Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2345
O Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sendo referência na Pós-Graduação em Geografia na Amazônia, o Programa tem por meta configurar-se no Centro de Excelência em Geografia da Amazônia, com ênfase na análise dos agentes, processos, e conflitos nas diferentes escalas. Este é o objetivo científico e institucional estratégico do curso de mestrado, por meio do qual se amplia inserção social e regional na Panamazônia permitindo-nos estreitar intercâmbios na pesquisa e formação de pesquisadores em temas amazônicos com outros centros afins para este estudo na região.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Amazônia ribeirinha e as políticas de desenvolvimento do turismo no município de Cametá-PA(Universidade Federal do Pará, 2008) CORDOVIL, José Carlos da Silva; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837O presente estudo, vinculado à linha de pesquisa “Gestão Urbana e Regional”, aborda a crescente importância do turismo, como estratégia de gestão para o desenvolvimento e as ações deliberadas no âmbito do poder público, que resultam no incremento da atividade. Tendo como foco de análise as políticas públicas de desenvolvimento das atividades turísticas pensadas e implementadas no Município de Cametá, considerado como expressão sócio-espacial ribeirinha da Amazônia, o trabalho se remete a uma análise geográfica do turismo, procurando identificar as políticas que vêm sendo planejadas por meio de um conjunto de medidas de fomento à atividade, nas várias esferas de poder, dando ênfase, especialmente, às realizadas no âmbito do Estado e do Município. Feita a organização e sistematização dos dados, das informações coletadas nas pesquisas bibliográfica e documental e nas entrevistas desenvolvidas junto aos turistas, às entidades ligadas ao turismo e às instituições responsáveis pela elaboração e execução das ações, buscou-se captar as políticas que direta ou indiretamente contribuíram para o incremento do turismo em Cametá, tendo em vista, as modalidades incentivadas, as intervenções espaciais e a relação das políticas pensadas com as particularidades sócio-geográficas locais. Os resultados revelaram que as políticas de turismo ainda são incipientes em suas ações práticas, havendo, em sua maioria, medidas pontuais, sendo visualizado um descompasso entre as ações planejadas e a realidade (potencial turístico) local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Amazônia ribeirinha e as políticas de desenvolvimento regional: o Baixo Tocantins no contexto da concepção e gestão do Plano Popular de Desenvolvimento Sustentável da Região à Jusante da UHE Tucurui (PPDJUA)(Universidade Federal do Pará, 2013) COSTA, Gleice Kelly Gonçalves da; LENCIONE, Sandra; http://lattes.cnpq.br/6057522086090435; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837A pesquisa consiste em estabelecer relação entre as políticas de desenvolvimento regional e as particularidades da região do Baixo Tocantins, levando em consideração o processo de planejamento participativo desenvolvido na região por meio do Plano Popular de Desenvolvimento Sustentável da Região à Jusante da UHE Tucuruí – PPDJUS. No contexto do referido plano, a pesquisa analisa o planejamento e a gestão regional, levando em consideração os limites e as possibilidades da participação popular, a articulação entre as escalas municipais e o rebatimento na gestão à escala regional e, por fim, a concepção de desenvolvimento proposta no plano e sua consonância às particularidades regionais. Como metodologia para a realização do trabalho procedeu-se a levantamento e análise bibliográfica; levantamento e análise documental (PPDJUS, convênios e projetos); e entrevistas semiestruturadas com representantes dos movimentos sociais e sindicais, com representantes do poder público, com representantes das instituições de pesquisa e com representantes da ELETRONORTE. Evidenciou-se, assim, que o modelo de gestão desenvolvido nos conselhos gestores (municipais e regional), criados para a definição de investimentos, representa um avanço em face do processo de negociação dos diversos sujeitos sociais envolvidos no processo (movimentos sociais e sindicais, empresa e poder público), indo ao encontro da ideia de planejamento participativo. No entanto, os limites à participação ainda são evidentes devido à participação restrita a poucas lideranças, à institucionalização dos movimentos sociais e à presença ainda fortalecida da cultura política conservadora, baseada em relações tradicionais. A despeito dessas fragilidades, essa proposta de desenvolvimento, que considera a variável ambiental e a proposição de projetos a partir das demandas das bases, apresenta maiores condições de ajustar-se às particularidades regionais, ao contrário das políticas mais recentes do governo federal que articulam a região, mais voltadas às demandas do desenvolvimento econômico e do mercado internacional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiunas (BHRI): subsídio ao planejamento ambiental(Universidade Federal do Pará, 2021-02-22) SILVA, Ronis Cley Fontes da; ARAÚJO, Alan Nunes; http://lattes.cnpq.br/5369542452826838; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777A Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiunas (BHRI) tem sua nascente do canal principal localizada na serra da Seringa, no município de Água Azul do Norte, estado do Pará. Grande parte dos recursos econômicos advém da exploração mineral e agropecuária; consequentemente, a bacia enfrenta também fortes impactos ambientais oriundos desta e de outras atividades ligadas ao aproveitamento econômico de seus recursos naturais. De posse de tais informações e de outras, esta dissertação tem como objetivo analisar a dinâmica da paisagem na Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiunas, por meio de aplicação de metodologia de revisão bibliográfica, elaboração cartográfica, caracterização morfométrica, uso e ocupação da terra e diagnóstico, visando a subsidiar o planejamento ambiental. O embasamento teórico realizou-se a partir da discussão acerca da geoecologia da paisagem, destacando a paisagem como categoria de investigação geográfica, além da discussão sobre bacias hidrográficas na gestão ambiental. A pesquisa abrange três níveis de análise: caracterização dos aspectos socioambientais da BHRI; apuração de informações extraídas de dados vetoriais e matriciais para caracterização fisiográfica e fluviomorfológica da bacia, etapa em que se pretende aplicar os índices morfológicos e vegetativos; e a elaboração do diagnóstico e prognóstico para a BHRI. Os resultados