Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2312
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) vinculado ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta um auto-impacto de inserção regional uma vez que se trata do único PPGCF na Região Norte pelo grande potencial de utilização da biodiversidade na região amazônica. Além de favorecer a fixação e atração de profissionais qualificados na área de Ciências Farmacêuticas na Região Amazônica.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS por Linha de Pesquisa "DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MEDICAMENTOS NATURAIS E SINTÉTICOS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade antitumoral em células de câncer gástrico e atividade antioxidante de extratos de Eugenia patrisii vahl(Universidade Federal do Pará, 2020-09-09) REIS, Herald Souza dos; AMARANTE, Cristine Bastos do; http://lattes.cnpq.br/4101983776191966; https://orcid.org/ 0000-0002-8602-8180; PRADO, Alejandro Ferraz do; http://lattes.cnpq.br/7016475842644161; https://orcid.org/ 0000-0001-7495-9837Diversas drogas antineoplásicas são de origem natural ou de compostos derivados e as plantas são uma das fontes primárias de substâncias para esses fármacos. Estudos com vegetais da família Myrtaceae, demonstraram diversas efeitos, como anticâncer e antioxidante. Uma planta desta família que apresenta atividades biológicas é a Eugenia patrisii Vahl, popularmente conhecida como Ubaia-rubi-da amazônia, uma planta nativa da Região Amazônica. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antitumoral e antioxidante de extratos hidroalcoólicos da folha e do caule da espécie vegetal E. patrisii. O perfil químico dos extratos foram feitos através de cromatografia de camada delgada. A atividade antioxidante foi avaliada pelo teste do DPPH. Para a atividade antitumoral, foi realizado teste de viabilidade celular utlizando o método do MTT em linhagens de câncer gástrico (ACP02, ACP03 e AGP01) e linhagens normais (VERO e MN01). Também foram realizadas zimografia em gel para avaliar a atividade de MMP-2 e MMP-9. Os dados obtidos foram analisados no programa Graph Pad Prism versão 8.0. Os testes utilizados foram análise de variância (ANOVA) e Test t Student, sendo considerado significante p<0,05. As placas derivatizadas da cromatografia de camada delgada mostraram a presença de terpenos, flavonoides, compostos fenólicos e ausência de cumarinas e alcaloides. Os extratos mostraram possuir capacidade antioxidante através do ensaio do DPPH. No teste de viabilidade celular os extratos apresentaram uma alta potência frente as linhagens tumorais gástricas e não afetando a linhagem normal. Além disso o extrato da folha diminuiu a atividade MMP-2 e MMP-9 em gel. Os extratos possuem terpenos, flavonóides e compostos fenólicos que possuem atividade antioxidante de 82% comparado com o padrão e antitumoral contra as linhagens gástricas ACP03 e AGP01, com potencial de isolamento de compostos de interesses farmacológicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da adesão ao tratamento preconizado para malária: determinação da primaquina em pacientes diagnosticados com Plasmodium vivax(Universidade Federal do Pará, 2016-03-31) GONÇALVES FILHO, Wilson Vieira; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128A malária é uma doença que ameaça 50% da população mundial, que vivem em zonas endêmicas, como África, Sudoeste Asiático e América Latina. No que se refere à malária causada por Plasmodium vivax no Brasil, cujo tratamento é baseado em primaquina e cloroquina, é um importante problema de saúde pública que atrapalha o desenvolvimento da região Amazônica e que a adesão à terapia medicamentosa é um dos principais fatores que influenciam na eficácia do tratamento. Este estudo utiliza métodos indiretos para avaliar a adesão ao tratamento, correlacionando-a com a concentração plasmática de primaquina e carboxiprimaquina. Desse modo foi realizado um estudo observacional transversal controlado com 27 pacientes, na cidade de Anajás - Pará, antes (D0) durante (D1) e após (D7) o tratamento com o antimalárico, seguido de avaliação os pacientes com perguntas baseadas no teste de Morisky-Green ao final do tratamento. Foi possível observar maior prevalência da malária vivax em indivíduos do sexo masculino (70,4%) e na faixa etária de 20 a 39 anos (55,56%), o teste de Morisky-Green indicou uma adesão de 75%, 15 de um total de 20 pacientes, com uma taxa de acerto de 80%, 65%, 70% e 65% para as perguntas. A concentração média de primaquina no D1 foi de 134,8 ng/mL, no D7 de 131,9 ng/mL, e os valores de carboxiprimaquina foram de 408 ng/mL e 529,4 ng/mL respectivamente. É possível observar diferença estatisticamente significativa entre os valores do carboxiprimaquina em D1 e D7 no grupo dos aderentes definido pelo teste de Morisky-Green, mostrando que a carboxiprimaquina se acumula no organismo, sendo assim mais indicada para avaliar a adesão ao tratamento. Dessa forma, é importante ressaltar que estas concentrações de primaquina e carboxiprimaquina são as primeiras determinações de fármacos e metabólitos encontradas para o tratamento curto preconizado pelo Ministério da Saúde para malária vivax na região amazônica, corroborando para a pesquisa de avaliação da adesão aos antimaláricos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de atividade antimicrobiana e perfil fitoquimíco de plantas medicinais utilizadas por comunidades remanescentes de quilombos no Marajó(Universidade Federal do Pará, 2020-12-28) SILVA, Suzana Helena Campelo Nogueira da; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; SILVA, Consuelo Yumiko Yoshioka e; http://lattes.cnpq.br/8337688339279747; https://orcid.org/ 0000-0002-9120-1910O levantamento etnofarmacológico é reconhecido como um dos métodos mais viáveis na busca de novas plantas medicinais, com a finalidade última de produzir medicamentos de origem natural ou semissintético. Neste sentido, as comunidades remanescentes de quilombolas amazônicas (Marajó-PA) carregam consigo um grande conhecimento sobre o uso de plantas medicinais, que foi passado por gerações em solo marajoara, promovendo o valor do conhecimento popular e sua aplicabilidade em estudos futuros. O objetivo deste estudo é fornecer subsídios científicos ao uso tradicional de plantas no tratamento de doenças dermatológicas em comunidades quilombolas do Marajó que ainda não possuam estudo químico e/ou farmacológico adequado. Durante o trabalho de campo, realizado entre 2017 e 2018, 13 comunidades foram entrevistadas, nas quais 7 plantas com uso em doenças de pele foram citadas. Tais plantas foram coletadas, e tiveram suas exsicatas preparadas. Após identificação botânica por profissional qualificado, efetuou-se extensa revisão bibliográfica, após a qual 3 plantas foram selecionadas para estudo fitoquímico e farmacológico (in vitro em Microsporum e Staphylococcus aureus). Além disso, foram submetidas a teste de antioxidante ORAC e de polifenois totais TP. O perfil fitoquímico foi analisado através de cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas (LC-MS) proporcionando 17 constituintes químico, pertencente a classe dos flavonoides. Os resultados dos testes in vitro demostraram potencial antibacteriano do extrato etanólico das folhas de C. alatus (CIM) de 0,625 ug/mL e (CBM) de 0,734 μg/mL e do extrato etanolico das raízes D. floribunda (CIM) de 125,0 ug/mL e (CBM) de 200,0 μg/mL frente a S. aureus, com destaque a fração F3 (CIM) 25,0 μg/mL e (CBM) de 132,0 o qual apresentou a maior inibição bacteriana. Diante disso, os resultados contribuíram para a validação do uso popular e caracterização química da espécie que apresentou potencial antimicrobiano, que pode ser um promissor candidato a fitoterápico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Conciliação medicamentosa e revisão da farmacoterapia em oncopediatria: ações efetivas para prevenção de erros(Universidade Federal do Pará, 2018-08-23) PENHA, Nathalia Santos da; SILVA, Marcos Valério Santos da; http://lattes.cnpq.br/0379783635000306; https://orcid.org/ 0000-0002-7824-0042Os erros de medicação em oncopediatria afetam o tratamento quimioterápico de forma a prolongar o tempo de internação, agravam as reações adversas e resulta em potenciais efeitos não desejáveis para o paciente infanto-juvenil. Por ser um público onde os testes pré-comercialização dos medicamentos são bastante limitados, compete a Farmácia Clínica a identificação e prevenção de erros de medicação que podem vir a ocorrer durante o tratamento quimioterápico prolongado de pacientes internados. Este