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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Acordo de pesca do Rio Caeté, Bragança, Pará: análise do processo de construção
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-25) TAVARES, Mayra Patrícia Corrêa; OLIVEIRA, Marcelo do Vale; http://lattes.cnpq.br/2841179890845657; https://orcid.org/0000-0001-6047-939X; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X
    Esta pesquisa foi desenvolvida no período de setembro de 2019 a fevereiro de 2023. A construção deste trabalho se deu por meio de levantamento bibliográfico acerca do tema: acordos de pesca na Amazônia, uso de recurso comum e território, além da observação direta, entrevistas semiestruturadas, emprego de técnicas participativas (árvore de problemas, mapeamento participativo, matriz histórica) e de análise dos dados coletados. Com base em demandas das próprias comunidades ribeirinhas do rio Caeté sobre pesca indevida no espaço estuarino e apreensão de material de pesca, observamos como o processo de implementação do acordo de pesca do rio Caeté iniciou-se, bem como, analisamos os vários conflitos que ocorriam entre os atores sociais no espaço do rio narrados pelos pescadores e comunitários. Com base em levantamento bibliográfico a região bragantina é a primeira a desenvolver um acordo de pesca na região litorânea do Caeté, nordeste paraense. O acordo de pesca do rio Caeté concentra-se em pelo menos 20 comunidades do médio rio Caeté, situado na planície costeira bragantina, nordeste do Pará. A pesquisa teve como objetivo compreender o processo de construção do acordo de pesca do médio rio Caeté em Bragança, Pará, analisando os tipos de conflitos que levaram as comunidades a se mobilizarem em busca de melhorais na prática da atividade da pesca. Por meio dos dados coletados constatamos que os conflitos dos grupos sociais locais com pescadores externos e órgãos estatais dificultaram o controle e a manutenção dos territórios pesqueiros na área estudada. Pescadores externos e pescadores locais introduziram práticas de pesca consideradas “indevidas” pelas comunidades, bem como pelos órgãos de fiscalização ambiental, acarretando desta forma diversos conflitos entre eles mesmos e com os órgãos municipais de fiscalização. Assim, foi possível inferir que as regras de manejo instituídas localmente pela secretaria municipal de aquicultura e pesca da cidade de Bragança (SEMAP) em conjunto com os pescadores apresentaram um caráter de efetivação na manutenção dos estoques pesqueiros. Porquanto, percebemos que o acordo é um instrumento de gestão participativa condicionando o acesso de modo responsável aos recursos naturais do espaço estuarino em que vivem as populações tradicionais do rio Caeté.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agostinho de Souza Moreira, comandante dos rios Guamá e Capim: trajetória de uma liderança cabana do interior da Amazônia (1829-1837)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-14) NASCIMENTO, Wesley David Silva do; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299
    A presente dissertação analisa a trajetória de Agostinho de Souza Moreira, uma liderança do interior do Grão-Pará nos anos iniciais da Cabanagem (1835-1836). Através da pesquisa em torno desse sujeito, este trabalho visa abordar os desdobramentos da guerra cabana nos rios Capim e Guamá, que compreende a freguesia de São Domingos da Boa Vista e São Miguel da Cachoeira, e a vila de Ourém; além de exercer influência na vila de Bragança e no lugar de Viseu. Nessas localidades, Agostinho Moreira atuou enquanto Comandante Geral com a responsabilidade de legitimar a autoridade do governo cabano na região. Anteriormente, esse sujeito teve passagens pela Câmara Municipal, pelo Juízo Ordinário e a Guarda Nacional, que permitiu conhecer muitas pessoas, a fiscalização da produção da região, além da geografia local. Marcada historicamente pelas fugas, pela ação dos mocambos, da resistência indígena e as deserções militares, essa região conhecida como o meio do caminho entre Pará e Maranhão convulsionou em muitas lutas protagonizadas por esses povos que lutavam por melhores condições de vida e de suas liberdades, durante a década de 1820. Assim, a partir de 1836 quando a Cabanagem começa a se radicalizar para os interiores do Pará, Agostinho Moreira garantiu notoriedade por possuir o controle de uma região que detinha os gêneros necessários para uma economia de guerra que ameaçava o controle das autoridades interprovinciais que se muniram fortemente em caçada ao líder cabano. Nesse sentido, apresentaremos a região de atuação de Agostinho Moreira marcada por travessias e refúgios. E em seguida analisaremos sua trajetória em busca por um lugar no poder local até sua ascensão como líder cabano, evidenciando sua organização, suas estratégias de guerra e as suas fugas durante a repressão anticabana. Fizemos isso através da busca pelos rastros documentais que nos levassem a Agostinho Moreira encontrados em ofícios e correspondências trocadas entre autoridades, termos de vereação e notícias de jornais que circulavam no Império, utilizando a metodologia do paradigma indiciário para identificar a ação dos amocambados e indígenas no período de maior radicalidade da guerra cabana.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agressão por morcegos em humanos em uma área de conservação na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2020-10-27) LIMA, Ana Paula de Lima e; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961; BEZERRA, Isis Abel; http://lattes.cnpq.br/3274919406647242
