Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2312
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) vinculado ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta um auto-impacto de inserção regional uma vez que se trata do único PPGCF na Região Norte pelo grande potencial de utilização da biodiversidade na região amazônica. Além de favorecer a fixação e atração de profissionais qualificados na área de Ciências Farmacêuticas na Região Amazônica.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS por Linha de Pesquisa "AVALIAÇÃO BIOLÓGICA DE PRINCÍPIOS ATIVOS, NATURAIS E SINTÉTICOS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do remédio artesanal “tintura de pata-de-vaca” tendo a tintura de Bauhinia monandra Kurz como referência(Universidade Federal do Pará, 2016-03-17) SILVA, Ana Paula Paiva da; SILVA, Marcos Valério Santos da; http://lattes.cnpq.br/0379783635000306; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070O diabete melito é uma entre as diversas patologias que podem ser controladas com o uso de plantas medicinais, que apresentam atividade hipoglicemiante através de diferentes mecanismos. Em Marudá, Marapanim-PA, o Grupo de Mulheres “Erva Vida”, produz e comercializa a “Tintura de pata-de-vaca”, consumida por turistas e moradores locais para tratar o diabete. Esse remédio é preparado a partir de folhas de Bauhinia monandra Kurz (pata-de-vaca). Diferentes classes metabólicas de vegetais já tiveram a ação hipoglicemiante comprovada, como exemplo os flavonoides. Com isso, pretende-se neste trabalho caracterizar o remédio artesanal através de parâmetros farmacobotânicos, farmacognósticos, fitoquímicos e cromatográficos, em compararação com uma tintura de Bauhinia monandra, quanto à presença de flavonoides. Tanto a análise fitoquímica preliminar, quanto a análise por Cromatografia em Camada Delgada, detectaram metabólitos fenólicos, possivelmente flavonoides, no remédio artesanal e no extrato hidroetanólico da espécie vegetal. Na análise por CLAE, foi evidenciada a presença de rutina no remédio artesanal bem como no extrato hidroetanólico de Bauhinia monandra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade imunomoduladora e antioxidante da saliva do Aedes aegypti em modelo de sepse(Universidade Federal do Pará, 2017-07-04) GOMES, Rafaelli de Souza; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390A sepse e uma disfuncao organica causada por uma resposta imune desregulada a uma infeccao. A mesma tem em sua abordagem terapeutica inicial a utilizacao de antimicrobianos de amplo espectro, os quais nao sao suficientes para o controle da infeccao, sendo necessario a busca por novas terapias focadas na interrupcao da resposta inflamatoria em cascata produzida pela invasao e disseminacao de agentes patogenicos. Dessa forma, a saliva do Aedes aegypti apresenta caracteristicas imunomoduladoras, com potencial de inibicao de citocinas pro-inflamatorias, bem como a presenca de peptideos ativadores de oxido nitrico. Com isso, seria de grande interesse investigar o efeito imunomodulador da saliva em modelo animal de sepse. Neste sentido, camundongos foram pre-tratados com a saliva do Aedes aegypti sendo a sepse induzida pelo modelo de transfixacao do coto-cecal. Apos 12 e 24 horas as amostras foram coletadas, e avaliado a sobrevida, carga bacteriana, migracao leucocitaria e parametros oxidativo (NO, EROs, MDA, TEAC, DPPH e GSH). A saliva melhorou o prognostico dos animais, aumentando a sobrevida e o peso. Alem disso, reduziu a carga bacteriana e aumentou o influxo de monocitos no sangue. A saliva, tambem, mostrou efeito antioxidante por reduzir a producao de especies reativas e aumentar a capacidade antioxidante, alem de diminuir a peroxidacao lipidica. Assim, a saliva foi capaz de inibir os danos causados pela sepse em animais in vivo melhorando seu prognostico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da adesão ao tratamento com alfadornase em pacientes com fibrose cística(Universidade Federal do Pará, 2017) FEITOSA, Keith Brabo Tavares; MARTINS, Valéria de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/1904927472781784; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128A Fibrose Cística (FC) é uma doença hereditária, que se manifesta clinicamente por sintomas digestivos e respiratórios. O diagnóstico precoce oferece a possibilidade de um melhor controle terapêutico do paciente favorecendo o prognóstico e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. O objetivo do estudo foi demonstrar o comportamento dos pacientes frente à doença e avaliar a adesão ao tratamento com a enzima alfadornase. Foi feito um estudo prospectivo, transversal e observacional por meio de dados epidemiológicos coletados através de entrevistas com pacientes e/ou responsáveis e por análise de prontuários. Para a avaliação da adesão ao tratamento e conhecimento da doença foram aplicados os testes Morisky- Green e Batalla Martinez. Para avaliar o perfil clínico foi utilizado o escore de Shwachman-Kulczyki. Foram recrutados 51 pacientes com fibrose cística atendidos no ambulatório do Hospital Universitário João de Barros Barreto em uso de alfadornase. Participaram do estudo 47 pacientes no período de julho de 2015 a junho de 2016. A maioria dos pacientes (53,2%) tinha idade inferior a 18 anos, 56,6% eram do sexo masculino e 40,4% provenientes do interior. Pacientes em tratamento com alfadornase por mais de 5 anos, apresentaram maior adesão do que os demais com menor período de tratamento e o sexo masculino esteve associado a maior adesão, assim como a maior escolaridade e renda familiar. Após a aplicação do teste de Batalla Martinez, apenas 40,42% demonstraram conhecimento sobre a doença. Deste modo foram observados como fatores associados à baixa adesão: uso de mais de cinco medicamentos, baixa escolaridade e sexo. Por outro lado, os resultados mostram que a adesão à medicação esteve associada ao melhor escore clínico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da atividade cicatrizante do extrato hidroalcoólico de Ayapana triplinervis (Vahl) R.M. King & H. Robinson (ASTERACEAE)(Universidade Federal do Pará, 2020-07-16) NASCIMENTO, Suellen Carolina Martins do; LIMA, Anderson Bentes de; http://lattes.cnpq.br/3455183793812931; https://orcid.org/ 0000-0002-0534-2654; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128; https://orcid.org/ 0000-0001-5875-695XA cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve