Dissertações em Doenças Tropicais (Mestrado) - PPGDT/NMT
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3559
O Mestrado Acadêmico em Doenças Tropicais iniciou em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Doenças Tropicais (Mestrado) - PPGDT/NMT por Assunto "Acidentes ofídicos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acidentes ofídicos ocorridos no município de Santarém (PA) no período de 2000-2009(Universidade Federal do Pará, 2012) SINIMBÚ, Valter Pinheiro; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718Investiga-se o perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos e os fatores de risco associados à sua incidência em residentes do município de Santarém (PA) ocorridos na década de 2000-2009. Aborda o trabalho com uma metodologia descritivoanalítica, observacional e retrospectiva, utilizando um banco de dados devidamente codificado, disponibilizado pelo Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. No período considerado, ocorreram 2.283 casos, perfazendo uma incidência anual variando entre 70 a 105 casos / 100.000 habitantes com uma letalidade de 0,66%. Os acidentes predominaram em habitantes da zona rural (87%), nos meses chuvosos da Amazônia (janeiro a junho), em pacientes do sexo masculino (79%) na faixa etária de 20-29 anos. A quase totalidade dos casos foi atendida no Pronto-Socorro do município (88%) situado na zona urbana. A maioria dos pacientes (56%) chegou à Unidade de Saúde após 6 horas da ocorrência do acidente em decorrência de dificuldades no acesso por fatores geográficos e do transporte fluvial. Foram classificados quanto à gravidade em leves (38%), moderadas (55%) e graves (6%). Devido à frequência das espécies de ofídios na região, os acidentes botrópicos representaram a maioria com 70,9%, seguidos dos acidentes laquéticos (11,3%) bem mais frequentes nas matas amazônicas, dos crotálicos (2,1%) e dos raros elapídicos (0,2%); em 15,3% a espécie não foi identificada. Em 91% desses pacientes foi instituída a soroterapia. Não foi possível determinar a ocupação desses pacientes, nem seu nível de escolaridade, devido à ausência de preenchimento dos formulários de notificação do caso. Os membros inferiores foram as regiões predominantemente atingida (82%), o que chama a atenção para a adoção de medidas preventivas simples, mas eficazes. Mesmo diante da alta incidência de casos (das maiores do Brasil), das dificuldades de acesso dos pacientes a um pronto e eficaz atendimento (aumentando a morbimortalidade), e da pouca importância dada pelos profissionais de saúde no que se refere ao preenchimento das informações necessárias a uma melhor avaliação e proteção dos moradores dessa região, observou-se que esses acidentes, apesar de endêmicos na maior parte do mundo, notadamente das zonas tropicais, continua sendo, segundo conceito da OMS, um problema negligenciado (pelos pacientes, pelos profissionais e pela sociedade). Há necessidade de mais pesquisas, mais publicidade e mais conscientização.
