Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira por Agência de fomento "CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Espécies especialistas, generalistas e raras de Odonata (Insecta), em igarapés da Floresta Nacional de Carajás, Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) BRITO, Bruna Uana de; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; OLIVEIRA JUNIOR, José Max Barbosa de; RESENDE, Bethânia Oliveira de; SILVA, Samantha Ribeiro da; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; http://lattes.cnpq.br/1353014365045558; http://lattes.cnpq.br/5199534668888437; http://lattes.cnpq.br/4963294332241424Os ecossistemas aquáticos são constantemente afetados pelas várias atividades antrópicas. O desmatamento da vegetação ripária dos igarapés para o cultivo de monoculturas de ciclo curto ou longo, pastagens, urbanização, mineração entre outros, alteram o ambiente. Essas alterações impactam diretamente as comunidades de insetos aquáticos, como os da ordem Odonata, que apresentam uma alta sensibilidade às mudanças causadas no meio, especialmente a subordem Zygoptera que apresenta maior número de espécies especialistas em áreas preservadas em relação a subordem Anisoptera. Nosso objetivo foi avaliar a ocorrência de espécies de Odonata generalistas, especialistas e raras em igarapés fora e dentro da (FLONA) Floresta Nacional de Carajás. A coleta foi realizada em 21 igarapés situados na região dentro e fora da FLONA de Carajás, em outubro de 2022 e setembro de 2023. Em cada igarapé foi definido um trecho de 100 m, subdividido em 20 segmentos de 5 metros. Para a captura dos espécimes, foram utilizadas redes entomológicas (puçás), no horário entre as 10 horas e às 14 horas. Os espécimes foram armazenados ainda em campo em envelopes de papel manteiga até a chegada ao laboratório, depois de identificados foram depositados na coleção do Laboratório de Ecologia (LABECO) da Universidade Federal do Pará – UFPA, Campus Altamira. Em todos os igarapés foi aplicado o Índice de Integridade do Habitat (IIH), para avaliar o nível de integridade física desses ambientes. Para avaliar a ocorrência das espécies nós executamos duas análises de dados, o teste Classificação Multinominal de Espécies (CLAM) e a regressão linear simples. Sendo utilizado o ambiente R. Coletamos 605 exemplares, oito famílias, 30 gêneros e 71 espécies. Com esse trabalho obtivemos, que apenas espécies da subordem Zygoptera foram classificadas como especialista de ambientes dentro e fora e generalista de habitat. E a variável índice de integridade influenciou negativamente a riqueza das espécies raras. As espécies da subordem Zygoptera normalmente estão mais presentes em ambientes com maior integridade devido a sua ecofisiologia. Espécies raras podem estar em maior risco de extinção devido sua baixa abundância. Com isso, a retirada da vegetação tende a prejudicar espécies de comportamento especialista de áreas mais integras, além de causar um efeito negativo nas espécies classificadas como raras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Plantas acumuladoras de alumínio: panorama global e estudo ecofisiológico em quatro espécies de Melastomataceae nativas da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) LEAL, Maria Danyelle Vieira; CASTRO, Laísa Maria de Resende; http://lattes.cnpq.br/8468190143314464; https://orcid.org/0000-0001-7312-9209; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359; REIS, Alisson Rodrigo Souza; WILLIAMS, Christina Cleo Vinson; VIANA, Ivan Becari; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; http://lattes.cnpq.br/8507325295596811; http://lattes.cnpq.br/3634076110574092Plantas acumuladoras de alumínio (Al) possuem a capacidade de se desenvolver em solos com altos níveis desse elemento na forma ionizada, uma condição que geralmente é tóxica para a maioria das plantas em ambientes ácidos. Essas espécies têm despertado interesse por sua relevância nos processos ecofisiológicos e pelo potencial para inovações biotecnológicas no manejo de solos ácidos, especialmente em regiões onde a acidez do solo é um fator limitante para a agricultura. No Brasil, estudos sobre essas plantas têm se concentrado na savana brasileira, deixando lacunas significativas em outros biomas, como a Amazônia. Assim, este trabalho tem