a organização de células, sinais químicos e remodelamento com objetivo de reparar tecido lesionado. Dados estatísticos norte-americanos evidenciam uma prevalência de lesões cutâneas em aproximadamente 22,8% da população do mundo. No Brasil, as feridas constituem um grave problema de saúde pública. Neste sentido, a utilização de plantas medicinais como agentes terapêuticos tem despertado interesse junto aos pesquisadores devido os seus mais diferentes efeitos, dentre eles o cicatrizante. Assim, estudos etnofarmacológicos são encontrados na literatura, que associam o uso de A. triplinervis a cicatrização de feridas, porém não há evidências científicas que comprovem esta atividade. Desse modo, este estudo tem como objetivo realizar a avaliação do potencial cicatrizante do extrato hidroalcoólico de A. triplinervis incorporado em pomada de 5 e 10%. Para isso, foram realizadas análises fitoquímicas: prospecção da droga vegetal e do extrato hidroalcoólico, por meio de testes colorimétricos, de precipitação, cromatografia em camada delgada e cromatografia líquida de alta eficiência do extrato hidroalcoólico. Além das análises macroscópica, morfométrica, e exame histológico da pomada de extrato hidroalcoólico em 5% e 10%, utilizando como controles positivo e negativo, Dersani® e solução salina, respectivamente. Através destes testes, observou-se que a droga vegetal apresentou diversos composto: saponinas, antraquinonas, esteroides e triterpenos, polifenois e cumarinas. Para o extrato hidroalcoólico o resultado foi semelhante, porém os testes não indicaram a presença de antraquinonas. Análise por cromatografia em camada delgada do extrato hidroalcóolico revelou resultados positivos para cumarinas, esteroides e triterpenos. No perfil cromatográfico, do extrato, obtido por cromatografia líquida de alta eficiência, demonstrou pico, sendo sugestivo de cumarina. A Análise macroscópica das lesões demonstrou que os grupos de pomada do extrato 5% e 10% tiveram mais feridas reepitelizadas. Na morfometria não houve diferença estatística entre os quatro grupos testes no percentual de contração da ferida. Entretanto, o exame histológico mostrou que a pomada com 10% de extrato hidroalcoólico apresentou melhor qualidade no desenvolvimento do reparo tecidual, pois aumentou fibroblastos, colágeno, queratinização, mais que os outros grupos. Assim, este estudo mostrou que a pomada do extrato de A. triplinervis não acelerou a velocidade do fechamento das feridas, entretanto, mostrou influenciar de maneira benéfica, na qualidade, em que as lesões evoluíram, ainda assim novas pesquisas são necessárias para melhor entendimento do efeito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da atividade esquistossomicida do lapachol e análogos(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) COSTA, Erica Vanessa Souza; ENK, Martin Johannes; http://lattes.cnpq.br/1169309283832476; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649A equistossomose mansônica é uma doença parasitária de abrangência mundial, causada pelo Schistossoma mansoni, sendo realizado o tratamento com o prazinquantel, que possui algumas reações adversas. A busca de novos medicamentos para o tratamento desta enfermidade é importante e as plantas medicinais podem contribuir com novas moléculas promissoras, como por exemplo o lapachol. O presente trabalho avaliou a atividade esquissomicida do lapachol e análogos. O lapachol foi isolado de Handroanthus serratifolius, através de cromatografia em coluna de sílica gel utilizando com fase móvel o diclorometano. Esta substância foi submetida ao tratamento com ácido sulfúrico, seguido de água destilada e diclorometano sendo obtido a β- lapachona. Para a obtenção da α-lapachona, solubilizou-se o lapachol e adicinou-se ácido acético glacial e ácido clorídrico concentrado. Para avaliar a atividade esquistossomicida in vitro foi realizado experimento frente a vermes adultos de S. mansoni, sendo avaliado alterações de morfologia, motilidade e mortalidade em microscopia optica. A substância ativa foi submetida ao ensaio de peroxidação lipídica, Dosagem de Malondialdeído (MDA) e Determinação da Capacidade Antioxidante Total (TEAC). Além disso, a substância ativa foi submetida ao ensaio de viabilidade celular (MTT), utilizando as seguintes linhagens, epitelial gástrica (MNP01) e adenocarcinoma gástrico (ACP02). A amostra ativa foi submetida a estudo in vivo, em camundongos infectados, onde se avaliou mortalidade dos vermes, diminuição da oviposição, e dos danos causados pelos parasitas nos animais. Também, foi realizado estudo histológico de rim e fígado do camundongo infectado tratado com a β- lapachona. O lapachol (rendimento=2,9%) e α-lapachona (rendimento=52%) mostraram pouco promissores como esquissomicida, sendo suas concentraçóes inibitórias 50% superior a 500μg/mL em vermes adultos, enquanto que β-lapachona (rendimento=58%) mostrou-se muito promissora contra os vermes adultos (CI50< 31,25mg/mL). Analises em microscopia optica demonstraram que os vermes tratados com β-lapachona apresentaram as seguintes alterações, o dorso estremecido, corpo enrolado, e ausência de movimento, estas alterações podem estar relacionadas a peroxidação lipídica da membrana do parasito. Este composto possui baixa capacidade antioxidante, baixa citotoxicidade para as linhagens MNP01 e ACP02, sendo o índice de seletividade superior a 10. Estudo in vivo demonstrou que a β- lapachona não reduziu o número de ovos nas fezes, logo não inibiu a ovoposição, também não houve alteração do número de vermes recuperados, sendo que analises microscópicas demonstraram que estes apresentavam motilidade e sua membrana estava integra. Estudos histológicos demonstraram que não houve alterações renais e hepáticas. Em síntese, in vitro a β- lapachona mostrou-se promissora como esquitossomicida e esta atividade pode estar relacionada a peroxidação lipídica da membrana do parasito. No entanto, estudo in vivo, não observou esta atividade, fatores farmacocinéticos podem estar influenciando na divergência dos resultados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da citotoxicidade e seletividade do extrato, frações e alcaloide de Geissospermum sericeum (Apocynaceae) em linhagens celulares ACP02, HepG2 e VERO(Universidade Federal do Pará, 2017-08-07) BASTOS, Mírian Letícia Carmo; BAHIA, Marcelo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3219037174956649; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649O