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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A aplicação do hormônio 24-Epibrassinolídeo promove o desenvolvimento e crescimento de mudas de Genipa Americana L. sob diferentes níveis de sombreamento
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-20) LIMA, Gustavo Gomes; ALVES, Graciliano Galdino; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260
    Um dos fatores essenciais para iniciar o processo de restauração de uma área é a produção de mudas vigorosas e de tamanho adequado para sua supervivência, porém vários desafios impossibilitam a produção em grande escala, como a indisponibilidade de sementes e mudas. O objetivo deste trabalho é analisar o efeito de diferentes concentrações do hormônio 24-epibrassinolídeo associado a diferentes níveis de sombreamento no desenvolvimento das mudas de jenipapo (Genipa americana L.). Foram utilizadas mudas de jenipapo em três condições de sombreamento: sombrite de 50%, 35% e pleno sol. As mudas foram submetidas a quatro concentrações de 10, 20, 30 e 40 nM do hormônio 24-epibrassinolídeo, mantendo um tratamento controle, em um arranjo de um delineamento experimental em blocos casualizados, com quatro blocos e cinco tratamentos. Os dados foram coletados aos 30, 60, 90, 120 e 150 dias após a aplicação (DAA) dos tratamentos, com a mensuração do comprimento da planta, o diâmetro do caule e número de folhas. Para análise dos parâmetros de crescimento, foi utilizado o software R, gerando um Modelo Linear Generalizado (GLM), sendo feita análise de variância nos resultados dos parâmetros bioquímicos, com comparação de médias pelo teste de Tukey e para comparação dos dados ambientais e fisiológicos, uma análise de componentes principais (PCA). As plantas mantidas a 35% de sombreamento apresentarem efeitos positivos nos parâmetros de altura, diâmetro, número de folhas e menores concentrações do hormônio proporcionaram incremento nas variáveis de crescimento. As maiores concentrações das variáveis bioquímicas foram observadas nas condições de menores concentrações de hormônio, sob pleno sol e 50%. Estando os parâmetros ambientais diretamente ligados às respostas fisiológicas das mudas de jenipapo. O desenvolvimento e crescimento acelerado das mudas de jenipapo é possível sob determinadas condições de sombreamento, e apresentando efeitos positivos sob a ação do hormônio, o que favorece o desenvolvimento de plantas robustas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da presença de metais pesados na água potável fornecida à população urbana de Altamira e o seu possível impacto epidemiológico sobre doenças crônicas renais
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-30) STORCH, Wesley; FAIAL, Kleber R. Freitas; http://lattes.cnpq.br/0166366420811929; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-8575-1262; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556
    O rio Xingu é crucial para o abastecimento de água potável em Altamira, mas enfrenta riscos de poluição por metais pesados, especialmente mercúrio, devido à mineração ilegal e atividades da UHBM. O mercúrio pode bioacumular em humanos e estar associado ao aumento do risco de hipertensão e doenças renais. Este estudo avaliou a presença de metais pesados na água potável de Altamira e traçou o perfil epidemiológico de doenças renais crônicas (DRC) em Altamira e região do Xingu. Foram medidas as concentrações de Al, As, Cr, Cd, Pb, Fe e Hg em 24 amostras de água coletadas em julho de 2022, usando ICP/MS pelo Instituto Evandro Chagas, comparando com os limites da legislação brasileira e da OMS. Dados de mortalidade por DRC, diabetes mellitus (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS) entre 2000 e 2020 foram analisados utilizando dados públicos do DATASUS. Além disso, dados de prontuários de pacientes com DRC tratados no HRPT de 2007 a 2023 também foram analisados. As concentrações de metais nas amostras de água analisadas estiveram dentro dos limites estabelecidos, exceto pelo alumínio (Al) que demonstrou-se elevado em duas amostras de água. Os dados de mortalidade obtidos do DATASUS entre 2000 e 2020 demonstraram um aumento significativo da mortalidade por HAS em Altamira (R²=0,80), enquanto a mortalidade por DRC (R²=0,30) e DM (R²=0,31) teve um impacto menor na taxa de mortalidade no período estudado. Considerando os dados dos prontuários médicos de pacientes com DRC tratados no HRPT, foi possível identificar que entre 2007 e 2023, 174 pacientes com DRC tratados no HRPT eram de Altamira, sendo 64,4% homens e 35,6% mulheres. Quanto à idade, 48,85% possuíam mais de 60 anos e 36,78% possuíam entre 41 e 60 anos. A principal comorbidade associada à DRC foi HAS (56,90%), seguida pela associação de HAS e DM (36,94%). Altamira apresentou uma prevalência média de 8,99 casos por 100 mil habitantes e uma incidência média de 10,24 casos novos por ano de DRC no período analisado. Na região do Xingu, foram identificados 403 casos de DRC, com predominância em homens (61,5%) com média de idade de 60 anos. A principal comorbidade associada à DRC foi HAS (49,88%), seguida pela associação de HAS e DM (37,47%). A prevalência média de DRC na região foi de 6,97 casos por 100 mil habitantes e uma incidência média de 23,70 casos novos por ano de DRC no período analisado. Os níveis de metais nas amostras de água analisadas estão dentro dos limites recomendados pela legislação brasileira e pela OMS. A alta prevalência de DRC em Altamira e na região do Xingu levanta preocupações sobre impactos na saúde pública. A contaminação histórica por mercúrio pode estar relacionada à alta mortalidade por HAS e à prevalência de DRC associada à HAS. Esses resultados ressaltam a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade da água e de políticas públicas para mitigar os impactos da DRC na região.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização anato-histoquímica e nutricional de Piper peltatum L. (Piperaceae): uma planta alimentícia não convencional ocorrente na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) PALHETA, Gredany Rodrigues; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/215377919730650; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-9699-8359; REIS, Alisson Rodrigo Souza; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; https://orcid.org/0000-0001-7182-4814