    Agressões por morcegos em humanos vêm sendo relatadas no município de Curuçá, precisamente no entorno e no interior da Reserva Extrativista Mãe Grande. Este trabalho tem por objetivo compreender a percepção espaço-temporal e a dinâmica das agressões por morcegos hematófagos em humanos em uma área de reserva extrativista na Amazônia. Como procedimento metodológico, foram coletadas referências documentais e em artigos. Também se realizou entrevistas orais com os atores sociais mais antigos e com indivíduos já agredidos das comunidades visitadas. Os indivíduos que confirmaram terem sido agredidos por morcegos foram georreferenciadas. Os mais acometidos são pescadores artesanais que vivem fixados com suas famílias ou permanecem por temporadas nas ilhas e praias para pescar caranguejo, peixe ou camarão. Em geral, os entrevistados não relacionam a alteração da paisagem com o aumento das agressões, mas destacam a redução de algumas espécies animais nesse ambiente. Porém, foi possível identificar localidades onde as agressões não ocorrem há pelo menos 10 anos associadas com a introdução da energia elétrica. Nas localidades onde não há energia elétrica, foram identificados indivíduos com agressões recentes. Na percepção dos pescadores, o alcoolismo é um fator importante para exposição desses indivíduos. É identificado a necessidade de um trabalho de cunho educacional para a população que é agredida, e o reconhecimento das políticas públicas para esses indivíduos que se tornam mais vulneráveis ao morcego.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agricultura orgânica e a sustentabilidade de agroecossistemas familiares em Medicilândia-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2013) SILVA, Michel Cleyton do Carmo; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923; https://orcid.org/0000-0003-1311-1271
    A agricultura orgânica tem sido estimulada pelos movimentos sociais da região em que se insere este estudo, como alternativa capaz de corroborar com a consolidação de estratégias de agroecossistemas mais sustentáveis. Entendendo a agricultura orgânica como um sistema de produção baseado em relações mais harmonizadas com o meio ambiente e que proporciona maior equidade e rentabilidade, propôs-se analisar o rebatimento da produção orgânica na sustentabilidade de agroecossistemas familiares do município de Medicilândia, estado do Pará. Teve-se como hipótese central que a produção orgânica proporciona rebatimentos positivos na sustentabilidade dos agroecossistemas. Para tanto, optou-se pelo arranjo metodológico com procedimentos qualitativos, como observação de campo e entrevistas com os produtores membros da COPOAM – Cooperativa de Produtores Orgânicos da Amazônia, e procedimentos quantitativos, principalmente com a adaptação da ferramenta MESMIS (Marco para Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidades) à realidade dos agricultores familiares de Medicilândia. Com a avaliação de sustentabilidade dos agroecossistemas foi possível constatar que há o rebatimento da produção orgânica nos agroecossistemas estudados, incorrendo alterações nas dinâmicas produtivas bem como no modo de vida das famílias.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agrobiodiversidade e conhecimentos locais das plantas alimentícias no quilombo de Deus Ajude, Arquipélago do Marajó – Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2020-09-08) BEZERRA, Sueyla Malcher; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923
    Nesta pesquisa, buscamos analisar os conhecimentos e práticas tradicionais associadas à agrobiodiversidade das plantas alimentícias, bem como, a constituição da soberania alimentar e autonomia na produção dos alimentos no quilombo de Deus Ajude, Salvaterra/PA. Para o desenvolvimento da pesquisa, utilizamos a abordagem quali- e quantitativa. Em relação ao procedimento metodológico, optamos pelo estudo de caso, observação participante, entrevistas não diretivas, questionários, listas livres, coleta e identificação de material botânico. A análise dos dados coletados foi realizada pela sistematização das informações, análise vertical e horizontal das entrevistas, triangulação dos dados e Índice de Saliência Cognitiva. Os resultados demonstraram que o conhecimento e práticas tradicionais da comunidade quilombola sobre as plantas alimentícias é constituído a partir da relação diária dos quilombolas com a natureza, bem como, pela promoção continuada do diálogo de saberes entre as diferentes gerações. A sazonalidade amazônica revelou-se como uma reguladora da pluralidade de atividades produtivas ao logo do ano, e, estas são desempenhadas por intermédio de uma relação simbiótica, onde natureza e quilombo se sustentam. No mais, as comidas representativas do quilombo marajoara, como: beiju, cação, tiborna, cunhapira e crueira etc., transformam-se em uma das formas de manter a agrobiodiversidade do quilombo. Em contrapartida, as limitações de acesso ao território de uso comum impostas pelas fazendas ao redor do quilombo e as influências do mercado capitalista são ações concretas e simbólicas capazes de promoverem mudanças: na forma como os alimentos são obtidos e nos hábitos alimentares dos quilombolas. Portanto, a valorização da cultura quilombola e do seu modo de vida torna-se uma aliada na preservação dos conhecimentos, práticas e saberes tradicionais, bem como, da natureza manejada.