presente estudo avaliou a atividade antitumoral de G. sericeum em linhagens de células tumorais de adenocarcinoma gástrico primário paraense (ACP02), a seletividade e o mecanismo de morte celular. O pó obtido das cascas de G. sericeum foi submetido a maceração exaustiva com etanol e a solução concentrada em evaporador rotativo até resíduo. Para o fracionamento do extrato de G. sericeum utilizou-se extração sob refluxo e partição ácido: base. A fração alcaloídica (FAGS), obtida da partição ácido:base, foi submetida ao fracionamento em coluna cromatográfica aberta, utilizando como fase estacionária Sephadex LH-20 e fase móvel o metanol, dando origem a subfração F6FAGS. Esta subfração foi submetida ao fracionamento através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Semipreparativa, isolando o alcaloide indólico F3F6FAGs. A atividade antitumoral e a citotoxicidade do extrato etanólico, frações, subfrações e F3F6FAGS foram avaliadas através do ensaio de viabilidade celular com o MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5-difeniltetrazólio]) em células ACP02, células de hepatoma humano (HepG2) e em linhagem de células normais de rim de macaco verde africano (VERO). Foram consideradas ativas como antitumoral as amostras com concentração inibitória (CI50) menor que 100 μg/mL em células ACP02. Foram consideradas citotóxicas as amostras com concentração citotóxica (CC50) menor que 100 μg/mL em células HepG2 e VERO. O índice de seletividade (IS) foi obtido a partir da razão entre os valores da CC50 e CI50 e foram consideradas seletivas as amostras com IS maior que 2, demonstrando que essa atividade é duas vezes mais seletiva para células tumorais. As amostras mais seletivas foram submetidas à quantificação de morte celular com corantes fluorescentes Hoechst 33342 (HO), Iodeto de Propídeo (PI) e Fluoresceína Diacetato (DAF) em 24 e 72 horas de exposição. Todas as amostras foram ativas ou moderadamente ativas para atividade antitumoral e apresentaram moderada atividade citotóxica ou não foram citotóxicas. A FAGS e F3F6FAGS tiveram menor CI50 (FAGS = 18,29 μg/mL e F3F6FAGS = 12,06 μg/mL), maior CC50 (FAGS-CC50 = 173,3 μg/mL para VERO e 299,45 μg/mL para HepG2 e F3F6FAGS CC50 476 μg/mL para células renais e CC50 503,5 μg/mL para células hepáticas) e foram mais seletivas (F3F6FAGS- IS = 39,4 para VERO e IS = 41,74 para HepG2 e FAGS- IS = 9,5 para VERO e IS = 16,37 para HepG2). A FAGS apresentou maior efeito apoptótico e necrótico em 24 e 48h, com o aumento da taxa de necrose nas maiores concentrações e no maior do tempo de exposição. Para o alcalóide, a apoptose e necrose mostraram-se concentração e tempo- dependentes, com menor índice de necrose. Esses resultados sugerem seletividade de F3F6FAGS para câncer gástrico. Porém, a maior citotoxicidade e a menor seletividade da FAGS, provavelmente, estão relacionadas ao sinergismo de seus alcaloides para apoptose e necrose.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de neutrófilos circulantes em pacientes com neoplasias mieloproliferativas philadelphia negativas em tratamento quimioterápico(Universidade Federal do Pará, 2018-06-27) SARGES, Érica dos Santos; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733As neoplasias mieloproliferativas (NMPs) fhiladelfia (Ph1) negativas são um grupo de doenças das células sanguíneas mielóides que surgem a partir de uma alteração na célula-tronco hematopoiética. As mais clássicas são Policitemia vera (PV) e Trombocitemia essencial. As NMPs Ph1 negativas apresentam um curso clínico prolongado e de comportamento relativamente benigno, mas que não tem cura. A quimioterapia citorredutora atua não somente nos eritrócitos e megacariócitos, mas também tem sua ação nos leucócitos, especificamente nos neutrófilos. Uma das terapias empregadas é a Hidroxiureia (HU), que apresenta como um dos seus efeitos colaterais a neutropenia, estudos mostram que esse medicamento pode ter efeitos diretos nos neutrófilos. A identificação de possíveis alterações quantitativamente e qualitativamente de neutrófilos sob efeitos da quimioterapia citorredutora em pacientes com NMPs Ph1negativas representa um avanço na compreensão do tratamento nestas NMPs. Hemograma e leucograma fazem parte do protocolo de acompanhamento do tratamento. Para avaliar qualitativamente algumas funções os neutrófilos foram sensibilizados com zimosan, estimulando assim a fagocitose, em relação ao metabolismo, foi feito o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT), além de quantificação de mieloperoxidase (MPO) através da citometria de fluxo. Neste estudo foram realizadas todas as metodologias citadas anteriormente para avaliação quantitativamente e qualitativamente em amostras de sangue de 46 pacientes (PV=17; TE=29). Os pacientes portadores de PV apresentaram menor IF que os indivíduos do grupo controle, com p=0,0002 (2.83±1,28; 3.83±1,38 respectivamente). O mesmo foi observado nos pacientes com TE que apresentaram menor índice que os indivíduos controles com p=0,0002 (2.85±1,34; 3.83±1,38 respectivamente). Nossos resultados mostraram que não houve diferença quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT, entre o grupo controle com o grupo PV em uso de HU, com p=0,9047 (5±2,7; 2,9±3,5 respectivamente) e grupo controle com grupo TE em uso de HU, apresentando p=0,2870 (5±2,7; 5±6,9 respectivamente). O teste de MPO foi realizado todos os pacientes com NMPs que estavam sob regime do tratamento com HU. Nossos resultados mostraram que não houve diferença entre o grupo controle e os pacientes do grupo com PV, com p= 0,8438 (98,47±1,15; 98,54±1,46 respectivamente), o mesmo foi observado com os controles e portadores de TE, com p=0,5842 (98,47±1,15; 97,93±3,21 respectivamente). Os pacientes portadores de PV e TE que faziam uso de HU apresentaram alterações qualitativas nos neutrófilos, no qual, o uso de HU diminui a atividade fagocítica dos neutrófilos nestes pacientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do efeito imunomodulador da β-lapachona em modelo de sepse e in vitro(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) OLIVEIRA, Ana Lígia de Brito; BRAGA, Alaide; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650Sepse é uma resposta inflamatória sistêmica decorrente de uma infecção e falha na resposta imune do hospedeiro. Apesar dos tratamentos atuais, a sepse continua sendo umas das principais