trabalho inédito no Brasil de caráter observacional e descritivo sobre prevenção de erros em oncopediatria de pacientes em uso de quimioterapia endovenosa e oral em um hospital público referência em oncopediatria da região norte e nordeste, identificou 617 erros em potencial durante a revisão da farmacoterapia sendo que 87,5% destes foram prevenidos com 65% dos pacientes alcançando status de resultado estável e 35% status resolvido. Além disso, foram reconciliados 236 medicamentos, identificando-se 51% de discrepâncias, destas 90% não intencionais e com 100% de aceitabilidade das intervenções realizadas. Baseando-se nestes dados, é possível propor que conciliação medicamentosa e revisão da farmacoterapia são essenciais para prevenir erros e promover mais segurança durante tratamento quimioterápico de crianças com câncer.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos citoprotetor e citotóxico de Annona glabra (Annonaceae)(Universidade Federal do Pará, 2016-10-03) SARMENTO, Rosana Moura; SILVA, Jaqueline Rodrigues da; http://lattes.cnpq.br/8336745480297714; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649O presente estudo avaliou a o potencial citotóxico e citoprotetor de extrato etanólico obtido de cascas de Annona glabra, suas frações e substâncias isoladas. O pó obtido das cascas de A. glabra foi submetido a maceração com etanol por 7 dias, sendo a solução concentrada em rotaevaporador até resíduo. Com o extrato etanólico de A.glabra foi realizado a partição entre hexano:metanol aquoso (9:1). A Fração metanólica foi fracionada em coluna cromatográfica utilizando como fase estacionária Sephadex e fase móvel o metanol. A citotoxicidade do extrato etanólico e frações foi avaliada através do ensaio de viabilidade celular com o MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio]). A concentração citotóxica 50% (CI50) foi determinada por regressão linear. O extrato, frações e subfrações foram submetidas a análise em cromatografia em camada delgada (CCD), e reunidas de acordo com características semelhantes. Frações do extrato com CI50 ≤ 30 μg/mL e substância isolada com CI50 ≤ 4 μg/mL são considerados citotóxicos. As frações que apresentaram citotoxicidade moderada a baixa foram submetidas aos ensaios de indução de apoptose e fragmentação de DNA por citometria de fluxo. Também, estas amostras foram submetidas a avaliação de estresse oxidativo pelo método TEAC e DPPH. O extrato de A. glabra (rendimento de 8,39%) foi particionado obtendo-se a fração metanólica (rendimento de 88,14%) e fração hexânica (rendimento de 8,08%). O extrato etanólico, sua fração metanólica e rutina apresentaram baixa citotoxicidade (CI50=137,7; 139,4; > 200 μg/mL, respectivamente). Fração hexânica e subfrações 17 e 19 apresentaram citotoxicidade moderada não significativa (CI50= 45,07; 53,45; 80,65 μg/mL, respectivamente). Todas as amostras avaliadas não induziram células a apoptose, entretanto, extrato etanólico, fração hexânica e rutina promoveram alterações na morfologia das células. Entretanto, fração hexânica, subfrações 6 e 7 apresentaram capacidade de fragmentar DNA das células. O fracionamento do extrato etanólico favoreceu o potencial citotóxico, tendo a fração hexânica como a mais promissora, e a capacidade antioxidantes também foi favorecida tendo o grupo 5 como o mais promissor. Estes resultados sugerem que as amostras de A. glabra apresentam baixo potencial citotóxico, e o mecanismo envolvido não está relacionado a indução de apoptose, e o extrato etanólico contém substâncias com capacidade antioxidante.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do antioxidante tempol nas alterações bioquímicas e estruturais induzidas pela metaloproteinase de matriz 2 no coração(Universidade Federal do Pará, 2020-09-11) GONÇALVES, Pricila Rodrigues; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; PRADO, Alejandro Ferraz do; http://lattes.cnpq.br/7016475842644161; https://orcid.org/ 0000-0001-7495-9837A expressão da MMP-2 é elevada em muitas patologias cardiovasculares como infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca, onde a remodelação do tecido e as respostas inflamatórias são perturbadas. Alterações na homeostase da MEC podem levar à disfunção cardíaca. Às MMPs mais analisadas em relação à disfunção cardíaca são