    As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são um grupo espécies comestíveis e medicinais não comercializadas em grande escala, incluem folhas, flores, frutos, raízes entre outras partes. Sua origem está associada aos povos tradicionais que passaram o conhecimento para familiares. Diante da diversa flora brasileira, principalmente as espécies Amazônicas, ainda há poucos relatos científicos sobre essas plantas. Portanto, é necessário aplicação de novas metodologias para identificação taxonômica, presença de substâncias e perfil nutricional das plantas comestíveis. Diante disso, o trabalho objetivou diagnosticar a produção científica das plantas alimentícias não convencionais e caracterizar anatomicamente e nutricionalmente a folha de caapeba-amazônica (Piper peltatum L.), contribuindo com conhecimento científico da flora amazônica. Para a cienciometria, utilizou-se os descritores “Plantas alimentícias não convencionais” em Google Acadêmico e “Unconventional Food Plant*” em Scopus e Web of science. Para visualização de dados foi utilizado linguagem R por pacote Bibliometrix e o software Publish or Perish. Nos cortes anatômicos da folha foram adicionados os reagentes Azul de Astra e Fucsina Básica e para histoquímica o Azul de Toluidina, Cloreto férrico, Lugol e Sudam III. A caracterização nutricional foi determinada por análises de Umidade, Atividade de Água, Ph, ATT, SST, Cinzas, Lipídeos, proteínas, carboidratos e perfil antioxidante. Nos resultados, observou-se crescimento de publicações sobre PANC e o tema tem sido publicado em revistas de com alto estrato Qualis. As palavras- chave relacionadas indicam estudos experimentais como tema motores para publicação. A caapeba-amazônica é uma espécie presente nos artigos de PANC ainda que pouco citada e estudada. As características anatomicas da folha de P. peltatum condizem com a família piperaceae. Em seu teste histoquímico observou-se presença de lipídeos, compostos fenólicos, amido e celulose. A partir dos resultados fisioquímicos observou-se ser pececível e deve ser armazenada em refrigeração. É fonte de minerais, carboidrato, lipídeo e proteína, além de ser antioxidante. É importante manter novos estudos para contribuir com o conhecimento das espécies PANC, inclusive as amazônicas, a exemplo da P. peltatum que apresenta substâncias com propriedades medicinais e alimentícias similar a outras folhosas PANC. Seu consumo depende que seja retirada a nervura central da folha, abrandada por cocção e preparação culinária similar da folha de couve. É uma alternativa alimentar e de nutrientes inclusive para indivíduos acometidos por insegurança alimentar. Seu consumo favorece a agroecologia e conservação da biodiversidade amazônica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização espermática de Parancistrus nudiventris Rapp Py-Daniel & Zuanon, 2005 (Siluriformes, Loricariidae), espécie amazônica endêmica do Rio Xingu, Pará, Brasi
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-21) LOPES, Thaís da Silva; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737
    A caracterização seminal é essencial para o desenvolvimento de protocolos para reprodução artificial, possibilitando um manejo de conservação ex situ de espécie. O conhecimento sobre os parâmetros seminais, é o primeiro passo para a propagação artificial pois é uma ferramenta de predição da capacidade fecundante e potencialmente aplicável em espécies endêmicas que sofrem possíveis impactos em decorrência de alterações em seu habitat natural, como o Parancistrus nudiventris. O objetivo desse trabalho é realizar a caracterização espermática de Parancistrus nudiventris selvagens. Para isso, foram analisados 22 espécimes machos capturados direto da natureza (peso ±EP; comprimento padrão ±EP), sendo os procedimentos realizados no mesmo dia. Após anestesiados com eugenol (30 mg. L-1), o sêmen foi então coletado através de massagem abdominal em sentido cefalocaudal, e o ejaculado coletado com micropipetas calibradas para 5 μL. Cada pipeta, representando uma fração do ejaculado, foi empregada para se avaliar um parâmetro espermático, sendo a primeira para se analisar a motilidade computadorizada (CASA) e as demais aliqyotas foram acondicionando em macrotubos de 1,5 mL para avaliação dos parâmetros de morfologia, morfometria e integridade de membrana. A motilidade espermática e parâmetros cinéticos foram estimadas pela captura do vídeo, , avaliando os seguintes parâmetros: MOT (%), VCL (μm s-1), VAP (μm s-1), VSL (μm s-1), STR (%), WOB (%), PROG (μm), BCF (Hz) e SPZs. A concentração espermática foi determinada através de hemocitômetro. A morfometria foi determinada através do software ImageJ para avaliação das proporções em micrômetros das estruturas espermáticas. As análises estatísticas foram realizadas usando o software R Studio, pelo teste de análise de variância ANOVA para dados paramétricos e Kruskal-Wallis para dados não paramétricos, considerando um valor de P < 0,05 para significância dos dados. Os resultados demostram que, a duração de motilidade de Parancistrus nudiventris é de 5,29 ± 2,57 minutos, com motilidade espermática em média de 82,91%, com velocidades VCL, VSL e VAP de 182,12 μm, 133,13 μm e 167, 88, respectivamente. Quanto a morfometria, o espermatozoide de P. nudiventris apresenta comprimento total em média 29,44 ± 3,06 μm, enquanto a integridade de membrana demostrou 92,56% de espermatozoides íntegros. A morfologia revelou que 34,62% dos espermatozoides avaliados possuíam alguma anomalia secundária, sendo a flagelo enrolado (15,12 ± 6,3%) anormalidade mais presente nos espermatozoides, enquanto apenas 5,17% detinham de alguma anomalia primária, sendo cabeça degenerada (2,68 ± 5,17%) a mais frequente. Neste estudo foram analisados pela primeira vez os índices espermáticos de Parancistrus nudiventris, possibilitando a caracterização da morfometrica, morfológica, integridade e parâmetros cinéticos de motilidade e aplicação em estratégias de conservação envolvendo a propagação artificial.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Clima, solo e água: importância de variáveis ambientais na determinação da distribuição potencial de peixes de rios e riachos amazônicos
    (Universidade Federal do Pará, 2017-10-19) ALVAREZ, Facundo; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099; GERHARD, Pedro; http://lattes.cnpq.br/5621269098705408
    Estimar as distribuições espaciais das espécies é um dos principais objetivos da macroecologia, ainda mais quando os esforços amostrais não conseguem atingir os conhecimentos sobre os padrões demográficos das espécies alvo. Neste sentido os modelos de distribuição de espécies (MDE) aproximam o nicho fundamental das espécies a partir da extrapolação de variáveis predictoras relacionadas com dados de presença ou presença/ausência das espécies. A bacia Amazonas-Tocantins está caracterizada por uma forte dinâmica ambiental que condiciona de forma diferencial a ictiofauna regional à diferentes escalas espaciais. Para caracterizar à percepção diferencial dos hábitats por parte das espécies os modelos foram configurados com base nas distribuições espaciais de quatro espécies de rio, Ageneiosus inermis, Acestrorhynchus falcatus, Pygocentrus nattereri e Plagioscion squamosissimus e quatro de riachos, Crenuchus spilurus, Helogenes marmoratus, Helogenes marmoratus e Trichomycterus hasemani. Os objetivos do trabalho foram: (i) Determinar qual conjunto de variáveis preditoras