da pesquisa apresentam dados importantes sobre esse recorte espacial, primeiramente sobre os elementos ambientais, além dos dados socioeconômicos. Posteriormente foram analisados os dados morfométricos de hipsometria, declividade, compartimentação em alto, médio e baixo curso, somando-se também os dados de hierarquia dos canais, constatando uma drenagem de quinta ordem, além dos dados morfométricos, que apresentam as condições de suscetibilidade a inundações. Sobre as classes de uso e ocupação da terra, por meio da análise das imagens Landsat 8 sensor Oli, adquiridas no dia 28/06/2020, nas órbitas 223, 224, 225, e os pontos 65, 64, foram identificadas 4 classes: água (0,228%), floresta ombrófila densa (41,934%), agropecuária (56,625%) e áreas antrópicas não agrícolas (1,147%), sendo possível a correlação desses dados com os índices vegetativos, apresentando os limiares espectrais para vegetação densa, pouca vegetação e sem vegetação os valores de NDVI, SAVI e IAF, respectivamente (0.6729715 / 1.009 / 1.609), (0.0189145 / 0.028 / -1.122), (-0.308115 / -1.492 / -2.949). Por fim, sobre o diagnóstico de identificação dos problemas ambientais na bacia, confirma-se um elevado grau de intervenção antrópica, devido ao caráter intensivo dos usos e ocupação da terra, agravados principalmente nas áreas de agropecuária, modificando a paisagem pela retirada da cobertura vegetal, além de provocar mudanças nos padrões hidrológicos da bacia. Por sua vez, as transformações da paisagem são resultado da interação do homem com a natureza, o que mostra a necessidade de executar um planejamento integrado, participativo, conforme o cenário atual na referida bacia, levantado por meio de dados consistentes e suficientes para propor soluções legais, por meio dos tipos de uso da terra, almejando um cenário ideal, com intuito de reverter o quadro atual da referida bacia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da paisagem na bacia hidrográfica do rio Mocajuba, Nordeste paraense, a partir do modelo teórico GTP(Universidade Federal do Pará, 2016-03-29) TELES, Geise Corrêa; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609O presente estudo objetivou compreender a dinâmica de uso e o manejo dos recursos naturais na bacia hidrográfica do Mocajuba, localizada na microrregião do Salgado Paraense, a partir da apreensão da paisagem proposta pelo modelo teórico-metodológico GTP. Algo importante na compreensão dessa relação é entender de que paisagem se está falando, e dos processos que engendram sua construção. A base de construção da análise apresentada é o modelo teórico GTP, proposto por Bertrand e Bertrand (2009), esse modelo teórico faz uma relação entre os conceitos de geossistema, território e paisagem, e a partir dessa relação é possível perceber como se constroem as diferentes paisagens. Nas palavras de Bertrand e Bertrand (2009. p. 197) “a paisagem nasce quando um olhar percorre um território”. O que significa dizer que ela é resultante da apreensão das construções territoriais, circunscritas no geossistema, ou seja, a paisagem é construída a partir da percepção que os moradores da área estudada têm sobre o seu espaço de vivência, mas esse espaço possui uma base material, (geossistema) e é estruturado a partir de processos socioeconômicos (território) na construção dessas paisagens. Para alcançar os objetivos propostos foram traçados procedimentos metodológicos, como a revisão teórica bibliográfica sobre o tema e a área estudada, o levantamento das características do meio físico da bacia hidrográfica, a análise socioeconômica, feita a partir do levantamento de dados sobre as atividades produtivas, o mapeamento de uso da terra, e entrevistas semidirigidas, acompanhadas de registros fotográficos para representar as paisagens destacadas pelos entrevistados. No levantamento de informações sobre os componentes do geossistema, destaca-se o mapeamento da cobertura vegetal e dos usos da terra, que inferem informações importantes sobre as condições dos elementos naturais. No levantamento de informações sobre os componentes do território destacam-se os conflitos identificados pelo uso e apropriação desses recursos, que estão ligados as principais atividades econômicas que alicerçam a economia local, a pesca, agricultura, coleta de moluscos e crustáceos. As paisagens apontadas pelos entrevistados indicaram o sentimento de pertencimento, suas perspectivas de mudança e necessidades de melhorias no ambiente onde vivem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da qualidade ambiental a partir de indicadores ambientais na área urbana de Paragominas-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-02-22) PEREIRA, Lucimar Costa; ALMEIDA, Arlete Silva de; http://lattes.cnpq.br/1511094180664778O rápido crescimento e a falta de políticas para o ordenamento das cidades provocam modificações que afetam a qualidade de vida da população. Nessa perspectiva, a análise da qualidade ambiental surge da necessidade de melhoramento das condições ambientais urbanas. Diante disso, a presente pesquisa teve como objetivo geral, avaliar a qualidade ambiental urbana na cidade de Paragominas-PA, na mesorregião do sudeste paraense. Para isso, adaptou-se a metodologia desenvolvida por Vasques (2017), a partir de análise objetiva, com emprego de um sistema de indicadores ambientais urbanos, sendo os mesmos, Abastecimento de água; Coleta e tratamento de esgoto; Coleta domiciliar de resíduos sólidos urbanos; Coleta seletiva de resíduos sólidos; Áreas inundadas; Cobertura vegetal e Espaços livres. Os procedimentos seguiram: definição de indicadores e levantamento de dados; aplicação de índices quantitativos e representação espacial de cada indicador e posterior avaliação e diagnóstico da qualidade ambiental. Utilizou-se como unidade espacial de análise as quadras habitadas da área urbana. A análise dos dados indicou que toda a área de estudo conta com abastecimento de água, fornecido pela Agência de Saneamento de Paragominas. Somente 0,37 km² (3,04%) da cidade são atendidos por serviço de coleta e tratamento de esgoto, restringidos a condomínios e residenciais. A coleta domiciliar de resíduos é realizada em toda área urbana, enquanto a coleta seletiva abrange principalmente a área central e os loteamentos próximos, totalizando 6,30 km² (51,90%) dos espaços habitados. 