Modelos de distribuição de crustáceos decápodes dulcícolas em uma área de mineração na Amazônia brasileira

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MORAIS, Katherine Soares. Modelos de distribuição de crustáceos decápodes dulcícolas em uma área de mineração na Amazônia brasileira. Orientadora: Bianca Bentes da Silva; Coorientador: Gustavo Quevedo Romero. 2025. 63 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia Aquática e Pesca) - Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18351. Acesso em:.

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O Mosaico de Carajás é um complexo de áreas de conservação localizado no Sudeste da Amazônia brasileira e reconhecido pela presença de importantes recursos minerais. A região é considerada estratégica para a exploração de minério de ferro, com a maioria das atividades mineradoras conduzidas legalmente pela VALE S.A., no entanto, a presença do garimpo ilegal na região continua a representar um desafio. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo analisar a composição das comunidades de crustáceos decápodes de água doce e sua relação com os metais e metaloides encontrados nas amostras de sedimento, além de avaliar a influência da temperatura da água. As coletas foram realizadas em 2022 em quatro locais da bacia do rio Itacaiúnas e quatro locais da bacia do rio Parauapebas, ambos situados no Mosaico de Carajás, tendo em cada bacia, dois locais classificados como impactados devido à contaminação por rejeitos de mineração e garimpo ilegal e dois considerados não impactados, durante dois períodos sazonais distintos: chuvoso e seco. A relação entre as comunidades de crustáceos e as variáveis ambientais foi analisada por meio de regressões lineares múltiplas, considerando a riqueza e a abundância das espécies como variáveis dependentes, avaliando a influência do limiar de contaminação do sedimento pelos metais Al, Fe, Pb e Mn, o metaloide As e a temperatura da água. Durante as duas campanhas, foram identificadas dez espécies de crustáceos entre camarões e caranguejos. A análise das variáveis físico-químicas em relação aos períodos indicou que, no período chuvoso, foram registradas altas concentrações de As, Fe, Pb e Mn, enquanto os maiores valores de temperatura e Al ocorreram no período seco. A composição das assembleias de crustáceos não sofreu alterações significativas em relação ao período, bacia ou fator de impacto. As áreas não impactadas apresentaram maior abundância, enquanto a variação de temperatura esteve associada a uma redução na diversidade alfa e beta, indicando impactos negativos na saúde das comunidades aquáticas.

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