Mazagão-AP, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2007) FADUL, Danielle Scerne; COUTO, Álvaro Augusto Ribeiro D'Almeida; http://lattes.cnpq.br/3800209721205388O diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos casos de malária é a principal estratégia para o controle da doença. Várias alternativas para o diagnóstico microscópico tradicional foram propostas nos últimos anos, os testes imunocromatográficos que capturam antígenos alvos dos parasitos da malária estão sendo propostos, como o teste OptiMAL-IT® que detecta a desidrogenase lática do Plasmodium sp.. O estudo teve como objetivo a avaliação do nível de concordância entre o teste imunocromatográfico (OptiMAL-IT®) e a gota espessa para o diagnóstico da malária no Município de Mazagão – Amapá. Foram analisados 413 indivíduos com sintomatologia de malária, que procuraram o serviço da Unidade Mista de Saúde de Mazagão, com idade entre 01-68 anos. Os resultados do teste OptiMAL-IT® foram comparados com os resultados obtidos (das amostras) através da gota espessa corada pelo Giemsa. Dos 413 pacientes suspeitos de apresentarem malária, 317(76.8%) eram positivos através da GE e 311 (75.3%) eram positivos pelo TDR. Das lâminas de GE positivas, foram encontrados 27.4% de P. falciparum e 72.6% de P. vivax. O teste OptiMAL-IT® detectou 27.7% de P. falciparum e 72.3% de P. vivax. A sensibilidade obtida com o TDR para o P. falciparum foi de 97.7% e para o P. vivax foi de 98.2%, a sensibilidade global do TDR foi de 98.1% e a especificidade global e para ambas as espécies foi de 100%. Foram encontrados valores preditivos positivos e negativos de 100% e 94.1%, respectivamente. O teste OptiMAL-IT®, teve uma alta concordância com a GE, foi específico e eficiente, podendo ser usado no diagnóstico de malária nas situações onde a microscopia não está disponível.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização da resposta inflamatória e alterações neuroquímicas e eletrofisiológicas do tecido retiniano em modelo murino de malária cerebral induzido pela infecção por Plasmodium Berghei ANKA(Universidade Federal do Pará, 2015-02-19) LEÃO, Luana Ketlen Reis; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/8407177208423247; OLIVEIRA, Karen Renata Herculano Matos; http://lattes.cnpq.br/3032008039259369A malária cerebral (MC) é uma das complicações mais graves resultante da infecção por P. falciparum e a principal causa de morte em crianças. O quadro de MC apresenta uma patogênese complexa, associado a complicações neurológicas provenientes de uma resposta imunológica exacerbada, bem como eventos hemorrágicos. Estudos descrevem uma retinopatia associada ao quadro, juntamente com um intenso processo de astrogliose nas proximidades de vasos que nutrem o tecido retiniano. O presente trabalho buscou caracterizar o processo inflamatório e as possíveis alterações neuroquímicas e eletrofisiológicas no tecido retiniano de camundongos albino suíço, quando inoculados com a cepa ANKA de Plasmodium berghei (PbA). Camundongos albino suíço foram infectados com cepa PbA. Para caracterização do quadro de malária cerebral experimental (MCE) foram avaliados diversos parâmetros, como surgimento dos sinais clínicos, curva de sobrevivência, parasitemia (%), ganho de massa corpórea, permeabilidade vascular e quantificação de citocinas (TNF-α, IL-6 e IL-10) no tecido cortical. Para avaliarmos alterações na funcionalidade do tecido retiniano, utilizamos eletrorretinograma de campo total. Para a avaliação dos sistemas de neurotransmissão foi realizado ensaio de liberação e captação de glutamato e GABA que, posteriormente foi quantificado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Para análise da resposta inflamatória foi realizada a quantificação de citocinas (TNF-α, IL-6 e IL-10) no tecido retiniano. Após a caracterização do quadro de MCE nós observamos a diminuição da amplitude de onda-b de cones e bastonetes, bem como aumento do tempo implícito de bastonetes, respostas mistas em diferentes intensidades e potencial oscilatório. Observamos aumento na liberação e captação de glutamato e, ainda, a ativação de uma via antiinflamatória no tecido retiniano. Este trabalho nos permitiu validar o modelo murino de MCE e caracterizar, pela primeira vez, alterações na funcionalidade do tecido retiniano, acompanhada de alterações no sistema glutamatérgico, bem como ativação de uma via antiinflamatória no tecido retiniano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização lipídica de duas cepas de Leishmania (Viannia) braziliensis causadoras da