Navegando por Assunto "Ananindeua (PA)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres em privação de liberdade e ações voltadas para reinserção social no Centro de Reeducação Feminino em Ananindeua-Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-08-25) GOMES, Daiane Ribeiro; SERUFFO, Marcos César da Rocha; http://lattes.cnpq.br/3794198610723464; https://orcid.org/0000-0002-8106-0560O objetivo geral deste trabalho é compreender como as ações de reeducação de mulheres em privação de liberdade voltadas para a reinserção social estão sendo ofertadas no Centro de Reeducação Feminino em Ananindeua – Pará. Para isso, foi realizado um levantamento bibliográfico e documental em obras correlatas ao tema, além de uma análise de informações do sistema prisional paraense a respeito de ações desenvolvidas no encarceramento feminino. Realizou-se também uma abordagem qualitativa que habita na interface entre os métodos funcional e interpretativo, como processo de autotransformação do ser humano, ou seja, como processo simultaneamente produtivo e formativo. Os resultados demonstram que, na prática, as ações de reeducação à reinserção social acontecem em parceria principalmente com o sistema “S”. O curso de panificação e manutenção de microcomputadores são os de maior preferência, e os cursos de garçom, recepcionista, aplicadora de revestimento cerâmico, artesão de pintura em tecidos, manicure e pedicure apresentam um menor interesse pelas presidiárias. Também há oficinas voltadas para a ideia de levar diversão e cuidados às internas, aperfeiçoando habilidades que colaboram na construção de um perfil profissional, para conseguirem um emprego ao sair do sistema prisional. É imperativo promover o debate sobre reinserção social e destacar a necessidade de políticas públicas para a promoção da dignidade da mulher no cárcere em atenção aos direitos humanos e garantias fundamentais assegurados constitucionalmente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “A TEUCY é uma nação própria”?: transnação e malha ritual no culto as folhas na tenda espírita de umbanda cabocla Yacira – Ananindeua-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-06-06) RIBEIRO, Rafael Santos; VILLACORTA, Gisela Macambira; http://lattes.cnpq.br/4673875521234184A vida nas religiões afro-brasileiras está na expressão e vivência da natureza. Os adeptos dos diversos segmentos desta religião não percebem o mundo como algo distante ou separado de si, mas, como fluxos circulatórios ligados ao mesmo tecido, chamado por eles de ayê (terra). Este movimento e inserção no mundo dialoga com o que Tim Ingold (2012; 2017) chama de malha de linhas entrelaçadas de crescimento e movimento. Todo esse processo está longe de uma percepção do ambiente enquanto fator material, mas o percebe enquanto materialidade, ou seja, elementos que não estão em um lugar, mas ao longo do caminho e, principalmente, estão vivos. Partindo desta perspectiva, busca-se compreender neste trabalho o espaço da folha nos cultos litúrgicos de matriz africana, especificamente na Tenda Espírita de Umbanda Cabocla Yacira (T.E.U.C.Y.), localizada na cidade de Ananindeua-PA. Entende-se que o espaço da folha nestes cultos não é vivido dentro de um ambiente, mas através dele, peregrinando, criando vida, perpetuando a materialidade do culto na própria folha, assim, à folha não possui o poder apenas de cura, através de banhos, garrafadas, ebós, mas é importante na ordenação da produção de conhecimento, na base epistemológica do ambiente do terreiro. Através desse pensamento, observo as ramificações religiosas da TEUCY não como um objeto que se separa do mundo que está inserido, mas como coisas que se entrelaçam, que geram conhecimento e relações de força, o que Ingold chama de fluxos, ou seja, já não é mais interessante os objetos que estão contidos no terreiro, mas como elas (ramificações religiosas) interagem entre elas e com meio e como se expandem além delas mesmas através do culto às folhas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Violências e seus efeitos no bairro do PAAR, Ananindeua/Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-06-28) COSTA, Fernando Augusto Ribeiro; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884Objetivamos a partir do uso de procedimentos etnográficos, investigar, analisar e refletir sobre os efeitos das violências para o modo como as vivências e as convivências se estabelecem, se organizam e se reproduzem no cotidiano de indivíduos que residem em meio a elas, especialmente em seu sentido subjetivo, mormente no PAAR, um bairro da periferia da Região Metropolitana de Belém, capital do Estado do Pará. Observa-se que nessas relações estão presentes elementos de uma convivência baseada no apoio e na compreensão mútuos, uma vez que os sujeitos têm de viver em um mesmo lado de coexistência e que, mesmo para com famílias cujos membros foram tidos como suspeitos de ilícitos e barbaramente exterminados, tais atitudes não desaparecem, mas se reforçam. Conduzir essa reflexão nos levou a buscar compreender as nuances de uma temática trabalhada sob os mais diversos aspectos o que é sempre uma tarefa impregnada pelo desafio de propor um olhar diferenciado, uma análise inovadora ou uma concepção de tal ordem nova que consiga mesmo responder aos anseios por dar respostas prontas e acabadas a situações com bastante complexidade. Assim, inúmeros autores alertam para o risco de visões apriorísticas e enviesamentos do pensamento que acabam por direcionar a análise e, por conseguinte, as conclusões. Um desses autores é Slavoj Žižek. Ao trabalhar as noções de violência subjetiva e de violência objetiva, sob uma perspectiva de busca e não de definições, este autor ajuda na compreensão da multiplicidade de visões e de pontos de vista ao passo em que provoca a pesquisa a ir em busca da confrontação da realidade eivada de simbolismo em detrimento de um Real prenhe de Ideologia.
