Navegando por Assunto "Agroecologia"
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Tese Acesso aberto (Open Access) O Agricultor familiar horticultor do Amapá e sua força impulsionadora no desenvolvimento agroecológico(Universidade Federal do Pará, 2022-11-18) PEDRADA, Ana Karolina Lima; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279A agroecologia é uma ciência de abordagem interdisciplinar que vem se construindo ao longo das gerações, integrando conhecimentos tradicionais e científicos, promovendo práticas de agricultura sustentável e construindo movimentos sociais, de caráter cada vez mais político, emancipatório e territorial. Estudar esta construção é buscar entender o homem no campo e como ele contribui para o desenvolvimento agroecológico. O objetivo deste trabalho é compreender a produção familiar agroecológica como força impulsionadora do desenvolvimento rural e como esse produtor é uma peça chave para a formação e consolidação de um ambiente institucional formal no estado do Amapá. Para alcançar este objetivo, a pesquisa explorou as forças que levaram à estruturação institucional da agroecologia na região; analisou as estruturas históricas deste agricultor familiar, suas trajetórias agrárias e como estas infundem na sua atividade econômica, influenciando diretamente na preservação da biodiversidade e saberes locais da região quando na promoção da soberania alimentar; buscou identificar a racionalidade e natureza de motivação econômica do agricultor familiar do estado do Amapá e como ele promove o desenvolvimento rural agroecológico a partir de estratégias participativas. Por fim, buscou também identificar as práticas agroecológicas utilizadas pelos gricultores familiares do estado do Amapá para analisar a perspectiva da certificação orgânica em suas pequenas produções agrícolas voltadas para a horticultura. A abordagem metodológica utilizada no trabalho foi histórico-estrutural e estudo de caso, onde a pesquisa buscou, a partir de análises documentais e entrevistas realizadas com a liderança comunitária dos agricultores familiares agroecológicos e agentes vinculados a órgãos institucionais de assistência técnica sobre perfil familiar e processo de produtivo. Como resultado, a pesquisa conclui que, a princípio, a institucionalização da agroecologia do estado foi impulsionada por órgãos assistencialistas locais, mas que cada vez mais a pequena produção dos horticultores familiares se torna presente nesta construção, impulsionando o desenvolvimento agroecológico institucional. A pesquisa mostrou também que o agricultor familiar do estado é um homem multifacetado e diverso, e sua formação ocorre de acordo com elementos espaciais e territoriais, por isso o agricultor familiar amapaense pode ser caboclo, ribeirinho, quilombola, descendente de escravos, descendente de nordestinos, ou ex-seringueiros entre outros, sendo impossível reduzi-lo a um termo ou categoria só. Também, as tecnologias agrárias promovidas em seus estabelecimentos agrícolas são voltadas para a agroecologia, promovendo a biodiversidade e a soberania alimentar no estado e propondo economias solidárias com a formação de circuitos curtos de comercialização de seus produtos. A pesquisa também identificou duas racionalidades com diferentes naturezas de motivação na região: o agricultor familiar de natureza capitalista, movido pela acumulação de capital dado a formação crescente de novas necessidades sociais e econômicas; e o agricultor familiar de natureza orgânica, um homem plural, diverso e territorial, com caráter de resistência, onde seu principal agente motivador é a família. A pesquisa também evidenciou que um não é impeditivo de existência (ou não) do outro, tampouco um é evolução do outro, eles coexistem no mesmo espaço, detendo racionalidades sociais diferenciadas entre si e ambos promovem desenvolvimento rural a partir de estratégias participativas, tais como formação de associações a fim de promover práticas coletivas. Por último, levantou-se um prognóstico para uma possível concessão orgânica, emitida pelo MAPA, na horticultura promovida pelo agricultor familiar do estado e identificou que 85% dos agricultores familiares do Amapá não utilizam