leishmaniose tegumentar americana(Universidade Federal do Pará, 2013-05-24) HAGE, Amanda Anastácia Pinto; SILVA, Edilene Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/7410116802190343A leishmaniose tegumentar americana (LTA) constitui uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania com elevada incidência na região Amazônica. Uma variedade de espécies de leishmania é responsável por esta patologia. Desta forma, dependendo da espécie e da resposta imunológica do hospedeiro vertebrado, a doença pode apresentar diferentes formas clínicas, como a leishmaniose cutânea localizada (LCL) e a leishmaniose mucocutânea (LMC). A principal espécie responsável pela LTA é a Leishmania (Viannia) braziliensis. Contudo, devido à existência de uma multiplicidade de cepas desta espécie e ao reduzido número de estudos relacionados, torna-se importante o conhecimento dos aspectos metabólicos básicos do protozoário, como o metabolismo lipídico, na tentativa de caracterizar vias ou componentes fundamentais para seu desenvolvimento e infectividade. Desta forma, este trabalho teve como objetivo analisar distribuição de corpos lipídicos (CLs) e o perfil lipídico de duas cepas de L. (V.) braziliensis, isolada de diferentes casos clínicos, em diferentes períodos da fase estacionária do crescimento celular. As formas promastigotas das cepas M17593 (LCL) e M17323 (LMC) de L. (V.) braziliensis foram utilizadas na fase estacionária inicial (EST-I) e estacionária tardia (EST-T) de crescimento. Inicialmente, foi realizada análise ultraestrutural das formas promastigotas por microscopia eletrônica de transmissão (MET) e foram observadas estruturas sugestivas de CLs distribuídos no citoplasma do parasito, confirmados pela técnica citoquímica ósmio-imidazol, organelas necessárias para o metabolismo energético do parasito. Para quantificar a distribuição de CLs entre os dias de cultivo e entre as cepas, foi realizada análise por citometria de fluxo com Bodipy® 493/503. Os resultados indicaram que a cepa responsável pela LMC apresentou maior quantidade de CLs durante a fase estacionária tardia. Na cepa LCL não foi observado diferença significativa entre as fases estudadas. Assim, pode ser sugerido que a exacerbada resposta inflamatória que ocorre em pacientes com LMC, esteja relacionada com o acúmulo de CLs no parasito, fonte de energia e eicosanoides, como prostaglandinas. Outra hipótese é a possível correlação de CLs com a baixa exposição do fosfolipídio fosfatidilserina para a superfície externa da membrana, importante para a infectividade do parasito. Para análise dos lipídios totais, os parasitos foram submetidos à extração lipídica, seguido da técnica de HPTLC, onde foram encontrados predominantemente fosfolipídios, esterol esterificado, esteróis, triglicerídeos e ácidos graxos compondo o parasito, com variações entre as cepas e entre as fases estudadas. A cepa LCL na fase estacionária tardia possui maior quantidade de lipídios totais, que pode ser justificado por já ser conhecida como a cepa mais infectiva e possivelmente apresentar maior quantidade de glicoconjugados associados com subdomínios lipídicos importantes para o reconhecimento de fagócitos. É importante ressaltar que a maior infectividade da cepa LCL quando comparada à cepa LMC, resulta em um menor processo inflamatório. Estes resultados indicam que há uma variação no perfil lipídico e na distribuição de CLs entre as diferentes cepas de L. (V.) braziliensis, que pode estar relacionado com a infectividade do parasito e com a manifestação clinica da doença.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização sérica da lectina ligadora de manose (MBL) em indivíduos portadores de parasitoses intestinais(Universidade Federal do Pará, 2012) ALENCAR, Maria de Nazaré Costa Santos; VALLINOTO, Antonio Carlos Rosário; http://lattes.cnpq.br/3099765198910740; BATISTA, Evander de Jesus Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2206444845201080Apesar de as parasitoses intestinais, serem conhecidas desde muito tempo e serem estudas desde sua identificação, ainda constituem um desafio quanto ao seu diagnóstico e tratamento. Existe a necessidade de investimentos em pesquisas para o diagnóstico mais preciso, para a pronta intervenção, para os casos existentes. Além da prevenção dos fatores de risco que favorecem o surgimento, a manutenção e a propagação desses agentes. O conhecimento de que a competência imunológica do hospedeiro é um fator limitante da carga parasitária de diversas espécies. Considerando-se que a lectina ligadora de manose (MBL), componente