permitem obter melhores representações espaciais para as espécies de rios e riachos empregando MDE e, (ii) Avaliar o poder preditivo de MaxEnt para gerar MDE de rios e riachos empregando diferentes conjuntos de variáveis preditoras. Os registros espaciais que apresentaram autocorrelação espacial foram processados a partir do pacote spThin. Para caracterizar a dinâmica ambiental foram incorporados 78 variáveis divididas em três tratamentos: PCA1 (variáveis climáticas), PCA2 (variáveis climáticas, declividade e fluxo acumulado) e PCA3 (variáveis climáticas, declividade, fluxo acumulado, topográficas e edáficas). Foi empregado o software MaxEnt, configurado a partir do pacote ENMeval. Dois aspectos podem ser observados nos resultados, para espécies de rios a incorporação de variáveis hidrológicas, topográficas e edáficas permite obter representações mais precisas e restritas espacialmente do que somente empregando variáveis climáticas. E em segundo lugar, independente da complexidade dimensional do sistema, MaxEnt permite obter MDEs com alto poder preditivo tanto para espécies de rios como para espécies de riachos. No caso de espécies de rios os preditores macroscópicos (variáveis climáticas - PCA1) permitiram representar seus requisitos ambientais e suas amplas distribuições espaciais. Enquanto que, variáveis climáticas, hidrológicas, topográficas e edáficas (PCA3) atuaram como filtros ambientais restringindo as distribuições espaciais de ambas às espécies de rios e riachos. A complexidade dimensional do sistema não afeta a capacidade de representação espacial de Maxent, observando que, no caso de espécies de riachos MaxEnt mostrou maior capacidade de representação espacial.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comunidade fitoplanctônica de igarapés da volta grande do Xingu(Pará, Brasil)
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) FERREIRA, Leydimara da Rocha Alves; NUNES, Daniela Santana; http://lattes.cnpq.br/6036935515134179; https://orcid.org/0000-0003-1268-4000; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/5039199140680191; https://orcid.org/0009-0000-7302-3957; PEREIRA, Tatiana da Silva; COSTA, Ully Mattilde Pozzobom; LOPES, Vanessa Guimarães; PETSCH, Danielle Katharine; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/2126502797802986; http://lattes.cnpq.br/4940526473651633; https://orcid.org/0000-0002-8724-3464; https://orcid.org/0000-0001-7109-4911
    Os igarapés de floresta amazônica desempenham um papel crucial na diversidade dos ecossistemas aquáticos, proporcionando equilíbrio ecológico às microbacias hidrográficas. O fitoplâncton, base da cadeia trófica e bioindicador ambiental, responde a fatores físico químicos e à estrutura do habitat. Diante disso, este estudo teve por objetivo realizar um Check list da comunidade fitoplanctônica e analisar a influência de variáveis ambientais (físico-químicas da água e Índice de Integridade do Habitat - IIH) sobre a riqueza e o biovolume do fitoplâncton em igarapés da Volta Grande do Xingu, Pará, Brasil. Foram identificados 295 táxons, com destaque para Zygnematophyceae, Bacillariophyceae e Cyanophyceae. Entre as diatomáceas (Bacillariophyceae), registramos a ocorrência de Terpsinoë musica Ehrenberg espécie predominante em águas salobras, embora também presente em águas doces. A identificação dos gêneros Microcystis Lemmermann e Dolichospermum P. Wacklin, cianobactérias produtoras de cianotoxinas, reforça a importância do monitoramento ambiental. A análise quantitativa revelou 79 táxons, com Bacillariophyceae sendo a mais rica e Zygnematophyceae contribuindo mais para o biovolume. A profundidade, largura e pH demonstraram influenciar significativamente a comunidade fitoplanctônica. Observamos que maiores profundidades dos igarapés estão associadas a um maior biovolume de fitoplâncton, enquanto a largura apresentou um efeito inverso. Adicionalmente, o pH exerceu um efeito significativo sobre o biovolume das espécies, corroborando a hipótese de que este parâmetro é um fator determinante para o fitoplâncton. As espécies Desmidium quadratum Nordstedt e Mougeotia sp. apresentaram maior biovolume em igarapés com águas mais ácidas, enquanto Hariotina reticulata P. A. Dangeard mostraram preferência por ambientes menos ácidos. Portanto, o monitoramento das variáveis físico-químicas da água e da estrutura dos habitats é essencial para entender a dinâmica do fitoplâncton, fornecendo informações para auxiliar na manutenção da biodiversidade e da funcionalidade desses ecossistemas aquáticos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Consequências da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte para o saneamento básico na cidade de Altamira
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-27) MARTINS, Beatriz da Silva; JOHANSEN, Igor Cavallini; http://lattes.cnpq.br/8675081294684590; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-5360-3740; CALVI, Miquéias Freitas; http://lattes.cnpq.br/1925851965991165; http://orcid.org/0000-0002-9409-9915
    A implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi atrelada a compensações e a condicionantes sociais e ambientais, sendo a universalização do saneamento básico na cidade de Altamira, no estado do Pará, o destaque no presente estudo. A cidade teve seu espaço físico, social, cultural e ambiental modificados em função da implantação desse empreendimento. O objetivo desta pesquisa foi investigar e descrever a expansão dos serviços de saneamento básico – isto é, abastecimento de água, coleta e tratamento do esgoto doméstico e de resíduos sólidos – da cidade de Altamira, entre os anos de 2010 e 2022. Utilizaram-se para as análises dados secundários sobre o saneamento básico obtidos a partir do Censo Demográfico de 2010 e dados primários coletados em um survey aplicado em 500 domicílios da cidade de Altamira, no ano de 2022. Além disso, foi realizada análise documental do Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e do Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico de Altamira. Foi realizada, ainda, uma revisão de literatura relacionada à problemática. Apesar das melhorias expressivas e os resultados positivos sobre o ambiente e a saúde pública, observou-se que a condicionante de universalização dos serviços de saneamento básico na cidade de Altamira não foi alcançada. A governança desses serviços encontrou obstáculos entre a municipalidade e o empreendedor de Belo Monte, no contexto da implantação, ampliação e repasses dos serviços. No que diz respeito às problemáticas associadas à governança, destaca-se a discussão sobre a responsabilidade de quem executaria as ligações intradomiciliares de água e esgoto, o histórico descontentamento da população com os serviços de abastecimento de água, a resistência dos moradores em aceitar as ligações intradomiciliares de água e esgoto e as falhas no planejamento do projeto executivo. Essas implicações afetaram, substancialmente, a capacidade de ampliação e a qualidade desses serviços básicos à população da cidade de Altamira.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Descrição e osteologia de uma nova espécie do gênero Leporinus (Characiformes: anostomidae) do rio Xingu, Para, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2022-12-19) CHAVES, Cláudia Sousa; BIRINDELLI, José Luis Olivan; http://lattes.cnpq.br/4475607120379771; https://orcid.org/0000-0001-9646-9636; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737; https://orcid.org/0000-0001-9646-9636
