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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da dispersão de luz sobre a retina de pacientes com histórico de hanseníase(Universidade Federal do Pará, 2012) OLIVEIRA, Iraciane Rodrigues Nascimento; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A hanseníase acomete as estruturas oculares e tem o potencial de prejudicar a passagem da luz através dos meios ópticos e prejudicar a formação da imagem na retina. Devido a importância da visão na vida do ser humano, a diminuição da qualidade de formação de imagem na retina, piora a qualidade de vida de pessoas que podem ter alterações sensoriais somestésicas e motoras. Este estudo transversal foi realizado com pacientes com história de hanseníase registrados no município de Governador Edison Lobão no Estado do Maranhão no período de agosto de 2011 a maio de 2012 e teve como principal objetivo avaliar o grau de dispersão da luz sobre a retina destes pacientes. Os dados foram colhidos através da utilização do aparelho C-Quant, o qual utiliza um procedimento psicofísico que permite quantificar a avaliação da dispersão da luz sobre a retina. Também foram utilizados questionários com o intuito de identificação as formas clínicas, grau de incapacidades, tempo de tratamento e dificuldade visual e comprometimento ocular dos pacientes envolvidos na pesquisa. Foram avaliados 50 olhos de pacientes com história clínica de hanseníase e foram comparados a 48 olhos de sujeitos controles. Não houve diferença entre os grupos estudados quanto à acuidade visual. Houve diferença estatística entre os valores de dispersão da luz entre os grupos controle e de pacientes com hanseníase (ANOVA de uma via, α = 0,05). Não houve diferença dos valores de dispersão de luz entre olhos de pacientes com diferentes formas clínicas da hanseníase. Vinte e sete (54%) olhos de pacientes com hanseníase apresentaram valores de dispersão da luz maiores acima de 99% da distribuição dos valores de dispersão da luz do grupo controle. Os valores da dispersão da luz em função da idade dos sujeitos controle ajustaram-se bem a um modelo preditivo, enquanto os valores dos pacientes com hanseníase não tiveram um bom ajuste ao modelo preditivo. A dispersão da luz em função do tempo de diagnóstico mostrou que os valores de dispersão da luz são maiores em pacientes recém-diagnosticados e que iniciaram o tratamento (2-6 meses) e em pacientes já tratados e com tempo de diagnósticos superior a 30 meses. Mesmo pacientes com acuidade visual normal tiveram alteração da dispersão da luz na retina e podem ter a qualidade de vida prejudicada no decorrer da vida. As alterações de dispersão da luz apresentados pelos pacientes com história de hanseníase devem ser devido ao comprometimento dos tecidos oculares devido a hanseníase, consequência de perdas de reações protetoras aos olhos devido perdas somestésicas e uso da terapia medicamentosa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da razão sinal ruído em eletrorretinografia multifocal: descrição do método e aplicação em toxoplasmose ocular(Universidade Federal do Pará, 2009) CARVALHO, Aline Correa de; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; SILVEIRA, Luiz Carlos de Lima; http://lattes.cnpq.br/9383834641490219Este trabalho objetivou desenvolver uma análise quantitativa que permita, em sujeitos saudáveis e pacientes com perda visual, separar registros com sinal correlacionado com a estimulação visual, dos registros que contenham ruído. Foi usado o sistema VERIS Science v6.0.5d para extrair o kernel de primeira ordem dos registros, e posterior exportação dos dados para análise no MATLAB. Neste ambiente de programação foi realizada a análise dos componentes principais (PCA), que é usada para reduzir a dimensionalidade dos dados conservando sua variação e minimizando a influência do ruído; e a avaliação da razão sinal ruído (SNR) das respostas multifocais (mfERG) usando a distribuição cumulativa SNR realizadas em dois intervalos de tempo, um compreendendo apenas o sinal e outro apenas o ruído, para classificação das respostas em válidas, diminuídas ou ausentes. No grupo dos sujeitos saudáveis, não houve sobreposição de curvas na distribuição cumulativa da SNR do sinal e do ruído, que ocuparam diferentes valores em todos os sujeitos. Com o critério de 1% para falsos positivos e falsos negativos foi possível definir as bordas da SNR do sinal, das respostas diminuídas e do ruído. Este mesmo protocolo foi aplicado a três (3) pacientes com perda visual decorrente da toxoplasmose ocular. Nestes casos, houve sobreposição das curvas da distribuição cumulativa da SNR do sinal e ruído. O limite de confiança da distancia entre os limites da SNR do sinal e do ruído obtidos do grupo de sujeitos saudáveis, foi usado para separar respostas válidas, respostas diminuídas e ausência de resposta. Os resultados da avaliação da SNR foram usadas para mostrar os registros do mfERG em gráficos topográficos que discriminam as respostas válidas (sinal), respostas diminuídas e ausência de resposta (ruído). O uso desta ferramenta nos permitiu identificar danos na topografia retiniana, com também a localização da cabeça do nervo óptico, e mais facilmente discriminado, artefatos como o pico central errôneo que podem ser rejeitados, além de áreas retinianas com diminuição funcional no caso dos pacientes. Conclui-se então que a combinação da PCA para reconstruir registros mfERG com a avaliação da SNR são ferramentas úteis para analisar a topografia retiniana de sujeitos saudáveis e acometido