do sistema do complemento, é uma proteína chave do sistema imune inato, atuando na primeira linha de defesa contra os patógenos pois é considerada de fase aguda, este estudo com 221 amostras de indivíduos de ambos os sexos e idades variadas, coletadas em três laboratórios distintos, no período de janeiro a abril de 2012. Foi estabelecido o perfil da população do estudo e fez-se a análise da associação entre fatores sociais e demográficos com as entero-parasitoses e avaliada a influência dos níveis séricos da lectina ligadora de manose(MBL) na susceptibilidade das enteroparasitoses, distribuição por faixa etária e sexo. Estabelecida também a comparação entre as concentrações séricas de MBL dos grupos com identificação de parasitas. Foram observadas associações estatisticamente significativas quando se relacionou os protozoários E.histolytica e G.lamblia com a concentração sérica da MBL.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Choledocystus elegans (Digenea: Plagiorchiidae) of Leptodactylus paraensis (Amphibia: Leptodactylidae) from the Brazilian Amazon(Universidade Federal do Pará, 2017-12) GOMES, Tássia Fernanda Furo; MELO, Francisco Tiago de Vasconcelos; GEISE, Elane Guerreiro; FURTADO, Adriano Penha; SANTOS, Jeannie Nascimento dosOs trematodas são parasitas de vários grupos de vertebrados incluindo os anfíbios, contudo o que se conhece sobre a taxonomia destes parasitas ainda é confusa. O trematoda Choledocystus elegans foi encontrado no intestino delgado de Leptodactylus paraensis na Amazônia oriental e apresenta as seguintes características: vários espinhos pontiagudos no tegumento, papilas nas bordas externa e interna das ventosas orais e ventrais, bolsa do cirro bem desenvolvida contendo um cirro desenvolvido, testículos oblíquos, ovário destro, alças uterinas que se estendem entre os testículos, folículos vitelínicos distribuída por toda a lateral do corpo, começando ao nível do poro genital e cecos intestinais chegando até a região posterior do corpo do helminto. Pela primeira vez, este estudo identificou C. elegans parasitando L. paraensis e descreve aspectos morfológicos nunca caracterizados usando microscopia de luz comum e eletrônica de varredura.Tese Acesso aberto (Open Access) Dirofilariose canina em dois municípios da Ilha do Marajó, Estado do Pará, Brasil: um enfoque epidemiológico, morfológico e molecular(Universidade Federal do Pará, 2009-04-03) FURTADO, Adriano Penha; LANFREDI, Reinalda Marisa; http://lattes.cnpq.br/5488452069004649Os filarídeos são nematóides parasitas de corpo alongado em forma de fio. Os filarídeos parasitas de cães pertencem à Família Onchocercidae, sendo representados principalmente pelos gêneros Acanthocheilonema, Dipetalonema e Dirofilaria. Estes filarídeos se desenvolvem em locais diferentes no hospedeiro vertebrado, necessitando da passagem por um hospedeiro invertebrado hematófago para completar seu ciclo. No cão, diferentes níveis de infecção podem ocorrer, desde assintomática, até o comprometimento cardiovascular, podendo levar à morte. Na Amazônia, pouco se sabe sobre a distribuição destes parasitas, e até o momento, não se realizou um estudo de diagnóstico diferencial. Este estudo foi realizado em dois municípios na Ilha do Marajó (Salvaterra e São Sebastião da Boa Vista), com um enfoque epidemiológico (com a pesquisa de microfilárias em amostras de sangue de cães domésticos), morfológico (pela análise de características taxonômicas de vermes adultos) e molecular (pela comparação entre regiões gênicas de microfilárias circulantes em sangue canino e vermes adultos). O percentual de cães microfilarêmicos foi de 37,34% em Salvaterra e 6,67% em São Sebastião da Boa Vista, resultando numa prevalência total de 32,45%. Os filarídeos adultos coletados em ambos os municípios são da Dirofilaria immitis, por análise morfolágica. Por análise de fragmentos gênicos, concluímos que as microfilárias encontradas na corrente sanguínea dos cães estudados também são da espécie D. immitis, e que estes cães não apresentaram infecção mista.