Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2343
O Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) foi consolidado como um convênio entre Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação em Zoologia - PPGZOOL/ICB por Área de Concentração "CONSERVAÇÃO E ECOLOGIA"
Agora exibindo 1 - 5 de 5
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da monocultura da palmeira de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) sobre a fauna de primatas na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2016-04-25) MINEIRO, Ivo Gabriel Barros; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes de; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581A monocultura de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) é uma atividade que vem se expandindo na Amazônia Oriental. A conversão de um ambiente florestal em áreas de plantação de dendê reduz a complexidade ambiental e altera a paisagem local. Neste trabalho foi utilizado o grupo dos primatas como alvo para investigar os efeitos da diferença na paisagem entre esses dois ambientes. O objetivo foi de avaliar o efeito desta monocultura na abundância, riqueza e distribuição das espécies de primatas na paisagem fragmentada. A área de estudo fica localizada no Complexo Agroindustrial do Grupo Agropalma, nos municípios de Moju, Tailândia, Acará e Tomé-açu, nordeste do Pará. Foram estabelecidos 16 pontos de amostragem, sendo oito em áreas de floresta e oito em plantações de dendê. Em cada ponto foi aberta uma trilha retilínea de 4200 metros. Foram realizadas três campanhas de campo, totalizando 71 dias de amostragem. O método utilizado foi o censo por transecção linear. Todas as trilhas foram estratificadas a cada 600 metros, para verificar a influência das métricas ambientais na distribuição da fauna de primatas ao longo das transecções. As unidades amostrais corresponderam às estratificações de 600m em cada uma das transecções nos dois ambientes avaliados, totalizando 112 amostras (56 em cada ambiente). As métricas ambientais medidas foram a área basal (DAP de 5 a 10 cm e DAP > 10 cm), a distância mínima para corpos d’água, distância mínima para a matriz oposta e a área dos fragmentos florestais e das áreas de plantação do dendê. Foram registrados 578 indivíduos, distribuídos em seis espécies: Sapajus apella, Cebus kaapori, Saimiri collinsi, Saguinus ursulus, Alouatta belzebul e Chiropotes satanas. No ambiente de plantação de dendê, houve apenas um único registro, sendo um grupo da espécie Saguinus ursulus. As espécies S. apella e S. ursulus estão distribuídas na maioria das amostras de floresta, e juntas representaram 78% da abundância total de primatas na área de estudo. Cebus kaapori e S. collinsi foram registradas apenas uma vez. Pelo Teste t, a abundância e a riqueza de primatas foram maiores nos fragmentos florestais (ambos p < 0,001). Na análise de PCA, as métricas ambientais que melhor explicaram a diferença entre os dois ambientes foram as medidas de área basal. A plantação de dendê exerceu um efeito negativo sobre a comunidade de primatas. Mais da metade dos registros nos fragmentos foram observados distantes da borda com a monocultura. A estrutura da vegetação menos complexa (ausência de sub-bosque e dossel mais aberto) e a redução de recursos colaboram com a não tolerância dos primatas à paisagem da matriz de dendê. No entanto, os fragmentos florestais da área estudada estão conseguindo manter todas as espécies de primatas com ocorrência prevista para essa região da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do plantio de dendê (Elaeis guineensis Jacquin 1763) sobre a diversidade funcional de mamíferos terrestres(Universidade Federal do Pará, 2014-03-12) MAUÉS, Paula Cristina Rodrigues de Almeida; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes de; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581Estudamos o efeito do plantio de palma de dendê sobre a diversidade funcional de mamíferos terrestres numa região de Floresta Amazônica no nordeste do Estado do Pará, Brasil. Avaliamos através de medidas de Diversidade Funcional (FD) os impactos que este plantio pode ter sobre os grupos funcionais de mamíferos terrestres de médio e grande porte. Além da riqueza de espécies consideramos a abundância de espécies nas análises envolvendo a funcionalidade, através da Análise de Traços Biológicos (BTA) e da Análise de diversidade funcional baseada no índice de entropia quadrática de Rao (FDq). Não foi observado efeito do plantio de dendê sobre a FD dos mamíferos, considerando somente a riqueza de espécies. Entretanto nas análises nas quais a abundância das espécies foi considerada (FDq e BTA), foi possível observar os efeitos sobre os grupos funcionais. Os traços funcionais mais afetados pelo efeito foram, hábito alimentar generalista, dentição bunodonte, período de atividade diurno, dieta baseada em frutos, sementes, invertebrados e exsudato, comportamento social em grupos pequenos, locomoção arborícola, estratos florestais sub-bosque e sub-dossel e os grupos funcionais mais prejudicados pelo plantio de dendê foram primatas e outras espécies arborícolas, comprometendo as funções de predação e dispersão de sementes, diminuição na ciclagem de nutrientes, redução do controle de invertebrados, diminuição da herbivoria e alteração na história de vida de espécies vegetais.Tese Acesso aberto (Open Access) Estruturação da comunidade de odonata (insecta) na Amazônia Oriental: efeitos espaciais, ambientais e morfológicos em igarapés íntegros e alterados(Universidade Federal do Pará, 