Programa de Pós-Graduação em Psicologia - PPGP/IFCH
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O Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) do Instituto de Filosofia de Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Psicologia - PPGP/IFCH por Agência de fomento "CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Trabalho do pesquisador docente: análise das vivências profissionais de pesquisadores (as) de um Programa de Pós-Graduação da Região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2024-09-29) BRASIL, Maria Clara Acacio de Oliveira; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/9266787581530443; https://orcid.org/0000-0002-1969-380XO trabalho compõe uma parcela considerável do tempo das pessoas nas mais diversas realidades e contextos dentro do sistema capitalista no qual o mundo se organiza. A atividade laboral define a forma como uma pessoa vive, se relaciona e acessa o mundo ao seu redor. Considerando o peso do exercício laboral, a teoria Psicodinâmica do Trabalho analisou diversos aspectos relacionados a este e abordou a prática laboral como produtora de prazer e sofrimento. A teoria citada trouxe o dinamismo inerente ao trabalho e expôs que a organização e as condições do trabalho estão entre os determinantes das experiências vividas por cada trabalhador. Neste sentido, o objetivo da pesquisa aqui proposta foi analisar as vivências de uma categoria específica de trabalhadores (as): pesquisadores (as) docentes universitários inseridos em um Programa de Pós-Graduação de ciências humanas de uma universidade pública da região norte do Brasil. A proposta leva em conta a relevância de se produzir a respeito do trabalhado com pesquisa dentro do ambiente universitário após anos de ataque as ciências, além de dar ênfase aos (às) pesquisadores (as) inseridos em uma região com os indicadores sociais mais baixos do país no que se refere ao desenvolvimento econômico e social o que despende um grande esforço acadêmico para se produzir ciência com qualidade. A metodologia de pesquisa adotada foi de perspectiva qualitativa, do tipo estudo de caso, em que, as técnicas metodológicas utilizadas foram: aplicação de entrevistas individuais semiestruturadas junto aos (às) pesquisadores (as) docentes e posterior sistematização, análise e discussão das informações coletadas. A análise das falas dos entrevistados foi feita a partir da técnica da Análise de Conteúdo tendo como aporte teórico central a fundamentação da Psicodinâmica do Trabalho. Os principais resultados foram aspectos da organização do trabalho que levam a sobrecarga e a extrapolação da carga horária, assim como uma lógica produtivista de produção do trabalho, além disso, foram encontradas condições de trabalho repletas de carências infraestruturais, para mais ficou evidente na pesquisa que a cooperação é repleta de contrapontos e sofre prejuízos por conta da forma como o trabalho se organiza, por fim, apesar dos impasses encontrados no trabalho os professores demonstraram grande prazer no reconhecimento presente nas relações com alunos, pares e demais trabalhadores (as) da universidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O trabalho e a gestão do cuidado em saúde: a construção de uma política nacional em saúde do trabalhador no Brasil: uma análise documental(Universidade Federal do Pará, 2011-09-30) CRUZ, Amanda Pereira de Carvalho; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/9266787581530443; FERLA, Alcindo Antônio; http://lattes.cnpq.br/6938715472729668O desenvolvimento dos modelos de produção acarretou diversas transformações na concepção da relação homem/trabalho. Com isso, o trabalho tornou-se um dos aspectos centrais na vida do homem moderno. Na relação com o trabalho, emergem diversos processos de subjetivação baseados nas práticas presentes nos contextos em que ele se realiza, bem como nos processos de saúde e doença. No Brasil, esse processo vem sendo delineado por questões políticas e sociais que levaram à emergência da chamada Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador, em 2004. Entretanto, esse tema e seus desdobramentos ainda são fortemente debatidos, uma vez que tal política não se encontra em intenso vigor, demonstrando um percurso em constante construção e ainda permeável à diferentes influências. Este trabalho busca problematizar as práticas que produzem processos de subjetivação do “sujeitotrabalhador” pautados em dispositivos biopolíticos, a partir da análise da gestão do cuidado em saúde do trabalhador no Brasil. Partindo dessa perspectiva, buscou-se analisar a construção das Políticas de Saúde do Trabalhador no país, focando a formulação da PNSST e sua perspectiva atual. Para isso, foram analisadas as estratégias de cuidado presentes nesta Política, bem como a forma como essas estratégias estão articuladas com a perspectiva da integralidade, uma vez que a integralidade é um novo olhar sobre a gestão do cuidado em saúde, criando novas possibilidades de um trabalho em saúde. Centra-se no fluxo do usuário, com mudanças na produção do cuidado em todos os níveis da rede pública de saúde. Primeiro, foram abordados os processos de construção e desenvolvimento da chamada “Saúde do Trabalhador” e, posteriormente, foi analisada a Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador – PNSST (2004) enquanto dispositivo de regulação das práticas de saúde, a partir do método genealógico de Michel Foucault, com foco na análise documental. O processo de construção da PNSST iniciou a partir da 1ª Conferência Nacional em Saúde do Trabalhador, o qual se delineou nas demais conferências realizadas de 2001 e 2005. Neste processo, podemos observar o conflito entre o trabalho como risco (trabalho-risco) e o trabalho como produção de subjetividade (trabalho-subjetividade), que levam a construção das noções entre saúdecontrole versus saúde-integralidade. A análise documental da PNSST de 2004 denota que ainda há uma prevalência do olhar da Saúde Ocupacional, pelo viés do trabalho-risco/saúdecontrole, uma vez que as estratégias de cuidado apresentam discursos de risco/agravo no trabalho, na patologização do sujeito e na monetarização da saúde. Além disso, de 2005 até meados de 2011, não houve a concretização e implantação da Política, sendo criados diferentes sentidos e, inclusive, convergindo as ações de Saúde do Trabalhador para o campo da Vigilância em Saúde, onde se encontra tal área no Ministério da Saúde hoje. Com isso, observamos que ao pensarmos na proposta de articular o campo da integralidade com a Saúde do Trabalhador, encontramos, na verdade, a construção de discursos pautados em estratégias biopolíticas de transformar a atividade laboral em risco que deve ser vigiado e medicalizado. Além disso, não há interface para absorção das demandas referentes à saúde do trabalhador no SUS. A criação de linhas de cuidado em Saúde do Trabalhador em Unidades Básicas de Saúde ou mesmo a criação de Unidade de Referência Especializada em Saúde do Trabalhador nos permite inserir este tema cada vez mais no campo da saúde pública no Brasil e diminuir a dispersão dos casos de sofrimento dos trabalhadores que ficam no nível do não dito.
