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Navegando por Área de Concentração "ECOLOGIA AQUÁTICA E RECURSOS PESQUEIROS DA AMAZÔNIA"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Composição da meiofauna e nematofauna associada à macrófita aninga (Montrichardia linifera) em um estuário amazônico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) RAMOS, Ana Beatriz Moreira Ferreira; SANTOS, Thuareag Monteiro Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127; VENEKEY, Virag; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; ALVES JÚNIOR, Flávio de Almeida; SANTOS, Cleverson Rannieri Meira dos; PETRACCO, Marcelo; SILVA, Daiane Evangelista Aviz da; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; https://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://lattes.cnpq.br/8626400902445523; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; http://lattes.cnpq.br/1621359663837749; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; http://orcid.org/0000-0001-6501-0099
    Os estuários amazônicos são ambientes extremamente produtivos e complexos com grande diversidade de organismos bentônicos e vegetação composta principalmente por macrófitas herbáceas como a Aninga (Montrichardia linifera), uma espécie pioneira com grande importância na proteção de margens e manutenção do aporte de sedimentos. A meiofauna bentônica é um dos grupos mais abundantes do mundo e possui o filo Nematoda como um representante bastante versátil, visto que ocupa lugar em toda a guilda trófica e representa mais de 90% da abundância total desse grupo em ecossistemas estuarinos. Este estudo representa a primeira avaliação de composição de meiofauna associada a vegetação de várzea, e teve como objetivo descrever padrões espaço-temporais da comunidade de meiofauna e nematofauna associadas à aninga no estuário do Guajará (Belém – PA). Para isso, foram realizadas coletas mensais em ambientes com presença e ausência de vegetação no período de 12 meses divididos em 4 períodos climáticos (Transição 1: chuvoso-seco, Seco, Transição 2: seco-chuvoso e Chuvoso) no estuário do rio Guajará. Para retirada de amostras biológicas foi utilizado amostrador cilíndrico com 3cm de diâmetro e 10cm de comprimento, posteriormente fixadas a formaldeído a 4%. Além disso, também foram coletadas amostras de sedimento para análise de granulometria e matéria orgânica e amostrado número de aningas e altura de 15 indivíduos aleatórios. Para cada amostra foi calculada a densidade e riqueza da meiofauna e seus principais grupos, bem como a densidade e riqueza dos gêneros de Nematoda. Para comparação entre variáveis bióticas de estrutura da comunidade de meiofauna e nematofauna entre períodos climáticos e áreas de coleta (vegetada e não vegetada) foram realizadas análises univariadas (ANOVA 2-fatores) e multivariadas (PERMANOVA, PcoA, Simper e BIO-ENV). De modo geral, os ambientes apresentaram composição granulométrica semelhante entre os períodos sendo composta principalmente de sedimentos finos (silte + argila). A macrófita M. linifera apresentou maiores alturas durante o período T1 e maiores densidades durante o período chuvoso. A meiofauna foi representada por 12 grupos taxonômicos, sendo Nematoda o mais abundante em ambos os ambientes durante todos os períodos e apresentando frequência de ocorrência (FO) igual a 100%. Quanto aos demais grupos, 1 grupo foi classificado como grupo acessório (FO<50%), 4 grupos foram classificados como grupos esporádicos (FO<25%) e 5 foram classificados como raros (FO<12,5%). A densidade apresentou os maiores valores durante T1 com alta pluviosidade enquanto a riqueza apresentou os maiores valores durante os períodos seco e T2. Foram identificados 89 gêneros de Nematoda pertencentes a 39 famílias. A família mais abundante e mais rica foi Xyalidae, sendo o gênero Zygonemella responsável por mais de 23% da densidade total. Anonchus e Zygonemella foram os gêneros mais difundidos espacialmente, ocorrendo em ambos os ambientes durante todos os períodos climáticos. A associação de Nematoda foi composta majoritariamente por detritívoros (40 gêneros). Tanto a meiofauna como a nematofauna foram influenciadas pela sazonalidade de pluviosidade e quantidade de nutrientes disponíveis no sedimento. Além disso, a presença da vegetação foi determinante para estabilização sedimentar e hábitats estruturais fornecendo abrigo e nutrientes para diversos grupos da meiofauna bem como gêneros variados de Nematoda.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Distribuição espacial e temporal do macrozoobentos em manguezais de uma ilha costeira amazônica
