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Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA::FISIOLOGIA DOS GRUPOS RECENTES"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atributos funcionais como características distintivas de comunidades: o que diferencia anuros do Cerrado e da Caatinga?
    (Universidade Federal do Pará, 2019-01) SANTOS, Mayra Caroliny de Oliveira; COSTA, Maria Cristina dos Santos; http://lattes.cnpq.br/1580962389416378
    As condições ambientais influenciam a distribuição de organismos e modificam as características funcionais. Essas características podem ser morfológicas, comportamentais e fisiológicas que apresentem uma função. Avaliamos a diversidade taxonômica e funcional de anuros em ambientes de Cerrado e Caatinga no Piauí, Brasil. Os anuros foram coletados no município de Floriano, em área de Cerrado com fitofisionomia de cerradão e no município de Alvorada do Gurguéia, na Caatinga com fitofisionomia de caatinga arbórea. O método utilizado foi busca ativa e auditiva entre janeiro e abril de 2018. Foram estabelecidas seis parcelas, com no mínimo 500 metros de distância entre elas em cada localidade. A composição das espécies foi verificada pela análise de PCoA e PERMANOVA. Para diversidade funcional foi usado a entropia quadrática de Rao. A RLQ e o método fourth-corner relacionaram os atributos com às características ambientais. Os resultados mostraram separação e diferença na composição das espécies de acordo com as diferentes áreas. As fitofisionomias de Cerrado e Caatinga apresentaram diferenças nos valores de diversidade funcional dos anuros. A área de Cerrado teve relação com a temperatura e precipitação e a área de Caatinga com a serrapilheira. A composição de anuros foi influenciada por variáveis ambientais e não teve significância sobre a composição de atributos funcionais. Assim, a composição foi influenciada pelo ambiente e as distinções entre as fitofisionomias como período chuvoso e quantidade de microhabitats foram importantes para as diferenças nos atributos funcionais de espécies de anuros e por consequência na diversidade funcional.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Ensaios estereológicos e morfologia tridimensional na formação hipocampal de aves migratórias marinhas: análise quantitativa da imunomarcação seletiva de neurônios e micróglia em Calidris pusilla e Actitis macularia
    (Universidade Federal do Pará, 2013-08-14) DINIZ, Cristovam Guerreiro; SHERRY, David Francis; DINIZ, Cristovam Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/2014918752636286
    É objetivo do presente trabalho implantar como modelos para estudo da formação hipocampal das aves migratórias as espécies de maçarico Calidris pusilla e Actitis macularia que abandonam as regiões geladas do Canadá, fugindo do inverno, em direção à costa da América do Sul e do Caribe onde permanecem até a primavera quando então retornam ao hemisfério norte. Mais especificamente pretende-se descrever a organização morfológica qualitativa e quantitativa da formação hipocampal, empregando citoarquitetonia com cresil violeta e imunomarcação para neurônios e células da glia, sucedidas por estimativas estereológicas do número total de células identificadas com marcadores seletivos para aquelas células, assim como comparar a morfologia tridimensional da micróglia das aves com a dos mamíferos. As coletas de campo para a caracterização da formação hipocampal do Calidris pusilla e Actitis macularia em seus aspectos morfológicos foram feitas no Brasil na Ilha Canelas (0°47'21.95"S e 46°43'7.34"W) na Costa da Região Nordeste do Pará no município de Bragança, e no Canadá, na Baia de Fundy perto de Johnson's Mills na cidade de New Brunswick (45°50'19.3" N 64°31'5.39" W). A definição dos limites da formação hipocampal foi feita empregando-se as técnicas de Nissl e de imunomarcação para NeuN. Para a definição dos objetos de interesse das estimativas estereológicas e das reconstruções tridimensionais empregou-se imunomarcação com anticorpo anti-NeuN para neurônios e anti-IBA- 1 para micróglia. As estimativas estereológicas revelaram em média número similar de neurônios nas duas espécies enquanto que no hipocampo de Actitis macularia observou-se número de micróglias 37% maior do que no de Calidris pusilla. Além disso, encontrou-se que em média o volume da formação hipocampal do Actitis macularia é 38% maior do que o encontrado em Calidris pusilla. Os estudos comparativos da morfologia microglial das duas espécies de aves com a dos mamíferos Rattus novergicus e Cebus apella revelaram diferenças morfológicas significantes que indicam que as micróglias das aves mostram em média, menor complexidade (dimensão fractal), tem diâmetros e perímetros de soma menores e possuem ramos mais finos do que aquelas do rato e do macaco.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estruturas do olho do Macrobrachium amazonicum (Heller, 1862) (Crustacea, Decapoda, Palaemonidae): estudo utilizando microscopia óptica e de varredura.