agrotóxicos em sua produção, 59,8% dos agricultores familiares promovem algum tipo de prática agroecológica, como rotação de culturas e/ou pousio, promovendo a sociobiodiversidade, a partir de seus conhecimentos tradicionais que são passados para a geração seguinte. A pesquisa também identificou gargalos para a concessão, que são predominantemente burocráticos, como documentação, falta de um banco comunitário de sementes crioulas, controle de potabilidade e uso de água, adequação às normas sanitárias para higienização de seus produtos conforme preconiza a lei e fortalecimento de canais curtos de comercialização. Mesmo assim, a pesquisa conclui ser totalmente factível a concessão orgânica para os agricultores familiares, horticultores do estado. Por fim, a pesquisa mostra que o agricultor familiar do estado do Amapá é um elemento chave na estruturação da produção agroecológica no estado á e na consolidação de um ambiente institucional formal, dado suas histórias, motivações e resistências e lutas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Análise de uso e ocupação do solo no assentamento Paulo Fonteles no distrito de Mosqueiro, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2022) MAGALHÃES, Társis Ney Castelo Branco Barros; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; SOARES, Daniel Araújo SombraO processo de urbanização sem o planejamento adequado contribuiu para o aumento na formação de áreas periféricas e diminuição da qualidade de vida das pessoas, resultando em uma série de problemas socioambientais. Nesse contexto, também se tem a formação de circuitos curtos de comercialização como alternativas mercadológicas pautadas na lógica da agroecologia como é o caso do Grupo para Consumo Agroecológico (GRUCA). O objetivo do trabalho, portanto, foi analisar o uso e ocupação do solo especificamente na localidade do Assentamento Paulo Fonteles, um dos principais parceiros do GRUCA, durante os anos de 2017 e 2018, através do uso de técnicas de geoprocessamento e análise ambiental. A metodologia consistiu em analisar imagens do Landsat 8, sensor OLI, onde foram definidas 7 classes: 1- Vegetação Nativa; 2- Vegetação Secundária; 3- Vegetação Rasteira; 4- Agricultura e Criação de Animais de Pequeno Porte; 5- Solo Exposto; 6- Área Residencial; 7- Hidrografia. Como resultados, pode-se afirmar que a utilização de técnicas de geoprocessamento e análise ambiental são de suma importância para acompanhar as narrativas e os cenários locais. Concluindo que mesmo em um curto espaço de tempo, foi possível notar mudanças ambientais significativas em relação à área remanescente de vegetação nativa (área de reserva legal superior a 80% em ambos os anos, decréscimo de 2% em áreas agricultáveis) e solo exposto sem alterações significativas, onde pôde-se associar, além dos anos analisados (2017 e 2018) pelas imagens, também ao cenário atual (2022) observando a plataforma do Cadastro Ambiental Rural (CAR).Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Contribuição dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEAs) para o ensino, Pesquisa e Extensão em Instituições no Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2019-06-07) PINHEIRO, Maria José Brito; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a contribuição dos núcleos de estudos em agroecologia no estado do Pará para os processos de ensino-pesquisa-extensão nas instituições de ensino e pesquisa no nordeste paraense. Fundamentamos o trabalho em princípios da agroecologia, do desenvolvimento sustentável, da construção do conhecimento agroecológico e da indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão. Realizamos a pesquisa em quatro núcleos de estudos em agroecologia: NEA IFPA-Castanhal, NEA Ajuri-UFPA Belém, NEA UFRA-Capitão Poço e o NEA Puxirum Agroecológico-Embrapa Amazônia Oriental. Utilizamos uma abordagem qualitativa apoiada pela pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa de campo, entrevistas semiestruturada e a utilização do questionário. Como resultado nós interferimos que os núcleos de estudos em agroecologia vêm desenvolvendo ações relevantes em torno do processo de construção do conhecimento agroecológico no nordeste paraense, refletindo