Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Anestesia com eugenol em Hypancistrus seideli (Siluriformes: Loricariidae): teste com exposição e reexposição(Universidade Federal do Pará, 2025-04-10) SANTOS, Mayara Fernanda Cabral da Rocha; PEREIRA, Tatiana da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; SILVA JÚNIOR, Flavio Manoel Rodrigues da; ROCHA, Juliana Delatim Simonato; AMADO, Lílian Lund; BARBAS, Luis André Luz; ANDRADE, Marcelo Moraes; http://lattes.cnpq.br/6001686006338661; http://lattes.cnpq.br/0889677472146308; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; http://lattes.cnpq.br/0067206681021272; http://lattes.cnpq.br/0231296279253720; https://orcid.org/0000-0002-7344-4679; https://orcid.org/0000-0002-1623-1490; https://orcid.org/0000-0001-7693-8191; https://orcid.org/0000-0002-2708-8909; https://orcid.org/0000-0002-0861-7668O presente trabalho busca determinar a concentração segura do anestésico eugenol para a anestesia de Hypancistrus seideli, peixe amazônico, endêmico do rio Xingu e de importância para o comércio ornamental, através de um protocolo alternativo que utiliza menos animais do que os testes tradicionais de LC50 e LD50. Foram analisados os efeitos anestésicos do eugenol em 64 espécimes de H. seideli. Para essa avaliação utilizamos os estágios já padronizados por Ross e Ross de 2008 adaptados para loricarideos. Os peixes foram escolhidos randomicamente e colocados individualmente em aquários, com parâmetros controlados. Foram testados 64 espécimes de H. Seideli divididos em quatro grupos, onde o grupo um e dois receberam 2 mg.L-¹ da solução anestésica em tempos diferentes. O grupo um a cada um minuto e o grupo dois a cada dois minutos. Estes mesmos peixes foram reexpostos ao eugenol três meses depois para saber se houve tolerancia reversa nos animais. O grupo três e quatros eram constituidos de peixes que numca tiveram contato com eugenol. Eles receberam as concentrações referentes as médias das concentrações encontradas no grupo um e dois, respectivamente 32,6 mg.L-¹ e 24,87 mg.L-¹, mas sem a necessidade de reexposição após três meses. Na preparação da solução, o eugenol foi diluído em etanol 70%, na proporção 1:9. Os peixes foram escolhidos randomicamente e observados simultaneamente por dois pesquisadores. Cada peixe foi testado individualmente em aquários contendo 5 L de água. O teste PERMANOVA foi realizado mostrando que não houve diferença nas doses de exposição e reexposição e que a concentração de exposição segura de anestesia para H. seideli foi de 32,6 mg.L-¹ onde 100% dos peixes chegaram a anestesia e em tempo hábil. Não houve mortalidade durante o experimento, nem após meses da realização dos testes. O protocolo utilizado neste trabalho foi efetivo e seguro para o uso de eugenol em espécimes de H. seideli.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As roças e o extrativismo vegetal em comunidades rurais de Parintins, Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) PIEDADE, Louise Cristine Alves; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; PEREIRA, Tatiana da Silva; SILVA, Marivana Borges; ROMAGNOLI, Fernanda Carneiro; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1604205059852571; http://lattes.cnpq.br/0831545262046295O trabalho investiga as práticas tradicionais de cultivo e extrativismo vegetal em duas comunidades rurais localizadas no município de Parintins, estado do Amazonas, visando compreender a relevância dessas atividades para a subsistência, segurança alimentar e renda das famílias locais, destacando a interação entre o conhecimento local e as mudanças socioambientais observadas na região. