Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261

O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 20 de 39
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Resposta da comunidade de Odonata ao gradiente ambiental em igarapés da Volta Grande do Xingu
    (Universidade Federal do Pará, 2024-12-18) CHAVES, Esiene da Costa; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; SILVA, Tatiana Pereira da; BRASIL, Leandro Schlemmer; SANTOS, Lenize Batista Calvão; GIEHL, Núbia França da Silva; BRITO, Joás da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1908629101039803; http://lattes.cnpq.br/2859350745554286; http://lattes.cnpq.br/1561280535072922; http://lattes.cnpq.br/6013054034235293
    O aumento das atividades antrópicas na Amazônia tem causado impactos significativos nos ecossistemas terrestres e aquáticos. O desmatamento, as queimadas e a construção de hidrelétricas, entre outras atividades, contribuem para a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas aquáticos, resultando na destruição de habitats e na redução de espécies aquáticas, como os Odonata, que são fundamentais para manter o equilíbrio desses ecossistemas. Os Odonata respondem rapidamente às mudanças no ambiente e são amplamente utilizados como bioindicadores de alterações ambientais devido à sua alta sensibilidade à qualidade do habitat e da água. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças nas comunidades de Odonata em resposta às variáveis ambientais em igarapés da Volta Grande do Xingu. As coletas foram realizadas em 19 igarapés da região, abrangendo os municípios de Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, em setembro de 2019, durante a estação seca amazônica. Para a captura dos insetos, utilizou-se o método de varredura em zonas fixas e rede entomológica (puçá), em100 metros em cada igarapé. Foram mensuradas as variáveis: pH, condutividade elétrica, temperatura da água, turbidez e oxigênio dissolvido. Em todos os igarapés, foi aplicado o Índice de Integridade de Habitat (IIH), que avalia o estado de conservação do habitat, variando de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor o estado de conservação do igarapé; quanto mais próximo de 0, mais degradado o ambiente. Utilizamos o TITAN (Threshold Indicator Taxa Analysis) para avaliar o limiar do gradiente em que a comunidade apresenta ganho ou perda de espécies. No total, coletamos 526 indivíduos, distribuídos em duas subordens (Zygoptera e Anisoptera), 6 famílias, 26 gêneros e 43 espécies. A comunidade de Odonata apresentou mudança na sua composição nos valores a partir de 0,64 para o gradiente ambiental de IIH, tendo ganho de espécies em ambientes mais preservados. Em relação às outras variáveis ambientais, não tivemos mudanças para composição da comunidade de Odonata. A espécie A. fumigata Hagen, 1865, da subordem Zygoptera, destacou-se como espécie bioindicadora da qualidade de igarapés amazônicos, evidenciando assim que indivíduos desta subordem estão comumente associados a ambientes mais íntegros e preservados com vegetação densa, em razão das suas exigências ecofisiológicas. Nossos resultados demonstram que as alterações ambientais causadas pela ação antrópica alteram a qualidade do habitat nos igarapés e consequentemente afetam espécies que dependem desses ambientes. A presença de espécies bioindicadoras como Argia fumigata em ambientes preservados reforça a importância de conservar a integridade desses habitats para manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos associados.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Plantas acumuladoras de alumínio: panorama global e estudo ecofisiológico em quatro espécies de Melastomataceae nativas da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) LEAL, Maria Danyelle Vieira; CASTRO, Laísa Maria de Resende; http://lattes.cnpq.br/8468190143314464; https://orcid.org/0000-0001-7312-9209; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359; REIS, Alisson Rodrigo Souza; WILLIAMS, Christina Cleo Vinson; VIANA, Ivan Becari; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; http://lattes.cnpq.br/8507325295596811; http://lattes.cnpq.br/3634076110574092
    Plantas acumuladoras de alumínio (Al) possuem a capacidade de se desenvolver em solos com altos níveis desse elemento na forma ionizada, uma condição que geralmente é tóxica para a maioria das plantas em ambientes ácidos. Essas espécies têm despertado interesse por sua relevância nos processos ecofisiológicos e pelo potencial para inovações biotecnológicas no manejo de solos ácidos, especialmente em regiões onde a acidez do solo é um fator limitante para a agricultura. No Brasil, estudos sobre essas plantas têm se concentrado na savana brasileira, deixando lacunas significativas em outros biomas, como a Amazônia. Assim, este trabalho tem como objetivo investigar o estado da arte global sobre plantas acumuladoras de Al, mapear sua distribuição geográfica em nível internacional e nacional e analisar o acúmulo do metal em quatro espécies da família Melastomataceae nativas da Amazônia brasileira. A dissertação foi estruturada em dois capítulos. O primeiro utilizou abordagens cienciométricas e de revisão sistemática com dados coletados nas bases Web of Science e Scopus, empregando termos de busca como “plants”, “hyperaccumulat*”, “Al accumulat*” e “tolerant plants”. Foram identificados 862 documentos, dos quais 129 atendiam aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram que a produção científica está concentrada na China (31,49%), Japão (24,40%) e Brasil (20,47%), com ênfase na fisiologia (67,71% das publicações). As plantas acumuladoras de Al pertencem a 68 famílias botânicas, sendo 94,14% Angiospermas, predominando em regiões tropicais da Ásia e América. O segundo capítulo envolveu expedições científicas à Boca do Iriri e à Estação Ecológica Terra do Meio, no município de Altamira-PA, para identificar espécies acumuladoras de Al entre indivíduos de Melastomataceae. Em seis transectos de 500 x 5 m em floresta não inundável, foram coletadas amostras foliares e de solo. As análises anatômicas, histoquímicas e químicas revelaram que as quatro espécies estudadas apresentam hiperacumulação de Al, com teores médios variando entre 17.256,63 mg/kg e 30.660,93 mg/kg de Al na matéria seca, sendo o maior valor registrado em Miconia affinis DC. O registro de acumulação de Al em M. affinis e Miconia chrysophyilla (Rich) Urb. são feitos pela primeira vez neste estudo. O alumínio foi encontrado armazenado na parede celular da epiderme, do colênquima e no parênquima paliçádico das quatro espécies analisadas. Embora, apenas um dos testes histoquímicos tenha sido capaz de detectar a presença de Al nos tecidos de Bellucia grossularioides (L.) Triana. Assim, este estudo amplia o conhecimento sobre as plantas acumuladoras de Al e aponta para a importância de expandir pesquisas na Amazônia, contribuindo para o manejo sustentável de solos ácidos e a conservação da maior floresta tropical úmida do mundo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Etnoconhecimento e práticas tradicionais de manejo de abelhas em uma reserva extrativista da Amazônia paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2025-06-23) LIMA, Willas Soares; SANTANA, Ronaldo Henrique; http://lattes.cnpq.br/1079251543891380; https://orcid.org/0000-0003-0853-2012; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; ORNELLAS, Valéria; PEREIRA, Tatiana; PEREIRA, José Wilson; MAGALHÃES, Plácido; CARVALHO, José Wilson; http://lattes.cnpq.br/1253485739454855; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/8764876597882469; http://lattes.cnpq.br/8620943096137004; http://lattes.cnpq.br/4518277135356247
