Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca - PPGEAP/NEAP
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3478
O Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca (PPGEAP) integra o Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Focaliza os problemas relacionados com a conservação e com a gestão dos ecossistemas aquáticos amazônicos, decorrentes do uso dos seus recursos naturais pelo homem, em particular os recursos pesqueiros, para atividades de desenvolvimento econômico e regional.Tem como objetivo geral capacitar recursos humanos capazes de compreender de forma integrada a complexa dinâmica dos ecossistemas aquáticos da Amazônia, visando o uso racional dos seus recursos e sua conservação.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca - PPGEAP/NEAP por Área de Concentração "ECOLOGIA AQUÁTICA E RECURSOS PESQUEIROS DA AMAZÔNIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Composição da meiofauna e nematofauna associada à macrófita aninga (Montrichardia linifera) em um estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) RAMOS, Ana Beatriz Moreira Ferreira; SANTOS, Thuareag Monteiro Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127; VENEKEY, Virag; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; ALVES JÚNIOR, Flávio de Almeida; SANTOS, Cleverson Rannieri Meira dos; PETRACCO, Marcelo; SILVA, Daiane Evangelista Aviz da; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; https://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://lattes.cnpq.br/8626400902445523; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; http://lattes.cnpq.br/1621359663837749; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; http://orcid.org/0000-0001-6501-0099Os estuários amazônicos são ambientes extremamente produtivos e complexos com grande diversidade de organismos bentônicos e vegetação composta principalmente por macrófitas herbáceas como a Aninga (Montrichardia linifera), uma espécie pioneira com grande importância na proteção de margens e manutenção do aporte de sedimentos. A meiofauna bentônica é um dos grupos mais abundantes do mundo e possui o filo Nematoda como um representante bastante versátil, visto que ocupa lugar em toda a guilda trófica e representa mais de 90% da abundância total desse grupo em ecossistemas estuarinos. Este estudo representa a primeira avaliação de composição de meiofauna associada a vegetação de várzea, e teve como objetivo descrever padrões espaço-temporais da comunidade de meiofauna e nematofauna associadas à aninga no estuário do Guajará (Belém – PA). Para isso, foram realizadas coletas mensais em ambientes com presença e ausência de vegetação no período de 12 meses divididos em 4 períodos climáticos (Transição 1: chuvoso-seco, Seco, Transição 2: seco-chuvoso e Chuvoso) no estuário do rio Guajará. Para retirada de amostras biológicas foi utilizado amostrador cilíndrico com 3cm de diâmetro e 10cm de comprimento, posteriormente fixadas a formaldeído a 4%. Além disso, também foram coletadas amostras de sedimento para análise de granulometria e matéria orgânica e amostrado número de aningas e altura de 15 indivíduos aleatórios. Para cada amostra foi calculada a densidade e riqueza da meiofauna e seus principais grupos, bem como a densidade e riqueza dos gêneros de Nematoda. Para comparação entre variáveis bióticas de estrutura da comunidade de meiofauna e nematofauna entre períodos climáticos e áreas de coleta (vegetada e não vegetada) foram realizadas análises univariadas (ANOVA 2-fatores) e multivariadas (PERMANOVA, PcoA, Simper e BIO-ENV). De modo geral, os ambientes apresentaram composição granulométrica semelhante entre os períodos sendo composta principalmente de sedimentos finos (silte + argila). A macrófita M. linifera apresentou maiores alturas durante o período T1 e maiores densidades durante o período chuvoso. A meiofauna foi representada por 12 grupos taxonômicos, sendo Nematoda o mais abundante em ambos os ambientes durante todos os períodos e apresentando frequência de ocorrência (FO) igual a 100%. Quanto aos demais grupos, 1 grupo foi classificado como grupo acessório (FO<50%), 4 grupos foram classificados como grupos esporádicos (FO<25%) e 5 foram classificados como raros (FO<12,5%). A densidade apresentou os maiores valores durante T1 com alta pluviosidade enquanto a riqueza apresentou os maiores valores durante os períodos seco e T2. Foram identificados 89 gêneros de Nematoda pertencentes a 39 famílias. A família mais abundante e mais rica foi Xyalidae, sendo o gênero Zygonemella responsável por mais de 23% da densidade total. Anonchus e Zygonemella foram os gêneros mais difundidos espacialmente, ocorrendo em ambos os ambientes durante todos os períodos climáticos. A associação de Nematoda foi composta majoritariamente por detritívoros (40 gêneros). Tanto a meiofauna como a nematofauna foram influenciadas pela sazonalidade de pluviosidade e quantidade de nutrientes disponíveis no sedimento. Além disso, a presença da vegetação foi determinante para estabilização sedimentar e hábitats estruturais fornecendo abrigo e nutrientes para diversos grupos da meiofauna bem como gêneros variados de Nematoda.