    (Universidade Federal do Pará, 2011-01-19) BOULHOSA, Silvio Márcio Pereira; SILVA FILHO, Manoel da; http://lattes.cnpq.br/2032152778116209
    O gênero Macrobrachium contém mais de 120 espécies e ocorre nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo (VALENTI, 1987). São camarões de água doce da família Palaemonidae e da ordem Decapoda (RAFINESQUE, 1815; LATREILLER, 1802). No Brasil existem 18 espécies, até agora classificadas, distribuídas ao longo da bacia amazônica (MELO 2003). Entre estas, o Macrobrachium amazonicum (HELLER, 1862) conhecido popularmente como camarão-sossego ou camarão-canela, amplamente empregados na carcinicultura. Os crustáceos dispõem de estruturas sensitivas localizadas no cefalotórax, que permitem receber estímulos do meio para localizar e capturar o alimento (BARNES, 1998). Os olhos compostos estão presentes em todas as classes de crustáceo. Assim, a hipótese levantada nessa pesquisa foi que no Macrobrachium amazonicum, estes olhos são do tipo de superposição reflexiva, onde o aparelho dióptrico e o rabdômero se estendem em camadas e está separado por uma zona clara não pigmentada. Neste trabalho temos como objetivos: Avaliar os aspectos morfológicos do olho do Macrobrachium amazonicum em microscopia eletrônica de varredura; Caracterizar a morfologia das células fotorreceptoras; Descrever as estruturas morfológicas do olho do M. amazonicum; Caracterizar as relações morfométricas entre o olho e as demais estruturas do M. amazonicum. Os animais foram adquiridos no distrito de Mosqueiro nos períodos de chuvas, março de 2009 e março de 2010, com pescadores no município de Santa Bárbara, área metropolitana de Belém, e transportados para o laboratório em caixas de isopor, sendo mantidos em quarentena em um recipiente contendo uma solução de permanganato de potássio a 1,3 mg/L (CARNEIRO et al., 005). Os animais foram fixados em Davidson e Karnovisky, em seguida os olhos de cada animal foram cuidadosamente seccionados e colocados em frascos plásticos. Nas relações biométricas foram realizadas a análise de variância com α = 0,05, foi realizada com Bio Estat 5.0 para os comprimentos do olho látero-lateral e ântero-posterior dos quatro morfotipos, e SigmaPlot 11.0 e regressão linear simples, para as variáveis olho total e cefalotórax. Observou-se que o tamanho médio do cefalotórax, do corpo, do olho é respectivamente: 21,03 mm; 70,62 mm e 4,52 mm, sendo que, o peso médio do camarão foi de 7,97 g. Os valores máximos registrados dessas estruturas foram de 31,95 mm para o cefalotórax; 100,10 mm para o tamanho do corpo; 6,80 mm para o tamanho do olho e de 20,54 g para o peso do camarão. Após análise histológica foram identificadas as seguintes estruturas (Figs. 13 e 14 A-B): córnea, cone cristalino, pigmento distal, haste do cone, zona clara, cutícula, retina, rabdoma, fibras do nervo óptico e lamina. Com relação à microscopia eletrônica de varredura, foram selecionadas para observação as principais estruturas e especialmente o arranjo em seção transversal quadrada dos omatídeos (Figs. 16 A-B). As análises morfométrica e morfológica (por histologia e microscopia eletrônica de varredura) apontaram características próprias de Macrobrachium amazonicum adultos oriundos da região metropolitana de Belém. Estes achados incluem uma óptica de superposição reflexiva com olhos adaptados a percepção de estímulos luminosos.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Estudo sobre o crescimento do tambaqui (Colossoma macropomom) submetido à dieta suplementada com camu camu (Myrciaria dubia) em água corrente e aquecida
    (Universidade Federal do Pará, 2018-09) CANTO, Miguel Angelo de Oliveira; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/9601463988942971; DINIZ, Domingos Luiz Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/9601463988942971