também em outros territórios do estado. Os núcleos de estudos em agroecologia apresentam esforços significativos para levar a cabo os processos indissociáveis entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Com características institucionais distintas, os núcleos de estudos em agroecologia se constituem em espaços de debate sobre os princípios da agroecologia e funcionam como ferramentas importantes para a articulação entre o conhecimento científico acadêmico e o saber das comunidades e povos do campo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Dados sobre a entrega dos paneiros cabanos GRUCA + Iacitatá, nos anos de 2020 e 2021(Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2023) SOUZA, Gabriele Paula da Silva e; AQUINO, Tayná Portilho de; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; GONZAGA, Noel Bastos; VIANA, Raíssa MartinsNo Brasil, a Pandemia da Covid-19 interferiu na dinâmica das relações sociais, econômicas e políticas desde o ano de 2020. Nessa perspectiva, este artigo busca elucidar fatos e dados acerca da atividade de comercialização de grupos de venda direta de alimentos a partir do contexto da Pandemia da Covid-19. A rede GRUCA+Iacitatá é formada por grupos de notória contribuição para a agroecologia no estado do Pará, norte do Brasil e Amazônia oriental: o Grupo para Consumo Agroecológico (GRUCA), um grupo de consumo responsável que viabiliza o consumo político alimentar, defensor dos movimentos de luta pela terra, e o Instituto Iacitatá de Cultura Alimentar, um ponto de cultura alimentar que possui espaço físico em Belém-PA e que luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e pelos direitos dos povos e comunidades tradicionais. A rede GRUCA+Iacitatá atua na Região Metropolitana do município de Belém e abrange agricultores de diversos estados do Brasil, além do estado do Pará. A pesquisa em questão tem caráter qualitativo e quantitativo, com gráficos elaborados pelos gestores do GRUCA, e que expõem dados sobre a comercialização dos Paneiros Cabanos GRUCA+Iacitatá nos anos de 2020 e 2021, evidenciando que desde março de 2020 houve um crescimento considerável de consumidores e de vendas, e, consequentemente, representou uma importante fonte de renda para os agricultores da rede GRUCA+Iacitatá, bem como explicitam que o GRUCA foi fundamental em tempos de Pandemia da Covid-19 para o escoamento dos alimentos agroecológicos, evitando a exposição dos agricultores ao vírus da Covid-19.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Each person has a science of planting: plants cultivated by quilombola communities of Bocaina, Mato Grosso State, Brazil(Universidade Federal do Pará, 2017-06) SANTOS, Thais Aparecida Coelho dos; BARROS, Flávio Bezerra(Cada pessoa tem uma ciência de plantar: plantas cultivadas pelos quilombolas da Bocaína, MT, Brasil). O objetivo deste estudo foi registrar os recursos vegetais mais importantes na vida dos quilombolas da Bocaina, enfatizando as práticas de manejo da agrobiodiversidade. Utilizamos entrevistas semiestruturadas e informais, lista livre e observação participante. Para o registro, usamos diário de campo, fotografias e gravações, para análise realizamos cálculos de frequências absoluta e relativa, análise de regressão linear para verificar relações entre idade e riqueza de espécies, e análise de Correspondência Destendenciada (DCA). Registramos um total de 180 espécies, das quais, as plantas mais citadas foram as alimentícias, cultivadas em quintais e roças. Foram registradas 97 espécies medicinais, utilizadas para diversas doenças. A forma mais comum de uso é o chá da folha. Constatamos que o manejo das plantas é de caráter agroecológico favorecendo a manutenção da biodiversidade. Concluímos que a comunidade, por meio de seus conhecimentos tradicionais, realiza o manejo agroecológico das plantas, promovendo segurança alimentar para sua família e conservação de recursos genéticos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Flores da terra: mulheres, poder e resistência no movimento agroecológico(Universidade Federal do Pará, 2020-02-20) ANSCHAU, Andréia; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639; GONÇALVES, Marcela