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição espacial e temporal do macrozoobentos em manguezais de uma ilha costeira amazônica(Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) ROCHA, Karolina da Conceição; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; VENEKEY, Virag; ROSA FILHO, José Souto; SANTOS, Thuareag Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; http://lattes.cnpq.br/3223362071251898; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; https://orcid.org/0000-0002-5496-7706; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127Os manguezais ocupam uma ampla parcela da costa amazônica, oferecendo diversos serviços ecossistêmicos, que inclui a alta produtividade e geração de habitat para diversas espécies. A macrofauna bentônica é um grupo abundante e diverso nos manguezais, com distribuição influenciada por diversos fatores, como salinidade e as características do sedimento, que podem ser modificadas pela presença da vegetação. O presente trabalho teve como objetivo descrever as variações espaciais e temporais da comunidade macrobentônica de substratos inconsolidados de manguezais da ilha de Algodoal–Maiandeua, Nordeste do Pará. As amostragens foram realizadas em duas campanhas, uma no período seco (novembro/2022) e outra no chuvoso (maio/2023), em áreas de manguezais de dois canais estuarinos, Furo da Mocoóca (mais largo e retilíneo) e Furo Velho (mais estreito e sinuoso). Em cada canal, foram determinadas duas zonas de coleta (não vegetada e vegetada), e em cada zona, foram determinados quatro pontos de coleta, nos quais foram retiradas quatro amostras biológicas (macrozoobentos) com auxílio de um amostrador cilíndrico (10 cm de diâmetro) enterrado a uma profundidade de 20 cm no substrato. Paralelamente, ocorreu coleta de parâmetros da água e coleta de sedimento. Foram identificados 2.196 indivíduos distribuídos em 85 táxons (espécies e morfoespécies), com maior abundância de Annelida. A densidade e a riqueza da macrofauna não variaram entre os canais, somente entre zonas e períodos. De forma geral, maiores valores ocorreram na zona não vegetada e período seco. A estrutura taxonômica e funcional da macrofauna variou espacial (canais e zonas) e temporalmente. As variações espaciais da macrofauna foram associadas com as características do substrato, enquanto as sazonais, sobretudo, com a salinidade. No canal mais estreito, dominaram poliquetas e oligoquetas comedores de depósito, associados com substrato mais lamoso e com maior conteúdo orgânico. No canal mais largo, foi maior a participação formas predadoras, associados com substrato mais arenoso. Em relação as zonas, táxons de oligoquetos, crustáceos e insetos tiveram maior participações na zona vegetada. Na zona não vegetada, no geral, poliquetos (predadores e detritívoros) tiveram domínio. É provável que a presença da vegetação, embora aumente a complexidade de habitat, interfere na presença de organismos da infauna. O período chuvoso, quando a salinidade caiu significativamente no estuário, foi marcado pela redução na riqueza da macrofauna e nas densidades de crustáceos (peracáridos), contudo com aumento nas de poliquetos Nephtys. O presente estudo apresenta informações importantes para a compreensão da distribuição da comunidade macrobentônica de manguezais da costa amazônica, considerando suas interações com a estrutura do habitat e as flutuações sazonais dos parâmetros ambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ecologia populacional do caranguejo chama-maré Minuca mordax (SMITH, 1870) (Decapoda, Ocypodidae) em um estuário da costa amazônica brasileira(Universidade Federal do Pará, 2025-02-19) GUIMARÃES, Nívia Cristo de Melo; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; COSTA, Tânia Márcia; ALVES JÚNIOR, Flávio Almeida; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/6353015321611058; http://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-0230-8431; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845Os caranguejos chama-maré são característicos da zona entremarés de regiões tropicais e subtropicais, especialmente em ambientes estuarinos, onde têm importante papel na ciclagem de nutrientes devido à bioturbação do sedimento. O presente estudo objetiva descrever a estrutura populacional do caranguejo chama-maré, Minuca mordax, em áreas com diferentes salinidades em um estuário da costa amazônica do estado do Pará, Brasil. Aspectos populacionais (razão sexual, tamanho, densidade, biomassa e período reprodutivo) foram