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com 42 moradores, complementadas por observação direta, passeios guiados e coleta de material botânico sempre que possível. Foram identificadas 43 espécies vegetais distribuídas em 38 gêneros e 26 famílias botânicas, com predominância das palmeiras da família Arecaceae. A mandioca (Manihot esculenta Crantz), o tucumã (Astrocaryum aculeatum G.Mey) e o açaí (Euterpe sp.) destacam-se como as espécies mais citadas, tanto pelo uso alimentar quanto pela importância econômica. Os resultados indicaram que a roça permanece como uma atividade agrícola mais significativa, sendo realizada majoritariamente em sistema familiar, sem o uso de agrotóxicos, e com forte influência dos conhecimentos transmitidos entre gerações. A produção, baseada no cultivo de mandioca, banana, cana-de-açúcar, milho e demais espécies de ciclo curto, é destinada, em grande parte, ao consumo próprio, com o excedente utilizado para a comercialização. A farinha de mandioca se revelou o principal produto comercializado, sendo fundamental para a renda familiar. O extrativismo vegetal, por sua vez, tem se tornado uma atividade secundária, com uma redução obrigatória na frequência de coleta devido a diminuição da disponibilidade de algumas espécies e alterações nos ciclos de frutificação, atribuídas a mudanças ambientais. A coleta de frutos como o tucumã, a castanha-do-pará e a bacaba ainda persistem, mas os comunitários relatando que espécies antes comuns já não são mais encontradas com a mesma facilidade. Embora ambas as atividades sejam essenciais para a subsistência das comunidades, há um evidente distanciamento das práticas tradicionais, impulsionado pela introdução de hábitos alimentares externos e pela dificuldade de escoamento da produção. Além disso, a ausência de incentivos governamentais e o acesso limitado à assistência técnica foram apontados como fatores que dificultam a manutenção dessas práticas. Concluiu-se que o manejo tradicional da roça e o extrativismo vegetal, além de garantir a subsistência e a renda familiar, desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade local e na manutenção do conhecimento tradicional associado. Diante das mudanças observadas, o estudo destaca a importância de políticas públicas que incentivem práticas agroextrativistas sustentáveis, promovam o fortalecimento das comunidades e valorizem o conhecimento que elas acumulam, garantindo, assim, a continuidade dessas práticas no contexto amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Composição da assembleia de anuros em área de manejo florestal na Amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-05-30) PEREIRA, Fabrício Otávio do Nascimento; SANTOS, Graciliano Galdino Alves dos; SERRA, Anderson Borges; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; http://lattes.cnpq.br/9878285735905103; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260; OLIVEIRA, Elciomar Araújo de; Gangenova, Elena; Rodrigues, Domingos de Jesus; SUÁREZ, Pablo; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/1088366040232425A redução da biodiversidade tem despertado esforços de ecólogos, conservacionistas e da sociedade em geral para entender os efeitos das atividades econômicas sobre suas perdas. Este estudo avalia o efeito do manejo florestal de impacto reduzido, atividade econômica vista como aliada a conservação da Biodiversidade, sobre a composição da assembleia de anuros e os efeitos dos ambientes criados pelo manejo e do tempo pós exploração na assembleia de anuros. Para tanto, foram analisados os efeitos do tipo de fitofisionomia, e tempo de exploração do manejo florestal. O estudo foi desenvolvido na Amazônia Paraense, na unidade de manejo da Fazenda Uberlândia, município de Portel. A coleta de dados em campo ocorreu em meados do período com maior intensidade de chuvas (fevereiro a março de 2021), com amostragem em 84 transectos lineares (25m), no mínimo 500 m distantes entre si. O tempo transcorrido desde a exploração florestal foi de um a seis anos, e de dezessete anos. Analisamos quatro tipos de ambiente, que se formaram em decorrência da exploração, pátio, estrada secundária, ramal de arraste e mata. Em cada transecto foram coletadas quatro variáveis ambientais com o intuito de descrever as características estruturais de cada um dos ambientes: altura média da serapilheira, temperatura, umidade e quantidade de