Dissertações em Ecologia Aquática e Pesca (Mestrado) - PPGEAP/NEAP

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3479

O Mestrado Acadêmico iniciou em 2007 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca (PPGEAP) do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Distribuição espacial e temporal do macrozoobentos em manguezais de uma ilha costeira amazônica
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) ROCHA, Karolina da Conceição; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; VENEKEY, Virag; ROSA FILHO, José Souto; SANTOS, Thuareag Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; http://lattes.cnpq.br/3223362071251898; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; https://orcid.org/0000-0002-5496-7706; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127
    Os manguezais ocupam uma ampla parcela da costa amazônica, oferecendo diversos serviços ecossistêmicos, que inclui a alta produtividade e geração de habitat para diversas espécies. A macrofauna bentônica é um grupo abundante e diverso nos manguezais, com distribuição influenciada por diversos fatores, como salinidade e as características do sedimento, que podem ser modificadas pela presença da vegetação. O presente trabalho teve como objetivo descrever as variações espaciais e temporais da comunidade macrobentônica de substratos inconsolidados de manguezais da ilha de Algodoal–Maiandeua, Nordeste do Pará. As amostragens foram realizadas em duas campanhas, uma no período seco (novembro/2022) e outra no chuvoso (maio/2023), em áreas de manguezais de dois canais estuarinos, Furo da Mocoóca (mais largo e retilíneo) e Furo Velho (mais estreito e sinuoso). Em cada canal, foram determinadas duas zonas de coleta (não vegetada e vegetada), e em cada zona, foram determinados quatro pontos de coleta, nos quais foram retiradas quatro amostras biológicas (macrozoobentos) com auxílio de um amostrador cilíndrico (10 cm de diâmetro) enterrado a uma profundidade de 20 cm no substrato. Paralelamente, ocorreu coleta de parâmetros da água e coleta de sedimento. Foram identificados 2.196 indivíduos distribuídos em 85 táxons (espécies e morfoespécies), com maior abundância de Annelida. A densidade e a riqueza da macrofauna não variaram entre os canais, somente entre zonas e períodos. De forma geral, maiores valores ocorreram na zona não vegetada e período seco. A estrutura taxonômica e funcional da macrofauna variou espacial (canais e zonas) e temporalmente. As variações espaciais da macrofauna foram associadas com as características do substrato, enquanto as sazonais, sobretudo, com a salinidade. No canal mais estreito, dominaram poliquetas e oligoquetas comedores de depósito, associados com substrato mais lamoso e com maior conteúdo orgânico. No canal mais largo, foi maior a participação formas predadoras, associados com substrato mais arenoso. Em relação as zonas, táxons de oligoquetos, crustáceos e insetos tiveram maior participações na zona vegetada. Na zona não vegetada, no geral, poliquetos (predadores e detritívoros) tiveram domínio. É provável que a presença da vegetação, embora aumente a complexidade de habitat, interfere na presença de organismos da infauna. O período chuvoso, quando a salinidade caiu significativamente no estuário, foi marcado pela redução na riqueza da macrofauna e nas densidades de crustáceos (peracáridos), contudo com aumento nas de poliquetos Nephtys. O presente estudo apresenta informações importantes para a compreensão da distribuição da comunidade macrobentônica de manguezais da costa amazônica, considerando suas interações com a estrutura do habitat e as flutuações sazonais dos parâmetros ambientais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Modelos de distribuição de crustáceos decápodes dulcícolas em uma área de mineração na Amazônia brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) MORAIS, Katherine Soares; ROMERO, Gustavo Quevedo; http://lattes.cnpq.br/3286676437401346; https://orcid.org/0000-0003-3736-4759; SILVA, Bianca Bentes da; http://lattes.cnpq.br/0750868396813509; https://orcid.org/0000-0002-4089-7970; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; HAUSER-DAVIS, Rachel Ann; NOGUEIRA, Caio dos Santos; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/5987657587996872; http://lattes.cnpq.br/4166079060097124; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0002-9451-471X; https://orcid.org/0000-0001-8539-0551