Vecchione; http://lattes.cnpq.br/9274854854102856O trabalho realizado fora da esfera de mercado – de reprodução de cuidado e domésticos –, frequentemente associado e tarefa das mulheres, é desconsiderado na economia clássica. Essa não visualização do trabalho doméstico gera certo desprezo pelo mesmo, bem como a não interpretação desse como uma atividade essencial para a reprodução da humanidade. Isso impacta na não visibilidade da mulher como vital à comunidade. Para evidenciar esse processo, é criada a caderneta agroecológica. Ela busca, por meio da monetarização da produção realizada nos quintais agroecológicos, dar maior visibilidade ao trabalho, principalmente o produtivo não (ou pouco) remunerado – voltado ao autoconsumo, à troca, à doação e à venda. Por meio de depoimentos de mulheres participantes do projeto, foi percebido que a caderneta é um instrumento de empoderamento, porque elas passam a se sentir parte necessária, em primeiro plano, de suas comunidades e, depois, da sociedade como um todo, tornando-se sujeitos da sua própria história. As cadernetas agroecológicas incorporam parte do discurso da economia feminista, que enfatiza os problemas relacionados à desvalorização do trabalho doméstico e ressalta a sustentabilidade da vida como eixo norteador da economia. E, por ser voltada ao autoconsumo, tem papel fundamental na soberania alimentar, garantindo a libertação dos corpos em relação à dependência alimentar externa, bem como a segurança alimentar. As cadernetas sinalizam que o modo de organização social agroecológico se constrói rompendo com a hegemonia, porque há uma menor separação entre as esferas produtiva e reprodutiva, bem como uma maior visibilidade do trabalho doméstico. Com base em um processo de observação participante e a junção de dados e da análise, este trabalho se une à luta de transformação do trabalho doméstico não em monetarização, mas no próprio diagnóstico produtivo a partir da organização social, espacial e políticas das mulheres em suas comunidades.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mitigação de impactos ambientais em assentamentos rurais: o papel da Universidade na construção do conhecimento agroecológico(Revistas Brasileiras Publicações de Periódicos e Editora Ltda., 2022-05) COSTA, Karolinny Carneiro Guerra; MANESCHY, Rosana Quaresma; QUEIROZ, Jaqueline Fontel de; MELLO, Andréa Hentz deObjetivou-se sistematizar as práticas agroecológicas concebidas e testadas para mitigação de impactos ambientais no Sudeste Paraense, bem como a contribuição da Universidade Federal do Pará na construção do conhecimento agroecológico na região. A pesquisa teve abordagem qualitativa, a partir da análise do material bibliográfico e documental. Constatou-se a existência de atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento utilizando abordagem participativa e/ou metodologia da pesquisa-ação em assentamentos rurais. Os projetos realizados em parceria com agricultores familiares têm concebido referenciais técnicos locais, possibilitando a mitigação de impactos ambientais e apoiando o desenvolvimento de políticas públicas adequadas à realidade dos sistemas de produção dessa categoria social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um olhar de gênero sobre a reconstrução da agricultura em Abaetetuba, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2004-04-30) MOURÃO, Patrícia de Lucena; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A revelação dos aspectos negativos da modernização da agricultura sobre mulheres, homens meio ambiente, levou a necessidade de desenvolver formas alternativas de produção de alimentos stabelecendo novas relações com os ecossistemas locais. Nesta perspectiva, a agroecologia tem mais importante contribuição, por relacionar o modelo tecnológico aos aspectos produtivos, mbientais, econômico e sociais, incluindo as relações de gênero. Este estudo trata de analisar as estratégias de produção e reprodução da agricultura familiar, identificando limites e potencialidades para o desenvolvimento de agroecossistemas sustentáveis e para o alcance de relações humanas mais eqüitativas. O levantamento dessas estratégias foi realizado junto aos agricultores e ,agricultoras