causas de morte em UTI. Assim, se torna necessário a pesquisa por novas terapias para o controle da infecção. A β-lapachona é uma orto naftoquinona obtida a partir da casca de Tabebuia avellanedae conhecida por sua atividade antimicrobiana e anti-inflamatória por meio da imunomodulação. Neste estudo, foi avaliado o efeito de β-lapachona sobre a infecção polimicrobiana induzida por ligadura e perfuração cecal (CLP). Camundongos swiss foram divididos em 4 grupos pré e pós tratados, sendo que um deles apenas recebeu o procedimento cirúrgico sem indução de CLP (Sham). Os demais receberam por via intraperitoneal solução salina 0,9%, Antibiótico (Ceftriaxona ou ertapenem) e β-lapachona 24 horas antes, momento da indução (Pré-tratamento) da CLP e 7 dias após CLP (Pós tratamento). A taxa de sobrevida foi analisada por um período de 16 dias. Após 12, 24 horas e 7 dias do procedimento cirúrgicos amostras dos animais de cada grupo foram coletadas e foi avaliado a migração leucocitária, carga bacteriana, parâmetros oxidativos (NO, MDA e TEAC) e fagocitose. Além disso, foi investigado in vitro a viabilidade celular do composto em diferentes concentrações. O grupo pré-tratado com β-lapachona mostrou aumento da taxa de sobrevivência de 100% em 16 dias. O pré- tratamento com β-lapachona causou um aumento na migração de células mononucleares e reduziu o número de neutrófilos para o peritônio. Apresentou também redução da carga bacteriana,níveis de NO e MDA reduzidos e aumentodos níveis de antioxidante no soro. Por outro lado, houve aumento nas concentrações de MDA nas amostras de órgãos dos animais apesar do aumento de antioxidantes totais. Com relação ao pós-tratamento verificou-se aumento de sobrevida em 60% e alguns parâmetros semelhantes ao grupo CLP tratado com salina. No ensaio de viabilidade celular verificou-se que a concentração de 1,00 µM manteve 82% viáveis.Assim, os melhores resultados do potencial efeito farmacológico do composto no pré-tratamento, pode ter ocorrido porque a intervenção terapêutica ocorre mais cedo no processo da doença em comparação com a situação clínica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do efeito neuroprotetor da cafeína em ratas intoxicadas por etanol no padrão binge(Universidade Federal do Pará, 2019-05-03) BARROS, Mayara Arouck; FERNANDES, Luanna de Melo Pereira; http://lattes.cnpq.br/0156144290849777; https://orcid.org/0000-0001-7004-0719; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101O álcool etílico é uma substância consumida desde os primórdios da humanidade, se estendendo até os dias atuais. Nesse contexto, os adolescentes estão atraindo a atenção pelo fato do consumo neste grupo estar em constante elevação, principalmente na forma de Binge Drinking. Esse modelo de consumo acarreta em prejuízos funcionais, tais como sintomas associados a ansiedade e depressão. Por esse motivo, tem-se buscado compostos bioativos para prevenir tais danos causados, dentre elas podemos destacar a cafeína, substância amplamente consumida no mundo. Diante disto, este trabalha se propôs a investigar o efeito neuroprotetor da cafeína em “self administration” sobre os danos provocadas pela intoxicação por Etanol (EtOH) no padrão binge, visando uma alternativa para minimizar os danos neurotóxicos promovidos pelo álcool com o simples hábito de tomar café. Para isso, foram utilizados ratos Wistar, fêmeas, idade 35 dias (n=40). No tratamento, os animais receberam repetidamente, cafeína a partir do 35º até 72º dia pós-natal (DPN). A cafeína foi administrada na forma de solução cafeinada na dose de 0,3g/L em “self-administration” no período ativo, iniciando 14 dias antes do primeiro dia da intoxicação com EtOH e persistindo durante as 4 semanas de BD. Para a intoxicação por EtOH no padrão binge, foi administrada por gavagem na dose de 3 g/kg/dia (20 p/v) durante três dias consecutivos semanalmente nos animais do 49º ao 72º DPN. Para os testes comportamentais, os animais foram expostos aos ensaios de Campo Aberto, Labirinto em Cruz Elevado (LCE), Splash e Nado Forçado. Em relação ao comportamento tipo ansioso, o Grupo Cafeína + EtOH apresentou aumento significativo na distância e tempo percorrido na área central no Teste do Campo Aberto quando comparado ao grupo EtOH. No Teste do LCE, o grupo EtOH mostrou redução na %EBA e %TBA quando comparado ao grupo controle. Porém o grupo cafeína mostrou reversão ao aumentar ambos os parâmetros quando comparado ao grupo EtOH. No comportamento tipo depressivo, o grupo EtOH-intoxicado apresentou redução do tempo de lambida e aumento do tempo de imobilidade, nos testes Splash e Nado Forçado, respectivamente. O grupo EtOH + Cafeína conseguiu aumentar o tempo de lambida no primeiro teste e reduzir o tempo de imobilidade no segundo. Desta forma, podemos concluir que o consumo crônico de cafeína, promoveu neuroproteção ao reverter os sintomas semelhantes a ansiedade e depressão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação funcional de neutrófilos circulantes em portadores de leucemia mielóide crônica antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe(Universidade Federal do Pará, 2019-07-02) DAMASCENO, David Wendell Isacksson; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733Objetivo: Avaliar a função dos neutrófilos em portadores de leucemia mielóide crônica (LMC) antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe (MI). Material e Métodos: Participaram da pesquisa 13 pacientes diagnosticados com LMC (casos novos), com idade média de 51 anos, de ambos os sexos, selecionados no ambulatório de hematologia do Hospital Ophir Loyola, Belém-PA. Realizou-se nesse grupo três coletas sanguíneas. A primeira coleta no momento do diagnóstico com o paciente sem tratamento (Grupo B1), a segunda coleta após um mês do tratamento com MI (Grupo B2) e a terceira coleta após quatro meses de tratamento (Grupo B3). O grupo controle (Grupo A) constituiu de 13 voluntários sadios de ambos os sexos. Além do hemograma e leucograma, realizou-se também os ensaios de fagocitose e o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT) para avaliar o metabolismo oxidativo dos neutrófilos. Resultados: A avaliação da função fagocítica indicou diferença estatística quando comparado o Grupo A com os Grupos B1, B2 e B3, p=0,0001. Os grupos B1, B2 e B3 apresentaram menores índices fagocíticos (IFs) com 2,07±0,5; 1,99±0,4 e 1,97±0,6 respectivamente, em relação ao Grupo A com 3,72±0,8. Na