    Os peixes da família Anostomidae são popularmente conhecidos no Brasil como aracus, piaus e piaparas, estando amplamente distribuídos na região Neotropical, sendo que na Amazônia se concentra mais da metade das 150 espécies conhecidas. No rio Xingu são conhecidas 23 espécies de anostomídeos, e o presente estudo busca ampliar o conhecimento sobre a diversidade de Anostomidae da bacia do rio Xingu através da descrição de uma nova espécie. Para isso, foram utilizadas ferramentas da taxonomia tradicional e marcadores moleculares. Além disso, o padrão de distribuição e status de conservação da espécie foram avaliados. O material analisado é proveniente de coletas nos trechos superior, médio e baixo do rio Xingu, e encontra-se depositado nas coleções científicas do LIA, INPA, MZUSP, MPEG e MZUEL. Um total de 56 indivíduos foram analisados. Leporinus sp.2 possui corpo com uma listra escura longitudinal que vai desde a porção anterior do opérculo até o pedúnculo caudal, formada por maculas horizontalmente alongadas, barras escuras transversais no dorso e fórmula dentária 3/4. Sendo similar no padrão de colorido a L. britskii, L. guttatus, L. marcgravii, L. microphthalmus, L. microphysus, L. unitaeniatus, L. vanzoi L. octomaculatus. A espécie nova difere de L. britskii, L. guttatus, L. marcgravii e L. octomaculatus por apresentar 16 séries de escamas ao redor do pedúnculo caudal (vs. 12), de L. unitaeniatus, L. vanzoi por ter três dentes na pré-maxila (vs, quatro). Os dados de DNA Barcode também corroboram esta hipótese, já que a espécie nova difere de todas as congêneres analisadas. As espécies congêneres mais próximas da espécie nova são Leporinus unitaeniatus e L. vanzoi, com quem possui distância genética de cerca de 3%. Características osteológicas da espécie são descritas, ilustradas e discutidas.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Desenvolvimento colonial em abelhas nativas sem ferrão Amazônicas (Apidae: Meliponini): tamanho populacional, nutrição e alocação fenotípica
    (Universidade Federal do Pará, 2019-11) LEÃO, Kamila Leão; MENEZES, Cristiano; http://lattes.cnpq.br/9845970576214577; CONTRERA, Felipe Andrés Léon; http://lattes.cnpq.br/0888006271965925; https://orcid.org/0000-0002-7078-5048
    Os meliponíneos ou abelhas sem ferrão compreendem um diverso e abundante grupo de abelhas eusociais, que vivem em colônias perenes e apresentam uma ampla variação quanto às características comportamentais. O objetivo geral desta tese é entender alguns padrões populacionais e de desenvolvimento das espécies de abelhas sem ferrão amazônicas. Na Seção I, avaliamos o tamanho da população em abelhas sem ferrão com o objetivo de determinar o tamanho da colônia de cinco espécies de abelhas sem ferrão amazônicas e entender como outras características da colônia se relacionam com o tamanho da população. Encontramos uma população adulta de 1.046,00 em Melipona flavolineata Friese, 1900, 592,75 em Melipona fasciculata, Smith, 1854, 7.404,00 em Scaptotrigona aff. postica (Latreille, 1807), 2.425,33 em Frieseomelitta longipes (Smith, 1854) e 404,75 em Plebeia minima (Gribodo, 1893). A atividade externa foi a variável que melhor explicou o tamanho da população. Na Seção II investigamos a longevidade de operárias de abelhas sem ferrão alimentadas com dieta à base de soja. Nosso objetivo foi comparar o efeito de uma dieta semiartificial à base de soja versus uma dieta natural sobre a longevidade de operárias adultas de duas espécies de abelhas sem ferrão (Melipona flavolineata Friese, 1900 e Scaptotrigona aff. postica (Latreille, 1807)). Encontramos uma maior longevidade nas operárias que consumiram apenas pólen em comparação com aquelas que consumiram a dieta à base de soja para as duas espécies estudadas. Por fim, Na Seção III avaliamos a alocação fenotípica nas abelhas sem ferrão. Nesse trabalho investigamos a alocação fenotípica como resposta a variações climáticas e ambientais, usando como modelo de estudo a abelha sem ferrão Melipona fasciculata Smith, 1854. Nossos resultados revelam que a alocação fenotípica em M. fasciculata está fortemente associada à variação climática (estação) e não a qualidade do ambiente (local). A produção de rainhas virgens foi influenciada pela estação e o ano (sendo maior na estação seca), mas não pelo local. A produção de machos foi explicada pelas variáveis estação e local e a estação e o ano de coleta exerceram influência sobre a porcentagem de operárias produzidas, apresentando diferença entre anos. Acreditamos que esta tese contribui para o maior entendimento da história natural das abelhas sem ferrão e para o fortalecimento da meliponicultura na região amazônica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Desenvolvimento inicial do Pacu-branco Myloplus Rubripinnis (Characiformes: serrasalmidae) da bacia do Rio Xingu
    (Universidade Federal do Pará, 2023-08-22) OLIVEIRA, Elzamara de Castro; ZACARDI, Diego Maia; http://lattes.cnpq.br/8348319991578546; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-2652-9477; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737
    A espécie Myloplus rubripinnis, popularmente conhecida como pacu-branco, possui grande potencial ecológico como dispersora de sementes e representa importante recurso alimentar e econômico para diversas famílias ribeirinhas. Entretanto, pouco se conhece sobre a bioecologia dos adultos e não existem investigações relativas ao desenvolvimento inicial desta espécie. Neste contexto, este estudo teve como objetivo caracterizar morfologicamente as primeiras fases do ciclo de vida do M. rubripinnis, capturados no trecho médio do rio Xingu e identificar as principais mudanças nos padrões de crescimento através de diferentes modelos de regressão. Os indivíduos foram coletados com rede de plâncton em diversos habitats presentes no rio Xingu, durante as quatro fases do ciclo hidrológico local (enchente, cheia, vazante e seca) entre os meses de janeiro de 2021 a abril de 2022. Os espécimes depois de identificados, foram classificados de acordo com o estágio de desenvolvimento em períodos larval (larval-vitelino, pré-flexão, flexão e pós-flexão) e juvenil. Foram analisados 55 indivíduos com comprimento padrão variando de 7,21 a 35,53 mm. Durante o período larval os olhos são grandes e esféricos, a cabeça varia de pequena a grande e o corpo