a MMP-2 e MMP-9. Já foi demonstrado que inibidores de ERO, como antioxidantes, reduzem a expressão de MMP-2 em tecido vascular. Sendo assim antioxidantes com o Tempol tem grande potencial para atuar nesses mecanismos. Diante disso avaliamos a atividade e a pureza da rhMMP-2 pelo método de zimograma e SDS-PAGE corado pela prata. Os animais foram divididos em 4 grupos de tratamento. O grupo 1: recebeu salina a 0,9%; grupo 2: Tempol 18 mg/kg/v.o; grupo 3: MMP-2 150 ng/kg/i.p; grupo 4: Tempol 18 mg/kg/v.o + MMP-2 150 ng/kg/i.p; durante 4 semanas. Ao final do tratamento o coração foi coletado para quantificação de colágeno, quantificação das ERO por microscopia de fluorescência e imunofluorescência para TNFα e TGF-β. Após as analises, nossos resultados mostraram que a rhMMP-2 estava pura e ativa e que não houve diferença na média de peso dos animais (P>0,05). Já no grupo tratado com rhMMP-2 e Tempol, houve diminuição na razão peso coração/peso corporal, comparados ao grupo controle (P<0.05). O Tempol foi capaz de diminuir o colágeno no coração dos animais tratados com rhMMP-2. Vimos também a rhMMP-2 aumentou ERO no coração, o que foi impedido pelo Tempol. A rhMMP 2 também levou ao aumento de TNF-α e TGF-β no coração, no entanto o TGF-β foi reduzido pelo Tempol. Em conclusão, a infusão de rhMMP-2 aumentou as ERO cardíacas, que pode levar ao estresse oxidativo, com consequente aumento de TNF-α e TGF-β, podendo acarretar em um coração com perfil pró-fibrótico e inflamatório. No entanto, o Tempol foi capaz de reduzir o colágeno intersticial, inibir o aumento de ERRO, TNF-α, TGF-β e de aumentar catalase no coração.Tendo, o Tempol, potencial para inibir fatores que levam ao estresse oxidativo, inflamação e fibrose cardíaca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do tratamento subcrônico com fluoxetina sobre os comportamentos e parâmetros oxidativos de ratos submetidos ao exercício físico exaustivo(Universidade Federal do Pará, 2017-08-25) LEAL, Jerusa de Carvalho; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390A fluoxetina é um fármaco antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, sua utilização pode ser uma alternativa terapêutica na reversão ou redução das alterações causadas pela baixa atividade serotonérgica. O aumento dos níveis serotonérgicos também pode ser induzido pelo exercício físico regular, nesse sentido, já são bem relatados os benefícios à saúde e a prevenção de doenças que esse tipo exercício promove. Entretanto, quando o exercício é praticado exaustivamente pode induzir a aumento do estresse oxidativo e alterações no comportamento emocional em humanos e animais experimentais. Com isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos do tratamento subcrônico com fluoxetina sobre os comportamento e parâmetros oxidativos em ratos submetidos ao exercício físico exaustivo no nado forçado. Para isso, ratos machos adultos da linhagem Wistar foram divididos em animais sedentários e os expostos ao exercício físico exaustivo que foram tratados subcronicamente com as seguintes substâncias fluoxetina 10mg/Kg/dia (NaCl, 0,9%) e solução salina ambos pela via; i.p por 7 dias. Após 30 minutos da intoxicação os animais foram individualmente expostos ao exercício físico exaustivo durante 20 minutos. No oitavo dia de experimento, foram realizados o teste de campo aberto (TCA) e o labirinto em cruz elevado (LCE) para avaliação da locomoção espontânea e do comportamento semelhante a ansiedade respectivamente. Em seguida, os animais foram autanasiados e foram coletados o sangue, fígado e cérebro para determinação dos níveis de GSH, TEAC, NO e MDA. Os resultados obtidos, os animais tratados com a fluoxetina associado ao exercício físico exaustivo apresentaram redução na locomoção causada pelo estresse emocional no TCA e redução no comportamento semelhante a ansiedade no LCE. Quanto aos parâmetros do estresse oxidativo, a fluoxetina associada à prática de exercício físico exaustivo, de maneira geral, induziu estresse oxidativo no organismo, principalmente no sangue e fígado destes animais, com redução dos níveis de GSH e TEAC e aumento dos níveis de NO e MDA. Por outro lado, no cérebro, o tratamento com fluoxetina mostrou efeito protetor sobre o estresse oxidativo, com redução nos níveis de NO e MDA e aumento em