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Doadores de sangue positivos em triagem sorológica para doença de Chagas no Acre: necessidade de adequação e orientação diagnóstica(Universidade Federal do Pará, 2011-01-24) SILVA, Pablo Rodrigo de Andrade e; PÓVOA, Marinete Marins; http://lattes.cnpq.br/2256328599939923O presente estudo, de que participaram 77.893 doadores de sangue que compareceram por primeira vez ao Hemocentro do Acre, de janeiro de 1997 a dezembro de 2008, teve por objetivos: 1) identificar indivíduos com sorologia positiva para doença de Chagas; 2) caracterizar, clinicamente, os indivíduos com sorologia positiva para doença de Chagas e 3) orientar adequadamente indivíduos com sorologia positiva quanto à terapêutica preconizada. A amostra se constituiu de 91,6% de pacientes do sexo masculino, com uma média de idade em torno de 47 anos, todos residentes do Estado do Acre. A triagem sorológica foi realizada com a aplicação do teste ELISA, com 102 resultados positivos; destes, doze foram incluídos no estudo e submetidos a testes confirmatórios, dos quais onze tiveram o resultado positivo confirmado. Segundo a avaliação de exames complementares realizados (ECG, ecocardiograma e endoscopia digestiva alta), um doador apresentava a forma cardíaca instalada e os demais a forma indeterminada da doença. É preciso oferecer o exame confirmatório da doença de Chagas na rotina dos bancos de sangue como forma de garantir o encaminhamento oportuno a uma assistência médica qualificada àquele doador de sangue que se tornou paciente chagásico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos de fragmentação de hábitat sobre a prevalência de parasitoses intestinais em alouatta belzebul (Primates, Platyrrhini) na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2002-05-17) MARTINS, Simone de Souza; FERRARI, Stephen Francis; http://lattes.cnpq.br/3447608036151352Estudos parasitológicos em populações naturais de primatas neotropicais são relativamente raros, existindo poucos dados disponíveis sobre o guariba-de-mão-ruiva, Alouatta belzebul. No presente estudo, populações de A. belzebul foram amostradas em cinco locais na área do reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí no sudeste da Amazônia Brasileira, correspondendo à margem direita do Rio Tocantins. As áreas de coleta incluíram a floresta contínua e fragmentos de hábitats em ilhas, com tamanhos que variaram de 180 a 484 hectares. O principal objetivo deste estudo foi a avaliação dos efeitos da perturbação do hábitat sobre os padrões de infestação por endoparasitas. A densidade populacional foi estimada para cada ponto de coleta usando o método de transecção linear, que variou de 100-108 km percorridos por ponto. Amostras fecais foram coletadas de seis a quatorze grupos em cada local, com um total de 40-46 amostras por ponto (n = 212). As amostras fecais foram fixadas em MIF e observadas através de microscópio óptico, com aumentos de até 400x. A densidade populacional variou entre 66,4 e 191,5 indivíduos por km2. No total, 76,4% das amostras foram positivas para pelo menos uma espécie de endoparasita. Foram identificadas doze táxons de endoparasitas, oito de helmintos e cinco de protozoários. Amostras individuais apresentaram até cinco diferentes espécies de endoparasitas. Em cada local de coleta, o número de espécies identificadas variou entre seis e doze e as taxas de infecção ficaram entre 67,5% e 86%. Não foram encontrados padrões sistemáticos na diversidade de parasitas ou nas taxas de infecção em relação a variáveis como, tamanho de população, densidade ou fragmentação de hábitat. A diversidade e as taxas de infecção variaram mais entre os dois pontos de floresta contínua que nos locais fragmentados e, no geral, foram menores nos locais com menor densidade populacional. A única exceção foi o Trypanoxyuris mirtutus, um oxiurídeo bastante comum transmitido através do contato direto, para o qual foi encontrada uma correlação forte entre as taxas de infecção e a densidade populacional. No geral, foram encontradas poucas evidências capazes de sustentar a hipótese de que a fragmentação do hábitat tem um efeito sistemático nos padrões de infestação em A. belzebul. Contudo, recomenda-se a realização de mais estudos detalhados antes de se estabelecer conclusões definitivas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estrutura da comunidade de helmintos parasitos de Bothrops atrox (Linnaeus, 1758) (Serpentes: Viperidae) da Amazônia Oriental brasileira(Universidade Federal do Pará, 2025-05) MOURA, Fred Gabriel Haick de; MELO, Francisco Tiago de Vasconcelos; http://lattes.cnpq.br/8939740618818787; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-8935-2923; MASCHIO, Gleomar Fabiano; http://lattes.cnpq.br/7967540224850999; https://orcid.org/0000-0002-9013-4437As serpentes desempenham um papel importante nos ciclos de vida de uma ampla variedade de helmintos parasitos, atuando tanto como hospedeiras definitivas quanto intermediárias. Diversos fatores podem influenciar a diversidade, a composição e a estrutura das