fusiforme variando de longo a moderado com perfil dorsal convexo. O intestino alcança a região mediana do corpo e a boca é terminal. O desenvolvimento é do tipo altricial, e inicialmente a pigmentação é escassa no corpo restringindo-se a uma faixa linear ao longo da notocorda com intensificação na parte posterior do pedúnculo caudal. Em estágios iniciais (flexão) observa-se pequenos agrupamentos de cromatóforos puntiformes na região occipital, na lateral do focinho, nos primeiros raios da nadadeira dorsal e anal, na base do ânus e dos raios da nadadeira caudal, e em estágios mais desenvolvidos (pós-flexão) formam faixas verticais irregulares pelo corpo. O número total de miômeros varia de 41 a 42 ((21 a 22 pré-anal e 20 pós-anal). A sequência completa da formação das nadadeiras e o número de raios não ramificados e ramificados são: caudal (superior iiii+9-7+iiii inferior), dorsal (iii,20), anal (iii,32), ventral (i,5) e peitoral (i,10). Os modelos de crescimento indicaram maiores modificações na transição dos estágios de flexão para pós-flexão, com mudanças abruptas nas taxas crescimento relacionadas à cronologia de eventos importantes na história inicial de vida dessa espécie, como alteração no hábito alimentar, posição na coluna da água e ocupação de novos habitats. O padrão de pigmentação associado a dados merísticos são caracteres eficazes para distinguir as fases iniciais de M. rubripinnis de seus congêneres. Os achados desse estudo possibilitam a correta identificação de larvas e juvenis de M. rubripinnis em ambiente natural e, em última análise, contribuem para a compreensão dos locais e períodos de desova, bem como nas ações de manejo, conservação e sustentabilidade deste peixe Neotropical.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Desenvolvimento osteológico de Pseudacanthicus pirarara (Siluriformes, Loricariidae)
    (Universidade Federal do Pará, 2023-02-16) RAMOS, Lucas Fernando Peres; CHAMON, Carine Cavalcante; http://lattes.cnpq.br/6917927460947313; https://orcid.org/0000-0003-1122-6788; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737
    A família Loricariidae caracteriza-se por abranger uma grande diversidade de espécies das quais muitas estão presentes na bacia amazônica. Pseudacanthicus pirarara é uma espécie de cascudo de grande porte que possui registros de ocorrência ao longo da bacia do rio Xingu. A espécie apresenta em suas nadadeiras uma cor alaranjada intensa ou quase vermelha, além de fileiras de amarelo recobertas por placas ósseas dérmicas formadas por odontódeos bastante desenvolvidos. São essas características que fazem P. pirarara ser uma espécie de destaque no mercado da aquariofilia, no qual a muito vem atraindo a atenção de aquaristas do mundo todo. Um dos sistemas anatômicos mais estudados nos peixes é o esqueleto, de forma que as características presentes nos ossos dos indivíduos são essenciais para o direcionamento de trabalhos acerca da descrição e da morfologia das espécies. Estudos que investigam o desenvolvimento osteológico de peixes podem ser realizados com indivíduos em diferentes períodos de vida, porém, trabalhos que utilizam exemplares nos estágios iniciais de desenvolvimento são mais detalhados, apresentando dados exclusivos, além de servir como material de comparação para outros Teleósteos. Assim, o objetivo central deste estudo é realizar uma descrição osteológica completa dos representantes de Pseudacanthicus pirarara que se encontram nos estágios iniciais de vida, além de relatar o desenvolvimento osteológico dos indivíduos durante o período larval. Os exemplares utilizados para este estudo são provenientes de técnicas de reprodução ex situ realizadas no Laboratório de Aquicultura de Peixes Ornamentais do Xingu (LAQUAX). Foram obtidos 100 indivíduos em diferentes estágios de vida e graus de desenvolvimento. Para as análises osteológicas, os indivíduos foram submetidos ao protocolo de diafanização de Taylor & Van Dyke com adaptações para larvas. Posteriormente, foram realizadas análises osteológicas através da dissecção dos exemplares, para que fosse possível a elaboração completa da nomenclatura das estruturas ósseas. Durante as análises investigamos o momento de ossificação das estruturas, levando em consideração os estágios de vida e o comprimento padrão dos indivíduos, a fim de registrarmos o desenvolvimento ontogenético inicial, e elaborarmos a primeira descrição osteológica de uma espécie de Loricariidae de grande porte. Por fim, discutimos as heterocronias e o momento de ossificação dos complexos ósseos em P. pirarara, comparando com os dados ontogenénéticos disponíveis de outro representante de Loricariidae, e de outros dois Siluriformes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Diversidade de mamíferos e aves cinegéticas na terra do meio
    (Universidade Federal do Pará, 2018-02-28) SACCARDI, Victor; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260
    Estudos sobre a abundância das espécies são fundamentais para entender os padrões estruturais e as respostas das comunidades frente as perturbações, seja de longo prazo, pelas mudanças climáticas, ou de curto e médio prazo, pela caça e desmatamento. Milhões de pessoas nas florestas tropicais dependem da fauna para garantir sua ingestão de proteína e assegurar sua segurança alimentar. A Terra do Meio situa-se no centro-sul do Pará, bacia hidrográfica do médio rio Xingu, composta por um conjunto de áreas protegidas que recebem grande pressão de desmatamento, onde habitam populações tradicionais indígenas e ribeirinhas. Com o objetivo de descrever a diversidade de mamíferos de médio e grande porte e de aves cinegéticas de três Unidades de Conservação, foram percorridos 835 km em nove transectos. Também foram feitas comparações entre as áreas, averiguando os impactos da caça, e propostas recomendações para o monitoramento da biodiversidade. Pelo método Distance Sampling foram obtidas estimativas populacionais das espécies. Também foram coletados dados indiretos e instaladas armadilhas fotográficas. Foram registradas 47 espécies. Os resultados sugerem que a caça não afeta drasticamente as populações silvestres na área, podendo indicar que atualmente a caça tende a ser sustentável na região. Este estudo reforça a importância de extensas áreas para a manutenção de populações viáveis e da sustentabilidade da caça nessas regiões. Este estudo apresenta estimativas de densidade nessas áreas, sendo que ele traz as primeiras informações sobre a diversidade de mamíferos e aves cinegéticas da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ecologia populacional de Clibanarius symmetricus (Anomura: Diogenidae) em uma praia exposta da Costa Amazônica Brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2017-06) DANIN, Ana Paula Ferreira; SANTOS, Cleverson Ranieri; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099