fatores antioxidantes. Diante os dados, conclui-se que a fluoxetina associada ao exercício físico exaustivo apresenta atividade de efeito dual em relação ao comportamento e ao balanço oxidativo, reduzindo a locomoção e aumentando o efeito ansiolítico, demonstrando efeitos antioxidantes ou pró-oxidantes dependendo do tecido ou órgão avaliado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica e atividade biológica das cascas de Luehea speciosa willd(Universidade Federal do Pará, 2017-12-21) NASCIMENTO, Maisa Carmen Batista do; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070As cascas de Luehea speciosa, família Malvaceae, são utilizadas na medicina tradicional para o tratamento de disenteria, reumatismo, tumores, bronquites, feridas de pele, emagrecimento entre outros. Porém, existem poucas informações sobre a espécie na literatura. Dessa forma, faz-se de grande interesse investigar a sua constituição química e suas possíveis atividades biológicas, visto que a comprovação cientifica promove uma alternativa de tratamento de forma segura aos usuários. Neste sentido, o presente estudo buscou a constituição química do extrato bruto seco (EBS) e das frações hexânica (FHX), diclorometano (FDM), acetato de etila (FAE) e metanólica (FME), da espécie, através de analises por cromatografia liquida de alta eficiência acoplada a espectrometria de massas - LC/MS, bem como suas atividades antioxidante, por bioautografia, e citotóxica, in vitro, frente as linhagens de células tumorais, HELA e HEP-2 e VERO. As amostras apresentaram atividade antioxidante, sendo as frações FDM e FAE com perfil mais relevante. O EBS e as frações demonstraram citotoxidade sobre todas as linhas em estudo, porém a fração FDM apresentou maior atividade citotóxica contra células tumorais. Nas análises por LC/MS, foram detectados compostos fenólicos, com características sugestivas da presença do ácido chicórico, através do m/z = 148, além do espectro de UV semelhante. Esses resultados demonstram que a espécie em estudo possui atividade antioxidante e sugerem que a amostra exerce citotoxidade contra células tumorais, apresentando-se promissora para futuros estudos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica e avaliação da atividade anti inflamatória do extrato hidroetílico de folhas de salix humboldtiana em modelo zebrafish (Danio rerio)(Universidade Federal do Pará, 2021-09-25) RAMOS, Uêbem Fernandes; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; https://orcid.org/ 0000-0002-2421-8245As folhas do Salix humboldtiana, família Salicaceae, são utilizadas na medicina tradicional para o tratamento de diversas doenças inflamatórias, estados febris, entre outras. Porém, existem poucas informações sobre a espécie na literatura. Todavia, o gênero Salix apresenta uma diversidade bastante significativa de usos na medicina popular, tendo na espécie Salix alba L. o seu mais consagrado representante, que está incluído no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Este trabalho se propõe a investigar os constituintes químicos com ênfase nos compostos fenólicos, através de estudos farmacognósticos (análise de qualidade físico-químico); abordagem fitoquímica, os testes, serviram para demonstrar a presença de classes de metabólitos secundários: açúcares redutores, fenóis e taninos, flavonoides, catequinas, esteróides e derivados de cumarina; fracionamento, CCD e CLAE-DAD. Além de teste biológico em modelo animal (D. rerio) para investigação das atividades anti-inflamatórias. Neste sentido, os objetivos de realizar as análises fitoquímicas e o bioensaio, foi utilizado o Extrato etílico do Salix humboldtiana (EBSh) nas diferentes doses em testes in vivo. Os grupos previamente tratados com EBSh 75 mg/kg apresentaram inibição de 5%; 150 mg/kg apresentaram inibição de 14%; 300 mg/kg apresentaram inibição de 54%; 500 mg/kg apresentaram inibição de 60%, 750 mg/kg apresentaram inibição de 43% de edema abdominal em comparação ao controle negativo. Entre as cinco diferentes concentrações do EBSh testados e avaliados no modelo zebrafish, a concentração de 500 mg, forneceu resposta estatisticamente mais expressiva quanto à atividade anti-inflamatória e grau anti-edematogênico após 5 h de tratamento. Essa resposta foi superior ao padrão indometacina se comparados ao