como objetivo investigar o estado da arte global sobre plantas acumuladoras de Al, mapear sua distribuição geográfica em nível internacional e nacional e analisar o acúmulo do metal em quatro espécies da família Melastomataceae nativas da Amazônia brasileira. A dissertação foi estruturada em dois capítulos. O primeiro utilizou abordagens cienciométricas e de revisão sistemática com dados coletados nas bases Web of Science e Scopus, empregando termos de busca como “plants”, “hyperaccumulat*”, “Al accumulat*” e “tolerant plants”. Foram identificados 862 documentos, dos quais 129 atendiam aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram que a produção científica está concentrada na China (31,49%), Japão (24,40%) e Brasil (20,47%), com ênfase na fisiologia (67,71% das publicações). As plantas acumuladoras de Al pertencem a 68 famílias botânicas, sendo 94,14% Angiospermas, predominando em regiões tropicais da Ásia e América. O segundo capítulo envolveu expedições científicas à Boca do Iriri e à Estação Ecológica Terra do Meio, no município de Altamira-PA, para identificar espécies acumuladoras de Al entre indivíduos de Melastomataceae. Em seis transectos de 500 x 5 m em floresta não inundável, foram coletadas amostras foliares e de solo. As análises anatômicas, histoquímicas e químicas revelaram que as quatro espécies estudadas apresentam hiperacumulação de Al, com teores médios variando entre 17.256,63 mg/kg e 30.660,93 mg/kg de Al na matéria seca, sendo o maior valor registrado em Miconia affinis DC. O registro de acumulação de Al em M. affinis e Miconia chrysophyilla (Rich) Urb. são feitos pela primeira vez neste estudo. O alumínio foi encontrado armazenado na parede celular da epiderme, do colênquima e no parênquima paliçádico das quatro espécies analisadas. Embora, apenas um dos testes histoquímicos tenha sido capaz de detectar a presença de Al nos tecidos de Bellucia grossularioides (L.) Triana. Assim, este estudo amplia o conhecimento sobre as plantas acumuladoras de Al e aponta para a importância de expandir pesquisas na Amazônia, contribuindo para o manejo sustentável de solos ácidos e a conservação da maior floresta tropical úmida do mundo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Suplementação alimentar com açaí (Euterpe oleracea) como potencial modulador das defesas antioxidantes e dano oxidativo em zebrafish (Danio rerio)(Universidade Federal do Pará, 2024-04-25) NASCIMENTO, Géssica Amorim do; AMADO, Lilian Lund; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-7693-8191; VALENTIN, Fernanda Nogueira; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758Dietas enriquecidas com o açaí da Amazônia (E. oleracea) proporcionam grandes benefícios nutricionais e terapêuticos à saúde, relacionados à presença de compostos bioativos. A polpa do fruto do açaí apresenta alto teor de antocianinas, pigmentos vegetais que apresentam propriedades anti- inflamatórias e antioxidantes. A utilização de D. rerio (Teleostei: Cyprinidae) como um modelo animal em bioensaios, torna-se importante para avaliações de possíveis alterações moleculares causadas pelos pró-oxidantes presentes nas células, tendo aplicações diretas em outros peixes e também podendo ser extrapoladas para o ser humano, devido a homologia genética de 70% do genoma. O objetivo deste estudo foi caracterizar os efeitos da suplementação alimentar com polpa de açaí liofilizada (AÇL) testando distintas concentrações de antocianinas, como potencial modulador do sistema de defesa antioxidante em D. rerio. O estudo foi desenvolvido na seção de Ecotoxicologia do LAPMAR da UFPA/Belém. Total de 40 exemplares D. rerio foram organizados em: grupo controle (CTR) – somente dieta padrão; e de acordo com o valor da dieta padrão foram calculadas as quantidades para a suplementação em tratamento T1 – dieta padrão e suplementação de 10% AÇL; T2 - dieta padrão e suplementação de 25% AÇL; T3 – dieta padrão e suplementação de 50% AÇL. Ao longo de 5 dias foram realizadas análises dos parâmetros físico-químicos da água, sifonagem e trocas parciais de água, e ao final das 120 h de experimento, os peixes foram coletados, eutanasiados por crioanestesia, biometrados, pesados e armazenados a -80 ºC em ultrafreezer. Posteriormente, os animais inteiros foram homogeneizados, seguindo pela quantificação