da região de terra firme em Abaetetuba -Pará, participantes do Centro de Tecnologias Aternativas Tipiti. Como resultado desta pesquisa tem-se que as estratégias da agricultura familiar ,vançam mais para a construção da sustentabilidade agroecológica do que para o alcance da eqüidade de gênero, pela pouca compreensão de que a transformação do padrão tecnológico deve estar associada à percepção dos papéis e posições ocupadas por homens e mulheres, e que estes, também são passiveis de alterações. Espera-se com este estudo contribuir para este processo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Práticas agroecológicas na transformação de paisagens(Universidade Federal do Pará, 2022-12-22) AVIZ, Larissa Beatriz da Silva; CONDURÚ, Marise Teles; http://lattes.cnpq.br/6085807397296909; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; http://lattes.cnpq.br/0471255070027912Esta dissertação teve o objetivo de analisar como as práticas agroecológicas, desenvolvidas pelos agricultores do Grupo para Consumo Agroecológico, contribuem para a transformação da paisagem e constituição da socioagrobiodiversidade. Para alcançar o objetivo proposto, a pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada através de pesquisa de campo com observação participante. Para compreender as formas de vida e a relação com os recursos naturais dos agricultores, adotei o registro cinematográfico de exploração. As análises aconteceram com base em duas etapas que se complementam: imagens de satélite e história de vida dos agricultores de modo a compreender as mudanças na paisagem. Os resultados deste trabalho evidenciam que as práticas agroecológicas dos agricultores do GRUCA apresentam-se como alternativas para a transformação de paisagens degradadas por atividades econômicas predatórias em paisagens agrobiodiversas. Tais agricultores têm, na sua história, a presença da agricultura camponesa, de tal maneira que alguns apresentam uma continuidade da agricultura camponesa; outros, de retomada, enquanto outros encontraram, na agricultura, uma alternativa de vida. Ressalta-se, ainda, que as práticas agroecológicas dos agricultores foram aperfeiçoadas a partir de suas trajetórias de vida, da interação com os recursos naturais, técnicos, financeiros e de uma rede de pessoas e movimentos sociais disponíveis no território. Tal perspectiva se reflete na diversidade de práticas e também de paisagens.Tese Acesso aberto (Open Access) Re-existências de mulheres no território agroextrativista Pirocaba, Baixo Tocantins, Pará: por uma comunicação agroecológica, feminista e popular(Universidade Federal do Pará, 2024-08-08) REIS, Tatiana Nazaré Amaral Ferreira; GONÇALVES, Marcela Vecchione; http://lattes.cnpq.br/9274854854102856Mulheres do Território Agroextrativista Pirocaba, em Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins, participam ativamente dos movimentos de resistência contra a instalação do Terminal de Uso Privado (TUP) da comercializadora global (trader) Cargill, voltado para acelerar a exportação de commodities, principalmente soja e milho. Elas se dedicam ao trabalho em atividades como agricultura agroecológica, extrativismo, artesanato e pesca, registrando a produção nas Cadernetas Agroecológicas, instrumentos fundamentados na economia feminista, voltados para a valorização do trabalho e da produção das mulheres. Argumenta-se que o uso das cadernetas desde o ano de 2018 incentivou a organização produtiva e socioterritorial do Pirocaba, entre outros benefícios. Esta tese tem a pesquisa-ação como metodologia principal e procurou compreender como a comunicação contra-hegemônica, aquela que se contrapõe à hegemonia dos grandes veículos de comunicação, pode fortalecer a resistência das mulheres do Pirocaba e promover a visibilização dos seus modos de vida amazônicos e da economia feminista e popular que praticam. Na primeira etapa da pesquisa, investigou-se o potencial das Cadernetas Agroecológicas para apoiar processos de comunicação territorializada frente aos desafios que as mulheres do Pirocaba vivenciam. Na segunda etapa, o objetivo foi compreender como grandes empreendimentos, especialmente o projeto do Terminal de Uso Privado da Cargill, em Abaetetuba, utilizam ferramentas de “relacionamento com a comunidade”, para defender seus interesses hegemônicos. Na etapa final da pesquisa, foram colocadas em prática rodas de conversa e oficinas de comunicação com um grupo de mulheres do território, resultando na criação do podcast Vozes do Pirocaba, instrumento de comunicação agroecológica, feminista e popular de base territorial realizado de forma participativa em todo o seu processo de concepção e distribuição.