avaliação do metabolismo oxidativo não houve diferença estatística entre o grupo A com os grupos B1, B2 e B3, p=0,2997. Discussão: Os resultados demonstraram que os pacientes sem tratamento apresentaram menor IF em relação ao grupo controle. Isso significa que mesmo o paciente possuindo inúmeras células do processo proliferativo, estas células estão com as suas funções diminuídas. Os pacientes tratados com MI também apresentaram menor IF em relação ao grupo controle. Ainda que o número de leucócitos e neutrófilos tenha reduzido nestes pacientes, a capacidade fagocítica destas células manteve-se diminuída. Não houve diferença estatística quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT. Isso significa que a produção de EROs pelo sistema NADPH oxidase não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Conclusão: Houve redução da quantidade de neutrófilos circulantes após o início do tratamento com MI. A função fagocítica dos neutrófilos manteve-se diminuída após o início do tratamento com MI. O metabolismo oxidativo dos neutrófilos não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Logo, estudos adicionais são importantes para avaliar o exato mecanismo de alteração de função envolvidos nesses pacientes para permitir um melhor direcionamento em relação à terapia utilizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concentrações plasmáticas de rifampicina em pacientes com tuberculose pulmonar(Universidade Federal do Pará, 2017-12-01) BELEZA, Breno Kristoffer Uchôa; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098A tuberculose é uma doença infectocontagiosa considerada ainda um importante problema de saúde pública mundial. O Brasil é um dos 22 países do mundo responsáveis por 80% dos casos da doença, e as maiores taxas de incidência são observadas nas regiões norte, sudeste e nordeste. O esquema de tratamento padrão é composto por rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O desfecho clinico está associado as concentrações sanguíneas destes fármacos após uso de doses terapêuticas, entretanto, apesar da elevada ocorrência da doença do Brasil, as concentrações destes fármacos não foram avaliadas nestes pacientes, que é relevante principalmente para rifampicina, dada a elevada variabilidade de concentrações em fluídos biológicos após terapêuticas. Portanto, realizou-se estudo prospectivo de casos objetivando determinar as concentrações de rifampicina por cromatografia líquida de alta eficiência em pacientes com tuberculose ativa tratados na cidade de Belém. Foram incluídos no estudo 50 pacientes, entretanto, houve perda de seguimento clínico laboratorial de 20 pacientes (40%), cujo principal motivo foi o abandono de tratamento. Os aspectos sociais e demográficos dos demais aponta maior ocorrência da doença no sexo masculino, baixa escolaridade, residentes na região metropolitana de Belém e na faixa etária produtiva. As concentrações de rifampicina nas duas fases de tratamento variaram de 0,6μg/ml a 0,73μg/ml. Não houve diferença significativa nas concentrações sanguíneas do fármaco entre as fases de tratamento, contudo os níveis de rifampicina foram significativamente superiores em mulheres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concentrações sanguíneas de pirazinamida e ácido úrico em pacientes em tratamento para tuberculose(Universidade Federal do Pará, 2020-12-7) SOUSA, Alberto Camarão de; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; https://orcid.org/ 0000-0003-4842-8762A tuberculose pulmonar é um problema relevante de saúde pública no Brasil, onde apesar das medidas de profilaxias empregadas, observa-se o número elevado de casos. O tratamento de primeira linha consiste em comprimidos em dose fixa combinada de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol na fase intensiva e de rifampicina e isoniazida na manutenção. É efetivo na maioria dos casos da doença, entretanto, as reações adversas contribuem para não adesão ao tratamento, o que pode levar a falha terapêutica. A pirazinamida é considerada a mais hepatotóxica e e está associada a hiperuricemia, entretanto, poucos estudos investigaram esta reação, o que é relevante, pois quando acompanhada de sintomas álgicos pode levar ao abandono do tratamento. O objetivo do estudo foi mensurar as concentrações plasmáticas de pirazinamida por cromatografia líquida de alta eficiência e os níveis séricos de ácido úrico por espectrofotometria em 44 pacientes com diagnóstico clínico, laboratorial e por imagem de tuberculose ao final da fase intensiva de tratamento. A maioria dos pacientes eram homens, de baixa escolaridade e com reduzida renda mensal. A mediana das doses diárias de pirazinamida administradas aos pacientes do sexo masculino foi 26,2 (22,9 - 29,7) mg/kg e do sexo feminino foi 26,8 (23,2 - 30,8) mg/kg. As concentrações plasmáticas de pirazinamida nos homens foi 42 (10-168) µg/mL e nas mulheres foi 50,5 (10-110) µg/mL (P<0,05). A mediana das concentrações plasmáticas foi superior a concentração inibitória mínima para cepas sensíveis do bacilo. As proporções de pacientes do sexo feminino e masculino com níveis séricos de ácido úrico acima do intervalo de normalidade foram 75% e 44,4%, com valores medianos de 7,6mg/dl e 7,4 mg/dl, respectivamente. O peso dos pacientes não foi considerado preditor das concentrações plasmáticas de pirazinamida, assim como as concentrações plasmáticas de pirazinamida e a dose administrada, expressa em mg/kg, não se associaram aos níveis séricos de ácido úrico. Os resultados do presente estudo demonstram que as doses de pirazinamida promovem concentrações plasmáticas que asseguram a exposição adequada do bacilo ao fármaco, os níveis de ácido úrico estavam aumentados nos pacientes do estudo, causado, provavelmente, pelos 6 metabólitos da pirazinamida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concentrações séricas de rifampicina e glicemia em pacientes com tuberculose pulmonar ativa(Universidade Federal do Pará, 2019-08-30) FONSECA, Adriana Aparecida Durães; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; https://orcid.org/ 0000-0003-4842-8762A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa causada pelo Micobacterium tuberculosis responsável por cerca de 70 a 90 mil casos por ano no Brasil, o qual pertence a lista de 30 países com maior carga mundial da doença. O número de indivíduos obesos e as comorbidades crônicas associadas cresceu nos últimos anos e aumentou