Navegando por Assunto "Altamira"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação da sustentabilidade do desenvolvimento do município de Altamira (PA) sob a ótica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030) das Nações Unidas utilizando a ferramenta barômetro da sustentabilidade(Universidade Federal do Pará, 2024-02-26) QUINTELA, Patrick Diniz Alves; ARAGÓN VACA, Luis Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2713210031909963Nas últimas décadas, acentuam-se os debates relacionados aos danos ambientais que vêm provocando transformações em nível global conforme compreensão da finidade dos recursos naturais. A Amazônia figura como protagonista quando se pensa em proteção ao patrimônio ecológico global. Dada sua importância, a maior floresta tropical do mundo vem sendo contemplada com diversas projeções com o fito de preservá-la. Altamira é um município situado no centro da Amazônia Legal e figura como reflexo das principais problemáticas enfrentadas nesse território. Populações tradicionais coexistem com o agronegócio, sendo ambos inundados por grandes projetos, ainda que um lado se beneficie mais. O rural e o urbano também proporcionam ao município um contraste que o torna especialmente difícil para apontar ou mesmo definir o que seria sustentável. Apesar dos inúmeros conflitos que nem de longe permitem homogeneizar este território, esta tese buscou realizar uma análise socioambiental com base nos eixos do Bem-estar humano e Bemestar ambiental, de cunho multidisciplinar, para o município de Altamira, tomando por base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados em 2015 pelo Programa das Nações Unidas sobre Desenvolvimento (PNUD), e assim avaliar os principais entraves para o pleno desenvolvimento sustentável do município. Para obtenção dos resultados, empregou-se a metodologia denominada Barômetro da Sustentabilidade (BS), fruto das grandes convenções globais que debatem os cursos que tomam as dimensões sociais, econômicas e ambientais. Os resultados obtidos revelam que Altamira apresenta nível intermediário para sustentabilidade e refletem a necessidade de um olhar do poder público aos indicadores relacionados ao grande eixo socioecômico, assim como a necessidade de elaborar estratégias para sanar e conter os problemas relacionados ao grande eixo ambiental. Concluiuse, então, que Altamira está distante de alcançar as metas estabelecidas pela Agenda 2030, mas que apresenta fôlego e tem demonstrado sutis mudanças que caminham para alcançar tais objetivos. Por fim, ainda que possivelmente limitada, esta tese teve como pretensão datar um resultado e criar base para futuras pesquisas que tenham como objetivo analisar, acrescentar ou mesmo refutar resultados obtidos para o município de Altamira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A cidade desigual e a segregação planejada: o caso dos reassentamentos urbanos coletivos em Altamira(Universidade Federal do Pará, 2022-08-26) SOARES, Darismar Silva; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987Esta pesquisa analisou o processo de remoção das comunidades carentes de Altamira que viviam nas áreas de várzeas dos igarapés Altamira, Ambé e Panelas, para os Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) nas áreas periféricas. O estudo se dá a partir da instalação da hidrelétrica de Belo Monte em Altamira e a reurbanização das áreas centrais, que, entre outros fatores culminou no afastamento de milhares de famílias, mudando toda dinâmica de suas vidas. Nosso objetivo principal é demonstrar que o processo de remoções planejadas dos moradores dos baixões se constitui como segregação socioespacial. Desta forma, apresentaram-se elementos que comprovaram a ideia levantada. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa onde se buscou, através das entrevistas semiestruturadas com moradores, identificar elementos que comprovem a segregação socioespacial. Os resultados deste estudo demonstraram que os moradores estão insatisfeitos com a mudança das suas moradias principalmente pelo fator mobilidade e que o distanciamento das áreas centrais acarretou outros problemas como desemprego, aumento da pobreza, violência, baixa qualidade de educação, agravamento na saúde, isolamento social, perda dos laços afetivos com vizinhos e familiares, perda da identidade com o rio entre outros agravantes de cunho social e psicológico. Assim, esta pesquisa comprova a tese inicial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Cidade dos invisíveis? Indígenas e impactos de políticas