    As abelhas desempenham um papel fundamental na manutenção da biodiversidade e na garantia da segurança alimentar global, devido à sua atuação como principais polinizadores em ecossistemas naturais e sistemas de produção agrícola. Entretanto, diversos fatores têm contribuído para o declínio das populações de abelhas, incluindo o desmatamento, a urbanização, o uso de pesticidas, as mudanças climáticas e a homogeneização das paisagens agrícolas. Compreender e valorizar os saberes tradicionais associados às abelhas sem ferrão pode fornecer subsídios relevantes para a conservação desses polinizadores e para o fortalecimento da identidade cultural de comunidades que dependem desses organismos. Este estudo visa compreender o etnoconhecimento sobre as abelhas sem ferrão de cinco comunidades inseridas na Reserva Extrativista Verde para Sempre, em Porto de Moz, Pará. A pesquisa foi desenvolvida no município de Porto de Moz, localizado na região oeste do estado do Pará. A seleção dos entrevistados seguiu a metodologia "bola de neve", uma estratégia de amostragem não probabilística amplamente utilizada em contextos de difícil acesso e redes fortemente interconectadas. Foram identificados um total de 10 nomes populares atribuídos às espécies de abelhas presentes no cotidiano dos comunitários da RESEX Verde para Sempre. A espécie Apis mellifera ligustica, também conhecida entre os moradores como "italiana", foi a mais citada, com um total de 17 ocorrências. A presença das abelhas no cotidiano das comunidades também se manifesta no uso dos recursos por elas fornecidos. O mel é o principal produto utilizado pelos comunitários, citado por todos os entrevistados (85%). Mesmo com essa relação próxima entre os moradores locais com as abelhas, a principal forma de obtenção dos seus produtos é por meio da compra (70%). As percepções sobre a diminuição das populações de abelhas estão alinhadas com evidências científicas sobre os impactos negativos do desmatamento, queimadas e mudanças climáticas nos polinizadores.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Exposição pré-natal ao mercúrio e os desfechos ao nascer em população ribeirinha da região do Xingu, Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) SILVA, Tânia da Conceição; PINHEIRO, Maria da Conceição; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin ; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758; NUNES, Daniela Santana; SANTOS, Ozelia Sousa; MARTINS, Tracy Martina Marques; http://lattes.cnpq.br/6036935515134179; http://lattes.cnpq.br/0732396645940620; http://lattes.cnpq.br/6308790966854045
    A exposição ao metilmercúrio (MeHg) durante a gestação representa um risco potencial ao desenvolvimento fetal, especialmente em populações amazônicas que consomem pescado com frequência. Este estudo buscou avaliar a relação entre o consumo de peixe por gestantes, os níveis de mercúrio total (HgT) no cordão umbilical e possíveis desfechos gestacionais e neonatais adversos, no município de Porto de Moz, Pará. O tipo de estudo foi observacional, com abordagem quantitativa, realizado com 108 gestantes atendidas em unidade básica de saúde entre 2024 e 2025. Foi analisada uma subamostra das gestantes com dados de biomarcadores, sendo mensurados os níveis de HgT no cordão umbilical por espectrometria de absorção atômica. Foram coletadas informações sobre consumo alimentar, perfil sociodemográfico e dados perinatais dos recém-nascidos. A média de HgT no cordão foi de 0,25 ± 0,18 μg/mg, com todos os valores abaixo do limite de risco (6 μg/L). Observou-se uma tendência de aumento dos níveis de HgT proporcional à frequência de consumo de pescado, especialmente de espécies carnívoras como tucunaré e traíra. Não foram identificadas malformações congênitas ou prematuridade, mas houve tendência de redução no peso ao nascer com o aumento do HgT, embora sem significância estatística (p = 0,174; R² = 11,9%). Apesar de os níveis de mercúrio detectados estarem abaixo dos limiares de risco, os achados indicam uma exposição crônica relevante associada ao padrão alimentar regional. O consumo predominante de espécies não carnívoras pode ter atuado como fator protetivo. Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da exposição ao MeHg em gestantes amazônicas, além de ações de educação alimentar e vigilância ambiental articuladas às especificidades socioculturais locais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Acumulação de carbono e emissão de gases de efeito estufa na planície costeira de Soure, leste da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-16) SANTOS, Railson Figueiredo dos; RODRIGUES, Fernanda Costa Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1166409664890965; https://orcid.org/0000-0003-1236-7937; SAWAKUCHI, André Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3999005419444953; CUNHA, Janice Muriel; NEU, Vania; BERTASSOLI JUNIOR, Dailson José; MENEZES, Moirah Paula Machado de; BIANCALANA, Fernanda Simas Corrêa; http://lattes.cnpq.br/4027012189701116; http://lattes.cnpq.br/3604856885451502; http://lattes.cnpq.br/3985950745453599; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; http://lattes.cnpq.br/3806269055298009
    Os ambientes estuarinos são caracterizados por serem dinâmicos, resultante da interação fluvial e marinha, influenciados por processos hidrodinâmicos, biológicos e geomorfológicos, com atuação direta dos processos deposicionais atrelados às correntes fluviais e marés. Áreas estuarinas apresentam uma variedade de ecossistemas, incluindo manguezais. Os manguezais se destacam por seu papel ecológico, climático, além de atuarem como berçário para a biodiversidade. Os sedimentos ricos em matéria orgânica e condições para preservação da matéria orgânica nos manguezais contribuem para o acúmulo de carbono, caracterizando os manguezais como sumidouro natural de carbono azul. No entanto, impactos antrópicos ameaçam esse ecossistema, o que pode resultar na liberação de gases de efeito estufa (GEE) como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) para a atmosfera. As florestas de manguezais assumem um papel importante para a regulação climática ao capturar e armazenar o CO2 no solo, auxiliando na redução e concentração GEE na atmosfera, desempenhando um papel de grande relevância como mitigador das mudanças climáticas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre as fácies sedimentares, a estocagem de carbono e as emissões de CO2 e CH4 na planície litorânea-estuarina localizada no município de Soure (PA). A planície costeira da área de estudo é formada por processos deposicionais de energia baixa a moderado, refletindo-se na alternância entre camadas lamosas e arenosas. Observou-se níveis de COT em até 9% acumulados nas camadas de sedimentos mais superficiais dos manguezais da área de estudo. A análise de isótopos estáveis de carbono aponta para predomínio de matéria orgânica derivada de plantas superiores (árvores e arbustos). A datação por radiocarbono das camadas lamosas ricas em matéria orgânica revela o estabelecimento desse ecossistema na porção leste do Marajó a partir do Holoceno médio há cerca de 3626 cal. A.P. Medições de fluxos de CO2 e CH4 realizados em canais de maré adjacentes aos manguezais demonstram variações significativas durante os ciclos de marés. O CO2 obteve maiores concentrações e fluxos em fases de maré baixa. Para o CH4, os fluxos foram predominantemente difusivos, especialmente na Barra Velha, enquanto para a localidade do Pesqueiro na maré alta, os fluxos totais difusivos foram superiores, além de registrarem fluxo ebulitivo, para ambos os fluxos (difusivos e ebulitivos) são indicativos de emissão de CH4 para a atmosfera. A planície costeira de Soure apresenta fácies características de ecossistemas de manguezais pelo menos desde aproximadamente 3600 anos AP, com substrato formado por intercalações de sedimentos lamosos e arenosos. A integração dos dados de isótopos estáveis de carbono, COT, datação 14C e medidas de fluxo de GEE foi de suma importância para entender o ciclo do carbono na região e sua relação com os acontecimentos passados e atuais perante as mudanças climáticas, enfatizando a necessidade de preservação e conservação desses ecossistemas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Anestesia com eugenol em Hypancistrus seideli (Siluriformes: Loricariidae): teste com exposição e reexposição
