Navegando por Assunto "Anarchic urbanization"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) O problema da habitação face à urbanização e à concentração dos serviços públicos em Port-au-Prínce: uma contribuição para a melhoria da habitação precária(Universidade Federal do Pará, 2026-09-05) ALTHONA, Ricardo Fedzner; AMARAL, Márcio Douglas Brito; http://lattes.cnpq.br/6997234298024427; https://orcid.org/0000-0002-2094-3044; ARAÚJO, Alan Nunes; AMARAL, Márcio Douglas Brito; http://lattes.cnpq.br/5369542452826838; http://lattes.cnpq.br/3615933256497096Considerando as diversas dificuldades que a população haitiana enfrenta há vários anos, tanto no plano político como no plano socioeconômico e ambiental, Port-au-Prince está passando por uma urbanização rápida, muitas vezes não planejada, que tende a desconstruir o tecido urbano e enfraquecer a estrutura social, causando uma pressão crescente sobre a moradia, que é um direito fundamental consagrado nos textos internacionais aos quais o Haiti aderiu. No entanto, a grande maioria dos haitianos vive em condições precárias de moradia, especialmente em Port-au-Prince e nas grandes aglomerações. Este crescimento demográfico, acentuado por um importante êxodo rural e pelas consequências de catástrofes naturais, provoca a rápida expansão de bairros informais caracterizados por uma forte densidade, condições de vida precárias, insegurança fundiária e acesso limitado a infraestruturas básicas, como água potável, eletricidade e estradas. Ao mesmo tempo, a concentração dos serviços públicos nos bairros centrais e nas áreas mais abastadas agrava as desigualdades sociais e territoriais. Essa distribuição desigual marginaliza ainda mais as populações dos bairros periféricos, limitando suas possibilidades de acesso a serviços essenciais e oportunidades econômicas. Essa situação aumenta a diferença entre bairros favorecidos e desfavorecidos, acentua o sentimento de exclusão e atrai a população para os centros urbanos, aumentando a pressão imobiliária, tornando as periferias inabitáveis sem soluções informais e criando uma falta de moradia. Diante da escassez de moradias formais acessíveis, grande parte da população é forçada a se instalar em áreas marginais, muitas vezes ilegais, onde constroem moradias precárias, frequentemente sem acesso a serviços básicos.