neodesenvolvimentistas em Altamira, sudoeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-08-29) CARDOSO, Suelem Maciel; PEREIRA, José Carlos Matos; http://lattes.cnpq.br/5035063852013346; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837Sob a perspectiva interdisciplinar, esta pesquisa vai ao encontro do tema “indígenas em cidades de grandes projetos”. Analisar a presença e o significado dos povos indígenas na cidade média de Altamira no contexto dos grandes projetos amazônicos, associado ao modelo neodesenvolvimentista, no período mais recente, é seu principal objetivo. Nesse sentido, o espaço urbano altamirense é nosso recorte empírico de análise, sendo alvo de muitas políticas públicas e privadas conflitantes com os modos de vida de uma cidade com forte vínculo com o rio Xingu. Para sistematização da pesquisa, lançamos mão dos seguintes procedimentos metodológicos: a) revisão bibliográfica teórico-conceitual de temas pertinentes à pesquisa; b) revisão histórico-geográfica sobre a formação socioespacial da cidade de Altamira; c) levantamento de dados primários e secundários sobre os povos indígenas na cidade de Altamira e seus modos de vida, bem como o significado deles no contexto das políticas de desenvolvimento urbano e regional e de mitigação e compensação de impactos da Usina Hidrelétrica Belo Monte; d) realização de entrevistas individuais gravadas, com perguntas semiestruturadas. Com a implantação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na sub-região do sudoeste paraense e curso médio do rio Xingu, no âmbito das políticas neodesenvolvimentistas, muitos direitos dos povos indígenas médio-xinguanos foram violados. A partir do empreendimento, aumentou-se o movimento de luta por direitos e por políticas específicas para essa população diferenciada, sobretudo no espaço intraurbano de Altamira, o que se refletiu no aumento do número de organizações indígenas e de seus associados na cidade. O conjunto de políticas projetadas para a região e para a cidade, de desenvolvimento e mitigação e compensação de impactos da Usina Hidrelétrica Belo Monte, apesar de seus diagnósticos atentarem para algumas particularidades, como a presença indígena e seus modos de vida, isto, de fato, não tem sido levado em consideraçãoDissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação do limite entre domínios geocronológicos da região do médio Rio Xingu, sudeste do Cráton Amazônico(Universidade Federal do Pará, 2005-11-03) MONTEIRO, Pablo Condurú; MACAMBIRA, Moacir José Buenano; http://lattes.cnpq.br/8489178778254136A Província Amazônica Central (PAC), porção mais antiga do Cráton Amazônico é admitida como um domínio de evolução arqueana. Esse domínio, cratonizado a partir do Paleoproterozóico, seria margeado por sucessivas províncias geocronológicas proterozóicas (2,25 a 0,9 Ga), como a Província Maroni-Itacaiúnas, progressivamente mais jovem em direção ao sudoeste do cráton. A PAC está dividida em dois blocos: Carajás e Xingu-Iricoumé, cujo limite está mal definido. Hoje, sabe-se, que o bloco Carajás tem sua evolução reportada ao Arqueano. Já o bloco Xingu-Iricoumé carece de dados para caracterizar sua evolução. O objetivo geral desta dissertação é a caracterização da evolução crustal e a avaliação do limite entre a Província Amazônica Central (blocos Carajás ou Xingu-Iricoumé) e a Maroni-Itacaiúnas em uma área no médio curso do rio Xingu (PA) através de estudos geocronológicos e de geoquímica isotópica de corpos ígneos e ortometamórficos. Para atingi-lo, recorreu-se à: construção de uma base cartográfica através de dados obtidos em levantamentos anteriores e em campanha de campo; individualização dos diversos tipos de rochas; determinação das idades de cristalização e de extração do manto das diversas rochas ígneas e dos protólitos das rochas metamórficas, bem como do metamorfismo que as afetou, através da aplicação dos métodos Pb-Pb em zircão e Sm-Nd em rocha total e granada. Os estudos petrográficos e feições de campo possibilitaram definir, dentro da área de trabalho, oito domínios rochosos principais, que são: granodioritos inequegranulares, gnaisses (enderbíticos, tonalíticos e peraluminosos), charnoquitos, enderbitos, gnaisses migmatíticos, vulcânicas tipo Iriri, granitos tipo Maloquinha e, por fim, granodiorito tipo Parauarí. Um conjunto de 19 dados isotópicos foi gerado pelos métodos Pb-Pb em zircão (6) e Sm-Nd rocha total e granada (13), em 13 amostas de 6 unidades. Esses dados visam trazer novas referências geocronológicas para as unidades-chave e estabelecer