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    Artigo de EventoAcesso aberto (Open Access)
    Alegorias do sofrimento e da resistência: disposições afetivas da política em imagens fotográficas
    (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2022-06) LAGE, Leandro Rodrigues
    O objetivo do texto é apresentar as linhas gerais de uma proposta epistemológica e também metodológica no debate em torno das imagens enquanto expressões afetivas da indignação, da convicção e do desejo. Busca-se examinar fotografias dos regimes artístico e fotojornalístico enquanto alegorias do sofrimento e da resistência dos povos amazônicos, com a intenção de discutir como essas imagens agenciam e dão expressão visível e sensível a experiências de sofrimento, a fisionomias do tempo histórico, a sobrevivências do desejo e a subjetivações políticas. A proposta assume o experimentalismo do saber por alegorias, ensaiando a produtividade teórico metodológica da episteme alegórica benjaminiana na legibilidade das imagens e tensionando as formas, correspondências, temporalidades e convenções no exame de imagens que ofereçam uma apreensão da história como anacronia dos sofrimentos e das lutas. O pano de fundo dessa abordagem é o vínculo inextrincável entre imagem e política.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Amazônia ameaçada: análise do discurso jornalístico nos portais de notícias O Liberal.com – PA e A Crítica – AM sobre desmatamento e queimadas no contexto da pandemia da COVID-19
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-26) MANGAS, Laiza Monik de Oliveira; COSTA, Luciana Miranda
    O ano de 2020 foi marcado pelo início da pandemia da COVID-19 e pelo aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia Legal Brasileira. Dados do Inpe (2020) registraram 10.312, 88 km2 de desmatamento consolidado na região, além de 103.161 focos de queimadas durante o ano. Os meses de agosto e setembro foram os que apresentaram maior índice de queimadas e os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas responderam por 70% do desmatamento. Enquanto isso, “a boiada passava” com a aprovação de 593 atos pelo governo federal relacionados às mudanças de regras sobre a proteção ambiental no Brasil (OBSERVATÓRIO DO CLIMA, 2021). Em meio à crise sanitária, política e ambiental, o jornalismo desempenhou um papel importante no fornecimento de informação à população (CASERO-RIPOLLÉS, 2020). Nesse contexto, esta pesquisa analisa como foi a cobertura sobre desmatamento e queimadas em dois dos principais portais de notícias da região Norte do país: O Liberal.com – PA e A Crítica – AM, durante o mês de setembro de 2020, considerando o período pandêmico e suas adversidades. O principal referencial teórico-metodológico escolhido foi a Análise Crítica do Discurso - ACD (FAIRCLOUGH, 2001). A partir da análise realizada nos jornais pode-se concluir que o governo Jair Bolsonaro, em meio à pandemia da COVID-19, conseguiu ocupar um espaço privilegiado nas publicações, com um discurso voltado a amenizar os problemas na Amazônia e largamente reproduzido pelos dois jornais sem contrapontos expressivos. Foram utilizadas justificativas que atribuíam os desmatamentos e queimadas ao próprio clima na Amazônia e às atividades agrícolas realizadas tradicionalmente por comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Além disso, colocou-se em dúvida a credibilidade de dados científicos sobre o tema divulgados por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Amazônia ameaçada: análise do discurso jornalístico nos portais de notícias O Liberal.com – PA e A Crítica – AM sobre desmatamento e queimadas no contexto da pandemia da COVID-19
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-26) MANGAS, Laiza Monik de Oliveira; COSTA, Luciana Miranda; http://lattes.cnpq.br/1310961057480638; https://orcid.org/0000-0003-3843-4499
    O ano de 2020 foi marcado pelo início da pandemia da COVID-19 e pelo aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia Legal Brasileira. Dados do Inpe (2020) registraram 10.312, 88 km² de desmatamento consolidado na região, além de 103.161 focos de queimadas durante o ano. Os meses de agosto e setembro foram os que apresentaram maior índice de queimadas e os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas responderam por 70% do desmatamento. Enquanto isso, “a boiada passava” com a aprovação de 593 atos pelo governo federal relacionados às mudanças de regras sobre a proteção ambiental no Brasil (OBSERVATÓRIO DO CLIMA, 2021). Em meio à crise sanitária, política e ambiental, o jornalismo desempenhou um papel importante no fornecimento de informação à população (CASERO-RIPOLLÉS, 2020). Nesse contexto, esta pesquisa analisa como foi a cobertura sobre desmatamento e queimadas em dois dos principais portais de notícias da região Norte do país: O Liberal.com – PA e A Crítica – AM, durante o mês de setembro de 2020, considerando o período pandêmico e suas adversidades. O principal referencial teórico-metodológico escolhido foi a Análise Crítica do Discurso - ACD (FAIRCLOUGH, 2001). A partir da análise realizada nos jornais pode-se concluir que o governo Jair Bolsonaro, em meio à pandemia da COVID- 19, conseguiu ocupar um espaço privilegiado nas publicações, com um discurso voltado a amenizar os problemas na Amazônia e largamente reproduzido pelos dois jornais sem contrapontos expressivos. Foram utilizadas justificativas que atribuíam os desmatamentos e queimadas ao próprio clima na Amazônia e às atividades agrícolas realizadas tradicionalmente por comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Além disso, colocou-se em dúvida a credibilidade de dados científicos sobre o tema divulgados por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A Amazônia e o desenvolvimento: aspectos da trajetória das políticas públicas na região