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Reforma agrária popular e agroecológica do MST: experiências de assentados do PA abril vermelho, Santa Bárbara-Pa(Universidade Federal do Pará, 2018-07-31) VILHENA, Luiz Felipe Nazaré; DARNET, Laura Angélica Ferreira; http://lattes.cnpq.br/3450720474559096Desde sua formação o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST se destaca na luta pela reforma agrária, sendo no cenário nacional, a principal organização camponesa no combate ao latifúndio, exploração da mão de obra, pobreza e concentração de renda no campo. Seu método de ocupação de terras para reforma agrária tornou-se a materialização de sua existência, consolidando o sentido de sua organização e formação na espacialização e territorialização de seus assentamentos, realizando processos de campesinação e recampesinação. Este trabalho objetiva analisar e refletir sobre as estratégias de produção em áreas com histórico de monocultivo, a partir da experiência de assentados do Abril Vermelho, em Santa Bárbara-PA, incentivados pela proposta agroecológica do MST. Para alcançar o objetivo proposto, foi necessário caracterizar como o MST pensa e organiza sua proposta agroecológica de produção, identificar junto aos assentados do Abril Vermelho, as suas estratégias produtivas, e analisar a influência da proposta agroecológica do MST no desenvolvimento dos seus sistemas produtivos. Para isso, usou-se uma abordagem metodológica interdisciplinar com elementos teóricos das ciências agrárias e sociais, partindo de um referencial teórico fundamentado nos conceitos de campesinato, movimentos sociais e agroecologia, utilizando-se das técnicas de pesquisa: documentação indireta (pesquisa documental); a observação participante (pesquisa de campo); passando pela análise histórica, caracterização das práticas produtivas, entrevistas semiestruturadas, caminhada transversal (nos lotes) e registros fotográficos. Como resultado do trabalho, constatamos que no abril vermelho a proposta agroecológica do MST tem contribuído para a consolidação dos sistemas produtivos na linha orgânica, sustentável. Concluímos a partir dos apontamentos do setor de produção do MST e das estratégias produtivas dos assentados do Abril Vermelho, que a Reforma Agrária Popular de base agroecológica do MST tem sido imprescindível para consolidar sistemas produtivos de base ecológica e sustentável, enriquecendo suas autonomias produtivas, valorizando seus conhecimentos tradicionais, sendo, nessa escala de análise, um eficiente modelo contra hegemônico de produção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Trajetória de Institucionalização da Agroecologia no Nordeste Paraense: as experiências de Irituia e Santa Luzia do Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-05-15) PINTO, Elly Crystian de Oliveira; PIRAUX, Marc; http://lattes.cnpq.br/3690302287055789A presente pesquisa teve como objetivo explicar o nível atual de Consolidação da Agroecologia em duas experiências no Nordeste Paraense. Para tal, foram analisados e comparados processos de Institucionalização da Agroecologia nos municípios de Irituia e Santa Luzia do Pará. A construção da pesquisa se deu a partir do estudo da trajetória de institucionalização, para descrever o grau de Institucionalização da Agroecologia, comparar trajetórias e identificar fraquezas e potencialidades em ambos os municípios. Para isso, fizemos a análise bibliográfica, análise de documentos, entrevistas não diretivas e oficina de intercâmbio, com a finalidade de verificar a percepção e o discurso dos atores acerca do avanço da transição agroecológica e sua consolidação. Chegou-se à conclusão que a Agroecologia encontra-se consolidada em ambos os municípios, devido