controle negativo, indicando dessa forma a capacidade de redução e/ou inibição do edema na região peritoneal. Os animais submetidos aos ensaios apresentaram alterações no comportamento normal em todas as doses testadas, essas alterações variaram de acordo com a concentração do EBSh administrada. Nas três menores doses (75 mg, 150 mg e 300 mg), os peixes apenas manifestaram alterações leves à moderadas e em menor frequência, enquanto nas duas concentrações maiores (500 mg e 750 mg), eles manifestaram importantes alterações comportamentais, algumas com maior frequência e intensidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação fitoquímica e das atividades antioxidante e antiparasitária do extrato e frações de Aspidosperma excelsum Benth(Universidade Federal do Pará, 2013-09-30) NASCIMENTO, Myrth Soares do; VASCONCELOS, Flávio de; http://lattes.cnpq.br/3695753129639448; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070As doenças negligenciadas afetam um grande número de pessoas em todo o mundo. Dentre elas estão a doença de Chagas, a leishmaniose e a malária, cuja terapêutica empregada, além de reduzida, apresenta problemas que dificultam seu tratamento, revelando a necessidade de busca por novas opções terapêuticas. Aspidosperma excelsum (Apocynaceae), conhecida popularmente como carapanaúba, é utilizada na fitoterapia popular para o tratamento de malária. Sua constituição química e a atividade antiparasitária de outras espécies do gênero sugerem seu potencial antiparasitário. Com o objetivo de investigar sua constituição química e as possíveis atividades biológicas, o extrato liofilizado, obtido de cascas da espécie, e suas frações alcaloídicas foram analisados por técnicas cromatográficas e avaliados quanto às atividades antioxidante e antiparasitária frente a Leishmania ssp., Trypanossoma cruzi e Plasmodium falciparum. A análise por CLAE permitiu a detecção de picos altamente correlacionados à ioimbina na tintura e frações FAlc7, FAlc10 e FAlc14. Todas as frações mostraram-se ativas frente à L. chagasi e valores de IC50 menores que o da anfotericina B foram observados para FAlc1, FAlc4 e FAlc7 na análise sobre L. braziliensis. As frações FAlc1 e FAlc4 revelaram-se também ativas sobre P. falciparum, apresentando alto índice de seletividade ao parasita. A avaliação da atividade antioxidante revelou importante capacidade das amostras em capturar radicais livres, caracterizando-as como agentes antioxidantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção de extratos padronizados em antioxidantes naturais: aproveitamento dos resíduos da ucuúba (Virola surinamensis)(Universidade Federal do Pará, 2018-03-21) OLIVEIRA, Kalene de Almeida; COSTA, Roseane Maria Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/0537372052713559A ucuúba (Virola surinamensis) é uma fruta de origem amazônica, que tem ação anti-inflamatória e antifúngica. O resíduo gerado pelo seu processamento ainda apresenta potencial de aproveitamento, uma vez que são ricos em substâncias nutritivas e metabólitos secundários. Esse estudo tem como objetivo obter extrato hidrofílico e lipofílico padronizados em antioxidantes a partir do resíduo agroindustrial de ucuúba. Foram utilizadas as técnicas caracterização do pó como: Caracterização físico-química, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho. Para obtenção e caracterização do extrato hidroetanólico e oleoso foram utilizadas técnicas como: percolação e maceração dinâmica respectivamente, caracterização físico-química, Análise Térmica, Espectroscopia na Região do Infravermelho (FTIR). Foram determinados o teor de Polifenóis totais, Flavonoides, Carotenoides totais e a atividade antioxidante foi determinada pelo método DPPH e ABTS. Os parâmetros fisíco-químicos do pó, extrato hidrofílico e lipofílico estão em comformidade com a literatura. Foi observado na curva termogravimétrica d3 eventos e perda de massa para os dois extratos. O extrato hidrofílico concentrado e o lipofílico apresentaram conteúdo de Polifenóis totais de 114,04 ± 0,01 e 806,45 ± 1,9 (mg EAG/100g) e Flavonóides de 49 ± 4,6 e 62 ± 1,27 (mg ERT/100g) respectivamente. O extrato lipofílico apresentou teor de Carotenóides de 5,37 ± 0,26 (µg de β-caroteno/mL). A atividade antioxidante pelo método DPPH para o extrato hidrofílico