    O caranguejo ermitão Clibanarius symmetricus possui ampla distribuição geográfica ao longo do Atlântico Ocidental, sendo uma espécie conspícua em águas rasas e intertidais de diversos ecossistemas como praias arenosas, planícies de maré, manguezais e costões rochosos. No entanto, informações acerca da história de vida desta espécie são em geral limitadas as regiões subtropicais. Neste estudo, é acessado a estrutura e dinâmica populacional, e o padrão de ocupação de conchas de uma população de C. symmetricus habitando um afloramento rochoso de uma praia arenosa exposta na Costa Amazônica. Para isso, amostragens mensais foram realizadas de Outubro de 2015 a Setembro de 2016. Maior densidade de C. symmetricus foi registrada na estação seca e a constante presença de fêmeas ovígeras sugere reprodução contínua. A proporção sexual total foi favorável as fêmeas (0.6:1, M:F) e dimorfismo sexual de tamanho foi observado. Machos e fêmeas obtiveram curvaturas similares, mas o índice de performance de crescimento foi menor que de populações subtropicais. A taxa de renovação (P/B) também foi similar entre os sexos como uma consequência da similar constante de crescimento. A concha de gastrópode mais ocupada foi a espécie Thaisella coronata e a sobreposição no uso de conchas por ermitões de mesmo tamanho reflete suas interações competitivas. Ainda, foi observado diferença na ocupação de conchas entre os
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ecologia populacional de Ocypode quadrata (Brachyura: Ocypodidae) em uma praia arenosa exposta de macromaré da costa amazônica do Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2017-03) SOUZA, Diego Garcia Cordeiro; POMBO, Maíra; http://lattes.cnpq.br/0599201977466564; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099
    Este trabalho propõe-se a analisar aspectos da ecologia populacional da espécie Ocypode quadrata (Brachyura: Ocypodidae) em uma praia arenosa exposta, dissipativa e de macromaré situada no nordeste do estado do Pará, Brasil, no período de um ano. A população foi amostrada por métodos indiretos (contagem e mensuração de tocas) e diretos (escavação das tocas e análise dos indivíduos). Analisou-se a variação na abundância das tocas ao longo do tempo e em função de variáveis ambientais relevantes em ambientes de praia e na região (propriedades do sedimento, precipitação, temperatura do ar e água do mar e salinidade). Descreveu-se a zonação a partir da distribuição das tocas em relação à distância da linha de maré alta. O diâmetro das tocas foi aplicado na estimativa de parâmetros de crescimento individual da população. Estimou-se a taxa de ocupação das tocas, razão sexual e relação entre diâmetro da toca e medidas dos indivíduos (largura, comprimento e largura da carapaça). Houve diferença na abundância entre as duas estações amazônicas, sendo maior na estação chuvosa (0,78 ± 0,24 tocas.m-1) que na de estiagem (0,37 ± 0,13 tocas.m-1). Houve influência apenas de precipitação e tamanho do grão do sedimento arenoso. A população praticamente restringiu-se ao supralitoral da praia. Os parâmetros de crescimento individual estimados (L∞=53,36 mm, K=0,76 yr-1, t0=0,014 yr, Φ=3,34) descrevem uma curva com bom ajuste à progressão temporal das coortes. A ocupação das tocas variou entre 12,5% a 28,7%. A razão sexual manteve equilíbrio na estação chuvosa, com mudança para predominância de machos na estiagem. O diâmetro das tocas relacionou-se sobretudo com a largura da carapaça. Essas são informações iniciais sobre o comportamento de Ocypode quadrata em ambientes amazônicos de macromaré. Quando comparadas com dados de outras regiões, fornecem insights sobre tendências latitudinais de parâmetros populacionais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito da perda de cobertura florestal sobre a diversidade de peixes de riachos em uma zona de transição Cerrado-Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) FREITAS, Pâmela Virgolino; JIQUIRIÇÁ, Paulo Ricardo Ilha; http://lattes.cnpq.br/3392388693636935; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398
    A expansão da fronteira agrícola Amazônica causa diminuição da cobertura florestal, afetando a integridade ambiental de riachos, bem como a riqueza de suas comunidades associadas. Objetivamos avaliar os efeitos da perda de cobertura florestal sobre a integridade física de riachos, e sobre a diversidade taxonômica e funcional das assembleias de peixes em uma zona de transição Cerrado-Amazônia, hipotetizamos que, quanto menores forem os níveis de cobertura florestal, menores serão os niveis de integridade física dos riachos e menores serão os valores de diversidade taxonômica e funcional das assembleias de peixes. Não detectamos efeito da perda de cobertura florestal sobre a integridade física dos riachos, e nem sobre a diversidade taxonômica, no entanto, verificamos um efeito negativo sobre a riqueza funcional. A integridade física dos riachos não foi relacionada à diversidade taxonômica e funcional das assembleias de peixes. A conversão de florestas em áreas agrícolas, na zona ripária, afeta negativamente a riqueza funcional das assembleias de peixes, funcionando como um filtro ambiental, levando ao desaparecimento de espécies que que apresentam diferentes traços funcionais. Diante disto, o estabelecimento de estratégias de restauração e conservação das áreas afetadas pelo desmatamento deve ser prioritário em toda a rede de drenagem dos riachos, na escala onde se encontra a zona ripária, afim de minimizar os impactos sobre as espécies presentes. Para que possamos entender quais fatores melhor estruturam as assembleias de peixes em riachos, faz-se necessário a elaboração de pesquisas, que deem bases para a formulação de estratégias para preservação destes organismos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito dos ambientes estuário e reservatório na fecundidade de Macrobrachium amazonicum (Decapoda: Palaemonidae) (Heller, 1862)
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-27) SILVA, Breno Richard Monteiro; FERREIRA, Maria Auxiliadora Pantoja; http://lattes.cnpq.br/1832728101486131
