Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO::JORNALISMO E EDITORACAO"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arte na TV: reflexões sobre matérias de arte em telejornais paraenses(Universidade Federal do Pará, 2011) ANDRADE, Ana Paula Dias; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778Arte e comunicação, duas áreas do conhecimento capazes de provocar reflexões e questionamentos sobre a realidade humana, ainda precisam afinar o (com)passo. Esta dissertação propõe uma parceria entre os dois campos, para que juntos possam contribuir com o desenvolvimento de uma sociedade crítica e enriquecida culturalmente. O ponto de convergência escolhido para o estudo é a mediação de informações sobre arte pelo telejornalismo paraense. Será que os telejornais valorizam, incentivam e dão visibilidade às pautas sobre arte, principalmente locais? Na tentativa de responder esta e outras perguntas, mergulha-se em uma pesquisa bibliográfica abordando temáticas referentes à linguagem artística e à televisiva, à crítica de arte e ao jornalismo cultural, levantando pilares para compreensão de como a TV, enquanto veículo de comunicação de massa, deve atuar para a correta mediação da informação artística. A partir de levantamento teórico, observa-se, na prática, matérias jornalísticas veiculadas em telejornais de emissoras paraenses de canal aberto: TV Liberal (Rede Globo); TV RBA (BAND) e TV Cultura do Pará (emissora pública); escolhidas para esta análise de conteúdo. Na pesquisa, as matérias trazem temáticas artísticas, parte do cenário contemporâneo. Coletar material de canais distintos colabora com a observação de como é abordada a informação artística em cada emissora; se é dada visibilidade à temática, valorizando-a; e se há incentivo, motivação ou colaboração com a formação do público de arte.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Configuração do acontecimento violento em narrativas jornalísticas: chacina da região metropolitana de Belém em Diário do Pará e o Liberal(Universidade Federal do Pará, 2019-02-19) FERREIRA JÚNIOR, Sérgio do Espírito Santo; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630Chacinas urbanas são parte de um contexto de violência e mortes violentas por grupos de extermínio que, no Pará, têm recorrência desde a década de 1990. Dentre as mais recentes, a chacina da Região Metropolitana de Belém (RMB), que ocorreu em 20 e 21 de janeiro de 2017, mobilizou ostensiva cobertura jornalística e um quadro social de disputas de sentido sobre o que aconteceu e com quais consequências. Em razão desse processo, esta dissertação analisa a configuração dessa chacina como acontecimento nas narrativas jornalísticas dos impressos paraenses Diário do Pará e O Liberal. Ao longo do trabalho, dialogamos com teorias do acontecimento e as articulações possíveis entre acontecimento e narrativa, com ênfase do papel da mise en intrigue na constituição de acontecimentos na vida social. Efetuamos ainda uma incursão ao contexto e aos campos problemáticos das chacinas em Belém a fim de apresentar os marcos de compreensão nos quais o acontecimento chacina é inscrito. Analisamos as narrativas de ambos os jornais sobre a chacina da RMB a partir de uma aproximação entre os conceitos de percurso acontecimental e cenas do acontecimento a fim de compreender como se dá essa configuração da chacina. Identificamos três ordens cênicas ao longo da configuração do acontecimento: a) cenas do crime; b) cenas político-institucionais; e c) cenas de contestação. Em Diário do Pará, a chacina é tematizada como parte de um conflito político entre a gestão estadual da segurança pública e os diversos sentidos que o jornal propõe a partir das mortes e dos demais agentes. Em O Liberal, a chacina é inserida em um contexto difuso de violências letais ou mortes violentas, com forte ênfase na criminalização das vítimas e no eco à perspectiva da gestão estadual de Segurança. Com isso, os resultados da pesquisa apontam para um percurso acontecimental que apresenta a chacina a) tanto a partir das mortes do policial e das demais vítimas nas periferias da RMB; b) quanto