Mulheres que habitam em mim: uma poética em dança movida pelo ser alfa matrilinear

Imagem de Miniatura

Data

26-04-2026

Afiliação

Grau

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Tema

Eixo temático

Tipo de acesso

Acesso AbertoAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalaccess-logo

Agência de fomento

Contido em

Citar como

MELO, Leylla Raissa Sampaio. Mulheres que habitam em mim: uma poética em dança movida pelo ser alfa matrilinear. Orientadora: Mayrla Andrade Ferreira dos Santos. 2026. 221 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Programa de Pós-Graduação em Artes, Instituto de Ciências da Arte, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18879. Acesso em:.

DOI

Esta pesquisa propôs a criação de uma poética em dança que entrelaça histórias de vida, memória e ancestralidade feminina. Centrada na linhagem matrilinear da pesquisadora – composta por sua Bisavó, Avó e Mãe – o estudo adota a escrita feminina como gesto simbólico e político de resistência frente ao apagamento histórico das trajetórias das mulheres, articulando uma reflexão crítica sobre o lugar social da mulher e as opressões produzidas pelo sistema patriarcal, por meio do diálogo entre a filosofia e o feminismo. Nesse contexto, problematiza-se de que maneira a ancestralidade feminina – articulada às histórias de vida das mulheres da família da pesquisadora – pode constituir um campo de criação artística e de produção de conhecimento em dança. Dessa maneira, a pesquisa buscou compreender o corpo que dança como espaço habitado pelo ser alfa matrilinear, no qual memória, ancestralidade e experiência vivida se transformam em movimento, configurando o corpo como arquivo vivo e a dança como linguagem de escuta, pertencimento e afirmação da existência feminina. A metodologia do trabalho se fundamenta na Prática Artística como Pesquisa (PaR), a partir de Ciane Fernandes, articulando os princípios do Habitante-Criador, proposto por Mayrla Andrade Ferreira, e elementos do Método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (BPI), sistematizado por Graziela Rodrigues, para compreender o corpo como um território de memória e investigação. A fundamentação teórica é transdisciplinar, relacionando dança, estudos feministas e filosofia, destacando o despertar da “Mulher Selvagem” – arquétipo criado por Clarissa Pinkola Estés – que representa a força instintiva, criadora e ancestral feminina que habita o ser de cada mulher. Assim, a pesquisa evidenciou que a escrita e a criação em dança constituem dispositivos de escuta, elaboração e (re)inscrição das memórias femininas e da própria existência, possibilitando transformar histórias ancestrais em experiência estética e política. A obra cênica Mulheres que habitam em mim contribuiu para o fortalecimento e ampliação das discussões sobre produção de conhecimento a partir da experiência vivida por meio da prática artística.

browse.metadata.ispartofseries

Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

Disponível na internet via correio eletrônico: riufpabc@ufpa.br