    O Mosaico de Carajás é um complexo de áreas de conservação localizado no Sudeste da Amazônia brasileira e reconhecido pela presença de importantes recursos minerais. A região é considerada estratégica para a exploração de minério de ferro, com a maioria das atividades mineradoras conduzidas legalmente pela VALE S.A., no entanto, a presença do garimpo ilegal na região continua a representar um desafio. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo analisar a composição das comunidades de crustáceos decápodes de água doce e sua relação com os metais e metaloides encontrados nas amostras de sedimento, além de avaliar a influência da temperatura da água. As coletas foram realizadas em 2022 em quatro locais da bacia do rio Itacaiúnas e quatro locais da bacia do rio Parauapebas, ambos situados no Mosaico de Carajás, tendo em cada bacia, dois locais classificados como impactados devido à contaminação por rejeitos de mineração e garimpo ilegal e dois considerados não impactados, durante dois períodos sazonais distintos: chuvoso e seco. A relação entre as comunidades de crustáceos e as variáveis ambientais foi analisada por meio de regressões lineares múltiplas, considerando a riqueza e a abundância das espécies como variáveis dependentes, avaliando a influência do limiar de contaminação do sedimento pelos metais Al, Fe, Pb e Mn, o metaloide As e a temperatura da água. Durante as duas campanhas, foram identificadas dez espécies de crustáceos entre camarões e caranguejos. A análise das variáveis físico-químicas em relação aos períodos indicou que, no período chuvoso, foram registradas altas concentrações de As, Fe, Pb e Mn, enquanto os maiores valores de temperatura e Al ocorreram no período seco. A composição das assembleias de crustáceos não sofreu alterações significativas em relação ao período, bacia ou fator de impacto. As áreas não impactadas apresentaram maior abundância, enquanto a variação de temperatura esteve associada a uma redução na diversidade alfa e beta, indicando impactos negativos na saúde das comunidades aquáticas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ecologia populacional do caranguejo chama-maré Minuca mordax (SMITH, 1870) (Decapoda, Ocypodidae) em um estuário da costa amazônica brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-19) GUIMARÃES, Nívia Cristo de Melo; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; COSTA, Tânia Márcia; ALVES JÚNIOR, Flávio Almeida; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/6353015321611058; http://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-0230-8431; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845
    Os caranguejos chama-maré são característicos da zona entremarés de regiões tropicais e subtropicais, especialmente em ambientes estuarinos, onde têm importante papel na ciclagem de nutrientes devido à bioturbação do sedimento. O presente estudo objetiva descrever a estrutura populacional do caranguejo chama-maré, Minuca mordax, em áreas com diferentes salinidades em um estuário da costa amazônica do estado do Pará, Brasil. Aspectos populacionais (razão sexual, tamanho, densidade, biomassa e período reprodutivo) foram estudados em quatro áreas (E1, E2, E3 e E4) ao longo de um gradiente de salinidade e em períodos sazonais (chuvoso e seco). Os caranguejos foram coletados durante doze campanhas trimestrais de amostragem, sendo seis no período chuvoso (maio/2013, fevereiro/2014, maio/2014, fevereiro/2015, maio/2015 e fevereiro/2016), e seis no período seco (agosto/2013, novembro/2013, agosto/2014, novembro/2014, agosto/2015 e novembro/2015). Em cada área e campanha, as coletas foram realizadas manualmente em seis quadrados (1m2 ) no entremarés, distribuídos ao longo de dois transectos (100 m, cada) perpendiculares a linha de maré baixa. Adicionalmente, os seguintes dados abióticos foram obtidos nas áreas: temperatura do ar e água, pH, salinidade, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica