O problema da habitação face à urbanização e à concentração dos serviços públicos em Port-au-Prínce: uma contribuição para a melhoria da habitação precária

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05-09-2026

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ALTHONA, Ricardo Fedzner. O problema da habitação face à urbanização e à concentração dos serviços públicos em Port-au-Prínce: uma contribuição para a melhoria da habitação precária. Orientador: AMARAL, Márcio Douglas Brito. 2025. 94 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18157. Acesso em:.

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Considerando as diversas dificuldades que a população haitiana enfrenta há vários anos, tanto no plano político como no plano socioeconômico e ambiental, Port-au-Prince está passando por uma urbanização rápida, muitas vezes não planejada, que tende a desconstruir o tecido urbano e enfraquecer a estrutura social, causando uma pressão crescente sobre a moradia, que é um direito fundamental consagrado nos textos internacionais aos quais o Haiti aderiu. No entanto, a grande maioria dos haitianos vive em condições precárias de moradia, especialmente em Port-au-Prince e nas grandes aglomerações. Este crescimento demográfico, acentuado por um importante êxodo rural e pelas consequências de catástrofes naturais, provoca a rápida expansão de bairros informais caracterizados por uma forte densidade, condições de vida precárias, insegurança fundiária e acesso limitado a infraestruturas básicas, como água potável, eletricidade e estradas. Ao mesmo tempo, a concentração dos serviços públicos nos bairros centrais e nas áreas mais abastadas agrava as desigualdades sociais e territoriais. Essa distribuição desigual marginaliza ainda mais as populações dos bairros periféricos, limitando suas possibilidades de acesso a serviços essenciais e oportunidades econômicas. Essa situação aumenta a diferença entre bairros favorecidos e desfavorecidos, acentua o sentimento de exclusão e atrai a população para os centros urbanos, aumentando a pressão imobiliária, tornando as periferias inabitáveis sem soluções informais e criando uma falta de moradia. Diante da escassez de moradias formais acessíveis, grande parte da população é forçada a se instalar em áreas marginais, muitas vezes ilegais, onde constroem moradias precárias, frequentemente sem acesso a serviços básicos.

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Brasil

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