comunidades parasitárias associadas a esses répteis. Bothrops atrox, uma serpente peçonhenta pertencente à família Viperidae com ampla distribuição pela Amazônia, é de grande relevância médica e, apesar de possuir uma helmintofauna relativamente bem conhecida, ainda há lacunas quanto à dinâmica das relações parasito-hospedeiro envolvendo essa espécie. Diante disso, nosso objetivo nesse estudo foi analisar a diversidade e estrutura da comunidade parasitária de B. atrox de duas localidades da Amazônia Brasileira. Estruturamos essa dissertação em dois capítulos, sendo que no primeiro apresentamos os resultados obtidos a partir de uma análise comparativa da estrutura da comunidade de helmintos parasitos de B. atrox de dois ambientes contrastantes da região amazônica: floresta ombrófila e campos naturais. Nossas análises revelam uma maior abundância de parasitos em hospedeiros proveniente de áreas florestadas, além de mostrar uma correlação positiva entre o tamanho dos hospedeiros e a abundância parasitária. Este é o primeiro estudo dedicado a investigar a diversidade e a estrutura das comunidades de helmintos de B. atrox em diferentes ecossistemas. No segundo capítulo apresentamos, com base em características morfológicas e dados moleculares, uma nova espécie do gênero Kalicephalus, que apresentou os maiores índices de abundância, dominância e prevalência nas comunidades florestais. Esse capítulo também tráz novas perspectivas sobre a história evolutiva do gênero, contribuindo para o entendimento da diversidade e da evolução desse grupo de parasitos. Assim, nosso estudo fornece dados inéditos para a compreensão da diversidade e ecologia de helmintos parasitos de serpentes na Amazônia.Tese Acesso aberto (Open Access) Estudo epidemiológico da amebíase no Estado do Pará utilizando diferentes metodologias para diagnóstico(Universidade Federal do Pará, 2005) SILVA, Mônica Cristina de Moraes; PÓVOA, Marinete Marins; http://lattes.cnpq.br/2256328599939923A epidemiologia da amebíase está sendo reavaliada desde que a E. histolytica (patogênica) foi considerada espécie distinta de E. dispar (não patogênica). Neste estudo, investigou-se a freqüência da amebíase em uma amostra de residentes do Pará por diferentes técnicas de diagnóstico e avaliou-se a patogenia do parasito. Os participantes (n = 845) forneceram material fecal e destes, 191 foram entrevistados quanto aos sintomas de diarréia, cólicas intestinais, constipação, náuseas e vômito. Foram também analisados 8 exsudatos de pacientes com suspeita de amebíase hepática. As amostras foram observadas sob microscopia de luz e a confirmação de E. histolytica feita a partir da pesquisa de antígenos. Um total de 98 amostras fecais e todos os exsudatos foram semeados em meio Pavlova para isolamento e posterior caracterização bioquímica e molecular (identificação de espécie e genotipagem). Isolados de outras regiões do Brasil foram também genotipados. A positividade obtida foi de 29,35% (248/845) e não houve correlação com a faixa etária. A microscopia revelou baixa sensibilidade (45,26%; 74/334), porém elevada especificidade (87,03%; 260/334) quando comparada ao ELISA. Houve relação significativa (OR 4,4026) entre a presença de sintomas e a positividade no ELISA, sendo a diarréia (58,82%) e a cólica intestinal (58,82%) os sintomas mais relatados. Nenhum exsudato foi positivo no exame a fresco, porém 7 foram positivos no ELISA. Obteve-se 22 isolados de material fecal e a caracterização da HE foi possível em 13, dos quais 7 E. histolytica e 6 E. dispar. O DNA de 22 isolados e dos exsudatos foram testados para identificação molecular de espécie e genotipagem. Do total, 16 cultivos (9 cepas mistas, 4 E. dispar e 3 E. histolytica) e 5 exsudatos (todos E. histolytica) amplificaram na PCR. A genotipagem identificou adicional positividade para E. histolytica em um exsudato e revelou diferentes polimorfismos de comprimento para o locus 1-2 de E. histolytica e E. dispar do Pará e de outras regiões do Brasil e um caso de co-infecção por diferentes genótipos de E. dispar. Nossos resultados revelam que a amebíase invasiva é um importante problema de saúde pública em nossa população e grande variedade de genótipos de E. histolytica contribuem para a doença no Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo morfológico de microparasitas em Aequidens plagiozonatus Kullander 1984 (Osteiththyes: Cichlidae)(Universidade Federal do Pará, 2010-12-22) VIDEIRA, Marcela Nunes; MATOS, Edilson Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/7895814591867510O mercado de peixes