da água. Em laboratório, o sexo foi identificado e a largura da carapaça (LC) medida para cada indivíduo. Os caranguejos foram classificados em maduros ou imaturos, ou seja, indivíduos maiores ou menores do que a menor fêmea ovígera, respectivamente. Um total de 1001 espécimes foi coletado, sendo 527 machos e 474 fêmeas (29 ovígeras). A razão sexual total foi de 1,1:1 (macho:fêmea), sem desvio significativo entre os sexos. Os machos foram maiores e mais frequentes em classes de maior tamanho (>15mm), enquanto fêmeas predominaram nas menores classes de tamanho (<13 mm). A densidade e a biomassa total da espécie foram maiores em áreas superiores do estuário, em ambos os períodos, onde a salinidade apresentou médias entre 2,8 a 19,2 (período chuvoso) e 20,2 a 33,9 (período seco). No geral, os grupos de fêmeas ovígeras, maduros e imaturos também tiveram seus maiores quantitativos no estuário superior, em ambos os períodos sazonais. Nossos resultados sugerem que a densidade da população seja influenciada por variáveis ambientais relacionadas principalmente ao gradiente espacial, com destaque para a salinidade. O estabelecimento da população em diferentes condições de salinidade, confirma sua ampla plasticidade osmorreguladora.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Composição da meiofauna e nematofauna associada à macrófita aninga (Montrichardia linifera) em um estuário amazônico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) RAMOS, Ana Beatriz Moreira Ferreira; SANTOS, Thuareag Monteiro Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127; VENEKEY, Virag; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; ALVES JÚNIOR, Flávio de Almeida; SANTOS, Cleverson Rannieri Meira dos; PETRACCO, Marcelo; SILVA, Daiane Evangelista Aviz da; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; https://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://lattes.cnpq.br/8626400902445523; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; http://lattes.cnpq.br/1621359663837749; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; http://orcid.org/0000-0001-6501-0099
    Os estuários amazônicos são ambientes extremamente produtivos e complexos com grande diversidade de organismos bentônicos e vegetação composta principalmente por macrófitas herbáceas como a Aninga (Montrichardia linifera), uma espécie pioneira com grande importância na proteção de margens e manutenção do aporte de sedimentos. A meiofauna bentônica é um dos grupos mais abundantes do mundo e possui o filo Nematoda como um representante bastante versátil, visto que ocupa lugar em toda a guilda trófica e representa mais de 90% da abundância total desse grupo em ecossistemas estuarinos. Este estudo representa a primeira avaliação de composição de meiofauna associada a vegetação de várzea, e teve como objetivo descrever padrões espaço-temporais da comunidade de meiofauna e nematofauna associadas à aninga no estuário do Guajará (Belém – PA). Para isso, foram realizadas coletas mensais em ambientes com presença e ausência de vegetação no período de 12 meses divididos em 4 períodos climáticos (Transição 1: chuvoso-seco, Seco, Transição 2: seco-chuvoso e Chuvoso) no estuário do rio Guajará. Para retirada de amostras biológicas foi utilizado amostrador cilíndrico com 3cm de diâmetro e 10cm de comprimento, posteriormente fixadas a formaldeído a 4%. Além disso, também foram coletadas amostras de sedimento para análise de granulometria e matéria orgânica e amostrado número de aningas e altura de 15 indivíduos aleatórios. Para cada amostra foi calculada a densidade e riqueza da meiofauna e seus principais grupos, bem como a densidade e riqueza dos gêneros de Nematoda. Para comparação entre variáveis bióticas de estrutura da comunidade de meiofauna e nematofauna entre períodos climáticos e áreas de coleta (vegetada e não vegetada) foram realizadas análises univariadas (ANOVA 2-fatores) e multivariadas (PERMANOVA, PcoA, Simper e BIO-ENV). De modo geral, os ambientes apresentaram composição granulométrica semelhante entre os períodos sendo composta principalmente de sedimentos finos (silte + argila). A macrófita M. linifera apresentou maiores alturas durante o período T1 e