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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aprendendo História com os “guardiões da memória”: o uso do podcast no ensino de História da África e da diversidade étnico-racial
    (Universidade Federal do Pará, 2021-12-22) SILVA, Wilson Júnior Bastos da; SILVA, Wesley Garcia Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/2125737316069934; https://orcid.org/0000-0002-2734-5442
    Esta dissertação teve por objetivo fazer uma discussão sobre como o ensino de História da África e a Diversidade Étnico-Racial, preconizadas pela lei 10639/03, tem uma importante contribuição para uma educação antirracista. Assim, mobilizamos através do processo dialético entre ensino e aprendizagem como ferramentas pedagógicas conhecimentos que envolveram a ancestralidade que caminha com memória e como meio a oralidade para trabalharmos a valorização de uma identidade ligada ao continente africano. Para isto, buscamos através da interface entre “Tecnologia Griot” advinda da ancestralidade e a tecnologia da oralidade do ciberespaço podcast colocarmos em prática nosso propósito. Tivemos como base de nossos estudos a Escola Irmã Maria Angélica Dantas, em Paragominas, que em seu Projeto Político Pedagógico é inserido o “Projeto Negro é a Raiz da Liberdade” para as discussões sobre as relações étnicos-raciais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comunicação que se faz comunidade na periferia: ancestralidade e vinculação na passagem Limoeiro, bairro do Jurunas, Belém, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2021-11-18) CONCEIÇÃO, Raphael Castro da; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248
    Nas periferias a organização comunitária é fenômeno habitual, seja por meio de movimentos ou entidades políticas, como associação de moradores, centros comunitários, etc., ou também por meio da amizade entre vizinhos, das festas juninas e blocos de carnaval nas comunidades, dos times de futebol, da solidariedade e cooperação que são geradas espontaneamente, no cotidiano e em momentos de crise, como vemos na pandemia de covid-19. Essa organização comunitária institucional ou espontânea produz outra ideia de periferia, bem diferente da perspectiva que só vê a periferia como sinônimo de pobreza e violência. Esta pesquisa tem o objetivo de compreender criticamente os processos comunicativos que constroem, mantêm ou reconfiguram a vinculação entre moradores de periferia, a partir da vivência e observação participante na comunidade da Passagem Limoeiro, no bairro do Jurunas, periferia de Belém do Pará. Nosso referencial teórico começa com Sodré (2014a) e Buber (2001) abordando a ideia de Comum como fundamento da comunicação na sociedade. Também nos apoiamos na contribuição intelectual de autores como Jesus (2014), Deus (2019), Almeida (2021) Racionais MCs (2018), Borda (2008), Souza (2020) e Santos (2001; 2002) para discutir a experiência vivida na periferia, bem como as questões de raça e racismo. Também discute-se, em diálogo com Castro (2008), Castro e Campos (2015), Rodrigues (2006, 2008a, 2008b) e Silva (2016), algumas dinâmicas de formação socioeconômica da Amazônia e do bairro do Jurunas. Em Sodré (2017) também nos apoiamos para a discussão da idéia de ancestralidade, a partir do conceito de arkhé africana. Consideramos que a Passagem Limoeiro realiza processos comunicativos dinâmicos a partir da vinculação influenciada diretamente por essa ancestralidade que atravessa a comunidade.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Mulheres que habitam em mim: uma poética em dança movida pelo ser alfa matrilinear
    (Universidade Federal do Pará, 2026-04-26) MELO, Leylla Raissa Sampaio; SANTOS, Mayrla Andrade Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/3654924974448971; SANTOS, Mayrla Andrade Ferreira dos; MENDES, Ana Flávia de Mello; BRITO, Maria dos Remédios de; BASSALO, Lucélia de Moraes Braga; http://lattes.cnpq.br/3654924974448971; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; http://lattes.cnpq.br/6941089571024585; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-4807-0775; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285; https://orcid.org/0000-0002-0412-6052
    Esta pesquisa propôs a criação de uma poética em dança que entrelaça histórias de vida, memória e ancestralidade feminina. Centrada na linhagem matrilinear da pesquisadora – composta por sua Bisavó, Avó e Mãe – o estudo adota a escrita feminina como gesto simbólico e político de resistência frente ao apagamento histórico das trajetórias das mulheres, articulando uma reflexão crítica sobre o lugar social da mulher e as opressões produzidas pelo sistema patriarcal, por meio do diálogo entre a filosofia e o feminismo. Nesse contexto, problematiza-se de que maneira a ancestralidade feminina – articulada às histórias de vida das mulheres da família da pesquisadora – pode constituir um campo de criação artística e de produção de conhecimento em dança. Dessa maneira, a pesquisa buscou compreender o corpo que dança como espaço habitado pelo ser alfa matrilinear, no qual memória, ancestralidade e experiência vivida se transformam em movimento, configurando o corpo como arquivo vivo e a dança como linguagem de escuta, pertencimento e afirmação da existência feminina. A metodologia do trabalho se fundamenta na Prática Artística como Pesquisa (PaR), a partir de Ciane Fernandes, articulando os princípios do Habitante-Criador, proposto por Mayrla