luz. Primeiramente fizemos um teste de autocorrelação espacial de utilizando o índice I de Moran. Analisamos os dados a partir de uma nMDS e com os scores do primeiro eixo gerados pela nMDS, realizamos uma ANOVA vs. tipo de ambiente do manejo, também fizemos um teste de Tukey a posteriori, para exemplificar em quais ambientes estavam as diferenças significativas. Além disso, fizemos outra ANOVA para verificar diferenças significativas na riqueza de espécies entre os ambientes. Os impactos da exploração, resultaram em modificações na paisagem, transformando áreas de florestas em um mosaico de habitats modificados e ricos em poças artificias. Nossos resultados indicam que as espécies que utilizam corpos de água lóticos dominaram nos ambientes de pátio e estradas secundárias onde existe maior depósito de água. Esse processo pode ser benéfico para a assembleia no curto prazo, tendo em vista que os primeiros anos apresentam os efeitos mais significativos do manejo, mas esse resultado pode ter um efeito homogeneizador, tornando a composição da fauna que a princípio era rica em especialistas florestais, em espécies mais adaptadas a ambientes mais abertos e assim diminuindo a diversidade funcional local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunidade fitoplanctônica de igarapés da volta grande do Xingu(Pará, Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) FERREIRA, Leydimara da Rocha Alves; NUNES, Daniela Santana; http://lattes.cnpq.br/6036935515134179; https://orcid.org/0000-0003-1268-4000; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/5039199140680191; https://orcid.org/0009-0000-7302-3957; PEREIRA, Tatiana da Silva; COSTA, Ully Mattilde Pozzobom; LOPES, Vanessa Guimarães; PETSCH, Danielle Katharine; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/2126502797802986; http://lattes.cnpq.br/4940526473651633Os igarapés de floresta amazônica desempenham um papel crucial na diversidade dos ecossistemas aquáticos, proporcionando equilíbrio ecológico às microbacias hidrográficas. O fitoplâncton, base da cadeia trófica e bioindicador ambiental, responde a fatores físico químicos e à estrutura do habitat. Diante disso, este estudo teve por objetivo realizar um Check list da comunidade fitoplanctônica e analisar a influência de variáveis ambientais (físico-químicas da água e Índice de Integridade do Habitat - IIH) sobre a riqueza e o biovolume do fitoplâncton em igarapés da Volta Grande do Xingu, Pará, Brasil. Foram identificados 295 táxons, com destaque para Zygnematophyceae, Bacillariophyceae e Cyanophyceae. Entre as diatomáceas (Bacillariophyceae), registramos a ocorrência de Terpsinoë musica Ehrenberg espécie predominante em águas salobras, embora também presente em águas doces. A identificação dos gêneros Microcystis Lemmermann e Dolichospermum P. Wacklin, cianobactérias produtoras de cianotoxinas, reforça a importância do monitoramento ambiental. A análise quantitativa revelou 79 táxons, com Bacillariophyceae sendo a mais rica e Zygnematophyceae contribuindo mais para o biovolume. A profundidade, largura e pH demonstraram influenciar significativamente a comunidade fitoplanctônica. Observamos que maiores profundidades dos igarapés estão associadas a um maior biovolume de fitoplâncton, enquanto a largura apresentou um efeito inverso. Adicionalmente, o pH exerceu um efeito significativo sobre o biovolume das espécies, corroborando a hipótese de que este parâmetro é um fator determinante para o fitoplâncton. As espécies Desmidium quadratum Nordstedt e Mougeotia sp. apresentaram maior biovolume em igarapés com águas mais ácidas, enquanto Hariotina reticulata P. A. Dangeard mostraram preferência por ambientes menos ácidos. Portanto, o monitoramento das variáveis físico-químicas da água e da estrutura dos habitats é essencial para entender a dinâmica do fitoplâncton, fornecendo informações para auxiliar na manutenção da biodiversidade e da funcionalidade desses ecossistemas aquáticos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento inicial do