maiores densidades durante o período chuvoso. A meiofauna foi representada por 12 grupos taxonômicos, sendo Nematoda o mais abundante em ambos os ambientes durante todos os períodos e apresentando frequência de ocorrência (FO) igual a 100%. Quanto aos demais grupos, 1 grupo foi classificado como grupo acessório (FO<50%), 4 grupos foram classificados como grupos esporádicos (FO<25%) e 5 foram classificados como raros (FO<12,5%). A densidade apresentou os maiores valores durante T1 com alta pluviosidade enquanto a riqueza apresentou os maiores valores durante os períodos seco e T2. Foram identificados 89 gêneros de Nematoda pertencentes a 39 famílias. A família mais abundante e mais rica foi Xyalidae, sendo o gênero Zygonemella responsável por mais de 23% da densidade total. Anonchus e Zygonemella foram os gêneros mais difundidos espacialmente, ocorrendo em ambos os ambientes durante todos os períodos climáticos. A associação de Nematoda foi composta majoritariamente por detritívoros (40 gêneros). Tanto a meiofauna como a nematofauna foram influenciadas pela sazonalidade de pluviosidade e quantidade de nutrientes disponíveis no sedimento. Além disso, a presença da vegetação foi determinante para estabilização sedimentar e hábitats estruturais fornecendo abrigo e nutrientes para diversos grupos da meiofauna bem como gêneros variados de Nematoda.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito da monocultura de dendezeiro (Elaeis guineensis JACQ.) na integridade física e nas assembleias de peixes de igarapés da Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2014-02-25) FERREIRA, Márcio Cunha; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099
    O objetivo da presente dissertação é avaliar o efeito do cultivo de dendezeiro Elaeis guineenses JACQ. na integridade física e nas assembleias de peixes de igarapés de terra firme da Amazônia Oriental. Os sítios de amostragem foram estabelecidos em trechos (150 m) de 23 igarapés da bacia do rio Acará-Mirim, Nordeste do Estado do Pará distribuídos em áreas de drenagem com floresta primária até áres de plantio de dendezeiro. De acordo com os resultados do índice de integridade física (IIF), dos 23 igarapés amostrados, todos que drenam áreas de fragmentos florestais foram classificados como íntegros (IIF = 5,00 – 4,00), enquanto que os 15 igarapés que drenam plantações de dendezeiro foram classificados como alterados (IIF = 3,67 – 2,67). Foram coligidos 9.734 espécimes de peixes pertencentes a seis ordens, 24 famílias, distribuídos em 64 espécies. As espécies mais abundantes durante o estudo foram Microcharacidium weitzmani, Apistogramma gr. regani, Trichomycterus hasemani, Hyphessobrycon heterorhabdus e Copella arnoldi. A riqueza observada em igarapés que drenam plantações foi superior (S = 61) a encontrada em igarapés que drenam fragmentos florestais (S = 42). Os resultados da PERMANOVA evidenciam que existe diferença entre os ambientes amostrados (G.L. = 22; pseudo-F = 2,44; P = 0,01), no entanto, o ordenamento produzido pelo NMDS demonstra que essa diferença é sutil (stress = 0,19), pois apenas três espécies são exclusivas de florestas e 22 exclusivas de áreas de palmeiras de dendezeiro. Resultado semelhante foi obtido utilizando-se a abundância dos grupos tróficos funcionais (GTF) (stress = 0,18). Os resultados do TITAN indicam que algumas espécies apresentam adaptações para persistir em determinadas situações ambientais, como por exemplo, Aequidens tetramrus, Apistogramma agassizii e Microcharacidium weitzmani que estão associadas a igarapés que drenam plantações de dendezeiro e são boas indicadoras de locais com menor integridade do hábitat físico (P < 0,05; pureza > 0,95; confiabilidade > 0,95), enquanto que as espécies Hyphessobrycon heterorhabdus e Helogenes marmoratus demonstaram ser indicadoras de hábitats mais íntegros (P < 0,05; pureza > 0,95; confiabilidade > 0,95). Não houve correlação entre a riqueza de espécies de peixes e o índice de integridade física, enquanto que os únicos grupos tróficos funcionais que apresentaram correlação com o índice de integridade física foram os escavadores e coletores navegadores. Esses grupos são compostos por peixes da família Cichlidae que apresentam comportamentos tolerantes e generalistas que podem ter explicado sua grande contribuição na assembleia de peixes mesmo em locais onde a sedimentação foi alta comparada aos locais com a configuração mais próxima do natural. Isso evidencia que mesmo a riqueza de espécies sendo maior em igarapés alterados há fortes indícios de perda de qualidade ambiental nos igarapés que drenam plantações gerada pelo cultivo de dendezeiro.