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-10) SANTOS, Mayara Fernanda Cabral da Rocha; PEREIRA, Tatiana da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; SILVA JÚNIOR, Flavio Manoel Rodrigues da; ROCHA, Juliana Delatim Simonato; AMADO, Lílian Lund; BARBAS, Luis André Luz; ANDRADE, Marcelo Moraes; http://lattes.cnpq.br/6001686006338661; http://lattes.cnpq.br/0889677472146308; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; http://lattes.cnpq.br/0067206681021272; http://lattes.cnpq.br/0231296279253720; https://orcid.org/0000-0002-7344-4679; https://orcid.org/0000-0002-1623-1490; https://orcid.org/0000-0001-7693-8191; https://orcid.org/0000-0002-2708-8909; https://orcid.org/0000-0002-0861-7668
    O presente trabalho busca determinar a concentração segura do anestésico eugenol para a anestesia de Hypancistrus seideli, peixe amazônico, endêmico do rio Xingu e de importância para o comércio ornamental, através de um protocolo alternativo que utiliza menos animais do que os testes tradicionais de LC50 e LD50. Foram analisados os efeitos anestésicos do eugenol em 64 espécimes de H. seideli. Para essa avaliação utilizamos os estágios já padronizados por Ross e Ross de 2008 adaptados para loricarideos. Os peixes foram escolhidos randomicamente e colocados individualmente em aquários, com parâmetros controlados. Foram testados 64 espécimes de H. Seideli divididos em quatro grupos, onde o grupo um e dois receberam 2 mg.L-¹ da solução anestésica em tempos diferentes. O grupo um a cada um minuto e o grupo dois a cada dois minutos. Estes mesmos peixes foram reexpostos ao eugenol três meses depois para saber se houve tolerancia reversa nos animais. O grupo três e quatros eram constituidos de peixes que numca tiveram contato com eugenol. Eles receberam as concentrações referentes as médias das concentrações encontradas no grupo um e dois, respectivamente 32,6 mg.L-¹ e 24,87 mg.L-¹, mas sem a necessidade de reexposição após três meses. Na preparação da solução, o eugenol foi diluído em etanol 70%, na proporção 1:9. Os peixes foram escolhidos randomicamente e observados simultaneamente por dois pesquisadores. Cada peixe foi testado individualmente em aquários contendo 5 L de água. O teste PERMANOVA foi realizado mostrando que não houve diferença nas doses de exposição e reexposição e que a concentração de exposição segura de anestesia para H. seideli foi de 32,6 mg.L-¹ onde 100% dos peixes chegaram a anestesia e em tempo hábil. Não houve mortalidade durante o experimento, nem após meses da realização dos testes. O protocolo utilizado neste trabalho foi efetivo e seguro para o uso de eugenol em espécimes de H. seideli.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A influência da flora na qualidade da própolis produzida por Apis Mellifera em áreas de capoeira no município de Ourém, Pará, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2025-07-23) OLIVEIRA, Marcelo Moreira de; OLIVEIRA, Francisco Plácido Magalhães; http://lattes.cnpq.br/8620943096137004; RODRIGUES, Felipe Bittioli; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; LEÃO, Fábio; REIS, Alisson Rodrigo Souza; SILVA, José Wilson; MESQUITA, José Wilson; ROCHA, Tainá Teixeira
    A composição química da própolis evidencia que esta matéria-prima é variável não apenas devido à variabilidade das fontes vegetais, mas também dependendo da espécie de abelha, iluminação, altitude e disponibilidade de alimento. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho é avaliar a composição físico-químico da própolis produzida em apiários no município de Ourém/Pa instalados em áreas de capoeira (floresta secundária). As amostras foram coletadas em 5 apiários da empresa Ouremmel, sendo localizados nas áreas denominadas de Riacho, Raspadeira, Limão, Puraquequarinha e área do Sr. Luís. As coletas foram realizadas uma vez por mês, durante 12 meses (agosto a dezembro/2023 e de janeiro a julho/2024), utilizando como coletor uma tela plástica do tipo sombrite instalada abaixo da tampa da colmeia. As análises físico-químicas e sensoriais foram avaliadas de acordo com os compostos polifenóis totais (PT), flavonóides totais (FOT) e flavanóides totais (FAT). Para análise da paisagem e cobertura do solo foram analisadas imagens de satélite das áreas do entorno dos apiários, considerando um raio de 1000m do centro de cada apiário, investigando sobre o uso da terra e realizando um levantamento botânico das espécies mais abundantes e frequentes. Os resultados demonstraram que a composição de flavonoides totais na própolis apresenta significativa variabilidade espacial e temporal, influenciada por diversos fatores ambientais, fenológicos e antrópicos. As análises realizadas nos cinco apiários evidenciaram padrões distintos, refletindo a diversidade florística e as especificidades ecológicas de cada local.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Mudança hidrossedimentológica na volta grande do Xingu influenciada pela Usina Hidrelétrica Belo Monte
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-16) HENRIQUES, Matheus de Oliveira; RODRIGUES, Fernanda Costa Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1166409664890965; https://orcid.org/0000-0003-1236-7937; SAWAKUCHI, André Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3999005419444953; CUNHA, Janice Muriel; SOUSA, Leandro Melo de; WAHNFRIED, Ingo Daniel; PUPIM, Fabiano do Nascimento; ZUANON, Jansen Alfredo Sampaio; http://lattes.cnpq.br/4027012189701116; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; http://lattes.cnpq.br/5399807455957370; http://lattes.cnpq.br/0329197428428225; http://lattes.cnpq.br/0161925591909696
    As barragens têm impactos significativos sobre a dinâmica hidrológica e sedimentar dos rios, o que afeta diretamente a morfologia fluvial e os ecossistemas aquáticos e de áreas alagáveis. A retenção de sedimentos nos reservatórios, assim como a redução da vazão, altera o aporte sedimentar que seria transportado a jusante, podendo resultar tanto em erosão do leito e das margens quanto em assoreamento, perturbando a heterogeneidade ambiental necessária para manutenção da biodiversidade. Essa perturbação na heterogeneidade ambiental influência diretamente a disponibilidade de habitats, uma vez que sistemas com maior variabilidade de ambientes físicos tendem a ser mais resistentes a perturbações, como mudanças climáticas ou impactos antrópicos. Neste contexto, a Usina Hidrelétrica Belo Monte, uma das maiores usinas hidrelétricas do país em termos de potência instalada, foi implantada na Volta Grande do Xingu. A área da Volta Grande do Xingu se caracteriza por ser uma região de aproximadamente 130 km de extensão no médio curso do Rio Xingu, apresentar águas claras, de baixa profundidade, com trechos sinuosos, o que cria um complexo mosaico de habitats aquáticos e de inundação sazonal, além da presença de corredeiras e ilhas, praias, igarapés e canais sobre substratos rochosos que abrigam uma rica e também endêmica biodiversidade aquática e ripária. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar os depósitos sedimentares associados ao canal principal e aos igarapés da Volta Grande do Xingu, adjacente à aldeia Mïratu (Terra Indígena Paquiçamba) e, analisar as características internas dos depósitos sedimentares por meio de análises de fácies e granulometria. Além disto, foi realizada a análise de proveniência (origem) dos sedimentos utilizando a sensibilidade da luminescência opticamente estimulada e também identificadas áreas em processo de erosão e assoreamento. Por último, foi investigada como as variações de vazão provocam mudanças nos igarapés e canais associados aos habitats da fauna aquática e das áreas sazonalmente alagáveis. As análises faciológicas indicaram que os leitos do Igarapé paraíso, Ilha do Zé Maria e canais principais são compostos por ao menos três fácies sedimentares (lama maciça compactada com cascalho, cascalho de blocos de rocha e areia média a muito grossa). Os perfis batimétricos dos canais relevaram significativa variabilidade de lâmina d’água, destacando a hidrodinâmica e os processos de erosão e deposição que moldam o leito do Rio Xingu, corroborando com a ideia de alta heterogeneidade ambiental. As réguas linimétricas evidenciaram correlação positiva entre os níveis da água no canal principal e igarapés. A granulometria relevou maior frequência de areia média a grossa (com cascalho) e menor ocorrência de areia fina. A sensibilidade da luminescência opticamente estimulada (OSL) indicou fontes distintas para as areias. A área 7 apresentou, majoritariamente, quartzo de menor sensibilidade com mediana menor que 50% (porcentagem do primeiro segundo de estimulação). A área 3 (Igarapé Paraíso e canais adjacentes) apresentou areias de sensibilidade variável, sugestiva de mistura de fontes. As demais áreas estudadas apresentaram, majoritariamente, grãos de quartzo com sensibilidade com mediana maior que 50%. Esses resultados contribuem para o entendimento dos impactos associados à regulação da vazão na Volta Grande do Xingu, fornecendo subsídios para futuras ações de manejo ambiental voltadas à conservação da biodiversidade e à proteção das áreas alagáveis, especialmente no contexto das mudanças provocadas pela Usina Hidrelétrica Belo Monte.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    As roças e o extrativismo vegetal em comunidades rurais de Parintins, Amazonas