1,85 km² (15,24%) dos espaços habitados já foram atingidos por inundação em Paragominas. Os dados para cobertura vegetal demonstraram um percentual de 15,43%. A análise dos dados indicou que 4,35 km² (35,83%) dos locais habitados possuem espaços livres públicos até 300 m. O diagnóstico da qualidade ambiental demonstrou que, 77,31% (9,38 km²) da área urbana de Paragominas foi classificada como “qualidade ambiental intermediária”, 19,20% (2,33 km²) como “melhor qualidade ambiental” e 3,49% (0,42 km²) como “pior qualidade ambiental”. O resultado teve interferência direta do indicador coleta e tratamento de esgoto e da distribuição espacial dos espaços livres, com influência também da cobertura vegetal. Considerando as abordagens efetuadas nesta pesquisa, é preciso enfatizar a necessidade do planejamento urbano integrando elementos de cunho social e ambiental, para que os problemas que afetam a qualidade de vida urbana sejam sanados ou minimizados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da vulnerabilidade ambiental da sub-bacia do Jaurucu – Brasil Novo Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) FREITAS, Jaylim Reis de; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166O objetivo geral deste estudo é analisar a vulnerabilidade ambiental da sub-bacia do Jaurucu e compreender como as mudanças de uso e ocupação do solo entre 1990 e 2020 afetaram a perda de seu potencial paisagístico, prejudicando suas características geoambientais e socioeconômicas, envolvendo sistemas ambientais padrões, potencialidades e limitações de uso e seu impacto na transformação do espaço. Para atingir os objetivos propostos, foram escolhidos os fundamentos teóricos metodológicos da Abordagem do Sistema Terrestre, a teoria da dinâmica ecológica, os conceitos de paisagem, sistema terrestre e estabilidade do sistema ambiental; os conceitos de risco e vulnerabilidade foram introduzidos para reduzir a confusão na compreensão desses conceitos. A pesquisa desenvolveu técnicas e procedimentos metodológicos como suporte teórico e metodológico para mapeamento de sistemas ambientais, pressupostos de Bertrand (2004), Sotchava (1977), Tricart (1977), Monteiro (2000), Souza (2000) entre outros. A geração de produtos cartográficos foi realizada com a suporte dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG). A análise da vulnerabilidade ambiental foi viabilizada pela adoção do método proposto por Crepani et al. pessoas. (2001), Grigio (2003), Tagliani (2003), Costa et al. (2006), Oliveira e Mattos (2014), baseado em Tricart (1977). Foi realizado trabalho de campo para verificar a geração de mapas de uso e ocupação do solo que teve o auxílio do MapaBiomas, as determinações de vulnerabilidade são geradas usando a ferramenta Raster Calculator a partir de equações algébricas que cruzam dados no ambiente GIS. Assim, para preparar um plano para o desenvolvimento sustentável requer planejamento e análise do meio ambiente. Compreender os ambientes vulneráveis e os sistemas que eles contêm ajuda no planejamento da área.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise das unidades de paisagem da microbacia do igarapé Moura, município de Castanhal (PA): subsídios para o planejamento/ordenamento territorial(Universidade Federal do Pará, 2013) ALVES, Leonardo Pinheiro; FRANÇA, Carmena Ferreira de; http://lattes.cnpq.br/5723672412810714O presente trabalho analisou as unidades de paisagem partir da análise foi possível delimitar seis unidades de paisagem: Geossistema dos Tabuleiros e Colinas com Atividades Produtivas, Geossistemas dos Tabuleiros e Colinas com Áreas Urbanizadas, Geossistemas dos Baixos Platôs com Atividades Produtivas, Geossistemas dos Baixos Platôs com Áreas Urbanizadas, Geossistema das Capoeiras sobre Colinas, Baixos Platôs e Tabuleiros e Geossistema das Florestas Ombrófilas Inundáveis em Planícies Aluviais. Do ponto de vista da instabilidade a Bacia apresenta, predominantemente, áreas com significativos índices de instabilidade, destacando os geossistemas que são caracterizados pela ação antrópica. Em contrapartidaGeossistema das Capoeiras sobre Colinas, Tabuleiros e Baixos Platôs e no Geossistema das Florestas Ombrófilas Inundáveis em Planícies Aluviais. Na análise da aptidão agrícola das paisagens da Bacia Hidrográfica, constatou-se que sua maior porção possibilita a utilização de desenvolvimento tecnológico para fins de lavoura, pastagem plantada e silvicultura. Além dessas, verificou-se também áreas inaptas para o desenvolvimento de atividades agrícolas. Por fim, estabeleceugropecuária com tecnologia, agropecuária mecanizada, área urbana, preservação, preservação prioritária, conservação/uso sustentável e recuperação prioritária. Portanto, a partir de tais análises constatou-se, uma necessidade de utilização de níveis técnico-científicos na produção agropecuária da Bacia, visando o melhoramento das formas de manejo das diferentes unidades de paisagem. Além disso, a necessidade de conservação da cobertura vegetal secundária a partir de técnicas que visem o desenvolvimento sustentável atrelado a manutenção da floresta, indispensável para o planejamento/ordenamento territorial dessa área.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise das Unidades Geoecologicas do Refúgio Biológico da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia – Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-12-16) PEREIRA, Elexandre Martins; PAULA, Eder Mileno Silva de; http://lattes.cnpq.br/8647718165947306; https://orcid.org/0000-0002-6895-2126A Unidade de Conservação Refugio da Vida Silvestre “Metrópole da Amazônia” é uma grande área de preservação ambiental que está encravada na 11º maior Região Metropolitana do país com uma população estimada em mais de 2 milhões de habitantes. Com imensas riquezas naturais, ela pode ser considerada a ultima fronteira de expansão urbana da região. O trabalho lançou mão da geoecologia da paisagem a fim de identificar o grau de impacto das unidades geoecológicas e para mensurar os impactos ambientais da área de estudo utilizamos a Matriz de Leopold, esta é uma das ferramentas que são empregados na avaliação de impacto ambiental. E resultado encontrado foi que dentro da área da unidade de conservação, as unidades estão das duas unidades geoecológicas descritas no estudo (Tabuleiros e Planícies|) ambas estão bem conservadas, porém a mais impactada foi os tabuleiros, especialmente encontrada na Zona de Amortecimento da REVIS. E por fim foi sugerido proposições para que o órgão gestor da unidade analisar e excecutar para mitigar os impactos existentes na área de estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de risco a inundação na cidade de Alenquer - Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2010-04-23) SILVA JUNIOR, Orleno Marques da; SZLAFSZTEIN, Cláudio Fabian; http://lattes.cnpq.br/1348005678649555A cidade de Alenquer, localizada na região do Baixo Amazonas do Estado do Pará, sofre