    (Universidad de Salamanca, 2020) SILVA, Maria Dolores Lima da
    Este artigo faz uma avaliação das políticas públicas de desenvolvimento que foram planejadas para a Amazônia a partir da década de 1950 e materializadas, especialmente, da década de 1970 em diante. A exploração econômica fomentada não resultou em aumento significativo do bem estar social da população. Como base dessa argumentação, são utilizados estudos bibliográficos e pesquisas em sites de instituições públicas e de Organizações Não Governamentais. Os registros de pesquisadores e entidades que atuam na região mostram que as populações tradicionais padecem com a desestruturação de seus modos de vida e que os conflitos gerados se estendem através de décadas, permanecendo sem solução.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise bibliométrica da produção científica das pós-graduações do NAEA e NUMA relacionado à temática recursos naturais na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2022-02-25) NEVES, João Paulo Pastana; SANTOS JUNIOR, Roberto Lopes dos; http://lattes.cnpq.br/3355963647616547
    Análise bibliométrica das dissertações defendidas no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) e no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia (PPGEDAM) na Universidade Federal do Pará. Tem como objetivo identificar as principais correntes de pesquisa ligadas ao acesso de recursos naturais. A pesquisa caracteriza-se como quantitativa, descritiva e bibliométrica, a partir do levantamento das dissertações nos Portais online dos programas (PPGDSTU e PPGEDAM), Repositório Institucional da UFPA (RIUFPA), e na Plataforma do curriculum Lattes. Foram selecionadas como categoria de análise o ano de defesa, temas de pesquisa e pesquisadores mais produtivos, apresentando as principais vertentes de pesquisa e oferecendo um “estado da arte” na produção cientifica do PPGDSTU e PPGEDAM. Utilizou-se como ferramentas de pesquisa: a) software VOSviewer para identificar as principais tendências temáticas dos programas de pós-graduação analisados; b) software Wordclouds.com a fim de elaborar nuvens de palavras-chaves, visando ao mapeamento dos termos mais usados e discutidos nas dissertações analisadas, e, c) software Gephi para visualizar a rede de colaboração cientifica entre docentes e discentes dos programas. Adotou-se como recorte temporal o primeiro ano de defesa de cada Programa até 2018. Constatou-se que o PPGEDAM/NUMA possui 172 dissertações produzidas entre 2009 a 2018 enquanto o PPGDSTU/NAEA possui 254 dissertações entre 1987 a 2018 e, quanto aos docentes que mais orientaram no PPGDSTU, foram contabilizados 39 orientadores, enquanto no PPGEDAM, 27. Conclui-se que as pesquisas realizadas nesses programas por meio da temática recursos naturais na Amazônia, vêm contribuindo para um planeta mais sustentável e livre de ações predatórias. Sugere-se ainda o estímulo de parcerias colaborativas entre os programas, criar incentivos de mestrado acadêmico no PPGEDAM e mestrado profissional no PPGDSTU, no qual contribuirá para o aumento da produtividade da Instituição. Sugere-se também a implementação de bolsas de fomento de pesquisas para melhorar o desempenho dos programas, evitando assim a oscilação de produtividade cientifica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise da influência do uso e ocupação da terra na concentração de sólidos em suspensão em reservatório hidrelétrico com o uso do sensoriamento remoto
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-09) SOUZA, Fabíola Esquerdo de; SOARES, Carlos Benedito Santana da Silva; http://lattes.cnpq.br/9153957633685323; ISHIHARA, Júnior Hiroyuki; http://lattes.cnpq.br/3498874642887006; https://orcid.org/0000-0002-0081-7913
    O uso de sensoriameto remoto no monitoramento de sedimentos em reservatório é importante para conhecimento espaço temporal da deposição de sedimentos nas estruturas da barragem. Neste contexto, esta pesquisa foi desenvolvida na bacia hidrográfica que abrange o reservatório da UHE Tucuruí, em que foram adquiridos dados de concentração de sedimentos suspensos da estação de monitoramento M1 situada a 2 km a montante da barragem, estiveram integrados às análises para se entender a relação entre as respostas das imagens de satélites e as medições de campo. Realizou-se análises de sedimentos com séries temporais de 14 anos das imagens MODIS, compostas de 8 dias. Estimativas de refletância da superfície foram calculadas usando-se regressão linear simples e coeficiente de determinação (R²). Para o uso e ocupação da terra da bacia hidrografica foi realizado análise temporal de imagens Landsat-5, Landsat-8 OLI/TIRS. Em seguida foi realizado a relação do uso e ocupação da terra com as análises da qualidade da água das estações a montante 1 (M1), Montante Repartimento (MR) e Montante Pacurui (MP). Os resultados mostram que a curva de calibração gerou a equação de reressão linear com bom ajuste para estação de monitoramento M1, apresentando eficiência nos dados estimados pela reflectância através deste modelo. As análises de uso e ocupação da terra mostram que ao longo dos anos houve redução de formação florestal e ao mesmo tempo acontecia o crescimento da pastagem. Em relação a qualidade da água, os impactos causados por ações antrópicas têm influências negativas. Deste modo, pode observar a relevância da utilização de técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessammento e geotecnologias, como instrumentos que auxiliam no planejamento do uso e ocupação da terra, nas análises de qualidade da água e gestão de recursos hídricos em regiões de reservatórios, uma vez que estas tecnologias possibilitam maior abrangência espacial das análises com menores custos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301