por meio de um quadro de consequências político-institucionais que sinaliza para as disputas de sentido nas narrativas e pelos agentes sociais e políticos que são convocados a elas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A construção do discurso jornalístico sobre a sustentabilidade das cidades: o caso do Jornal Diário do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016) CURCINO, Wanderson dos Anjos; FIGUEIREDO, Silvio José de Lima; http://lattes.cnpq.br/2578700144404800Esta dissertação apresenta um estudo de caso que discute a construção do discurso de sustentabilidade das cidades pelo jornal Diário do Pará. Entende-se que tal discussão é pertinente por ser o jornalismo uma das instâncias sociais de construção social da realidade, e por tanto, ser estratégico na legitimação de determinados discursos sociais, como este apresentado. Pretende-se responder mais objetivamente, a seguinte questão: como é construído o discurso de sustentabilidade das cidades no jornal Diário do Pará? Para chegar a estas respostas, nos guiamos por meio de mais duas questões: Qual o discurso dominante de cidade sustentável no jornal? De que forma este discurso se apresenta? E qual o papel dos agentes na construção destes discursos? Foram analisadas matérias que correspondam ao período de julho de 2012 a julho de 2015. A teoria do campo social foi o ponto de partida para a análise. Entre os resultados obtidos podemos destacar que o discurso predominante enfatiza a racionalidade econômica e material da cidade e se distancia de uma perspectiva social, socioambiental ou de justiça ambiental e se desenvolve a partir de premissas como as da racionalidade econômica dos recursos da cidade; da ênfase tecnológica como solução para os problemas ambientais urbanos e da conscientização ambiental como forma de promover a racionalização dos recursos. Quanto ás fontes, encontramos ao menos quatro categorias delas: fontes oficias (Secretaria de Estado, Municipal, Governo do Estado, Prefeitura Municipal e Governo Federal), fontes populares (entrevistados avulsos), fontes institucionais (Entidades de Classe, Associações, Cooperativas, ONGs) e fontes especialistas (pesquisadores de Universidades e Institutos de pesquisa), e fontes institucionais (representantes de entidades de classe, de Cooperativas e Associações). Dentre estas, as fontes que mais interferem no discurso de sustentabilidade estão as fontes especialistas, especialmente sob a função de dar legitimidade a argumentações própria do campo jornalístico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os discursos do jornal impresso O Liberal sobre violência escolar em Belém (2001-2010)(Universidade Federal do Pará, 2012-10-26) SILVA, Lívia Sousa da; ALVES, Laura Maria Silva Araújo; http://lattes.cnpq.br/6009592378453661O presente trabalho investiga os discursos da mídia impressa (jornal), acerca da violência escolar em Belém do Pará, no período de 2001 a 2010. Ante tal iniciativa, aponta-se como questão norteadora do estudo, saber: Qual o(s) significado(s) e sentido(s) de violência escolar produzidos nos discursos do jornal impresso “O Liberal” em Belém, no período de 2001- 2010? Com o objetivo de: a) investigar quais os significados e sentidos produzidos pelo jornal impresso “O Liberal”, em Belém, no período de 2001-2010; (b) identificar qual a recorrência de matérias sobre violência escolar no jornal impresso “O Liberal” em Belém, no período de 2001-2010; (c) verificar que discursos são materializados no jornal impresso “O Liberal” em Belém, no período de 2001-2010, sobre a violência escolar, e por fim, (d) identificar a relação das imagens fotográficas com a construção discursiva do jornal impresso de “O Liberal”, em Belém, no período de 2001-2010, sobre violência escolar. E, uma vez partindo dos pressupostos da pesquisa documental, o corpus da pesquisa exploratória constitui-se de duzentos e sessenta (260) peças jornalísticas, levantadas junto à Biblioteca Pública Arthur Vianna (CENTUR). A partir desse corpus de 260 peças jornalísticas, consideramos vinte (20) peças jornalísticas, para compor o corpus de análise