historicamente com a ameaça de inundação. Todos os anos, na época da enchente, o furo Surubiú aumenta seu nível, inundando as partes mais baixas da cidade. A presente dissertação analisa o risco a inundação existente na cidade de Alenquer proporcionando instrumentos para a gestão e melhorias das ações do poder público. A análise de ameaça se baseou em uma metodologia que agrega dados históricos, hidrológicos, mapa de construção participativo e trabalho de campo com GPS, identificado três áreas distintas na cidade: (i) área de alta suscetibilidade, anualmente afetada pelas inundações, abrange 8,4% da área da cidade (ii) área de moderada suscetibilidade, apenas atingida quando observado os maiores índices fluviométricos e (iii) área que mesmo na maiores enchentes não é atingida. O cálculo da vulnerabilidade ocorreu a partir da construção de um índice que inclui dados do censo de demográfico, trabalho de campo para a identificação dos elementos essenciais e unidades de respostas. Após a aplicação do índice verificou-se que dos 17 setores da cidade, cinco apresentam alta vulnerabilidade, e os demais moderada vulnerabilidade. Na análise de risco os dados de vulnerabilidade e ameaças foram integrados e novamente três zonas na cidade foram identificadas (i) a zona de alto risco corresponde a 9,45 % da cidade, onde há grande concentração de elementos essenciais e algumas unidades de respostas, o que provoca danos sociais e econômicos quando da ocorrência de inundação (ii) zona de moderado risco, 30% da cidade e (iii) zona de baixo risco que corresponde a 60,55% da cidade. O Plano Diretor do município foi analisado com alguns questionamentos para verificar a inclusão da temática de ameaça, vulnerabilidade e risco nesse documento, após a análise pode se concluir a falta de abordagem dessa temática no plano diretor. Os resultados obtidos com a pesquisa são importantes para subsidiar políticas publicas e os documentos exigidos pela Defesa Civil quando da ocorrência de desastres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do papel de parcelamentos do solo urbano como estruturadores da expansão urbana da sede de Altamira-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-08-30) DIAS, Ricardo de Lima; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166A atuação dos agentes produtores do espaço urbano em Altamira passara por diversas fases desde o contexto da abertura da rodovia transamazônica (BR-230) na década de 1970 a construção do complexo da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no início dos anos 2011. Tais eventos, contribuíram de maneira significativa para o adensamento populacional da região, produzindo espaços urbanos impulsionados pela especulação imobiliária e por agentes produtores imobiliários, especialmente a produção por loteamentos que contribuíram para a configuração atual do tecido urbano, adensando novas áreas e criando novas periferias, marcadas pela descontinuidade e baixa densidade de ocupação. Desta forma, a presente pesquisa tem o objetivo de analisar a dinâmica da expansão do espaço urbano de Altamira-PA a partir da perspectiva da promoção imobiliária com o advento do complexo hidrelétrico de Belo Monte, destacando a localização dos parcelamentos do solo urbanos, as infraestruturas urbanas básicas, os adensamentos habitacionais, os instrumentos urbanísticos de controle e regulação e além dos reflexos socioambientais relacionados a essas atividades. O procedimento metodológico adotado para execução desta pesquisa pode ser dividido nas etapas de Pré-campo com levantamento bibliográfico e documental sobre diversos conceitos relativos à urbanização, espaço urbano, agentes promotores, setor imobiliário, expansão urbana e parcelamento do solo, além da consulta de dados e informações em Órgãos e Instituições Oficiais; Campo, com averiguação de pontos “in loco” para constatação do estado atual dos parcelamentos do solo mais deficitários de infraestruturas básicas na cidade de Altamira; e o Pós-campo (analítico/comparativo), consolidando as informações coletadas na forma de gráficos, tabelas, quadros e representações cartográficas, além das discussões e proposições sobre a temática da dinâmica da expansão urbana conduzidas por projetos de parcelamento do solo na área do perímetro urbano de Altamira. Constatou-se que a produção imobiliária em Altamira vem contribuindo para a configuração de uma realidade urbana fragmentada do ponto de vista espacial, caracterizada pelos aspectos de continuidade e adensamento e de descontinuidade e espraiamento, com a localização de muitos empreendimentos em áreas afastadas do núcleo urbano principal, realidade que vem tornando-se o padrão que caracteriza o tecido urbano da sede de Altamira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial de unidades de paisagem do município de Quatipuru – Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-08-04) BARBOSA JÚNIOR, João Silva; MORAES, Sérgio Cardoso de; http://lattes.cnpq.br/4568311568729454Os diferentes usos dos recursos naturais da paisagem costeira geram impactos que precisam ser conhecidos e estudados. No que se refere à zona costeira há um agravante, pois, a mesma é formada por ambientes altamente especializados, produtivos e importantes do ponto de vista ecológico e econômico. Além disso, tem um alto grau de urbanização e consequentemente uma alta taxa de povoamento. O Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro aplicado à zona costeira amazônica tem funcionado de forma insipiente, pois, não há ainda uma articulação política, entre os municípios envolvidos e as demais esferas de poder, ausência de uma base de informações e de metodologias baseadas em experiências locais, que garantam a boa execução do plano. No entanto, outras estratégias sobre o conhecimento dos ambientes costeiros foram executadas, baseadas em editais de pesquisa regionais e nacionais, que aplicados ao município de Quatipuru, asseguraram uma boa base de informações, que foram úteis aos propósitos desta dissertação, que objetivou o mapeamento das unidades de paisagem do município de Quatipuru, Pará, que hoje se tornou uma unidade de conservação, categoria RESEX Marinha, com o acompanhamento e participação de audiências públicas. Desta forma, entende-se que a separação da paisagem costeira em áreas homogêneas, denominadas “unidades da paisagem”, abrange a análise e tratamento de dados no âmbito da Ecologia de Paisagem, através do Sensoriamento Remoto com a aplicação de programas computacionais de classificação orientada ao objeto em Sistemas de Informação Geográfica, gerando a espacialização e mesmo a compreensão de processos de formação de paisagens no âmbito da análise geográfica. Para a melhor definição e delimitação das unidades de paisagem, a vegetação foi escolhida como elemento essencial, pois a mesma é o resultado dos processos ecológicos dominantes na zona costeira. Deste modo, foi gerada uma matriz fisiográfica que auxiliou o mapeamento, identificando-se duas unidades geomorfológicas de expressão regional: 1) o Baixo Planalto Costeiro, formado por vegetação secundaria ou capoeira, em diferentes estágios de regeneração. Destacam-se as áreas urbanas, formadas pela densa ocupação humana, incluindo a sede municipal – Quatipuru e a comunidade de Boa Vista, incluindo ainda outras comunidades tradicionais, formando assim, diversos grupos de agricultores familiares, pescadores, caranguejeiros, catadores de mariscos, que usam diferentemente a vegetação secundaria e as áreas de campo com o manejo de gado e búfalo. 