estudados em quatro áreas (E1, E2, E3 e E4) ao longo de um gradiente de salinidade e em períodos sazonais (chuvoso e seco). Os caranguejos foram coletados durante doze campanhas trimestrais de amostragem, sendo seis no período chuvoso (maio/2013, fevereiro/2014, maio/2014, fevereiro/2015, maio/2015 e fevereiro/2016), e seis no período seco (agosto/2013, novembro/2013, agosto/2014, novembro/2014, agosto/2015 e novembro/2015). Em cada área e campanha, as coletas foram realizadas manualmente em seis quadrados (1m2 ) no entremarés, distribuídos ao longo de dois transectos (100 m, cada) perpendiculares a linha de maré baixa. Adicionalmente, os seguintes dados abióticos foram obtidos nas áreas: temperatura do ar e água, pH, salinidade, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica da água. Em laboratório, o sexo foi identificado e a largura da carapaça (LC) medida para cada indivíduo. Os caranguejos foram classificados em maduros ou imaturos, ou seja, indivíduos maiores ou menores do que a menor fêmea ovígera, respectivamente. Um total de 1001 espécimes foi coletado, sendo 527 machos e 474 fêmeas (29 ovígeras). A razão sexual total foi de 1,1:1 (macho:fêmea), sem desvio significativo entre os sexos. Os machos foram maiores e mais frequentes em classes de maior tamanho (>15mm), enquanto fêmeas predominaram nas menores classes de tamanho (<13 mm). A densidade e a biomassa total da espécie foram maiores em áreas superiores do estuário, em ambos os períodos, onde a salinidade apresentou médias entre 2,8 a 19,2 (período chuvoso) e 20,2 a 33,9 (período seco). No geral, os grupos de fêmeas ovígeras, maduros e imaturos também tiveram seus maiores quantitativos no estuário superior, em ambos os períodos sazonais. Nossos resultados sugerem que a densidade da população seja influenciada por variáveis ambientais relacionadas principalmente ao gradiente espacial, com destaque para a salinidade. O estabelecimento da população em diferentes condições de salinidade, confirma sua ampla plasticidade osmorreguladora.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Modelos de distribuição de crustáceos decápodes dulcícolas em uma área de mineração na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) MORAIS, Katherine Soares; ROMERO, Gustavo Quevedo; http://lattes.cnpq.br/3286676437401346; https://orcid.org/0000-0003-3736-4759; SILVA, Bianca Bentes da; http://lattes.cnpq.br/0750868396813509; https://orcid.org/0000-0002-4089-7970; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; HAUSER-DAVIS, Rachel Ann; NOGUEIRA, Caio dos Santos; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/5987657587996872; http://lattes.cnpq.br/4166079060097124; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0002-9451-471X; https://orcid.org/0000-0001-8539-0551O Mosaico de Carajás é um complexo de áreas de conservação localizado no Sudeste da Amazônia brasileira e reconhecido pela presença de importantes recursos minerais. A região é considerada estratégica para a exploração de minério de ferro, com a maioria das atividades mineradoras conduzidas legalmente pela VALE S.A., no entanto, a presença do garimpo ilegal na região continua a representar um desafio. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo analisar a composição das comunidades de crustáceos decápodes de água doce e sua relação com os metais e metaloides encontrados nas amostras de sedimento, além de avaliar a influência da temperatura da água. As coletas foram realizadas em 2022 em quatro locais da bacia do rio Itacaiúnas e quatro locais da bacia do rio Parauapebas, ambos situados no Mosaico de Carajás, tendo em cada bacia, dois locais classificados como impactados devido à contaminação por rejeitos de mineração e garimpo ilegal e dois considerados não impactados, durante dois períodos sazonais distintos: chuvoso e seco. A relação entre as comunidades de crustáceos e as variáveis ambientais foi analisada por meio de regressões lineares múltiplas, considerando a riqueza e a abundância das espécies como variáveis dependentes, avaliando a influência do limiar de contaminação do sedimento pelos metais Al, Fe, Pb e Mn, o metaloide As e a temperatura da água. Durante as duas campanhas, foram identificadas dez espécies de crustáceos entre camarões e caranguejos. A análise das variáveis físico-químicas em relação aos períodos indicou que, no período chuvoso, foram registradas altas concentrações de As, Fe, Pb e Mn, enquanto os maiores valores de temperatura e Al ocorreram no período seco. A composição das assembleias de crustáceos não sofreu alterações significativas em relação ao período, bacia ou fator de impacto. As áreas não impactadas apresentaram maior abundância, enquanto a variação de temperatura esteve associada a uma redução na diversidade alfa e beta, indicando impactos negativos na saúde das comunidades aquáticas.
