Dissertações em Linguagens e Saberes na Amazônia (Mestrado) - PPLSA/Bragança
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5885
O Mestrado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia (PPLSA) do Campus Universitário de Bragança da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Linguagens e Saberes na Amazônia (Mestrado) - PPLSA/Bragança por Linha de Pesquisa "MEMÓRIAS E SABERES INTERCULTURAIS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A etnomatemática e a etnofísica da cerâmica produzida na Vila “Cuéra” em Bragança (PA)(Universidade Federal do Pará, 2018-10-10) ROSARIO, Samuel Antonio Silva do; SARAIVA, Luis Junior Costa; http://lattes.cnpq.br/8517177215677066; https://orcid.org/0000-0002-3938-7658A presente pesquisa apresenta uma análise sobre as relações entre a Matemática, a Física e as práticas culturais da Amazônia, no que diz respeito ao processo de construção da cerâmica produzida na região bragantina. As pesquisas foram realizadas em uma comunidade de características tradicionais chamada “Vila Cuéra”, situada no espaço rural do município de Bragança, Pará, Brasil, às margens do rio Caeté. A experiência retrata o processo de construção da cerâmica caeteuara, ressaltando aspectos importantes onde o ceramista se utiliza de uma matemática e de uma física próprias para arquitetar sua obra, visto que para dar forma e dimensões à peça de barro é preciso um trabalho artesanal do pensamento, onde pensamento e argila são reais ao ponto de um refletir a concretude do outro, tornando real a peça final e mantendo esse saber relacionado à tradição de construir peças de barro. Dessa forma, buscamos ressaltar cada saber envolvido no processo de produção da cerâmica, a qual relaciona os conteúdos matemáticos conhecidos como geometria, simetria e assimetria, assim como conteúdos da física como temperatura, calor, equilíbrio térmico e transferência de calor. As práticas pertencentes aos saberes constituídos na tradição amazônica são atualizadas no cotidiano dos mestres-artesãos presentes nessa região. Assim, a intenção deste trabalho é analisar os principais saberes etnomatemáticos e etnofísicos presentes na prática de construir peças de argila da comunidade “Vila Cuéra”, além de destacar a necessidade de diálogos entre saberes etnomatemáticos e etnofísicos com os conhecimentos científicos oriundos da Ciência Matemática e da Ciência Física, como forma de compreender e respeitar os saberes das diversas populações que compõem a Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Saber fazer e poder fazer construção social e política da RESEX Caeté-Taperaçu(Universidade Federal do Pará, 2013-08-09) SILVA, Ana Patrícia Reis da; CIACCHI, Andrea; http://lattes.cnpq.br/5766742175525561; https://orcid.org/0000-0001-6341-2705Neste estudo apresenta-se uma pesquisa sobre a construção social e política da RESEX CaetéTaperaçu, no Nordeste do Pará, analisando os conflitos existentes neste cenário e focalizando as relações de poder e de identificação. Para tanto, fez-se necessário entender como se desenvolveu o movimento de criação das reservas extrativistas no Brasil, bem como a trajetória de criação da Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu, através do olhar de alguns dos atores sociais envolvidos nesse processo. Observou-se que a RESEX CaetéTaperaçu é objeto de representações diferentes, que dependem do envolvimento de seus usuários e do espaço em que eles desenvolvem os seus saberes e as suas práticas. Defino a RESEX Caeté Terapaçu como sendo representada em dois "mundos": o primeiro volta-se para as relações sociais e políticas, internas e externas e manifesta-se no centro administrativo da RESEX, diretamente ligado à Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu - ASSUREMACATA, onde os usuários que o frequentam encontram-se envolvidos em processos administrativos, burocráticos e também políticos. O outro "mundo" é o que se volta para as relações com o espaço natural, com o território e com as práticas de trabalho: nele os usuários não participam das reuniões na sede da ASSUREMACATA e têm uma relação com o meio ambiente diferenciada, uma forma de preservar a natureza através das suas práticas diárias sem utilizar nenhum instrumento de gestão por parte da Associação dos Usuários da RESEX. Estes usuários não se identificam com a forma de organização social de uma reserva extrativista.