a coexistência de tuberculose e diabetes. A diabetes mellitus promove alterações fisiológicas que podem influenciar na farmacocinética dos fármacos usados na quimioterapia da tuberculose, por outro lado, a infecção pode dificultar o controle glicêmico. O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do Diabetes Mellitus sobre as concentrações plasmáticas de rifampicina em pacientes sob tratamento de tuberculose pulmonar ativa através de um estudo de coorte. Foram determinadas as concentrações séricas de rifampicina, níveis de glicemia e hemoglobina glicada, após 1 hora da administração do fármaco, em jejum. Participaram do estudo 49 pacientes, que constituíram os grupos TB (n=36) e TB-DM (n=13). As doses administradas de rifampicina foram semelhantes entre os grupos TB e TB-DM, 9,82mg/kg e 10,14mg/kg, respectivamente. Apenas 12,25% dos pacientes apresentaram concentrações séricas de rifampicina superiores ao recomendado (8µg/ml). As medianas dos níveis do fármaco nos grupos TB e TB-DM, na fase intensiva foram de 6,83µg/ml e 2,2µg/ml, e na manutenção de 2,75µg/ml e 2,48µg/ml, respectivamente. As concentrações séricas de rifampicina foram semelhantes entre os grupos de estudo nas duas fases de tratamento, entretanto o grupo TB apresentou concentrações elevadas na fase de ataque em comparação a segunda fase (U=94; p=0,014) e suas concentrações diferiram entre os meses (F=3,161; p=0,0213). Não houve correlação dos níveis de glicemia ou HbA1c com a concentrações séricas do fármaco em ambos os grupos. O diabetes não promoveu alterações significativas na farmacocinética da rifampicina, as quais foram relacionadas a fase de tratamento da tuberculose.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Determinação das concentrações sanguíneas de pirazinamida em pacientes com tuberculose pulmonar(Universidade Federal do Pará, 2018-04-26) LUCENA, Stefania de Medeiros Araújo; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098A tuberculose constitui importante problema de saúde no Brasil. O esquema terapêutico de primeira linha é composto por rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol na fase intensiva (02 meses), e rifampicina e isoniazida na fase de manutenção (04 meses) do tratamento. A determinação das concentrações destes fármacos em fluidos biológicos permite confirmar a exposição adequada do bacilo, além de auxiliar na identificação das causas da multirresistência. No Brasil, ainda não foram descritas as concentrações destes fármacos no decorrer do tratamento da doença. Portanto, este trabalho tem o objetivo de determinar as concentrações sanguíneas de pirazinamida em pacientes com diagnóstico clínico e laboratorial de tuberculose pulmonar, avaliando a influência do sexo e da hiperglicemia nos níveis plasmáticos deste fármaco. Para tanto, foram incluídos 54 pacientes adultos, de ambos os sexos, diagnosticados com tuberculose pulmonar ativa, submetidos ao tratamento de primeira linha, dos quais foram coletadas amostras de sangue antes do tratamento (D0), ao final do primeiro mês (D30) e ao final do segundo mês de tratamento (D60). Foram coletados dados sócio-demográficos dos pacientes através de um questionário. As concentrações de pirazinamida foram determinadas por cromatografia líquida de alta eficiência, com detecção no ultravioleta, e a glicemia, por método espectrofotométrico convencional. Dos pacientes incluídos no estudo, 53% são do sexo masculino e 90% possuem entre 19 e 59 anos de idade. Além disso, 37% completou apenas o ensino fundamental. Foram excluídos 8 pacientes por abandono de tratamento. A concentração plasmática média de pirazinamida em amostras pré-doses foi de 3,4 μg/mL e nas amostras pós-doses foi 72,5 μg/mL. Estes dados indicam a exposição adequada do M. tuberculosis ao fármaco. O sexo dos pacientes não influenciou nas concentrações plasmáticas de pirazinamida, entretanto pacientes hiperglicêmicos apresentaram níveis plasmáticos pós-dose do fármaco significativamente elevados. Estes resultados permitem concluir que as doses empregadas de pirazinamida em pacientes com tuberculose causada por M. tuberculosis asseguraram concentrações sanguíneas terapêuticas efetivas em amostras pós-doses, assim como, as concentrações pré-doses foram condizentes com a farmacocinética do fármaco. Por fim, o sexo não influenciou os níveis pré e pós-doses do fármaco, entretanto, as concentrações pós-dose foram significativamente superior em pacientes com hiperglicemia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito de uma espécie do gênero Varronia sobre a viabilidade celular, atividade antimicrobiana, toxicidade dérmica aguda e o processo de cicatrização (in vitro e in vivo)(Universidade Federal do Pará, 2019-09-09) RIBERA, Paula Cardoso; FONTES JÚNIOR, Enéas de Andrade; http://lattes.cnpq.br/7056265073849866; https://orcid.org/ 0000-0002-6186-9581Lesões teciduais, particularmente na pele, resultam em danos a estruturas, camadas e linhagens celulares por toda sua extensão. Nessas condições, a cicatrização é o processo fisiológico responsável pela reparação do tecido. A inflamação é uma etapa importante no reparo tecidual e, portanto, um forte alvo para estudos clínicos. A espécie Varronia multispicata é usada popularmente para o tratamento de contusões, sendo evidenciado recentemente efeitos anti inflamatórios e analgésicos. O presente trabalho visou investigar o efeito do extrato aquoso das folhas de Varronia multispicata (VAR01) na viabilidade celular, atividade antimicrobiana, toxicidade dérmica e cicatrização in vitro e in vivo. In vitro foi avaliado a viabilidade celular e a cicatrização em fibroblastos murinos da linhagem BALB/c 3T3 e a ação antimicrobiana pela determinação de concentração inibitória mínima e concentração bactericida mínima. In vivo foi realizado o teste de toxicidade dérmica usando ratos Wistar fêmeas (grupo salina, 100mg/ml, 200mg/ml e 1000mg/ml do VAR01) e avaliação do processo de cicatrização usando camundongos Mus musculus (grupo sham, controle negativo, tratado (creme VAR01 10%) e controle positivo (Dersani®). In vitro o VAR01 manteve as células viáveis no período de 24h, com redução de fibroblastos no tempo de 48h na concentração de 500 µg/ml, aumentou a contração da lesão em fibroblastos e não apresentou atividade antimicrobiana. In vivo o VAR01 não promoveu morte ou mudanças comportamentais, não apresentou perfil irritativo, não causou alterações sobre o consumo de água e ração, ganho de peso, peso relativo e análise histológica dos órgãos. O VAR01 mostrou redução nas concentrações séricas de fosfatase alcalina e TGO no grupo tratado com 100 mg/ml quando comparado como grupo controle e, em contrapartida um aumento significativo de concentrações de TGP no grupo de 200 mg/ml em relação ao controle. O extrato, portanto, evidencia-se seguro e de baixa toxicidade, mostrou- se promissor no processo de regeneração tecidual com possível modulação na via inflamatória, sendo um resultado estimulante para a realização das etapas seguintes de avaliação de atividade biológica e elucidação sobre o processo de cicatrização.