Pacu-branco Myloplus Rubripinnis (Characiformes: serrasalmidae) da bacia do Rio Xingu(Universidade Federal do Pará, 2023-08-22) OLIVEIRA, Elzamara de Castro; ZACARDI, Diego Maia; http://lattes.cnpq.br/8348319991578546; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-2652-9477; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737A espécie Myloplus rubripinnis, popularmente conhecida como pacu-branco, possui grande potencial ecológico como dispersora de sementes e representa importante recurso alimentar e econômico para diversas famílias ribeirinhas. Entretanto, pouco se conhece sobre a bioecologia dos adultos e não existem investigações relativas ao desenvolvimento inicial desta espécie. Neste contexto, este estudo teve como objetivo caracterizar morfologicamente as primeiras fases do ciclo de vida do M. rubripinnis, capturados no trecho médio do rio Xingu e identificar as principais mudanças nos padrões de crescimento através de diferentes modelos de regressão. Os indivíduos foram coletados com rede de plâncton em diversos habitats presentes no rio Xingu, durante as quatro fases do ciclo hidrológico local (enchente, cheia, vazante e seca) entre os meses de janeiro de 2021 a abril de 2022. Os espécimes depois de identificados, foram classificados de acordo com o estágio de desenvolvimento em períodos larval (larval-vitelino, pré-flexão, flexão e pós-flexão) e juvenil. Foram analisados 55 indivíduos com comprimento padrão variando de 7,21 a 35,53 mm. Durante o período larval os olhos são grandes e esféricos, a cabeça varia de pequena a grande e o corpo fusiforme variando de longo a moderado com perfil dorsal convexo. O intestino alcança a região mediana do corpo e a boca é terminal. O desenvolvimento é do tipo altricial, e inicialmente a pigmentação é escassa no corpo restringindo-se a uma faixa linear ao longo da notocorda com intensificação na parte posterior do pedúnculo caudal. Em estágios iniciais (flexão) observa-se pequenos agrupamentos de cromatóforos puntiformes na região occipital, na lateral do focinho, nos primeiros raios da nadadeira dorsal e anal, na base do ânus e dos raios da nadadeira caudal, e em estágios mais desenvolvidos (pós-flexão) formam faixas verticais irregulares pelo corpo. O número total de miômeros varia de 41 a 42 ((21 a 22 pré-anal e 20 pós-anal). A sequência completa da formação das nadadeiras e o número de raios não ramificados e ramificados são: caudal (superior iiii+9-7+iiii inferior), dorsal (iii,20), anal (iii,32), ventral (i,5) e peitoral (i,10). Os modelos de crescimento indicaram maiores modificações na transição dos estágios de flexão para pós-flexão, com mudanças abruptas nas taxas crescimento relacionadas à cronologia de eventos importantes na história inicial de vida dessa espécie, como alteração no hábito alimentar, posição na coluna da água e ocupação de novos habitats. O padrão de pigmentação associado a dados merísticos são caracteres eficazes para distinguir as fases iniciais de M. rubripinnis de seus congêneres. Os achados desse estudo possibilitam a correta identificação de larvas e juvenis de M. rubripinnis em ambiente natural e, em última análise, contribuem para a compreensão dos locais e períodos de desova, bem como nas ações de manejo, conservação e sustentabilidade deste peixe Neotropical.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Explorando a biodiversidade do Rio Xingu: apresentação e validação de um novo equipamento de amostragem de DNA ambiental(Universidade Federal do Pará, 2024-04-29) BAHIANA, Bruno Gonçalves; KEPPELER, Friedrich Wolfgang; GIARRIZZO, Tommaso; http://lattes.cnpq.br/5889416127858884O conhecimento e monitoramento da biodiversidade se configuram como elementos- chaves para a definição de ações e iniciativas focadas na conservação e restauração da natureza. No entanto, técnicas de monitoramento são geralmente caras e demoradas, o que dificulta esforços para a identificação e manejo da diversidade biológica. Nesse sentido, é imprescindível o desenvolvimento de novos métodos