    Estudos apontam que as atividades antropogênicas e alterações climáticas influenciam diretamente as condições ambientais da região amazônica, nos crustáceos essas mudanças podem influenciar o crescimento e a reprodução. Entre os parâmetros reprodutivos a fecundidade é utilizada para estimar o potencial reprodutivo e o tamanho do estoque de uma população natural. Macrobrachium amazonicum é uma espécie de importância socioeconômica na região amazônica, que apresenta ampla distribuição geográfica, plasticidade ecológica e morfológica. Desse modo, o objetivo do estudo foi determinar a influência dos fatores físicos e químicos sobre a fecundidade relativa de populações de M. amazonicum em estuário e reservatório. Baseado na hipótese que as diferentes condições do ambiente (estuário e reservatório) influenciam na estratégia de reprodução adotadas pela espécie. Para isso, os parâmetros físicos e químicos da água foram obtidos com auxílio de sonda multiparâmetro e os dados de precipitação foram fornecidos pelo INMET, com o estabelecimento de quatro períodos sazonais: estiagem, transicional estiagem-chuvoso, chuvoso, transicional chuvoso-estiagem. Foram capturadas um total de 255 fêmeas ovígeras,181 provenientes de estuário e 75 de reservatório. Os espécimes foram destinados a análises biométricas, morfometria dos ovos e fecundidade ao longo do ano. As analises morfométricas foram realizadas em ovos de acordo com as fases de desenvolvimento embrionários. Ao avaliar o efeito das variáveis ambientais sobre as fêmeas ovígeras turbidez e precipitação foram as que mais influenciaram somente no estuário. A relação massa-comprimento das fêmeas foi representada pelas seguintes equações, Mt=0.017xCt2.630 (R² = 0.880) para o estuário e Mt = 0.021xCt2.441 (R² = 0.810) para o reservatório. A analise evidenciou que no estuário as fêmeas ovígeras eram maiores e apresentaram maior massa corporal quando comparadas às de reservatório. A relação entre fecundidade e biometria do animal, de ambos os locais, apresentou correlação positiva alta, entre o comprimento (r=0.788), o peso (r=0.843) das fêmeas ovígeras, e na relação morfométrica dos ovos. O ambiente de estuário apresentou fêmeas com a maior quantidade de ovos, nos períodos estiagem-chuvoso e chuvoso em relação às fêmeas oriundas do reservatório que apresentou maior fecundidade nos períodos chuvoso-estiagem e estiagem. Em nossos dados observamos quatro estágios de desenvolvimento levando em consideração a presença e o aspecto do olho, e os ovos do reservatório apesar de serem em menor número apresentaram maiores tamanhos em ralação ao estuário. A correlação observada se os fatores físicos e químicos influenciam na fecundidade de M. amazonicum oriundos do estuário foi confirmada, sendo a precipitação e turbidez os fatores que mais contribuíram para o melhor desempenho reprodutivo da espécie no estuário. No reservatório, o comportamento reprodutivo da espécie sugere que há uma combinação entre os fatores ambientais, promovendo assim a adaptação do animal ao ambiente para manter o seu ciclo de vida.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos da inundação e da antropização sobre padrões de diversidade de árvores da floresta de várzea amazônica
    (Universidade Federal do Pará, 2019-05-29) MAGALHÃES, Jose Leonardo Lima; LOPES, Maria Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3377799793942627; https://orcid.org/0000-0002-6296-5487
    A várzea amazônica é um ecossistema altamente heterogêneo e que abriga uma grande quantidade de espécies vegetais adaptadas a sua dinâmica sazonal. Os ambientes florestais de várzea sujeitos a inundação estão distribuídos ao longo de toda a extensão da calha principal do rio Amazonas e dos afluentes que possuem nascentes na cordilheira andina. A alta concentração de sedimentos carreados promove alta fertilidade por conta da dinâmica de deposição nos solos quando comparada a outros sistemas amazônicos e favorece uma alta produtividade primária apesar das condições anóxicas proporcionadas pela cheia dos rios. A fertilização natural das várzeas a tornou historicamente um hábitat propício para a colonização humana por seus benefícios à produção de alimentos. Nesse sentido, por atravessar quase todo o bioma, tem sido a principal rota de acesso de populações humanas atuais e pregressas aos mais distantes pontos da calha. Todos estes fatores contribuem para que as florestas de várzea sejam um importante modelo para se testar os padrões de diversidade ao longo de gradientes naturais e antropogênicos. Esta tese é apresentada em duas sessões que usam abordagens distintas, enfocando diferentes aspectos da diversidade e estrutura da floresta. A sessão 1 examina a estrutura filogenética do componente arbóreo de florestas de várzea nas macrorregiões Central e Leste da Amazônia brasileira e investiga como a presença humana atual tem a modificado, mais especificamente indagando como a ação humana interfere na diversidade das linhagens atuais destas florestas. A sessão 2 investiga como a diversidade taxonômica e os conjuntos de espécies locais e regionais foram afetados pelo histórico de densidade humana desde a chegada dos europeus na região. Para alcançar os objetivos, foram amostradas sete áreas distribuídas ao longo de 2.400 km de extensão da porção brasileira do Rio Amazonas que abrange diferentes regimes de inundação e tipos de influência humana. Foram amostrados os indivíduos arbóreos com DAP ≥ 10 cm e coletados dados disponíveis na literatura que foram utilizados como variáveis preditoras nas modelagens de diversidade em diferentes escalas. Os resultados demostraram que o regime de inundação é o principal fator que influencia a estrutura filogenética enquanto a densidade humana de quase três séculos atrás pode ser responsável por padrões de diversidade taxonômica encontrados atualmente. Assim, foram detectados padrões de diversidade em diferentes escalas espaciais e temporais, onde ficou evidenciado que a ação humana em tempos pregressos pode estar sendo refletida nos padrões de diversidade atuais muito tempo depois de terem ocorrido. Por ser um ecossistema de relativa facilidade de acesso na região e ter poucas áreas estritamente protegidas em unidades de conservação, aumenta-se a necessidade de entender como estas florestas são importantes para a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais e a sua dinâmica de regeneração diante da influência humana ao longo do tempo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos de atividades de subsistência de ribeirinhos sobre a heterogeneidade ambiental e a diversidade de insetos aquáticos em diferentes níveis espaciais de riachos amazônicos
    (Universidade Federal do Pará, 2021-09) COSENZA, Jorge Felipe Abreu; FARIA, Ana Paula Justino de; http://lattes.cnpq.br/6041546003155327; https://orcid.org/0000-0003-2729-5358; SANTOS, Raphael Ligeiro Barroso; http://lattes.cnpq.br/7227882802366966; https://orcid.org/0000-0001-9717-5461