ao processo de Institucionalização nas suas diferentes dimensões, devido à articulação de atores como agricultores familiares e suas instituições, a introdução de mulheres e jovens na agroecologia, assim como, o acesso a novos mercados e políticas públicas. Contudo, verificamos que é necessário avançar no diálogo com a gestão local, renovação dos atores e aproximação com movimentos como STTRS, intercâmbios e sistematização das experiências, ação coletiva (fundamental), consolidação das feiras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transição agroecológica: reflexões a partir de agroecossistemas de camponeses agroextrativistas na Amazônia numa perspectiva política(Universidade Federal do Pará, 2018-02-26) AZEVEDO, Hueliton Pereira; SOUSA, Romier da Paixão; http://lattes.cnpq.br/4322101637185188; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531Esta dissertação trata sobre a transição agroecológica no contexto de agroecossistemas de camponeses agroextrativistas na Amazônia. Esse tema tem gerado controvérsias acadêmicas e desafios políticos importantes para o movimento agroecológico. A presente pesquisa buscou contribuir no aprofundamento deste debate através da análise dos agroecossistemas com base nos aportes da agroecologia política a partir da articulação entre a ecologia política, a teoria dos recursos comuns e o enfoque sistêmico. Os resultados revelam a necessidade da transição agroecológica em função da crise do manejo tradicional dos agroecossistemas dos camponeses agroextrativistas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A travessia dos saberes tradicionais amazônicos: um estudo centrado na cultura do cacau de várzea, no Território do Baixo Tocantins/ PA.(Universidade Federal do Pará, 2020-09-30) VIANA, Ana Letícia Nascimento; BASTOS, Rodolpho Zahluth; http://lattes.cnpq.br/0697476638482653; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; http://lattes.cnpq.br/0471255070027912A cultura do cacau na Amazônia surge desde o período colonial, com o processo de ocupação dos territórios e exploração das drogas do sertão, onde nas cabeceiras do rio Amazonas se expandiu em duas direções: para o norte, seguiu pelo vale do Orinoco, penetrando na América Central e no sul do México; para o sul, correu pela bacia do Amazonas. No Baixo Tocantins, considerado como um dos mais antigos e bem estabelecidos espaços da colonização portuguesa na Amazônia, passou a coexistir com o tradicional extrativismo do cacau e de outras “drogas do sertão”, caracterizando a economia amazônica. No entanto, os saberes dos produtores de cacau que vivem nas comunidades, em sintonia com a floresta, podem ter sofrido influências ao longo da história. Assim, buscou-se com este estudo analisar como se constituem os saberes dos produtores que cultivam o cacau de várzea, no território do Baixo Tocantins. Tal perspectiva volta o olhar para a importância do cacau, vislumbrando o seu valor histórico e ressaltando como elemento de subsistência e que contribui para o desenvolvimento local. Com esse propósito, a agroecologia foi ressaltada como importante aliada à inovação tecnológica, contribuindo para o equilíbrio ambiental. Nesse sentido, apreendeu-se que os saberes tradicionais aliados as inovações tecnológicas, como a agroecologia, possibilitam o processo endógeno de forma sustentável. Para tanto, este estudo se organizou de forma qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, e incluiu pesquisa de campo com entrevistas semiestruturadas aos produtores de cacau de várzea. O procedimento metodológico incluiu levantamento bibliográfico e documental, tendo como referencial analítico os fatores históricos, culturais, sociais, ambientais e espaciais pertinentes à implantação e expansão da cultura do cacau de várzea no território. O trabalho está estruturado em três capítulos, denominados “Travessia”. Como produtos deste trabalho são apresentadas uma ficha agroecológica e uma cartilha agroecológica, visando promover e assegurar a agricultura de forma sustentável, com base em alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, minimizando os impactos negativos que afetam o meio ambiente, servindo como guias aos produtores de cacau.