Andrade Ferreira, e elementos do Método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (BPI), sistematizado por Graziela Rodrigues, para compreender o corpo como um território de memória e investigação. A fundamentação teórica é transdisciplinar, relacionando dança, estudos feministas e filosofia, destacando o despertar da “Mulher Selvagem” – arquétipo criado por Clarissa Pinkola Estés – que representa a força instintiva, criadora e ancestral feminina que habita o ser de cada mulher. Assim, a pesquisa evidenciou que a escrita e a criação em dança constituem dispositivos de escuta, elaboração e (re)inscrição das memórias femininas e da própria existência, possibilitando transformar histórias ancestrais em experiência estética e política. A obra cênica Mulheres que habitam em mim contribuiu para o fortalecimento e ampliação das discussões sobre produção de conhecimento a partir da experiência vivida por meio da prática artística.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “Professor, o senhor chamou a gente de quilombola?!”: Ensino de História e a valorização da ancestralidade negra em Martins Pinheiro Maracanã-Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2026-04-29) FERREIRA, Leidison Oliveira; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659; https://orcid.org/0000-0002-0145-5379; SILVA JÚNIOR, Elton Luís da; ESTEVES, Carlos Leandro da Silva; http://lattes.cnpq.br/2630049184206234; http://lattes.cnpq.br/6758802097773377; https://orcid.org/0000-0001-8719-9400; https://orcid.org/0000-0003-4685-8216
    Esse trabalho busca promover um ensino de História que valorize a ancestralidade negra local. A Vila de Martins Pinheiro, de acordo com alguns moradores da comunidade, teria originalmente surgido como um quilombo. Tendo ainda no seu cotidiano manifestações culturais como o carimbó e a devoção a São Benedito, como marcadores das africanidades presentes nesse lugar. Dessa maneira, a proposta dessa pesquisa foi proporcionar um ensino de História que privilegie os saberes e a ancestralidade da comunidade, que estão presentes em sua tradição oral. Entendo que, por vezes, esses saberes não têm encontrado espaço nos ambientes de ensino formal, o que atribuo como resultante das ações da colonialidade, conforme é definido por Aníbal Quijano (2010). O caminho que tomei para alcançar a valorização da ancestralidade negra local foi ir ao encontro, juntamente com os alunos, dos guardiões da memória de Martins Pinheiro. Esse encontro foi mediado por meio de um projeto desenvolvido com os alunos do sétimo ano, intitulado "Ancestralizando Martins Pinheiro". A metodologia na qual as práticas pedagógicas foram executadas é resultante da confluência com outros métodos de ensino, e chamo de “Educação Histórica da Ancestralidade”. Os conceitos e pensadores em que essa pesquisa se amparou estiveram ligados aos referenciais teóricos decoloniais, contracoloniais e afrocentrados. Com isso, pensadores como Aníbal Quijano (2010), Catherine E. Walsh (2009), Amadou Hamapaté Bâ (2010) e Eduardo David de Oliveira (2005) são alguns dos autores que confluíram com essa dissertação. A dimensão propositiva desse trabalho foi o documentário intitulado “A semente do Carimbó: Ancestralidade negra em Martins Pinheiro”.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Uma Fotoetnografia de masculinidades Quilombolas
    (Universidade Federal do Pará, 2026-05-13) BANDEIRA NETTO, Felipe; ACHUTTI, Luiz Eduardo Robinson; http://lattes.cnpq.br/8210836935303968; https://orcid.org/0000-0002-2721-6659; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366; GONÇALVES, Telma Amaral; DANTAS, Luisa Maria Silva; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; http://lattes.cnpq.br/1573989294603242
    Esta tese investiga as masculinidades quilombolas por meio de uma abordagem fotoetnográfica que articula antropologia visual, estudos de gênero e reflexões sobre território, ancestralidade, espiritualidade e corporeidade. Desenvolvida em comunidades quilombolas amazônicas e em diálogo com experiências afro-diaspóricas vivenciadas durante o doutorado sanduíche na África do Sul, a pesquisa compreende as masculinidades como construções relacionais produzidas nas experiências comunitárias, nos vínculos intergeracionais e nas formas de pertencimento ao território. A fotografia é assumida como linguagem antropológica e como dispositivo de produção de conhecimento, reconhecendo a fotoetnografia não apenas como técnica de registro, mas como prática relacional atravessada por negociações, afetos, confiança e disputas de visibilidade. Os resultados evidenciam que as masculinidades quilombolas se constituem em estreita relação com a memória ancestral, a vida coletiva e a circulação entre diferentes espaços sociais, ao mesmo tempo em que revelam processos de transformação nos quais modelos associados à virilidade, ao controle emocional e à autoridade cedem lugar a formas de masculinidade orientadas pelo respeito, pela responsabilidade, pelo cuidado e pela maturidade nas relações. Ao ampliar o campo da fotoetnografia mediante a incorporação da circulação digital das imagens, dos deslocamentos transnacionais e da centralidade do corpo como espaço de produção de sentidos, a tese contribui para o desenvolvimento metodológico da antropologia visual e para a compreensão das masculinidades negras como experiências plurais, situadas e continuamente produzidas nas relações sociais.
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