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) PIEDADE, Louise Cristine Alves; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; PEREIRA, Tatiana da Silva; SILVA, Marivana Borges; ROMAGNOLI, Fernanda Carneiro; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1604205059852571; http://lattes.cnpq.br/0831545262046295
    O trabalho investiga as práticas tradicionais de cultivo e extrativismo vegetal em duas comunidades rurais localizadas no município de Parintins, estado do Amazonas, visando compreender a relevância dessas atividades para a subsistência, segurança alimentar e renda das famílias locais, destacando a interação entre o conhecimento local e as mudanças socioambientais observadas na região. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com 42 moradores, complementadas por observação direta, passeios guiados e coleta de material botânico sempre que possível. Foram identificadas 43 espécies vegetais distribuídas em 38 gêneros e 26 famílias botânicas, com predominância das palmeiras da família Arecaceae. A mandioca (Manihot esculenta Crantz), o tucumã (Astrocaryum aculeatum G.Mey) e o açaí (Euterpe sp.) destacam-se como as espécies mais citadas, tanto pelo uso alimentar quanto pela importância econômica. Os resultados indicaram que a roça permanece como uma atividade agrícola mais significativa, sendo realizada majoritariamente em sistema familiar, sem o uso de agrotóxicos, e com forte influência dos conhecimentos transmitidos entre gerações. A produção, baseada no cultivo de mandioca, banana, cana-de-açúcar, milho e demais espécies de ciclo curto, é destinada, em grande parte, ao consumo próprio, com o excedente utilizado para a comercialização. A farinha de mandioca se revelou o principal produto comercializado, sendo fundamental para a renda familiar. O extrativismo vegetal, por sua vez, tem se tornado uma atividade secundária, com uma redução obrigatória na frequência de coleta devido a diminuição da disponibilidade de algumas espécies e alterações nos ciclos de frutificação, atribuídas a mudanças ambientais. A coleta de frutos como o tucumã, a castanha-do-pará e a bacaba ainda persistem, mas os comunitários relatando que espécies antes comuns já não são mais encontradas com a mesma facilidade. Embora ambas as atividades sejam essenciais para a subsistência das comunidades, há um evidente distanciamento das práticas tradicionais, impulsionado pela introdução de hábitos alimentares externos e pela dificuldade de escoamento da produção. Além disso, a ausência de incentivos governamentais e o acesso limitado à assistência técnica foram apontados como fatores que dificultam a manutenção dessas práticas. Concluiu-se que o manejo tradicional da roça e o extrativismo vegetal, além de garantir a subsistência e a renda familiar, desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade local e na manutenção do conhecimento tradicional associado. Diante das mudanças observadas, o estudo destaca a importância de políticas públicas que incentivem práticas agroextrativistas sustentáveis, promovam o fortalecimento das comunidades e valorizem o conhecimento que elas acumulam, garantindo, assim, a continuidade dessas práticas no contexto amazônico.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Monitoramento inteligente de peixes amazônicos: detecção e classificação com aprendizado profundo em passagens de peixes
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-31) NOGUEIRA, Felipe de Luca dos Santos; NOLETO, Eurico; http://lattes.cnpq.br/9671212401003657; GIARRIZZO, Tommaso; http://lattes.cnpq.br/5889416127858884; SOUSA, Leandro Melo de; KEPPELER, Friedrich Wolfgang; DREWS JUNIOR, Paulo Lilles Jorge; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; http://lattes.cnpq.br/4743340542470876; http://lattes.cnpq.br/5551697165370587
    A Bacia Amazˆonica possui um dos maiores potenciais hidrel´etricos do mundo, sendo respons´avel por uma parcela significativa da gera¸c˜ao de energia no Brasil. A constru¸c˜ao de empreendimentos hidrel´etricos na regi˜ao, como o Complexo Hidrel´etrico Belo Monte, visa atender `a crescente demanda energ´etica, mas tamb´em pode impactar a dinˆamica migrat´oria e a conserva¸c˜ao da ictiofauna amazˆonica. Diante disso, torna-se essencial o desenvolvimento de sistemas de monitoramento automatizados para avaliar a efetividade das estruturas de mitiga¸c˜ao, como as passagens de peixes. Este estudo apresenta o desenvolvimento de um sistema de monitoramento automatizado para a detec¸c˜ao e classifica¸c˜ao de esp´ecies de peixes na passagem de peixes da barragem do sitio Pimental, que integra o Complexo Hidrel´etrico Belo Monte. A pesquisa foi conduzida no sistema de transposi¸c˜ao de peixes (STP) da barragem do sitio Pimental, utilizando t´ecnicas de vis˜ao computacional. Para a constru¸c˜ao do conjunto de dados, quadros foram extra´ıdos de v´ıdeos subaqu´aticos capturados pelo STP, sendo posteriormente anotados manualmente na plataforma Darwin V7. O banco de dados resultante foi composto por 1000 imagens, divididas em conjuntos de treinamento (700), valida¸c˜ao (150) e teste (150). As dezenove esp´ecies foram selecionadas com base na frequˆencia de ocorrˆencia e importˆancia migrat´oria, sendo destacadas Phractocephalus hemioliopterus e Cichla melaniae, entre outras. A modelagem foi realizada utilizando Redes Neurais Convolucionais (RNCs), implementadas no modelo YOLO v8, conhecido por sua eficiˆencia em tarefas de detec¸c˜ao de imagens. A t´ecnica de aumento de dados (data augmentation) foi aplicada para expandir a diversidade do conjunto de treinamento, introduzindo transforma¸c˜oes como rota¸c˜oes, transla¸c˜oes, escalonamento e ajustes de brilho. O treinamento foi conduzido na plataforma Google Colab PRO, utilizando uma GPU NVIDIA A100, garantindo alto desempenho no processamento das imagens. Durante o processo, foram ajustados parˆametros como learning rate (0,01), momentum (0,937) e weight decay (0,0005), visando minimizar o overfitting e melhorar a generaliza ¸c˜ao do modelo. A avalia¸c˜ao do modelo foi realizada por meio de m´etricas como precis˜ao, recall, F1-score e mean Average Precision (mAP). Os resultados indicaram um desempenho superior para esp´ecies mais representadas no conjunto de dados, como Phractocephalus hemioliopterus (F1-score de 91%) e Cichla melaniae (87%). Esp´ecies menos frequentes apresentaram menor precis˜ao na classifica¸c˜ao, como Leporinus friderici (52%) e Leporinus sp2 (55%).As curvas de aprendizado demonstraram redu¸c˜ao progressiva das perdas de treinamento e valida¸c˜ao, evidenciando a capacidade do modelo de reconhecer padr˜oes visuais das esp´ecies. O modelo manteve desempenho consistente em diferentes condi¸c˜oes ambientais, incluindo alta turbidez e reflexos de ilumina¸c˜ao artificial, refor¸cando seu potencial para o monitoramento cont´ınuo da biodiversidade aqu´atica. Entretanto, algumas limita¸c˜oes foram identificadas, como a variabilidade sazonal na qualidade das imagens e a baixa representatividade de certas esp´ecies, o que pode comprometer a generaliza¸c˜ao do modelo. Al´em disso, o tempo de processamento e a necessidade de infraestrutura computacional robusta s˜ao fatores a serem considerados. A implementa¸c˜ao deste sistema no STP, dentro do Complexo Hidrel´etrico Belo Monte, representa um avan¸co na avalia¸c˜ao de estruturas mitigadoras de impactos ambientais, fornecendo informa¸c˜oes fundamentais para o manejo sustent´avel da fauna aqu´atica em grandes empreendimentos hidrel´etricos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Uso e cobertura da terra e parâmetros biofísicos: análise do projeto de assentamento Assurini, Altamira-Pará, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2024-12-17) CRUZ, Cassiele Fonseca da; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359; ALVAREZ, Welligton de Pinho; SILVA, Eder Mileno; CALVI, Miquéias Freitas