2) A Planície Costeira Arenosa é integrada pela restinga, no contato com o oceano Atlântico, enquanto a 3) Planície Lamosa é dominada pelos manguezais e os campos salinos. Nota-se a 4) Planície Aluvial com as matas de várzea, bastante impactadas, com a remoção da cobertura vegetal. Além dessas unidades mapeadas, identificaram-se no interior do manguezal, faixas de paleorestingas, com antigas e sucessivas linhas de costa, até a faixa arenosa atual. Além dessa constatação, identificou-se que cada unidade mapeada possui relações espaciais de conectividade, adjacência e delimitação, com a unidade adjacente, concomitantemente. Tais relações demonstram espacialmente as interações dos processos ecológicos e antrópicos que formam a paisagem costeira. Sendo assim, o manguezal destaca-se como a maior e mais importante unidade de paisagem, pois possui relação espacial com todas outras unidades, os campos inundáveis, salinos ou de água doce, estão sempre bordejando o manguezal. A contribuição da pesquisa será principalmente a de nortear ações de manejo e governança no âmbito da RESEX Marinha Quatipuru-Primavera, combinado a elaboração do plano de ordenamento territorial municipal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise geoambiental da bacia hidrográfica do rio Apeú, nordeste paraense: subsídios ao planejamento ambiental(Universidade Federal do Pará, 2017-03-16) VALE, Jones Remo Barbosa; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852A bacia hidrográfica do rio Apeú está localizada na região do nordeste paraense, mais precisamente na mesorregião metropolitana de Belém-PA, abrange os municípios de Castanhal, Santa Izabel do Pará e Inhangapí. A bacia do rio Apeú se apresenta como área importante para observação dos processos de transformação da paisagem, pois esta unidade, nos últimos trinta anos, passou por significativas transformações, impostas pela dinâmica de uso da terra. Esta bacia apresenta características rurais e urbanas, nesta área se observa problemas socioambientais decorrentes da ausência ou deficiência dos serviços públicos. Os principais fatores que contribuem para a degradação da bacia são: a impermeabilização do solo, resultante da expansão urbana; a falta de controle das erosões; retirada da cobertura vegetal para fins de uso da terra; a contaminação e o assoreamento dos corpos hídrico. Diante deste contexto, esta dissertação tem como objetivo fornecer subsídios ao planejamento ambiental desta bacia hidrográfica. A metodologia adotada nesta pesquisa foi desenvolvida por Rodriguez (1994) e Rodriguez et al. (1995), adaptada ao planejamento ambiental por Leal (1995), esta metodologia contem as seguintes etapas: Inventário, Diagnóstico e Propostas. A pesquisa foi baseada em dados e informações sobre o meio físico, a dinâmica do uso da terra e cobertura vegetal, legislação ambiental e informações socioeconômicas. Os resultados obtidos demonstram que a paisagem da bacia hidrográfica do rio Apeú tem passado por um processo progressivo de transformação, por conta das interferências antrópicas, resultando em diferentes problemas socioambientais desacompanhados de políticas eficazes de planejamento ambiental e ordenamento territorial. As propostas apresentadas visam subsidiar o planejamento ambiental da bacia que deve ser uma iniciativa conjunta e orgânica dos três municípios que a abrangem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise geoecológica como subsídio ao planejamento ambiental da sub-bacia hidrográfica do igarapé ambé, Altamira-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-08-27) LOBATO, Alexandre Augusto Cardoso; PAULA, Éder Mileno Silva De; http://lattes.cnpq.br/8647718165947306; https://orcid.org/0000-0002-6895-2126; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852Apesar do Bioma Amazônico ter um valor incalculável para equilíbrio e manutenção da vida no planeta, nos últimos anos tem sofrido pela construção de controversas obras de infraestrutura, em especial a abertura de rodovias e construção de usina hidrelétricas, como a Rodovia BR-230 (Transamazônica) e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, tal como aconteceu na bacia hidrográfica do Rio Xingu e que acarretou, e ainda pode acarretar, muitas modificações em diversas escalas espaciais, principalmente na local. Para tanto, é de suma importância entender o funcionamento dessas paisagens suas tendências de modificações oriundas das atividades humanas, fornecendo assim subsídios para se planejar usos ambientalmente sustentáveis. Adotando o conceito de bacias hidrográficas como unidades físico-territoriais para mensuração de impactos socioambientais, e a geoecologia das paisagens como metodologia de análise ambiental sistêmica, nesta pesquisa objetiva-se estudar o funcionamento e as modificações provocadas pela abertura da Rodovia Transamazônica e pela construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte na Sub-Bacia Hidrográfica do Igarapé Ambé (SBHA), cuja extensão territorial é cortada pela referida rodovia e se localiza dentro da Área de Influência Direta (AID) e da Área Diretamente Afetada (ADA) do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, e que drenam a área urbana da cidade de Altamira no Estado do Pará. As análises evidenciaram que 45% das paisagens da SBHA estão com processos morfogenéticos atuantes e 29% estão com vulnerabilidade ambiental moderada e em um frágil estágio de equilíbrio ecodinâmico, o que evidencia a importância de se pensar alternativas de usos para essas paisagens.