concentrado (286,07± 31 µM Trolox/g), liofilizado (374,33 ± 25 µM Trolox/g) e oleoso (138,09±17,03 µM Trolox/L). Para o método ABTS os resultados obtidos para os extratos: hidrofílico concentrado (107,34± 9,3 µM Trolox/g), liofilizado (258,15 ± 1,8) e lipofílico (1856,57±3,7 µM Trolox/L). O resíduo de ucuúba apresenta potencial de aproveitamento para o desenvolvimento de produtos pela indústria de alimentos, cosmética e farmacêutica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção e caracterização de formulação fitoterápica contendo extrato e tintura padronizados de arnica montana l e aesculus hippocastanum l(Universidade Federal do Pará, 2015-12-18) ARNILLAS, Elyan Andrade Pueyo; VIEIRA, José Luiz; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994Devido a grande difusão e utilização de plantas medicinais, as indústrias vêm fabricando produtos a base de espécies vegetais, como extratos e tinturas, que são utilizados principalmente por farmácia com manipulação. No entanto, são questionáveis a garantia para a grande maioria destes produtos, quanto à sua eficácia, segurança e qualidade, podendo trazer riscos à saúde do usuário. Assim, torna-se importante a realização do controle de qualidade para produtos fitoterápicos, de acordo com a legislação vigente. A formulação que deu origem à pesquisa é um gel de carbopol contendo tintura de Arnica montana L e extrato de Aesculus hippocastanum L. O presente estudo objetivou a obtenção e caracterização da formulação citada e validar o emprego de metodologias da tecnologia farmacêutica por meio da realização da padronização do extrato de Aesculus hippocastanum L e da tintura de Arnica montana L, Para a avaliação físioquímica foram realizados: O controle microbiológico, a caracterização organolépticas, determinação de pH, densidade, resíduo seco, perda por dessecação, determinação do teor de sólidos, comportamento reológico, concentração, liofilização e prospecção química dos insumos vegetais . Para a análise fitoquímica foi realizada Cromatografia em Camada Delgada da tintura de Arnica (CCD) e Cromatografia Em Camada Delgada Comparativa (CCDC) do extrato de Aesculus, Infravermelho e Análise Térmica tanto dos extratos como da formulação. Para as caracterizações físico-química e validação dos Laudos de Análise dos fornecedores das duas espécies vegetais os resultados encontram-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela Farmacopéia Brasileira Vª Ed. O controle micróbiológico foi para comprovar a ausência de microorganismos patogênicos, os resultados indicaram ausência de mico-organismos, pois a contaminação microbiana dos insumos pode alterar a estabilidade do produto final e ainda caracterizar risco de infecção ao usuário. A prospecção química das espécies vegetais, foi para identificar metabólitos secundários relevantes, no caso do A. hippocastanum indicou a presença de saponinas, representada pela escina que é a responsável pela atividade farmacológica, foi um indício importante para a certificação da autenticidade da matéria prima em estudo. A viscosidade dos insumos vegetais e da formulação foram determinadas através do Reômetro de Brookfield, os extratos apresentaram comportamento de fluído Newtoniano e a formulação apresentou um comportamento pseudo plástico. O resultado da Cromatografia em Camada Delgada (CCD), auxiliou na identificação da amostra e possíveis adulterações que poderiam ter ocorrido, assim como a CCDC serviu para demonstrar a seletividade do método, pois identificou a presença da escina, substância responsável pela ação farmacológica da Castanha da índia. Na validação da tintura de Arnica montana L., por CLAE foi detectado a presença da rutina na amostra in natura com o tempo de retenção 10,84 min. As análises de infravermelho realizadas nas espécies vegetais, foram obserdas bandas que podem indicar a presença dos principais marcadores químicos, no caso da arnica indicou à presença da rutina, e a presença da escina no extrato de castanha da índia. Na análise térmica TG/DTA, podemos dizer que o primeiro evento de decomposição para as amostras ocorreu até 150º C, que corresponde a perda de massa, os valores obtidos foram 6,5 e 8 % para à castanha da índia e arnica respectivamente. Todos os resultados foram de relevância para a caracterização e controle de qualidade, servindo de parâmetro para à padronização do extrato e da tintura, as informações obtidas serviu também para a certificação de um dos fornecedores de extratos e tinturas para as farmácias de manipulação em Belém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção, caracterização e microencapsulação de extratos ricos em antioxidantes naturais a partir do co-produto das amêndoas do tucumã (astrocaryum vulgare mart.)