    As mudanças ocorridas no uso e cobertura da terra e seus impactos vêm sendo discutidos por diversas agências governamentais e científicas no mundo. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da implantação do projeto de assentamento Assurini e de sua dinâmica de uso da terra sobre parâmetros biofísicos, como o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI), Temperatura de Superfície (Ts) e Saldo de Radiação (Rn). Esses parâmetros foram analisados em áreas de vegetação nativa e secundária, bem como em áreas de pastagem e vegetação degradada com presença de solo desnudo. Para a realização da pesquisa, foram utilizados produtos orbitais dos satélites Landsat 5 (TM) e Landsat 8 (OLI/TIRS), ponto 62 órbita 225, bem como dados meteorológicos da plataforma ERAS 5, durante anos de 1996, 2006, 2011, 2017 e 2023, no qual os dados foram processados na plataforma do Google Earth Engine - GEE. Para coletar os dados de uso e cobertura da terra, foram utilizados dados de sensoriamento remoto manejados em ambiente de Sistemas de Informações Geográficas para o processamento e geração dos dados. Observou-se que o NDVI apresentou redução ao longo dos anos devido à diminuição das áreas de floresta nativa, enquanto a Ts apresentou aumento, sobretudo no ano de 2017 e 2023, devido à substituição da vegetação nativa por áreas de pastagem. Observou-se também que os dados de Rn foram impactados pela dinâmica de uso e ocupação da terra no assentamento, e sofreu influências da disponibilidade de radiação solar incidente nos dias dos anos de 2017 e 2023. As áreas de vegetação nativa apresentaram os maiores valores de NDVI com 0,91 em 4 de julho de 2011 e Rn em 6 de setembro de 2017 com 754,85 Wm-² e 25 de outubro de 2023 com 797,33 Wm-², além dos menores valores de Ts, enquanto as áreas de pastagem e solo desnudo mostraram menores valores de NDVI e Rn, e maiores valores de Ts nos anos de 2017 e 2023 com 28 e 37ºC. Em relação ao uso e cobertura da terra no PA a classe pastagem 1996 tinha 6.639,527 hectares e em 2023 aumentou para 20.024,18 ha, equivalente a um aumento de 332% de área. Os parâmetros biofísicos estudados apresentaram alteração na área do assentamento Assurini, observou-se que houve uma diminuição de sua extensão em 13.725,76 ha em 27 anos após a criação do PA e em 2023 houve uma perda total de floresta nativa de 52,20% em relação ao ano 1996 e essa redução nas áreas de floresta ocorreu devido à conversão dessas áreas em espaços que desenvolvem atividades relacionadas à expansão agropecuária no assentamento.Portanto, as diferentes coberturas do solo influenciaram diretamente nos parâmetros biofísicos, e uso da terra o que demonstra padrões de comportamento diferenciados de absorção de energia. Assim, é de extrema importância a consolidação de políticas públicas compatíveis com a realidade de cada assentamento, bem como a criação, disseminação e acesso a meios para a inserção de sistemas agrícolas com produções mais sustentáveis.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito ambiental e de diferentes regimes de rega e doses de 24-Epibrassinolídeo sobre o crescimento e teor de Clorofila e Nitrogênio foliar em plantas juvenis de cacau
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-31) SILVA, Breno Calado da; SCHMALZ-PEIXOTO, Karin Elisabeth von; http://lattes.cnpq.br/3201612256251112; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260; MENEZES, Moirah Paula Machado de; LEÃO, Fábio Miranda; SALM, Rodolfo Aurelano
    A região da transamazônica e Xingu tem uma economia que depende em boa parte de cultura do cacau (Theobroma cacao). Com as mudanças climáticas globais a cultura dessa espécie pode ser altamente prejudicada. Por isso propomos investigar os efeitos da aplicação exógena de duas doses na concentração nanomoles por litro (10 nM e 20 nM e o controle) do fito hormônio 24- epibrassinolídeo, o uso e a ausência de sombreamento e regimes hídricos com intervalos de rega diferentes, sobre características de crescimento, teor de clorofila, e nitrogênio das folhas de 225 plantas juvenis de cacau, no período de 30 dias. Para isso realizamos à randomização das 225 plantas, criando 15 blocos representando os regimes hídricos e em cada um deles distribuímos 15 plantas, entre elas aplicamos uma das doses do BRs (0 nM, 10 nM, 20 nM) a cada 5 plantas. As coletas nos blocos foram realizadas a cada cinco dias, registrando as variáveis de crescimento morfológicas, teores de clorofila, nitrogênio foliar e variáveis ambientais. Verificamos a distribuição dos dados com gráficos de densidade, de frequência das variáveis comprimento e diâmetro do caule. Realizamos um PCA para melhor compreensão da variação dos dados, correlacionando todas as variáveis aos tratamentos. A clorofila e nitrogênio foram utilizados como duas variáveis respostas de duas análises de variância (ANOVA), utilizando os tratamentos como variáveis, foi feito o teste de Tukey para confirmação da variância dentro do tratamento. Cada planta e a aplicação de BRs foram utilizadas como fator aleatório e rodados em um modelo linear de efeitos mistos (LMM), usando máxima similaridade restrita (REML). Os resultados demostraram que o regime hídrico teve grande efeito na variação das médias de crescimento em relação aos outros tratamentos, e os fatores ambientais temperatura e umidade tiveram grande correlação com a PCA, que conseguiu explicar 46, 32% da variação total dos dados. Em relação ao teor de clorofila e nitrogênio foliar ambos só sofreram efeito significativo em seus níveis do regime hídrico, especificamente do intervalo de rega de 30 dias. Houve diferença na interação entre as plantas com a dosagem 20 nM e o grupo controle, apresentando um efeito nivelador, enquanto a dosagem 10 nM demostrou reagir mais intensamente às mudanças ambientais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Guarda responsável e prevenção de zoonoses: práticas e conhecimentos de estudantes de ensino médio em Altamira-Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-04) SANTOS, Elton Medino dos; HERRERA, Raírys Cravo ; PEREIRA, Adenilson Leão; SANTOS, Janes Kened Rodrigues dos; PEREIRA, Tânia Elizette Barata