    Este estudo investigou o crescimento do tambaqui (Colossoma macropomum) (Cm), um teleósteo caracídeo endêmico da região amazônica, em laboratório. Peixes juvenis foram submetidos à simulação das condições naturais de alimentação, clima e água corrente, correspondentes aos períodos de cheia e seca do ciclo hidrológico Amazônico. Na cheia sua alimentação é predominante de frutos e sementes, o ambiente é ameno (28±2°C) e a correnteza é maior (0,2 a 0,3 m/s). Na seca, a alimentação é à base de proteína animal, não há correnteza e a média da temperatura se eleva (34±2°C). Por conseguinte, o alvo deste estudo foi investigar os efeitos da Myrciaria dubia (Md) no crescimento do Cm nas simulações de seca ou cheia, no que tange a temperatura amena (28º C) ou aquecida (34ºC), água parada ou corrente (0,2 ou 0,3m/s), e dieta com maior (45%) ou menor (32%) teor de proteína bruta (PB). Para tal, juvenis de Cm foram aclimatados (70 ou 126 dias) em tanques de (310 ou 1000 litros) de acordo com o protocolo experimental. Protocolo I: dieta com oferta diária fracionada (3x/dia) e suplementada com Md; proteína bruta a (45 ou 32%); água corrente (0,2 m/s) ou parada a 28 ou 34ºC; análise do conteúdo muscular de IGF-1 e lipídeos totais. protocolo II: oferta única ou fracionada (3x/dia); água parado ou corrente (0,3 m/s), intercalada, (12 horas) ou contínua; quantificação da massa de gordura cavitária. Os resultados estão apresentados em média mais ou menos erro padrão da média e comparada por ANOVA mais pós-teste Bonferrone. Teste de correlação para peso, comprimento ou gordura cavitária versus água corrente; nas condições de oferta única ou fracionada foi realizada para verificar inter-relações entre os fenômenos estudados. Uma potencialização da expansão da massa corporal mais não do comprimento ocorreu pela dieta Suplementada com Md na condição água parada e aquecida. Em contraste similar potencialização ocorreu para água corrente e aquecida na dieta 45% PB. Por sua vez menor performance de crescimento (peso e comprimento) foi observada no grupo submetido a dieta 32% PB. A água corrente igualmente potencializou o acumulo de gordura cavitária e muscular de lipídeos totais, sugerindo que o esforço natatório demanda acumulo de energia potencial possivelmente relacionado à preservação do anabolismo proteico, desde que não foi alterado o conteúdo de proteínas no tecido muscular. Por outro lado a oferta única diária de alimento não foi suficiente para manter a performance de crescimento resultante ao nado sustentado (água corrente). Já na oferta fracionada o grupo submetido a água corrente continua apresentou a melhor performance, sugerindo que o nado sustentado em água corrente pode ser um fator determinante para o crescimento do Cm se lhe for ofertada dieta com alto teor proteico, ao considerarmos o ambiente aquecido como o mais favorável. Finalmente, o conteúdo aumentado de IGF-1 no musculo confirma participação deste fator de crescimento como via final de regulação humoral da hipertrofia muscular. Hipertrofia esta resultante ao aumento do esforço natatório, e, surpreendentemente, em resposta a dieta suplementada por Md.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Filogenia do gênero Mischocyttarus de Saussurre, baseado em caracteres morfológicos e moleculares, e revisão taxonômica do subgênero Megacanthopus Ducke (Hymnoptera, Vespidae, Polistinae)
    (Universidade Federal do Pará, 2019-03) FELIZARDO, Sherlem Patrícia de Seixas; SILVEIRA, Orlando Tobias; http://lattes.cnpq.br/9654506257169791; https://orcid.org/0000-0002-5899-199X
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fisiologia térmica e vulnerabilidade dos lagartos da Amazônia (Reptilia: Squamata) frente às mudanças climáticas
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-12) URTIAGA, Luisa Maria Viegas Becerra; ÁVILA-PIRES, Teresa Cristina Sauer de; http://lattes.cnpq.br/1339618330655263; QUEIROZ, Helder Lima de; http://lattes.cnpq.br/3131281054700225
    É previsto que o aquecimento global leve a Terra a um aumento da temperatura de até 4.8°C até o final do século XXI, o que pode afetar negativamente distribuição das espécies de lagartos, considerando que são animais ectotérmicos e dependem diretamente da temperatura do ambiente para regularem a temperatura corporal (Tc). Estes animais geralmente apresentam como resposta compensatória ao estresse térmico a restrição do tempo de atividade em refúgios, para minimizar o risco de morte por superaquecimento. Acredita-se que a vulnerabilidade das espécies seja portanto inversamente proporcional à Tc e ao número de horas de restrição nos refúgios (Hr), e diretamente associada à temperatura máxima do ambiente (TMA), o que significa que qualquer lagarto, seja ele termoconformador ou heliotérmico, pode ser vulnerável às mudanças climáticas. Há pouca informação disponível na literatura em relação a biologia dos lagartos da Amazônia, apesar de ser a região mais biodiversa do mundo e abrigar cerca de 210 espécies de lagartos ao longo de sua extensão. Com isso, o primeiro capítulo do presente trabalho teve como objetivo sintetizar o conhecimento