    As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise dos índices de qualidade de vida amazônicos por meio de indicadores sociais
    (Universidade Federal do Pará, 2023-12-27) FARIAS, Ana Paula Vilhena; SERUFFO, Marcos Cesar da Rocha; http://lattes.cnpq.br/3794198610723464; https://orcid.org/0000-0002-8106-0560; PIRES, Yomara Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5304797342599931; https://orcid.org/0000-0001-7724-6082
    O cenário amazônico se configura diverso onde os modos de vida, bem como a qualidade desta, estão diretamente relacionados com as interações ambientais e sociais. A partir da análise dos indicadores usados no Índice de Progresso Social da Amazônia e Pastoral da Criança e considerando o alto grau de subjetividade que compreende Qualidade de Vida seria possível desenvolver uma metodologia para mensurar esses índices voltados para o âmbito social Amazônico que abordam a qualidade de vida? Objetiva-se o entendimento de qualidade de vida dos municípios amazônicos através de indicadores que retratem desenvolvimentos baseados em performances sociais como Índice de Progresso Social da Amazônia e a Pastoral da Criança. A metodologia de análise de dados se dará de duas formas: primeiramente por meio do processo de Knowledge Discovery in Databases (KDD) oriundos dos dados da Pastoral da Criança e a segunda será a partir do Mapeamento Sistemático do Índice de Progresso Social (IPS) da Amazônia baseado na metodologia PICOC (P: população/pacientes; I: intervenção; C: comparação/controle; O: resultado; C: contexto). Foram realizados investigação e bancos de dados, revisão bibliográfica, estudo e seletiva de produções, caracterização, estudo e acompanhamento em campo e relatório comparativo entre esses. No que se refere aos resultados obtidos se nota que o IPS Amazônia, pouco abordou nos seus últimos relatórios no que diz respeito aos povos tradicionais que habitam a área correspondente bem como também no que se refere a periodicidade de suas publicações. A Pastoral da Criança, por outro lado, não tem atuação na área ambiental e exclui de seus acompanhamentos outros públicos que não sejam gestantes, bebês e crianças até os 6 anos de idade. Ressalta-se que ambas fontes de pesquisa e atuação de QV beneficiam, porém não suprem completamente as necessidades da região fornecendo embasamento para que possam nortear planejamentos e atuações de políticas públicas voltadas para a Amazônia.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Análise faciológica e estratigráfica da planície costeira de Soure (margem leste da ilha de Marajó-PA), no trecho compreendido entre o canal do Cajuúna e o estuário Paracauari
    (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2007-06) FRANÇA, Carmena Ferreira de; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; EL-ROBRINI, Maâmar
    A planície costeira de Soure, na margem leste da ilha de Marajó (Pará), é constituída por áreas de acumulação lamosa e arenosa, de baixo gradiente, sujeitas a processos gerados por marés e ondas. Suas feições morfológicas são caracterizadas por planícies de maré, estuários, canais de maré e praias-barreiras. A análise faciológica e estratigráfica de seis testemunhos a vibração, com profundidade média de 4 m, e de afloramentos de campo permitiu a caracterização dos ambientes deposicionais, sua sucessão temporal e sua correlação lateral, a elaboração de seções estratigráficas e a definição de uma coluna estratigráfica. Foram identificadas cinco associações de facies: (1) facies de planície de maré, (2) facies de manguezal, (3) facies de barra de canal de maré, (4) facies de praia e (5) facies de duna. A história sedimentar da planície costeira de Soure é representada por duas sucessões estratigráficas: (1) a sucessão progradacional, constituída pelas associações de facies de planície de maré, manguezal e barra de canal de maré; e (2) a sucessão retrogradacional, formada pelas associações de facies de praia e de duna. Essas sucessões retratam uma fase de expansão das planícies de maré e manguezais, com progradação da linha de costa (Holoceno médio a superior), e uma posterior fase de retrogradação, com migração dos ambientes de praias e dunas sobre depósitos lamosos de manguezal e planície de maré, no Holoceno atual. A história deposicional da planície costeira de Soure é condizente com o modelo de evolução holocênica das planícies costeiras do nordeste paraense.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Uma análise sócio-demográfica da incidência de hanseníase na Amazônia legal brasileira: abordagem baseada em redes bayesianas
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-08) GOMES, José Maria da Silveira; FRANCÊS, Carlos Renato Lisboa; http://lattes.cnpq.br/7458287841862567