    Com milhares de anos de convivência com os humanos, os cães e gatos são significativos, pois além de fornecer conforto, apoio e segurança emocional aos tutores, também desempenham um papel importante na preservação da biodiversidade. Esses animais são considerados membros de muitas famílias, mas a falta de conhecimento de suas necessidades fisiológicas, comportamentais e psicológicas por parte de seus tutores é um fator importante em suas vidas, porque isso leva a maus-tratos, alimentação inadequada, doenças, abandono e superpopulação de animais nas ruas. A partir desse contexto, a pesquisa parte da seguinte problemática: Quais as práticas e conhecimentos de guarda responsável e medidas de prevenção de zoonoses que prevalecem nos estudantes de Ensino Médio na cidade de Altamira-PA? Portanto, o objetivo principal desta investigação é verificar as práticas e/ou conhecimentos dos alunos do ensino médio, da rede pública e privada, com relação à guarda responsável e às medidas preventivas de zoonoses. Para a execução da investigação, lócus de estudo é a cidade de Altamira, no estado do Pará, Brasil, sendo executada em sete Escolas de Ensino Médio, sendo quatro da rede pública estadual e três da iniciativa privada no período de setembro a novembro de 2023. Utilizou-se como instrumento de pesquisa a aplicação de um questionário com 10 questões sobre guarda responsável e 13 questões sobre zoonoses e medidas de prevenção, contendo perguntas abertas e fechadas. Na presente pesquisa foi obtida uma amostra total de 1.568 alunos no ano de 2023, que corresponde a 49,35% dos alunos matriculados. Notou-se que os estudantes tinham conhecimentos prévios como ponto de partida na construção de novos conhecimentos, sendo possível verificar que a temática se relacionava à vivência do seu cotidiano. Com relação as escolas pesquisadas, foi possível averiguar a ausência de atividades práticas e educativas no âmbito escolar com relação a temas contemporâneos da legislação vigente, abordando guarda responsável e prevenção de zoonoses. Portanto, é recomendável abordar esta temática regularmente para promover a saúde e a informação aos alunos e, consequentemente, a população. Assim, depois da pesquisa nas escolas, ocorreu palestras devolutivas para 534 alunos nas escolas pesquisadas no período de abril a maio de 2024. Destaca-se a importância desses estudos para verificar o conhecimento dos estudantes sobre guarda responsável e zoonoses, objetivando a implementação de políticas públicas que visem a realização de atividades socioeducativas nas escolas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Composição da assembleia de anuros em área de manejo florestal na Amazônia oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2022-05-30) PEREIRA, Fabrício Otávio do Nascimento; SANTOS, Graciliano Galdino Alves dos; SERRA, Anderson Borges; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; http://lattes.cnpq.br/9878285735905103; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260; OLIVEIRA, Elciomar Araújo de; Gangenova, Elena; Rodrigues, Domingos de Jesus; SUÁREZ, Pablo; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/1088366040232425
    A redução da biodiversidade tem despertado esforços de ecólogos, conservacionistas e da sociedade em geral para entender os efeitos das atividades econômicas sobre suas perdas. Este estudo avalia o efeito do manejo florestal de impacto reduzido, atividade econômica vista como aliada a conservação da Biodiversidade, sobre a composição da assembleia de anuros e os efeitos dos ambientes criados pelo manejo e do tempo pós exploração na assembleia de anuros. Para tanto, foram analisados os efeitos do tipo de fitofisionomia, e tempo de exploração do manejo florestal. O estudo foi desenvolvido na Amazônia Paraense, na unidade de manejo da Fazenda Uberlândia, município de Portel. A coleta de dados em campo ocorreu em meados do período com maior intensidade de chuvas (fevereiro a março de 2021), com amostragem em 84 transectos lineares (25m), no mínimo 500 m distantes entre si. O tempo transcorrido desde a exploração florestal foi de um a seis anos, e de dezessete anos. Analisamos quatro tipos de ambiente, que se formaram em decorrência da exploração, pátio, estrada secundária, ramal de arraste e mata. Em cada transecto foram coletadas quatro variáveis ambientais com o intuito de descrever as características estruturais de cada um dos ambientes: altura média da serapilheira, temperatura, umidade e quantidade de luz. Primeiramente fizemos um teste de autocorrelação espacial de utilizando o índice I de Moran. Analisamos os dados a partir de uma nMDS e com os scores do primeiro eixo gerados pela nMDS, realizamos uma ANOVA vs. tipo de ambiente do manejo, também fizemos um teste de Tukey a posteriori, para exemplificar em quais ambientes estavam as diferenças significativas. Além disso, fizemos outra ANOVA para verificar diferenças significativas na riqueza de espécies entre os ambientes. Os impactos da exploração, resultaram em modificações na paisagem, transformando áreas de florestas em um mosaico de habitats modificados e ricos em poças artificias. Nossos resultados indicam que as espécies que utilizam corpos de água lóticos dominaram nos ambientes de pátio e estradas secundárias onde existe maior depósito de água. Esse processo pode ser benéfico para a assembleia no curto prazo, tendo em vista que os primeiros anos apresentam os efeitos mais significativos do manejo, mas esse resultado pode ter um efeito homogeneizador, tornando a composição da fauna que a princípio era rica em especialistas florestais, em espécies mais adaptadas a ambientes mais abertos e assim diminuindo a diversidade funcional local.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O ecoturismo de Birdwatching em Altamira, Pará: potencialidades, atenuantes e propostas
    (Universidade Federal do Pará, 2025-06-28) LEÃO, Benigna Soares; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; LEÃO, Fábio Miranda; ORNELLAS, Valéria dos Santos Moraes; SILVA, Samantha Ribeiro da; PERRELLA, Daniel Fernandes; SILVEIRA, Nathália Diniz Bastos e; http://lattes.cnpq.br/6256044082655658; http://lattes.cnpq.br/1253485739454855; http://lattes.cnpq.br/4963294332241424; http://lattes.cnpq.br/8000839194914765; http://lattes.cnpq.br/5022869831842503
    O Brasil é guardião de seis biomas e da maior biodiversidade em flora e fauna do mundo, com cerca de 2 mil espécies de aves. Parte desse patrimônio está na Amazônia brasileira, com 950 espécies, cenário apropriado ao ecoturismo de observação de aves (birdwatching), atividade sustentável com baixo impacto ao meio ambiente, que assegura lazer, bem-estar, proteção da biodiversidade e aquece a bioeconomia. O objetivo desta pesquisa foi realizar um estudo para identificar se Altamira, maior município do Brasil, terceiro maior do mundo, com uma das maiores áreas de floresta relativamente não perturbadas na Amazônia oriental, tem potencial para essa prática, quais atenuantes, propostas e oportunidades que apresenta como ponto para o ecoturismo de birdwatching e receptivo de observadores de aves interessados em imersões na natureza, turismo rural, biologia, biodiversidade e conservação na Amazônia. A pesquisa, qualitativa com dados quantitativos e estudos bibliográficos e de campo, envolveu um levantamento dos pontos estratégicos de observação de aves e listas com mais de 500 espécies, utilizando-se experiência e aplicativos de identificação e observação (Wikiaves, eBird, Merlin). Das listas, selecionou-se 120 imagens das aves mais comuns no município, para inserirmos no primeiro Guia Prático de Observação de Aves em Altamira (PA), com informações e desenhos da classificação e taxonomia, ambiente, tamanho, abundância, local do ninho, dieta, habitat, hábitos, estado de conservação segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e detalhes de diferenciação das espécies. Aplicou-se paralelamente, entre agosto de 2023 e junho de 2024, um questionário on-line, semiestruturado no Google Forms, com 34 questões, obtendo-se percepção de 102 observadores sobre o potencial de Altamira para birdwatching e seus desafios, como dificuldade de acesso e altos custos para o turismo devido a implantação da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O estudo demonstrou que Altamira tem qualidade de atrativos naturais e serviços essenciais, riqueza de espécies de aves e biodiversidade para motivar e receber ecoturistas e aponta a importância de maior divulgação dos atrativos locais para impulsionar o turismo e práticas de birdwatching.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Espécies especialistas, generalistas e raras de Odonata (Insecta), em igarapés da Floresta Nacional de Carajás, Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) BRITO, Bruna Uana de; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; OLIVEIRA JUNIOR, José Max Barbosa de; RESENDE, Bethânia Oliveira de; SILVA, Samantha Ribeiro da; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; http://lattes.cnpq.br/1353014365045558; http://lattes.cnpq.br/5199534668888437; http://lattes.cnpq.br/4963294332241424
