Dissertações em Antropologia (Mestrado) - PPGA/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4032
O Mestrado em Antropologia está inserido no Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA), da Universidade Federal do Pará. É um curso ministrado sobre a responsabilidade do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFPA.
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Navegando Dissertações em Antropologia (Mestrado) - PPGA/IFCH por Linha de Pesquisa "CULTURA MATERIAL, PATRIMÔNIO E SOCIEDADE"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Porto, água e vida: paisagem, sensorialidades e transformações de uma Zona Portuária Amazônica (Cidade Velha, Belém, Pará)(Universidade Federal do Pará, 2019-08-28) COSTA, Sabrina Campos; GODOY, Renata de; http://lattes.cnpq.br/5173744417832044; https://orcid.org/0000-0002-8138-8670A Amazônia é um complexo sistema de rios e águas. Na capital do Pará, 14 bacias hidrográficas são conectadas por 85 canais. Moradores das margens dos rios em Belém são considerados ribeirinhos urbanos, que, pelas condições de assentamentos informais significam para a política urbana pessoas pobres que precisam adquirir dignidade e qualidade de vida. Na história de gestão da cidade, onde 40% dos moradores vivem em áreas de baixada, seu modo de vida é associado à criminalidade, vulnerabilidade ambiental, sem arquitetura ou expressão cultural expressiva; apesar disso, formalmente são espaços de contato com o rio, pensados e recriados para o turismo e contemplação. Esta pesquisa procurou demonstrar que a paisagem é uma das formas de relacionamento do ser humano com o mundo, a partir do estudo da antiga zona portuária da Cidade Velha, situadas no entorno do Mercado do Porto do Sal e Igreja do Carmo, que possui as comunidades do Beco do Carmo, Beiradão, Menino Jesus, Porto do Sal e Palmeira; memórias e evidências do Porto Beiradão, Porto São Jorge, Porto do Sal, Porto Paysandu, Porto Vasconcelos, Porto do Alan, Porto Brilhante e Porto Palmeira. Paisagem que se constrói de manipulações e transformações do meio físico, pela experiência do afeto, da memória e da vivência pelo corpo, uma identidade pessoal e grupal, que cria camadas de registro arqueológico. O objetivo nesta pesquisa foi a compreensão das formas de organização, adaptação e sociabilidades na antiga zona portuária da Cidade Velha, tendo como foco analítico a produção material humana e as transformações da paisagem. O Porto do Sal foi registrado como um dos mais antigos de Belém. Sua história está ligada ao primeiro estaleiro da colônia, e sua vida aos produtos do interior, fábricas e comércios. Por duas vezes o Porto do Sal foi planejado para ser o principal porto de Belém, contudo acabou entrando em declínio com a abertura de estradas e ao longo dos anos, mais de 1.000 famílias, com criatividade e tecnologias sociais se tornaram moradores da orla e das estruturas de seus antigos trapiches, marcos do que eu chamei de “beirabilidade”, que nos convidam a repensar sua paisagem, cultura material, potências e inteligibilidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O potencial da cultura material na educação museal sobre formas de violência na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-07-04) OLIVEIRA, Nadison Gomes de; ALMEIDA, Marcia Bezerra de; http://lattes.cnpq.br/1085631337892211O objetivo principal deste trabalho é analisar e refletir sobre possibilidades de práticas de educação museal que através da cultura material abordem o tema da violência em instituições museológicas na região amazônica. Com o intuito de compreender maneiras em que a cultura material pode ser utilizada em atividades de educação museal e/ou patrimonial voltadas para problemas sociais e políticos envolvendo diferentes formas de violências na região, principalmente, contra grupos considerados socialmente minoritários, envolvendo questões étnico-raciais, de gênero e sexualidades. Como metas para alcançar este objetivo me proponho a compreender a importância da cultura material e algumas possibilidades em que podem se tornar agentes em práticas educativas nos museus; mapear as compreensões de museus, educação museal e violências em museus da região amazônica, através de relatos de discentes do curso de Museologia da Universidade Federal do Pará e pessoas museólogas formadas, que atuam ou atuaram em instituições na região; e comparar as práticas relatadas com as noções de educação presentes em cartas patrimoniais e de museus, e também, com a Declaração Universal de Direitos Humanos, para compreender se as ações descritas, localizadas na região amazônica, estão condizentes com as diretrizes que visam a manutenção de práticas para o desenvolvimento da democracia e da paz. Com isso surgem reflexões de como a memória e o poder são elementos intrínsecos dos museus; propostas para educar sobre violências de forma sensível e engajada através das coisas; e a possibilidade de pensar em uma Museologia amazônica e uma educação museal regional.