2015-12-04) OLIVEIRA JUNIOR, José Max Barbosa de; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029Entender como as comunidades naturais estão estruturadas tem sido um dos principais objetivos em ecologia. Fatores locais e regionais, como o clima, o tipo de habitat e as interações entre espécies, são os principais responsáveis pela estruturação das comunidades em ambientes naturais. Neste contexto, nosso objetivo é avaliar o efeito dos fatores ambientais (locais e regionais) e espaciais sobre a distribuição da comunidade de adultos de Odonata em igarapés preservados e alterados na Amazônia Oriental. Adicionalmente, avaliamos se existe um limite na similaridade morfológica para a coocorrência das espécies, buscando testar padrões na distribuição das espécies. Para responder a esses objetivos dividimos a tese em três capítulos: O primeiro capítulo avalia o efeito dos fatores ambientais e espaciais; o segundo o efeito dos fatores ambientais locais e regionais e o terceiro avalia se existe um limite na similaridade morfológica para a coocorrência de espécies de comunidade de adultos de Odonata na Amazônia. Foram amostrados Odonata adultos em 98 igarapés na Amazônia Oriental. Os fatores ambientais locais foram avaliados com base em um índice de integridade ambiental e variáveis físicas quantitativas. Variáveis espaciais foram geradas através de filtros espaciais. Foram considerados como fatores ambientais regionais o gradiente de altitude, variáveis bioclimáticas e percentuais de cobertura florestal. Foram selecionados dez indivíduos machos de cada espécie para mensurar nove medidas morfométricas, com o uso de um paquímetro. Foram amostrados 3.588 espécimes de Odonata, distribuídos em 11 famílias, 49 gêneros e 133 espécies. Somente os fatores ambientais explicam a variação na comunidade de Odonata em todos os ambientes (preservados e alterados), bem como separadamente, não houve efeito dos fatores espaciais. O mesmo foi observado para Zygoptera. Para Anisoptera, os fatores ambientais explicam a variação na comunidade apenas quando considerado todos os ambientes e alterados. Em ambientes preservados nem fatores ambientais e espaciais explicam a variação da comunidade. O particionamento de variação indicou contribuições distintas dos fatores ambientais locais e regionais sobre a variação na composição de espécies. O componente partilhado pelos dois fatores (locais e regionais) foi mais importante para explicar a variação tanto nas comunidades de Odonata como de Anisoptera e Zygoptera separadamente, seguido pelo componente ambiental local puro e por último, pelo componente ambiental regional puro. Porém além desses fatores, a competição mostrou-se um fator importante na distribuição das espécies. Padrões não aleatórios de coocorrência das espécies de Odonata ocorrem tanto nos igarapés presevados quanto nos alterados. O mesmo foi observado quando avaliado separadamente para Zygoptera. Já para Anisoptera foi encontrado um padrão aleatório de coocorrência das espécies tanto nos igarapés preservados quanto nos alterados. Em igarapés preservados foi observado que existe uma intensa competição interespecifica de Odonata baseada na morfologia. O mesmo não foi observado em igarapés alterados. Quando avaliado separadamente por subordem, para Zygoptera o mesmo padrão foi observado. Para Anisoptera tanto em igarapés preservados quanto em alterados as sobreposições morfológicas não são diferentes de valores esperados em comunidades aleatórias. Demonstramos que os Odonata estão fortemente associados às condições ambientais dos ecossistemas aquáticos na Amazônia Oriental. Um grande número de espécies de Odonata são estenotópicas, as tornando altamente dependentes de condições locais. Em geral as espécies de Zygoptera são sensíveis às variações ambientais por restrições ecofisiológicas, já os Anisoptera são mais tolerantes às diferentes condições ambientais. Para essas espécies mais especialistas, as condições locais do ambiente tendem a ser mais determinantes para a sua distribuição, o que leva a inferência de que uma seleção de espécies está atuando como processo determinante na estrutura e dinâmica destas comunidades. A relação das subordens de Odonata com o habitat identificado neste estudo têm algumas implicações importantes no uso desses organismos para monitoramento em pequenos igarapés. Adicionalmente os padrões de distribuição das espécies de Odonata são afetados pelos processos de similaridade limitante, em especial em ambientes preservados, e para os grupos mais especialistas, como a maioria dos Zygoptera. À luz das rápidas mudanças ambientais, uma questão importante nos estudos sobre estruturação de comunidades é a escala em que o habitat é medido, uma vez que um habitat adequado deve atender às necessidades ecológicas de todos os estágios de vida desses indivíduos. Portanto, futuros trabalhos podem usar os fatores ambientais e espaciais conjuntamente com a similaridade limitante para melhor compreender a estruturação dessas comunidades.Tese Acesso aberto (Open Access) Influência da exploração madeireira na estrutura do hábitat e diversidade das assembleias de peixes de riachos na amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2017-02-17) PRUDENTE, Bruno da Silveira; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099A exploração madeireira encontra-se entre as principais atividades responsáveis pelo descatamento na Amazônia, sendo considerada uma importante ameaça para biodiversidade dessa região. Contudo, a demanda do mercado internacional por produtos florestais sustentáveis