Exposição pré-natal ao mercúrio e os desfechos ao nascer em população ribeirinha da região do Xingu, Amazônia

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29-08-2025

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SILVA, Tânia da Conceição. Exposição pré-natal ao mercúrio e os desfechos ao nascer em população ribeirinha da região do Xingu, Amazônia. Orientadora: Fernanda Nogueira Valentin; Coorientadora: Maria da Conceição Pinheiro. 2025. 56 f. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade e Conservação) - Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17954. Acesso em:.

DOI

A exposição ao metilmercúrio (MeHg) durante a gestação representa um risco potencial ao desenvolvimento fetal, especialmente em populações amazônicas que consomem pescado com frequência. Este estudo buscou avaliar a relação entre o consumo de peixe por gestantes, os níveis de mercúrio total (HgT) no cordão umbilical e possíveis desfechos gestacionais e neonatais adversos, no município de Porto de Moz, Pará. O tipo de estudo foi observacional, com abordagem quantitativa, realizado com 108 gestantes atendidas em unidade básica de saúde entre 2024 e 2025. Foi analisada uma subamostra das gestantes com dados de biomarcadores, sendo mensurados os níveis de HgT no cordão umbilical por espectrometria de absorção atômica. Foram coletadas informações sobre consumo alimentar, perfil sociodemográfico e dados perinatais dos recém-nascidos. A média de HgT no cordão foi de 0,25 ± 0,18 μg/mg, com todos os valores abaixo do limite de risco (6 μg/L). Observou-se uma tendência de aumento dos níveis de HgT proporcional à frequência de consumo de pescado, especialmente de espécies carnívoras como tucunaré e traíra. Não foram identificadas malformações congênitas ou prematuridade, mas houve tendência de redução no peso ao nascer com o aumento do HgT, embora sem significância estatística (p = 0,174; R² = 11,9%). Apesar de os níveis de mercúrio detectados estarem abaixo dos limiares de risco, os achados indicam uma exposição crônica relevante associada ao padrão alimentar regional. O consumo predominante de espécies não carnívoras pode ter atuado como fator protetivo. Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da exposição ao MeHg em gestantes amazônicas, além de ações de educação alimentar e vigilância ambiental articuladas às especificidades socioculturais locais.

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