Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - PPGEC/ITEC
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O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) do Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi aprovado pela CAPES em 1999 e teve sua primeira turma iniciada em 2001, sendo o primeiro Curso de Mestrado Engenharia Civil na Região Norte do Brasil, realizando atividades integradas de Ensino, Pesquisa e Extensão nas áreas de Engenharia Civil e Engenharia Sanitária e Ambiental.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - PPGEC/ITEC por Assunto "Active silica"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Compósitos cimentícios reforçados com fibras de curauá (Ananas erectifolius) impregnadas com sílica ativa(Universidade Federal do Pará, 2019-02-01) PINTO, Renata Godinho; PICANÇO, Marcelo de Souza; http://lattes.cnpq.br/4535052395600357As fibras vegetais são uma alternativa para o reforço de argamassas cimentícias, uma vez que, diferentemente das fibras industrializadas, são renováveis, biodegradáveis e de baixo custo. A grande limitação desses compósitos diz respeito a baixa durabilidade das fibras inseridas na matriz cimentícia. Por isso, a presente pesquisa teve como objetivo analisar as propriedades de argamassas reforçadas com fibras de curauá previamente impregnadas com sílica ativa. O traço dos compósitos foi determinado por meio de um estudo piloto, foi utilizado o traço 1:3:0,61 e adição de 2% de fibras com 25 mm de comprimento. Foram moldadas seis famílias, empregando o cimento CP-IV e o CP-II E. Foi verificada as propriedades dos compósitos aos 28 dias e após o envelhecimento natural aos 180 e 270 dias. As características das fibras de curauá utilizadas foram: massa específica de 1,33 g/cm³, resistência à tração de 422,89 MPa e módulo de elasticidade de 28,83 GPa. Para os compósitos, quando avaliada a resistência à compressão, o tratamento prévio das fibras propiciou melhor resultado do que aquele obtido para as argamassas com fibras in natura. Para a resistência à tração, a inclusão das fibras de curauá proporcionou o reforço desejado melhorando essa propriedade em cerca de 45%. O módulo de elasticidade indicou que a adição das fibras reduziu a rigidez do material. Para a flexão, a adição das fibras impregnadas proporcionou um incremento máximo na resistência de 57,95% em relação à referência, porém foi identificado com o envelhecimento natural o decréscimo da resistência para compósitos com fibras in natura. O tratamento proposto foi eficaz em preservar a tenacidade dos compósitos após o envelhecimento natural. Pelos difratogramas das argamassas, verificou-se que a impregnação das fibras foi eficiente em limitar a formação da portlandita na matriz. Isso corrobora com as micrografias das argamassas, onde foi identificado sinais de degradação nos compósitos com fibras in natura, enquanto que as fibras previamente tratadas se mantiveram intactas mesmo após o envelhecimento natural. Dessa forma, pode-se considerar que a impregnação das fibras com sílica ativa melhorou as propriedades mecânicas dos compósitos e aumentou a durabilidade das fibras de curauá.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Compósitos cimentícios reforçados com fibras do epicarpo do coco babaçu para aplicação em placas cimentícias.(Universidade Federal do Pará, 2022-08-25) ARAÚJO, Myrela Vieira de; SANTANA, Audirene Amorim; http://lattes.cnpq.br/7431678688628387; PICANÇO, Marcelo de Souza; http://lattes.cnpq.br/4535052395600357A procura de novos materiais para a construção civil fundamentado em fontes renováveis tem colaborado para o desenvolvimento sustentável. As fibras lignocelulósicas são possibilidades para o reforço de argamassas cimentícias, uma vez que são de baixo custo, fácil alcance, são renováveis, diferentemente das fibras artificiais. Porém, quando adicionadas à matriz cimentícia, alcançam baixa durabilidade e sofrem degradações. Dessa forma, a presente pesquisa teve como objetivo analisar as propriedades físicas, mecânicas, morfológicas e mineralógicas de compósitos cimentícios reforçados com fibras do epicarpo do coco babaçu da espécie Attalea Speciosa Mart. Ex Spreng in natura e impregnadas em pasta de sílica ativa. O traço dos compósitos foi estabelecido através de um estudo piloto, utilizando o traço 1:3:0,62 e adição 1% de fibras com comprimento ≤ 25 mm. Foram moldadas três famílias de argamassa, sendo a primeira sem adição de fibras (REF), a segunda com adição de fibras in natura (AFST) e a terceiracom adição de fibras tratadas (AFCT). As fibras do epicarpo do coco babaçu possuíam 1,398 g/cm³ de massa específica, 6,93% de teor de umidade e resistência à tração média de 141,9 MPa. Após 28 dias de cura úmida, as propriedades dos compósitos foram analisadas, alcançando para a resistência à tração na flexão após a adição de fibras in natura um aumento de 46,68% e para compósitos com fibras tratadas um decréscimo de 14,16%. Para a densidade aparente, ambas condições AFST e AFCT houve um decréscimo da propriedade e naabsorção de água, ocorreu um acréscimo de 8,20% e 11,49%, respectivamente. No ensaio de permeabilidade, não houve formação de gotas em todas as amostras e a análise de termometria apresentou compatibilidade das fibras com o cimento. Através das micrografias das argamassas observou-se nas amostras AFST presenças de ceras que oferece proteção contra a penetrabilidade de água, enquanto que nas amostras AFCT houve a perda das ceras. Pelos difratogramas, verificou-se que a impregnação das fibras em pasta de sílica ocasionou na perda da calcita e portlandita, produzindo amostras com maior porosidade. Dessa forma, a adição das fibras in natura proporcionou melhorias nas propriedades dos compósitos, mas o tratamento em pasta de sílica ativa ocasionou no decréscimo das propriedades, não sendo adequada para uso.