resultou em uma substituição parcial do método de exploração convencional (EC) pela técnica de exploração de impacto reduzido (EIR), também condiderada uma importante estratégia para minimizar danos à floresta Amazônica e sua biodiversidade. No entanto, pouco se conhece sobre o efeito dessas atividades na estrutura e funcionamento dos ecossistemas de riachos e suas comunidades biológicas. Nesse sentido, o presente estudo objetivou avaliar o efeito dos diferentes métodos de exploração madeireira sobre a estrutura do habitat físico de riachos e diversidade taxonômica e funcional das assembleias de peixe desses ambientes, além da elaboração de índices multimétricos que permitam uma avaliação rápida e robusta da integridade ecológica desses ambientes. Foram amostrados 47 riachos na bacia do Rio Capim, sendo 13 em áreas não exploradas, 11 em áreas de EC e 23 em áreas de EIR. A estrutura do hábitat foi caracterizada com base em 19 variáveis ambientais, posteriormente comparada entre os diferentes métodos de exploração. As assembleias de peixes foram amostradas utilizando rede de mão, com um esforço padronizado, e avaliadas quanto a composição e diferentes componentes da diversidade funcional. Ambos os métodos de exploração madeireira resultaram em alterações na estrutura do habitat físico dos riachos, no entanto somente em áreas de EC essas alterações influenciaram na composição taxonômica das espécies de peixes. Em áreas de EIR, foram observadas apenas variações na abundância relativa das espécies de peixe em relação ao gradiente temporal de exploração. Apesar dos resultados acima, a presença da exploração madeireira, seja ela EC ou EIR não afetou componentes da diversidade funcional das assembleias de peixe. No entanto, alterações no habitat de raichos associados a presença da exploração madeireira estivera diretamente relacionado à atributos funcionais comumente associados a estratégias generalistas das espécies, as quais são comuns associadas a ambientes alterado. De acordo com os índices multimétricos, riachos em áreas de EIR apresentaram uma melhor integridade do habitat quando comparados a riachos em áreas de EC, mas que asinda sim foi inferior a integridade do habitat em riachos não explorados. Em média, áreas de EIR também apresentaram valores intermediários de integridade biótica, contudo, este diferiu somente em áreas de EC. Na região estudada, a EIR mostrou ser uma estratégia interessante para minimizar as alterações nos ecossistemas de riach resultante da exploração madeireira. Contudo, o presente estudo foi realizado apenas em uma escala espacial local, e considerando áreas que passaram por um único ciclo de exploração. Contudo as alterações no habitat físico demosntram que a EIR também influência na estrutura e consequentemente na integridade ecológica desses ambientes, reforçando a necessidade de um maior número de estudos para compreensão do real efeito dessa atividade nesses ambientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso da abordagem diversidade funcional na estrutura das comunidades de macroinvertebrados aquáticos(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) ANDRADE, Ana Luiza; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099; FERREIRA, André Luiz Netto; http://lattes.cnpq.br/1272360228203358Os macroinvertebrados são amplamente utilizados para avaliar a saúde e o funcionamento dos ecossistemas aquáticos. Esses organismos atuam na manutenção dos processos ecossistêmicos, sendo responsáveis pela ciclagem de nutrientes e fluxo de energia. Entender os mecanismos que estruturam as comunidades biológicas ainda é um desafio nos estudos ecológicos, com isso surge à necessidade de estudar novas abordagens e métricas investigativas. Neste contexto foi inserida a diversidade funcional cuja abordagem é baseada em características morfológicas, fisiológicas ou comportamentais das espécies que desempenham uma função na comunidade ou no ecossistema. Neste sentido, buscamos por meio de uma revisão na literatura, investigar as tendências e lacunas mundiais da diversidade funcional de macroinvertebrados de sistemas lóticos. Estudos com essa abordagem são relativamente recentes para o grupo e apontaram um rápido crescimento ao longo dos anos, porém tem sido pouco aplicada em regiões neotropicais. Entre os artigos investigados encontramos variações em conceitos básicos da abordagem funcional entre os artigos, o que pode ocasionar interpretações errôneas. Verificamos ainda que as respostas funcionais de insetos aquáticos foram mais abundantes entre os macroinvertebrados e com maior frequência em estudos avaliando o efeito de impactos ambientais antrópicos. Por fim testamos a aplicabilidade da abordagem de diversidade funcional. Investigamos as respostas funcionais e taxonômicas das Ordens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera de riachos inseridos em regiões de plantio de palma de dendê comparando-os com riachos de áreas florestais na Amazônia Oriental. Verificamos que a abundância de EPT diferiu entre as comunidades, sendo maior nas plantações, enquanto a riqueza de espécies foi maior na floresta, houve uma perda de nove gêneros de EPT nos riachos de palma de dendê. Mesmo com essa perda biológica, a diversidade funcional não diferiu entre as comunidades. Porém, quando analisamos as características do ambiente, houve diferenças no pH, número de troncos e proximidade com estradas, e essas, juntamente com temperatura da água foram capazes de selecionar os atributos funcionais habito trófico e tamanho do corpo na comunidade de EPT.