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Influência do ambiente de nidificação sobre a taxa de eclosão, a duração da incubação e a determinação sexual em Podocnemis (Reptilia, Podocnemididae) no Tabuleiro do Embaubal rio Xingu, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2012-05-14) CARNEIRO, Cristiane Costa; PEZZUTI, Juarez Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/3852277891994862
    Nos quelônios, as características do ambiente de nidificação têm forte influência sobre a temperatura de incubação dos ovos e, consequentemente, sobre o sucesso reprodutivo. Foram investigados o efeito do ambiente de nidificação sobre a taxa de eclosão, a duração de incubação e a determinação sexual dos filhotes de Podocnemis expansa, Podocnemis unifilis e Podocnemis sextuberculata no Tabuleiro do Embaubal, rio Xingu, estado do Pará, Brasil, em 2007, 2008 e 2010. As praias foram monitoradas entre setembro e janeiro, com o acompanhamento dos ninhos marcados desde o dia de postura, em cada ciclo reprodutivo. As seguintes variáveis foram mensuradas: dia da desova, a profundidade final, a altura do ninho em relação ao nível da água no dia da desova a granulometria e a temperatura de incubação. A taxa de eclosão diferiu entre os anos para as três espécies. A duração de incubação variou entre anos apenas para P. sextuberculata. A razão sexual de P. expansa em 2007 foi 0.08 e em 2008 e 2010 todos os filhotes produzidos foram fêmeas. Para P. sextuberculata a razão sexual em 2007 foi 0.34, e em 2008 e 2010 foi 0.06. A razão sexual de P. unifilis em 2007 foi de 0.41, 0.65 em 2008 e 0.02 em 2010. Todas estas diferenças foram estatisticamente significativas. A altura do ninho com relação ao nível do rio apresentou correlação positiva com a taxa de eclosão das três espécies em 2008 e uma relação negativa com a taxa de eclosão de P. sextuberculata em 2010. O número de dias após o início das desovas influenciou a duração de incubação de P. sextuberculata e P. unifilis em 2008. A temperatura média, o número de horas/grau acima de 32°C e o tamanho do sedimento influenciou a razão sexual de P. expansa. Os resultados atestam para a variação no sucesso de eclosão, no desenvolvimento embrionário e na proporção sexual produzida entre os anos. Ainda, observou-se que a influência de variáveis microclimáticas dos sítios selecionados para desova, embora influenciem nas características térmicas e nas variáveis de interesse, podem variar de ano para outro. Recomenda-se o monitoramento continuado dos referidos parâmetros nas principais áreas onde se investe na proteção de sítios reprodutivos de quelônios.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Biologia e ecologia do camarão dulcícola Macrobrachium surinamicum Holthuis, 1948 (Decapoda: Palaemonidae) no estuário Guajará, Pará, costa norte do Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2012-02-29) CAVALCANTE, Danielle Viveiros; MARTINELLI-LEMOS, Jussara Moretto; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Seletividade de captura, dinâmica populacional, análise de estoque e sustentabilidade da pesca de Hemiodus unimaculatus (Bloch, 1794) a montante da barragem de Tucuruí, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2013-04-23) MARTINS, Jeronimo Carvalho; CINTRA, Israel Hidenburgo Aniceto; http://lattes.cnpq.br/6632466008150577; SARPEDONTI, Valérie; http://lattes.cnpq.br/2358097649881792