(Universidade Federal do Pará, 2019-07-01) FERREIRA, Lindalva Maria de Meneses Costa; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994; https://orcid.org/ 0000-0003-1691-1039Este trabalho objetivou microencapsular o extrato do co-produto das amêndoas do tucumã (Astrocaryum vulgare Mart.) por spray drying usando maltodextrina como agente encapsulante. As técnicas de termogravimetria e espectroscopia na região do infravermelho, atividade de água, microscopia eletrônica de varredura, potencial zeta serviram para caracterização do extrato microencapsulado. O total de polifenóis, flavonoides e taninos condensados do extrato microencapsulado foram determinados por espectroscopia UV e identificados por cromatografia líquida de ultra-alta performance, a atividade antioxidante foi mensurada por ABTS e DPPH. As micropartículas mostraram heterogeneidade, estrutura esférica e sem fissuras confirmando a eficiência do processo de microencapsulação utilizando a maltodextrina como agente encapsulante. O extrato microencapsulado apresentou valores de polifenóis totais entre 130 mg ± 0,024 e 104,7 mg EAG/100g ± 0,024, flavonoides totais 27,17 ± 0,002 e 25,36 mg QE/100g ± 0,004 e taninos condensados 62,07 100g ± 0,137 e 47,95 mg CE/100g ± 0,087 e boa atividade antioxidante para os dois métodos testados. A análise por cromatografia líquida de ultra-alta performance identificou a presença do ácido gálico e ácido cafeico. De modo geral, os resultados mostraram boa utilidade do co-produto do tucumã na forma de micropartículas rica em compostos antioxidantes, adicioanadas em pães e exploradas como alimento funcional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Simulação computacional de carreador lipídico nanoestruturado contendo gordura de cupuaçu (Theobroma Grandiflorum)(Universidade Federal do Pará, 2017-10-19) VIEIRA, Ana Paula Bastos Ferreira; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994A constante evolução dos sistemas de liberação controlada de fármacos impulsionou a busca de novas estratégias, para a obtenção de formulações potencialmente promissoras. A simulação computacional e a modelagem molecular podem fornecer efetivas contribuições para um design e avaliação de sistemas complexos, como nanocarreadores lipídicos contendo insumos naturais. Neste trabalho, um carreador lipídico nanoestruturado (CLN) foi proposto utilizando triacilgliceróis da gordura de cupuaçu e do ácido cáprico/caprílico, a cera de carnaúba, o tween 80®, o pluronic® e um enantiômero do cetoconazol. Ensaios experimentais foram realizados para avaliar a cristalinidade e os eventos térmicos das misturas lipídicas, que demonstraram que a mistura M03 apresentou menor valor de entalpia (-15,17 J/g) e maior alargamento nos picos do difratograma, sugerindo estrutura de menor cristalinidade. Simulações computacionais foram realizadas para elucidar as estruturas 3D, estudar as propriedades moleculares e eletrostáticas, bem como as interações intermoleculares com o fármaco. A docagem molecular da M03 com o cetoconazol mostrou interação do tipo ligações de hidrogênio, com distância de ligação de 2,62 a 3,50Å e energia de afinidade -5,3 Kcal/mol. O modelo tridimensional do CLN mostrou boa distribuição das moléculas e após simulação de dinâmica molecular, o sistema se manteve estável (energia de -1895,47 KJ/mol), com interações do tipo ligação de hidrogênio moderada a fraca e distância de 2,45 a 3,50Å. Perfis RDF estabelecidos demonstram interações de forte intensidade entre o cetoconazol e o tween 80, entre a água e o pluronic, entre o pluronic e o SOO e entre o tween 80 e o SOO, todos com interações ocorridas no raio ≥2Å de distância. Estes resultados podem ser utilizados como suporte para direcionar o desenvolvimento futuro de uma formulação de CLN, antecipando os testes experimentais e auxiliando na obtenção de formulações prósperas.