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise integrada da paisagem e processos de erosão costeira na ilha de Atalaia, Salinópolis, Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) SOUZA, Ewerton Müller da Silva; ANDRADE, Milena Marília Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/1930321094483005; https://orcid.org/0000-0001-5799-7321O estudo visa analisar a paisagem e os processos de susceptibilidade à erosão na ilha de Atalaia, Salinópolis, Pará, como base para políticas de gerenciamento costeiro. O objetivo se desdobra em examinar a posição da linha de costa entre 2002 e 2022, identificar a dinâmica costeira através de geoindicadores, analisar as unidades de paisagem e o grau de susceptibilidade à erosão na ilha. Para alcançar os objetivos, a área de estudo foi dividida em três setores: Espadarte, Atalaia e Sofia. Os materiais e métodos utilizados incluem imagens de satélite para análise multitemporal de vinte anos, com técnicas de análise de mudança de polígonos, taxas areolares e lineares. Para esta avaliação das mudanças costeiras foi utilizado o plugin Digital Shoreline Analysis System (DSAS) no ambiente de Sistema de Informação Geográfica do ArcMap 10.5. O uso de geoindicadores fora deferido por intermédio fichas de campo com a identificação de elementos naturais ou antrópicos que apontassem para a movimentação da linha de costa. Para a análise da paisagem foi utilizada a base teórica da geoecologia da paisagem e uso de geoprocessamento para gerar um mapa de unidades de paisagem. O estudo revelou as áreas de alta susceptibilidade com 47.798m², principalmente, no setor A, nesse setor, destaca-se geoindicadores como a faixa frontal de vegetação modificada pela erosão (44) e presença de muros de arrimo e outras construções no contato com o arco praial ou sobre a superfície de estirâncio (64). As áreas de moderada susceptibilidade estiveram presentes, proeminentemente no Setor B, com área de 66.950m², neste setor, destaca-se os geoindicadores tubulação de água/esgoto ou postes de energia, situada sobre o arco praial em situação de destruição por agentes físicos (54) e presença de muros de arrimo e outras construções no contato com o arco praial ou sobre a superfície de estirâncio (62). As áreas de baixa susceptibilidade à erosão estiveram presentes, em maior evidência, no Setor C, com área de 341.274,1m², neste setor, destaca-se o geoindicador relacionado largura da superfície de pós praia (70). Os resultados da análise de paisagem permitiram a compreensão da estrutura e funcionamento da planície fluviomarinha, áreas urbanas, áreas descampadas, dunas móveis e praia e pós-praia. A investigação oferece uma perspectiva dinâmica sobre os processos de erosão da ilha de Atalaia a partir da metodologia empregada, com isso, os resultados indicam a necessidade de estratégias de gestão costeira mais efetivas, sublinhando a importância de uma abordagem integrada que considere tanto os aspectos físicos quanto socioeconômicos para mitigar os impactos adversos sobre as comunidades locais e o ecossistema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análises das paisagens da ilha de Cotijuba: através do mapeamento das unidades geoambientais, Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2021-02-21) SILVA, Elias Klelington Leocádio Rodrigues da; ALMEIDA, Arlete Silva de; http://lattes.cnpq.br/1511094180664778A presente pesquisa debruça-se sobre a Ilha de Cotijuba, Belém/PA, localizada na região insular do município de Belém. O estudo volta-se à temática geoambiental a partir da análise integrada da paisagem. Justifica-se a escolha desta área de estudo, pois nas últimas décadas Cotijuba sofreu um processo de urbanização, com uso irracional de seus recursos, gerando desmatamento para extração de madeira e retirada de areia para construção civil. Nesse sentido, procurou-se mapear as unidades geoambientais da Ilha de Cotijuba, a partir do levantamento dos elementos que compõe a paisagem. A metodologia seguiu as seguintes etapas: Levantamento bibliográfico que possibilitou o estudo de conceitos que foram balizadores para desenvolvimento da pesquisa, levantamento de campo que permitiu a validação dos dados e análises que só são possíveis com a aferição in loco, e processamento digital que foi imprescindível para o desenvolvimento da pesquisa, utilizando-se técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, que atrelados ao SIGs permitiram a confecção de todos os produtos cartográficos apresentados na pesquisa. Para o mapeamento de uso e cobertura da terra utilizou-se o software Envi 5.1 e obteve-se na classificação supervisionada o indicie Kappa de 0,96, indicando um excelente resultado da acurácia do mapeamento. Para o estudo das métricas de paisagem referente aos fragmentos florestais utilizou-se o software arcgis 10.1 a partir da extensão Partch Analys. Em ambos os procedimentos utilizou-se a imagem de satélite Sentinel-2 do ano de 2018. Por outro lado, para a produção dos MDEs, utilizou-se a imagem de radar Alos Palsar que permitiu fazer a análise da altimetria e declividade da Ilha. Já os mapeamentos das variáveis: geologia, geomorfologia e pedologia, foram realizados mediante as informações coletadas em campo e análise dos resultados obtidos dos produtos realizados da imagem Sentinel-2 e Alos Palsar, baseando-se na metodologia de técnicas de sensoriamento remoto de Florenzano (2007). Por fim obteve-se o mapeamento das Cinco Unidades Geoambientais da Ilha de Cotijuba, destacando suas características gerais. Dessa forma, os resultados apontaram que Cotijuba necessita de um plano de Manejo e Gestão na escala municipal que vise à conservação dos recursos naturais e promova geração de emprego e renda a comunidade local. Assim, sugere-se o ecoturismo e a implantação de corredores ecológicos como medidas para mitigar os problemas aqui apresentados, e espera-se que os produtos levantados sirvam como subsídios para implementação dos mesmos.Tese Acesso aberto (Open Access) Antropoceno na Amazônia: holoceno em curso ou prelúdio de uma nova época geológica do homem?