    A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa milenar, de caráter crônico e estigmatizante, desde os tempos mais remotos da humanidade até os dias de hoje. Caracteriza-se por uma doença da pobreza e o Brasil é o segundo país do mundo com a maior incidência. A falta de políticas públicas para a redução da pobreza através da melhoria dos indicadores sócio-econômicos do país, estão diretamente relacionados à incidência da doença no Brasil. As estratégias para o controle e monitoramento devem perpassar por ações inteligentes. Uma das soluções para o monitoramento da doença é a utilização das redes bayesianas como método probabilístico para a tomada de decisões no controle e na tomada de decisão quanto aos procedimentos a serem adotados para a redução da incidência da doença. O trabalho tem como objetivo analisar a associação da incidência da doença Hanseníase em relação aos indicadores do desenvolvimento humano, habitação e nível de renda, considerando os municípios da Amazônia Legal brasileira em relação ao Brasil. Estudo ecológico, baseado em dados obtidos sobre os casos de Hanseníase no Brasil no ano de 2010, disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) através do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e os indicadores socioeconômicos através da base da Pesquisa de Domicílios do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e componentes do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, referentes à educação e renda foram obtidos a partir da plataforma de consulta Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, também adotando como referência o ano de 2010. A metodologia combina as etapas da mineração de dados obtidos através dos bancos de dados consultados, com a análise da distribuição espacial. Foi utilizada a técnica de redes bayesianas com o objetivo de medir a associação entre as variáveis do domínio do problema e para estabelecer a analogia dos dados entre os municípios estudados com os dados encontrados para os demais municípios brasileiros. Com a aplicação do algoritmo K2, foram encontradas associações relevantes com os seguintes indicadores aplicados no estudo: Amazônia Legal Brasileira, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Renda e Educação e Condição de Habitação dos Domicílios. No modelo de rede bayesiana encontrado, existe uma associação significativa entre os percentuais de domicílios com densidade maior que 2 e taxa de incidência de Hanseníase. Embora a relação entre a taxa de incidência, fatores socioeconômicos, baixos índices educacionais e de renda já tenha sido evidenciada em vários estudos, a inserção do indicador que considera a densidade populacional do domicílio foi uma proposta inovadora deste trabalho, sendo o indicador mais significativo neste estudo. A análise da incidência da Hanseníase pela distribuição espacial comparativa entre a Amazônia Legal e o Brasil, contribuiu para demonstrar que a política pública de habitação para a região estudada é quase inexistente, já que a densidade populacional por moradia é muito alta, facilitando o aparecimento de doenças infectocontagiosas, como a Hanseníase.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Analysis of imatinib adherence in chronic myeloid leukemia: a retrospective study in a referral hospital in the brazilian amazon
    (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, 2019-06) ANDRADE, Alan Rodrigues; PAZ, Igor Penha; EVANGELISTA, Talitta Ribeiro; MELLO, Vanessa Joia de; HAMOY, Moisés; LEITÃO, Daniel da Silva
    Fundo: Houve uma revolução no tratamento da Leucemia Mielóide Crônica desde a introdução do imatinibe. No entanto, a adesão do paciente tem um grande impacto na resposta obtida com o tratamento médico. O objetivo deste estudo foi analisar a adesão medicamentosa e os fatores que a influenciaram em pacientes com Leucemia Mielóide Crônica em um hospital de referência na Amazônia brasileira. Método: Este foi um estudo retrospectivo incluindo 120 pacientes com Leucemia Mielóide Crônica, de janeiro de 2002 a dezembro de 2014. A adesão foi estimada pela Proporção de Dias Cobertos e a persistência pela análise de Kaplan-Meier. Os dados foram analisados ​​no software Epi Info 7 ® e a relação entre as variáveis ​​foi analisada pelo teste exato de Fisher. Um valor p menor que 0,05 foi considerado significativo. Resultados: Vinte e sete pacientes (22,5%) foram considerados não aderentes. Houve uso irregular de medicamentos e desinteresse pelo tratamento em 20,83% ( n = 25), dos quais 13 foram considerados não aderentes ( p<0,001). Um total de 26,67% ( n = 32) abandonou o tratamento por um período. Destes, 56,25% ( n = 18) eram não aderentes ( p <0,001). Distância para o hospital, falta de medicação e efeitos colaterais foram todos não significativos para baixa adesão. Ao final de um seguimento de 360 ​​dias, 44,16% ( n = 53) dos pacientes apresentaram quebra de persistência, cuja média foi de 255 dias. Conclusão: A adesão encontrada neste estudo foi semelhante à encontrada em outras do gênero. Os únicos fatores que influenciaram negativamente a adesão foram o desinteresse e o abandono do tratamento, o que pode refletir a necessidade de educar individualmente os pacientes com Leucemia Mielóide Crônica.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Antropoceno na Amazônia: holoceno em curso ou prelúdio de uma nova época geológica do homem?