    Os ecossistemas aquáticos são constantemente afetados pelas várias atividades antrópicas. O desmatamento da vegetação ripária dos igarapés para o cultivo de monoculturas de ciclo curto ou longo, pastagens, urbanização, mineração entre outros, alteram o ambiente. Essas alterações impactam diretamente as comunidades de insetos aquáticos, como os da ordem Odonata, que apresentam uma alta sensibilidade às mudanças causadas no meio, especialmente a subordem Zygoptera que apresenta maior número de espécies especialistas em áreas preservadas em relação a subordem Anisoptera. Nosso objetivo foi avaliar a ocorrência de espécies de Odonata generalistas, especialistas e raras em igarapés fora e dentro da (FLONA) Floresta Nacional de Carajás. A coleta foi realizada em 21 igarapés situados na região dentro e fora da FLONA de Carajás, em outubro de 2022 e setembro de 2023. Em cada igarapé foi definido um trecho de 100 m, subdividido em 20 segmentos de 5 metros. Para a captura dos espécimes, foram utilizadas redes entomológicas (puçás), no horário entre as 10 horas e às 14 horas. Os espécimes foram armazenados ainda em campo em envelopes de papel manteiga até a chegada ao laboratório, depois de identificados foram depositados na coleção do Laboratório de Ecologia (LABECO) da Universidade Federal do Pará – UFPA, Campus Altamira. Em todos os igarapés foi aplicado o Índice de Integridade do Habitat (IIH), para avaliar o nível de integridade física desses ambientes. Para avaliar a ocorrência das espécies nós executamos duas análises de dados, o teste Classificação Multinominal de Espécies (CLAM) e a regressão linear simples. Sendo utilizado o ambiente R. Coletamos 605 exemplares, oito famílias, 30 gêneros e 71 espécies. Com esse trabalho obtivemos, que apenas espécies da subordem Zygoptera foram classificadas como especialista de ambientes dentro e fora e generalista de habitat. E a variável índice de integridade influenciou negativamente a riqueza das espécies raras. As espécies da subordem Zygoptera normalmente estão mais presentes em ambientes com maior integridade devido a sua ecofisiologia. Espécies raras podem estar em maior risco de extinção devido sua baixa abundância. Com isso, a retirada da vegetação tende a prejudicar espécies de comportamento especialista de áreas mais integras, além de causar um efeito negativo nas espécies classificadas como raras.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comunidade fitoplanctônica de igarapés da volta grande do Xingu(Pará, Brasil)
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) FERREIRA, Leydimara da Rocha Alves; NUNES, Daniela Santana; http://lattes.cnpq.br/6036935515134179; https://orcid.org/0000-0003-1268-4000; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/5039199140680191; https://orcid.org/0009-0000-7302-3957; PEREIRA, Tatiana da Silva; COSTA, Ully Mattilde Pozzobom; LOPES, Vanessa Guimarães; PETSCH, Danielle Katharine; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/2126502797802986; http://lattes.cnpq.br/4940526473651633
    Os igarapés de floresta amazônica desempenham um papel crucial na diversidade dos ecossistemas aquáticos, proporcionando equilíbrio ecológico às microbacias hidrográficas. O fitoplâncton, base da cadeia trófica e bioindicador ambiental, responde a fatores físico químicos e à estrutura do habitat. Diante disso, este estudo teve por objetivo realizar um Check list da comunidade fitoplanctônica e analisar a influência de variáveis ambientais (físico-químicas da água e Índice de Integridade do Habitat - IIH) sobre a riqueza e o biovolume do fitoplâncton em igarapés da Volta Grande do Xingu, Pará, Brasil. Foram identificados 295 táxons, com destaque para Zygnematophyceae, Bacillariophyceae e Cyanophyceae. Entre as diatomáceas (Bacillariophyceae), registramos a ocorrência de Terpsinoë musica Ehrenberg espécie predominante em águas salobras, embora também presente em águas doces. A identificação dos gêneros Microcystis Lemmermann e Dolichospermum P. Wacklin, cianobactérias produtoras de cianotoxinas, reforça a importância do monitoramento ambiental. A análise quantitativa revelou 79 táxons, com Bacillariophyceae sendo a mais rica e Zygnematophyceae contribuindo mais para o biovolume. A profundidade, largura e pH demonstraram influenciar significativamente a comunidade fitoplanctônica. Observamos que maiores profundidades dos igarapés estão associadas a um maior biovolume de fitoplâncton, enquanto a largura apresentou um efeito inverso. Adicionalmente, o pH exerceu um efeito significativo sobre o biovolume das espécies, corroborando a hipótese de que este parâmetro é um fator determinante para o fitoplâncton. As espécies Desmidium quadratum Nordstedt e Mougeotia sp. apresentaram maior biovolume em igarapés com águas mais ácidas, enquanto Hariotina reticulata P. A. Dangeard mostraram preferência por ambientes menos ácidos. Portanto, o monitoramento das variáveis físico-químicas da água e da estrutura dos habitats é essencial para entender a dinâmica do fitoplâncton, fornecendo informações para auxiliar na manutenção da biodiversidade e da funcionalidade desses ecossistemas aquáticos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Desenvolvimento inicial do Pacu-branco Myloplus Rubripinnis (Characiformes: serrasalmidae) da bacia do Rio Xingu
    (Universidade Federal do Pará, 2023-08-22) OLIVEIRA, Elzamara de Castro; ZACARDI, Diego Maia; http://lattes.cnpq.br/8348319991578546; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-2652-9477; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737
    A espécie Myloplus rubripinnis, popularmente conhecida como pacu-branco, possui grande potencial ecológico como dispersora de sementes e representa importante recurso alimentar e econômico para diversas famílias ribeirinhas. Entretanto, pouco se conhece sobre a bioecologia dos adultos e não existem investigações relativas ao desenvolvimento inicial desta espécie. Neste contexto, este estudo teve como objetivo caracterizar morfologicamente as primeiras fases do ciclo de vida do M. rubripinnis, capturados no trecho médio do rio Xingu e identificar as principais mudanças nos padrões de crescimento através de diferentes modelos de regressão. Os indivíduos foram coletados com rede de plâncton em diversos habitats presentes no rio Xingu, durante as quatro fases do ciclo hidrológico local (enchente, cheia, vazante e seca) entre os meses de janeiro de 2021 a abril de 2022. Os espécimes depois de identificados, foram classificados de acordo com o estágio de desenvolvimento em períodos larval (larval-vitelino, pré-flexão, flexão e pós-flexão) e juvenil. Foram analisados 55 indivíduos com comprimento padrão variando de 7,21 a 35,53 mm. Durante o período larval os olhos são grandes e esféricos, a cabeça varia de pequena a grande e o corpo fusiforme variando de longo a moderado com perfil dorsal convexo. O intestino alcança a região mediana do corpo e a boca é terminal. O desenvolvimento é do tipo altricial, e inicialmente a pigmentação é escassa no corpo restringindo-se a uma faixa linear ao longo da notocorda com intensificação na parte posterior do pedúnculo caudal. Em estágios iniciais (flexão) observa-se pequenos agrupamentos de cromatóforos puntiformes na região occipital, na lateral do focinho, nos primeiros raios da nadadeira dorsal e anal, na base do ânus e dos raios da nadadeira caudal, e em estágios mais desenvolvidos (pós-flexão) formam faixas verticais irregulares pelo corpo. O número total de miômeros varia de 41 a 42 ((21 a 22 pré-anal e 20 pós-anal). A sequência completa da formação das nadadeiras e o número de raios não ramificados e ramificados são: caudal (superior iiii+9-7+iiii inferior), dorsal (iii,20), anal (iii,32), ventral (i,5) e peitoral (i,10). Os modelos de crescimento indicaram maiores modificações na transição dos estágios de flexão para pós-flexão, com mudanças abruptas nas taxas crescimento relacionadas à cronologia de eventos importantes na história inicial de vida dessa espécie, como alteração no hábito alimentar, posição na coluna da água e ocupação de novos habitats. O padrão de pigmentação associado a dados merísticos são caracteres eficazes para distinguir as fases iniciais de M. rubripinnis de seus congêneres. Os achados desse estudo possibilitam a correta identificação de larvas e juvenis de M. rubripinnis em ambiente natural e, em última análise, contribuem para a compreensão dos locais e períodos de desova, bem como nas ações de manejo, conservação e sustentabilidade deste peixe Neotropical.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Espécies arbóreas presentes na zona urbana de Altamira - Pará: índices espaciais e diversidade florística