    Hemiodus unimaculatus (Bloch, 1794) está entre as principais espécies desembarcadas na área de influência da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHE Tucuruí), contudo são poucas as informações existentes sobre a pesca e biologia da espécie na área. Logo, o trabalho se propõe a verificar as mudanças espaciais na população de H. unimaculatus, determinar as curvas de seletividade das redes utilizadas e calcular alguns parâmetros de sua dinâmica populacional. O local de estudo corresponde à área localizada a partir da barragem da UHE Tucuruí, compreendendo Reservatório (zona de inundação) e Montante. As coletas foram efetuadas trimestralmente nos anos de 2001, 2003, 2005, 2006 e 2007 e semestralmente nos anos de 2002 e 2004, em cinco locais no reservatório e dois na montante, utilizando bateria de redes de emalhar de 50 m de comprimento e 3 m de altura, com malhas de 40, 60, 80 e 100 mm entre nós opostos. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para comparar as médias de comprimento total e o peso dos espécimes ao nível de significância de 5%; a variação espaço-temporal das capturas foi determinada pela análise de Cluster e pelo SIMPER; a seletividade de rede pela construção das curvas de seleção; e os aspectos populacionais (crescimento, longevidade, mortalidade, recrutamento e o rendimento por recruta) com o auxílio do programa FISAT II. Os resultados demonstraram que as fêmeas são maiores e mais pesadas que os machos. No período inicial (2001-2003) a espécie dividia a área de estudo em zona de desova e crescimento, enquanto no período final (2005-2007) não havia diferença quanto o uso do espaço. A malha de 60 mm é a mais indicada para a pesca, considerando a captura de 50% de indivíduos adultos. A proporção sexual de 1,44:1 foi favorável as fêmeas (χ2 c = 28,86; p < 0,0001). As relações peso total/comprimento total apresentaram correlação positiva, não diferindo entre os sexos (t = -0,097; p = 0,9229), sendo que machos e fêmeas exibiram crescimento do tipo isométrico. O fator de condição não foi diferente entre os pontos de coleta, sugerindo que a espécie utiliza toda a área de estudo como zona de alimentação. Os parâmetros de crescimento de von Bertalanffy foram L∞ = 358 mm, k = 0,55 ano-1 e t0 = -0,15 ano. As médias de mortalidade total e natural foram de 3,04 ano-1 e 0,7 ano-1, respectivamente. A taxa de explotação foi estimada em 0,77 e o rendimento por recruta mostrou que a taxa de exploração do estoque de H. unimaculatus deve ser reduzida em 52% para manter o recrutamento e a desova. Assim, com todas as informações geradas, é possível notar que as mudanças na estrutura e dinâmica espaço-temporal de H. unimaculatus são um processo de adaptação contínuo e o manejo pesqueiro adequado se torna essencial para a preservação da espécie. Para atingir esse objetivo, faz-se necessário rever a legislação pesqueira atual, buscando uma otimização do tamanho de malha para a captura da espécie, diminuir a taxa de exploração e monitorar regularmente a seletividade e os parâmetros populacionais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito da alteração do hábitat sobre assembleias de peixes em igarapés afogados da Amazônia oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2014-02-26) SOUSA, Híngara Leão; FERREIRA, Cristiane de Paula; http://lattes.cnpq.br/7804816854015308; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099
    Os ecossistemas aquáticos de água doce constituem sistemas complexos que estão sendo expostos a uma variedade de perturbações. Na região Amazônica, o uso dos recursos e ocupação da terra tem alterado a estrutura física do hábitat desses ambientes, especialmente os de pequeno porte (conhecidos como igarapés), influenciando a estrutura e composição de suas comunidades. Vários estudos e programas de avaliação têm sido desenvolvidos a fim de verificar como essas alterações afetam as comunidades bióticas, através de características do hábitat que se mostram mais sensíveis às perturbações. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi mensurar e descrever atributos do hábitat de igarapés afogados e verificar como as assembleias de peixes respondem aos diferentes níveis de integridade física apresentados por esses igarapés. Para isso, testamos a hipótese de que ambientes estruturalmente mais íntegros suportam uma ictiofauna mais diversa do que ambientes impactados, em virtude destes apresentarem uma diminuição na complexidade ambiental. O estudo foi realizado em 34 igarapés, sendo 17 situados dentro do território da Floresta Nacional de Caxiuanã, e 17 em seu entorno, localizados próximos aos centros urbanos dos municípios de Portel e Melgaço (PA). O processo de urbanização encontra-se em expansão na região, alcançando áreas de florestas e corpos hídricos que ainda permanecem preservados. Também há uma intensa atividade extrativista madeireira, pois a área está inserida no principal pólo madeireiro da zona do estuário no estado do Pará. O hábitat físico dos igarapés foi avaliado seguindo um protocolo padronizado de avaliação. Para a coleta dos peixes foram utilizadas redes de mão em um trecho de 150 metros por igarapé durante seis horas (divididas entre os segmentos e entre os coletores). Apesar de detectarmos um conjunto de métricas que responderam ao gradiente de alteração local, estas não se mostraram suficientes na redução ou aumento do número de espécies ao longo dos níveis de preservação, mantendo praticamente constante a riqueza e abundância para os três grupos (alterado, intermediário e íntegro). Porém, a diferença foi significativa para a composição, com onze espécies exclusivas de ambientes alterados e oito exclusivas de ambientes íntegros. A degradação do ambiente físico, mesmo que em escalas menores favorece a ocorrência e maior abundância de espécies tolerantes e com grande plasticidade fenotípica, além do aumento populacional de espécies oportunistas. Diferentes efeitos podem ser exercidos sobre os grupos de espécies que compõem uma comunidade, pois elas apresentam diferentes atributos biológicos e ecológicos que incluem também suas respostas para as mesmas variáveis ecológicas. Portanto, a possível desconstrução da comunidade em grupos de espécies (sejam taxonômicos, funcionais, etc) pode mostrar respostas diferenciadas frente às alterações do hábitat, sendo uma estratégia promissora para associar características ambientais aos padrões de riqueza apresentado por essas comunidades. A avaliação da integridade biótica também é uma alternativa para identificar efeitos da alteração do hábitat sobre as espécies, principalmente considerando a peculiaridade da região e a falta de informações acerca da ictiofauna local.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação sanitária de água de cultivo e de ostras da zona do salgado, nordeste do Estado do Pará - Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2011-04-19) KIYATAKE, Daniela Mayumi; RIBEIRO, Karla Tereza Silva; http://lattes.cnpq.br/2654817572738748; PAIVA, Rosildo Santos; http://lattes.cnpq.br/0510818763187669
    O cultivo de espécies de ostras do gênero Crassostrea está em expansão no nordeste do estado do Pará, Brasil. Este estudo analisa a qualidade sanitária das ostras e da água em que são cultivadas nos municípios de São Caetano de Odivelas e Curuçá. As coletas foram realizadas mensalmente entre junho de 2009 e maio de 2010. As amostras de águas foram coletadas nas marés enchente e vazante, e cerca de 15 ostras foram obtidos a cada mês durante a maré vazante. Concentrações de coliformes foram determinadas usando a Técnica de Fermentação de Tubos Múltiplos, seguida pela identificação bioquímica das bactérias e determinação do perfil de suscetibilidade de Escherichia coli isoladas a partir de amostras de águas e ostras. A média geométrica das concentrações de coliformes termotolerantes na água foi de 119 mL MPN/100 em São Caetano de Odivelas e 163,21 MPN/100 mL em Curuçá, valores bem acima do limite de 43 mL MPN/100 estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente Brasileiro (CONAMA). Como a legislação brasileira relacionada à qualidade sanitária dos moluscos bivalves destina-se apenas ao produto processado, foi adotada a legislação da União Europeia, que classifica as ostras para o consumo cru em três classes sanitárias. Em São Caetano de Odivelas, apenas duas das amostras coletadas durante este estudo foram atribuídas para a classe A, sete amostras para a classe B e três amostras para a classe C. Enquanto em Curuçá três amostras foram atribuídas à classe A, sete amostras para a classe C e duas amostras para a classe C. Os resultados sugerem a necessidade de medidas mitigatórias para garantir a qualidade sanitária das ostras, tais como a aplicação de métodos de depuração.