    (Universidade Federal do Pará, 2021-08-31) PONTE, Franciney Carvalho da; SZLAFSZTEIN, Cláudio Fabian; http://lattes.cnpq.br/1348005678649555; https://orcid.org/0000-0002-2855-2056
    Os Domínios Naturais da Amazônia Brasileira apresentam uma elevada diversidade biogeográfica, favorecidos por um substrato geológico complexo e por um clima equatorial, ambos preponderantes na paisagem amazônica, localizados na porção Norte do Brasil, perfazendo uma área equivalente a 40% do território nacional (~3.7 milhões Km2 ). A expansão humana na Amazônia tem produzido uma série de transformações em seus recursos naturais. Nesse sentido, o trabalho teve, como objetivo, realizar uma retrospectiva da trajetória do ser humano nos domínios amazônicos, através da espacialização de evidências antropogênicas e da análise de indicadores antropogênicos, passíveis de associação a preceitos do Antropoceno, viabilizada por uma perspectiva geográfica. A análise levantou os aspectos dos domínios morfoclimáticos e fitogeográficos, destacando suas paisagens dominantes e seus respectivos sistemas naturais, através da compartimentação biofísica, funcionando como substrato na análise da dinâmica de eventos socioespaciais e das evidências materializadas da ação humana nas paisagens, sob um amplo espectro temporal — Holoceno. A investigação foi alicerçada em uma abordagem holística e integradora de variáveis, relacionadas a aspectos naturais e socioespaciais, a partir de uma visão sistêmica, direcionada a dimensionar e a mensurar os padrões de uso dos recursos naturais, o grau de antropogenização dos domínios naturais e a proposição de paisagens/estruturas antropocênicas. Nesse sentido, a pesquisa revelou que estes domínios apresentam, atualmente, um percentual antropogênico muito significativo, de aproximadamente 70%, fruto de uma dinâmica socioespacial ampla e diversa, o que atribuiu à região uma acentuada variabilidade de macrossistemas humanos e paisagens seminaturais, embutidas em ecossistemas aparentemente naturais. No entanto, foi detectado que esta estimativa provavelmente é subestimada, se considerarmos as evidências, segundo uma perspectiva acumulativa, alcançando um valor em torno de 150%, ou seja, 50% acima da área total do espaço de estudo, o que denuncia uma elevada pressão antropogênica na região. Diante do exposto, e considerando os preceitos do Antropoceno, centrados na concepção antropogênica, sugere-se que a Amazônia acondiciona paisagens antropogênicas, substancialmente alteradas, há pelos menos quatro mil anos AP, quando boa parte de seus domínios já era ocupada e significativamente usada e manejada por grupos humanos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aplicabilidade de um sistema de baixo custo para o monitoramento de dados meteoceanográficos na zona costeira Amazônica
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-23) SOTÃO, Daniel da Silva; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514
    Este trabalho teve como objetivo desenvolver, implementar e validar um Protótipo de Monitoramento Contínuo (PMC) de baixo custo, para coletar dados meteoceanográficos na Zona Costeira Amazônica (ZCA), região vulnerável às mudanças climáticas e com lacunas de dados ambientais. O sistema, desenvolvido com um microcontrolador ESP32, integra sensores de temperatura e umidade relativa do ar (HDC1080 e AM2302), pressão atmosférica (BMP280 e MS5611), temperatura da água (DS18B20), nível da maré (HC-SR04), precipitação, velocidade e direção do vento. Os sensores foram validados comparando seus dados com uma estação meteorológica CICLUS PRO (EMC) e um registrador Sonlist Levelogger 5 LTC (CTDlog), ambos utilizados como referência. O PMC realizou quatro campanhas de testes em conjunto com o EMC e CTDlog, totalizando 56.221 registros. Os dados foram submetidos à regressão linear para desenvolver equações de calibração para cada sensor. A qualidade dos modelos de calibração foi avaliada por meio do coeficiente de determinação (R²), raiz do erro quadrático médio (RMSE), correlação de Pearson e análise residual. Os sensores HDC1080 e AM2302 mostraram excelente desempenho na medição de temperatura, com R² > 0,9, RMSE < 0,2 °C e residual absoluto médio (RAM) < 0,12 °C, e correlação de Pearson muito forte (r ≥ 0,9). No entanto, demonstraram instabilidade na medição da umidade relativa do ar (R² ≈ 0,64; RMSE ≈ 3,46%; RAM ≈ 2,52%). O desempenho dos sensores de pressão BMP280 e MS5611 foi inicialmente comprometido pelo aquecimento interno do PMC, mas após compensação térmica, obtiveram R² entre 0,88 e 0,99, RMSE entre 0,17 e 0,45 hPa e RAM entre 0,11 e 0,34 hPa, com destaque para o BMP280. O sensor DS18B20 apresentou correlação muito forte, R² ≈ 0,94, RMSE ≈ 0,036 °C e RAM ≈ 0,021 °C, sendo altamente promissor. O HC-SR04 destacou-se como o melhor entre todos, com R² ≈ 0,99, RMSE ≈ 2,6 cm e RAM ≈ 1,9 cm. Sensores de precipitação e de vento apresentaram inconsistências, exigindo testes adicionais. O custo total