acerca da fisiologia térmica destes animais e incorporar dados inéditos de preferência térmica de algumas espécies, além de caracterizar o seu modo de termorregulação e recuperar as relações entre os caracteres. O segundo capítulo, por sua vez, analisa o status de persistência/ausência de 29 espécies de lagartos amazônicos, com projeções para 2050 e 2070, verificando se a sua vulnerabilidade está de fato associada à Tc, Hr e TMA. Quarenta e cinco estudos reportando Tcs de 62 espécies foram encontrados, e dados adicionais de Tc, bem como dados inéditos de preferência térmica, foram coletados em 13 localidades na Amazônia, abrangendo diversas fitofisionomias do bioma. Foram obtidos dados de temperatura preferencial (Tpref), temperaturas voluntárias mínima (Vtmin) e máxima (Vtmax) e zona de tolerância (críticos térmicos, Ctmin e Ctmax) para 33 espécies, e dados de performance (Tot) para 10 espécies. Tc, Tpref e Vtmin apresentaram sinal filogenético fraco (K<1), e todas as variáveis se correlacionam, exceto por 1) Tot, que não apresenta correlação com Ctmax e 2) Ctmin, que só se correlaciona com Tot. Embora apresentem diferenças estatisticamente significativas, heliotérmicos e termoconformadores apresentam características térmicas intercaladas na escala de valores, demonstrando um continuum entre os extremos dos modos de termorregulação. A utilização de um modelo de distribuição que combina dados ambientais e de fisiologia para calcular a distribuição potencial atual e futura das espécies, considerando um cenário de emissão de gás carbônico realista, permitiu a verificação do status de persistência/ausência de 29 espécies de lagartos amazônicos. Três delas, todas heliotérmicas, apresentaram um projeção de expansão territorial até 2070. Para as demais, foi prevista uma redução de área de ocorrência, com heliotérmicos apresentando, em média, menores Hr e maiores Tc que os termoconformadores. Não foi verificado um padrão de vulnerabilidade relacionado ao modo de termorregulação, e a maioria das espécies apresentou baixas Tcs e/ou Hr, concordando com a hipótese que relaciona vulnerabilidade à Tc, Hr e TMA. Foi feita ainda a modelagem de outras oito espécies, porem estas apresentaram resultados controversos nos cálculos de distribuição potencial e portanto não foram incluídas nas análises de vulnerabilidade. Tais espécies estão sendo avaliadas pelos desenvolvedores do modelo para eventuais ajustes. Por fim, caso as previsões se concretizem, as altas restrições de área recuperadas pelo modelo podem refletir um elevado risco de extinção das espécies. O resultado é preocupante mesmo considerando eventuais limitações do método, e reforça a necessidade de políticas conservativas que levem em consideração os efeitos das mudanças climáticas sobre a fauna, além de mais estudos visando ampliar nosso entendimento acerca das consequências do aquecimento global.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Regulação comportamental em caititus (Pecari tajacu): o efeito da estrutura social na função reprodutiva de fêmeas em cativeiro
    (Universidade Federal do Pará, 2014-05-02) SILVA, Suleima do Socorro Bastos da; GUIMARÃES, Diva Anelie de Araújo; http://lattes.cnpq.br/2891287458034896
    As falhas na fertilidade de fêmeas de caititus (Pecari tajacu) adultas criadas em cativeiro são um fator restritivo para a eficiência da produção e precisam ser melhor investigadas. Avaliar a função reprodutiva de fêmeas mantidas em sistema intensivo de criação foi o objetivo dessa pesquisa. Vinte fêmeas foram monitoradas em grupos familiares (controles), por 60 dias, e experimentais (fêmeas descendentes agrupadas com machos não aparentados e na ausência dos genitores), por mais 60 dias. As interações agonísticas, de submissão, amigáveis e sexuais foram filmadas três vezes na semana, a dominância social foi avaliada pelo método Elo-rating e a preferência social através da frequência de interações amigáveis. O sangue foi colhido para dosagem de progesterona plasmática por radioimunoensaio em fase sólida e a prenhez foi confirmada por exame ultrassonográfico. Em três dos quatro grupos controle os genitores mantiveram-se nos postos mais elevados da hierarquia enquanto na fase experimental, as fêmeas descendentes ocuparam os postos mais elevados. A frequência das interações amigáveis recebidas dependeu do sexo e da condição (H=142.991 p<0.01), sendo que as fêmeas genitoras receberam, em média, 2,21 vezes mais interações do que os outros