ornamentais vem crescendo gradativamente nos últimos anos e com a crescente pressão exercida nos bancos naturais de recursos pesqueiros, busca-se alternativas para a continuidade da produção de pescado, seja através da aqüicultura ou da busca por novos recursos pouco ou até mesmo inexplorado, como e o caso do cara-pix8una, Aequidens plagiozonatus. A partir desse conhecimento é importante a realização de estudos que caracterizem o perfil parasitológico dessas espécies de peixes a fim de verificar e controlar a disseminação de parasitas que geram desequilíbrio nos ecossistemas aquáticos. Por isso, o objetivo deste estudo foi Descrever morfologicamente os microparasitas (microsporídios, mixosporídios e coccidios) encontrados em A. plagiozonatus provenientes do rio Peixe-Boi /PA, através do levantamento de ações parasitárias causadas por microparasitas (microsporídios, myxosporídios e coccidios) com ênfase na morfologia destes. Para isso, foram realizadas 5 coletas, totalizando 100 espécimes, sendo estes necropsiados e tendo seus órgãos analisados. Dos órgãos parasitados foram retirados fragmentos, fixados e processados para microscopia de luz. Foram calculados o Indice hepatossomático dos exemplares e a prevalência parasitaria para cada grupo de parasitas analisados, enfatizando os microparasitas. A partir das observações feitas foram encontrados os 3 filos parasitas: Myxozoa, Microsporidia e Apicomplexa. A prevalência dos microsporídios nos exemplares estudados foi de 100%, dos mixosporidios 18% e dos Apicomplexa de 45%. Nossos dados representam uma importante contribuição para o estudo ictiossanitário em A. plagiozonatus na região, uma vez que qualquer atividade que envolva a extração de recursos naturais deve ser gerenciada por meio de medidas de ordenamento e manejo, para permitir o equilíbrio dos ecossistemas, promovendo o uso sustentável de seus recursos e garantindo a preservação do sistema, a fim de que se possa evitar a propagação e transferência de doenças por meio de animais aquáticos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fauna of Culicidae in rural areas of Porto Velho and the first record of Mansonia (Mansonia) flaveola (Coquillet, 1906), for the State of Rondônia, Brazil(Universidade Federal do Pará, 2012-02) GAMA, Renata Antonaci; SILVA, Ivoneide Maria da; MONTEIRO, Hamilton Antonio de Oliveira; EIRAS, Álvaro EduardoIntrodução: O conhecimento da fauna de culicídeos em estados da Amazônia Brasileira auxilia no conhecimento da bionomia dos insetos obtidos, além de possibilitar a observação de modificações da fauna ao decorrer do tempo. Métodos: As capturas dos culicídeos foram realizadas em área extradomiciliar de duas zonas rurais de Porto Velho, durante junho e julho, nos anos de 2007 e 2008, com a armadilha BG-Sentinel®. Resultados: Foram coletados 10.695 culicídeos, distribuídos em nove gêneros: Coquillettidia, Culex, Mansonia, Psorophora, Aedes, Aedeomyia, Anopheles, Uranotaenia e Wyeomyia.Conclusões: Foi registrada pela primeira vez no estado a presença de Mansonia (Mansonia) flaveola.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) First occurrence of Quadrigyrus nickoli (Acanthocephala) in the ornamental fishHyphessobrycon eques(Colégio Brasileiro de Parasitologia Veterinária, 2013-03) FUJIMOTO, Rodrigo Yudi; ALMEIDA, Edilene Santos de; DINIZ, Daniel Guerreiro; MARTINS, Maurício Laterça; EIRAS, Jorge CostaO objetivo desse trabalho foi registrar a primeira ocorrência sazonal do acantocefala Quadrigyrus nickoliSchmidt & Hugghins, 1973(Quadrigyridae) no peixe “Mato Grosso”,Hyphessobrycon eques Steindachner, 1882 (Characidae), capturados no Rio Chumucuí, região Bragantina, Pará, Brasil. Os peixes foram coletados no período de julho∕2006 a junho∕2007 e examinados com técnica padrão para detecção de parasitas. Um total de 75 parasitas foram encontrados no estômago e intestino. Dos 83 peixes capturados (50 na estação seca e 33 na chuvosa), 22 estavam parasitados por cistacantos de Quadrigyrus nickoli. No presente trabalho discute-se a importância do H. eques como hospedeiro paratênico para Quadrigyrus nickoli. Os presentes dados constituem o primeiro estudo sobre a biologia e a infecção de Q. nickoli na Amazônia oriental.