rápidos, não invasivos e de baixo custo que possam trazer resultados e informações confiáveis e robustas, destacando-se, nesse contexto, as abordagens baseadas no uso do DNA ambiental (eDNA). O eDNA é uma mistura complexa de material genético oriundo de organismos inteiros ou partes deles, presentes em matrizes ambientais, que podem ser, por exemplo, de solo, água ou sedimento. O presente projeto apresenta um protótipo de equipamento simples e de baixo custo para obter amostragem de eDNA, visando explorar a riqueza e composição da ictiofauna no Sistema de Transposição de Peixes (STP) da Usina Hidrelétrica Belo Monte, localizado no curso médio do rio Xingu, um rio hiperdiverso localizado na Amazônia brasileira. Para tanto, fabricou-se um novo e acessível equipamento para coleta passiva de material genético (eDNA) a partir de uma estrutura metálica e dois tubos de PVC. Um medidor de vazão foi acoplado a um dos tubos e dois rolos de gaze foram firmemente fixados ao outro tubo. A partir das amostras, que foram coletadas a cada duas horas durante um período de 24 horas, foi gerado um inventário de espécies usando uma combinação de marcadores moleculares específicos de peixes (Tele02 12S). Para a validação do equipamento e da metodologia proposta, a variação temporal da riqueza e composição da ictiofauna detectada com eDNA foram comparadas com as registradas no monitoramento utilizando o Sistema de Vídeo-Imagem (SVI) localizado na saída do STP. Os resultados indicam que o método foi eficiente e amostrou 100% das ordens da ictiofauna que foi registrada no monitoramento com SVI, mas a similaridade entre os dois métodos foi reduzindo à medida que aumentava-se a especificidade taxonômica. Esse resultado pode ser explicado pela baixa representatividade das espécies do Xingu nas bibliotecas genômicas existentes. Neste sentido, o eDNA é uma abordagem promissora e com grande potencial de se tornar uma ferramenta valiosa para estudar e monitorar a composição de peixes em rios tropicais de água doce altamente diversificados com custos acessíveis e impactos mínimos sobre organismos e habitats, mas que, nesse momento, precisa de mais pesquisa de base para que possa a vir substituir e/ou complementar os métodos tradicionais de amostragem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resposta da comunidade de Odonata ao gradiente ambiental em igarapés da Volta Grande do Xingu(Universidade Federal do Pará, 2024-12-18) CHAVES, Esiene da Costa; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; SILVA, Tatiana Pereira da; BRASIL, Leandro Schlemmer; SANTOS, Lenize Batista Calvão; GIEHL, Núbia França da Silva; BRITO, Joás da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1908629101039803; http://lattes.cnpq.br/2859350745554286; http://lattes.cnpq.br/1561280535072922; http://lattes.cnpq.br/6013054034235293O aumento das atividades antrópicas na Amazônia tem causado impactos significativos nos ecossistemas terrestres e aquáticos. O desmatamento, as queimadas e a construção de hidrelétricas, entre outras atividades, contribuem para a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas aquáticos, resultando na destruição de habitats e na redução de espécies aquáticas, como os Odonata, que são fundamentais para manter o equilíbrio desses ecossistemas. Os Odonata respondem rapidamente às mudanças no ambiente e são amplamente utilizados como bioindicadores de alterações ambientais devido à sua alta sensibilidade à qualidade do habitat e da água. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças nas comunidades de Odonata em resposta às variáveis ambientais em igarapés da Volta Grande do Xingu. As coletas foram realizadas em 19 igarapés da região, abrangendo os municípios de Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, em setembro de 2019, durante a estação seca amazônica. Para a captura dos insetos, utilizou-se o método de varredura em zonas fixas e rede entomológica (puçá), em100 metros em cada igarapé. Foram mensuradas as variáveis: pH, condutividade elétrica, temperatura da água, turbidez e oxigênio dissolvido. Em todos os igarapés, foi aplicado o Índice de Integridade de Habitat (IIH), que avalia o estado de conservação do habitat, variando de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor o estado de conservação do igarapé; quanto mais próximo de 0, mais degradado o ambiente. Utilizamos o TITAN (Threshold Indicator Taxa Analysis) para avaliar o limiar do gradiente em que a comunidade apresenta ganho ou perda de espécies. No total, coletamos 526 indivíduos, distribuídos em duas subordens (Zygoptera e Anisoptera), 6 famílias, 26 gêneros e 43 espécies. A comunidade de Odonata apresentou mudança na sua composição nos valores a partir de 0,64 para o gradiente ambiental de IIH, tendo ganho de espécies em ambientes mais preservados. Em relação às outras variáveis ambientais, não tivemos mudanças para composição da comunidade de Odonata. A espécie A. fumigata Hagen, 1865, da subordem Zygoptera, destacou-se como espécie bioindicadora da qualidade de igarapés amazônicos, evidenciando assim que indivíduos desta subordem estão comumente associados a ambientes mais íntegros e preservados com vegetação densa, em razão das suas exigências ecofisiológicas. Nossos resultados demonstram que as alterações ambientais causadas pela ação antrópica alteram a qualidade do habitat nos igarapés e consequentemente afetam espécies que dependem desses ambientes. A presença de espécies bioindicadoras como Argia fumigata em ambientes preservados reforça a importância de conservar a integridade desses habitats para manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos associados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso de caixas-ninho pela fauna de vertebrados em relação às variáveis ambientais em um fragmento de Floresta Amazônica em Altamira-Pa(Universidade Federal do Pará, 2018-07-27) BENTO, Silnara Carmo; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741A floresta Amazônica é considerada um dos maiores remanescentes de floresta tropical do mundo, mas a exploração acentuada dos recursos naturais na Amazônia tem ocasionado a perda crescente da biodiversidade. Estes impactos têm atingido de forma preocupante a fauna que depende de cavidades naturais presentes em árvores, vivas ou mortas, como locais para nidificação, abrigo ou forrageio. Visando compensar a perda da complexidade ambiental, o uso de caixas-ninho vem sendo utilizada com sucesso, em especial em florestas de regiões temperadas, para diferentes grupos de vertebrados, desde aves a mamíferos. Para a região neotropical, faz-se necessário avaliar a eficiência desta intervenção ambiental através da experimentação e observação quanto ao uso destas caixas-ninho em relação às variáveis ambientais, sendo nosso objetivo desenvolver estas observações em um fragmento de floresta amazônica no Pará. Para o estudo foram utilizadas 30 caixas-ninho de madeira, distribuídas ao longo de um módulo de pesquisa RAPELD localizado em um fragmento florestal na região do médio Xingu, em Altamira. Foram instaladas 8 caixas no transecto um, e 16 no transecto dois, somadas a 6 ao longo de um igarapé. Foram instaladas quatro caixas por parcela, duas no início e duas no final, uma com altura média de 1,5 m, e outra com 5 m em relação ao solo; as caixas instaladas ao longo do igarapé foram fixadas com altura intercalada (1,5 e 5 m) e distância de 50 m uma da outra. Foram mensuradas as variáveis ambientais e espaciais: abertura do dossel, distância da borda, densidade e média do DAP das árvores do entorno, distância do igarapé e altitude. Para verificar a relação entre as variáveis e os locais de instalação das caixas-ninho utilizou-se Análise de Componentes Principais (PCA), também utilizada para relacionar a ocorrência das espécies de aves, anfíbios e répteis, em relação aos locais de amostragens. Sete caixas foram ocupadas por vertebrados, todas com a finalidade de abrigo. Destas, quatro foram mamíferos (Didelphidae e Rodentia), dois répteis (Thecadatilus rapicauda) e um anfíbio (Osteocephalus taurinus). A amostragem abrangeu toda a área de estudo, através da distribuição heterogênea das cavidades artificiais, houve pouca variação entre as variáveis e as caixas-ninho (PCA - 39,50% de explicação dos eixos). Não houve correlação significativa, mas uma tendência de uso quanto aos T. rapicauda ocuparem caixas associadas com as variáveis distância do igarapé e altitude, e mamíferos com a variável cobertura vegetal. Diferentes de outros estudos brasileiros houve baixa ocupação das caixas-ninho, e nossos resultados não foram substanciais para determinar a utilização de caixas-ninho para enriquecimento ambiental em fragmentos ambientais perturbados na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso e cobertura da terra e parâmetros biofísicos: análise do projeto de assentamento Assurini, Altamira-Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2024-12-17) CRUZ, Cassiele Fonseca da; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359; ALVAREZ, Welligton de Pinho; SILVA, Eder Mileno; CALVI, Miquéias FreitasAs mudanças ocorridas no uso e cobertura da terra e seus impactos vêm sendo discutidos por diversas agências governamentais e científicas no mundo. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da implantação do projeto de assentamento Assurini e de sua dinâmica de uso da terra sobre parâmetros biofísicos, como o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI), Temperatura de Superfície (Ts) e Saldo de Radiação (Rn). Esses parâmetros foram analisados em áreas de vegetação nativa e secundária, bem como em áreas de pastagem e vegetação degradada com presença de solo desnudo. Para a realização da pesquisa, foram utilizados produtos orbitais dos satélites Landsat 5 (TM) e Landsat 8 (OLI/TIRS), ponto 62 órbita 225, bem como dados meteorológicos da plataforma ERAS 5, durante anos de 1996, 2006, 2011, 2017 e 2023, no qual os dados foram processados na plataforma do Google Earth Engine - GEE. Para coletar os dados de uso e cobertura da terra, foram utilizados dados de sensoriamento remoto manejados em ambiente de Sistemas de Informações Geográficas para o processamento e geração dos dados. Observou-se que o NDVI apresentou redução ao longo dos anos devido à diminuição das áreas de floresta nativa, enquanto a Ts apresentou aumento, sobretudo no ano de 2017 e 2023, devido à substituição da vegetação nativa por áreas de pastagem. Observou-se também que os dados de Rn foram impactados pela dinâmica de uso e ocupação da terra no assentamento, e sofreu influências da disponibilidade de radiação solar incidente nos dias dos anos de 2017 e 2023. As áreas de vegetação nativa apresentaram os maiores valores de NDVI com 0,91 em 4 de julho de 2011 e Rn em 6 de setembro de 2017 com 754,85 Wm-² e 25 de outubro de 2023 com 797,33 Wm-², além dos menores valores de Ts, enquanto as áreas de pastagem e solo desnudo mostraram menores valores de NDVI e Rn, e maiores valores de Ts nos anos de 2017 e 2023 com 28 e 37ºC. Em relação ao uso e cobertura da terra no PA a classe pastagem 1996 tinha 6.639,527 hectares e em 2023 aumentou para 20.024,18 ha, equivalente a um aumento de 332% de área. Os parâmetros biofísicos estudados apresentaram alteração na área do assentamento Assurini, observou-se que houve uma diminuição de sua extensão em 13.725,76 ha em 27 anos após a criação do PA e em 2023 houve uma perda total de floresta nativa de 52,20% em relação ao ano 1996 e essa redução nas áreas de floresta ocorreu devido à conversão dessas áreas em espaços que desenvolvem atividades relacionadas à expansão agropecuária no assentamento.Portanto, as diferentes coberturas do solo influenciaram diretamente nos parâmetros biofísicos, e uso da terra o que demonstra padrões de comportamento diferenciados de absorção de energia. Assim, é de extrema importância a consolidação de políticas públicas compatíveis com a realidade de cada assentamento, bem como a criação, disseminação e acesso a meios para a inserção de sistemas agrícolas com produções mais sustentáveis.