uma cronologia para os eventos ocorridos na área. As idades Pb-Pb em zircão para as unidades da região do médio Xingu permitiram definir que foram formadas em um curto intervalo de tempo de menos de 40 Ma (2,07 - 2,11 Ga). Os resultados isotópicos Sm-Nd em rocha total indicaram idades-modelo T(DM) com valores dentro do Arqueano no intervalo de 2,60 a 3,09 Ga. Assim, as rochas estudadas foram originadas por regeneração de crosta continental mais antiga, no mínimo, 500 Ma, mas atingindo valores de até cerca de 1,0 Ga. A aplicação do método Sm-Nd no par granada-rocha total de uma injeção leucomonzogranítica em gnaisses indicou uma idade de 1962 ± 15 Ma, interpretada como idade mínima do pico do metamorfismo que afetou a região. O conjunto de dados apresentados mostra que na região estudada ocorreu um magmatismo paleoproterozóico de composição variada ligado a um evento tectônico-termal de expressão regional – o Ciclo Transamazônico. Com isso, confirma-se que a região se enquadra na Província Geocronológica Maroni-Itacaiúnas, conforme anteriormente levantado por vários autores, devendo seu limite com a PAC estar no sul da área estudada.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) As mulheres Juruna no movimento indígena em Altamira no Pará(Universidade Federal do Pará, 2007) SARAIVA, Marcia PiresO movimento indígena em Altamira tem como caracterísitcas predominante a presença das mulheres indígenas. Este artigo aborda a participação as índias da etnia Juruna. Essas índias, de maneira inovadora, cantam e declamam a história dos seus antepassados e de suas experiências recentes em versos de cordel. Desse modo, tem conseguido chamar a atenção para existência do grupo neste espaço. Um dos temas recente nesses versos diz respeito as águas do rio Xingu. Este não é apenas o cenário de suas histórias, mas expressa a vivência do grupo com suas andanças, ponto de morada, locais míticos, enfim o seu mundo, demonstrando o quanto a identidade Juruna está articiulada ao Xingue à suas paisagens. Desse modo, as Juruna compreendem que defender o Xingu é defender a vida. Não somos ressurgidos, somos resistentes à violência e à discriminação. O índio era privdo, a gente não podia falar. Nós não tinha voz e nen vez. A gente tinha até medo de dizer que era índio. Agora... nós estamos na democracia, estamos livres psra voar (Cândida Juruna, 60 anos, liderança citadina, 10-05-2004, depoimento).Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ecoturismo de Birdwatching em Altamira, Pará: potencialidades, atenuantes e propostas(Universidade Federal do Pará, 2025-06-28) LEÃO, Benigna Soares; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; LEÃO, Fábio Miranda; ORNELLAS, Valéria dos Santos Moraes; SILVA, Samantha Ribeiro da; PERRELLA, Daniel Fernandes; SILVEIRA, Nathália Diniz Bastos e; http://lattes.cnpq.br/6256044082655658; http://lattes.cnpq.br/1253485739454855; http://lattes.cnpq.br/4963294332241424; http://lattes.cnpq.br/8000839194914765; http://lattes.cnpq.br/5022869831842503O Brasil é guardião de seis biomas e da maior biodiversidade em flora e fauna do mundo, com cerca de 2 mil espécies de aves. Parte desse patrimônio está na Amazônia brasileira, com 950 espécies, cenário apropriado ao ecoturismo de observação de aves (birdwatching), atividade sustentável com baixo impacto ao meio ambiente, que assegura lazer, bem-estar, proteção da biodiversidade e aquece a bioeconomia. O objetivo desta pesquisa foi realizar um estudo para identificar se Altamira, maior município do Brasil, terceiro maior do mundo, com uma das maiores áreas de floresta relativamente não perturbadas na Amazônia oriental, tem potencial para essa prática, quais atenuantes, propostas e oportunidades que apresenta como ponto para o ecoturismo de birdwatching e receptivo de observadores de aves interessados em imersões na natureza, turismo rural, biologia, biodiversidade e conservação na Amazônia. A pesquisa, qualitativa com dados quantitativos e estudos bibliográficos e de campo, envolveu um levantamento dos pontos estratégicos de observação de aves e listas com mais de 500 espécies, utilizando-se experiência e aplicativos de identificação e observação (Wikiaves, eBird, Merlin). Das listas, selecionou-se 120 imagens das aves mais comuns no município, para inserirmos no primeiro Guia Prático de Observação de Aves em Altamira (PA), com informações e desenhos da classificação e taxonomia, ambiente, tamanho, abundância, local do ninho, dieta, habitat, hábitos, estado de conservação segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e