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Gnathostomatidae nematode parasite of Colomesus psittacus (Osteichthyes, Tetraodontiformes) in the Ilha de Marajó, Brazilian Amazon(Universidade Federal do Pará, 2017-09) PINHEIRO, Raul Henrique da Silva; SANTANA, Ricardo Luis Sousa; MELO, Francisco Tiago de Vasconcelos; SANTOS, Jeannie Nascimento dos; GEISE, Elane GuerreiroO gênero Gnasthostoma é composto por 17 espécies, sendo reportado o caráter zoonótico para algumas. Este trabalho descreve a presença de nematoide da família Gnathostomatidae, parasito do trato digestório de Colomesus psittacus, na Ilha de Marajó, Amazônia oriental brasileira, transportados para o laboratório, necropsiados os helmintos colhidos e fixados. Dos 30 animais analisadas 16,67% estavam parasitados por nematoides. As larvas de nematoides foram encontradas encistadas na serosa intestinal, apresentam na região anterior dois lábios com duas papilas cada, bulbo cefálico armado de 6 fileiras de espinhos descontínuos, quatro sacos cervicais, esôfago claviforme, estrias cuticulares ao longo do corpo, abertura anal simples, cauda curta, terminando em um mucron. A junção de todos esses caracteres morfológicos, são características diagnósticas para gênero Gnathostoma. Os indivíduos adultos são parasitos de estômago de mamíferos carnívoros e raramente de peixes, porém peixes, anfíbios, répteis e aves atuam como hospedeiros intermediários das larvas (L3) e o homem pode atuar como hospedeiro acidental.Tese Acesso aberto (Open Access) Hidatidose policística no Estado do Acre: contribuição para o diagnóstico, tratamento e prognóstico dos pacientes(Universidade Federal do Pará, 2010-06) SIQUEIRA, Nilton Ghiotti de; PÓVOA, Marinete Marins; http://lattes.cnpq.br/2256328599939923A equinococose é uma zoonose cujos agentes etiológicos são helmintos do gênero Echinococcus. Há cinco espécies de Echinococcus, duas delas, o E. oligarthrus (Diesing, 1863) e o E. vogeli (Rausch & Bernstein, 1972) ocorrem apenas em zonas neotropicais. A equinococose pelo E. vogeli provoca cistos hidáticos múltiplos, principalmente no fígado dos hospedeiros intermediários, dos quais um deles é o ser humano. O pouco conhecimento acerca da doença faz com que o diagnóstico seja retardado ou até mesmo equivocado. A falta de sistematização nas indicações de tratamento também dificulta a avaliação dos resultados e prognóstico dos pacientes com lesões hepáticas e peritoneais causadas pelo E. vogeli. Neste trabalho, descrevemos o quadro clínico dos pacientes; propomos protocolo de classificação radiológica, utilizado na classificação da equinococose alveolar (E. multilocularis, Classificação “PNM”, Kern et al., 2006), que foi adequado também para a equinococose policística (E. vogeli); e descrevemos uma opção terapêutica para o tratamento dessa hidatidose que anteriormente só havia sido utilizada para casos de equinococose cística (E. granulosus, PAIR -Puncture, Aspiration, Injection, Reaspiration, Brunnetti et al., 2001). Uma coorte prospectiva foi iniciada no ano de 1999 e até 2009 foram incluídos 60 pacientes. Foram descritos os principais sintomas e sinais: dor no andar superior do abdome (65%) e hepatomegalia (60%) e os pacientes foram classificados conforme a Classificação “PNM” e submetidos a três modalidades terapêuticas: (i) quimioterapia com albendazol na dose de 10mg/Kg/dia, (ii) tratamento cirúrgico com ressecção dos cistos ou (iii) punção percutânea – PAIR. Após exclusão de 2 casos, por preenchimento inadequado do protocolo de pesquisa, os grupos foram assim distribuídos: terapêutica com albendazol: n=28 (48,3%; 28/58), terapêutica cirúrgica: n=25 (52,1%; 25/58) e PAIR: n=5 (8,1%; 5/58). Os resultados foram estratificados conforme o resultado da terapêutica: “Cura”, representada pelo desaparecimento das lesões após tratamento clínico ou cirúrgico; “Melhora clínica”, entendidas como pacientes assintomáticos, sem perda ponderal e com as funções fisiológicas preservadas; “Sem Melhora”, incluiu os pacientes que permaneceram sintomáticos; “Óbito”; e “Sem informação”, o acompanhamento não permitiu a conclusão sobre o desfecho. Nos três grupos terapêuticos a taxa de letalidade de 15,5% (9/58), “sem melhora” 1,7% (1/58), “melhora clínica” em 40,0% (23/58) e “cura” em 32,8% (19/58). Com relação ao desfecho “óbito”, não houve diferença entre as terapêuticas com albendazol ou cirúrgica com 4 (14,2%) e 3 (12%) óbitos respectivamente; porém, no primeiro grupo, albendazol, o desfecho “cura” foi de 4,3% (1/23) e “melhora clínica” 74,0% (17/23), enquanto que no grupo “cirurgia” a “cura” representou 71,0% (17/24) e “melhora clínica” com 16,7(4/24). A terapêutica “PAIR” foi associado a taxa de letalidade de 40% (2/5), cura em 20% (1/5) e melhora clínica em 40% (2/5). A Classificação “PNM” foi útil para indicar tipo terapêutica nos casos de hidatidose policística. Em conclusão, na série estudada a terapêutica