de produção do PMC foi de R$ 952,75, refletindo economia de 86,19% em relação à EMC (R$ 6.897,00) e 96,14% frente ao CTDlog (R$24.677,29). Comparando o PMC a equipamentos equivalentes, obteve-se economia de no mínimo 66,33% em relação às estações básicas e 87,3% frente a registradores de temperatura e nível da água mais econômicos. O PMC demonstrou ser uma solução viável, econômica e replicável para o monitoramento ambiental contínuo na ZCA, com potencial de preencher lacunas existentes nas redes de observação, embora melhorias ainda sejam necessárias para aprimorar seu desempenho a longo prazo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O aplicativo alerta clima indígena: digitalização das terras indígenas à luz da ecologia da comunicação
    (Universidade Federal do Pará, 2021-11-17) RAYOL, Clarissa da Silva; COSTA, Luciana Miranda
    Esta dissertação tem como objetivo analisar, à luz da ecologia da comunicação, a digitalização das Terras Indígenas experenciada pelo aplicativo Alerta Clima Indígena, desenvolvido pelo Ipam junto ao Instituto Raoni, Conselho Indígena de Roraima (CIR) e Comissão de Caciques e Lideranças da Terra Indígena Araribóia (CCOCALITIA), cuja finalidade consiste na divulgação de dados científicos sobre clima, fogo e desmatamento das Terras Indígenas da Amazônia brasileira. A plataforma também dispõe de recursos para a criação de alertas contra ameaças à Terra Indígena e a inserção de informações sobre os usos tradicionais como roça, caça, pesca e coleta. Nesse contexto, com base em acionamentos teóricos da Ecologia da Comunicação (DI FELICE; PEREIRA, 2017), esta pesquisa caracteriza-se como experimental e qualitativa, alinhada à perspectiva imersiva na qual a pesquisadora adentra às redes e integra as conexões ali empreendidas. No percurso investigativo, apresentamos a descrição das organizações indígenas parceiras do aplicativo e a construção colaborativa das oficinas enquanto espaços de interlocução, posteriormente imergimos nas arquiteturas interativas digitais do aplicativo para depois analisar os processos autônomos experenciados pelo povo Mẽbêngôkre Mẽtyktire (Kayapó), sob a ótica de dois entrevistados residentes da Terra Indígena Capoto/Jarina localizada no estado do Mato Grosso. Nesse sentido, a experiência de digitalização das Terras Indígenas, a partir do aplicativo Alerta Clima Indígena, está inserida na “criação de mundos híbridos” (DI FELICE, 2021), onde os dados científicos, as tecnologias, as chuvas, o vento, os animais e as árvores possuem suas próprias agências e são transformados por elas, assim como os povos indígenas demonstram criatividade nas formas de apropriação e reinterpretação da plataforma a partir da invenção de novas práticas para a Gestão das Terras Indígenas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis na cidade universitária professor José da Silveira Netto - Belém/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2012-05-03) YOSHINO, Gabriel Hiromite; FERNANDES, Lindemberg Lima; http://lattes.cnpq.br/4641468846318922
    A Amazônia brasileira detém cerca de 69% da água doce disponível no Brasil, quantidade que acaba criando a ilusão de que não falta e nem faltará água na região, assim, a grande oferta deste recurso se torna um problema quando se trata da Gestão e Planejamento dos Recursos Hídricos na Amazônia, em função do uso perdulário e a falta de conservação dos mananciais, agravado pelo lançamento de resíduos líquidos sem tratamento. Falar em programas de conservação de água na Amazônia algumas décadas atrás e ainda hoje, com menor intensidade, é de certa forma estranha, devido à grande quantidade de água disponível e a cultura da abundância. Porém, com as mudanças climáticas, ssociada à crise da água no século XXI e o crescimento da consciência ambiental, surgiu um novo paradigma para o uso da água. Assim, a presente pesquisa busca discutir a importância do aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis, visto o potencial de aproveitamento, ao longo de todo ano, devido o alto índice pluviométrico presente na região amazônica, variando, em média, de 119,6mm no mês de novembro a 441,6mm no mês de março. Foi verificado o potencial de aproveitamento de água da chuva, a partir das áreas dos telhados de alguns prédios, localizados na Universidade Federal do Pará – UFPA, Campus Guamá, também conhecido como Cidade Universitária Professor José da Silveira Netto. Os métodos utilizados para o dimensionamento do reservatório foram os de Rippl e o Interativo, sendo a verificação da viabilidade econômica feita através dos métodos do Valor Presente Líquido - VPL e payback descontado. Como resultado, obteve-se através do método de Rippl um volume superior a 1000 m³, enquanto que, pelo método interativo foi de no máximo 75 m³. A viabilidade econômica apresentou-se fragilizada em função do tempo de retorno ser superior a vida útil do sistema de aproveitamento de água de chuva.
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