indivíduos. Machos e fêmeas receberam frequências iguais nos grupos experimentais. O estro teve duração de 3,6 ± 1,0 dias com progesterona em 1,2 ± 0,6 ng/mL e maior frequência de cópulas no terço final desse período. As interações sexuais aumentaram no estro em fêmeas (P=0.0019) e machos (P <0.0009) que intensificaram sua frequência de inspeção olfativa. Cópulas foram registradas no início da prenhez. Todas as fêmeas pluríparas (mais pesadas, mais velhas e dominantes) apresentaram atividade reprodutiva (ciclicidade ou prenhez) enquanto sete nulíparas apresentaram períodos de anestro, curtos (16 dias) ou longos (60 dias) no grupo controle. No grupo experimental todas as nulíparas e a primípara copularam e 14 filhotes nasceram, porém, apenas cinco mantiveram-se após sete dias de vida. Demonstramos a presença da dominância dos genitores sobre os descendentes e de um mecanismo de inibição reprodutiva nos agrupamentos familiares. Sugerimos que as fêmeas nulíparas em idade reprodutiva sejam remanejadas do seu grupo de origem para grupos com machos não aparentados, garantindo o potencial reprodutivo da criação e o acesso à comida, espaço e outros recursos preferenciais geralmente priorizados por indivíduos dominantes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Taxonomia integrativa de nematódeos Oswaldocruzia (Trichostrongyloidea: Molineidae) da Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2019-04) COSTA, Yuri Willkens de Oliveira; SANTOS, Jeannie Nascimento dos; http://lattes.cnpq.br/4543897195525368; https://orcid.org/0000-0002-6612-6410
    Oswaldocruzia é um gênero de nematódeos parasitos de anfíbios (Anura, Caudata) e répteis (Squamata), representado por cerca de 90 espécies distribuídas mundialmente, das quais 43 ocorrem na região Neotropical. As espécies de Oswaldocruzia são caracterizadas principalmente pela morfologia espicular dos machos e são divididas em cinco grupos biogeográficos (Oriental-Etíope, Neo-etíope, Holártico, Neotropical Caribenho e Neotropical Continental) e, também, em três tipos morfológicos de bolsa copuladora (tipos I, II e III). Porém, a similaridade morfológica, a ausência de chaves de identificação atualizadas e de dados moleculares dificulta a sistemática do gênero. Assim, este estudo teve como objetivo, a realização da taxonomia integrada de nove espécies de Oswaldocruzia parasitos de oito espécies de anfíbios e uma espécie de réptil oriundos de diferentes coletas realizadas em três localidades no estado do Pará. Os hospedeiros foram necropsiados e os helmintos encontrados foram limpos, fixados e armazenados em etanol 70%. Para o estudo morfológico, os espécimes foram destinados à observação por microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Para o estudo molecular, realizamos a extração, amplificação e sequenciamento da região codificadora da enzima Citocromo c Oxidase Subunidade I do DNA mitocondrial. As sequências resultantes foram alinhadas e comparadas com dez sequências disponíveis publicamente no GenBank e duas reconstruções filogenéticas foram realizadas para observar as relações de parentesco, uma sob o critério de Máxima Verossimilhança e outra por Inferência Bayesiana. Como resultados identificamos Oswaldocruzia belenensis em Rhinella marina e Rhinella margaritifera, Oswaldocruzia chabaudi em Boana geographica e Boana wavrini, Oswaldocruzia chambrieri em Amazophrynella bokermanni e R. margaritifera, Oswaldocruzia lanfrediae em Leptodactylus paraensis, Oswaldocruzia vitti em Anolis fuscuauratus, Oswaldocruzia sp. nov. 1 em Phyllomedusa vaillantii e Oswaldocruzia sp. nov. 2 em Osteocephalus oophagus. O alinhamento e comparação dos níveis de divergência demonstraram diferenças significativas entre as novas sequências obtidas e as sequências do GenBank. Ambas as reconstruções filogenéticas demonstraram dois clados principais, um incluindo as sequências do México e outro clado geneticamente distinto da Amazônia, destacando a ocorrência de O. chabaudi em B. wavrini e B. geographica, a relação próxima entre as sequências de parasitos de Bufonidae e novas registros de hospedeiros e localidades para O. chambrieri e O. belenensis. Este estudo adiciona informações acerca da diversidade de helmintos parasitos de anfíbios e répteis da Amazônia, e demonstra que a combinação dos métodos morfológicos e moleculares apresentam potencial satisfatório para delimitação de espécies e caracterização do gênero.
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