cirúrgica apresenta melhor resultado que a terapêutica clínica quanto aos desfechos “cura” e “melhora clínica”. A terapêutica por PAIR necessita de mais estudos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Histopathologic aspects in Plagioscion squamosissimus (HECKEL, 1940) induced by Neoechinorhynchus veropesoi, metacestodes and anisakidae juveniles(Universidade Federal do Pará, 2014-06) MELO, Francisco Tiago de Vasconcelos; RODRIGUES, Rogério Antonio Ribeiro; GEISE, Elane Guerreiro; GARDNER, Scott Lyell; SANTOS, Jeannie Nascimento dosPlagioscion squamosissimus (Heckel, 1840) é uma espécie de peixe endêmico da Bacia Amazônica e comumente conhecido como “pescada branca” e é de extrema importância ambiental e comercial no Estado do Pará. O estudo das relações parasito-hospedeiro são importantes para a compreensão do papel dos parasitas no ambiente. O presente trabalho descreve aspectos histopatológicos causados por helmintos intestinais e cavitários encontrados parasitando P. squamosissimus de Belém, PA. As larvas da família Anisakidade e metacestóides (Proteocephalidae) (ambos prevalência de 100%) encontravam-se recobertas por uma cápsula de tecido conjuntivo do hospedeiro, sendo observada fraca reação inflamatória para larvas de Anisakidae, no entanto observou-se que metacestoides embebidos na muscular interna apresentaram um infiltrado inflamatório. Neoechinorhynchus veropesoi (prevalência de 38%) encontrava-se embebido na camada muscular interna do intestino, induzindo reação inflamatória mais intensa. Estudos evidenciando as reações histopatológicas em peixes são raros, no entanto são de extrema importância para a compreensão das relações parasito-hospedeiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) ICB/PPGBAIP Estudo da ocorrência e perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos de Staphylococcus aureus isolados de pacientes e profissionais de saúde na Unidade de Terapia Intensiva de hospital público de Rio Branco-AC(Universidade Federal do Pará, 2011-02-07) LAVIOLA GARCÊZ, Poliana Torres; LOUREIRO, Edvaldo Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/2685418720563351A infecção hospitalar (IH) é um grave problema de saúde pública, principalmente em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido à gravidade do quadro clínico, uso constante de antimicrobianos e frequência do emprego de procedimentos invasivos. O Staphylococcus aureus (S. aureus) é um dos principais patógenos que coloniza indivíduos saudáveis e responde também, por infecções em pacientes hospitalizados. O presente estudo objetivou a identificação do perfil de suscetibilidade, principais sítios acometidos por infecção e possíveis fatores de risco associados à infecção ou colonização por S. aureus isolados de pacientes e profissionais de saúde da UTI de Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB) – Acre. Foi desenvolvido um estudo transversal no período de janeiro a agosto de 2009. Para pesquisa de portadores, foram coletadas amostras biológicas da microbiota dos pacientes e profissionais de saúde. Para o levantamento de casos de pacientes com IH, foram coletadas amostras biológicas dos sítios suspeitos de estarem acometidos, a partir de 72 horas da data de sua admissão, até alta, transferência ou óbito. Dos 62 pacientes inseridos nos estudo, 19,3% foram portadores e 6,4% desenvolveram IH por S. aureus; e dos 35 profissionais, 28,6% foram portadores de S. aureus. Foi a segunda espécie bacteriana mais isolada de pacientes portadores e a quinta mais isolada de casos de IH. Não houve comprovação estatística para as variáveis abordadas no estudo serem consideradas fatores de risco para aquisição de IH por S. aureus. Os sítios anatômicos acometidos por IH por S. aureus foram o trato respiratório (n=2), seguido de corrente sanguínea (n=1). A amostra ponta de cateter foi responsável por 1 isolado. Um (1,6%) paciente desenvolveu IH por MRSA; e 5 (8,1%) pacientes e 2 (5,7%) profissionais foram portadores de MRSA, ocorrência baixa quando se relaciona com os resultados do restante do Brasil e do mundo. Destaca-se ainda, a incidência do MSSA sobre o MRSA e a baixa resistência dos MRSA aos antimicrobianos, demonstrando que na UTI do HUERB, as IH por S. aureus ainda não se constituem um problema de saúde pública. Não houve isolados de S. aureus resistentes à vancomicina, podendo ser considerada uma opção terapêutica para os casos de IH por MRSA. Vale ressaltar a importância desse estudo no Estado do Acre, por constituir o primeiro desta natureza em UTI, envolvendo S. aureus e MRSA.