de proteínas totais e dosagens com biomarcadores bioquímicos de estresse oxidativo: capacidade antioxidante total (ACAP), glutamato cisteína ligase (GCL), glutationa reduzida (GSH), glutationa redutase (GR), glutationa s-transferase (GST) e lipoperoxidação (LPO). Os resultados foram analisados por meio de comparações entre grupos independentes com variável resposta quantitativa, através do teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis, com o nível de significância de 5%. Dos parâmetros físico-químicos avaliados, os níveis de amônia foram os únicos monitorados que mostraram uma diferença significativa (p < 0,05) no tratamento T3 – 50% AÇL no último tempo de análise. Não houve nenhuma diferença estatística significativa (p>0,005) para os dados biométricos e também para os biomarcadores entre os grupos amostrais. Os resultados indicam tendências que a oferta suplementar de açaí, por períodos mais prolongados, pode promover uma neutralização dos agentes pró-oxidantes das células. Essa suplementação pode ser considerada uma alternativa natural para aumentar a resistência ao estresse frente às condições pró-oxidantes do organismo, estabelecendo estratégias de quimioproteção para saúde humana e animal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso de caixas-ninho pela fauna de vertebrados em relação às variáveis ambientais em um fragmento de Floresta Amazônica em Altamira-Pa(Universidade Federal do Pará, 2018-07-27) BENTO, Silnara Carmo; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741A floresta Amazônica é considerada um dos maiores remanescentes de floresta tropical do mundo, mas a exploração acentuada dos recursos naturais na Amazônia tem ocasionado a perda crescente da biodiversidade. Estes impactos têm atingido de forma preocupante a fauna que depende de cavidades naturais presentes em árvores, vivas ou mortas, como locais para nidificação, abrigo ou forrageio. Visando compensar a perda da complexidade ambiental, o uso de caixas-ninho vem sendo utilizada com sucesso, em especial em florestas de regiões temperadas, para diferentes grupos de vertebrados, desde aves a mamíferos. Para a região neotropical, faz-se necessário avaliar a eficiência desta intervenção ambiental através da experimentação e observação quanto ao uso destas caixas-ninho em relação às variáveis ambientais, sendo nosso objetivo desenvolver estas observações em um fragmento de floresta amazônica no Pará. Para o estudo foram utilizadas 30 caixas-ninho de madeira, distribuídas ao longo de um módulo de pesquisa RAPELD localizado em um fragmento florestal na região do médio Xingu, em Altamira. Foram instaladas 8 caixas no transecto um, e 16 no transecto dois, somadas a 6 ao longo de um igarapé. Foram instaladas quatro caixas por parcela, duas no início e duas no final, uma com altura média de 1,5 m, e outra com 5 m em relação ao solo; as caixas instaladas ao longo do igarapé foram fixadas com altura intercalada (1,5 e 5 m) e distância de 50 m uma da outra. Foram mensuradas as variáveis ambientais e espaciais: abertura do dossel, distância da borda, densidade e média do DAP das árvores do entorno, distância do igarapé e altitude. Para verificar a relação entre as variáveis e os locais de instalação das caixas-ninho utilizou-se Análise de Componentes Principais (PCA), também utilizada para relacionar a ocorrência das espécies de aves, anfíbios e répteis, em relação aos locais de amostragens. Sete caixas foram ocupadas por vertebrados, todas com a finalidade de abrigo. Destas, quatro foram mamíferos (Didelphidae e Rodentia), dois répteis (Thecadatilus rapicauda) e um anfíbio (Osteocephalus taurinus). A amostragem abrangeu toda a área de estudo, através da distribuição heterogênea das cavidades artificiais, houve pouca variação entre as variáveis e as caixas-ninho (PCA - 39,50% de explicação dos eixos). Não houve correlação significativa, mas uma tendência de uso quanto aos T. rapicauda ocuparem caixas associadas com as variáveis distância do igarapé e altitude, e mamíferos com a variável cobertura vegetal. Diferentes de outros estudos brasileiros houve baixa ocupação das caixas-ninho, e nossos resultados não foram substanciais para determinar a utilização de caixas-ninho para enriquecimento ambiental em fragmentos ambientais perturbados na Amazônia.