detalhes de diferenciação das espécies. Aplicou-se paralelamente, entre agosto de 2023 e junho de 2024, um questionário on-line, semiestruturado no Google Forms, com 34 questões, obtendo-se percepção de 102 observadores sobre o potencial de Altamira para birdwatching e seus desafios, como dificuldade de acesso e altos custos para o turismo devido a implantação da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O estudo demonstrou que Altamira tem qualidade de atrativos naturais e serviços essenciais, riqueza de espécies de aves e biodiversidade para motivar e receber ecoturistas e aponta a importância de maior divulgação dos atrativos locais para impulsionar o turismo e práticas de birdwatching.Dissertação Acesso aberto (Open Access) UHE Belo Monte e as concepções espaciais do conceito de atingido por barragem: uma análise a partir da lagoa do Independente I em Altamira-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-08-24) ESTRONIOLI, Elisa Mergulhão; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987Este trabalho tem por objetivo identificar distintas concepções de espaço que embasam o conceito de atingido por barragem - sujeitos que emergem das contradições da expansão da indústria de energia no contexto do desenvolvimento do capitalismo dependente no Brasil. O estudo é feito a partir de um caso específico, dos moradores da ocupação da Lagoa do bairro Jardim Independente I, na cidade de Altamira (PA). Eles se organizaram junto ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) para serem reconhecidos como atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte, em um caso que evidenciou os limites da concepção espacial utilizada no setor elétrico para definir os atingidos. O trabalho foi feito com base em dados secundários e entrevistas abertas e semiestruturadas com ex-moradores da área e outros atores desse processo. Os resultados indicam a existência de pelo menos duas perspectivas espaciais que conformam as disputas em torno do conceito de atingido: uma concepção espacial “areal”, que se relaciona à visão territorial-patrimonialista e hídrica de atingido, priorizando o aspecto físico do espaço e ocultando as relações sociais; e uma concepção espacial “humana” ou “relacional”, que considera os efeitos espaciais desses projetos de grande escala sob a lógica da totalidade, levando em conta as relações sociais na produção do espaço, incluindo as determinações de ordem política.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A violência homicida no espaço urbano de Altamira: o fator Belo Monte e a cartografia dos homicídios(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) OLIVEIRA, Igor Renan Araujo; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Durante a construção e conclusão da UHE Belo Monte, no período dos anos de 2010 a 2020, a cidade de Altamira vivenciou um aumento exponencial dos índices relacionados a violência e a criminalidade, chegando a patamares alarmantes, fruto dos problemas decorrentes da obra na região. Esse aumento da violência e criminalidade se propagou com força em todos os sentidos no espaço urbano de Altamira, atingindo, sobretudo a população impactada diretamente pela obra e a juventude local. De todos os crimes que tiveram seu crescimento alavancado, o homicídio é o que mais chama a atenção nesse período, pois ele é a face mais dramática da violência urbana, percebe-se então que este tipo de crime, ganha forças de se reproduzir com mais intensidade, a partir do momento que a obra da UHE Belo Monte começa a ser construída. Assim, dos 11 municípios afetados pela construção da usina, a cidade de Altamira por ser o centro dessa região e concentrar os maiores números de serviços, foi a cidade mais impactada por Belo Monte. Desta forma, este presente trabalho nasce com o intuito de se lançar ao desafio de discutir e analisar mais profundamente os fenômenos de violência e criminalidade, usando Belo Monte como evento catalisador de velhos e novos problemas no espaço urbano, contribuindo assim na produção de conhecimento, aos estudos da violência e criminalidade neste município, a luz da Geografia, possibilitando uma compreensão do fenômeno, da sua dimensão, e intensidade. Baseado nessas premissas, o objetivo geral dessa dissertação, consiste em analisar e compreender a dinâmica espacial da violência e criminalidade em Altamira, quais as suas causas, e implicações no espaço urbano tendo como fator catalisador desses problemas a construção da UHE Belo Monte e a sua relação com os indicadores de violência.