(Universidade Federal do Pará, 2021-08-31) PONTE, Franciney Carvalho da; SZLAFSZTEIN, Cláudio Fabian; http://lattes.cnpq.br/1348005678649555; https://orcid.org/0000-0002-2855-2056Os Domínios Naturais da Amazônia Brasileira apresentam uma elevada diversidade biogeográfica, favorecidos por um substrato geológico complexo e por um clima equatorial, ambos preponderantes na paisagem amazônica, localizados na porção Norte do Brasil, perfazendo uma área equivalente a 40% do território nacional (~3.7 milhões Km2 ). A expansão humana na Amazônia tem produzido uma série de transformações em seus recursos naturais. Nesse sentido, o trabalho teve, como objetivo, realizar uma retrospectiva da trajetória do ser humano nos domínios amazônicos, através da espacialização de evidências antropogênicas e da análise de indicadores antropogênicos, passíveis de associação a preceitos do Antropoceno, viabilizada por uma perspectiva geográfica. A análise levantou os aspectos dos domínios morfoclimáticos e fitogeográficos, destacando suas paisagens dominantes e seus respectivos sistemas naturais, através da compartimentação biofísica, funcionando como substrato na análise da dinâmica de eventos socioespaciais e das evidências materializadas da ação humana nas paisagens, sob um amplo espectro temporal — Holoceno. A investigação foi alicerçada em uma abordagem holística e integradora de variáveis, relacionadas a aspectos naturais e socioespaciais, a partir de uma visão sistêmica, direcionada a dimensionar e a mensurar os padrões de uso dos recursos naturais, o grau de antropogenização dos domínios naturais e a proposição de paisagens/estruturas antropocênicas. Nesse sentido, a pesquisa revelou que estes domínios apresentam, atualmente, um percentual antropogênico muito significativo, de aproximadamente 70%, fruto de uma dinâmica socioespacial ampla e diversa, o que atribuiu à região uma acentuada variabilidade de macrossistemas humanos e paisagens seminaturais, embutidas em ecossistemas aparentemente naturais. No entanto, foi detectado que esta estimativa provavelmente é subestimada, se considerarmos as evidências, segundo uma perspectiva acumulativa, alcançando um valor em torno de 150%, ou seja, 50% acima da área total do espaço de estudo, o que denuncia uma elevada pressão antropogênica na região. Diante do exposto, e considerando os preceitos do Antropoceno, centrados na concepção antropogênica, sugere-se que a Amazônia acondiciona paisagens antropogênicas, substancialmente alteradas, há pelos menos quatro mil anos AP, quando boa parte de seus domínios já era ocupada e significativamente usada e manejada por grupos humanos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicação da metodologia P.E.I.R na análise da qualidade socioambiental da bacia hidrográfica do rio Mocajuba-PA(Universidade Federal do Pará, 2017-05-11) OLIVEIRA, Indiara da Silva; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609As bacias hidrográficas são unidades geográficas fundamentais na gestão dos recursos hídricos, e as problemáticas sobre as bacias hidrográficas em todo mundo deve-se principalmente a pressão antrópica, relacionada ao uso da terra, despejo de efluentes domésticos, agrícolas e industriais, erosão do solo, desmatamento, modificações na estrutura das comunidades bióticas, entre outros (GIORDANO et al., 2004; TANAKA, 2008; DELINOM,2008). O objeto de estudo dessa pesquisa compreende a Bacia Hidrográfica do Rio Mocajuba - BHRM, que abrange três municípios do nordeste paraense: São João da Ponta, Terra Alta e Curuçá, na demarcação de seus limites estão contidas duas Unidades de Conservação do tipo RESEX. Na porção oeste a Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta e na porção leste a Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande de Curuçá. De modo geral, está bacia hidrográfica vem sofrendo degradação como consequência da falta de saneamento básico, ocupação territorial em lugares inapropriados, desmatamento de áreas de mangue e outras áreas para a expansão da agricultura, degradação de Áreas de Proteção Permanentes (APP), queimadas, assoreamento dos corpos d’água e redução do aporte hidricos das nascentes, sobre-exploração de alguns recursos biológicos, prática ilegal de pesca, entre outros. (ICMBIO, (2010); PANTOJA, (2012); RODRIGUES & FRANÇA, (2014); TELES, (2016)). E pela falta de um plano de gestão, que possa gerenciar os seus diversos usos. Por outro lado, o rio Mocajuba possui uma elevada importância para as comunidades que vivem no seu entorno, pois as mesmas necessitam dos seus recursos para sua sobrevivência, haja vista que suas atividades econômicas, sociais e culturais são desenvolvidas nessas áreas. Portanto, a conservação dos recursos naturais e o manejo de forma sustentável da BHRM são considerados uma questão estratégica tanto do ponto de vista ambiental quanto do social e econômico para essas populações. Nesse sentido, busca-se avaliar a bacia do rio Mocajuba, a partir do modelo PEIR - Pressão-Estado-Impacto-Resposta como intrumento de análise das condições de uso e manejo desse recurso natural. Essa matriz (PEIR) é estruturada a partir da identificação das atividades antrópicas causais ou fontes das pressões e impactos. Essas atividades, com base socioeconômicas, produzem pressões e impactos sobre os recursos naturais, alterando o estado dos seus componentes. Com o intuito de auxiliar a mitigação desses problemas, é proposto pela sociedade ou pelo poder público ações (respostas) que possam solucionar ou amenizá-los. A pesquisa é considerada quanto aos fins como descritivo, exploratório e quanto aos meios avaliada como um estudo de caso resultante do processo de consulta aos diversos atores sociais e institucionais envolvidos diretamente com os problemas ambientais da bacia. O modelo metodológico desenvolvido configura uma ferramenta original para a área da gestão ambiental, especificamente, no que diz respeito às atividades que impactam o meio ambiente. No que se refere às variáveis do modelo PEIR, estas foram analisadas tomando-se por base a ausência ou presença das mesmas para com a sustentabilidade, levando-se em consideração a dimensão analisada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicação de sensoriamento remoto na análise espaço-temporal das ilhas de calor e ilhas de frescor urbanas no município de Belém - Pará, nos anos de 1997 e 2008(Universidade Federal do Pará, 2009-06-30) CASTRO, Allison Reynaldo da Costa; SANTOS, Odete Cardoso de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/1908818896169417A urbanização tem provocado variações locais em diversos elementos climáticos, dentre eles o aumento da temperatura do ar, provocando o aparecimento de porções do espaço com temperaturas maiores do que as áreas ao seu entorno, o que se chama de ilhas de calor urbanas. Dentre as causas do surgimento das ilhas de calor, a retirada da cobertura vegetal é o mais relevante. A finalidade deste trabalho foi identificar, através da técnica de sensoriamento remoto, as ilhas de calor urbanas e as ilhas de frescor urbanas na área continental do Município de Belém, assim como a variação da cobertura vegetal, comparando os resultados dos anos de 1997 e 2008, a fim de revelar uma possível relação entre a variação da cobertura vegetal e as ilhas de calor e ilhas de frescor urbanas. Para desenvolver esta pesquisa, recorreuse a imagens termais do sensor TM para determinação dos valores de temperatura, assim