dessa dissertação, que se destaca por seu tratamento explícito e nomeado da violência escolar. A análise dar-se-á à luz da teoria/análise do discurso bakhtiniano; para a qual, todo discurso está impregnado de intenções ideológicas, o que dá significado e sentido às mensagens da mídia. O exame dos achados nos proporcionou concluir que, o número de publicações de peças com teor explícito na abordagem da violência escolar é muito pequeno em relação ao período estudado. Constatou-se também que o jornal “O Liberal” possui um posicionamento acerca da violência escolar que busca consolidar sempre que a aborda por meio da apropriação de falas testemunhais e do discurso científico. Verificou-se ainda que, a teia discursiva das matérias jornalísticas analisadas conjuga basicamente dez elementos quase sempre reiteráveis, sobre os quais compõe sentidos e apreciações que extrapolam significações dicionarizadas; em cuja trama, a imagem funciona como partícipe do movimento enunciativo que, da mesma forma evidencia a figura do aluno como principal ator das ocorrências violentas na escola e do fenômeno como caso de polícia e recursos de segurança. Neste sentido, espera-se poder contribuir para uma apreciação crítica da mídia em suas dimensões próprias de construção dos debates públicos; assim como para uma compreensão da violência escolar no âmbito da sua veiculação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nem eu, nem o outro; qualquer coisa de intermédio: estudo exploratório de formas simbólicas sobre o plebiscito para a criação dos estados de Carajás e de Tapajós(Universidade Federal do Pará, 2015-03-26) BRAGA, Thaís Luciana Corrêa; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630Realizado em 11 de dezembro de 2011, o plebiscito propunha a criação dos Estados de Carajás e de Tapajós a partir da divisão territorial do Estado do Pará. O total de 66% dos eleitores paraenses que compareceram à consulta pública votou contrário às duas propostas, enquanto que 33% deles votaram favoráveis à criação dos dois Estados. A partir desse acontecimento histórico para a população paraense, a pesquisa objetiva compreender os sentidos produzidos pelos jornais impressos O Liberal e Diário do Pará sobre o plebiscito no Pará a partir da definição de formas simbólicas. Utilizo o referencial metodológico da hermenêutica de profundidade (HP), proposto por J. B. Thompson, aliado às técnicas da análise histórica e da análise de conteúdo. A amostra da pesquisa é composta por 135 edições, 57 de O Liberal e 78 do Diário do Pará. Para a composição da amostra, considerei todas as edições dos dois jornais publicadas nos meses de junho, julho, novembro e dezembro de 2011. No entanto selecionei, apenas, aquelas em que havia alguma informação sobre o plebiscito no Pará, independente do gênero jornalístico. O desenvolvimento inicia-se com a caracterização histórico-geográfica dos territórios de Carajás e de Tapajós a fim de situar a proposta de divisão do Pará ao longo do tempo. Em seguida reflito sobre o caráter comunicacional da atividade jornalística: a correlação estabelecida entre o eu e o outro faz com que toda informação seja uma comunicação em potencial. O outro representa tanto aquele a quem o eu se dirige, como o terceiro sobre quem se fala. A comunicação de massa, ainda que de forma mediada, recorre a essa dimensão e, por isso, é capaz de colocar em contato falas distantes. O poder simbólico da comunicação de massa consiste em visibilizar ou silenciar essas falas. As interpretações/re-interpretações do que os jornais impressos produziram sobre o plebiscito no Pará, identificadas na pesquisa, finalizam o estudo exploratório. Algumas delas são: o plebiscito foi tratado como eleição partidária, garantindo vitória ao “Não” e derrota ao “Sim”, quando, na verdade, tratava-se de consulta popular; Carajás e Tapajós uniram-se em oposição à Belém, contudo os dois territórios possuíam razões diferentes para a divisão; a imagem associada à Carajás e a Tapajós são de políticos homens; os dois jornais impressos viram o plebiscito como quebra, divisão, recorte e perda econômica, principalmente.