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) ROCHA, Karolina da Conceição; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; VENEKEY, Virag; ROSA FILHO, José Souto; SANTOS, Thuareag Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; http://lattes.cnpq.br/3223362071251898; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; https://orcid.org/0000-0002-5496-7706; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127
    Os manguezais ocupam uma ampla parcela da costa amazônica, oferecendo diversos serviços ecossistêmicos, que inclui a alta produtividade e geração de habitat para diversas espécies. A macrofauna bentônica é um grupo abundante e diverso nos manguezais, com distribuição influenciada por diversos fatores, como salinidade e as características do sedimento, que podem ser modificadas pela presença da vegetação. O presente trabalho teve como objetivo descrever as variações espaciais e temporais da comunidade macrobentônica de substratos inconsolidados de manguezais da ilha de Algodoal–Maiandeua, Nordeste do Pará. As amostragens foram realizadas em duas campanhas, uma no período seco (novembro/2022) e outra no chuvoso (maio/2023), em áreas de manguezais de dois canais estuarinos, Furo da Mocoóca (mais largo e retilíneo) e Furo Velho (mais estreito e sinuoso). Em cada canal, foram determinadas duas zonas de coleta (não vegetada e vegetada), e em cada zona, foram determinados quatro pontos de coleta, nos quais foram retiradas quatro amostras biológicas (macrozoobentos) com auxílio de um amostrador cilíndrico (10 cm de diâmetro) enterrado a uma profundidade de 20 cm no substrato. Paralelamente, ocorreu coleta de parâmetros da água e coleta de sedimento. Foram identificados 2.196 indivíduos distribuídos em 85 táxons (espécies e morfoespécies), com maior abundância de Annelida. A densidade e a riqueza da macrofauna não variaram entre os canais, somente entre zonas e períodos. De forma geral, maiores valores ocorreram na zona não vegetada e período seco. A estrutura taxonômica e funcional da macrofauna variou espacial (canais e zonas) e temporalmente. As variações espaciais da macrofauna foram associadas com as características do substrato, enquanto as sazonais, sobretudo, com a salinidade. No canal mais estreito, dominaram poliquetas e oligoquetas comedores de depósito, associados com substrato mais lamoso e com maior conteúdo orgânico. No canal mais largo, foi maior a participação formas predadoras, associados com substrato mais arenoso. Em relação as zonas, táxons de oligoquetos, crustáceos e insetos tiveram maior participações na zona vegetada. Na zona não vegetada, no geral, poliquetos (predadores e detritívoros) tiveram domínio. É provável que a presença da vegetação, embora aumente a complexidade de habitat, interfere na presença de organismos da infauna. O período chuvoso, quando a salinidade caiu significativamente no estuário, foi marcado pela redução na riqueza da macrofauna e nas densidades de crustáceos (peracáridos), contudo com aumento nas de poliquetos Nephtys. O presente estudo apresenta informações importantes para a compreensão da distribuição da comunidade macrobentônica de manguezais da costa amazônica, considerando suas interações com a estrutura do habitat e as flutuações sazonais dos parâmetros ambientais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ecologia populacional do caranguejo chama-maré Minuca mordax (SMITH, 1870) (Decapoda, Ocypodidae) em um estuário da costa amazônica brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-19) GUIMARÃES, Nívia Cristo de Melo; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; COSTA, Tânia Márcia; ALVES JÚNIOR, Flávio Almeida; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/6353015321611058; http://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-0230-8431; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845
    Os caranguejos chama-maré são característicos da zona entremarés de regiões tropicais e subtropicais, especialmente em ambientes estuarinos, onde têm importante papel na ciclagem de nutrientes devido à bioturbação do sedimento. O presente estudo objetiva descrever a estrutura populacional do caranguejo chama-maré, Minuca mordax, em áreas com diferentes salinidades em um estuário da costa amazônica do estado do Pará, Brasil. Aspectos populacionais (razão sexual, tamanho, densidade, biomassa e período reprodutivo) foram estudados em quatro áreas (E1, E2, E3 e E4) ao longo de um gradiente de salinidade e em períodos sazonais (chuvoso e seco). Os caranguejos foram coletados durante doze campanhas trimestrais de amostragem, sendo seis no período chuvoso (maio/2013, fevereiro/2014, maio/2014, fevereiro/2015, maio/2015 