    (Universidade Federal do Pará, 2023-04-28) FEIO, Elnatan Ferreira; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3655-4166; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359
    Nas últimas décadas, o interesse por estudar o processo de urbanização nas cidades tornou-se um assunto de extrema importância, visto que, quando esse fenômeno não é trabalhado com planejamento, desprezando as diferenças regionais, torna-se difícil projetar cidades mais sustentáveis. Uma das formas de alcançar esta sustentabilidade é a promoção de ações que incentivem a inserção da arborização que consiga surtir efeitos positivos, tal como a amenização do calor decorrido do asfaltamento e concretização dos espaços urbanos. Assim, a promoção da arborização nas cidades é um dos meios de minimizar os efeitos adversos do clima nas cidades e melhorar a qualidade de vida dos habitantes. Este trabalho foi realizado na sede do município de Altamira, localizada na região Sudoeste do Estado do Pará. Foi desenvolvido em três etapas: (i) realização do mapeamento da arborização a partir da vetorização manual para geração de uma nuvem de pontos que possibilitou a análise, por meio da aplicação da Estatística de Densidade Kernel, da distribuição espacial das espécies arbóreas utilizando cálculo das estimativas de parâmetros ambientais como: Índices de Cobertura Vegetal (ICV) e Percentual de Cobertura Vegetal (PCV); (ii) aquisição de imagens de sensoriamento remoto com baixa nebulosidade durante o período de estiagem, referente aos anos 2011 e 2021 dos Satélites Landsat 5 sensor TM e Landsat 8 Sensor Tirs, respectivamente, com imagens adquiridas no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); e (iii) levantamento do censo arbóreo em três bairros da cidade a partir dos índices de coberturas maiores calculados na primeira etapa da pesquisa para determinar os Índices de Diversidade de Shannon-Weaver, Simpson e Equabilidade de Pielou. Observou-se que a distribuição da arborização da cidade de Altamira é muito variável e deficiente, onde a maioria dos bairros da cidade apresenta um déficit na densidade de árvores. Os bairros centrais são os mais consolidados e apresentaram maiores densidades de indivíduos. O PCV foi de 0,49% e ICVH de 1,72 m² de copa/habitante, valores abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas - ONU e Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - SBAU. Para o ano de 2011, as condições térmicas terrestres da cidade de Altamira variaram entre a mínima de 23,97°C e máxima de 34,80°C, mantendo uma constante em torno de 32°C na área urbanizada, destoando da temperatura máxima registrada de 34°C em poucos pontos da cidade, com temperatura média de 32,09°C nos bairros centrais e mais urbanizados. Em 2021, a temperatura da cidade de Altamira alcançou mínima de 23,35°C e máxima de 33,89°C. O resultado do cálculo dos índices para os bairros Premem, Jardim Uirapuru e Esplanada do Xingu, apresentaram os seguintes valores, respectivamente: a) diversidade de Shannon-Weaver (H’): 1,734, 1,816, 2.28; b) Equabilidade de Pielou (J’): 0.65, 0.57, 0.72, e c) Simpson (C): 0.69, 0.71, 0.85, respectivamente. A análise qualitativa indicou que quanto maior o valor de C, menor é a diversidade de espécies, portanto, a maior diversidade distribuída encontra-se no bairro Premem. Para a análise quantitativa, foram catalogados 793 indivíduos arbóreos, divididos em 61 espécies, pertencentes à 40 famílias botânicas, para os quais se verificou que 68% são espécies exóticas e 32% nativas. Observa-se que o arranjo da espacialização da arborização urbana não acompanhou o crescimento da malha urbana, permitindo o surgimento de zonas com pouca densidade arbórea, o que demonstra que há urgência à elaboração de política que contemple áreas verdes na cidade, de modo a humanizar as vias e logradouros públicos e contribuir para a regulação do microclima altamirense, com efeitos positivos no bem-estar da população e daqueles que por aqui transitam. Desta forma, este estudo possui os atributos necessários para subsidiar ao planejamento urbano em ações que visem a promoção do conforto e a futura atenuação dos eventos de sensação térmica, valorizando para isto o plantio de espécies nativas em detrimento das exóticas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Uso de caixas-ninho pela fauna de vertebrados em relação às variáveis ambientais em um fragmento de Floresta Amazônica em Altamira-Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2018-07-27) BENTO, Silnara Carmo; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741
    A floresta Amazônica é considerada um dos maiores remanescentes de floresta tropical do mundo, mas a exploração acentuada dos recursos naturais na Amazônia tem ocasionado a perda crescente da biodiversidade. Estes impactos têm atingido de forma preocupante a fauna que depende de cavidades naturais presentes em árvores, vivas ou mortas, como locais para nidificação, abrigo ou forrageio. Visando compensar a perda da complexidade ambiental, o uso de caixas-ninho vem sendo utilizada com sucesso, em especial em florestas de regiões temperadas, para diferentes grupos de vertebrados, desde aves a mamíferos. Para a região neotropical, faz-se necessário avaliar a eficiência desta intervenção ambiental através da experimentação e observação quanto ao uso destas caixas-ninho em relação às variáveis ambientais, sendo nosso objetivo desenvolver estas observações em um fragmento de floresta amazônica no Pará. Para o estudo foram utilizadas 30 caixas-ninho de madeira, distribuídas ao longo de um módulo de pesquisa RAPELD localizado em um fragmento florestal na região do médio Xingu, em Altamira. Foram instaladas 8 caixas no transecto um, e 16 no transecto dois, somadas a 6 ao longo de um igarapé. Foram instaladas quatro caixas por parcela, duas no início e duas no final, uma com altura média de 1,5 m, e outra com 5 m em relação ao solo; as caixas instaladas ao longo do igarapé foram fixadas com altura intercalada (1,5 e 5 m) e distância de 50 m uma da outra. Foram mensuradas as variáveis ambientais e espaciais: abertura do dossel, distância da borda, densidade e média do DAP das árvores do entorno, distância do igarapé e altitude. Para verificar a relação entre as variáveis e os locais de instalação das caixas-ninho utilizou-se Análise de Componentes Principais (PCA), também utilizada para relacionar a ocorrência das espécies de aves, anfíbios e répteis, em relação aos locais de amostragens. Sete caixas foram ocupadas por vertebrados, todas com a finalidade de abrigo. Destas, quatro foram mamíferos (Didelphidae e Rodentia), dois répteis (Thecadatilus rapicauda) e um anfíbio (Osteocephalus taurinus). A amostragem abrangeu toda a área de estudo, através da distribuição heterogênea das cavidades artificiais, houve pouca variação entre as variáveis e as caixas-ninho (PCA - 39,50% de explicação dos eixos). Não houve correlação significativa, mas uma tendência de uso quanto aos T. rapicauda ocuparem caixas associadas com as variáveis distância do igarapé e altitude, e mamíferos com a variável cobertura vegetal. Diferentes de outros estudos brasileiros houve baixa ocupação das caixas-ninho, e nossos resultados não foram substanciais para determinar a utilização de caixas-ninho para enriquecimento ambiental em fragmentos ambientais perturbados na Amazônia.