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito protetor de antioxidantes na formação de metemoglobina induzida pelo metabólito dapsona-hidroxilamina in vitro(Universidade Federal do Pará, 2017-07-11) VARELA, Everton Luiz Pompeu; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390A dapsona, utilizada na terapia da hanseníase, e seu metabólito, dapsona-hidroxilamina são potentes agentes pró-oxidantes que causam a metemoglobinemia adquirida. Para o tratamento desta doença é utilizado o Azul de Metileno, no entanto em altas doses este antidoto se torna pró-oxidante. Nesse sentido, antioxidantes podem ser alternativas potenciais ao AM para o tratamento da metemoglobinemia. Dessa forma, investigamos a capacidade de proteção do Ebselen, N-acetilcisteína, ácido R-lipóico e L-lipóico contra a oxidação da hemoglobina induzida por DDS-NOH em eritrócitos humanos in vitro. Nossos resultados demonstraram que o pré-tratamento com os antioxidantes Ebselen, N-acetilcisteina, ácido R-lipóico e ácido S-lipóico preveniu a formação de metemoglobina, a redução da glutationa e a peroxidação lipídica induzida pelo metabolito dapsona-hidroxilamina em eritrócitos humanos in vitro. Estas substâncias foram capazes de aumentar a capacidade antioxidante do eritrócito associado ao aumento da concentração de glutationa. Dessa forma, os antioxidantes atuaram reduzindo a oxidação da hemoglobina e/ou impediram direta ou indiretamente a ação do metabolito dapsona-hidroxilamina. Nossos resultados indicam que os antioxidantes testados podem proteger os eritrócitos contra o dano oxidativo nas condições experimentais, sugerindo que os antioxidantes podem servir como antídoto mais eficaz e seguro no tratamento da metemoglobinemia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito protetor do ácido alfa lipóico sobre a lesão hepática, induzida por dapsona em modelo animal(Universidade Federal do Pará, 2018-07-06) SAKAI, Joni Tetsuo; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390O fígado é o principal órgão envolvido na biotransformação dos xenobióticos, com capacidade de converter compostos hidrofóbicos em hidrossolúveis, mais facilmente eliminados pelo organismo. A dapsona (DDS) faz parte da poliquimioterapia (PQT) do tratamento da hanseníase, seu metabólito está relacionado com a formação de radicais livres em células hematológicas e neurais, estando assim, diretamente envolvido nas principais reações adversas ocasionadas pela sua utilização. Devido ao seu ciclo de conversão, que envolve a reação com o ferro presente no fígado, a DDS também se acumula no fígado, permanecendo por mais tempo nesse órgão, favorecendo, assim, o dano tecidual, como a hepatite medicamentosa. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito protetor do Ácido Alfa Lipóico (ALA) sobre os danos hepáticos provocados pela DDS em camundongos, em pós-tratamento. Neste estudo, o tratamento com a dapsona induziu dano hepático, com aumento do Aspartato aminotransferase e da Fosfatase alcalina, assim como o estresse oxidativo, mediante o aumento de peroxidação lipídica e diminuição tanto dos níveis da glutationa como dos antioxidantes totais. Estes processos podem estar associados com o acúmulo de ferro hepático no organismo. Já o pós-tratamento com o antioxidante Ácido alfa lipóico, este foi capaz de diminuir os níveis do Aspartato aminotransferase e da Fosfatase alcalina, reverter a peroxidação lipídica e elevar os níveis de GSH e antioxidantes totais. Além disso, o ALA também inibiu o acúmulo de ferro hepático, induzida pela dapsona em camundongos. Nossos resultados indicam que o antioxidante testado apresenta um potencial terapêutico contra o dano hepático, ocasionado pela dapsona em uso dos pacientes com hanseníase.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do quelante de ferro, a deferoxamina, sobre as alterações oxidativas e cognitivas induzidas pela dapsona, em modelo animal(Universidade Federal do Pará, 2020-11-17) MENDES, Paulo Fernando Santos; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650A dapsona (DDS) é um antibiótico que atua inibindo a síntese do folato, apresentando boa ação bacteriostática. No entanto, pode acarretar eventos adversos severos como distúrbios neurológicos, metemoglobinemia e hemólise. Estes distúrbios hematológicos levam a alteração da homeostasia do ferro e com isto aumenta a formação de ERO's que podem levar a um dano celular e tecidual. Esta alteração apresenta um papel importante nas doenças neurodegenerativas, seja como um agente causador e/ou intensificador nessas doenças. Neste contexto, fizemos uso de um quelante de ferro, a deferoxamina (DFX), para avaliar seus efeitos na formação de ERO desencadeadas pelo aumento no ferro livre induzido pelo uso de DDS. Para isto, foi induzido a alteração da homeostasia do ferro, em camundongos Swiss, fazendo se uso de DDS, seguido de administração de DFX. Após isto, foi realizado a dosagem de parâmetros de estresse oxidativo no hipocampo e no plasma, além da dosagem dos níveis de ferro. Nossos resultados mostraram que a DDS diminuiu a TEAC e que o tratamento com DFX restabeleceu. Além disso, a DDS diminuiu a GSH e o tratamento com DFX restabeleceu. Aumentou a LPO e o tratamento com DFX reduziu este efeito, aumentou a concentração de ferro e que foi revertido pelo tratamento com DFX. Adicionalmente, os animais foram submetidos ao labirinto aquático de Morris, onde nossos resultados mostraram que os animais tratados com DDS apresentaram uma redução na capacidade mnemônica e que o tratamento com DFX foi capaz de inibir a perda. Estes resultados sugerem que o uso de quelantes de ferro podem ser uma alternativa para reduzir os efeitos de acumulo de ferro no sistema nervoso observados nas doenças neurodegenerativas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo farmacognóstico, fitoquímico e atividade antiplasmódica de Aspidosperma eteanum Markgr(Universidade Federal do Pará, 2018-06-21) SILVA, Milena Cristina Martins da; MARINHO, Andrey Moacir do Rosario; http://lattes.cnpq.br/2511998363000599; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649O objetivo deste trabalho foi realizar estudos farmacognósticos, fitoquímicos e de atividade antiplasmódica de Aspidosperma eteanum Markgr. Para realização dos estudos farmacognósticos, utilizou-se os métodos de granulometria, determinação do pH, índice de espuma, teor de cinzas e perda por dessecação descritos na Farmacopéia Brasileira, V ed. O extrato etanólico (EEAE) foi obtido por maceração exaustiva com etanol (96° GL) e concentrado em rotaevaporador. Em seguida, foi submetido a fracionamento ácido-base, obtendo-se as frações FNAE e FAAE, extração sob refluxo (FrHex, FrDcm, FrAcOEt e FrMeOH), partição para a retirada de açúcar (FrLADcm e FrLMeOH) e cromatografia de sílica em coluna (Fr38, FR3 e FR6). O EEAE e frações foram submetidos à prospecção fitoquímica. O extrato e as frações FrHex, FrDcm, FrACoEt, FrMeOH e Fr38 foram submetidas a CLAE-DAD e o EEAE, FrMeOH, FAAE, FrLADcm e Fr38 foram analisadas por RMN 1H. O EEAE e as frações FrHex, FrDcm, FrACoEt, FrMeOH, FAAE, FNAE, FLADcm e FLAMeOH foram selecionadas para avaliação antiplasmodica em clones W2 de Plasmodium falciparum por microteste. Os resultados farmacognósticos encontrados estão de acordo com os padrões da Farmacopéia Brasileira V ed. (2010). O extrato etanólico obteve um rendimento de 5,92%. Dentre as frações obtidas sob-refluxo, a FrMeOH obteve maior rendimento (93,59%) e as frações FNAE e FAAE de 3,0% e 1,3% respectivamente. A prospecção fitoquimica revelou que apenas a FAAE foi positiva para alcaloides, mas a análise por ressonância sugeriu tratar-se de ácidos graxos. Os resultados obtidos no CLAE-DAD revelaram uma substancia de alta polaridade no EEAE, FrHex, FrDcm, FrAcOET e FrMeOH e a presença de alcaloides em pequenas concentrações na fração FR3. O RMN 1H do EEAE e FrMeoH apresentaram sinais sugestivos de açúcares. A fração FrLAPDc apresentou sinal sugestivo de substâncias derivadas de ácidos carboxílicos. A fração Fr38-40 (rendimento = 8%), que apresentou formação de cristais, apresentou sinais sugestivos de um éster metílico. Na avaliação antiplasmódica o EEAE foi inativo com CI50 superior a 50 μg/mL. Dentre os métodos de fracionamento, as frações FrHex, FrDcm, FrAcoEt, FrMeOH e FNAE com média e baixa polaridade foram moderadamente ativas. Apenas as frações FAAE e FADcm foram ativas com CI50 =7,6 μg/mL e CI50 =1,91 μg/mL respectivamente. Portanto, o estudo da atividade biológica de Aspidosperma eteanum demonstrou que o fracionamento aumentou a atividade antiplasmódica sendo as frações de baixa e média polaridade as mais ativas. Os estudos fitoquímicos demonstraram que os alcaloides podem estar presentes na planta, mas em baixa concentração e que os açúcares e compostos graxos são provavelmente os constituintes majoritários do extrato. Quando se correlaciona os resultados obtidos nos estudos fitoquímicos e de atividade biológica é possível perceber que a(s) substancia(s) responsável(is) pela atividade antiplasmódica, por estar diretamente relacionada a frações de menor polaridade, podem ser compostos graxos tais como o éster metílico detectado neste estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudos químico-farmacêuticos, atividade antitumoral e mutagênica de Eleutherine plicata. Herb.(Universidade Federal do Pará, 2020-11-03) CASTRO, Ana Laura Gadelha; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649; https://orcid.org/ 0000-0003-0804-5804As naftoquinonas têm sido relacionadas a atividade antitumoral, entretanto estes podem causar danos ao DNA e ser mutagênicos. Algumas destas, como por exemplos, a isoeleuterina e eleuterina, presentes em Eleutherine plicata Herb. carecem de estudos de mutagenicidade e atividade antitumoral. O presente trabalho avaliou o potencial antitumoral do extrato etanólicos de E. plicata (EEEP), fração em que se encontrava as quinonas (Fração diclorometano- FDEP) e o potencial genotóxico relacionado a estas substâncias. Para compreender se o fracionamento influencia na atividade antitumoral, foram obtidos o EEEP por maceração dos bulbos, este foi fracionado sobre refluxo e obteve-se a FDEP e esta fracionada em coluna cromatográfica aberta, sendo isoladas a eleuterina, isoeleuterina e o eleuterol. Ainda foram realizados os seguintes estudos químico farmacêuticos: in sílico toxicidade e farmacocinética (PreADMET), docking e dinâmica. A atividade antitumoral foi avaliada através do efeito citotóxico em linhagem de célula tumoral (câncer bucal-SCC-9) e linhagem de célula normal (queratinócitos humanos-HaCaT), ensaio tridimensional em modelo esferoide e migração celular nas mesmas linhagens. A genotoxcidade e mutagenicidade foram avaliadas no modelo de Allium cepa, sendo os resultados dos compostos isolados relacionados aos obtidos nos estudos in sílico. Além das natoquinonas isoeleuterina e eleuterina, o eleuterol foi isolado de FDEP, a avaliação in sílico demonstrou perfis farmacocinéticos semelhantes entre estes compostos. Na avaliação da atividades antitumoral observou-se que o fracionamento de EEEP contribui negativamente para a atividade, sendo o EEEP (SCC09: CI50= 12,87 ± 0,86 e HaCaT: 28,81 ± 1,82µg/mL) o mais promissor e com maior índice de seletividade para a célula tumoral, interferindo na velocidade e direcionalidade da migração tumoral. Tentando compreender este resultado, avaliou-se a capacidade de ligação das naftoquinonas a Topoisomerase II (TOPII) confirmando que os mesmos se ligam na bolsa desta, estabilizando o complexo DNA-TOP II. Em contrapartida, a eleuterina mostrou-se mais genotóxica, aumentando o índice de mitose, de aberrações, sendo observados micronúcleo, broto e ponte na fase de metáfase. Entretanto, não foi possível diferenciar a toxicidade da eleuterina e isoleuterina nos estudos in sílico (Algae, Daphinia, peixes e mutagenicidade), sendo obtidos resultados semelhantes. Em síntese, o EEEP é promissor como agente citotóxico em células tumorais e na prevenção das metástases de câncer escamoso de boca. Em relação as naftoquinonas, a isoleuterina, devido o menor potencial tóxico e capacidade de estabilização do complexo DNA-TOP II, merece ser avaliada em outras linhagens tumorais.