e fevereiro/2016), e seis no período seco (agosto/2013, novembro/2013, agosto/2014, novembro/2014, agosto/2015 e novembro/2015). Em cada área e campanha, as coletas foram realizadas manualmente em seis quadrados (1m2 ) no entremarés, distribuídos ao longo de dois transectos (100 m, cada) perpendiculares a linha de maré baixa. Adicionalmente, os seguintes dados abióticos foram obtidos nas áreas: temperatura do ar e água, pH, salinidade, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica da água. Em laboratório, o sexo foi identificado e a largura da carapaça (LC) medida para cada indivíduo. Os caranguejos foram classificados em maduros ou imaturos, ou seja, indivíduos maiores ou menores do que a menor fêmea ovígera, respectivamente. Um total de 1001 espécimes foi coletado, sendo 527 machos e 474 fêmeas (29 ovígeras). A razão sexual total foi de 1,1:1 (macho:fêmea), sem desvio significativo entre os sexos. Os machos foram maiores e mais frequentes em classes de maior tamanho (>15mm), enquanto fêmeas predominaram nas menores classes de tamanho (<13 mm). A densidade e a biomassa total da espécie foram maiores em áreas superiores do estuário, em ambos os períodos, onde a salinidade apresentou médias entre 2,8 a 19,2 (período chuvoso) e 20,2 a 33,9 (período seco). No geral, os grupos de fêmeas ovígeras, maduros e imaturos também tiveram seus maiores quantitativos no estuário superior, em ambos os períodos sazonais. Nossos resultados sugerem que a densidade da população seja influenciada por variáveis ambientais relacionadas principalmente ao gradiente espacial, com destaque para a salinidade. O estabelecimento da população em diferentes condições de salinidade, confirma sua ampla plasticidade osmorreguladora.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Modelos de distribuição de crustáceos decápodes dulcícolas em uma área de mineração na Amazônia brasileira
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) MORAIS, Katherine Soares; ROMERO, Gustavo Quevedo; http://lattes.cnpq.br/3286676437401346; https://orcid.org/0000-0003-3736-4759; SILVA, Bianca Bentes da; http://lattes.cnpq.br/0750868396813509; https://orcid.org/0000-0002-4089-7970; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; HAUSER-DAVIS, Rachel Ann; NOGUEIRA, Caio dos Santos; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/5987657587996872; http://lattes.cnpq.br/4166079060097124; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0002-9451-471X; https://orcid.org/0000-0001-8539-0551
    O Mosaico de Carajás é um complexo de áreas de conservação localizado no Sudeste da Amazônia brasileira e reconhecido pela presença de importantes recursos minerais. A região é considerada estratégica para a exploração de minério de ferro, com a maioria das atividades mineradoras conduzidas legalmente pela VALE S.A., no entanto, a presença do garimpo ilegal na região continua a representar um desafio. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo analisar a composição das comunidades de crustáceos decápodes de água doce e sua relação com os metais e metaloides encontrados nas amostras de sedimento, além de avaliar a influência da temperatura da água. As coletas foram realizadas em 2022 em quatro locais da bacia do rio Itacaiúnas e quatro locais da bacia do rio Parauapebas, ambos situados no Mosaico de Carajás, tendo em cada bacia, dois locais classificados como impactados devido à contaminação por rejeitos de mineração e garimpo ilegal e dois considerados não impactados, durante dois períodos sazonais distintos: chuvoso e seco. A relação entre as comunidades de crustáceos e as variáveis ambientais foi analisada por meio de regressões lineares múltiplas, considerando a riqueza e a abundância das espécies como variáveis dependentes, avaliando a influência do limiar de contaminação do sedimento pelos metais Al, Fe, Pb e Mn, o metaloide As e a temperatura da água. Durante as duas campanhas, foram identificadas dez espécies de crustáceos entre camarões e caranguejos. A análise das variáveis físico-químicas em relação aos períodos indicou que, no período chuvoso, foram registradas altas concentrações de As, Fe, Pb e Mn, enquanto os maiores valores de temperatura e Al ocorreram no período seco. A composição das assembleias de crustáceos não sofreu alterações significativas em relação ao período, bacia ou fator de impacto. As áreas não impactadas apresentaram maior abundância, enquanto a variação de temperatura esteve associada a uma redução na diversidade alfa e beta, indicando impactos negativos na saúde das comunidades aquáticas.
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