como dados de temperatura do ar observados nas estações: climatológica convencional de Belém (2o. DISME/INMET), meteorológica sinótica de Val-de-Cans e meteorológica sinótica automática de Belém (2o. DISME/INMET). A cobertura vegetal foi determinada também com uso das imagens do sensor TM, com as bandas 3,4 e 5. De acordo com os resultados obtidos, concluiu-se que em 2008 houve um aumento das ilhas de calor urbanas, principalmente nos bairros localizados nas áreas da Avenida Augusto Montenegro e Rodovia Arthur Bernardes, e redução das ilhas de frescor em diversas partes da área continental de Belém, em decorrência da ausência da cobertura vegetal, em relação ao ano de 1997. Também foi possível identificar que na área de estudo, houve uma redução da cobertura vegetal existente em 2008 em comparação a 1997, redução essa que ocorreu principalmente na área que está além da 1ª Légua Patrimonial do município de Belém, no eixo compreendido entre a Avenida Augusto Montenegro e a Rodovia Arthur Bernardes, ampliando a área urbana e o aumento da temperatura, que favoreceu a expansão de ilhas de calor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM), planejamento e gestão urbanos na Amazônia: a multifinalidade dos modelos de CTM de Belém e do Ministério das Cidades(Universidade Federal do Pará, 2014) ARAÚJO, Fernando Alves de; SILVA, Christian Nunes da; http://lattes.cnpq.br/4284396736118279O contexto de complexidade, desigualdade e injustiça do espaço urbano capitalista nos remonta a necessidade de um planejamento e uma gestão deste espaço que considere estas variáveis como intrínsecas a esse modelo de sociedade, porém sem aceitá-los ou defendê-los, tendo como objetivo final o desenvolvimento urbano entendido enquanto promoção de qualidade de vida, justiça social e autonomia para todos aqueles que produzem, reproduzem e vivem o espaço urbano. Essa prática planejadora e gestora deve ser apreendida como uma pesquisa social aplicada, interdisciplinar, que contemple uma participação popular efetiva, assim como utilize os seus diversos instrumentos de forma a apreciar os objetivos de forma satisfatória. Entre esses instrumentos temos o Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM), que apesar de não ser uma ideia nova, tendo sua gênese datada de milênios atrás, sendo os modelos atuais muito próximos daqueles produzidos na Europa já no século XIX, o Brasil só contou com uma “legislação” específica voltada para o CTM a partir do final da primeira década do século XXI, sob uma portaria do Ministério das Cidades que trouxe recomendações genéricas acerca da estrutura e metodologia de implantação de um modelo de cadastro. Enquanto que no contexto local, em Belém do Pará, a produção de cadastros remonta da década de 1970, tendo como o mais atual aquele produzido em 2000, chamado de Cadastro Técnico Multifinalitário. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo analisar, com certa comparação, os modelos de cadastros do Ministério das Cidades, proposto na sua portaria nº 511/09, e da prefeitura de Belém - chamado de Cadastro Técnico Multifinalitário, com foco na questão da multifinalidade, esta considerada a partir da possibilidade do uso do CTM em todas as esferas do planejamento e gestão urbanos, principalmente àquelas não diretamente ligadas às esferas fiscal e tributária, já que estas últimas constituem historicamente a preocupação inicial do cadastro, configurando, assim, sua finalidade primeira. O trabalho foi produzido a partir do uso de técnica de consulta bibliográfica em obras de autores que discutem principalmente os conceitos de espaço, território, espaço urbano, ordenamento territorial, planejamento e gestão urbanos com coleta e análise de dados secundários, realizada através de pesquisa documental em textos oficiais do Ministério das Cidades, que envolvem o seu modelo de CTM, tais como a portaria 511/09, e relatórios de execução e planilhas do cadastro de Belém, fornecidas pelo seu órgão gestor, culminando com técnica de entrevista semiestruturada com técnicos dos órgãos competentes à sua produção e gestão, como a CODEM e a SEFIN.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A cartografia e o geoprocessamento como instrumento de análise das propostas de redefinição dos limites territoriais da Floresta Nacional do Jamanxim - Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2010-09-19) PINHEIRO, Paula Fernanda Viegas; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749Neste trabalho, categoriza-se o território a partir do ponto de vista relacional do poder e uso do espaço, fazendo referência ao manejo de uso múltiplo sustentável dos recursos naturais da Unidade de Conservação Floresta Nacional (FLONA) do Jamanxim. Criada por decreto presidencial de fevereiro de 2006 possui uma área de 1,3 milhão de hectares, no município de Novo Progresso, próxima à BR-163, ultimamente têm sido palco de batalha no qual está sendo pleiteada a sua (re) configuração territorial. De um lado alguns Atores Sociais com o apóio de políticos da região, objetiva permanecer ocupando 46% do total da área, propondo contornos territoriais através da formação de um mosaico de unidades de conservação na área que hoje é a FLONA. Do outro lado o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO que defende a permanência de toda área como Floresta Nacional, excluindo, no entanto, três das 13 regiões estudadas e avaliadas por Analistas deste instituto no ano de 2009. Este estudo objetiva analisar as proposta de redefinição territorial da FLONA, especificamente a viabilidade de implementação da mesma em cada uma das propostas, para tanto o trabalho utiliza-se da ferramenta do sensoriamento remoto, a fim de realizar mapeamento multitemporal da dinâmica de uso e ocupação do solo na Floresta Nacional de Jamanxim, com intuito de investigar a dinâmica de ocupação utilizada na área, evidenciando a convenção da Floresta em Antropismo nos anos de 1984, 1990, 2000 e 2009. O resultado indica que a FLONA do Jamanxim tem seu histórico de ocupação similarcom o restante da Região Amazônica, incentivados por programas de Colonização ofertados pelo Governo Federal, a população que reside em seu interior remonta as décadas de 70 e 80, as quais começam a usar a terra de forma a desmatar para implantar pecuária, garimpo, madeireiras e etc. A forma de ocupação territorial da área que hoje é a Floresta Nacional do Jamanxim indica que a batalha por redefinição territorial ou outras categorias de Unidade de Conservação menos restritivas será longínqua, enquanto existirem entraves por parte do órgão gestor (ICMBIO) em executar a plena gestão da FLONA do Jamanxim.