por doenças, como por exemplo, a toxoplasmose com complicações oculares.Tese Acesso aberto (Open Access) Eletrorretinografia multifocal: desenvolvimento de método avaliativo e aplicação em pacientes com toxoplasmose ocular e investigação funcional da função retiniana em pacientes com malária, infectados pelo P. Vivax(Universidade Federal do Pará, 2014-11-03) CARVALHO, Aline Correa de; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; SILVEIRA, Luiz Carlos de Lima; http://lattes.cnpq.br/9383834641490219A presente tese foi composta por dois estudos desenvolvidos paralelamente. O primeiro objetivo foi o desenvolvimento de um método para classificar as respostas eletrorretinográficas e validar este método em toxoplasmose ocular. O segundo objetivo foi investigar o efeito do uso agudo de cloroquina na retina de paciente com malária (P. vivax) que receberam o tratamento estabelecido pelo Ministério da Saúde do Brasil. A ferramenta experimental de ambos os estudos foi o eletrorretinograma multifocal (mfERG). No primeiro estudo, o sistema Veris foi usado para testar 10 sujeitos saudáveis e calcular a razão sinal-ruído com o objetivo de achar os melhores valores para separar respostas normais de respostas retinianas diminuídas. O resultado final desta análise foi aplicado em três pacientes com perda visual devido toxoplasmose ocular. Os resultados mostraram uma razão sinal-ruído ótima de 0,47 para separar formas de onda com e sem sinal. As razões sinal ruído de 0,47, 0,44, 0,48, 0,57, 0,78 e 1,21 foram ótimas para separar respostas normais de respostas progressivamente atenuadas. A aplicação da análise sinal-ruído em pacientes com toxoplasmose ocular foi capaz de mapear a área retiniana sem atividade quando provocada pela luz. O segundo estudo foi desenvolvido usando o mfERG para avaliar 48 pacientes com malária, P. vivax, que receberam terapia medicamentosa de cloroquina. Estes dados foram comparados com os dados de 37 sujeitos saudáveis. Os resultados mostraram que o número de infecções variava de 1 a 18 vezes. Durante o tratamento, a dose média de cloroquina ingerida foi 5429 ± 782,3 mg. A estimativa da dose cumulativa normalizada pela massa corporal variou de 14,58 a 545,45 mg/kg. Nenhuma diferença foi observada na amplitude e tempo implícito do mfERG entre os pacientes e os controles em nenhum dos anéis concêntricos do campo visual. Não houve correlação significativa entre a atividade retiniana com a dose cumulativa de cloroquina. Concluiu-se que a análise da razão sinal-ruído desenvolvida nesta tese pode ser usada como um método confiável para estudar a função retiniana diminuída, incluindo o mapeamento das consequências da toxoplasmose ocular; e que o uso agudo da cloroquina para tratamento de malária não causou nenhuma piora da atividade retiniana registrada pelo mfERG.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perda de sensibilidade ao contraste espacial de luminância em sujeitos com história clínica de hipovitaminose B1(Universidade Federal do Pará, 2012) LOBATO, Jaisane Santos Melo; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A vitamina B1 atua diretamente no metabolismo energético, portanto sua deficiência leva a inúmeros prejuízos ao sistema nervoso, inclusive a na visão que é um sentido muito importante e fundamental na qualidade de vida dos seres humanos. Estudos têm mostrado que a estimativa da sensibilidade ao contraste de luminância espacial é um bom marcador biológico de avaliação da visão e do próprio sistema nervoso. O presente estudo objetivou comparar a sensibilidade ao contraste espacial de luminância de pacientes com histórico de hipovitaminose B1 com os sujeitos saudáveis residentes nos municípios de Imperatriz e João Lisboa do estado do Maranhão no período de 2006 à 2009. Trata-se de um estudo transversal, analítico, caso controle. Participaram deste estudo 18 pacientes com histórico de hipovitaminose B1, sendo 13 do sexo masculino e 5 do sexo feminino, com idade média de 33,77 ± 9,33 anos, dos quais foram avaliados 35 olhos. O grupo controle avaliado foi composto por 80 olhos de 40 pessoas saudáveis de ambos os sexos com idade média 33,25 ± 9,3 anos, os quais têm estilo de vida semelhante aos sujeitos com história clínica de hipovitaminose B1. Para avaliação da sensibilidade ao contraste dos sujeitos em estudo foi utilizado um monitor de tubo de raios catódicos de 21” cuja tela do mesmo apresentava as dimensões de 6,0x5,0 graus de ângulo visual. Foi ainda realizada avaliação nutricional de todos os sujeitos envolvidos na pesquisa, além dos testes de acuidade visual e fundo de olho. Houve diferença estatística entre os valores de sensibilidade ao contraste do grupo controle e do grupo dos sujeitos com histórico de hipovitamonise B1, principalmente nas frequências 4, 10, 15 e 20 cpg (ANOVA de duas via, α = 0,05, com teste post-hoc de Tukey). Quanto ao estado nutricional dos sujeitos que tiveram hipovitaminose B1, a maioria apresentou uma alteração no seu estado de eutrofia, principalmente no que se refere ao risco nutricional para o desenvolvimento de hipovitaminoses. Os dados obtidos indicam que existe uma relação importante de interferência do estado nutricional nas condições de saúde da função visual. Foi evidenciada ainda a relação entre queixas clínicas com a perda da acuidade visual e com a redução da sensibilidade ao contraste. Os principais achados indicam a necessidade de realizar ações que evitem que essa condição de hipovitaminose B1 venha a fazer mais vítimas, uma vez que pode levar a lesões neuronais irreversíveis.