    Os efeitos deletérios de atividades de larga escala de impacto, como a agricultura, a pecuária intensiva, a construção de barragens e a mineração sobre a biodiversidade amazônica têm sido constantemente estudados. Por outro lado, os efeitos de atividades de menor escala de impacto são negligenciados. Um exemplo são as atividades praticadas por populações tradicionais, como as populações ribeirinhas, que vivem há gerações às margens de rios e riachos da bacia amazônica. Ainda são poucos os trabalhos que avaliam os efeitos de atividades antrópicas consideradas de menor impacto sobre os padrões de diversidade de insetos aquáticos em diferentes escalas espaciais utilizando abordagens taxonômicas e funcionais concomitantemente. Assim, avaliamos como atividades de subsistência praticadas por ribeirinhos afetam a diversidade alfa e beta taxonômica e funcional de insetos aquáticos das ordens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera - (EPT), em diferentes níveis espaciais (entre unidades amostrais de dentro dos riachos e entre riachos). Testamos as hipóteses de que (H1) os riachos alterados tem menor heterogeneidade ambiental entre si e composição das características ambientais distinta dos riachos controle; (H2) os riachos alterados tem menor diversidade alfa taxonômica e funcional do que os riachos controle; (H3) a diversidade beta taxonômica e funcional entre unidades amostrais e entre riachos alterados é menor do que entre unidades amostrais e riachos controle; (H4) a diversidade beta observada entre unidades amostrais e entre riachos alterados é gerada primariamente por diferença de riqueza, enquanto que entre unidades amostrais e riachos controle predomina a substituição de espécies/grupos funcionais. Concluímos que a perturbação causada pelas atividades de subsistência dos ribeirinhos, especialmente a navegação, alterou as características dos habitats e, em certos aspectos, as assembleias de EPT dos riachos da região de Caxiuanã. Os padrões de diversidade beta não se alteraram, mas houve perda e aumento de abundância de alguns gêneros em decorrência das alterações. Assim, a manutenção da diversidade beta não é necessariamente um sinal de alta diversidade e integridade ecológica, pois o aumento da variação da composição dessas assembleias pode ser resultado da perda de espécies sensíveis e aumento de espécies mais generalistas. A abordagem funcional respondeu de maneira semelhante à taxonômica em todos os ambientes e níveis espaciais, o que sugere que esse efeito é depende do grupo biológico analisado e do tipo e intensidade de alteração no ambiente. As atividades praticadas pelos ribeirinhos alteraram a comunidade local de insetos aquáticos de maneira menos impactante em comparação a outras atividades comumente praticadas na Amazônia, como a extração de madeira, agricultura, plantação de palma, pastagem e mineração. Para diminuir uma possível perda de espécies nos riachos da região, faz-se necessário manter as condições naturais dos habitats, como uma alta densidade de cobertura vegetal nas margens, uma grande quantidade de bancos de folhas no leito e uma alta frequência de fluxos lentos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos de perturbações antrópicas sobre os fatores ambientais e espaciais na estruturação de metacomunidades de insetos aquáticos na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07) OLIVEIRA, Stéfany Vitória Santos; FARIA, Ana Paula Justino de; http://lattes.cnpq.br/6041546003155327; https://orcid.org/0000-0003-2729-5358; SANTOS, Raphael Ligeiro Barroso; http://lattes.cnpq.br/7227882802366966; https://orcid.org/0000-0001-9717-5461
    As pressões antrópicas decorrentes de mudanças no uso do solo têm grande potencial para impactar as dinâmicas de metacomunidades de insetos aquáticos, uma vez que elas alteram a qualidade ambiental dos igarapés, e podem impor barreiras a dispersão. O objetivo deste estudo é avaliar como a estruturação de assembleias de insetos aquáticos (ordens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera - EPT) em igarapés amazônicos em condições naturais (igarapés controle) e perturbadas por atividades antrópicas (igarapés alterados) é influenciada por características dos habitats fluviais e pela estrutura espacial. Nossas hipóteses são de que em igarapés controle as características do habitat são o principal fator de estruturação das assembleias de EPT, e que em igarapés alterados as características do habitat relacionadas com perturbações antrópicas e a estrutura espacial são os principais fatores de estruturação das assembleias. Foram amostrados 74 igarapés na bacia do Rio Capim, Pará, Brasil, sendo 38 igarapés controle e 36 igarapés alterados. Em cada um deles foram mensuradas variáveis ambientais associados à química da água, hidromorfologia do canal, tipos de sedimentos, vegetação ripária e abrigo para os insetos, além da proporção de usos do solo e as assembleias de EPT. Nossos resultados mostraram que várias características ambientais dos igarapés foram afetadas pelas atividades antrópicas. Os fatores ambientais tiveram maior influência na estruturação das assembleias de EPT do que os outros fatores avaliados, tanto nos igarapés controle quanto nos alterados. A influência do fator espacial foi muito fraca. As assembleias de igarapés alterados foram estruturadas tanto por variáveis ambientais afetadas pelos distúrbios quanto por variáveis sujeitas à variação natural, demonstrando que as assembleias nesses ambientais não são governadas somente pela atuação das alterações ambientais. Nosso estudo demonstra a importância do processo de seleção de espécies em metacomunidades de igarapés amazônicos, e o papel do distúrbio nesse processo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos do manejo do açaí (Euterpe oleracea Mart.) sobre a avifauna em florestas de várzea estuarina na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05-30) NUNES, Raphael de Vasconcelos; LEES, Alexander Charles; http://lattes.cnpq.br/8887958109144699; LOPES, Maria Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3377799793942627
    As ações humanas e o uso de recursos naturais, ao remover espécies vegetais, recursos alimentares ou alterar a estrutura do ambiente, podem ter efeitos indiretos em comunidades de animais. A crescente produção de açaí (Euterpe oleracea) na Amazônia vem alterando as florestas de várzea através de ações de manejo, com a degradação ambiental e até mesmo substituição de florestas por áreas de cultivo, causando empobrecimento florístico. Neste artigo investigamos os efeitos do manejo desta espécie sobre a estrutura da comunidade de aves em um sistema insular no delta do rio Amazonas. Nossa hipótese era de que encontraríamos uma diversidade menor de aves nas áreas manejadas (manejo de baixa e alta intensidade) em relação aos fragmentos de floresta não manejados, devido à degradação ambiental causada por esta prática. Para avaliar a diversidade e abundância de espécies de aves, realizamos registros auditivos e observações em três áreas por tratamento (manejo de alta e baixa intensidade e sem manejo). Verificamos uma tendência à diminuição da riqueza de espécies de aves nas áreas intensamente manejadas; mas não detectamos mudanças na abundância e diversidade de aves nas áreas submetidas ao manejo de açaí em baixa intensidade. Houve alterações na composição da comunidade, sendo esta mais homogênea nas áreas manejadas. Os efeitos do manejo de açaí sobre a fauna ainda são difíceis de detectar, mas podem surgir em longo prazo, e nossos resultados sugerem para a homogeneização e perda de espécies em áreas submetidas a intenso manejo, ocasionando o empobrecimento da avifauna.
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